RELATÓRIO, PROPOSTA DE APLICAÇÃO
DE RESULTADOS E CONTAS CONSOLIDADAS
16
RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO – SEGMENTO ELECTRICIDADE 18
1 COMERCIAL 18
Facturação de energia eléctrica 20
Indisponibilidades 21
2 SISTEMAS ELECTROPRODUTORES 22
3 A REGULAÇÃO ECONÓMICA 26
PPEC – Plano de Promoção da Eficiência no Consumo 28 PPDA – Plano de Promoção do Desempenho Ambiental 28
4 INVESTIMENTO 29
Principais Empreendimentos 30
5 RECURSOS HUMANOS 34
Evolução dos efectivos 34
Formação 35 Prevenção e Segurança 35 Medicina do Trabalho 38 6 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 39 7 COMUNICAÇÃO 41 8 QUALIDADE E AMBIENTE 42 Qualidade 42 Ambiente 43
RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO – OUTROS 48
GLOBALEDA, S.A. 48
SEGMA, Lda. 50
NORMA AÇORES 52
ONIAÇORES, S.A. 54
CONTROLAUTO AÇORES, Lda. 56
NOVABASE ATLÂNTICO 57
EVOLUÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA 58
Demonstração dos resultados consolidada 58
Evolução do Balanço consolidado 60
Resultados do Exercício 61
Política de Gestão Financeira 62
Dívida Financeira 63
Rating 66
Gestão dos Riscos Operacionais Seguráveis 67
Fundo de Pensões 67
Gestão dos Activos de Carbono 67
UNIVERSO DA CONSOLIDAÇÃO 69
PROPOSTA DE APLICAÇÃO DOS RESULTADOS 71
CONTAS CONSOLIDADAS 72
DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA 72 DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL CONSOLIDADO 73 DEMONSTRAÇÃO DA ALTERAÇÃO DOS CAPITAIS PRÓPRIOS 74
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS 75
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 76
DECLARAÇÃO PREVISTA NA ALíNEA C) DO N.º 1 DO ARTIGO 245º
DO CÓDIGO DOS VALORES MObILIáRIOS 172
APRECIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE CONTAS CONSOLIDADAS 173
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL 173
CERTIFICAÇÃO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS
CONSOLIDADAS 174
RELATÓRIO DE AUDITORIA 176
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS
– ELECTRICIDADE DOS AÇORES S.A.
178
BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 180
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 181
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO 182
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 184
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 186
APRECIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE CONTAS INDIVIDUAIS 261
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL 261
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS 262
RELATÓRIO DE AUDITORIA 264
EXTRACTO DA ACTA DA ASSEMBLEIA
GERAL ANUAL
266
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
– SEGMENTO ELECTRICIDADE
274
Santa Maria 276 São Miguel 277 Terceira 278 Graciosa 279 São Jorge 280 Pico 281 Faial 282 Flores 283 Corvo 2841
2
3
5
4
COMERCIAL N.º de Clientes – electricidade (1) 113 457 115 539 117 413 119 356 121 164 Consumo de Energia (GWh): 703 728 754 757 779 Doméstico 241 248 254 256 271 Comércio e Serviços 227 240 252 251 256 Serviços Públicos 86 84 89 88 90 Industriais 119 125 126 127 127 Iluminação Pública 31 31 33 34 34 PRODUÇÃO
Produção Total Electricidade (GWh) 781 805 824 829 850
Produção Térmica (GWh) 650 580 606 614 611
EQUIPAMENTO
Centrais Térmicas a Fuel (n.º) 3 3 3 3 2
Centrais Térm. Gasóleo (n.º) (2) 9 9 8 8 7 Centrais Térm. Fuel e Gás. (n.º) 1 1 1 1 2 Centrais Geotérmicas (n.º) 2 2 2 2 2 Centrais Hídricas (n.º) 12 12 12 12 12 Parques Eólicos (n.º) 6 6 7 7 7
Potência Instalada em Centrais (MW) 253 259 254 255 263
Redes Transporte e Distribuição MT (km) 1 654 1 659 1 727 1 727 1 777
Postos de Transformação (n.º) (3) 1 671 1 718 1 750 1 801 1 830
Potência Instalada em PT (MVA) 434 477 489 514 528
ECONÓMICO-FINANCEIROS
Volume de Negócios (mil euros) - - 162 446 177 885 199 362
Resultado Operacional – EBIT (mil euros) - - 25 359 32 131 40 027
EBITDA (mil euros) - - 49 556 58 061 67 539
Activo Líquido (mil euros) - - 511 165 557 047 585 701
“Com os investimentos que iremos
executar em energias renováveis
e que duplicam a actual capacidade
de produção instalada, vamos conseguir
aumentar a percentagem de produção
de electricidade a partir destas fontes
de energia dos actuais 28%
para cerca de 50% no final
de 2015, evitando, assim,
o consumo de 92 mil
toneladas de fuelóleo,
7,4 milhões de litros
de gasóleo e a emissão
para a atmosfera
de 305 mil toneladas de CO
2
.”
PresidenteMENSAGEM DO PRESIDENTE
Senhores Accionistas,
O ano de 2010 ficou marcado, no seio da União Europeia, pelo surgimento de perturbações graves no mercado da dívida soberana, que foram particularmente sentidas nos casos da Grécia e da Irlanda e, já no princípio de 2011, no nosso próprio país.
Para o corrente ano de 2011, e ao contrário do início do ciclo da recuperação que parece já ter-se iniciado a nível europeu e mundial, as perspectivas para o nosso país são de agravamento das condições de funcionamento da economia e apontam, claramente,
para uma contracção generalizada da actividade económica, como consequência, fundamentalmente, das medidas de consolidação orçamental que já estão em vigor e que virão ainda a ser tomadas, com o consequente impacto negativo nas despesas de consumo e de investimento.
Os Açores, que têm uma economia fortemente integrada na economia nacional, não poderão, certamente, escapar, incólumes, a todos estes efeitos negativos com origem no exterior da Região, mas poderão, de certa forma, atenuá- -los, uma vez que as suas finanças públicas apresentam indicadores muito melhores que os nacionais e, para além disso, dispõem de um relativo grau de autonomia na definição de políticas económicas e financeiras próprias.
Não obstante este enquadramento económico e financeiro adverso, o Grupo EDA conseguiu, neste exercício de 2010, um resultado de exploração altamente favorável, que culminou todo um trabalho colectivo que tem vindo a ser desenvolvido, com determinação e persistência, ao longo dos dois mandatos de gestão deste Conselho de Administração.
Os bons resultados de exploração agora alcançados, conjugados com os conseguidos nos anos anteriores e que têm vindo a ficar, na sua maior parte, no interior do Grupo a reforçar os seus capitais próprios e estrutura financeira, permitem-nos afirmar que poderemos, com êxito, complementar os objectivos de desenvolvimento que o Governo dos Açores tem para a Região, mediante a execução de uma política anti- -cíclica de investimentos que compense, de certa forma, os efeitos recessivos da economia e a consequente retracção da actividade por parte dos diversos agentes económicos regionais.
O grupo EDA está, hoje, muito mais forte, consistente e coeso do que quando assumimos a responsabilidade pela sua gestão, há seis anos atrás. O seu potencial de crescimento continua a ser bastante elevado, muito em especial no domínio das energias renováveis, sector onde ocupamos uma posição de relevo e que poderá ser ainda mais reforçada com a execução do plano de investimentos que temos em curso.
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo EDA, referentes ao exercício findo no passado mês de Dezembro, apresentam um valor total de capitais próprios de 162,5 milhões de euros, valor que, quando comparado com o existente em 2005, no início do nosso primeiro mandato (68,2 milhões de euros), evidencia um crescimento de 138%.
Este significativo crescimento dos capitais próprios do Grupo foi conseguido, como é óbvio, com os bons resultados de exploração gerados pela generalidade das empresas do Grupo ao longo de todo este período (2005-2010), mas também, e sobretudo, com a adopção de uma prudente política de gestão financeira e de distribuição de dividendos, que privilegiou o crescimento orgânico das empresas e o reforço dos seus capitais próprios. Consequentemente, todos os indicadores financeiros expressos através do Balanço
registaram uma evolução francamente positiva, que vieram dar uma grande visibilidade ao Grupo EDA, colocando-o entre os grupos empresariais de referência a nível regional e mesmo nacional.
