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Inventario florestal em eucaluptus grandis

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

- .‹' CENTROzDE`CIÊNCIAS AGRÁRIAS . INVENTÁRIQ F1.oREsTAL_ Em ' , Eficalyptus grändíš Õ

DIOGENES ELEIÊON Y CASTRO

0

4

ESTÁGIO APRESENTADO JUNTO A0 CURSO DE

AGRONOMIA COMO INTEGRANTE CÚRRICULAR

(2)

x2%@§%

INDICE 1-APREsENTAçÃo... . . . . . ... 2-INTRoDUÇÃo... 3-oBJETIvos... . . . . . . . . . . . . . . . ... _ \ 3.1-Objetivo geral... ... ' 3.2-Objetivos especificos...

4-HISTÓRICO DA INTRODUÇÃO DO PLANTIO DO EUCALIPTO NO BRASIL...

' .

5-HISTÓRICO DO REFLORESTAMENTO NA EMRESA...

6-LEVANTAMENTO DE CANTO E METODOLOGIA DE ANÃLISE...

6.1-Material e métodos . . . . ...

6.2-Dados da amostragem de campo...

l

6-2.l-Dados dos diâmetros a 1,30m, altura total e espessura de cas-

ca por parcela, para o cálculo de›volumes,...

Q. ‹

.

6.2.2-Dados dos diametros a cada metro, por arvore, para a cubagem

rigorosa e çãlculo do fator de forma mëdio...,...

6.2.3-Dados dos volumes aparentes, por empilhamento dos toretes....

7-RESULTADOS...-...

7.1-Fator de forma medio (f) e a equação de volume do cilindro_aju§

tado ao volume das árvores para 0 reflorestamento inventariado.

7.2-Fator de conversão (fc) de metro cúbico para metro estêreo...

A 7.3-Volume médio das parcelas, volume medio para um hectare, para a

A área total reflorestada e o número de árvores para

um

metro /

cubico...L...};:1...

7.4-Análise da qualidade de povoamento do reflorestamento, compara-

da ã análise de população e ao volume estimado...

. 7.5-Equações hípsomëtricas e de volume testadas e ajustadas para as

A '

árvores amostras medidas...,...

7.5.1-Equações hipsomëtricas... ... ...

7.5.2-Equações do volume...

#8-DISCUÇÃO DOS RESULTADOS...

(3)

8.1-Valor do fator de forma medio (f) para equaçao de volume do ci-

lindro e valor do fator de conversao (fc) do volume sõlido com

casca para volume estéreo...

8.2-Valor do volume médio das parcelas, para um hectare e para o to

tal da área e, do número de árvores para compor um metro cúbico

com casca, de madeira...

8.3-Qualidade do reflorestamento, quanto as alturas, os diametros e

V

1

volumes...z...

8.4-Escolha das equações hipsomëtricas e de volume...

9-coN‹:LUsõEs... ANEXOS ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ` ~

O1-Caracteristicas da propriedade e/ou da regiao e croqui de acesso...

O2-Planta planimëtrica do reflorestamento

03-LAY-OUT das parcelas...

.~

O4-Dados do levantamento de campo (diametro e espessura de

casca a 1,30m e, altura total)...

O5-Diãmetros medidos a cada metro das árvores derrubadas, diš

metro a l,30m do solo (d) e altura total (h)...;.

06-Volume estéreo, por grupo de árvores derrubadas e cortadas

em metro, obtido por empilhamento...

07-Determinação do fator de forma médio (f)...

O8-Determinação do fator de conversao (fc) de volume cfibico /

para volume estéreo...

O9-Determinação do fator de conversão (fc') do volume

aparen-_

te da árvore em pë (volume do cilindro com diametro d e al

_ tura h) para

o volume saparente de-empilhamento (volume es

tëreo)...;..;

10-Determinação dos volumes individuais, por parcela. Estima-

ção do volume das parcelas para um hectare e da média do

volume individual por parcela...

- .`

ll-Distribuição das árvores em classes de diametro e frequen-

cia de classe por parcela...

12-Distribuição das arvores em classe de altura e frequencia

de classe, por parcela...

13-Distribuição dos diâmetros e das alturas, das parcelas, em

classes...

(4)

ANEXO 14-Equações ajustadas e analizadas para 0 reflorestamento in-

ventariado...

ANEXO 15-Fõmulas utilizadas nos cálculos e na análise estatistica..

ANEXO 16-Símbolos e unidades utilizadas...

(5)

1 - APRESENTAÇÃO

Este trabalho mostra e desenvolve as atividades de um estágio curricu-

lar, como parte integrante do curso de graduação da Faculdade de Agronomia do

Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, habili

tação de Engenheiro Agrônomo, no reflorestamento da firma Empreendimentos Flo

restais Sao Miguel Ltda., situado na localidade de linha Cachoeira, municipio

de Biguaçu, estado de Santa Catarina, cujos trabalhos de campo desenvolveram-

se nos meses de novembro e dezembro de 1991.

