DARWIN
e KARDEC
U M D I Á L O G O P O S S Í V E LHebe Laghi de Souza
CAMPINAS – SP
Sumário
prefácio ...XVII
Capítulo 1
novos conhecimentos ... 1
Dois livros, duas teorias… um novo rumo… ...1
Detonando o orgulho: a teoria darwinista ...3
A codificação espírita: um caminho providencial ...6
O efeito dos novos conceitos evolucionistas: novas interpretações religiosas ...7
Em busca de respostas ...9
Progredimos, e muito… ...11
O homem: um ser espiritual ...12
Fatos notáveis ...14
Capítulo 2 evolução da vida: fatos e conflitos ... 17
Uma grande coincidência… ...17
Uma circunstância acidental, mas providencial ...19
Charles Darwin: quem era? ...20
X Darwin e Kardec – Hebe Laghi de Souza
Evolução: uma ideia antiga ...24
Os desígnios do alto ...25
Capítulo 3 súmula das teorias darwinista e kardecista ... 29
Uma viagem muito importante ...29
A volta para casa e o encontro com a descoberta ...32
Conclusões a que chegou ...33
A nova teoria: problemas, críticas e respostas… ...34
Castigo de Adão ou… uma outra história? ...37
E, então… quem era Allan Kardec? ...39
Como começaram as suas pesquisas… ...42
Vasculhando explicações… ...43
O sucesso e os entraves ...44
A teoria espírita ...45
Enfim, uma história…...46
Evolução espiritual e evolução orgânica: uma única história...47
Algumas considerações importantes sobre a nossa história ...50
Capítulo 4 quando tudo começou… ... 53
Era apenas um “buraco negro”… ...53
A ciência agnóstica… o cientista cético ...55
O espaço e o tempo… ...59
A organização em processo ...61
Buracos negros… ...63
No tempo de 1 milhão de anos… ...64
Caos e organização ...67
Nas obras, o Autor… ...70
O sistema solar, nosso planeta e a vida ...71
Uma breve reflexão sobre o dizer científico, os textos bíblicos e o espiritismo ...72
Sumário XI
Capítulo 5
o universo e o homem ... 75
Um pequeno preâmbulo ...75
E ainda procuramos conhecer quem somos… ...76
A vivência no mundo ...80
No fluxo da vida, o evoluir… ...81
Fazemos parte de um grande projeto… ...83
O prosseguimento do projeto: abrindo caminhos e diversificando trajetos… ...86
Uma volta ao passado ...88
Observando mais de perto… ...90
Acaso ou um projeto universal? ...92
Interações e comunicação...93
O nascer do homem ...95
De quem é a força para a evolução humana? ...97
A sexualidade ...99
Freud e sua visão do instinto sexual ...101
A teoria freudiana e um novo modo de pensar ...105
Natureza humana: influência universal do conjunto das experiências ...107
Capítulo 6 a grande jornada no planeta azul ... 111
Enfim, neste planeta… ... 111
A origem da vida: uma teoria lógica, mas… ainda um enigma ... 114
As dificuldades científicas para se entender a origem da vida… ... 118
O modelo de Maddox e outras ideias ... 121
Os caminhos do saber… ...123
O progresso… ...124
A expressão da vida na matéria ...126
Perispírito e a união espírito-matéria ...127
XII Darwin e Kardec – Hebe Laghi de Souza
Capítulo 7
o segredo da vida na matéria ... 131
A miraculosa fábrica da vida ...131
Nos compartimentos mais íntimos da vida ...134
A leitura do genoma e o código genético ...137
A síntese proteica: uma súmula ...140
A organização espírito-matéria ...140
O espírito e a célula germinativa: o começo de um ser vivo… ...142
Uma questão muito importante ...144
Consequências da fecundação assistida: o nascer de novas ideias ...146
Dificuldades e êxitos ...148
Um processo que requer prudência ...149
Pode-se, porém, sonhar… com qualquer coisa… mesmo com o impossível ...152
Obstáculos à frente… ...153
Os problemas dos transplantes...155
O presente, uma época para reflexões...156
A garantia de manutenção das ferramentas materiais do espírito ...160
A escolha do sexo do bebê...162
O espírito e o aperfeiçoamento genético ...164
Quais são as perspectivas: sombras ou luz ...166
Capítulo 8 darwin e kardec: um diálogo possível ... 171
A palavra científica e espírita numa única linguagem ... 171
O processo do progresso ...173
Competição e sobrevivência ... 176
Estratégias de adaptação: coadaptação ...179
As regras da vida ...182
O impulso instintivo e a busca de novos caminhos ...184
Sumário XIII
O processo biológico: instrumental do espírito ...190
O nosso arcabouço físico e a nossa programação ...193
Capítulo 9 enfim, o homem… ... 197
O que é o Homem… ...197
O homem, a cultura e a sociedade ...199
Influências culturais e sociais sobre a evolução humana ...201
O ser espiritual ...202
Um pouco sobre a natureza humana… ...205
No campo da psicologia moderna… ...208
Uma volta à interpretação Deus – Justiça – Bondade ... 211
Nossa situação atual... 214
Capítulo 10 trajetos percorridos… um caminho à frente… ... 219
Histórias: como a ciência conta... 219
Como contam as religiões ...222
bibliografia ... 227
prefácio
Durante o meu caminhar pelas estradas da vida,
encon-trei muitas pessoas que passaram por mim; algumas
caminha-ram comigo um bom trecho, outras passacaminha-ram rapidamente;
porém ninguém se foi sem deixar algo de si próprio. Com
elas aprendi sempre alguma coisa, às vezes grandes lições. A
todas elas o meu profundo agradecimento, pois a cada uma
devo um pouco do que sou, e o que sou reflete-se neste livro.
