ELISÃNGELA
Guzi
DE
MORAES
MQDELAGEM
MATEMÁTICA
c0Mo
ESTRATÉGIA
DE
ENs1No
Trabalho de
Graduação
apresentado
ao
Curso
de Matemática,
Centro de
Ciências Físicas eMatemáticas,
Universidade Federal
de Santa Catarina
Prof
*'. Eliana Farias eSoares
T
ELQRTANÓPOLTS
zooo/1ELISÃNGELA
GUEL
OE
MORAES
MODELAGEM
MATEMÁTLCA
COMO
ESTRATÉGIA
DE
ENSINO
Trabaiho
de
Graduação
apresentado ao
Curso
de
Matemática,
Centro
de
Ciências Físicas eMatemáticas,
Universidade Federal
de Santa Catarina
Prof
“. Eliana Farias eSoares
FLORIANÓPOLIS
Esta
Monografia
foi julgadaadequada
como
TRABALHO
DE
CONCLUSÃO
DE
CURSO
no
curso deMatemática
- Habilitação Licenciatura, e aprovadaem
sua
forma
final pelaBanca
Examinadora
designada pela Portaria n°06/SCG/2000.
Prof 8
Carm
Suzane
Comitreimenez
'
Professora da Disciplina
Banca
Examinadora:
É Qiou owgovo \ F g°°~*~9v
ÍNDICE
~
lntroduçao ... ._
Capítulo l -
Modelagem
Matemática
Como
Estratégia de Ensino1.
Modelos
eModelagem
Matemática
... ..2.
Modelagem
Matemática
como
Estratégia de Ensino...Capítulo 2 -
Modelo
da
Construção deuma
Maquete
... ._~
1.
Modelo
da Construçao deuma
Maquete
... ._2.
O
modelo
na
Prática ... _.Capítulo 3 -
Exemplos
deModelos
... .. l.Modelo
de Construção de Pipas ... _. 2.Modelo
de Construção deuma
Carroça ... ._3.
Modelo
do
Tratamento deÁguas
Residuais ... ._Conclusão
... ..INTRÓDUÇAQ
.C
Este trabalho visa divulgar a,
modelagem
matemática
como
uma
técnica paramelhorar o ensino de matemática. p
A
escola, hoje,tem
que
competircom
um
mundo
de informações, e precisapreparar as pessoas para novas situações e desafios
do
futuro, precisando portantoser ágil.
A
modelagem
matemática
tem
contribuído muito pois,segundo
algunspesquisadores, incentiva a pesquisa e desenvolve a criatividade dos alunos.
`
Em
particular este assuntome
fascinou pois, por ser iniciantena
docência, sentique
precisava de algo diferente, talvez maismoderno
e dinâmico.O
primeiro capítulo apresentaamodelagem
matemática
como
estratégia deensino,
o que
é modelo, e oque
émodelagem
matemática,bem
como
osprocedimentos
para elaboração de modelos.Procuramos
esquematizar os procedimentos de obtenção demodelos
e apresentamosum
modelo
da Dinâmica
Populacional deuma
Colméia
para facilitar acompreensão
e aplicabilidade. _.
No
segundo
capítulo, detalhou-seo
modelo
de Construção deuma
Maquete,
contendo o relato deuma
experiênciaque
nos apresentao
modelo
na
prática.O
terceiro capítulo aborda alguns 'exemplos demodelos
quepodem
servir deincentivo e
também
pesquisa àquelesque querem
iniciarno
caminho
damodelagem
matemática:
C
~
0 O.
modelo
de Construçao deuma
Pipa; 0O
modelo
de Construção deuma
Cairoça; 0O
modelo
de Tratamento deÁguas
Residuais.Este trabalho
não
tem
aambição
de explorar tudo oque
se pensa sobremodelagem,
mas
a de daruma
visão geraldo
trabalhocom
modelagem, além
deevidenciar o papel importantíssimo
do
professor, o papel dos alunos enquantocúmplices
no
processo, eo
papeldo
sistemaem
abrir espaço paranovas
experiências.
i
Observamos
que nos últimos anosmuito
setem
pesquisado e publicado sobre otema.
No
final deste trabalhoo
leitor encontraráuma
lista de referênciasbibliográficas
com
algumas
destas publicações. çczzpiwm
T _MDDELAGEM
MATEMÁTICA
coMo
ESTRATÉGIA
DE
ENsiNo
Neste capítulo descreveremos
brevemente
aModelagem
Matemática
como
estratégiade ensino. Para escrever este capítulo nos
baseamos
em
[2], [4], [8].l.
MODELOS
E
MODELAGEM
MATEMÁTICA
1.1.
o QUE
E
MoDELo
MATEMAT1co
? , OA
noção
demodelo
matemático
está presenteem
quase todas as áreas: Arte,Moda,
Arquitetura, História,Economia,
Literatura, Matemática. Aliás, a históriada
ciência é testemunha disso.A
Segundo
Meyer,
[8],há
muitas definições demodelo
matemático,mas
todosidentificam
modelo
como
uma
descrição deum
problema
efetivoem
tennos deelementos
do
universo matemático,onde
sua resolução é estudada edo
qualinformações relevantes são por assim dizer, trazidas de volta ao
problema
original.Este processo iterativo,
do
latim iterare, repetir, caracteriza o trabalhocom
modelagem
matemática
- e os próprios modelos. ~Para
Biembengut,
[2],modelo
matemático
éum
conjunto de símbolos erelações matemáticas
que
procura traduzir, dealguma
forma,um
fenômeno
ou
um
problema da
situação real. 'z
1.2.
O QUE
É
MODELAGEM
MATEMÁTICA?
É
o processo de construção deum
modelo
abstrato descritivo dealgum
sistemaconcreto; e o processo envolvido
na
tradução deuma
situaçãoproblema
de qualquerárea
do conhecimento
parauma
linguagem
matemática.A
grossomodo,
pode-sedizer que a
matemática
e a realidade são dois conjuntos disjuntos e amodelagem
éum
meio
de fazê-las interagir:MODELAGEM
SITUAÇÃO . .
,
REAL
MATEMATÍCA
l.3. Procedimentos para Elaboração de
Modelos:
Meyer
apresenta o seguinteesquema
para a elaboração deum
modelo:/"
./' .
f/ DEFINIR ---^--Ii HIPOTE5E`
_____ _, PROBLEMA L' PROBLEMIY” SIMPLIFICADA ' MÁTEMÂTICO ¿_`_ H '
\
\
'\
assotução\
ànaoxmâoa
\
no \.\ PROBLEMA\
v/urofm A WILID/m ADecisão solução . soluçao r
No nnoaieàm MATEMATICA
Segundo Meyer,
[8], a seta pontilhada é fundamental paraque
se “veja” a dinâmicada
modelagem
pois, muitas vezes, ao tentarmos validar a soluçãono
âmbito social, isto é , forado
universoda
matemática,vemo-nos
constrangidos acomeçar
tudo de novo,modificando
nossacompreensão do problema
original.Biembengiít, [2], agrupa esses procedimentos
em
três etapas,que
elachama
deinteração, matematização,
modelo
matemático.1.3.1.'