Discorre-se suscintamente sobre a opçao do Eucalipto como especie para

reflorestamento, sua origem e introduçao no Brasil, sobre os objetivos da Em-

presa e sua localização, sobre as caracteristicas de solo, topografia, clima

e vegetaçao da região e/ou propriedade. Já , as atividades desenvolvidas no

levantamento, análises, resultados e conclusão são apresentados

nassuasabran

gëncias maiores, de acordo com as necessidades exigidas para cada item de ma-

neira a tornar o trabalho o mais completo possivel.

Os trabalhos foram desenvolvidos em duas etapas distintas, sendo uma

com o levantamento de campo e a outra com o processamento dos dados, análise

dos resultados e a conseqüente conclusao. '

As práticas adotadas no desenrolar de cada etapa teve como base conheci-

mentos técnicos e/ou científicos básicos cpm supervisão de Engenheiro Flores-

_. as

tal Marcos Cesar Batista e orientaçao do Professor Engenheiro Agronomo Alfre-

do Celso Fantini.

A escolha do estágio no campo da silvicultura devem-se a que existe uma

tendencia a participaçao em trabalhos especificos ligados a esta área e que

juntamente com a agropecuária devera ser explorada de uma forma tecnicamente

melhor planejada. t ~ _ . \ › \ /

(6)

2 - INTRODUÇÃO

_ - _. _

A implantaçao de maciços florestais homogeneos em substituiçao as matas

nativas recebeu, numa certa época, grande incetivo da política governamental

fazendo com que surgissem grandes áreas reflorestadas com espécies exóticas,

principalmente Pinus spp e Eucalyptus spp.

As espécies introduzidas como reflorestamentos náo tinham historico re-

gional, o que levou muitas empresas a terem grandes prejuizos. A partir ^

de

então iniciou-se estudos e acompanhamentos no desenvolvimento e' adaptação

das espécies utilizadas. Estes estudos baseiam-se fundamentalmente em inven

tários florestais os quais fornecem resultados que analisados permitem esco-

lher espécies mais adequadas para uma ou outra finalidade em funçáo da quali

dade das árvores ou incrementos apresentados.

.

Um inventário florestal caracteriza-se por ser um sistema de analises

- f ` ó 1 I

numericas partindo-se‹hadados amostrais obtidos em n-parcelas distribuidas

f

'

Q

na floresta, que abrange seus recursos fisicos e inclui o terreno, a existen

cia, o potencial produtivo futuro, as estradas, a maquinaria e o trabalho.'l

nicialmente, faz-se um reconhecimento da área florestada onde deve-se verifi

. ' K

car a necessidade ou nao da estratificaçao da floresta. Em seguida deve-se

fazer a escolha do método de amostragem para entáo,,proceder-se'o levantamen

to dos dados que serao analisados, os quais devem ser adequados ao método es

O

. O '

colhido e aos objetivos propostos. _

As medições realizadas a campo'e os instrumentos utilizados devem estar

de acordo com os objetivos desejados, sendo que quanto maior a precisao des-

tas, mais confiáveis serao os resultados finais. _

Em geral, num inventário florestal, determina-se a área de floresta re-

presentando-a num mapa, atraves de levantamentos topográficos, restituições

aerofotogramëtricas e/ou fotografias de satélites. As grandezas mensuradas,

.- _.

praticamente sáo diametros ou circunferencias a várias alturas do solo de a-

cordo com os métodos de avaliação, alturas total e comercial e, espessuras

de casca. Além da mensuração das árvores pode-se indicar a qualidade do fus-

._

te, como bifurcações, tortuosidades, reentrancias e outras que possam afetar

- ¡ - . .

os resultados. Em se tratando de areas reflorestadas e comun, ainda, a iden-

tificação das árvores mortas e das folhas, podendo-se com isso ter-se uma i-

magem da conduçáo e dos tratos silviculturais dispensados ao reflorestamento

inventariado. `

Num inventário florestal, os valores a serem avaliados podem ser obti-

dos de forma direta ou indireta. Também, neste caso deve-se ater aos instru-

mentos disponiveis para tomadas das medidas e dos mëtodos de avaliação que

4

serão empregados. Geralmente são tomadas as medidas do diametro ou da

(7)

cunferëncia a altura do peito (l,30m do solo), da altura comercial (definida

de acordo com o destino da madeira) e da espessura da casca a altura do pei-

to. Ainda, É muito importante determinar a área de cada parcela, pois ë dela

que se estima para o total do reflorestamento. `

Os instrumentos de mediçao mais empregados sao fitas diametrica, suta e

_ ._ - -

relascopio de Bitterlich para o diametro, fita metrica para acircunferencia,

réguas graduadas e hipsometros para a altura.