De entre esses indicadores, destacam-se os seguintes:
- a “Autonomia Financeira” do Grupo, que era de apenas de 14% no início de 2005, apresenta o valor de 28% no final de 2010, precisamente o dobro do valor inicial;
- a “Estrutura de Financiamento”, aferida pelo quociente entre o Passivo a médio e longo prazos
e os Capitais Próprios e que, no início de 2005, apresentava o valor de 3,3 passou para apenas 1,9 em Dezembro de 2010;
- o valor do EBITDA (resultados antes de juros, impostos depreciações e amortizações) que, inicialmente, era de apenas 36,7 milhões de euros, no final de 2010 era já quase o dobro (67,5 milhões de euros);
- o rácio dívida bancária sobre o EBITDA, usualmente utilizado para medir e comparar a capacidade financeira das empresas, registou, também, uma sensível melhoria, passando de 7,2 vezes no início do período para 5,4 vezes no final de 2010;
- o valor contabilístico das acções da EDA, que era de 4,80 €/acção no início de 2005, nas demonstrações financeiras que, agora, aqui vos apresentamos, registam o valor de 11,60 €/acção. Quer isto dizer que, para além da distribuição de dividendos que a EDA começou a praticar, pela primeira vez em 2006 e, ininterruptamente, a partir daquele ano, o valor patrimonial da empresa, em termos contabilísticos, aumentou 2,4 vezes. O Grupo EDA é, nos Açores, o grupo que, a seguir ao Governo Regional, mais investimento faz: em 2010 o investimento feito pelas empresas do sector eléctrico (EDA, EEG, SOGEO e
GEOTERCEIRA) atingiu os 61,7 milhões de euros, dos quais 28,1 milhões de euros foram realizados no sistema produtor, 12,6 milhões de euros em redes de transporte e grande distribuição e os restantes 21,0 milhões de euros em redes de
pequena distribuição e na comercialização. Dos investimentos realizados nos sistemas produtores de energia, 71% foram em energias renováveis, fundamentalmente em geotermia (novos poços de produção e de reinjecção nos actuais campos geotérmicos), na construção e ampliação de parques eólicos e nos trabalhos preparatórios da instalação do Parque Eólico dos Graminhais, na ilha de S. Miguel, cuja entrada em exploração se prevê ocorra no final deste ano. A importância do Grupo EDA na economia dos Açores pode ainda ser aferida pelo contributo que, continuadamente, ele tem vindo a dar para a formação do PIB e Orçamento da Região e, também, para a criação de emprego, quer em termos quantitativos como qualitativos: - para a formação do PIB da Região, estima-se que, no exercício de 2010, a EDA, empresa mãe do Grupo, tenha contribuído com um Valor Acrescentado Bruto de 76,3 milhões de euros e as suas associadas com mais 24,8 milhões de euros; - para o Orçamento da Região, para além dos dividendos pagos directamente ao accionista Governo dos Açores e dos impostos que incidem sobre os demais dividendos distribuídos, as receitas fiscais em IRC e as de retenção na fonte do IRS dos trabalhadores de todas as empresas do Grupo, ascendem a 9,4 milhões de euros;
- quanto ao volume de emprego, o número de
ascendia, no final do ano, a 946 trabalhadores, sendo cerca de 21% quadros superiores, 76% quadros médios e pessoal qualificado e apenas cerca de 3% de pessoal não qualificado, facto que expressa bem o elevado nível de formação e de qualificação profissional dos trabalhadores do Grupo.
Foi neste enquadramento e com este pano de fundo que a Assembleia Geral da EDA aprovou, no passado mês de Dezembro, o Plano Estratégico Plurianual e de Investimentos para o período 2011/2015, que prevê a realização de um investimento total de 272,4 milhões de euros, dos quais cerca de 100 milhões serão investidos em energias renováveis.
Com os investimentos que iremos executar em energias renováveis e que duplicam a actual capacidade de produção instalada, vamos conseguir aumentar a percentagem de produção de electricidade a partir destas fontes de energia dos actuais 28% para cerca de 50% no final de 2015, evitando, assim, o consumo de 92 mil toneladas de fuelóleo, 7,4 milhões de litros de gasóleo e a emissão para a atmosfera de 305 mil
toneladas de CO2. Este será, sem dúvida, um forte
e decisivo contributo para aumentar a autonomia energética dos Açores e para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida das populações que neles vivem.
De salientar que, segundo as projecções financeiras que foram feitas e que serviram de
Plurianual, o Cash Flow Líquido gerado pelas empresas do Grupo, durante o período da sua vigência, é superior aos 272,4 milhões de euros do investimento total do Plano. Significa isto que, se não houver grandes alterações nas políticas de gestão que têm sido adoptadas nem alterações substanciais no quadro regulatório actual, todo este investimento será coberto com fundos próprios gerados no interior do Grupo EDA e que a generalidade dos actuais rácios e indicadores financeiros beneficiarão, ainda, de melhorias muito significativas. Os resultados de exploração expressos nas presentes contas de 2010 e os já apurados nas contas do 1º trimestre de 2011, ambos com valores superiores aos então projectados, deixam antever que o essencial daquele Plano e dos seus objectivos deverão ser, efectivamente, cumpridos. De referir, como factor endógeno favorável a uma boa execução deste Plano, a composição e estrutura da carteira de empréstimos bancários do Grupo, que têm possibilitado um custo médio de financiamento muito inferior aos que vemos ser praticados à nossa volta. No exercício de 2010, por exemplo, apesar da forte turbulência e instabilidade dos mercados financeiros, conseguimos uma taxa média ponderada de juro da dívida de todo o Grupo EDA (331,6 milhões de euros, no final do ano) de apenas 2,52%.
Mas, nem a constatação destes bons indicadores, nem a evolução favorável que se perspectiva com a execução do Plano Estratégico de Investimentos do Grupo EDA, foram suficientes para a manutenção da notação de rating de A3-Stable Outlook, atribuída à EDA, pela 1ª vez, em 2008, pela Agência Internacional Moody’s. Esta notação foi ainda mantida em 2009, mas não já em Julho de 2010, altura em que, como consequência o downgrade de dois níveis no rating da República e da Região Autónoma dos Açores, a Moody’s decidiu efectuar também à EDA uma descida, mas apenas de um nível, passando o rating da EDA de A3-Stable Outlook para Baa1-Negative Outlook. Já neste ano de 2011, em 11 de Abril e em 11 de Maio, e como consequência de novos downgrades nas notações de rating da República e da Região, a Moody’s, decidiu que a EDA devia, também, acompanhá-las na descida, pelo que a notação de rating da empresa é, agora, a de Baa3-under review.
De referir, porém, que não temos sentido, na gestão financeira corrente do Grupo, quaisquer efeitos negativos desta descida na notação de rating. A Banca e todos os nossos stakeholders conhecem bem a situação financeira da EDA, a sua real capacidade creditícia e a evolução positiva que tem vindo a ser conseguida nestes últimos anos, pelo que não temos sentido
qualquer dificuldade no acesso ao mercado de capitais. Neste 1º trimestre de 2011, conseguimos mesmo manter, praticamente inalterada, a taxa média ponderada de juro da dívida da EDA verificada em 2010.
A finalizar, uma palavra de agradecimento aos senhores accionistas pela confiança, estímulo e apoio que sempre nos deram e que muito contribuiu para a sustentabilidade do crescimento de todo o Grupo EDA. Também um agradecimento muito especial a todos os trabalhadores, quadros dirigentes e administradores das nossas empresas, pelo elevado grau de profissionalismo, dedicação e competência que sempre puseram no exercício das suas funções e que, para além de terem possibilitado os bons resultados alcançados, são garantia suficiente de que o grupo EDA saberá enfrentar e ultrapassar os tempos difíceis que temos pela frente. Estou certo de que assim será e que o Grupo EDA contribuirá, pro-activamente, para que o nosso País e a nossa Região saiam, rapidamente, da crise que estamos a viver.
Maio de 2011 Roberto Amaral
1.
2. 3. 4.
5.
1. Roberto de Sousa Rocha Amaral, Presidente ADMINISTRADORES EXECUTIVOS
2. Francisco Manuel Sousa Botelho 3. Maria José Martins Gil 4. Mário Duarte Carreira Mendes 5. Jaime Carvalho de Medeiros
CONSELHO DE
6. 7. 8.
9.
referentes ao exercício findo no passado mês de Dezembro,
apresentam um valor total de capitais próprios
de 162,5 milhões de euros, valor que, quando comparado
com o existente em 2005, no início do nosso primeiro mandato
(68,2 milhões de euros), evidencia um crescimento de 138%.”
ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS
6. Luís Alberto Meireles Martins Mota 7. Alberto Romão Madruga da Costa 8. Jorge Manuel de Oliveira Godinho 9. José Alves Escada da Costa (Cooptado a 29.10.2009)
ÓRGÃOS
SOCIAIS
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Dr. Roberto de Sousa Rocha Amaral
Presidente
Eng. Francisco Manuel Sousa Botelho
Administrador (Executivo)
Dra. Maria José Martins Gil
Administradora (Executiva)
Eng. Mário Duarte Carreira Mendes
Administrador (Executivo)
Eng. Jaime Carvalho de Medeiros
Administrador (Executivo)
Eng. Luís Alberto Meireles Martins Mota
Administrador (Não Executivo)
Alberto Romão Madruga da Costa
Administrador (Não Executivo)
Eng. Jorge Manuel de Oliveira Godinho
Administrador (Não Executivo)
Eng. António Jorge Flores Vasquez
(Até 29.10.2009)
Administrador (Não Executivo)
Eng. José Alves Escada da Costa
(Cooptado a 29.10.2009) Administrador (Não Executivo)
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Dr. José Luís Pimentel Amaral
Presidente
Dr. Luís Manuel do Couto Pacheco
Vice-Presidente
Dr. José Emanuel Lopes Fernandes
Secretário
CONSELHO FISCAL
Professor Dr. Eduardo Paz Ferreira
(Até Julho de 2009) Presidente
Dr. Érico João Gago do Coito Matias Tavares
(Eleito a 19.12.2009) Presidente
Dr. João Manuel Beliz Trabuco
Vogal Efectivo
Dr. Duarte Giesta
Vogal Efectivo
Dr. Rogério Gomes Moitoso
(Eleito a 19.12.2009) Vogal Suplente
REVISOR OFICIAL DE CONTAS
UHY & Associados, SROC, Lda.
Representada por Manuel Luís Fernandes Branco, ROC n.º 652
2
RELATÓRIO, PROPOSTA
DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS
1 – COMERCIAL
No ano de 2010, a procura de electricidade referida ao consumo ascendeu a 779 GWh, resultando num crescimento global de 2,9% relativamente ao ano anterior, verificando-se uma variação de 2,0% ao nível da Média Tensão e 3,4% ao nível da Baixa Tensão. No mesmo ano, a rede de distribuição abasteceu 121 164 clientes, correspondendo a um aumento de 1,5%.
O mercado da Região caracteriza-se pela sua reduzida dimensão e grande dispersão, predominando o consumo do comércio e serviços (incluindo serviços públicos), com 44,4% da estrutura de consumos, seguido dos usos domésticos e industriais, com 34,8% e 16,4%, respectivamente. É ainda de salientar que as ilhas de São Miguel e Terceira foram responsáveis por 79,0% do fornecimento de energia eléctrica e 73,3% dos contratos com clientes.
N.º de Clientes 113 457 115 539 117 413 119 356 121 164 1,5 Baixa Tensão 112 839 114 908 116 763 118 692 120 485 1,5 Média Tensão 618 631 650 664 679 2,3 Consumo de Energia (GWh) 703,2 728,3 753,7 756,7 778,6 2,9 Doméstico 240,9 248,2 253,5 256,5 271,3 5,8 Comércio e Serviços 227,0 239,7 252,3 251,0 256,4 2,2 Serviços Públicos 86,0 84,0 89,0 87,8 89,6 2,1 Industriais 118,8 125,0 125,6 127,3 127,5 0,2 Iluminação Pública 30,5 31,3 33,4 34,2 33,7 -1,3
RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
– SEGMENTO ELECTRICIDADE
Var.%
O consumo anual per capita1 tem revelado um
aumento sucessivo nos últimos anos, apresentando taxas de crescimento nos últimos cinco anos que, em média, se situaram na ordem dos 3,4%, sendo, no total da Região e em 2010,
de 3 173 kWh/habitante. Neste ano, o valor mais elevado verificou-se na ilha Terceira, com 3 536 kWh/habitante, e o mais baixo na ilha do Corvo, com 2 473 kWh/habitante.
1) No cálculo do consumo anual per capita, foram utilizadas as estimativas do número de habitantes publicadas pelo * Consumo de 2010 e estimativa do número de habitantes
de 2009
Inclui instalações de Média Tensão, Baixa Tensão, Iluminação Pública e Consumos próprios
Facturação de energia
eléctrica
A facturação de energia eléctrica atingiu, em 2010, o montante de 102 044 mil euros, correspondendo 73 793 mil euros a fornecimentos de energia em Baixa Tensão, enquanto
28 250 mil euros referem-se a fornecimentos em Média Tensão. É de realçar que estes últimos representam 27,7% do valor total, embora concentrados em apenas 0,56% do número de contratos de fornecimento de energia eléctrica (excluindo iluminação pública).
Relativamente ao ano anterior, a facturação cresceu cerca de 5,9%, em resultado
do aumento de 2,9% na procura de electricidade e do acréscimo do preço médio de venda em 2,9%. Facturação * (mil €) 80 852 86 405 91 687 96 355 102 044 Média Tensão 25 334 26 150 27 170 27 767 28 250 Baixa Tensão 55 518 60 255 64 518 68 588 73 793 Energia Facturada ** (GWh) 701,3 726,4 751,7 754,8 777,0 Média Tensão 264,6 275,1 283,0 281,9 287,8 Baixa Tensão 436,7 451,3 468,7 473,0 489,2
Preço Médio Venda
(c€/kWh) 11,53 11,90 12,20 12,77 13,13
Média Tensão 9,58 9,51 9,60 9,85 9,82
Baixa Tensão 12,71 13,35 13,76 14,50 15,09
2006 2007 2008 2009 2010
* Não inclui energia em contadores e compensação tarifária. ** Não inclui consumos próprios.
TIEPI (Tempo de Interrupção Equivalente da Potência Instalada) encontra-se evidenciado no gráfico seguinte. Os valores apresentados incluem indisponibilidades dos sistemas electroprodutores, das redes e instalações de clientes, para
interrupções curtas e longas (≤ 3 minutos e > 3 minutos), para todo o tipo de causas. O ano de 2010 apresenta uma melhoria generalizada do indicador TIEPI em várias das ilhas da Região. As excepções verificadas são maioritariamente justificadas pelo aumento de interrupções previstas, para efeitos de manutenção e intervenções nas redes.
De salientar que este indicador inclui todas as interrupções verificadas, intrínsecas aos sistemas da EDA ou devido a problemas nas instalações dos clientes.
a fuel, com 63,6%. De realçar, ainda, que a produção termoeléctrica sofreu uma redução de 6% nos últimos cinco anos, passando de 650 GWh em 2006 para 611 GWh em 2010, fruto do incremento da produção com origem em fontes renováveis, a qual foi suficiente para fazer face ao crescimento da procura.
No âmbito das energias renováveis, destaca-se a emissão de energia de origem geotérmica, que contribuiu com 20,4% do total e 38,3% do total da ilha de São Miguel, tendo aumentado 7,3% em relação a 2009. As energias de origem hídrica e eólica/outras apresentaram, face ao ano transacto, um aumento de 39,7% e 9% respectivamente. Estes crescimentos são justificados pelas condições favoráveis, à sua exploração, verificadas na Região ao longo de quase todo o ano de 2010.
As ilhas de São Miguel e Terceira contribuíram com 53,8% e 25,0%, respectivamente, do total da energia emitida para as redes. Realça-se o facto das centrais do Caldeirão, em São Miguel, e do Belo Jardim, na Terceira, terem uma produção correspondente a cerca de 54% do total da energia emitida na região, o que é elucidativo da dificuldade na obtenção dos benefícios das economias de escala, face à descontinuidade geográfica da Região.
As pontas máximas em cada uma das ilhas nos últimos cinco anos ocorreram, maioritariamente, no 2º semestre de cada ano. Verificaram-se excepções em 2007 para a ilha da Graciosa, em 2008 para o Corvo e, em 2010, para as ilhas do Faial, Flores e Corvo que ocorreram no 1º semestre. No que respeita à evolução da ponta relativamente a 2009, a maior foi registada na ilha de Santa Maria, com 9,2%, seguida pelas ilhas do Pico e da Terceira com, respectivamente, 7,26% e 6,98%.