-
Interação: depois de delinear a situação que se pretende estudar, deve ser feitauma
pesquisa sobre o assunto demodo
indireto (livros, revistas, internet, etc)ou
direto (pormeio
de entrevistascom
especialistasou
experiênciaem
campo,
etc). -A
situação-problema torna-se cada vezmais
clara, àmedida que
se vai1.3.2.
-
Matematização: esta etapa éuma
das maiscomplexas
e desafiantes, pois é'
aqui
que
se
dá
a “tradução”da
situação-problema para alinguagem
matemática.
São
elementos indispensáveis neste processo: intuição, criatividade e experiência acumulada.a)
Formulação
do Problema
-› Hipótese .V
O
objetivo principal destemomento
do
processo demodelar
é chegar aum
conjunto de expressões aritméticas e fórmulas,
ou
equações,ou
gráficos,que
levem
à soluçãoou permitam
adedução
deuma
solução.Por
isso é importante classificar as informações, decidir os fatores aserem
perseguidos levantando hipóteses, identificar constantes envolvidas,bem
como
selecionar variáveis relevantes e, finalmente, descrever essas relaçõesem
termos matemáticos.
b) Resolução do Problema
em
Termos
do
Modelo
Depois
de .formulada a situação problema, passa-se à resoluçãoou
análisecom
o ferramenta]
matemático
disponível. PSegundo
Meyer,
[8], os procedimentos e ferramentas matemáticasnão
estão.definidos a priori, muitas vezes
têm
que
ser- apreendidos,compreendidos
etestados .antes de se poder usá-los efetivamente;
além
disso, cada resultadotem
que
ser validado criticamente tanto à luz de conhecimentos matemáticos quantotendo
em
vistao
problema
original. H.
l.3.3._-
Modelo
Matemático: para concluiro
modelo, torna-se necessário verificarem
que
nível ele seaproxima da
situaçãoproblema
representada.0 .Interpretar o modelo, analisando sua adequabilidade e retomar à situação
problema
investigada avaliando o quanto relevante é a solução-›
validação.~
Se o
modelo
nao
atender às necessidades que o geraram, o processo deve serretomado na segunda
etapa-
Matematização
-
mudando-se ou
ajustando hipóteses, variáveis, etc.Ao
concluirum
modelo
é importante a elaboração deum
relatórioque
registre todo o desenvolvimento, afim
de propiciar seu uso deforma
adequada.1.3.4.
UM
EXEMPLO
DO
PROCESSO
DE
MODELAGEM
Apresentaremos
a seguirum
modelo
sobre"Dinâmica
populacional deuma
colméia"para' facilitar a
compreensão do
processo demodelagem.
Este texto está dividido de
forma
a atender oesquema
de elaboração deum
modelo,com
os seguintes passos: definiçãodo
problema, hipóteses, modelo, validação.1.3.4.1.
DEFINIÇÃO
Do
PRoBLEMAz
~
A
constituição deuma
colméiaem
condições normais é a seguinte: 0Uma
rainhaque
vive até 5 anos;0
400
zangõesque
vivem
até 80 dias; V 060
à 80 mil operárias quevivem
entre38
e42
dias._
Cabe
à rainhao
comando
da
colméia e a reprodução; aos zangões ocruzamento
com
a rainha, e às operárias
cabem
a limpeza dos favos (abelha faxineira), a alimentaçãoda
rainha e das larvas (nutriz), a feiturado
favo,do
mel
eda
geléia real(engenheira), a busca doscomponentes
para o alimento: água, néctar e pólen ( abelha campestre).O
número
de zangõesdepende da
abundância de alimento: e a longevidade deuma
operária
depende do
clima edo
seu período de atividade.Uma
colméiaem
plenaprodução chega
a ter entre60
à 80 mil operárias.A
capacidade de postura deuma
rainha vai até 3.000 ovos por dia.Quando
uma
rainha diminui a quantidade de ovos, as operárias responsáveis pela
manutenção
daslarvas
promovem
o desenvolvimento deuma
nova
rainha.A
nova
rainha, depoisdo
vôo
nupcialem
que
é fecundada por alguns zangões, cerca de 8 à 10,retoma
àcolméia e expulsa a Velha rainha. V
A
velha rainha sai e leva consigo, aproximadamente, 10.000 operárias: éo
enxame
voador.
A
natureza nos mostraque
oenxame
voador forma
uma
nova
colméia.Nestes termos,
podemos
formular o seguinte problema:Quanto tempo
esteenxame
voador
levarápara
teruma
colméia
em
condições normais,ou
seja, entre60
à
80 mil
abelhas operárías ?'
I
1.3 .4.2.
LEVANTAl\/[ENTO
DE
HIPOTESES:
Faremos algumas
hipóteses para simplificar o problema:~
O
número
inicialde
operáriasda nova
colméia é 10.000 (Considerandoque
oenxame
voador
não
perdenenhum
componente no
caminho);0 Postura
da
rainha: 2.000ovos
ao dia;0 Período entre postura e nascimento: 21 dias.
Vamos
considerar duas hipóteses adicionaisque nos
levarão à doismodelos
distintos.zz)
HIPÓTESE
-01
A
e
A
longevidade das
operárias éde 40
dias e as idadesdas
operáriasdo
enxame
voador
são equidistribuídas.J
b)
HIPÓTESE
_02
10
O
número
de mortes
diárias é proporcionalao
número
de
abelhas presentes.1.3.4.3.