A apuração dos resultados ë feita através de formulas matemáticas, onde

em geral, leva-se em conta a área basal a l,30m (g) e o volume (v) para de-

_ _

_ _ . ¿.

terminar-se a epoca de exploraçao e, o sistema e a intensidade de corte, as-

sociados a todo um planejamento da empresa que satisfaça suas necessidades e

atinja seus objetivos inicialmente propostos.

3 - OBJETIVOS *

,

ú

3 .'l - Objetivo Geral_

Avaliar qualitativa e quantitativamente o reflorestamento de Eucalyptos

grandis executado pela Empresa Empreendimentos Florestais Sao Miguel Ltda.,

implantado na localidade de Linha Cachoeira, municipio de Biguaçu, estado de

I

Santa Catarina, com idade média de 7 anos, abrangendo uma área

de86,30ha

de

efetivo plantio, através de um inventário florestal. '

3_. 2 - Objetivos Específicos

- Determinar o fator de forma medio (f) que ajuste a equaçao de volume do ci

lindro (Vc =

%.

D2. l) para a equação de volume-com casca de uma árvore

(v =-ãdz

.h.

f),para o reflorestamento inventariado;

F Determinar J o fator de conversão (fc) de volume realšcom casca para volu-

me estéreo de lenha [(VSt), (volume aparente)], para o reflorestamento inven

tariado; '

- Encontrar o volume medio das parcelas amostradas, converter para um hectar

e para a area total; e o número de ãrvores_para compor um metro cúbico;

- Distribuir as alturas e os diâmetros em classes; analisar a qualidade e a

densidade do povoamento associando-se ao volume existente;

- Ajustar modelos de equações hipsomëtricas e de volume que possam ser utili

zados para encontrar-se altura e/ou volume das árvores do reflorestamento,

bem como para poder construir-se tabelas de altura e de volume.

03

E

J

(8)

-4 - HISTÓRICO DA INTRODUÇÃO DO PLANTIO DO EUCALIPTO NO BRASIL

H

Os eucaliptos ( genero Eucalyptus ) sao especies florestais com arvo

res de grande porte, originários da Austrália e introduzidos no Brasil com

a finalidade de suprir, principalmente, a demanda de energia calorifica, em

substituição às florestas nativas, por terem, a maioria, um crescimento rãpi

do. Os estados brasileiros que deram inicio_â utilização de eucalipto na

formaçao de grandes maciços florestais foram Sao Paulo e Minas Gerais, aler-

tados pela necessidade de matéria-prima e incentivados pela politica do go-

verno. Em Minas Gerais, no ano de 1946, firmou-se convênio de cooperação

técnica entre o Ministério da Agricultura e a Rede Mineira de Viação para

instalação de um horto nas terras da ferrovia para replantio e futuro rendi-

mento florestal.

Inicialmente asäreasreflorestadas eram poucas, não excedendo a 600 mil

hectares no ano de 1966 em todo o Brasil e destas 400 mil estavam em Sao Pau

lo e na sua maioria com eucalipto. Ainda, no ano de 1966 o.estado de Minas

Gerais deu inicio a um programa de expansão do reflorestamento com a "Campa-

nha Integrada de Reflorestamento" e que teve efeito em todo 0 Pais, desper-

tando-se para uma "conciëncia da necessidade de formar reservas" de matéria:

prima. Assim, desencadeou-se um aumento do reflorestamento no Brasil e so-

mente o estado de Minas Gerais, em 1984, possuia 1.325.693,19 hectares re-

florestados com eucalipto."

Os reflorestamentos com eucalipto no estado de Santa Catarina são menos

expressivos. Participavam com 5,5Z,_em 1984, comparado com os de outras espš

cies. São mais frequentes na regiao litorânea, que ë a maior consumidora, u-

tilizando-o como fonte de energia e por ser a de clima mais adequado ao plan

tio, já que temperaturas baixas são limitantes para muitas espécies.

De uma forma geral, com o término da politica de incentivos fiscais do

Governo Federal que iniciou nos primeiros anos da decada de 80 e que pratica

mente culminou em 1988 com a proibição da utilização de projetos. florestais

incentivados para reposäão florestal obrigatória, a intensidade de novos re-

florestamentos diminuíram e, consequentemente, o de Eucalyptus spp tambem, o

que podera acarretar sérios prejuizos futuros, ou pela falta de matérias-pri

mas de origem vegetal, principalmente para fins energéticos, e/ou por acele-

(9)

5 - HISTÓRICO DO REFLORESTAMENTO NA EMPRESA

A Empresa Empreendimentos Florestais São Miguel Ltda., foi fundada para

atuação, fundamentalmente, no ramo florestal, desde a implantação até a ex-

ploraçao. No entanto,iniciousuas atividades no cultivo de banana, mas já

instalando a estrutura para as atividades de reflorestamento. ,

No ano de 1983 deu-se inicio ao plantio das primeiras mudas, as quais

foram adquiridas de viveiristas da região, o que, pela falta de oferta na

época de plantio, provocou uma desuniformidade muito grande, tanto de espé-

cie como de qualidade das ãrvores. A partir de então, optou-se pela propria

produçao de mudas, escolhendo-se a espécie que seria plantada. Como a posi-

çao geográfica das áreas disponiveis a reflorestar fica próxima de regioes

consumidoras de lenha e/ou de carvao vegetal, decidiu-se por eucalipto (Euca

lyptus grandis).

