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ANNO
XV
N. 12
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Num
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avulso
1$200
~Março de 1932
REVI STA MENSAL •
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Direc·to!"-rc ponsavel
R. DE
S1\.FRJ.~IRE
ALVll\I
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Redacc;âo : RUA 7 l)l~ SI~'rl~I\1Bl{ü, 174 Offic.inas : 1~1JA 1)0 C'AH~'10~ 4.;3
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-l'ara 08 I ];, .1'-i t a( 1 OS "\ 1 6 u ui a n no . . . t 1neze~ . ... . ... . .
J)ar:i o l)1sLricto li'f)derH l
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tirn a~ino · · · ·1 6 111ezes .. . ..
U11iào 1>0:-;t,al . .. . . . ••• .. ..••.. ... . . .. .
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-14$000 7 .;·()00 12$000 6$000 15$000---
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- - - ' SU!v\ MARJO AnisioS. Teixeira ... . Othel1o Reis ... .. ... . ... · . · · · A\aria de C. V. P. Neves . .. Nosso #\nniYl'r:-nriu <J s) fllt-in1a (\, ... ,,olar d0 11111.t pe(}u"nu cidadPRoma.n.-,('~ parH- itdolet-.(lt•ntes
A Educu.1:ão ;\Jurul - 1 ta.,e
da l4~ducn~fio Integral
If\ i)(ucl Couto ... . .. ... . ... .
Dulce Nascin1ento Silva .. . . .
Herneterio dos Santos ... .
Mestre.Escola. . . . . ... ., . .. . Maria C. de f arJa Chaves .•
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fi-rnn d 'S. lli r,•ctrizc1:,: <1n nd
11-. t~açiio pop11lar no Rrnsil
.\ ~ escolaH n<,, :ic: :-.('an11in;1,·a.r:; I}espo~La
'I'rc~ paln.vri n lia~
J'rati{·a da l•:s<.'uln ~uva
Caix:t J,:~t·ular J\ ff,,n~o J>,,nnu.
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\Toda correspond encia dev~ ser dirigida á R~dae9ão: ~Uq Sete de Setembro, J74
•
•
•
244
A ES<I:OLA
,
PRIMARI
'
A
=====================
O systema escolar
•
de urna
pequena
cidade
.
Capitulo do livro «Aspectos a111e1·ica11os,:
.
d
e
Edztcação,
de Anisio TeixeiraFlemington é uma pequena aldeia cipio de Hunterdon a que pertence FJe
-no estado de New Jersey, com uma po- mington, tem 21 districtos escolares ou
pulação que orça por 2.500 habitantes. ,
to1vn
s
ltip
s
,
alem de 4 cidades que con-O termo aldeia é um termo que dif- tituem systemas independentes.
ficilmente se aclapta a essas pequenas Cada un1 desses districtos po ss ue·
c~dades dos Estados U nidos , onde a um co,zselfto de edltcação a que compete
vida, em hora em red uzida proporção, prover facil i cl ades educ~-t tivas para st1a
piantem
.º
mes~o rithmo accele_rado e respectiva população. ,progressivo da vida das grandes cidades. E ssa machina, em apparen ci a exce
s-Ninguem julgue que pode encont1·ar I sivamente complicada , funcci ona do se
-na peqi1e-na villa america-na a simplici- 'guinte modo.
dade e a frescura de aldeias. ) O estado controla .e unifica. o ser~
Como a grande cidade, ell ,1 tam- ' viço de instrucção pelos s uperintenden
-bem v.ive agitada e impulsion a t1a 1>ela I tes estaduaes de es colas, pelos si1peri n
-machina e pela ambição. 1 tendentes n1unicioacs e pelos inspect0
-lniciei a minha excursão por Fle- 1 res , aqt.1i , em New Jersey, cl1amados
au-mington, onde fui visitar uma das me- xiliares dos mestres (helping-teacher)·.
lhores escolas secundarias ruraes deste Alern disso contribuc para o serviço
es
-paiz, segu11do a pal,tvra da Senhora Ma- colar com verbas qite representam, ge
-bel Carney, do Departamento de Edu- ralmente, 11m terço do total dispendid o
cação Rural / _da Uníversidade de Co- com edi1cação. Não tem o Estado taxas
lombia. directas para o serviço de ensino.