Assim, foram os meus pais que me ensinaram desde os
primeiros passos, as primeiras letras e as primeiras lições
so-bre o amor; que me mostraram como era bonita a vida, o
mundo e tudo o que nele existia.
Meus irmãos que, como eu, temiam o escuro e os
fantas-mas que viviam em nossa imaginação.
Aos meus amigos, principalmente meus professores,
aqueles primeiros que não deixaram de constituir-se nos
meus contatos iniciais com os conhecimentos.
Aos mestres universitários que fortificaram os
senti-mentos que eu trazia, plenos de sonhos, em querer penetrar
e entender os segredos da vida.
Aos meus alunos que, se aprenderam comigo as lições
acadêmicas, muito me ensinaram sobre as lições da vida.
Um agradecimento especial aos que me mostraram
o que de fato era fazer ciência, especialmente ao Professor
Doutor Theodosius Dobzhansky, pela compreensão com
XVIII Darwin e Kardec – Hebe Laghi de Souza
que soube olhar para os conflitos de uma discípula que, na
época, se per dia entre crer em Deus ou deixá-Lo para poder
prosseguir no campo da ciência. Uma vez me perguntou:
Por que não crer em Deus e também fazer ciência? A
ciência não prova que Ele exista, mas também que não
exis-ta. Se existir, certamente um dia O encontraremos. Se já O
encontrou, procure vê-Lo nas descobertas científicas. Se Ele
for uma mentira, sua crença se diluirá com o tempo, mas se
for uma verdade você encontrará um modo de vê-Lo com a
ciência.
Prossegui minhas atividades na área científica, porém,
sem deixar de, continuamente, estar em busca do Autor da
vida. Obtive um contrato como assistente na Universidade
de São Paulo, desenvolvendo lá o doutorado;
posteriormen-te, fui contratada pela Universidade de Campinas. Com
financia mentos que recebi de várias entidades de pesquisa,
organizei e equipei um laboratório de acordo com os
proje-tos que tinha em mente realizar.
Enquanto me dedicava às investigações científicas,
ana-lisando a vida dos organismos, no campo ou no
laborató-rio, observava o mundo e os seres, os padrões de adaptação,
as estratégias que desenvolviam na busca de sobrevivência.
Percebi com o tempo, quão simples e quão perenes eram as
leis universais e me emocionava a perfeição que
demonstra-vam. Essa visão induzia a me deixar transportar para além do
mundo material, para o infinito, e encontrar nisso as mãos
sábias de um eterno Construtor. Todavia, se por um lado
não podia me esquivar des se sentimento místico, por outro,
não conseguia ver o homem espiritual nem o Criador nas
descobertas científicas.
Houve época em que me perdi na dúvida e nos limites
da descrença por não encontrar subsídios religiosos que me
permitissem unir as duas coisas: o homem orgânico com a
sua espiritualidade.
Prefácio XIX
Um confronto entre as opiniões religiosas e científicas
era extremamente conflitante e, por que não dizer, mostrava
apenas a incompatibilidade que existia entre ambas.
Buscar Deus e a espiritualidade tornou-se o meu
ob-jetivo principal. Procurei analisar todas as religiões,
deten-do-me na filosofia de cada uma delas. Notei, então, que de
uma forma geral, as religiões apontam para os caminhos da
espiritualida de e principalmente para Deus. Se as olharmos
pelo aspecto científico veremos que são criações humanas;
na visão espiritual são revelações transcritas em textos
sagra-dos, não deixando, entretanto, de refletir a história de uma
época, os costumes dos povos e o seu grau de cultura para
aquele momento vivido.
De qualquer forma, cada uma tem desempenhado uma
importante função, em determinar regras morais e limitar
tendências nocivas à evolução espiritual, constituindo-se,
des-se modo, em fator evolutivo a impulsionar o des-ser humano para
maior humanização e maior conscientização de si próprio.
Em minha busca me defrontei com o Espiritismo,
pro-curei estudá-lo e saber quem o havia codificado; li toda a
história de Kardec, assim como todos os seus livros. Aprendi
sobre a doutrina e ela se enquadrava perfeitamente em
to-dos os ensinamentos científicos. Era uma doutrina que me
permitia ver o homem descrito por Darwin sem eximir dele
a única coisa que, para mim, era verdadeiro: o seu espírito.
Além disso, apresentava-se-me como fruto de um meticuloso
estudo feito por Allan Kardec, cuidadoso em se ater aos fatos
que as suas pesquisas mostravam.
Uma doutrina que supria perfeitamente as minhas
ne-cessidades de encontrar algo místico transcendendo a vida
e o homem. Ao analisá-la, encontrei lógica na maneira com
que apresentava a espiritualidade dos seres vivos, assim como
no modo como mostrava a existência, a bondade e a justiça
de Deus.
XX Darwin e Kardec – Hebe Laghi de Souza