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Levantamento preliminar da Herpetofauna do Parque Nacional de São Joaquim, Santa Catarina, Brasil

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA E ZOOLOGIA

ANDERSON DA ROSA

Levantamento preliminar da Herpetofauna

do Parque Nacional de São Joaquim, Santa

Catarina, Brasil

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, como parte das exigências para a obtenção do título de Bacharel em Ciências Biológicas.

Orientador: Prof. Dr. Selvino Neckel de Oliveira

FLORIANÓPOLIS 2017

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ANDERSON DA ROSA

Levantamento preliminar da Herpetofauna

do Parque Nacional de São Joaquim, Santa

Catarina, Brasil

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, como parte das exigências para

obtenção do título de Bacharel em Ciências Biológicas.

Florianópolis 2017.

Banca Examinadora:

______________________________________ Prof. Selvino Neckel de Oliveira, Dr.

Orientador

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

____________________________________

Ivo Rohling Ghizoni Junior, MSc. Biólogo

_____________________________________

Erica Naomi Saito, MSc.

Bióloga

______________________________________ Maurício Eduardo Graipel, Dr.

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AGRADECIMENTOS

Aos meus familiares que me acolheram quando minha mãe faleceu, dando todo o suporte e apoio para terminar meus estudos no Ensino Médio, também por todo o suporte para terminar essa etapa da minha vida, mesmo quando troquei de curso para realizar um sonho, sabendo que seria uma nova batalha dura. Agradeço as perguntas sobre Biologia, me forçando a pesquisar e ir atrás sempre que solicitado.

Agradeço ao Sindicato das Escolas Particulares, na figura de Osmar, por também ter dado todo apoio necessário para continuar minha vida de estudos após o falecimento de minha mãe, e também todos os outros funcionários sempre estando presentes dando conselhos para um futuro melhor.

Aos meus amigos de graduação, que me proporcionaram momentos de alegria, e aprendizado, tanto no quesito biologia, quanto no quesito vida, especialmente a Rafael Godoy, Bruno Bicudo, João Lucas Siqueira, Pedro Adamczyk, Caio Massari, Artur Palau, Letícia Maria Costa Peres.

Da mesma forma aos amigos que fiz no LEAR, sempre me ajudando no que fosse preciso. Cada um ajudou de uma forma diferente na minha formação como futuro Biólogo, todos fazem parte de um pedaço do meu coração (Sintam se todos citados).

Quero agradecer ao Professor Selvino por todas as oportunidades que surgiram durante esses anos na UFSC através de sua pessoa, também por ter paciência, muita paciência comigo.

Ao Biólogo Fernando Brügguemann, que abriu as portas do Plaza Caldas da Imperatriz, com um trabalho de educação ambiental, e por todos os ensinamentos sobre o Parque do Tabuleiro e seus conhecimentos. Também agradecer a todos os amigos que fiz nesse período, obrigado, Fernandinho, Larissa, Tomaz, David, Hugo Mozerle, Bob e tantos outros que conheci pelo caminho.

Também um agradecimento aos Biólogos Ivo Ghizoni e Tobias Kunz, pelos ensinamentos sobre Herpetofauna.

A Vitor Carvalho e Leonardo Campos por ajudar nas análises deste trabalho.

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A Ivo Ghizoni, Erica Naomi Saito e Maurício E. Graipel por terem aceito avaliar esse trabalho.

A Benedito Cortês Lopes por ter aceitado ser representante do professor Selvino que está viajando.

E a todos os professores, servidores, e colegas que me ajudaram nessa formação acadêmica.

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Resumo

A Mata Atlântica vem sendo desmatada e fragmentada ao longo dos anos e uma de suas fitofisionomias está criticamente ameaçada, a Floresta Ombrófila Mista (FOM). A FOM está presente no planalto catarinense, com seus remanescentes, um deles no Parque Nacional de São Joaquim (PNSJ). Esse remanescente pouco estudado apresenta grande importância para a biodiversidade das comunidades incluindo a herpetofauna, grupo bastante diverso e praticamente desconhecido nas áreas do PNSJ. Com isso esse estudo teve como objetivo avaliar a herpetofauna existente no PNSJ e verificar se a altitude influencia na riqueza, abundância e composição das espécies. Este estudo foi realizado, fazendo busca ativa por indivíduos da herpetofauna em banhados e lagoas, e também em parcelas amostrais de acordo com a metodologia RAPELD do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). No PNSJ, o PPBio instalou 5 parcelas ripárias e 10 terrestres. Cada parcela (20 x 250 m) foi vistoriada por dois observadores, pelos métodos de busca ativa: visual e auditiva (anfíbios) por cerca de 1 h. E, com intuito de testar a relação entre altitude e riqueza, e altitude e abundância realizou-se um teste de correlação de Spearman. Já testando se o tipo do habitat influência nas mesmas variáveis fez-se um teste de Wilcoxon. Para testar se o habitat influencia na composição das espécies fez-se um teste ANOVA modificado. No estudo foram registrados 82 indivíduos da herpetofauna, com 28 espécies (21 para anfíbios, sete para répteis). A família de anfíbios mais registrada no estudo foi Hylidae com 12 espécies e para os répteis foi Dipsadidae com seis espécies registradas. Dos testes realizados, a altitude não influenciou na riqueza nem na abundância de espécies das parcelas, o que pode estar relacionado com a pequena amplitude de altitude. No teste de Wilcoxon não se observou o efeito do habitat nas mesmas variáveis anteriores, mostrando que o ambiente também não influenciou na riqueza nem na abundância. Porém, o teste de correlação de espécies (ANOVA modificado), mostrou diferença na composição das espécies das áreas de campo e áreas de floresta.