Oe-Dediquei o roeu primeiro dia de Fle- ralmente, o resultado de certas taxas é·
mington á visita uessa escola. A esc-ola applicado a esse serviço. Em New
Jer-secundaria de Flemington é i1ma escola sey e em outros estados s11ccede que a
rural consolidada. E' necessario expli- taxa con1 essa applicação . especial e a
car o que se chama na America -escola dos caminhos de ferro.
consolidada- e para is.to julgo indis- A i,mportancia destes in1pos tos de
s-pensavel uma ligeira digressão pela or- tinados á instrucção é distribuída pel os
ganização escolar americana. districtos escolare:; atravez das auctori
-Além do ·systema escolar estadual, dades escolares municipaes, segundo a
sob a direcção de um departan1ento, o base de riqueza da respectiva populaçã o,.
serviço de instruc:ção, nos Estados Uni- isto é, sei:undo a base de sua renda tri
-dos, na sua parte administrativa, é de butaria.
responsabilidade local. Os municípios, Os districtos escolares, por sua vez ,
as cidades e os districtos escolares são devem levantar às taxas locaes 11 ecess.
a-os representantes dessas differentes uni- rias para attingir a importancia que é
dades locaes por qiie se disr.ribue a res- reconhecida indispensavel afim de satis
-ponsabilidade administ~ativa do serviço fazer as necessidades educacionaes de
de educação. sua população.
Na base do s::;stema existe o distri- A administração das sommas ded
i-cto escolar ou o
tow,iship.
O tiistr:cto cadas á instrucção compete, a1;sin1, aosescolar é. uma divisão geographica dos conselbos districtaes de educação, que·
municípios bastante reduzida. O mun·Í· as distribue pelas diversas escolas.
• 1 • 1 1 • 1 • I
ESCOLA
.
PRIMARIA
2
4
5
.
- -
-
- - - - -
-
-
-
-
- - - -
-
- - -
-
-
--
- - -
-
-
-
- -
-
- --·' ,(0 procurar, porem, prover a~
~e-1
1a~ d_e aulas e gabinete P. de physi ca e
cessídà.dt1s educativas de sua pop1.1laçao , ch1n11ca. ,
_ qÍle succede '? . .
O
pr,.:>gram:11a dos cur ~o~ e ~xces-.,·· Alguns , desses districto_s são
peque-1 s1vam;n;e fl~~~vel, p ern11tt1nd.? ~m a..
nas zonas ruraes, . as mais das vezes ! adapt,,çao quas1 que completa ;i,s q
1ffe-c~mpostas exclusivamente :de f~zendas.
i
i;entes exigencias e nessidades ' dos .A sua populaçlo escolar, reduzida e es - 1 alumnos. . . .
palhada, apenas pode manter a escola Ha º. Cl/.!'SO de sci e1tcias, que
desen-:-p~imaria de um pro:::essor para os ~eus JVO_lve ~a1~. intensamente o ~stu_d? .da~ ,
oito differentes gráus, por :C.~~i,.egu1nte f>C~e~c1as natµraes e . que se d~s~1na a
inefficiente e precaria. .·J' · · · ·µ11n1st~a.r .um çur~.º prep~ator10 para
·i·d d d .
1·ca a- 0 na o alumno que deseJa continuar os seus
A "' " . faci i a es e comn1 un . - . e · , , esti1dos em alg1.1m colleo-10 . . a·fim de al-A m · e ri ··ca . , criaram . uma . soli1çaonova · . ,,., parai · 'cançar o bacharelado em Sc1enc1a. . . "' ' . .
es·se pro,blem,a; a escola c?nsolidad_a. . , , . . . .