No ano de 1984 efetuou-se o primeiro plantio com mudas produzidas.. no

prõprio viveiro. Estas mudas ou eram repicadas em embalagens plásticas, ou

em torrao paulista, para posterior plantio a campo. A partir de entao,

pro-À

cedeu-se plantio continuo até o ano de 1989, quando praticamente encerrou-se

com o reflorestamento. '

Atualmente a Empresa mantém as atividades de tratos silviculturais e

aguarda para iniciar a exploração. Como a espécie escolhida para reflores-

tar não ë a mais indicada para a produçao de carvao, há possibilidades de

que ela altere seu cronograma inicialmente programado e faça uma exploração

alternativa, principalmente visando a utilização da madeira para serraria,

laminadora e outras, ainda mais, pelas dificuldades legais da exploração da

mata nativa e pela diminuição da oferta de suas madeiras.

6 - LEVANlAMENTO_DE CAMPO E METODOLOGIA DE ANÁLISES

6.1 - Material e métodos

O inventário florestal deu-se inicio com o reconhecimento e delimitaçao

da área do reflorestamento a ser analisado. Como 0 plantio foi realizado em

talhoes bem definidos e sao mantidos seus limites, foram escolhidos aqueles

.que tinham idade média de 7 anos, com uma diferença máxima de 8 meses, en-

tre o mais velho e o\mais novo, o que dispensou o levantamento topogrâfico e

a necessidade de estratificação da floresta.

Optou-se por uma amostragem aleatória simples e por parcelas quadrangu-

(10)

altura do peito [(d), (1,30m de altura)] e altura total para cada duas li-

nhas externas, seguindo a orientaçao esquerda-direita da estaca de identifi-

cação da parcela. Nas parcelas AM-O3; AM-O4; AM-O7 e AM-O8 foram medidas a

espessura de casca a l,30m de todas as árvores. _

Todas as parcelas estão identificadas por seu numero, escrito ã tinta

numa estaca de madeira serrada medindo 120cm x ócm x 2,5cm e colocada no

centro de sua linha de frente. A numeraçao é de O1 a 08, correspondendo as

oito parcelas amostradas. Ainda, em cada primeira árvore que foi medido o

diâmetro, escreveu-se o número correspondente da parcela.

~ /' ~ -.

Com a demarcaçao das parcelas, procedeu-se a roçada da vegetaçao _í'_'_'í estra-

' ~

nha em seu interior, para facilitar as mediçoes.

f_..¶_ _

Para o cálculo da cubagem rigorosa e do fator de forma foram derruba-

._

das 22 árvores em duas áreas diferentes, medidos os diametros a cada metro e

cortadas, sendo em seguida empilhadas em 4 grupos separados para medir o vo-

lume aparente ( volume estéreo ).

Nos trabalhos de levantamento foram utilizados foices e facoes para a

limpeza da área e para corte da casca das árvores; marreta para a fixaçao

das estacas; tinta para numerar as parcelas; bussula magnética para orienta

ção das parcelas; fita métrica de 50m para medir as parcelas e as árvores

derrubadas; suta graduada em 0,5cm para medir os diametros; escalimetro gra

duado em 0,05cm para medir a espessura da casca das árvores; hipsõmetro de

Christen para medir a altura das árvores e moto-serra para derrubada das ar

vores e para o corte em toretes das mesmas em metro. '

A ordem de medição dos diâmetros nas parcelas seguiu-se uma orientação

padrao, iniciando-se ou pela extrema esquerda ou pela extrema direita da

estaca de identificaçao, sendo que a primeira árvore medida foi, tambem, nu

merada com o número da sua parcela, conforme mostra o 'lay-out'. A altura

das árvores foi medida nas 2_filas externas de cada parcela, de cada lado

da estaca, obtendo-se assim, as medidas de A filas por parcela.

O espaçamento do plantio programado no projeto, que foi de 2,0m›<2,0m,

confirmou-se no levantamento, onde foram constatadas 100 covas por 400m2, o

que indica a média de 4m2/cova.

Para o cálculo do volume rigoroso com casca aplicou-se o método de

Smalian e a análise estatistica adotada para o sistema de amostragem aleaté

ria simples para as variáveis analisadas a partir das parcelas individuali-

zadas e, para a análise das equações hipsomëtricas e de Volume adotou-se o

método de regressão pelo SISTEMA PARA ANÁLISE ESTATÍSTICA VS.3.0 da UFV (

U

niversidade Federal de Viçosa ), FUNDAÇÃO ARTHUR BERNARDES.