2 – SISTEMAS
ELECTROPRODUTORES
Em 2010, o sistema electroprodutor explorado directamente pela EDA era constituído por nove Centrais Termoeléctricas com uma potência total instalada de 221 MW. Explorados pela EEG, empresa participada pela EDA, existiam sete Parques Eólicos nas ilhas de Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores, com uma potência total instalada de 11,6 MW, doze Centrais Hídricas, com uma potência total de 8,2 MW, e ainda duas Centrais Geotérmicas, pertencentes à SOGEO, com uma potência instalada de 23,0 MW. A EDA deu ainda apoio à exploração de três Centrais Comunitárias, na ilha de São Jorge, tendo uma sido desactivada durante o decorrer do ano em questão.
A produção anual de electricidade atingiu os 849,8 GWh, correspondendo a um aumento de 2,5% relativamente ao ano anterior. Dessa produção, o parque termoeléctrico contribuiu com 71,9%, com preponderância da produção
Var.% emissão de energia eléctrica por ilha (gWh) 2006 2007 2008 2009 2010 09/10
data da ocorrência
ponta máxima anual (kW) 2009 2010 em 2010
Térmica Gasóleo: Inclui Centrais Comunitárias Outras: Biogás e microgeração
Térmica 632,0 563,1 587,7 595,5 592,5 -0,5 Fuel 574,0 504,2 525,4 525,4 523,4 -0,4 Gasóleo 58,1 58,8 62,3 70,1 69,1 -1,5 Hídrica 29,7 31,3 25,3 22,4 31,3 39,7 Geotérmica 83,8 177,5 170,3 161,7 173,6 7,3 Eólica e Outras 16,8 15,8 21,9 31,2 34,0 9,0 Total 762,4 787,6 805,2 810,9 831,4 2,5 Santa Maria 18,9 19,1 19,7 20,4 21,5 5,2 São Miguel 407,8 424,1 435,3 437,1 447,6 2,4 Terceira 196,6 201,6 203,5 204,2 208,2 2,0 Graciosa 11,9 12,7 13,3 13,3 13,7 3,5 São Jorge 25,4 26,1 27,3 28,8 30,3 5,4 Pico 40,8 41,7 42,9 43,9 46,1 5,0 Faial 49,1 50,1 50,6 50,2 50,7 0,9 Flores 10,8 11,1 11,4 11,7 11,9 1,7 Corvo 1,1 1,2 1,2 1,3 1,3 -0,9 762,4 787,6 805,2 810,9 831,4 2,5
Santa Maria 3 457 3 775 24 de Agosto
São Miguel 74 350 74 250 09 de Dezembro
Terceira 37 690 40 321 15 de Dezembro
Graciosa 2 386 2 450 23 de Dezembro
São Jorge 4 936 5 153 19 de Agosto
Pico 7 820 8 388 15 de Dezembro
Faial 9 182 9 422 04 de Janeiro
Flores 2 079 2 142 03 de Março
EVOLUÇÃO DA PONTA POR ILHA
(2005-2010)
Santa Maria (kW)
Terceira (kW)
Graciosa (kW)
Pico (kW)
Faial (kW)
Corvo (kW)
Flores (kW)
3 – A REGULAÇÃO ECONÓMICA
As tarifas de electricidade a cobrar aos
consumidores são fixadas anualmente pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, em função da regulamentação constante do Regulamento Tarifário, onde, para além da
metodologia de determinação do nível de proveitos a proporcionar por cada tarifa, se caracteriza a metodologia de cálculo tarifário e a forma de determinação da estrutura das tarifas.
A estrutura das tarifas de Venda a Clientes Finais, tanto no Continente como nas Regiões Autónomas, resulta da aplicação do princípio da aditividade tarifária que consiste na definição de tarifas de Venda a Clientes Finais com preços que resultam da adição dos preços das tarifas por actividade aplicáveis em cada nível de tensão e opção tarifária aos clientes do comercializador de último recurso, nomeadamente: tarifas de Uso Global do Sistema, Uso da Rede de Transporte, Uso da Rede de Distribuição, Energia e Comercialização. As tarifas são estabelecidas por forma a
proporcionar à entidade concessionária da RNT e aos detentores de licença vinculada de distribuição um montante de proveitos calculado de acordo com as disposições constantes no Regulamento Tarifário.
Os sobrecustos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira são incluídos na Tarifa de Uso Global do Sistema que é aplicada pelos distribuidores vinculados aos fornecimentos a clientes do comercializador de último recurso e às entregas a clientes no mercado liberalizado. Desde 2003, primeiro ano da fixação pela ERSE das tarifas praticadas pela empresa concessionária do transporte e distribuição na RAA, até 2008, foi aplicada à EDA – Electricidade dos Açores, S.A.
2009, a ERSE alterou a forma de regulação das actividades de Distribuição de Energia Eléctrica e de Comercialização de Energia Eléctrica, que passou a ser efectuada por Price Cap, com o objectivo de incentivar a empresa a obter maiores ganhos de eficiência naquelas actividades.
Quanto à actividade Aquisição de Energia Eléctrica e Gestão do Sistema, mantém-se o mesmo tipo de regulação baseada em custos aceites e na aplicação de uma taxa de remuneração sobre os activos líquidos.
A EDA desenvolve assim as suas actividades de produção, distribuição e comercialização de energia eléctrica num contexto regulado pela legislação em vigor e pela regulamentação emitida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
Em Dezembro de 2009, a ERSE determinou as tarifas de electricidade para 2010, tendo os parâmetros para o período de regulação 2009-2011 sido fixados em 2008.
Relativamente à remuneração dos activos, destaca-se, para aquele período, que a taxa de remuneração do activo fixo afecto à actividade de Aquisição de Energia Eléctrica e Gestão do Sistema foi indexada à rendibilidade média diária das OT a 10 anos, acrescida de 300 pontos percentuais e 400 pontos percentuais, para as actividades de Distribuição e Comercialização de Energia Eléctrica.
Refira-se que não foi fixado o parâmetro referente ao factor de eficiência associado aos custos com a descarga, armazenamento, transporte e comercialização do fuelóleo. A fixação deste
88.º do Regulamento Tarifário, ficou dependente de um estudo efectuado por um consultor externo e concluído no início de 2011.
Em 2010, prosseguiu-se com o processo de convergência das tarifas da Região para com as do Continente. Porém, com a publicação do Decreto-Lei n.º 104/2010, de 29 de Setembro, que estabeleceu a extinção das TVCF acima de 41,4 kW (BTE, MT, AT e MAT), em Portugal Continental, o mecanismo regulamentar de convergência das tarifas nas Regiões Autónomas para as tarifas no Continente terá de ser ajustado a esta nova realidade legislativa, o que, de acordo com a ERSE, deverá ocorrer na sequência da transposição de Directivas Comunitárias e num quadro de uma revisão regulamentar, precedida de um processo de discussão pública.
Para o exercício de 2010, a compensação financeira previsional atribuída à EDA ascendeu a 43,1 milhões de euros.
Salienta-se que, através do Despacho de 3 de Outubro de 2008, o Ministro da Economia e Inovação determinou que o montante de 50 milhões de euros, relativo ao valor de equilíbrio económico-financeiro previsto no Artigo 92.º do Decreto-Lei n.º 226 – A/2007, de 31 de Maio, fosse afectado à estabilização das tarifas mediante a redução do financiamento dos custos com a convergência tarifária de 2009, entre as Regiões Autónomas e o Continente. A componente atribuída à Electricidade dos Açores, S.A., correspondente a 25,8 milhões de euros, ainda não foi transferida pela REN, conforme determinado pela ERSE aquando da publicação das tarifas de 2009, pelo facto daquela empresa também não ter recebido o
Refira-se também que a Lei 12/2008, de 26 de Fevereiro, relativa aos serviços públicos essenciais, determinou que os custos com contadores deixam de ser considerados no cálculo das tarifas de energia eléctrica, em resultado da proibição da cobrança aos utentes de qualquer importância a título de preço, aluguer, amortização ou inspecção periódica de contadores ou qualquer outra taxa de efeito equivalente independentemente da designação utilizada. Esta Lei teve como consequências a diminuição da base de activos a amortizar e a remunerar a partir de 2009, no âmbito da determinação do sobrecusto da actividade de distribuição de energia eléctrica.
PPEC – Plano de Promoção da Eficiência
no Consumo
A medida “Auditoria Energética a Edifícios Escolares”, de carácter intangível, desenvolvida ao abrigo do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo, para o período 2009-2010, visa a realização de uma auditoria energética num estabelecimento de ensino público na Região Autónoma dos Açores (Escola Básica Integrada dos Arrifes).
O principal objectivo desta medida é, através da auditoria, identificar oportunidades de melhoria do desempenho energético que potencie a redução dos respectivos consumos, bem como avaliar técnica e economicamente os benefícios da implementação de soluções mais eficientes do ponto de vista energético nas instalações escolares do território açoriano.