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Lista de Figuras

Figura 1: Mapa com localização do Parque Nacional de São Joaquim, SC, Brasil. ... 11 Figura 2: Área do PNSJ, SC, Brasil, com as áreas amostradas no levantamento herpetofaunístico no período de 2013 a 2017. ... 13 Figura 3: Mapa de módulo, com as parcelas, ripárias e não ripárias percorridas nos períodos de 2014 a 2017, no Parque Nacional de São Joaquim, SC, Brasil. ... 14 Figura 4:Gráfico com as abundâncias registradas nas parcelas instaladas no PNSJ, SC, Brasil ... 20

Lista de Tabelas

Tabela 1:Espécies encontradas e prováveis ocorrências (PO) no PNSJ, Santa Catarina, Brasil, no período de 2013 a 2017 com suas respectivas abundâncias nas divisões de habitat, Área de campo (AC), Área de Floresta (AF) e Áreas de Banhados (BA).

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Sumário

1. INTRODUÇÃO ... 8

1.1. OBJETIVOS ... 10

2. MATERIAL E MÉTODOS ... 10

2.1. Área de estudo ... 10

2.2. Coleta de dados: inventario da Herpetofauna ... 11

2.3. Coleta de dados nas parcelas... 15

2.4. Análise de dados ... 16

3. RESULTADOS... 17

3.1. Composição da Herpetofauna ... 17

3.2. Variação na composição de anuros ... 19

4. DISCUSSÃO ... 20

5. CONCLUSÃO ... 22

6. REFERÊNCIAS ... 22

7. ANEXOS ... 26 7.1. Breve descrição das espécies, com foto dos indivíduos registrados no PNSJ . 26

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1. INTRODUÇÃO

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade no mundo, tanto de espécies como de ambientes (MITTERMEIER et al., 2005). No entanto, essa biodiversidade vem sendo ameaçada pelo desmatamento e a fragmentação de seus ambientes. Dos biomas brasileiros o que mais vêm sofrendo com os efeitos dessa antropização é a Mata Atlântica (MYERS et al., 2000). Hoje se estima que restam menos de 10% de sua cobertura original, e mesmo assim é uma das áreas com maior biodiversidade do planeta, e consequentemente uma das áreas prioritárias para conservação (MYERS et al., 2000).

A Mata Atlântica é considerada a segunda maior floresta pluvial tropical das Américas, e é caracterizada por pelo menos seis fisionomias vegetais distintas (INPE & SOS MATA ATLANTICA, 2016). De norte a sul da porção litorânea brasileira predominam as florestas Decidual, Semidecidual, Ombrófila Aberta, Ombrofila Mista, Ombrófila Densa, e áreas de contato com outros biomas. No estado de Santa Catarina (SC) predominam a Floresta Ombrófila Densa e Ombrófila Mista, sendo esta subdividida em Aluvial, Submontana, Montana e Alto Montana (MMA, 2017).

A Floresta Ombrófila Mista (FOM) se estendeu por grande parte da região sul do Brasil, mas ao longo dos séculos foi amplamente devastada devido ao corte de seu principal elemento, a Araucaria angustifolia (NODARI, 2009). Extensas áreas de A. angustifolia foram transformadas em pastagens para a criação de gado, e com isso uma significativa e desconhecida parte da sua biodiversidade foi perdida (NODARI, 2009). Atualmente, a FOM está restrita a remanescentes florestais compostos principalmente por A. angustifolia entremeados por uma vegetação em vários estágios de sucessão e campos de altitude, que ocorrem principalmente nas regiões mais altas do estado de Santa Catarina, como no planalto da Serra Geral (MORETTO, 2009).

O Parque Nacional de São Joaquim (PNSJ) está localizado na Serra Geral e foi criado com objetivo exclusivo de proteger os remanescentes de FOM e sua fauna e flora associada. Na área do PNSJ, as manchas de A.

angustifolia em campos dominam boa parte de sua paisagem distribuída por

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2004). Essa paisagem associada ao clima subtropical pode ter contribuído para a estruturação de distintas comunidades, tanto da fauna como da flora (ALVARES et al., 2013). No entanto, estudos voltados para o conhecimento da biodiversidade do PNSJ ainda são escassos (e.g. SOUZA, 2004; KLUNK, 2016).

A herpetofauna (anfíbios e répteis) é um componente importante da biodiversidade (VITT; CALDWELL, 2013). Anfíbios e répteis podem ocupar diversas posições dentro das teias tróficas. Como por exemplo, podem ser predadores como a serpente Erythrolamprus miliaris que se alimenta de anfíbios anuros (POMBAL, 2007), ou o anuro Pseudis cardosoi que se alimenta de Colêmbolas (ROCHA, 2016); ou podem ser presas, como por exemplo o anuro Dendropsophus nahdereri que pode ser predado por aves (GHIZONI-JR., 2000) e a serpente Erythrolamprus poecilogyrus que pode ser predada por anfíbios (ABEGG et al., 2015).