Os trabalhos de campo contaram com a participaçao e colaboraçao de

tres pessoas que auxiliaram na medição e limpeza da área das parcelas,

(11)

rubada e corte das árvores, empilhamento dos toretes e anotar os valores ob- tidos. Já, nos trabalhos de análise e/ou interpretação dos dados e resulta-

dos, além do professor orientador e do engenheiro supervisor, teve-se outros

colaboradores, especialmente nos trabalhos de processamento dos dados e uti-

lizaçâo do programa de análise estatistica e do microcomputador utilizado no

ajustamento das equaçoes hipsomëtricas e de volume.

6.2 - Dados da amostragem de campo

Os valores obtidos nas mensuraçoes realizadas para o inventário flores-

tal, estâo apresentados como ANEXOS, na ordem em que se efetuou as medições.

6.2.1 - Dados dos diâmetros a l,30m, altura total e espessura de casca

por parcela, para cálculo de volumes

São apresentados no formulário "DADOS DO LEVANTAMENTO DE CAMPO", os va-

lores dos diametros e das alturas para o cálculo de volume. Anexo O4.

6.2.2 - Dados dos diâmetros a cada metro, por árvore, para a cubagem ri

gorosa e cálculo do fator de forma médio ,

Sâo apresentados os valores de diâmetros por árvore derrubada, cortada

a cada metro para se determinar o volume rigoroso individual. Anexo O5.

P--1,3m--+

O d *f 1,0m r+ z' ¡ I d3 d4 °°' dn-2 dn-ldn ._°'

É

¢,_ M N

6.2.3 - Dados dos volumes aparentes, por empilhamento dos toretes

Sâo apresentados os valores dos volumes aparentes obtidos pela mediçâo

das pilhas dos toretes obtidos pelo corte das arvores a cada metro e empilha

dos em 4 grupos formados com árvores determinadas, de maneira que torete de

uma mesma árvore pertença a um único monte de lenha. Anexo O6.

+~*-~%- -por 9,99 ° z-2:1'-”zê‹ä\ § IO ~ 1 1,0m 07

(12)

1

7 - RESULTADOS

Os resultados obtidos a partir dos dados levantados a campo, para atin-

gir os objetivos propostos no inventário florestal sao apresentados a se-

guir, sinteticamente, visando-se facilitar o entendimento dos mesmos.

Os cálculos efetuados e as análises realizadas para chegar-se aos resul

tados a partir dos valores obtidos estao demonstrados como anexos.

7.1 - Fator de forma médio ( f ) era equação de volume do cilindro ajus

tada ao volume das árvores para o reflorestamento inventariado

c O fator de forma médio foi obtido pela média da relação individual de

cada árvore derrubada.' 0 valor encontrado ê 0,5608 e arredondado para 0,56.

oi ~ '

Anexo 07.

A equação de volume a utilizar, com unidades em metro, ajustada pelo fa

tor de forma encontrado e:

v =\ 0,56

.¿%.

dz . h, ou

v = 0,439823 . dz . h

7.2 - Fator de conversao ( fc ) de metro cfibico para metro estéreo

O fator de conversão de metro cúbico em estéreo para o volume deste in-

ventário ë um produto de 1,402698, arredondado para 1,40, ou um divisor de

0,712. Anexo 08.

A fõrmula da conversão de volume sõlido, em m3, para estéreo ez

vst = 1 . v, ou

`

0,712 `

vst = 1,40 . v u

7.3 - Volume medio das parcelas, volume médio para um hectare, para a

area total reflorestada e 0 número de árvores para um

metrocubico

Os valores apresentados são referentes ao volume sõlido com casca, com

base nos valores considerados nas parcelas levantadas. Anexo 10.

Volume médio das parcelas = 4,776309 m3

Volume medio para um hectare = 298,5193 m3

` - 3

Volume para a area total = 25.762,22 m

(13)

7.4 - Análise da qualidade de povoamento do reflorestamento, comparada

a densidade de populaçao e ao volume estimado

Esta análise está baseada na distribuição das árvores amostradas, em

.` -.

classes de diametro e de altura, densidade de populaçao e volumes estimados,

para o reflorestamento inventariado. Anexos 04, 10 e 13

VALORES DA FREQUÊNCIA, VOLUME MÉDIO, PORCENTAGEM DE FALHAS E DE ÁRVORES MOR-

TAS NO REFLORESTAMENTO, POR PARCELA, ESTIMADOS PARA l HECTARE

V l

-

-

F '

1 '

Z

Parcela ng o ume com dcc hcc requencia re ativa ( )

casca(m3) Existente Falha Morta

r, 'f AM-01 287,8451 13,51 16,39 69 27 4 AM-02 AM-03 AM-O4 AM-O5 AM-06 AM-O7 AM-08 277,6787 307,1285 294,7004 314,4377 294,1401 318,4068 293,8171 13,50 13,03 13,06 13,26 12,05 13,52 12,50 16,25 19,24 17,84 15,95 16,50 15,24 14,47 60 28 66 28 71 26 72 23 '73 26 78 17 78 18 2 6 3 5 1 5 4 MÉDIA 298,5193 13,05 16,49 70,875 24,125 5

Verifica-se maior variação de volume, em relaçao a media, nas parcelas

AM-02, AM-O5 e AM~07; maior variação de diametro médio do centro de classe

nas parcelas AM-06 e AM-08; maior variação de altura media do centro de

classe nas parcelas AM-03, AM-04, AM-07 e AM-08 e, maior variação de densida

de populacional nas parcelas AM-01, AM-02 e AM-03.