Um segundo objectivo é a divulgação posterior das medidas de eficiência energética propostas junto dos restantes estabelecimentos de ensino e
dos serviços regionais de educação. Pretende- -se, assim, desenvolver um legado de conteúdos sobre os resultados obtidos na auditoria
energética e sobre a importância e necessidade de poupar energia eléctrica como estratégia para estimular a mudança de comportamentos da população escolar para a redução do consumo de electricidade e seus impactos na redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE). Para uma maior eficácia desta divulgação, será impressa uma brochura informativa com os resultados e medidas da auditoria energética, bem como criado um manual de eficiência energética em estabelecimentos escolares. Todos os materiais produzidos terão em devida consideração as condições específicas da Região Autónoma dos Açores, tais como as condicionantes de natureza climática e de recursos energéticos, os valores e as preocupações das escolas.
A medida contempla ainda o lançamento de um concurso de ideias interescolar que motive os alunos, organizados em grupos, a apresentar soluções no âmbito da promoção da eficiência energética e da redução de consumos, tendo em vista a sua implementação no curto prazo nos próprios estabelecimentos de ensino. Para a melhor ideia está prevista a atribuição de um prémio ao grupo vencedor, da responsabilidade do Promotor.
PPDA – Plano de Promoção
do Desempenho Ambiental
No âmbito do Plano de Promoção de Desempenho Ambiental (PPDA) da EDA, referente ao período regulatório 2009-2011, deu-se continuidade à execução das medidas aprovadas.
segmento de electricidade atingiu, em 2010, cerca de 62 milhões de euros. Do investimento realizado pela EDA, cerca de 36,3% foram utilizados no reforço do sistema electroprodutor, enquanto 39,2% corresponderam ao investimento na rede de transporte e distribuição, numa óptica de garantia da continuidade e qualidade
do fornecimento de energia eléctrica.
O investimento efectuado pela EEG diz respeito aos montantes dispendidos na construção/ ampliação de parques eólicos e aproveitamentos hidroeléctricos. Decorrente da actividade da SOGEO e GEOTERCEIRA, foram investidos, em 2010, cerca de 7,4 milhões de euros no aproveitamento dos recursos geotérmicos.
Centros Produtores 26 202 1 937 28 139
Centrais Termoeléctricas 18 144 996 19 140
Parques Eólicos e Aproveitamentos Hidroeléctricos 1 639 11 1 650
Aproveitamento Recursos Geotérmicos 6 419 931 7 350
Rede Transporte e Grande Distribuição 12 040 557 12 597
Rede Pequena Distribuição 7 858 244 8 101
Outros 12 879 18 12 898
Total 58 980 2 756 61 736
custos encargos
A evolução dos montantes investidos nas
actividades de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica, a preços correntes, nos últimos exercícios, é apresentada nos gráficos seguintes.
principais empreendimentos
Relativamente aos projectos de investimento realizados em 2010, destacam-se como mais significativos os seguintes:produção – eda
• Ampliação da Central Termoeléctrica do Aeroporto, em Santa Maria, com a finalização da instalação dos grupos VII e VIII, a continuação da instalação do grupo XIX e a conclusão da remodelação do sistema SCADA e da sala de comando;
• Execução de diversas obras de melhoramento da Central Termoeléctrica do Caldeirão
(CTCAD), na ilha de São Miguel, onde se inclui a beneficiação do edifício da Central e dos tanques
• Ampliação da Central Termoeléctrica do Belo Jardim, na ilha Terceira, com a instalação do grupo XI e obras de beneficiação dos auxiliares exteriores dos grupos do construtor Mirrlees; • Ampliação da Central Termoeléctrica do
Caminho Novo, em São Jorge, com a conclusão da instalação dos grupos XI e XII, e obras de beneficiação do edifício da central;
• Ampliação da Central Termoeléctrica do Pico, na ilha do Pico, com a conclusão da instalação do grupo VII e continuação da remodelação dos serviços auxiliares da central;
• Ampliação da Central Termoeléctrica de Santa Bárbara, no Faial, com a continuação da instalação do grupo VIII, substituição
da cobertura e revitalização dos sistemas comuns de combustível da central;
• Continuação da construção da nova Central Termoeléctrica da Ribeira Além Fazenda, na ilha das Flores.
produção – eeg
• Lançamento do concurso público internacional para fornecimento de aerogeradores para a construção do novo Parque Eólico dos Graminhais, na ilha de São Miguel; • Campanha de medição de vento em dois
locais alternativos da ilha do Faial, com vista a determinar a melhor localização para o novo parque eólico a construir naquela ilha.
produção – sogeo
• Execução e conclusão dos trabalhos de
beneficiação do sistema de detecção e combate a incêndios da Central Geotérmica da Ribeira Grande;
• Execução do poço geotérmico CL7 no sector de Cachaços-Lombadas;
geotérmico CL3 e interligação do novo poço nessa plataforma;
• Continuação do projecto de aumento da
capacidade actual de separação e de transporte de geofluídos dos poços geotérmicos PV4 e PV7 na Central Geotérmica do Pico Vermelho; • Construção de uma estação de descalcificação
de água e diluição automática de inibidor na plataforma da Central Geotérmica do Pico Vermelho;
• Continuação da campanha de perfuração de novos poços geotérmicos no Campo Geotérmico da Ribeira Grande;
• Início do estudo de reconhecimento do potencial geotérmico nas ilhas Graciosa, Pico, São Jorge e na região das Furnas, da ilha de São Miguel.
produção – geoterceira
• Conclusão dos ensaios dos poços geotérmicos (PA1 a PA4 e PA8) e serviços de consultoria no âmbito da determinação da viabilidade técnica e económica do recurso geotérmico.
transporte e grande
distribuição
Na Ilha de Santa Maria, e ao nível das Linhas de
Distribuição, a remodelação da rede subterrânea 6/10 kV do aeroporto, a ampliação do ramal 10 kV NAV – Cabres, a construção do ramal 10 kV do PT público de S. Pedro e a reconfiguração da rede MT e inserção do posto de seccionamento (PS) Mãe de Deus.
Na Ilha de São Miguel, ao nível das Linhas de
Transporte em Alta Tensão (AT), continuação da construção das linhas de Transporte de 60 kV entre a subestação da Lagoa (SELG) – 30 Reis I, 30 Reis I – subestação da Lagoa de Congro (SELC) e entre
o parque eólico dos Graminhais (PEGR) – SELC. Nas Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da rede 10 kV da cidade de Ponta Delgada (3ª Fase), das linhas 10/30 kV de Água de Pau e do Cabouco (2º troço), e da rede 30 kV das Capelas, interligação dos ramais 30 kV – Rabo de Peixe (2º Troço) e reforço da secção da linha Sul – posto de seccionamento Areias – subestação das Furnas (SEFU).
Na Ilha Terceira, ao nível das Subestações,
a continuação da ampliação da subestação das Lajes (SELJ) e a construção do centro de distribuição de Belo Jardim (CDBJ). Nas Linhas de Distribuição, a continuação da construção da saída subterrânea 15 kV da Subestação das Lajes e da saída 15 kV da Subestação de Vinha Brava – São Bartolomeu (nó PT 95), a remodelação da linha MT Angra II e das linhas e ramais 15 kV da Subestação das Quatro Ribeiras (Serreta) e Subestação das Quatro Ribeiras (Vila Nova), a ampliação de redes MT na ilha Terceira e remodelação da linha 15 kV que liga a Subestação de Angra com a subestação de Belo Jardim (2.ª Fase).
Na Ilha Graciosa e ao nível das Linhas
de Distribuição, a ampliação de redes MT. Na Ilha de São Jorge, ao nível das Linhas de
Distribuição, a ampliação do ramal 15 kV Fajã dos Cubres e da Fajã de São João.
Na Ilha do Pico, ao nível das Linhas de
Distribuição, a continuação da remodelação da linha e dos ramais 15 kV São Roque-Piedade e 15/30 kV da linha e ramais Madalena-Bandeiras- -Santo António e a ampliação do ramal 30 kV da Serra de Santa Catarina.
Na Ilha do Faial, ao nível das Subestações, a
continuação da remodelação da subestação de Santa Bárbara. Ao nível das Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da linha e ramais 15 kV Horta-Cedros-PT8-PT20.