MODELOS:
Sob
a hipótese 1,temos que
onúmero
de mortes diárias, nos primeiros40
dias, é de:l°_~_9@ z 250
A
40
.Seja P(n) a população de abelhas
em
um
dia "n" qualquer, e seja P(0) onúmero
inicial de abelhas
da
nova
colméia, isto é, igual à 10.000.A
partirdo
primeiro dia, logoque
elas sefixarem,
já haverá mortes àuma
taxa de250
abelhas ao dia. Assim: P(0)
z
10.000P(l)
=
10.000 -250
=
9.750 população de abelhas para o 1 dia.P(a)=10.ooo
_ a(25o) fórmula gafai paraum
diaa
<21
(1)Será
que
estaafirmação
é válida para qualquern
?O
que acontecegsen
=
21 dias,quando
a partir destepassam
a nascer 2.000 abelhas operárias '?_
A
generalização.(I) jánão
é coerente, poistemos
que considerar asque
morrem
mais
as que
nascem
e portanto a população para o 21 dia será:P(21)
=
10.000 - 21 (250)+
2.000:
10.000 -5250
+
2.000=
6.750-
Com
o
passar dos diasobtemos
a seguinte generalização:P(n)
=
5.000+
(n-
20)1.750 fórmula geral paraum
dian
2
21 (II)Observamos
que a partirdo
40° dia termina a população de operáriasdo
enxame
voador
inicial e as operárias quenasceram no
21° dia estãoem
sua plena juventude e que portanto, nospróximos 20
dias,não
haverá mortes, logo ageneralização (II) já
não
é razoável !`
P(41)
=
5.000+
(40 - 20)1.750+
2.000=
40.000+
2.000=
42.000Neste caso,
com
a variação de diaspodemos
obter a seguinte generalização:P(n)
=
2.000(n-
40) fórmula geral paraum
dian
qualquer (III)A
partirdo
61° diapassam
a morrer as operáriasque nasceram
a partirdo
21° diaenquanto
continuam nascendo
2.000, isto é: VP(60)
=
2.000(60) - 40.000=
80.0000 a colméia estácom
a populaçãonormalizada _ P(61)
=
80.000 - 2.000+
2.000=
80.000 _ ' i P(n)-
80.0000 paran
2
60
Considerando a hipótese 1
temos
o seguintemodelo
matemático que
determina apopulação de abelhas
em
um
dian
qualquer10.000
-
n(250)_se_0 5 n 5 20dias P(n) = 5.000+
(n - 20)l .750_`se_21S
nS
40d1`as2.ooo(z«z - 4o)_Sa_41 S fz < óodzaa
'
80.000_se_n 2 60días
Logo,
uma
nova
colméia,segundo
este modelo, atinge sua plenaprodução
(60 à80
mil abelhas)
em
60
dias. tSob
a 28 hipótese,vamos
suporque
a constante de proporcionalidade seja 0,025Seja P(n). a população de abelhas
em
um
dia "n" qualquer, e seja P(0) onúmero
inicial de abelhas
da nova
colméia, isto é, igual à 10.000. P(0)=
10.000P(1)
=
0,975x
10.000=
0,975X
P(0) Total de abelhas sobreviventesno
1° diaO
queacontececom
o passar dos dias? P(n) : (0,975)"xP(O)Podemos
generalizar este resultado paraum
dia "n" qualquer.Chamamos
degeneralização (I)
Será
que
esta generalização é coerentecom
a realidade?O
que
acontece sen
=
21 dias,quando
a partir destepassam
a nascer 2.000 abelhas operárias ? _ ` _ ` P(20) = (0,975)2°x10.000 = 0,6026x10.000 = 6.026 _ ` P(21)z
(P(20)+
2.000)x0,975z
7.826O
que
.acontececom
o passar dos dias? _Podemos
obteruma
nova
generalização paraum
dia "n" qualquer.Chamamos
degeneralização (II) -
'
_
P(n)
z
P(20)x(0,975)"-2°+
2.000(0,975"-2°+
0,975"-2'+ +
0,975)Vamos
somar
os (n - 20) elementos:SH,
z
0,975"'2° +...+ 0,975 V 1- 0 975"-2°SH,
z0,975(í*_-)
1- 0,975 975S
11720 z_
(1- 0,975"-2° )SH,
= 39(1- 0,975"'2°)Considerando a hipótese 2
temos
o seguintemodelo matemático que
determina apopulação
de
abelhasem
um
dian
qualquer 5_ (0,975)"xl0.000 se n
S
20dias P(n) : 0 ›z-20 0_ _
nézo - 6.026x(0,975)+
2.000x39(l - 0,975)_se_n
> 20d1asPara responder à pergunta inicial, P(n)
2
60.000P(z›z) z P(20)›z(0,975)"-2°
+
2000x39(1- 0,975"'2°) z 60.000 (0,975)"72° [ó.02ó 9 7s.000]+ 78.000 z 60.000 (0,975)"72° [ó.02ó - 78.000] z -18.000 ' (O,975)n_20 S _ - 71.974 0,975".~í-5;é
0,25 0,975 0,975" ¿0,150õ :> n 2 74,7557 0Observe que
com
passardo
tempo
a população se estabilizaráem
78.000. Já que1¡mP(n)
z 1¡m1im[ó.02õ(0,975)"-2°+
2.000x3039(1- 0,975"-2°)] z n`>fD P1-N13 _ ó.02ó1¡m(0,975)"-2°+
7s.0001¡m(1- 0,975“°) z 6.026xO+
78.000xl = 78.000 ~ 1.3.4.4.VALIDAÇAO:
Para concluir
o
modelo
é necessário interpreta-lo, analisandoem
que
nível ele seaproxima da
situaçãoproblema
representada. p _Obt.ivera1n-se duas respostas, qual delas é
mais
coerente '?Este
modelo têm
a finalidade de exemplificar os procedimentos necessários paraobtenção de modelos, por isso esta análise
não
é relevanteno
momento.
,zw
OBSERVAÇAO: Com
omodelo
descrito acima, pode-se estudar os conceitos de:seqüências, progressões: aritmética e geométrica e através de
uma
análise gráfica os2.
MODELAGEM
MATEMÁTICA
COMO
ESTRATÉGIA
DE
ENSINO
2.1.
Porque
Modelagem
Matemática no
EnsinoO
entusiasmodo
aluno-descobridor, a criatividadedo
aluno-sujeito construtor deconceitos e a flexibilidade crítica
na
avaliaçãodo
trabalho desenvolvido são trêscaracterísticas destacadas entre diversas outras para indicar o que se pretende ao defender o uso de
modelos
matemáticosem
processos de ensino aprendizagem.A
modelagem
fornece elementos para -que os alunosdesenvolvam
suaspotencialidades, proporcionando-lhe capacidade de pensar crítica e
independentemente,
uma
vez que lhes édada
a oportunidade de estudarem situações-problema, através de pesquisa, desenvolvendo seu interesse e
aguçando
seu sensocrítico.
Além
disso, a contextualização cultural e históricada matemática
a faz especialmentemais
rica e atraente,quando
os alunospodem
vê-lanão
como
uma
região estanque de conhecimentos,mas
como
uma
ferramenta eficiente e diretaem
todas as áreas.2.2.