V ar j• os d'i"str1'c· tos se r·eunem e mantem . . .,, l{a o CltlSO
tec711itco,
. . cuJa en;iphase . ,· · s·c·ota comp·Jrta com cútsó esta nas mathem<J.~icas e gue prepara o
uma wn1ca e , . . - , , ·· 'd · · , .. · · ' ·
.· d '·
0
e
elementar e ' uma con1pleta · c~nd1 ato ao c11rs~ çolleg1al de enge-secun ar1 . 1 , , , h . . . ,
cÓngregação de
pro
fessóres. . . .·.,P.
arta~ , · , . . .. ' . . ., e· ci"l. rle Fie-, N9 t,erceir9 curso. se . põe ·· e::pec1al
E
.. esse 9 · . caso · . esp ·· · , •• · · insistenc1a em . . . 1 . at1m e b usca m1111strar . . 'tqin~t9P _: d" t' . t s~olares dos quaes:
Uµ:).
'cu;so P,r,ep~ratóri~ para o bàchare- .. <?n~~: lS rtlC os echa a·. 1' ·1 . m1'Jt..a' s' 1 lado 'em Artes, Lettrás ou PhilQsophia • .
1 o m !l. t
s
d 1 s ta n e se a . J..I '1 · · ' · · ' · ·,
d~ Flemi,ngton,
1I1;Japtêm .;i. s.ua (:Scoi_a , ·. ?m out;o depart'.1mento prep.:ira os .
que honraria qualquer das nos\,as cap1- _. candidatos a Escola. No,rmal do Es.t;:i.do·
tae·s · : ·
!
com um programma mixto de sciencias,0
Dos seus 375 alumnos ·de curso se-1 mathematicas e historia.
ct1ndarÍO .250 vêm· de fOf'l, de Outros! Ü C\.!fSO COmmercÍal Se destina a '
dístricto~ escolares. Por 'cada um desses~ mi.i;iistrar uma fnstrucção final, podendo
alumnos, 0 respectivo districto: .paga
I
tam.~eu,1 ~repara~ µara os ~ursos.colle-$100. dollares . ·no c11rso gymnas1a1 e I g~aes. Da e~_pec1~l relevo. a
esc~iµtura-$65 dollares, no curso elementar. . 1 çao, dactylogr~ph1a e tachl.graph1a~ ..
.. . A. Escola _tem 17 professore..s para O curso don1esticÓ se divide em d.ois
os primeiros ·oito annos d.e cursq ele- outros ci1,rsos; u_m prepal'é3torio para o
1 mentar e 20 para os quàtro annos deJ Collcgio estad1.1al d_e :Meninas que se ,
ca:-cu.'r~o secundar;,o, COµJ. Uµl C?rpo_: di~'. 1 faCterÍza por ~ll:JJ,a ~duçação 11,13.ÍS accel'l•.
1
cente de 517 e · 376, r:espe.ct1vo.m~~te, tuadament,e., liberal .e ,outro que se desr
dos cursos e,lementar e secuudario. tina a dar uma instrucção final.
. ' ' ' \
No ·ci1rso secundario cada .1.1m dos O departamento de a.gricultura
for-professores .dá diariamente 6 ai1las, de nece igual·n1ente dois programmas { um .
45 .mint1tos cada uma. · .. preparatorio para 0 :Collegio de
Agricul-, Agricul-, A escola se acha acéomniodada em: tura_ e outro destinado. a . preparar
iro-dois vastos edificios, com uma ·sober·ba med1ata_mente os rapazes para o
traba-·. • Jl ç-o No res-do-chãó se acham lho agr1cola. ,
1 n s .a a a . · · • '
E'
·
·
·
·
·
as ófficinas de· trabálbo agricola, me- . cu.rJo~o f e~pressivo estu.dar a·
cbanicd, e electrico; o :gymnasio, ba-· matrict~_l':1., df!. çada um dess.es cursos • .
nheiros e todas · as dem·ais instal1a9ões A escola de Flemington está · si:- .
sanitarias.· O prim·eiro andar tém a :!!C- tua4a na ~1Jeq.uena" vi1J.a deste .n9me, de
cç·ão administrativa, o auditorio, as 2 .'500 ha·bita·ntes, em uma. zona .
eminen-officiilàs de cozinb'.~ e costura ·e diver- te·mente rural, em que ,a planta.ção de'
sas ·s<!,·ic1.s de a111a·s. ~m cima, .novas· sa- milho· .. e do trigo e a criação de .gado e··
.