Além das avaliações numéricas, podemos fazer interpretações gáficas das

características do reflorestamento. Neste caso a analise grafica ë feita a

. . .\~ - . . - . .-

partir da distribuiçao da frequencia relativa media para os diametros e altu

' ' _ ' P

ras do centro de cada classe. Atraves dela sera provavel que se possa rormu

lar hipÕtese(s) da qualidade e do desenvolvimento das árvores ou do

(14)

0 30% 20% 0 \ ' \ / / 202 ` \ 1 X E / 10% I / \ \ \ 1 \ ' \ 10%- Í | 1 I 1 'U f 1 f Ê I Í 5' I ÍÍ

mento como um todo.

GRÁFICOS DAS FREQUENCIAS RELATIVAS PARA A

E, PARA SEUS CENTR

S CLASSES DE DIÃM OS DE CLASSE F(%) , . . - - . ,. .' . › . . z _ . . ~ . z A' ;..-`

,f

- \ 1 / u ` ú ._. \ ._'\ , 'Ê L Í / \ \ 1 I \ I \ ,.z z mazâlhzw '> \ V 'we c 1 \

\ íâ

5,0 10,0 15,0 20 0 2,5 7,5 12,5 ETRO E DE ALTURA 30% " di- , 25,0 30 0 17,5 22,5 , classes 27,5 centros d F(Z) A

,-\ __.--v.,

,af

` I' _ 'N / ` -A I Í Í \ \ A ' \ 1 I / I f I * ‹ I ú I 1 .¢ 4» .s._~:.¿_g_,;~;íz:‹'«f; f 'L 5,0 2,5 . ø _ ou -...__,... 5 _. __.‹-.~¬3¬` ~‹.'.‹Í'-7~12-'.=~-‹_- _* 10,

0

15,0 20 7,5 12,5 e classe altura ,O 25,0 17,5 f (m)› 30,0 classes 22,5 27,5 centros de clas Observa- se

se que tanto a curva dos diâmetros como a d

tam uma conformação anormal, facilme

Gauss traçada em r~` 5

as alturas apresen-

nte notada se compararmos

elaçao ä média. com a curva de 10 ametro 5-' (Cm)

(15)

/

7.5 - Equaçoes hipsométricas e de volumes testadas e ajustadas para

árvores amostras medidas

O programa estatístico ajustou os modelos hipsomëtricos e de volume tes

tados por SHMIDT, calculando o coeficiente de determinaçao (R ) que possibi-

" 2

lita a escolha das melhores equaçoes e o nivel de significancia dos coefici-

entes. Anexo 14. 7.5.1 - Equaçoes hipsometricas h = l0,3326 + 0,03l8Ô39 dz R2 = 0,73Ô396 Nivel de significância de T: 0,0000 Nivel de significância de F: 0,0000

h = - o,o7ó973 + o,17159ó â - o,o295734 dz

R? = o,s38721 « Nivel de significância de T: 0,0000 .. Nivel de significancia de F: 0,0000 h = - 10,5485 + 25,0963 log d R2 = 0,828757 Nivel de significância de T: 0,0000 Nivel de significância de F: 0,0000 h = 25,735l - 100,234/d R2 = 0,742497 * Nivel de significância de T: 0,0000 Nivel de significância de F: 0,0000 h = 20,l384 - 347,2/dz R2 = 0,576593 _ A .` Nivel de significância de T: 0,0000 .` Nivel de significância de F: 0,0000 ll (bl) (b1) e (bz) bl) (bl) (b1) -›_`__1 _

(16)

K 7.5.2 - Equações de volume log V = - log V = - R2 = 0,997863` Nivel de significância de Nivel de significância de v = 0,00l706 - 0,0000210006 dz + 0,0000449105 R2 = O,997876 Nível de Nivel de Nivel de significancia de de significância significância de de Nivel de significância v = 0,000ó10992 - 0,000022031s â2

+

R2 = Ú,997871 Nivel de significância de Nivel de significância de Nivel de significancia de 4,35392 + l,99l43 10g d + R2 = 0,9986ll Nivel de significância de Nivel de significância de Nivel de significância de 4,35l89 + 0,998l20 log dz R2 = 0,998Ô1O Nivel de significância de Nivel de significância de 12 v = - 0,000309974 + 0,0000439121 dz h T: 0,0000 (b1) F: 0,0000 T: 0,1637 T: 0,0000 T: 0,3052 F: 0,0000 (b1) (bz) (b3) 0,0000447959 dz h T; 0,1618 (bl) Tz 0,0000 (bz) Fz 0,0000 1,0041ó ibg b Tz 0,0000 (bl) T; 0,0000 (bz) F: 0,0000 b Tz 0,0000 (bl F: 0,0000 dz b - 0 0000922804 b )

(17)

1

8 - DISCUSSÃO Dos RESULTADOS

8.1 - Valor do fator de forma médio (f) para equação de volume do

cilindro e valor do fator de conversao (fc) de volume sólido com casca

para volume estéreo.