Estudos têm mostrado que a diversidade de espécies de répteis e anfíbios é maior em regiões tropicais onde o clima é mais ameno. A herpetofauna brasileira é considerada uma das mais ricas (ZANELLA et al., 2013), contando com 1.080 espécies de anfíbios (SEGALLA et al., 2016)e 773 espécies de répteis (COSTA; BÉRNILS, 2014). Em SC, são encontradas aproximadamente 110 espécies de anfíbios (LUCAS, 2008) e 110 de répteis (BÉRNILS, 2007). Esses valores podem ser considerados modestos, uma vez que as regiões do estado apresentam uma diversidade de ambientes ainda pouco estudados no que diz respeito à herpetofauna (LUCAS, 2008; KUNZ et al., 2011). Um exemplo de região pouco estudada no estado são as áreas de planalto (GHIZONI-JR et al., 2009; KUNZ et al., 2011). Nessas áreas, as altitudes são elevadas, e estudos têm mostrado que a diversidade herpetofaunística pode variar quanto à altitude (SIQUEIRA; ROCHA, 2013).

A riqueza e abundância da herpetofauna em áreas elevadas podem ser influenciadas por parâmetros como temperatura, umidade do ar e radiação solar (SIQUEIRA, 2013; LICHT, 1997). Estudos realizados com anfíbios mostraram divergência quanto aos resultados em áreas de altitudes, alguns mostrando diminuição e outros aumento de abundância com aumento da altitude (MARIOTTO, 2014). Para os répteis, sabe-se que as atividades desses animais dependem da temperatura do ambiente, uma vez que as temperaturas

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alteram o comportamento do dia a dia dos indivíduos desse grupo (VITT; CALDWELL, 2013; CHETTRI et al., 2010). Com isso, a riqueza e a abundância de répteis tendem a diminuir com o aumento da altitude (CHETTRI et al., 2010).

1.1. OBJETIVOS

O objetivo geral desse estudo foi inventariar a herpetofauna de uma região de altitude em uma área de planalto. Especificamente, (1) apresentamos uma lista das espécies de anfíbios e répteis do PNSJ, contendo dados de abundância e tipo de habitat onde predominantemente foram encontradas; (2) testamos o efeito da variação topográfica (altitude) e do habitat sobre a riqueza e abundância da herpetofauna; e (3) testamos a influência do tipo de habitat na composição das espécies.

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1. Área de estudo

Este estudo foi feito na porção noroeste do PNSJ (região de Santa Bárbara), que corresponde a uma área com predomínio de Floresta Ombrófila Mista entremeada por campos de altitude (Figura 1). Essa região apresenta uma elevação média de 1.534 metros de altitude acima do nível do mar (HTTP://CIRAM.EPAGRI.SC.GOV.BR/SIPPBIO/), a região tem temperatura média anual de 15ºC (ALVARES et al., 2013).

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Figura 1: Mapa com localização do Parque Nacional de São Joaquim, SC, Brasil.

2.2. Coleta de dados: inventario da Herpetofauna

O inventário da herpetofauna no PNSJ começou em 2013 quando nesta área foi implantando o Programa de Pesquisa de Biodiversidade (PPBio) que visa monitorar a área do PNSJ e realizar pesquisas em todos os grupos da Biodiversidade encontrada no parque. Parte da equipe do PPBio era formada por herpetólogos que começaram a fazer buscas nos diferentes ambientes da área, principalmente banhados e lagoas (Figura 2). A partir de 2014, além das buscas ativas, foram feitas amostragens sistemáticas em parcelas instaladas em porções onde predominam áreas de vegetação arbustiva e arbórea e campos (figura 3).

Cada parcela tem 250 metros de comprimento, com uma linha guia central segurada por piquetes. Os piquetes estão distantes 10 metros um do outro. As parcelas instaladas se dividem em ripárias e não ripárias e seguiram o modelo RAPELD (MAGNUSSON et al., 2005). No RAPELD são instalados módulos para pesquisas de longo prazo, para todos os grupos da Biodiversidade existente nos locais amostrados, onde todos os pesquisadores seguem o mesmo método de amostragem.

Para o inventário da herpetofauna, além da procura nas parcelas instaladas, foram considerados os registros durante a caminhada entre uma parcela e outra, encontros durante o percurso feito das parcelas ao alojamento,

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registros feitos nas campanhas de montagem do módulo e consulta a outros pesquisadores que percorreram a área.

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Figura 2: Área do PNSJ, SC, Brasil, com as áreas amostradas no levantamento

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Figura 3: Mapa de módulo, com as parcelas, ripárias e não ripárias percorridas nos períodos de 2014 a 2017, no Parque Nacional de São Joaquim, SC, Brasil.