. ' • . .. . ' . ••' •• .. • • • •'
, ' · . • • .. • 1 • • ·' ·. • • , • ' ,' , ,.
. . • • • • ' • • ' ' • ,· ' ,• • • , , . ••
' . • jI • ' , ,.
246
galli nh as r e presentam a ac t ividade [u11-damen tal. do povo .
'
E n tretanto , a matricula assiru . sê dis tribue ; 125 a1umnos , ou cerca ele 1/3
na d ivisão co mu1ercial da escola, ce r ca de 100, n a div isão 9 r e p,aratoria p ara a escola normal, apenas 30 a 40 no curso
agrí cola , ig ual numeró no curso domes. tico e 15 a. 20 no cu rso de latim.
•
• ,,
ESCOLA
PR
I
.MAiiIA
'
As classes s,ão cor diaes; esti mula
-dor as .e o a m bi~nt e é o a mbien te
a~e-ricano de l iberdade, ini ciativa e at1seucia
to tal de t en1o r , r eceio ou acanhamento .
-Romance para adolescentes
·
. A acti vidade qas faze n das está E' de notar actualrn ente cou1 0 ~e ainda long~ na America de re prese-n desenvolve o_gosto da leitura entre
nos-tar os re sul tados qt1 e os negocios e
a ,i
n
-
sos _a dolescentes , do que nosd
á
indi-dus tria" produzem. caçã~ a abundancia das traducções deO
faz en deiro vende o seu producto roma n ces, que apparecef nas livrarias, IJOr um preço i nsig n ifican te e com era livros editados, em g eral, no Rio ?uo que precis.a para o seu trabalho e para em São Pau ló.
as .suas necessidades pelo preço, para elle · A ninguem i.:ertamente passa rá excessivo , das cidades. Era o q ue me d espercebido como
é
perigoso entreg a r dizia a senhora La,w sou, inspectora das sem maior exame a rapa zes e mocinhasescolas em flemiu g ton, q\1a,ndo l h e dei o primeiro livro que se nos depara e
eu ao visitar uma f azenda duas milhas toda dissertação a respeito seria ociosa. distante da cidade, a minh a impressão. C')mo saber, 0 · pae ou a mãe que
A peqitenina fa zeud ~ representaria busca livro fle:, _lit~ratui;-a para seus fj. um ideal de trabalho agrícola realizado lhos, rapazes e moças, o que
é
bom e o com economia e a pplicação industri,11 que é máu '? Para as obras em francesem nosso pai z . Na America , porém, muito auxilio presta a obra do P e. Louiz
me parecia demasiado modesta. Os edi- Betl1lém
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1·01nans á p1·os-ficios de madeir,1, e o acanhado da pro-
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c; lassificação, sob opris-• •
ducção contrasta com o progresso 111- u1a dà, n1oral, ,:dos prin.oipaes rouiances
dustrial da America. Por outro lado, o e roma.ncistas 1 acompanhada de inuítas ttso de machiuismo reduz, dia a dia, a ,11otas e iodicações praticas.
· n ecessidade de trabalhadores. P ratica- As edições d0s livros são frequen.