Implementação da
Modelagem
Matemática
a) Diagnóstico: para iniciar os trabalhos
com
modelagem
deve-se primeiramentediagnosticar
em
que
nível aturma
se encontra,ou
seja o quanto dematemática
osalunos aprenderam. Deste diagnóstico
depende
também
a continuidade dos trabalhos,pois
conforme
o nível sepode
ter maisou
menos
temas,ou
aindamaior ou
menor
precisão
do
modelo. 'b) Papel
do
Professor: o papeldo
professor,no
método
damodelagem, assume
características diferentes
do
papeldo
professorna
forma
tradicional; nessa proposta oprofessor
tem
o papel demediador da
relação ensino-aprendizagem, isto é orientadordo
trabalho, tirando dúvidas, colocandonovos
pontos de vistacom
relação aoproblema
tratado e outros aspectosque
permitam
ao aluno pensar criticamente sobreo assunto. ' '
c)
Conteúdo
Programático:Nos
cursoscom
um
programa
pré-detenninado, o grandedesafio
é compatibilizar os conteúdos previstos e o conteúdo possivel ao se trabalharcom
amodelagem
matemática. zEssa
dificuldade fazcom
que
alguns autores sugiramalgumas
variantes, quenão
Biembengut,
{2],chama
deModelação
Matemática
seumétodo
para adaptar aessência
da
modelagem
à exigênciado programa
a ser cumprido. Ela utilizaum
único
tema
para desenvolver todo o programa.Mas
elamesma
aponta para a possibilidade de se utilizarum
modelo
matemático
para desenvolver cada tópico
do
programa.Além
disso alertaque
se aopção
for aescolha de
um
único tema, este deve ser abrangente o suficiente e aomesmo
tempo
interessante para
que
os alunoscontinuem
motivados.Burak, [4], sugere até
que
possa-se desenvolver primeiro os conteúdos e depois aparte prática
da
modelagem,
idéiaque a
nosso ver, se desvia bastantedo
espíritoda
modelagem
matemática.Em
[4],Burak
observaque
uma
opção
seria a de trabalhar parteda
carga horáriada
disciplina de
matemática
com
o tema
sugerido pelos alunos e o professor usar o temporestante para tratar dos conteúdosnão
contempladosno
tema
desenvolvido.Outro ponto a ser considerado,
no
trabalhocom
modelagem,
é relativo à seqüênciados conteúdos. Diferenternente
da forma
tradicional,na
modelagem
não
existeuma
seqüência rígida, pois os conteúdos são determinados pelo
problema
ou
interesse decada grupo.
Vale
destacartambém
que
a rnodelagern propicia a oportunidade deum
mesmo
conteúdo repetir-se várias vezesno
transcorrer das atividades eem
momentos
distintos, o
que
permite acompreensão
das idéias fundamentais e ainda contribui paraa percepção
da
importânciada matemática no
cotidiano.Biembengut,
[2],chama
atenção ao risco de fragmentação dos conteúdos aprendidos,principalmente se
houverem
muitostemas
diferentes. Por issohá
necessidadede
sefazer exposições
com
apresentação dos trabalhos para osdemais
colegas.E
muitas vezes o professordeve
interferirno
decorrerdo
desenvolvimentodo
trabalho e relacionar os conteúdoscom
a prática desenvolvida, citando alguns exemplos,ou
ainda
propondo
exercícios de fixação.d) Escolha
do Tema:
O
professordeve
ser flexível, paraque
os alunos participemda
escolha
adequada do tema(modelo)
e assim sintam-se co-responsáveis peloaprendizado e
andamento
dos trabalhos e para que se fortaleçam as relações deamizade
e confiança entre alunos/professor.'
e)
Levantamento
de Questões eFormulação da Questão
Norteadora:Nesta
etapa émuito
importante classificar as informações relevantes e identificar fatos envolvidos,levantando hipóteses.
E
fundamentalque
se apresente a importância dos conteúdosmatemáticos
como
“ferramenta” para solucionar as questões.Em
algumas
situaçõespode-se pedir aos alunos
que façam
uma
pesquisa sobre o assunto.Segundo
Burak, [4]um
aspecto importante é a possibilidade de interdisciplinaridadeg) Avaliação: deve se dar de
fonna
qualitativa, jáque
se estáaproximando
a realidade, tratamosem
modelagem
de precisãomaior
ou
menor. -É
importante destacaro que
nos coloca Burak, [4], sobre a avaliação: o caráter punitivoda
avaliação tradicional contribuimuito
sobre a atitude negativa dos alunoscom
relação à matemática,como
por exemplo, oconformismo
e aceitação de regrase macetes para agilizar as respostas corretas,
sem
que
se percorrao
caminho do
Capítulo 2 -
MODELO
DA
CONSTRUÇÃO DE
UMA
WQUETE
Neste
capítulovamos
abordarum
modelo
de construção deuma
maquete que
éapresentado
em
[2],com
algumas
contribuições particulares. Este texto seráapresentado de
maneira mais
esquematizada e detalhada, afm
de facilitar acompreensão. Está dividido
em
três etapas:1.1. Construção
da
Planta Baixa, Planta de Corte Lateralda
Maquete
eFachada
Frontal;
`
'
1.2. Construção
da Maquete;
'1.3. Cónstrução
do
Telhado. AAlgumas
etapasenvolvem
conceitos muitomais
elaboradosque
outras e portantouma
atividadepode demorar
mais e outramenos. Apesar
das etapas estaremnuma
certa
ordem
não há
necessidade de finalizar'uma
etapa para entãocomeçar
outra.O
professor deve resolver quais atividades desenvolver e quanto de cada tópico explorar
conforme
o nível dedesempenho
da
turma.Não
pretendemos
esgotar todas as atividades possíveisnem
toda amatemática
envolvida nesta prática, apenasqueremos
exemplificarcomo
amodelagem
pode
serútil
no
ensino de matemática. _No
final deste capítulo,vamos
apresentar omodelo
na
prática, isto é ,o relato deuma
experiênciana qual
o
produto final foimais que
uma
maquete,uma
casa de verdade.1.
MODELO
DA
CONSTRUCAO
DE
UMA
MAQUETE
1.1. la Etapa: Construção
da
planta baixa. -Nessa
primeira etapa será discutida aforma
de representarno
plano oscômodos
deuma
casa. .~
SUGESTAO
DE
ATIVIDADE: Como
primeira atividade sugerimosque
sepeça
aos alunos para
desenharem no
papel um-campo
de futebol. Este desenho é arepresentação plana
do campo.
Como
ajuda pode-se sugerir que elesimaginem
ocampo
visto de cima. Esta sugestão está de acordocom uma
orientação geralque
achamos
deve
ser seguidaque
é a de partir de situaçõesque fazem
partedo
cotidiano
do
aluno.Observe
que, nas transmissões dos jogos pelaTV,
as câmerasmostram
ocampo,
e até o estádio visto de cima.Também
nosgames
há
uma
opção
overhead
quedá
a visão decima do
campo
onde
os jogadores são representados por pontos coloridos,o
campo
éum
retângulo(para futebol, poistem
quadras de baseballem
que
ocampo
e parecidocom
um
losango).A
partir daí passar para o desenho deMATEMÁTICA
nNvoLvn)Az
Nesta
etapapaâam
ser introduzidas asfigufaâ
geométricas planas mais simples: quadrado, retângulo, triângulo e circulo,
sem
entretanto explorar
muito
suas propriedades.*$*$$
SUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
Procurar e recortarem
revistas especializadas (ouinternet) outras representações planas de casas, escolas, escritórios, etc. Verificar se
aparecem
figuras diferentes das já estudadas. Fazeruma
tabela (talvezno
computador)
contendo a figura enúmero
de lados.MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Classificação mais apurada das figuras:número
de lados, ângulos internos. Introdução
do
conceito de retas paralelas, perpendiculares e ângulo reto, sendoque
nesta etapa só se faz distinção entre ângulo reto enão
reto,mas
não
se aprofundano
conceito de-ângulo.Aparecem
aí as outras figuras planas:paralelogramo, trapézio, polígonos regulares.