Na Ilha das Flores, e ao nível dos Postos de
Seccionamento, a construção do posto de
seccionamento de Santa Cruz. No que diz respeito às Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da rede subterrânea 15 kV Santa Cruz (2ª Fase) e da construção das saídas 15 kV da nova central das Flores.
pequena distribuição
Em Santa Maria, ao nível de Postos deTransformação, a electrificação e alteração de potências em diversos PT e remodelação 6/10 kV de PT públicos do Aeroporto. Ao nível das Redes Rurais, a continuação da ampliação das Redes BT de Santa Maria.
Em São Miguel, ao nível de Postos de
Transformação, a electrificação e alteração de potência em diversos PT e a remodelação 10/30 kV dos PT da linha do Cabouco. Ao nível das Redes Urbanas, a continuação da 2ª Fase da remodelação da Rede de Baixa Tensão da Cidade de Ponta Delgada (3ª fase). Quanto às Redes Rurais, a continuação da remodelação das redes BT dos PT 187, 188 (Remédios), 165 (Salga), 133 (Lombinha da Maia), para além de diversas ampliações e construção de redes BT.
Na Terceira, ao nível de Postos de Transformação,
a continuação da electrificação e de alterações nas potências de diversos PT. Ao nível das Redes Rurais, a remodelação da rede BT do PT 23 C. Nova S. Carlos, assim como a ampliação e construção de redes BT.
do PT 15 – Manuel Gaspar e do PT 28 – Almas. Em São Jorge, ao nível de Postos de
Transformação, a electrificação e alterações nas potências de PT e a construção de PT de cabine baixa da Fajã de São João e da Saramagueira. Ao nível das Redes Rurais, a construção da rede BT Fajã de São João-Saramagueira, a remodelação das redes BT do PT 16 e ampliação das redes BT da ilha de São Jorge.
No Pico, ao nível de Postos de Transformação, a
continuação da remodelação 15/30 kV dos PT da linha Madalena-Bandeiras-Santo António. Ao nível das Redes Urbanas, a remodelação da rede BT de São Roque e das Lajes do Pico. Quanto às Redes Rurais, a continuação da construção da rede BT do Lajido, o prosseguimento da ampliação de redes BT e a remodelação da rede BT de Santana – Caminho de Cima, de Candelária, de São Mateus e da Prainha de Cima.
No Faial e ao nível de Postos de Transformação,
continuação de diversas electrificações e alterações de potência em PT e a remodelação do PT 50 315 kVA (Monte Carneiro). Quanto a Redes Rurais, a construção e ampliação de redes BT.
Nas Flores e ao nível dos Postos de Transformação,
a construção do PT de cabina baixa (CB) de 200 kVA do Outeiro.
No Corvo e ao nível das Redes Urbanas, a
continuação da remodelação da rede BT da Vila Nova do Corvo.
5 – RECURSOS HUMANOS
As organizações que desfrutam de uma longa vida assentam em fundações sólidas. Os colaboradores do Grupo EDA constituem o activo mais valioso das empresas para a manutenção de elevados níveis de serviço, com capital humano altamente motivado e alinhado com os objectivos estratégicos, no sentido de alcançar a sustentabilidade a longo prazo, assegurar e reforçar continuamente valores como trabalho de equipa, inovação, partilha de saberes, integridade e actualização
de conhecimentos.
eVolução dos eFectiVos
O número total de trabalhadores com vínculo ao Grupo EDA, no final de 2010, era de 946, representando assim um aumento de 1,5%, mais catorze trabalhadores, relativamente ao ano anterior. EDA 644 667 3,6 EEG 7 8 14,3 SOGEO 32 30 -6,3 GLOBALEDA 66 66 0,0 SEGMA 51 49 -3,9 GEOTERCEIRA 9 5 -44,4 NORMA AçORES 54 55 1,9 CONTROLAUTO AçORES 12 13 8,3
Req./Cedidos Grupo EDA 34 29 -14,7
Requisitados Ent. Oficiais 23 24 4,3
Total 932 946 1,5
forte empenho que a EDA tem vindo a desenvolver ao propor aos colaboradores soluções e
dispositivos adaptados a cada realidade,
contribuindo assim para o êxito dos seus projectos de desenvolvimento, que se têm centrado em dois grandes pilares: o Sistema de Gestão do Desempenho e a Formação Profissional. No que concerne ao Sistema de Gestão de Desempenho, foi feito um acompanhamento junto dos avaliadores durante todo o processo da avaliação devido à nova aplicação em portal SAP, tendo sempre em mente que a gestão de pessoas é das tarefas mais complexas que uma empresa tem de desenvolver.
Um sistema de avaliação de desempenho dos recursos humanos tem, necessariamente, de ser acompanhado, por um conjunto de acções de formação. Nesse sentido, a formação contínua é fundamental para garantir que todos os colaboradores sejam capazes de dar resposta às novas exigências e para responder às necessidades de formação de um determinado colaborador. Alterações de processos,
implementação de novas tecnologias e mudanças de legislação em vigor são alguns exemplos de mudança que implicam um acompanhamento profundo por parte dos colaboradores, o que é facilitado, precisamente, pela aposta na formação.
Em 2010, cerca de 70% da formação foi realizada em áreas técnicas específicas. No entanto, também se deu destaque a formações na área da Qualidade, Ambiente e Segurança e trabalhou-se a área comportamental.
os Objectivos Estratégicos da Organização, pela elaboração de conteúdos programáticos e casos práticos adaptados à nossa singularidade enquanto organização, bem como pelo acompanhamento do Capital Humano e consequente Sucesso Organizacional.
O Plano de Formação anual de 2010, reflecte o enquadramento estratégico das necessidades de desenvolvimento identificadas pelas várias áreas. No total participaram em acções de formação 647 colaboradores e 20 estagiários, envolvendo 1 701 participações. Foram ministradas 184 acções de formação para os colaboradores das várias empresas do grupo, resultando em 15 359,7 horas de formação.
preVenção e segurança
No ano de 2010, foi dada continuidade ao trabalho desenvolvido nos anos anteriores, de modo a atingir os objectivos propostos para a área da Prevenção e Segurança, no que se refere a uma melhoria contínua das condições de trabalho dos trabalhadores da EDA.
Os trabalhos desenvolvidos que mereceram maior destaque, foram:
• Formação de Higiene e Segurança no Trabalho, Trabalhos em Altura, Gestão de Emergência (primeiros socorros e combate a incêndios); • Auditorias de segurança a edifícios da área
administrativa;
• Medidas de controlo de Higiene, através de medições de ruído e análise da qualidade do ar das centrais termoeléctricas;
• Inspecção anual aos equipamentos de trabalhos em altura utilizados pelos operacionais das Direcções da Produção, Distribuição e Comercial;
• Selecção de equipamentos de protecção individual a introduzir na EDA;
• Elaboração de procedimentos de segurança das actividades da Direcção de Distribuição;
• Adaptação dos Planos de Emergência Internos das Centrais Termoeléctricas do Caldeirão e Belo Jardim, face à legislação recentemente publicada; • Implementação do Sistema de Gestão da
Segurança ao nível da Central Termoeléctrica da Caldeirão;
• Realização de Simulacros nas Centrais Termoeléctricas do Caldeirão, Belo Jardim e Graciosa;
• Realização da reunião anual da Comissão de Segurança.
Quanto à sinistralidade laboral no ano de 2010, registaram-se 17 acidentes, sendo 12 com baixa médica, não se verificando acidentes mortais.
No ano de 2010, verifica-se que o número de dias perdidos relativamente ao ano anterior, passou de 631 para 500 dias, registando-se uma redução de 20,8%, embora o número de acidentes seja semelhante. Face a este resultado, constata-se ter registado uma menor gravidade ao nível das consequências dos acidentes de trabalho. Regista-se, com satisfação, a tendência de diminuição do número de dias de baixa que se tem verificado desde o ano de 2008 com os acidentes de trabalho. 2010 17 500 2009 18 631 2008 10 831 2007 19 735 dias
de pessoas ao mesmo nível” e 12% a acidentes de “Origem eléctrica”, salientando, pela negativa, o facto de se ter registado 2 acidentes de origem eléctrica.
A sinistralidade laboral registada no ano de 2010 nas restantes empresas do Grupo EDA, foi a seguinte:
Registou-se uma baixa sinistralidade e um reduzido número de dias perdidos nestas empresas, factor esse que consideramos positivo e de realçar face
sogeo segma globaleda geoterceira total
N.º acidentes 6 1 0 1 8
medicina do trabalho
Com o objectivo de garantir e promover o bem- -estar profissional e social dentro da organização, a Medicina do Trabalho efectuou durante o ano o conjunto de actividades habituais: exames, vacinação e acompanhamento de processos de reforma.