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2.3. Coleta de dados nas parcelas

A coleta nas parcelas ocorreu em três campanhas. A primeira no outono de 2014, a segunda no verão de 2015 e a terceira no verão de 2017. As amostragens ocorreram no período noturno em 15 parcelas. Cada parcela foi percorrida por dois observadores (figura 4), uma hora por parcela, em cada lado da linha guia ficava um pesquisador, fazendo busca visual e auditiva por exemplares da herpetofauna, não se afastando mais que 10 metros da linha guia (figura 4). O observador procurava na serrapilheira, nos córregos e árvores da parcela em questão. Os pesquisadores consideraram registros de indivíduos encontrados até 10 metros distantes da linha guia (LANDEIRO et al, 2014). Em cada uma das parcelas foram medidas variáveis abióticas. Registrou-se a temperatura e umidade relativa do ar no início e no final da procura com um termo higrômetro. Também foi registrada a altitude na qual os registros foram feitos, com base no site da Epagri (HTTP://CIRAM.EPAGRI.SC.GOV.BR/SIPPBIO/) que possui informações sobre cada parcela do módulo e cada piquete.

Exemplares de difícil identificação em campo ou com poucos exemplares na Coleção Herpetológica da Universidade Federal de Santa Catarina (CHUFSC) foram coletados, eutanásiados com uso de xilocaína 5% e parte do músculo ou fígado (répteis e anfíbios), coração (répteis), foram removidos e preservados em álcool 100% e depositados na coleção de tecidos da CHUFSC. Os animais foram fixados em formol 10% e preservados em álcool 70% e depositados na CHUFSC sob a licença de número 42249-4.

O local de encontro de cada espécie foi categorizado avaliando o tipo de habitat. Por exemplo, quando tinha mais de 50% de campo, era considerada área de campo, quando tinha mais de 50% de área florestada, era considerada área de floresta. No caso dos registros ocasionais, áreas de banhados foram adicionadas como uma categoria.

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Figura 4: Modelo de amostragem nas parcelas, com a direção e a distância percorrida pelos pesquisadores na parcela.

2.4. Análise de dados

Para testar o efeito da variação de altitude sobre a riqueza e abundância de anfíbios nas parcelas utilizamos o teste de correlação de Spearman (dados não normais). Para testar o efeito do tipo de habitat sobre a riqueza e a abundância de anfíbios utilizamos o teste não paramétrico de Wilcoxon.

Para testar a influência do habitat na composição de espécies entre campo e floresta utilizou-se um teste ANOVA modificado, do pacote MVABUND versão 3.12.3, que suaviza matrizes com muitos zeros. Esse teste faz pseudo amostragens com randomizações (1000) dos dados apresentados. Para essa análise e a anterior excluíram-se os dados do banhado, que foram registros de ocorrência ocasional.

Não foi possível realizar as análises para os répteis devido à ausência de indivíduos nas parcelas. Todas as análises foram realizadas no programa R

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(R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2017).

3. RESULTADOS

3.1. Composição da Herpetofauna

Foram registrados 82 indivíduos distribuídos em 28 espécies para o PNSJ (Tabela 1). Destas espécies, 21 foram de anfíbios e sete de répteis. A família mais representativa de anfíbios foi a Hylidae, com 12 espécies, seguida das famílias Leptodactylidae (4), Bufonidae (3) e Odontophrynidae (2). A família mais representativa de répteis foi Dipsadidae, com 6 espécies seguida por Amphisbaenidae (1) (Tabela 1). A espécie mais abundante foi Boana

leptolineata, com 12 indivíduos registrados (14,6% do total), seguido de Rhinella henseli com nove indivíduos (10,7%) e Aplastodiscus perviridis com

oito indivíduos (9,7%) (Tabela 1).

O total de répteis registrados (10) representam 12,2% da herpetofauna amostrada. Dentre as espécies encontradas, registros importantes foram feitos, como o da serpente Pythicophis flavovirgatus. Essa espécie é considerada incomum (ABEGG; NETO, 2012) e foram registrados três indivíduos na campanha do verão de 2017, com um indivíduo coletado e depositado na CHUFSC. Também os anuros Melanophryniscus cf. simplex que teve quatro indivíduos encontrados, dois deles vocalizando, e Ololygon berthae que é de difícil visualização.

Tabela 1: Espécies encontradas e prováveis ocorrências (PO) no PNSJ, Santa Catarina, Brasil, no período de 2013 a 2017 com suas respectivas abundâncias nas divisões de habitat, Área de campo (AC), Área de Floresta (AF) e Áreas de Banhados (BA).