*****
~
SUGESTAO
DE'
ATIVIDADE:
Uma
vez
entendidocomo
se representam oscômodos
deuma
casa, passa-se à pergunta decomo
fazer ostamanhos
dos diversoscômodos
demodo
a se terna maquete
uma
representaçãoadequada da
casa.Essa
discussão pride
começar
com
acomparação
dos diversoscômodos
em
termos de qualé maior,
comparação
dos lados de cadacômodo.
Isto nos leva primeiro à necessidade demedir
comprimentos.Sugerimos
entãoque
sepeça
aos alunos paramedir
os ladosda
sala de aulausando
como
unidades asmãos,
dedos, pés, etc. Elespodem
fazeruma
tabela (talvez
no computador)
constando oque
foi medido, amedida
e a unidade utilizada.Podem
entãocomparar
as diversas tabelas, verificandoque há
diferenças eexplicando porque. Surge então a necessidade de se ter
uma
unidade padrão.MATEMÁTICA
ENvoLvn)Az
Primeirasnoções
demedidas
*****
SUGESTÃO
DE
ATIVIDADE:
Medir
os ladosda
sala de aula, agorausando o
metro
e seus múltiplos e submúltiplos_Medir
quantos metros, centímetros, etc,têm
asunidades anteriormente usadas. Fazer
algumas
estimativas antes. Fazernovas
no
sistema métrico e outros sistemas. Recortar (ou desenhar) placas de sinalização detrânsito (distâncias e velocidade
máxima);
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Sistema métricode medidas
lineares.Transformação
de unidades. 'Representação decimal denúmeros
racionais.Operações
com
números
decimais. ''
V
'
*****
iSUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
De
posse dasmedidas
lineares doscômodos
da
casa, tentar fazer
o
desenho.Como
fazerum
desenho
tão grande ?Propor ampliações (reduções) de desenhos
usando
papel quadriculado. Observarmapas
do
mundo,
do
Brasil.Como
éque
omundo
cabenum
mapa?
Fazer então a planta baixa
usando
uma
escala escolhida de acordocom
otamanho
desejadoda
maquete.A
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Proporção e escalas.*****
-SUGESTAO
DE
ATIVIDADE:
De
posseda
planta baixada
sala de aula, porexemplo,
agora jácom
a escala definida, colocam-se as seguintes perguntas: sequisermos representar as carteiras existentes
como
se faz ?E
se quisermoscomprar
carteiras novas, de
medidas
conhecidas, quantas dessas carteiras caberãona
sala ?Dada
a planta deuma
sala,como
calcular onúmero
de tacosou
cerâmicasnecessários para
o
assoalho ?Como
comparar o
tamanho
de doiscômodos
?Para estudar estas questões, sugerimos
que
se façao desenho da
planta baixa -da sala(ou
maquete)
num
papel quadriculado para se chegar auma
medida
do
tamanho
doscômodos
a partirdo
número
de quadradinhos contidosem
cadaum.
Fazer a seguinteobservação: se multiplicarmos o
número
de quadradinhosda
largura pelonúmero
dequadradinhos
do
comprimento, obtém-se amesma
resposta sóque mais
rapidamente.Caso
a sala de aula seja revestida de piso, pode-se contar quantosforam
necessários.Observar
que
parauma
casa revestidacom
cerâmica pode-se usar onúmero
de cerâmicas para expressaro
tamanho
deum
cômodo.
Chamar
a atenção para apossibilidade de se ter cerâmicas de
tamanhos
diferentesem
cômodos
diferentes.SUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
Medir
agora a áreada
sala de aula e de outras superfícies .retangularesusando o
sistema métrico.Usar
os submúltiplosrdo metro.Comparar
asmedidas
reais de áreacom
asda
maquete.MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Sistema métrico -=medida
de área.Área do
retângulo. Multiplicaçao de decimais.
Relação
entre a notação paramedidas
de área e a de potências.>.<****
SUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
Parapodermos
representar outras formas de pisos e outras formas de cômodos,_ (porexemplo
redondos) pode-se fazer polígonosregulares (mais simples)
em
papel cartão ecom
auxilio de régua e esquadro,quadricular
uma
das faces. Através de recortes pode-se calcular a áreado
paralelogramo,
do
triângulo e a área de outros polígonos regulares.Outra sugestão para se obter
que
a áreado
círculo é igual ao raio vezes ametade do
comprimento da
circunferência, é dividir a circunferênciaem
setores,em
seguidarecortá-los V e uni-los
formando
um
paralelogramoaproximado
de baseaproximadamente
igual àmetade
do comprimento da
circunferência e alturaaproximadamente
igual ao raio.Observar
que
quantomaior o
número
de setoresmelhor
será a aproximação.2711* r
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Cálculo de áreas de figuras planas: paralelogramo, círculo e polígonos regulares*****
SUGESTAO DE
ATIVIDADE:
Parapodermos
representar a alturada
casa, o quepode
ser importante, caso esta tenhamais
deum
andarou
mesmo
um
porão,precisamos
de
um
outro tipo de planta baixa, quedenomina-se
Planta de CorteLateral.
A
planta de corte lateralcontém
a altura das paredes, alturado
telhado ealgum
desnívelno
_telhado, caso exista.Para obtermos
um
projeto completo precisamos aindada
planta de Corte Frontalou
Fachada que
é a vista principalda
nossa casa, isto é,como
imaginamos que
ela vaificar.
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Esta atividadetem
uma
finalidademais
lúdica; visa desenvolver a criatividade e incentivar a pesquisa.*****
nu '
SUGESTAO
DE
ATIVIDADE:
Para encerrar esta etapa ecomo
forma
de avaliaçãodos conceitos desenvolvidos, fazer
uma
ampliaçãoda
planta baixa completaque
desenvolveram
(usando cartolina, isopor, etc) que sera utilizadacomo
material para baseda
construçãoda
maquete.MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Revisão dos conceitos envolvidos nas atividadesanteriores. '
1.2. 2a
Etapa:
Construçãoda Maquete.