Os valores encontrados tanto para f como fc (O,56 e 1,40 respectiva-

mente) foram analizados estatisticamente sendo aceitos para a probabilida

de de 952. A quantidade necessária de amostras realizadas foi suficiente

para o limite de erro determinado de 5Z.

Segundo informações da Superintendência do IBAMA-SC, os valores mê-

dios aceitos por Aquele Õrgao sao 0,5 para o fator de forma e 1,43 para

o fator de conversão, isto é: V=O,5vc e vst=1,43v .

Comparando-se os valores determinados no inventario com os aceitos

pelo IBAMA e infundados na análise estatistica realizada, podemos conside

rã-los nos cálculos necessários.

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Utilizando-se os mesmos valores amostrados, mesmo não constandš dos

objetivos propostos, foi feita a determinação do fator de conversão¡(fc',

_ . 3

anexo O9) do volume cilíndrico da arvore considerando-se d e h, _ com

casca, (volume aparente da arvore em pe) para volume estéreo. -gQhegQ§Êse

ao valor de 0,74 (vSt=O,74vc), mas a probabilidade de 95% indicou¶¿ erro

de amostragem maior que o permitido (E=8,63Z) e exigiu 12 amostras de

empilhamentos. Como foi somente uma tentativa de colocar-se uma `informa-

çao a mais no trabalho, nao se fez outras amostras e portanto, nao se fez

a indicação para utilizar este valor.

8.2 - Valor do volume médio das parcelas,,para um hectare e para o

total da area e, do numero de árvores para compor um metro cubico com cas

ca, de madeira.

Os volumes citados no item 7.3 tem como base a média das amostras

( 4,776309 m3 com casca ) e as médias estimadas para um hectare ( 298,51-

93 m3 com casca ), as quais foram analisadas estatisticamente e aceitas

por estarem com erro de amostragem inferior ao limite maximo permitido.

O volume para a área total ( 25.762,22 m3 com casca ) foi obtido com

o produto da área total ( 86,30 ha ) com o volume médio/ha.

O numero de árvores para compor um metro cúbico com casca serve para

ter-se uma visao aproximada de quanto ë o volume sólido existente na área

através da contagem das árvores, o que pode ser feito contando-se o nume-

(18)

8.3 - Qualidade do reflorestamento, quanto as alturas,os diametrose

volumes.

A distribuiçao das arvores em classes de diametro e de altura permi-

te uma análise comparativa entre elas.e, por consequente, levantar-se opi

niões sobre a implantação e/ou condução do reflorestamento. Observa-se

que a maior frequencia das médias está afastada do valor médio, tanto do

diâmetro como das alturas, o que difere das caracteristicas que era de se

esperar, onde deveria predominar a frequencia de classe da média, por tra

tar-se de uma floresta de espécie homogênea e de mesma época de plantio.

'Esta constatação leva a levantar-se hipóteses sobre a(s) causa(s) desta

diferenciação. Poderia ser problemas: de solo, de qualidade de mudas, de

plantio, de replantio, de condução dos tratos silviculturais e outros não

mencionados. Procurou-se verificar cada M uma das questoes e ficou-se com

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e . - ~ ~

os problemas do plantio e replantio, ja que as aparencias do solo nao de-

monstram, por observaçao superficial, sua interferencia. Tambem, as mudas

foram produzidas da mesma forma, com sementes certificadas de mesmas ori-

gem e qualidade e os-tratos silviculturais, segundo informaçoes da Empre-

sa tiveram os mesmos couidados. Consta, entretanto, que na epoca do plan-

tio ocorreu grande incidencia de ataque de formigas, o que exigiu um re-

plantio em maior grau

Q

ainda, esse replantio ocorreu aproximadamente 4

meses apos o plantio devido as dificuldades da época, principalmente, pe

la falta de mudas.

Os volumes encontrados estão relacionados com as caracteristicas do

reflorestamento, isto ë, com a qualidade do diametro, altura e densidade

Entretanto, embora em algumas parcelas obteve-se valores fora do interva

lo de confiança ( AM-02, AM-05, AM-07 ), percebeu-se que houve uma certa

compesaçao no valor do volume em cada parcela, ou pelo diametro, ou pela

altura ou pela densidade. Memso com as deficiencias apresentadas, pode-se

dizer que o estoque de madeira produzida no reflorestamento e bom, pois

apresentou um incremento volumëtrico medio anual de 42,65 m3/ha que compa

rados aos valores médios aceitos pelo IBAMA e que consta no projeto execu

tado, que ë de 28 ma/ano/ha, obteve-se um rendimento a mais de 52,3%.