Ao longo do ano foram realizadas 43 visitas aos postos de trabalho.
A vacinação atingiu um total de 321 colaboradores e foram realizados 1 267 exames médicos, com a seguinte repartição:
Visitas
eXames
admissão periódico ocasionais total
EDA 25 EEG 2 SOGEO 4 GLOBALEDA 5 SEGMA 5 GEOTERCEIRA 1 NORMA AçORES 1 EDA 18 338 750 1106 EEG 1 5 3 9 SOGEO 1 7 15 23 GLOBALEDA 3 30 2 35 SEGMA 10 14 9 33 GEOTERCEIRA 3 3 NORMA AçORES 7 23 24 54 CONTROLAUTO AçORES 4 4
Em Janeiro, a Comissão Executiva deliberou alterar a estrutura da unidade orgânica SISTEMAS DE INFORMAçÃO (SISIF), passando a designar-se por ORGANIZAçÃO E SISTEMAS DE INFORMAçÃO (ORSIF), com nível de Direcção, dela dependendo os seguintes Grupos de Actividade:
• ORGANIZAçÃO GESTÃO PROJECTOS (ORGEP) • SISTEMAS TECNOLOGIAS INFORMAçÃO
E COMUNICAçÃO (SITIC)
Esta nova direcção tem como missão “Conhecer e manter os processos de negócio da Empresa propondo melhorias tanto nos processos como nos sistemas de informação que os suportam, de forma a garantir um alinhamento eficiente entre a estratégia de negócio e tecnologias de informação de elevada qualidade”.
A área de Organização e Gestão de Processos tem, entre outras, a responsabilidade de gerir Processos de Negócio, contemplando o levantamento, análise, representação, automatização, integração, monitorização e optimização dos processos ao longo de toda a cadeia de valor, capaz de agilizar a Empresa, funcionando como ponte entre o negócio e as TIC. Em 2010, deu-se inicio ao levantamento dos Processos de Negócio da área de Exploração da Produção. Foi feita a descrição das tarefas e identificação da documentação conexa às mesmas.
Na área dos Sistemas e Tecnologias de Informação, o acompanhamento e controlo do plano de recuperação do contrato de prestação
tempo consumiu à equipa do SITIC durante o ano de 2010, numa tentativa de por termo ao plano e retomar as actividades correntes de gestão de serviço e projectos internos.
Em Julho de 2007, a Comissão de Normalização Contabilística (CNC) disponibilizou um
conjunto de normas que integram o Sistema de Normalização Contabilística (SNC). Este sistema substitui o Plano Oficial de Contabilidade (POC) e as Directrizes Contabilísticas (DC), desde de 1 de Janeiro de 2010.
No final de 2009, a EDA implementou o novo SNC. Por limitação temporal, o módulo HR permaneceu no mandante antigo (POC), uma vez que a passagem para SNC obrigaria a migração de todo o histórico HR, o que seria impossível em tempo útil. No início de 2010, procedeu-se à cópia do cluster de HCM do antigo mandante (POC) para o novo mandante SNC.
Em Maio de 2007, teve inicio o projecto EDAPRO que consistiu na prestação do serviço de consultoria pela SBA à EDA, com utilização da Metodologia ABS®, visando o desenvolvimento
do potencial da estrutura da EDA direccionada para o conceito de Produtividade, através de uma significativa redução de custos e do aumento da rentabilidade e da produtividade de meios próprios da EDA e dos seus Prestadores de Serviços. Em Fevereiro e Março de 2008, ainda no âmbito do projecto EDAPRO, a SBA desenvolveu o Sistema EDAPRO BI com o objectivo de automatizar a visão de gestão das áreas envolvidas.
Em Janeiro de 2010, igualmente pela entrada em vigor do novo SNC, o EDAPRO BI ficou desactualizado sendo necessário proceder às adaptações necessárias.
O SITIC elaborou um plano de projecto designado de “EDAPRO BI 2”, que visa a substituição da actual aplicação EDAPRO BI (SGPE), por outra que suporte o SNC e esteja integrada no landscape SAP, nomeadamente SAP BI e Business Objects.
Durante o segundo trimestre de 2010, através de uma Prestação de Serviços, foi definido o Modelo de Centralização de Dados Mestre e criado o Conceito de Activo. O Projecto teve como principais objectivos:
− Harmonizar e consensualizar o conceito de activo, assegurando critérios de
correspondência entre as diferentes vertentes de gestão – investimento, operação,
manutenção e financeira – e respectivas unidades de bem;
− Determinar, em função do tipo de activo, quais os sistemas responsáveis pela gestão de cadastros e respectivos fluxos de actualização e interface com outros sistemas (associado ao fluxo processual actual);
− Definir a estratégia de sistemas de informação para suporte à gestão dos activos,
antecipando temas críticos para clarificação de âmbito e investimento da etapa de
implementação dos módulos PS, PM e MAM do sistema SAP R/3, por exemplo: reestruturação de cadastros e consequente necessidade de recuperação de histórico, necessidade de suporte dos fornecedores dos diferentes
sistemas do Grupo, identificação dos interfaces a configurar, etc.
Foi implementado um Sistema de Gestão de Filas de Espera nas três lojas principais da EDA, nomeadamente, Matriz de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Angra do Heroísmo.
O projecto de Gestão de Tesouraria arrancou em Junho e teve como objectivo a substituição das funcionalidades suportadas em desenvolvimentos à medida por funcionalidades standard na versão SAP ECC 6.0, de forma a minimizar os custos de manutenção aplicacional. Com a concretização desta iniciativa, pretendeu-se atingir os seguintes objectivos: a implementação de melhorias significativas, através de ajustes às actuais funcionalidades e implementação de novas funcionalidades, na solução de suporte aos processos de Gestão de Tesouraria; a transparência, em tempo real, da posição de liquidez e capacidade de gerir os fluxos de caixa de todas as empresas do grupo; a adopção das melhores práticas aplicacionais e processuais com vista a aumentar a produtividade e agilidade do negócio que potenciarão o aumento da qualidade de serviço prestado.
No segundo semestre de 2010, foi feita a publicação do anúncio do Concurso Público Internacional que tem por objecto a adjudicação de uma proposta de fornecimento de serviços de desenho e implementação das soluções
(i) SAP-PS (Project System) para suporte dos
processos de gestão e controlo do investimento e projectos; (ii) SAP-PM (Plant Maintenance)
para suporte dos processos de gestão da manutenção, no contexto das operações das áreas de Produção e de Distribuição; e (iii) Mobilidade para a área de manutenção.
do Grupo EDA na implementação de novas iniciativas de comunicação, quer ao nível interno, quer externo.
Mantiveram-se alguns dos procedimentos dos anos anteriores, e que fazem parte da rotina da empresa, nomeadamente ao nível de atribuição de patrocínios e donativos, no âmbito cultural e de solidariedade social, assim como a organização de conferências de imprensa e envio de notas aos órgãos de comunicação social, com os principais investimentos e acções levadas a cabo pela EDA e empresas do Grupo. Mas, como referido no parágrafo inicial, há a destacar várias acções, definidas no Plano de Comunicação, pelo seu impacto dentro de portas e na sociedade em geral.
Em primeiro lugar, e ao nível interno, organizaram-se sessões, em todas as ilhas, e para todos os colaboradores, que visaram a discussão de um tema actual e que tem impacto na vida diária de todos. Assim, e como ponto de partida para as Conversas Poderosas, optou-se pelo tema a Gestão da Mudança. A adesão foi bastante significativa, na ordem dos 75%, o que revelou o interesse das pessoas. Deste modo, e dado o sucesso desta acção, é objectivo de Comité de Comunicação dar continuidade a estas sessões, sendo que para o ano de 2011 está em estudo o debate de um tema relacionado com a actividade da empresa.
Ao nível externo, e para assinalar o 20º aniversário da SOGEO, organizou-se um jantar para os colaboradores da empresa e, de forma a interligar a empresa com a sociedade, foram
Terra”.
Estes visaram a participação de todos os interessados, com a entrega de fotografias e pinturas alusivas à actividade da SOGEO. Em ambas as vertentes, houve uma adesão bastante significativa que permitiu a organização, já em 2011, de uma exposição com todos os trabalhos recebidos.
Por último, e como principal acção, que embora implementada em 2011, teve toda a sua preparação em 2010, há a realçar a intervenção numa instituição de solidariedade social, sob o lema “A Nossa Marca”.
Tendo sido escolhido o Patronato de São Miguel, foram analisadas as necessidades ao nível da infra-estrutura existente e foram convidados os colaboradores à participação activa na melhoria das condições de vida das crianças que habitam naquela casa.