-Nesta segunda
etapa construiremosuma
maquete do
projetoque
os alunosdesenvolveram
e formalizaramna
planta baixa.SUGESTÃO DE
ATIVIDADE
como
fazer as paredes?Uma
alternativamuito
instrutiva é a de se construir tijolinhos de cartolina (prismaretangular),
ou
utilizar caixas de fósforo, para então assentar as paredes.Observar
que
estes tijolospossuem
três dimensões:comprimento,
largura e altura.Qual
amelhor
posiçãoem
que
os tijolosdevem
ser assentados para ocuparmenos
espaço, proporcionar
maior
economia
de material e segurançana
sustentaçãoda
construção ? _
~
`
Notar
que
as 'paredesforam
representadasna
planta baixa porsegmentos
de reta enão
foi considerada a espessurado
tijolona
medida
doscômodos.
Nesta- atividade
podemos
planificaralgumas
caixas de papelão (prismasretangulares)_. .
-_
MATEMATICA
ENVOLVIDA:
Sólidos geométricos:_prisma retangular*****
SUGESTÃO
DE
ATIVIDADE:
Utilizando a planta de corte lateral, calcular a áreada
parede, observandoque
deve-se descontar janela e porta.Calcular
também
a áreada
faceque
interessado
tijolinho e corn estes resultados obter a quantidade de material,no
caso tijolos, necessários.MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Revisãodo
cálculo de áreas, transformação deunidades, operação
com
decimais.*****
SUGESTAO DE
ATIVIDADE:
A
fim de estimular a criatividade e motivar os alunos, pode-se sugerirque façam
revestimentos (azulejos, pisos) de cartolina paradecoração. _ I
-
'
V _
MATEMÁTICA
ENvoLvrDAz
rsemema
e mesàiees.*****
1.3. 33
Etapa:
Construçãodo
Telhado.Nesta
etapa será discutido a construçãodo
telhado,como
montar
esta estrutura que envolve triângulos. »SUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
Utilizando canudinhos de plástico colorido, unirsuas pontas de
modo
a fazerum
triângulo qualquer,um
retângulo,um
quadrado, eoutros. Mostrar
que
o triângulo é a figuramais
rígida , e que ao puxar as pontas estenão
deforma.Por
isso os telhados e outras estruturas (a ponte HercílioLuz)
são triangulares.,
Pode-se propor aos alunos
que façam
odesenho
deum
triângulo qualquer, ecom
um
compasso marcar
os ângulos e posteriormente recortá-los, ao unir os recortes verificarque
asoma
dos ângulos intemos é 180 graus.Se desenharmos
um
triângulo isósceles, escaleno, equilátero, reto, eprocedermos da
mesma
maneira, oque
acontece ?MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Classificação quanto aos lados e ângulos, epropriedades de triângulos
**>i=*>i=
SUGESTÃO DE
ATIVIDADE: Na
construçãodo
telhado precisamos de estruturaschamadas
de tesouras,que
são formadas por triângulosque
definem
o caimentodo
telhado. -
De
acordocom
asnormas da
construção civil o tipo de telhaque
irá revestiro
telhado define
o
caimento deste: para telhas tipo francesaou
paulistinha, porexemplo, o caimento é de
20%
(significaque
cada l metro horizontal sobe20
cm
na
vertical)Pesquisar
em
revistas especializadas (ou
internet) vários tipos de telhas e seucaimento e fazer
uma
tabelacom
estes dados euma
pesquisa de preço.Pode-se utilizar palitos para churrasco, e construir o telhado.
~ A h
senx=-
r×J*<rNl×.›*‹:N ~<_
2 2 h COSX I --tanx=-
B × . × CVamos
suporque
a base tenhay
metrosna
horizontal,vamos
subir 0,2.y metrosna
vertical, significa
que formaremos
dois triângulos retângulos,onde o
ladocomum
h
=
(),2.y.
Qual
otamanho
de zou
sejao
palitoque
vai unir a basey
eo
ladocomum
h?
Mas
supondo que soubéssemos
apenaso
valor dos ângulosda
base deum
triângulo isósceles (tesourado
telhado),como
fazer para saber ocomprimento
dos lados?MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Teorema
de Pitágoras e razões trigonométricas._
*****
~
SUGESTAO DE
ATIVIDADE:
Para revestiro
telhado é preciso saber a área totaldas duas superfícies planas
que
cobrem
as tesouras,que na
construção civil sãochamadas
de águas. 'Depois
pode-se deixarque
os alunos, utilizando sua criatividade,façam
orevestimento.
MATEMÁTICA
ENvoLvrDAz
Revieâede
eâreure de âz-eae.*****
~SUGESTAO
DE
ATIVIDADE:
Para representar o reservatório deágua da
maquete
o que deve ser feito?Como
comparar
otamanho
das caixas d'água parasaber qual é
mais adequada
à necessidadeda maquete
?Para colocar
uma
piscinana
maquete, qual deve sero
tamanho
?Propor aos alunos
que tragam algumas
caixas de papelãoou
de leite. Utilizandoalguns cubos de
uma
unidade cúbica encher as caixas que os alunos trouxeram ecalcular
o
volume
dasmesmas.
Constatarque
se multiplicarmos os cubosda
áreada
base pelos cubosda
alturaobtemos
omesmo
resultado anterioronde
foram-contadosos cubos
um
a um..MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Volume
do
prisma.Medida
de volume: sistemamétrico.
Operação
com
decimais. _`
*****
SUGESTAO
DE
ATIVIDADE:
E
se aforma do
reservatório de água,ou
mesmo
da
piscina, for redonda ?Como
calcular
o
volume
?SUGESTÃO DE
ATIVIDADE:
Propor aos alunos quetragam
recipientes dediferentes -formas
como:
garrafas, latas e outros e calculem o volume.E
depoiscomparem
ovolume
calculadocom
amedida
indicadano
rótulo. Fazeruma
tabela registrando os recipientes, o conteúdo indicadono
rótulo e respectivasmedidas
dos volumes. Propor. aos alunosque façam
uma
pesquisa(em
revistasou
lojas demateriais de construção), contendo
o
volume
das caixas d` água, etambém
como
sãovendidos alguns materiais de construção
como:
areia, cimento, tijolos. Verificarque
na
prática, a unidade para caixas d'água éo
litro.Nessa
atividadefica
evidente a importância de saber _ovolume
das coisas e asdiversas unidades de volume.
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Outrasmedidas
de volume.Transformação
deunidades.
Operação
com
decimais.`
*****
SUGESTAO DE
ATIVIDADE:
Para fixar a aprendizagem, fazeruma
pesquisaem
casa,
no
supermercado,ou
farmácias verificando asmedidas
de capacidadeno
rótulodos produtos e o preço, e então
comparar algumas embalagens
deum
mesmo
produto, de
tamanhos
diferentes e verificar qual o mais barato, por exemplo.MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Sistema demedida
de capacidade. Proporção.i
*****
\
\
SUGESTÃO DE
ATIVIDADE: De
posse dealgumas
contas d°água (6 últimosmeses
porexemplo)
fazeruma
tabela contendo: inês,consumo
em
metro
cubicoou
em
litros e então fazer as transformações e verificar a diferença deum
mês
paraoutro. '
MATEMÁTICA
ENVOLVIDA:
Sistemas decimalX
Litros.Nesta
etapa final o aluno deve ter concluído a maquete,dando
seu toque pessoal nosacabamentos
de acordocom
sua criatividade e motivação.A
avaliação deverá levarem
conta todas as tabelas e exercícios realizados durante aconstrução
da
maquete
e ainda a criatividade de cada trabalho.Como
forma
demotivação
deve-se fazer tuna exposição desses trabalhos para toda acomunidade
escolar.1.4.