8.4 - hscolha das equaçoes hipsomêtricas e de volume

As equaçoes hipsomëtricas escolhidas e ajustadas demonstraram que pq

deriam ser utilizadas na determinação da altura das árvores, pois todas

elas.tiveram um nivel de significância dos coeficientes da variável e da

análise da variancia menores que 0,05 ( limite máximo aceito ) ecoeficien

te de determinação ( R2 ) maior que 0,5.

Das equações de volume escolhidas e ajustadas, duas delas ( a

(19)

da e a terceira, na ordem analisada ) em sua forma inicial, não devem ser

utilizadas pois nem todos seus niveis de significancia para os coeficien-

tes são menores que 0,05, tendo sido, por isso, feitas eliminações de ter

mos até se ajustarem adequadamente. As demais equações podem ser utiliza-

das na determinação do volume, pois os niveis de significância dos coefi

cientes das variáveis e da análise da variância são menores que O,O5ezR2

ë maior que 0,5, o que satisfazem as condiçoes necessárias.

9 - CONCLUSÕES

Os fatores de forma e de conversão de volume cfibico para estéreo fo

ram determinados, obtendo-se os valores 0,56 para f e 1,40 para fc.

Os valores com casca para os Volumes: 4,776309 m3/parcela, 298,5l93

m3/ha e 25.762,22 m3 para a área total, e do numero de árvores para com

por um metro cúbico que é 5,8433 árvores/m3 foram obtidos pelos cálculos

desenvolvidos e representam a média para cada um deles.

_As análises do inventário e as informaçoes obtidas quanto a conduçao

do reflorestamento levaram a deduzir-se que a qualidade deste refloresta-

'

mento ( distribuiçao das classes de diâmetro e de altura com maior fre-

quencia fora da média ) deve-se ao fato de que o replantio foi realizado

com atraso, possibilitando uma dominância das árvores do plantio, prejudi

cando o desenvolvimento das mudas replantadas.

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Das equaçoes ajustadas a que melhor representa a relaçao hipsometri-

ca para o reflorestamento é h = -0,076973 + O,l7l596d - O,O29534d2 e para

o volume é v = -0,000309974 + O,0OOO439l2ld2h.

Um reflorestamento de Eucalyptus grandis, na regiao considerada, in-

dica ter um potencial volumêtrico superior a produçao encontrada que foi

de 298,5l93 m3/ha com casca. No entanto, o reflorestamento inventariado

Ê

presentou um volume considerado bom, apesar das caracteristicas individua

lizadas de diametro e de altura tenham tido um comportamento irregular.

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(20)

ANEXO 01

CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE E/OU DA REGIÃO E CROQUI DE ACESSO

A propriedade está situada na faixa litorânea do estado de Santa Cata-

rina, municipio de Biguaçu, numa região entre a zona costeira e a Serra do Mar, pertencente ã Mata Atlantica, numa altitude que varia de 30 a 240m de

coordenadas geográficas 27930' de latitude sul e 48055' de longitude oeste.

Sua topografia é bastante irregular, encontrando-se desde plana até monta-

nhosa. A área reflorestada ë praticamente formada por morros, no entanto,

não chega a ser montanhosa. Seu solo é de textura argilosa, originado da de

composiçao do granito, apresenta pedregosidade e é de pouca profundidade.

Em alguns locais apresenta afloramentos de rochas sem, contudo, prejudicar

as áreas reflorestadas. e

Num historico da cobertura vegetal da propriedade, soube-se que para a

~ ' z.

implantacao do reflorestamento procedeu-se a limpeza da Vegetaçao existente

em praticamente toda a area reflorestada. A floresta nativa que antecedia a

plantada ( eucalipto ) fora alvo de exploraçoes madeireira e carvoeira, ten

do sido completamenta descaracterizada de suas qualidades primitivas.

A região, assim como a propriedade, não tem sentido maiores efeitos da

ação das intempéreis, tem baixa frequencia de periodos de estiagens prolon-

gadas ou de inundações. O clima é classificado, segundo Köppen, como Cfa

.›

(mesotermico umido, com verao quente). Nao e normal a ocorrencia de ventos

fortes e geadas rigorosas. -

A

posse da propriedade é de um dos socios da Empresa, Sr. Lauro Schöe-

ler, com escritura publica registrada no Cartório de Registro de Imóveis de

Biguaçu-SC, cedida em comodato para reflorestamento. Tem no total a área de

1.592,11 ha e atualmente está com aproximadamente 550 ha reflorestados com

Eucalyptus spp. A

Croqui de acesso a propriedade

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Referências

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