Ordem Familia Espécie AC AF AB PO Total Anura

Hylidae

Aplasotdiscus cochranae X 0

Aplastodiscus perviridis 7 1 8

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Boana joaquini 3 1 4 Boana leptolineata 7 5 12 Boana prasina 1 1 2 Dendropsophus minutus 3 3 Dendropsophus nahdereri 2 2 Julianus uruguayus 2 2 Ololygon cf. berthae 1 1 Ololygon catharinae X 0 Pseudis cardosoi 3 3 Scinax cf. fuscovarius 1 1 2 Scinax cf. granulatus 2 2 Sphaenorhynchus caramaschii Sphaenorhynchus surdus Trachycephalus dibernardoi X 0 Vitreorana parvula Vitreorana uranoscopa X 0 Bufonidae Melanophryniscus cf simplex 4 4 Rhinella henseli 9 9 Rhinella ictérica 4 4 Leptodactylidae Leptodactylus latrans 2 2 Physalaemus cuvieri 1 1 Physalaemus gracilis 4 4 Leptodactylusplaumanni 3 3 Odontophrynidae Odontophrynus americanus 2 2 Proceratophrys brauni 1 1 Brachycephalidae Ischnocnema guentheri Testudines Chelidae Acanthochelys spixii X 0 Squamata Amphisbaenidae Amphisbaena prunicolor 1 1 Phyllodactylidae Cnemidophorus vacariensis X 0 Leptotyphlopidae Epictia munoai X 0 Colubridae Chironius cf.bicarinatus X 0

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Mastigodryas bifossatus X 0 Tantilla melanocephala X 0 Dipsadidae Atractus reticulatus X 0 Erythrolamprus jaegeri 1 1 Erythrolamprus miliaris 1 1 Erythrolamprus poecilogyrus X 0 Gomesophis brasiliensis X 0 Lygophis flavifrenatus X 0 Oxyrhopus rhombifer X 0 Phalotris reticulatus X 0 Philodryas agassizii X 0 Phylodrias patagoniensis 1 1 Ptychophis flavovirgatus 3 3 Thamnodynastes strigatus 2 2 Xenodon guentheri 1 1 Elapidae Micrurus altirostris X 0 Total 48 4 30 82

O número médio (±desvio-padrão) de indivíduos de anuros registrados por parcelas foi de 1,87 (±4,17). O número médio (±desvio-padrão) de espécies registradas por parcelas foi de 0,92 (±1,63). Nenhuma espécie de réptil foi registrada nas parcelas.

Não encontramos relação entre a variação de altitude e a riqueza (Rs = 620,30; p = 0,70) e a abundância (Rs = 622,39; p = 0,69) de anuros. Da mesma forma, não encontramos relação entre o tipo de habitat e riqueza (W = 33; p = 0,49) ou abundância (W = 33; p = 0,49) de anuros.

3.2. Variação na composição de anuros

A composição de espécies de anuros foi diferente entre os habitats de campo e floresta (GL= 41,61; p =0,04).

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Figura 4:Gráfico com as abundâncias registradas nas parcelas instaladas no PNSJ, SC, Brasil

4. DISCUSSÃO

A riqueza de anfíbios registrada no PNSJ foi similar ao estudo realizado no Parque Nacional das Araucárias nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada com anuros, que possui fitofisionomia parecida com o PNSJ. Nesse estudo a riqueza foi de 29 espécies de anuros, onde Hylidae também foi a família mais representada (LUCAS; MAROCCO, 2011). Outros estudos para o estado de SC em áreas parecidas mostram números de espécies similares (e.g. HARTMANN et al., 2008; LINGNAU, 2009), indicando que o presente estudo amostrou uma parcela representativa das espécies de anuros na área.

Já para répteis, o número de espécies encontrado no PNSJ foi inferior ao encontrado nos trabalhos de GHIZONI-JR et al. (2009) e KUNZ et al. (2011) realizados em áreas do planalto catarinense. Baseados nos trabalhos referidos anteriormente, podemos esperar que ocorram na área do PNSJ, a tartaruga

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Epictia munoai, Mastigodryas bifossatus, Tantilla melanocephala, Atractus reticulatus, Gomesophis brasiliensis, Lygophis flavifrenatus, Oxyrhopus rhombifer, Phalotris reticulatus, Philodryas agassizii, Micrurus altirostris, Erythrolamprus poecilogyrus (GHIZONI-JR et al., 2009; KUNZ et al., 2011). E

ainda Chironius cf.bicarinatus, uma vez que um exemplar da serpente foi encontrado atropelado por Vitor Carvalho Rocha no município de Urubici.

Para os anfíbios os registros possíveis também são baseados em ocorrências próximas ou em áreas do planalto catarinense. São eles

Aplasotdiscus cochranae, Ischnocnema guentheri, Vitreorana parvula, Vitreorana uranoscopa, Ololygon catharinae, Sphaenorhynchus surdus, Sphaenorhynchus caramaschii, Trachycephalus dibernardoi (GONSALES,

2008). Desta forma sabe-se que são extremamente necessários mais estudos herpetofaunísticos complementares para a região do parque.

A menor riqueza de espécies registrada para répteis em relação aos anfíbios pode estar vinculada com a dificuldade de se amostrar os répteis em ambientes florestais, as áreas onde as parcelas se encontram que dificultam a visualização de répteis. Também podemos citar as espécies vinculadas a um ambiente específico como os lagartos que vivem em áreas rochosas e os anfisbenídeos que possuem hábitos fossoriais. Para que diminua essa dificuldade, deve-se aplicar outros métodos além dos empregados nesse trabalho, por exemplo, visando ambientes de provável ocorrência, colocação de armadilhas de queda, procura em lagos e riachos da região. Para os anfíbios mesmo tendo uma maior amostragem fazem-se recomendações parecidas.