INTERDISCÍPLINARÍDADE:
Gostaria de
chamar
à atenção para essa possibilidadeque
pode
ser exploradacom
aconstrução
da
maquete: ›0 Pesquisas de
mercado
para verificação de preços -Economia.
0 Pode-se fazer pesquisas sobre poluição das águas, sobre os rios
que
abastecem a cidadeou
ainda fazeruma
visita àcompanhia
responsável pela tratamentoda
água
utilizada nas casas. -
Geografia.
r0 Importância
do
tratamentoda água
- Ciências e Ecologia.0 Localização
da
casano
terreno, levandoem
consideração o sol -mudança
do
solno
invemo
e verão - as estações - Geografia.0
Fomia
de organizar o jardim e plantasomamentais
-Educação
Artística. E0 Localização
da
caixa d'água - Física.0 Eletricidade - Física.
2.
o
MODELO
NA
PRÁTICA
sPara finalizar, gostaríamos de relatar a experiência
da
professora Beatriz Vaz,que
desenvolveuem
suaturma
de 88 série da Escola MunicipalDom
Jaime de BarrosCâmara,
'em Joinville - S.C.,um
trabalho demodelagem, que
éuma
variantedo
modelo
que
descrevemos:em
vez demaquete
o .produto final foiuma
casa real.A
professora propôs aos alunos a construção deuma
casa,em
tamanho
natural e aidéia logo
empolgou
todomundo.
"Uma
casa de verdade,com
telhado e tudo mais?".Estavam
muito animados que começariam
a construção naquelemesmo
momento
sem
saber porque
fariam isso.Mas
a professora tinhaum
projetoem
mente
queenvolvia a aplicação prática dos conceitos vistos
em
sala de aula. [6]Inicialmente a professora sugeriu
que
planejassem a obra, e o primeiro passo foiescolher
o
modelo
da
casa.Depois que
material utilizar,onde
conseguir, aquem
pedir ajuda e quanto gastar. .
Para isso fizeram visitas à alguns bairros
da
cidade, pesquisaramem
revistas,garimparam
materialno
ferro-velho, recorreram ao padreda comunidade,
aquem
pediram
a madeira, aos pais para obteremnovas
idéias e, é claro à direçãoda
escolapara conseguir apoio ao projeto. ‹
O
PROJETO
Para escolher o tipo de casa que iriam construir,
procederam da
seguinte maneira:Em
primeiro lugarbuscaram exemplos
de casasem
revistas e anúncios,onde
puderam
verificarcomo
é feita a planta baixa ,cortes laterais e outras técnicas derepresentação de
um
projeto.Em
seguida visitaram diversos bairrosda
cidade paraescolher
um
modelo.A
decisão poruma
casado
mangue
foi unânime. "Pri1neiroporque
os alunos ficaramemocionados
com
a situação das pessoas quevivem
lá.Depois
por que o material para essemodelo
eramais
simples de ser conseguido".O
MATERIAL
Num
ferro-velhoda
cidade os alunos reuniram latas de alumínio(que depoisforam
planificadas e transformadas
em
paredes), pregos e parafusos usados.No
galpãoda
igreja encontraram pedaços de madeira, queforam doados
pelo padre.Para a estrutura
da
casa, a professora resolveucomprar
madeiramais
resistente, paraisso gastou
R$
80,00(R$
69,00do
bolso eR$
11,00 arrecadadosnuma
vaquinha feitapela classe). Aproveitando a necessidade de ir às compras, fizeram orçamentos
com
os alunos trabalhando
um
pouco
dematemática
financeira para calcular os custosdo
material.
O TELHADO
Utilizararn caixas de leite
no
lugar das telhas.PORTAS
E
JANELAS
Para
uma
porta euma
janela se encaixarem perfeitamente nos seus devidos espaços,suas
medidas
devem
coincidircom
os perímetros internos dos batentes.Essa
condição foi precisamente observada pelos alunos
na
hora de calcular e construircada
uma
delas.O
material utilizado nessa faseforam armações
de gavetas velhasno
lugardo
batentedas janelas.
Nas
instalação das dobradiças, o cuidado corn asmedidas
também
teve de ser respeitado.Antes
de fazer os furos, era precisomarcar
asmedidas
com
exatidão; para isso os alunosaprenderam
a usarum
metro
de madeira.O
CHÃO
Para
montar
a baseda
casa, os alunos tiveramque
construiruma
armação
em
que
asmadeiras
foram
dispostasem
paralelas e perpendiculares.A
importância dessa configuração é obvia: qualquer desvio deixaria a casa torta.Nessa
etapa eranecessário encontrar ângulos retos e determinar as
medidas
com
precisão.A
professora propôs
o
seguinte problema:Qual
deve ser a áreado
piso seforem
utilizadas
20
tábuas de dimensões: 3 metros decomprimento
por 0,13 metros delargura,
sem
que
seja preciso cortá-las?Para
montar
vigas e colunas, os alunosproduziram
encaixescomo
fazem
os carpinteiros,usando
uma
régua esquadro para conferir os ângulos formados.AS
PAREDES
Para a construção das paredes os alunos calcularam as áreas de cada
uma
das paredese descontaram ,
quando
foi o caso, a área das janelas eda
porta.O
esforçodeu
certo e o resultado éuma
casamodesta
de apenasum
cômodo
de 8metros quadrados,
mas
sem
limites para a aprendizagem: "Foi o suficiente para tratarde diversos assuntos
da
matemática e abrir espaçotambém
para questões sociais".O
modelo»da
casa foi tirado das casasda
regiãodo mangue, que
foi visitado pelaturma.
Nesta
ocasião os estudantespuderam
observar as condições de vida dasfamílias carentes. Sensibilizados, resolveram doar a casa para
uma
das famíliasque
vivem
lá.Os
alunospuderam
conhecernovas
profissões,como
a de carpinteiro eaprenderam
amanusear
diversas ferramentas.Um
arranhão aqui eum
dedo amassado
aliforam
inevitáveis,mas
nada que
quebrasse a garra dos alunos.Nessa
experiênciaficou
evidenteque
para se fazerum
bom
trabalhona
escola,ou
seja para obterum
melhor
desempenho
dos alunos etomar
amatemática
mais real,muitas vezes
não
é necessário material caro, etc. Basta ter força de vontade paramudar
um
pouco
a rotinado
quadro negro, giz e apagador.capítulo 3 é
EXEMPLOS
DE
MODELOS
1.