Foi uma intervenção de fundo, desde obras de melhoria, a montagem de mobiliário e decoração, que revelou que os colaboradores da EDA têm bastante presente a necessidade de ajudar o próximo, dado que cerca de 70 pessoas voluntariaram-se a fazer esta intervenção. Foi uma acção que teve um impacto muito significativo, quer no seio da empresa, quer na sociedade, e que será uma iniciativa a dar continuidade.
8 – QUALIDADE E AMBIENTE
No decurso do ano 2010, destacam-se as seguintes actividades:
• Consolidação dos sistemas de Gestão da Qualidade e dinamização das acções de melhorias no domínio do Ambiente.
• Realização de acções de monitorização, em conformidade com os requisitos de Lei, para as instalações de produção térmica da EDA. • Realização de investimentos nas instalações,
com objectivo de redução de impactos de poluição do ar e da água/solos.
• A operacionalidade do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos e a consequente disciplina de gestão de resíduos, por utilização de práticas adequadas.
• Continuidade da política interna de diminuição do impacto das actividades da EDA no Ambiente e melhorias de Qualidade, contribuindo assim para a obtenção de melhor desempenho e consequentes resultados positivos da actividade do sector energético.
qualidade
“Os objectivos básicos do sistema de gestão são o de aumentar constantemente o valor percebido pelo cliente nos produtos ou serviços oferecidos, o sucesso no segmento de mercado ocupado (através da melhoria contínua dos resultados operacionais), a satisfação dos funcionários com a organização e da própria sociedade com a contribuição social da empresa e o respeito ao meio ambiente”.
A “Qualidade” utilizada como ferramenta de gestão, por organizações públicas e privadas, é indispensável uma vez que:
• Aumenta a satisfação e a confiança dos clientes; • Aumenta a produtividade;
• Reduz os custos internos;
• Melhora a imagem e os processos de modo contínuo;
• Possibilita acesso mais fácil a novos mercados. A implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente permite avaliar as conformidades determinadas pela organização através de processos internos, garantindo ao cliente material, processo, produto ou serviço concebido conforme padrões, procedimentos e normas.
Em 2010 foi dado continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da Qualidade, tendo sido cumprido o objectivo, nomeadamente a manutenção da certificação dos Sistemas de Gestão da Qualidade implementados, de acordo com a NP EN ISO 9001:2008.
Sistemas de Gestão da Qualidade
Certificados segundo a NP EN ISO
9001:2008
• Direcção de Exploração da Produção cujo
âmbito é a “Prestação de Serviços de Manutenção em Sistemas de Produção de Energia”.
• Direcção Comercial cujo âmbito é a
“Comercialização de Energia, Potência e Serviços Conexos”.
Os resultados de 2010 foram positivos, sendo estes reflectidos através do cumprimento dos planos de objectivos definidos, quer através dos resultados das Auditorias realizadas, quer externas ou internas, constatando-se que os Sistemas de Gestão da Qualidade Implementados são encarados como uma ferramenta de gestão. No sentido de alcançar o seu objectivo estratégico, a EDA, S.A. concretizou, ainda, os seguintes projectos em 2010:
no LCEE de acordo com a NP EN ISO IEC 17025:2005, preparação do processo de acreditação do laboratório que já se encontra reconhecido como Organismo de Verificação Metrológica (OVM).
• Direcção de Exploração da Distribuição
Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade na Direcção de Exploração da Distribuição, com o seguinte âmbito “Manutenção de SE, Linhas AT/MT, Equipamentos de Manobra da Rede e Análise de Projectos e Viabilidades”.
• Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente
Em Maio de 2010 foi dado inicio ao projecto “Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente”, que tem por objectivo a Implementação de um Sistema de Gestão Integrado de Qualidade e Ambiente, segundo a NP EN ISO 9001:2008 e NP EN ISO 14001:2004 na EDA, S.A.
• Empresas Grupo EDA
Em 2010, foi também assegurada a manutenção da Certificação de acordo com a NP EN ISO 9001:2008 do Sistema de Gestão da Qualidade da Globaleda.
ambiente
Efluentes Gasosos
Foram efectuadas 2 campanhas de monitorização pontual dos efluentes gasosos para todas as fontes das 9 centrais termoeléctricas, inferindo-se a quantidade de poluente emitida durante o ano de 2010.
Há uma notória diminuição da emissão de SO2
em 2010, resultado da alteração do fuelóleo consumido com redução do teor de enxofre.
de monitorização em contínuo, tendo sido apresentados à Direcção Regional do Ambiente, no ano de 2010, relatórios trimestrais com os resultados obtidos.
Efluentes Líquidos
No ano de 2010, deu-se continuidade à
monitorização das águas residuais com a recolha e análise laboratorial de amostras de água residual nas centrais termoeléctricas.
Licenciamento Ambiental (PCIP –
Prevenção e Controlo Integrado
da Poluição)
Foram realizadas acções de formação/ sensibilização para o cumprimento das
exigências ambientais, estipuladas nas Licenças Ambientais.
Foram entregues, na Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, os Relatórios Ambientais Anuais (RAA) referentes a 2009, para as Centrais Termoeléctricas do Caldeirão e Belo Jardim, conforme estipulado nas respectivas Licenças Ambientais.
Participação da EDA no 2º Encontro Regional de Operadores PCIP – PRTRii, que se realizou na
Horta, ao qual se efectuou uma apresentação do desempenho ambiental das suas centrais PCIP.
Mercado de Carbono
Na Exploração da Produção deu-se continuidade à gestão das licenças de carbono, para o período 2008-2012, sendo que a Verificação das licenças de carbono, referente ao ano de 2010, foi realizada no decurso do mês de Fevereiro de 2011, por uma entidade verificadora certificada.
Nos quadros seguintes apresenta-se o comparativo da gestão de licenças de carbono (tCO2) e os
consumos específicos (kgCO2/kWh), para o período
Caldeirão – São Miguel, Central Termoeléctrica do Belo Jardim – Terceira, Central Termoeléctrica de Santa Bárbara – Faial e Central Termoeléctrica de São Roque do Pico – Pico), apenas foram consumidas 74% das licenças (354 817 tCO2),
ficando um remanescente de 123 066 tCO2.
PRTR – Pollutant Release and Transfer
Register
De acordo com o Regulamento PRTR, as Centrais do Caldeirão e Belo Jardim encontram-se abrangidas por este inventário, devido à sua capacidade térmica instalada (>50 MWt). Para estas Centrais foram efectuados os devidos registos, via online no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O preenchimento do Formulário PRTR2009 decorreu entre Fevereiro e Abril de 2010, via online no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo as
Resíduos
Durante o ano 2010, deu-se continuidade à gestão e conveniente encaminhamento dos diversos tipos de resíduos, continuando a serem desenvolvidos os esforços para obtenção das soluções sustentáveis para todos os resíduos. A EDA realiza uma gestão de resíduos onde continuamente se pretende a redução da sua produção na origem e a sua valorização através do seu encaminhamento maioritariamente para os Operadores Licenciados para a gestão de resíduos, conforme estipulado na legislação vigente. A EDA declarou à Direcção Regional do Ambiente a produção de 3 195,5 toneladas de resíduos em 2010, das quais 1 978 toneladas (61,9%) correspondem a resíduos industriais perigosos (RIP). De referir que em, comparação com 2009, verificou-se um aumento de 19,3% e que 60% da quantidade de resíduos enviados para aterro, dizem respeito a madeira e resíduos resultantes de desmatagens.
produção (tons)
tipos de resíduos 2008 2009 2010 Variação destino
Resíduos Industriais Perigosos 2 034,4 1 900,2 1 973,5
Óleos Usados 111,4 78,7 99,6 Valorização
Resíduos de Combustível 1 840,2 1 814,4 1 866,7 Valorização
Lâmpadas 0,7 0,8 1,0 Reciclagem
Águas Oleosas 0,7 4,0 0,0 Valorização
Outros resíduos perigosos 81,4 2,3 6,2 Valorização/Eliminação
Resíduos Industriais Banais 365,2 665,8 1 179,9
Produtos Químicos 0,3 0,0 0,0 Valorização
Sucata 233,3 189,5 264,7 Reciclagem
RC&D 75,7 445,2 717,6 Reciclagem
Papel 8,6 3,3 8,3 Reciclagem
Equip. e componentes fora de uso 45,3 23,7 79,3 Reciclagem
Outros resíduos banais 2,0 4,0 110,0 Reciclagem