Ao avaliarmos os resultados do fator ambiente vemos que campos e banhados registraram maior número de espécies, para os banhados esse fator está ligado à dependência da maioria dos anfíbios aos ambientes aquáticos

(VITT; CALDWELL, 2013), e para campos, Lingnau (2009) mostrou em seu estudo que os anuros amostrados estavam na maior parte em áreas de campo, ou em bordas de matas.

No teste de correlação não se observou a influência da altitude na riqueza, mesmo o local apresentando algumas das características de altitudes que influenciam na riqueza descritos na literatura. É possível que a causa mais provável seja a pouca diferença de altitude entre as parcelas, como por exemplo, estudo realizado no Himalaia (CHETTRI et al., 2010), que testou

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gradientes com diferenças de mais de 2000 metros, avaliando riqueza e abundância de répteis em um gradiente de altitude.

5. CONCLUSÃO

Este inventário da Herpetofauna se mostrou importante por ser a primeira lista preliminar oficial do PNSJ, e apresentou um novo registro para região, P. flavovirgatus.

No gradiente estudado a altitude não influenciou na riqueza e nem na abundância da herpetofauna.

Contudo, a continuidade das amostragens no módulo deste estudo, e no segundo módulo instalado na área e de amostragens aleatórias poderá apontar a importância do Parque para a proteção da biodiversidade regional e da forma de amostragem do PPBio Mata Atlântica para obtenção de registros raros.

6. REFERÊNCIAS

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7. ANEXOS

7.1. Breve descrição das espécies, com foto dos indivíduos registrados no PNSJ

Ordem Anura

Aplastodiscus perviridis LUTZ, 1950

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada comum, tamanho dos machos variando entre 39mm até 46mm e das fêmeas de 43mm até 47mm. Ocorre nas regiões da Serra do mar e Serra Geral, habita áreas abertas com vegetação arbustiva baixa e bordas de floresta. A espécie utiliza riachos com correnteza fraca ou poças com água limpa, desovando de novembro a fevereiro, desova é feita em ninhos subterrâneos escavados nas margens de pequenos córregos (KWET et al., 2010). No PNSJ foi visualizada vocalizando perto de banhados, três indivíduos estavam presentes nas parcelas.

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Boana joaquini (LUTZ, 1968)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada comum, com tamanho dos machos variando em 40mm até 56mm e fêmeas variando de 45mm até 55mm. Ocorre no planalto das araucárias de Santa Catarina e adjacências no Rio Grande do Sul, habita riachos de áreas abertas e áreas de campos. O anuro se reproduz durante o ano todo exceto nos meses de inverno, vocalizando em arbustos, sobre pedras nas margens de riachos, aderindo seus ovos na vegetação submersa (KWET et al., 2010). No PNSJ 3 girinos foram encontrados e coletados, metamorfoseando em laboratório confirmando a espécie.

Boana leptolineata (BRAUN & BRAUN, 1977)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie comum, com machos de tamanho variando entre 26mm até 34mm e fêmeas variando de 30mm até 36mm. Ocorre no planalto das araucárias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, endêmica dessas regiões,

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habitando áreas abertas, não ocorrendo em florestas, encontrada em pequenos riachos e coleções permanentes de água. Se reproduz nos períodos da primavera até o outono, interrompendo nos meses mais frios, vocalizando na vegetação baixa na margem dos corpos d´água, os ovos são aderidos na vegetação dentro da água (KWET et al., 2010). No parque foi encontrada na lagoa em frente ao alojamento e em diversos outros ambientes, vocalizando durante a noite.

Boana prasina (BURMEISTER, 1856)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie comum, com machos variando de 42mm até 48mm e fêmeas indo de 46mm até 50mm. Ocorre na região Sul e Sudeste, habitando florestas e áreas abertas, vocalizando no solo as margens de lagos ou na vegetação a poucos centímetros da água, se reproduz geralmente nos meses mais quentes e chuvosos do verão, desovando na vegetação próxima a vegetação aquática em brejos e lagos (KWET et al., 2010). No PNSJ foi visualizada vocalizando no lago em frente ao alojamento.

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Dendropsophus minutus (PETERS, 1872)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada um dos anuros mais comuns do sul do Brasil, machos com tamanho variando de 21mm até 25mm e fêmeas variando de 23mm até 28mm. Considerada um complexo de espécies, possivelmente os da região sul e sudeste do Brasil sejam uma espécie diferente das que ocorrem em outros locais, vivendo em arvores e arbustos em florestas e áreas abertas, se reproduzindo nos meses de setembro a fevereiro, com os machos vocalizando próximo da água, desova ocorre sobre plantas aquáticas (KWET et al., 2010).

Dendropsophus nahdereri (LUTZ & BOKERMANN, 1963)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

A espécie ocorre nas regiões da serra do mar de SC e PR e da serra geral no estado de Santa Catarina Espécie ocorre em medias altitudes, nas bordas das matas, ou em áreas de clareira. Se reproduz em poças temporárias

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ou poças permanentes, e possui reprodução explosiva (Garcia & Silvano, 2004), no parque foi visualizado vocalizando em um banhado, e dois indivíduos foram coletados e depositados na CHUFS.