MQDELQ
DE
CQNSTRUÇÃQ
DE
PiPAs
As
crianças de todos os cantosdo
paísadoram
empinar
pipas.Então
porque não
aproveitar esse brinquedo para tornar as aulas de
matemática mais
divertidas Í?A
seguir apresentaremos dois relatos de experiênciascom
pipas.O
primeiro éproposto feita pela professora
Maria
Antonieta Pirrone,da
faculdade 'deEducação
da
Universidade FederalFluminense(UFF)
[5],que
sugere a construção das pipaspara ensinar geometria
em
todas as sériesdo
primeiro grau.Diz
ela:"Quando
aproveitamos elementos
da
cultura popular edo
cotidiano das crianças nas aulas, odesempenho
é muito melhor; pois ai as disciplinasperdem
aquele ar de mistério e setornam
tão agradáveis quanto soltar pipascom
osamigos
".O
segundo
éo
relato deuma
atividade realizadana
UFSC,
1999
-' pelo professor demetodologia de
Ensino
deMatemática
- Sinval de Oliveira -no
curso deLicenciatura
em
matemática,num
exemplo
decomo
tornar a matemáticamais
atraente aos alunos. `
1.1.
GEOl\/[ETRIA
PLANA
FEITA
COM
LEVEZA
Os
alunos e professoresdevem
montar
a pipa juntos, deforma
a identificar as figuras efixar
o conteúdoque
já aprenderam,como
por exemplo:0 de la à 43
série, é possível estudar as retas paralelas e perpendiculares, tipos de
segmentos
, mediatrizes, classificação de ângulos e elementos de quadriláteros;0 de 58 à 88 série, é possível tratar, entre outros temas,
do
teorema de Pitágoras,cálculo de áreas, perímetro, conceitos de simetria.
HÍEXÁGONO
VOADOR:
que
échamada
pipamaranhão
Material Utilizado:
0
02
varetas debambu,
de32 cm;
0 O1 vareta debambu,
de 51cm;
0 01 folha de papel seda;
0
fio
de nylon; 'Montagem:
Faça
uma
armação
com
duas varetas (32cm)
paralelas euma
transversal (perpendicular). Passe ofio
em
todas as extremidadeda
estrutura: varetas+
fio,formando
um
hexágono
irregular.Veja
a figurada
estruturafio
\
Cole essa estrutura
bem
no
centrodo
papel, pois a simetria é essencial para a pipa terequilíbrio durante
o
vôo, recorte deixandolcm
para acabamento.Na
pipa maranhão, o papelnão
recobre toda a armação,ficam
os dois triângulosmenores
vazados, isto éo papel recortado
forma
um
pentágono irregular.Aproveite e peça para os altmos (de 5' à 8' série) calcularem a área
do
hexágono,do
pentágono e descobrirem a área dos triângulos menores.O
aluno verifica afonnação
de ângulos intemos, calcula o perímetro e conhece os vértices e diagonaisde
um
polígono.J__,|__\fio
O
estirante,também
conhecidocomo
cabresto, faz a ligaçãoda
pipacom
a linha,formando
um
ângulo entre o eixoda
pipa e a linha, e deverá seramarrado
nos doiscruzamentos entre as varetas.
Para finalizar, construir a rabiola
com
tiras de papel demesma
medida
presas àum
fio
de 2 metros. J____1_\`f 10 `\ \. _,.›-I
rnbiulu _\, \"¿ARRAIA
Material Utilizado: 0 01 vareta debambu
de50 cm;
0 01 vareta debambu
de 55cm;
0 01 folha de papel seda; 0
fio
de nylon;O cola tipo bastão;
Sabendo que
a vareta de 50cm
é a diagonal (ou a hipotenusa)da
pipa quadrada, pediraos alunos
que
calculem otamanho
do
lado, para saber otamanho que
deve ter oquadrado
de papel.Cole a diagonal (vareta
50
cm)
na
pipa.Em
seguida cole a vareta de 55cm
envergadaformando
um
arco. .Recomenda-se
que sejam coladasalgumas
tiras de papel sobre a diagonal,como
reforço.
Amarre
o
cabrestono cruzamento
das varetas eno
vértice inferior.Na
arraia, as barbatanasfazem
o papel de estabilizador da pipa, portanto asbarbatanas
devem
tero
mesmo
tamanho. Neste tipo de pipa a rabiola é decorativa,isto é
não
tem
nenhuma
função específica.1.1.1.
AVALIAÇÃO:
A
sugestãoda
professora é aproveitar o entusiasmoda turma
com
a construção das pipas para fazer algims exercícios baseadosnum
esquema
derepresentação de
uma
pipa e verificar a aprendizagem.1.1.2.
INTERDISCIPLINARIDADE:
A
atividadenão
fica
restrita às aulas de matemática, outras disciplinaspodem
aproveitar otema
e a motivação dos alunosna
constmção
das pipas. Porexemplo na
aula de ciências os professorespodem
exemplificar e explorar
com
as pipas a invençãodo
pára-raios(Benjamin
Franklinestudava a atmosfera utilizando pipas) e
do
avião 14 Bis (SantosDumont
aproveitouo
modelo
deuma
pipa japonesa tridimensional, para projetar a asado
seu primeiro avião).Na
aula de história, pode-se falar sobre a utilização de pipas pelos negrosdo
Quilombo
de Palmaresna
sinalização de perigo.E
em
Geografia,
o professorpode
A
professora lembra dos cuidadosque
devem
ser observados na hora deempinar
aspipas:
0 oriente os alunos a
empinar
as pipas longe de estradas, calçadas e curiosos; 0 atençãotambém
às motos, bicicletas e veículosem
geral;0 procure
campos
de futebol, parqueou
praças para soltar as pipas, pois estes quasesempre
estão livres de fios elétricos;0
PROÍBA
o uso de cerol (cola de madeira+
vidro moído), pois estecomposto
cortacorno navalha e
pode
provocar sérios acidentes.1.2.
PIPA
TRIDLMENSIONAL
COM
ASAS
-Uma
experiênciacom uma
tumia
demetodologia
do
ensino de matemática -UFSC.
Material: para construir essa pipa,
vamos
precisar de:0 duas folhas de papel seda (co1orido); 0 06 varetas (de
bambu)
de60 cm;
0 16 varetas (debambu)
de 15cm;
0 alfinete (
aproximadamente 50
unidades);0
fio
de nylon paraempinar
n°30 ou
40; 0fio
de costura;0 cola tipo bastão; 0 muita criatividade;
Montagern:
1
PASSO:
Inicialmentevamos
cortar as peças(varetas) nostamanhos
necessários,sernpre observando a resistência
do
material.2°
PASSO:
Montar
dois retângulos utilizando duas vareta de60
crn e quatro varetasde 15 crn,