Julianus uruguayus (SCHMIDT, 1944)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada rara, com machos variando de 23mm até 28mm e fêmeas de 26mm até 30mm. Ocorre no sul do Brasil, habita poças permanentes e temporárias em áreas abertas a arbustivas, os machos vocalizam na vegetação e nas margens das poças, se reproduzindo nos meses mais quentes do ano, a desova é envolvida por uma cápsula gelatinosa e é presa na vegetação (KWET et al., 2010). No PARNA foi encontrada vocalizando em banhado, em arbustos. Dois indivíduos foram coletados e levados para coleção herpetológica da UFSC.

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Foto:Ivo Ghizoni

Espécie comum, com machos variando de 90mm até 140mm e fêmeas variando de 80mm até 120mm. Distribuição ampla no brasil, habitando áreas abertas e é encontrado em lagoas e áreas inundadas, se reproduzindo de setembro a fevereiro, escondidos na vegetação aquática, a desova é feita em ninhos de espumas que ficam na superfície da água, as fêmeas realizam cuidado parental para os girinos (KWET et al., 2010). No parque foi encontrada ocasionalmente perto de banhados e no açude próximo ao alojamento.

Leptodactylus plaumanni AHL, 1936

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie considerada comum, com machos variando de 30mm até 42mm, espécie não distinguível de Leptodactylus gracilis. Ocorre no Planalto das araucárias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, habitando áreas abertas e florestadas em regiões elevadas, a espécie se reproduz nos meses de setembro até fevereiro nos corpos d´água, depositando os ovos em ninhos de espuma (KWET et al., 2010).

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Melanophryniscus simplex CARAMASCHI & CRUZ, 2002

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie considerada muito rara, com machos variando de 24mm até 26mm e fêmeas variando de 27mm até 30mm. Espécie endêmica do Planalto das araucárias em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ocorrendo em áreas abertas, se reproduzindo de agosto até dezembro após fortes chuvas em pequenos açudes e poças rasas em riachos temporários, anfíbio secreta toxinas na pele (KWET et al., 2010).

Odontophrynus americanus (DUMÉRIL & BIBRON, 1841)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie comum, machos variando de 41mm até 48mm e fêmeas variando e 45mm até 53mm. Ocorre em áreas abertas do sul e sudeste do

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Brasil com hábito fossorial, se reproduz em lagos e lagoas e poças, dos meses de setembro a fevereiro após fortes chuvas, a desova é realizada nos fundos lodosos das poças (KWET et al., 2010).

Ololygon berthae (BARRIO, 1962)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Este anuro ocorre no sul do Brasil, podendo ser observado em pastagens e clareiras nas florestas. Se reproduz em poças temporárias vocalizando entre gramíneas (LAVILLA et al., 2004), condição observada no parque. Anuro de tamanho pequeno com mais ou menos 3 cm, de difícil visualização, apresenta uma mancha em forma de w entre os olhos e a parte interna das coxas possui uma mancha de cor laranja com pontos escuros (Achaval & Olmos, 2003). No parque foi vista vocalizando na borda de um banhado, dois indivíduos foram coletados e depositados na coleção da UFSC

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Physalaemus cuvieri FITZINGER, 1826

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada comum, com machos variando de 24mm até 31mm e fêmeas variando de 28mm até 32mm. Ocorre nas regiões Sul, Sudeste e centro e norte do Brasil, habitando áreas abertas, o anuro se reproduz em açudes, banhados e corpos d’água, nos períodos de setembro até fevereiro. A desova é feita em ninhos de espuma (KWET et al., 2010).

Physalaemus gracilis (BOULENGER, 1883)

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie considerada comum, com machos variando de 26mm até 31mm e fêmeas de 29mm e 33mm. Ocorrendo no Planalto das Araucárias no sul do Brasil, habitando áreas abertas, reproduzindo-se em corpos d´água permanentes de setembro a fevereiro, machos vocalizam escondendo-se na vegetação, a desova é feita em ninhos de espuma (KWET et al., 2010).

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Proceratophrys brauni KWET and FAIVOVICH, 2001

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie considerada rara, com machos variando de 30mm até 40mm e fêmeas variando de 38mm até 40mm. Anuro endêmico do sul do Brasil, período diurno e se reproduz de novembro a fevereiro, após fortes chuvas, os machos vocalizam entre pedras ou na vegetação, a desova é depositada entre pedras em pequenos córregos (KWET et al., 2010).

Pseudes cardosoi KWET, 2000

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie comum, com machos variando de 33mm até 46mm e fêmeas variando de 33mm até 46mm. A espécie é endêmica do Planalto da Araucárias, de hábitos aquáticos vivendo em lagoas e corpos d´água permanentes em áreas abertas. Se reproduz durante todo ano exceto em períodos muito frios de inverno, a espécie vocaliza flutuando na água, a desova é colocada em uma cápsula esverdeada que é fixada na vegetação aquática (KWET et al., 2010).

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Rhinella henseli (LUTZ, 1934)

Foto: Ivo Ghizoni

Espécie considerada rara, com machos variando de 51mm até 64mm e fêmeas variando de 64mm até 79mm. Ocorrendo no sul do Brasil, habitando áreas de floresta, se reproduzem em riachos, rios e açudes ou poças temporárias, as desovas ocorrem de agosto a dezembro, e são em forma de cordões gelatinosos e depositadas em meio a vegetação (KWET et al., 2010).

Rhinella icterica (SPIX, 1824)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada comum, com machos variando de 100mm até 130mm e fêmeas 110mm até 140mm. Amplamente distribuída no Sul e Sudeste do Brasil, e pode ser encontrada em riachos ou em coleções de água parada, se reproduz de agosto a janeiro, os machos vocalizam dentro ou próximos da água, a desova é feita em cordões gelatinosos e depositada em partes rasas da água (KWET et al., 2010).

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Scinax fuscovarius (LUTZ, 1925)

Foto: Vitor Carvalho Rocha

Espécie considerada comum, com machos variando de 37mm até 47mm e fêmeas de 42mm até 48mm. Anuro amplamente distribuído no Sul e Sudeste do Brasil, habitando em áreas abertas, e se reproduz lagoas, açudes e banhados temporários, desova ocorre na primavera e no verão, a desova é depositada sobre a vegetação aquática (KWET et al., 2010).

Scinax granulatus (PETERS, 1871)

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie considerada comum, machos variam de 34mm até 39mm e fêmeas de 38mm até 43mm. Ocorre no Sul do Brasil habitando áreas abertas e florestas, reproduz-se de setembro a fevereiro utilizando corpos d´água parada, machos vocalizam na margem da água geralmente bem escondidos entre gramíneas, principalmente depois de fortes chuvas, a desova é depositada em plantas aquáticas (KWET et al., 2010).

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Ordem Squamata

Amphisbaena prunicolor (Cope, 1885)

Foto:Ivo Ghizoni

Espécie de anfisbenídeo conhecido popularmente como cobra cega, ou cobra de duas cabeças, esse réptil possui coloração marrom escura uniforme no dorso e no ventre apresenta limites bem definidos entre segmentos pigmentados e não pigmentados (MACIEL, 2011).

Erythrolamprus jaegeri (GÜNTHER, 1858)

Foto:Ivo Ghizoni

A espécie ocorre em uma variedade de ambientes, incluindo áreas urbanizadas, o réptil é considerado semiaquático, dentição áglifa não peçonhenta, com tamanho máximo de 60cm, coloração verde com uma linha

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marrom-avermelhada no seu dorso, e ventre alaranjado, a espécie alimenta-se de anfíbios, peixes e lagartos. (ABEGG & NETO, 2012).

Erythrolamprus miliaris (LINNAEUS, 1758)

Foto:Ivo Ghizoni

A espécie é amplamente distribuída no Brasil e muito comum de se visualizar, provavelmente sendo um complexo de espécies. A serpente é considerada de hábitos semiaquático, podendo chegar a 1m de comprimento se alimentado de peixes, anfíbios e pequenos lagartos (ABEGG & NETO,

2012). No PNSJ um indivíduo foi visualizado durante a campanha do verão de 2017, mais de um dia no mesmo local (provavelmente era o mesmo), foi capturado, fotografado e liberado.

Phylodrias patagoniensis (GIRARD, 1858)

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Espécie amplamente distribuída no país, ocorrendo em praticamente todo território nacional, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. A espécie possui hábitos alimentares bastante variado, podendo ser considerada generalista, atingindo até 1,6 metros de comprimento, de coloração amarronzada, as vezes um pouco mais cinza. Espécie de hábitos diurnos, sendo considerada uma das mais comuns do estado do Rio Grande do Sul. A espécie é opistóglifa e tem uma toxina possivelmente tóxica ao ser humano (ABEGG & NETO, 2012)

Ptychophis flavovirgatus GOMES, 1915

Foto:Ivo Ghizoni

Na campanha do verão 2017 3 indivíduos foram visualizados, em um riacho que passa em frente ao alojamento, estavam tomando sol em um conjunto de pedras na sua borda, durante o período de campo os indivíduos foram avistados em 3 dos dias de campo, com a nossa aproximação os indivíduos entravam nas tocas e ou entravam no rio, porém no 3 dia um dos indivíduos se escondeu embaixo de uma rocha possibilitando sua captura , A serpente é opistóglifa e considerada aquática (ABEGG & NETO, 2012) corroborando com o que foi visto em campo.

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Thamnodynastes strigatus (GÜNTHER, 1858)

Foto:Ivo Ghizoni

A espécie de ocorrência tem ocorrência no norte, nordeste, sudeste e sul do Brasil. Dentição opistóglifa, coloração dorsal marrom acinzentado, com manchas escuras e claras mescladas e o ventre acinzentado, serpente de atividade noturna costumam dormir na vegetação alta e forrageiam no solo (ABEGG & NETO, 2012).

Xenodon guentheri BOULENGER, 1894

Foto:Ivo Ghizoni

A espécie foi encontrada e fotografada perto do alojamento, ocorrendo a uma altitude de 1300 metros, outro indivíduo foi encontrado por morador e entregue na UFSC. Espécie de hábitos diurnos, se alimenta de anfíbios, considerada endêmica das matas de araucária.

Referências

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