, mente, no és te, a s fazendas americanas tes, de sorte que nelle qu asi sempre se
são trab alh
1adas pelos seus proprios do- , acham jnformaç[1cs uteis a respeito do n os . li vro que se quer ou do autor com quem
E
isto explica, por qt1e , na escola se peosa.que visitava, um terço dos seus aJu. Para a nossa pobre lingt1a portu-mnos se entregava ao estt1do do commer- g1lez.a nada e,tiste ate agora
organi~a-cio, destinando-se, assim, a uma activi- do 'l'êm-se publicado algumas listas,
d a de especialmente urban a . mas todas aridas, sem in teressc maior :
Acompanhei durante todo um . dia faltam-lhes indicações sobre os autores ,
es.colar classes de 1 'ling.Úas, de sciencias, bem como opinião exacta, precisa, s o·
de agricultura e ::flgum trabalho de offi- bre o livro e indicação dos factos, do · · enredo, o que
é
essencial.c1nas . · · d
o
ensino é dado debaixo do aspe: Ha muito pensei que seria obra e cto pratico geral amerícáno, mas a e:S, mer.ito. educa_ciona_l ir organizando, par~ cola não visa a :re:alizaç~.P , de ·· nenhum, psil1vro~íe5;or~pto~·:,e1ll_;-por~ugu.eZ' oµ, ,para proo-ramma modertto e especifico de me- nossa l1ngua trarluz1dos, catalogo ex-thodo. plícativo
á
semelhança do deBeth-Os seus u1etliodos sãCI os wethodos -léem , a que aciQ_ta me refiro. Seria obra
tradicionaes. .que deveria emprehender pessoa que
-' ' ' ( ' ' \ 1 1 ' ,
A ESCOLA PRIMARI
A
247
fosse grande le-dora de romances e que escolar ~ univers~taria. Muita alegria·
· se boa memoria qualidades q~e san. M111ta moralidade, mas sen1 se
tor-posst11s e , • •
me fallecem quas i de todo. Cheguei a J nar ma.ssa.nte. ,
'd r para a en1p resa atUÍO'O meu Pr1nc1paes obr«s : Pout
Ptag/at,·,
COllVl a o
w·
1:r D Ct d" L ' 1td eparo Soliclo de seO'ura visão, pon-
P
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I t1i1i, za1·1·gee,
a1r,to
zg,i
-e pr_ ' ' o . -1'.
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dérado criterieso mas em breve, cl1ama- 1 00 , 1na
oez
so.do a c~r O'OS imp~ rtantes ~nde sua vas- . Tradt1zidos em portuguez : 21
0111;
ta intel liiencia o fará brilhar, _mas que
Ptagj'ai1·
(desconheço o edftor) Percy 0 ·absorvem l~ompletamen te, nao possoI
Wynn versão de . J. Mar1nbo.. Br.aga mai's contar com tão firm~. elemento e 1917 ;Ota1zdio
L(qlttfoot,
Versão de H .. vejo q~e desacompanhado nada pode- 1 Robden, Lív:aria Selbac?, Port_o Ale....,-rei fazer de util no caso. · \ g3e ;O Cztptdo do
O
ollegto
c_a11tJJlOlt,ver-Venb.o, pois, por estas c_ol~muas da sao de Justino Mendes, L1v. Selbac_!:,i
A
Escola P1·i11za
1
·ia
efferecer a 1dea a quem Porto Alegre.a possa executal' com amor e
tompeten-• •
eia . .
Penso qtte o primeiro trabal~o, mais urO'ente
.,,
'
seria . a aualyse dos autores.
.
sujos romances estão entra11d~v1ctor10-camente no mercado, por meio de t:d-ducções, sejam elles fr ancezes, ou 1 n-glezes, ou americanos, ou d e q.ualq.t1~r nação . Será necessario dar uma not1c1a br.eve do autor (sen1 preoccup~ção de hist oria !iter a ria!) , list a ~os ,livros e a noti cia él os que fo r am traduzidos e de
•
se us ed.1 tores. . .
Como exe m plo, darei _aqt11 um a no-ticia á m a n eira de Betll1éem .
'
·--•
-Esta propria noticia das obras de
Finu, tenho certeza, está incompleta e note-se que já as li e mais <le uma vez as adqt1iri para meus _filho s e para ou~
trem. No momento porém·, falta a
me
-moria e dos proprio·s volun1es alg·uns desapparecerem da bibl~otheca, , para q1.1e se cumpra o que dizem os versosCi:!l e bres : ·
•
Tel est le triste sort de tont livre prêté :_,
Souvent il est perdu, tonjours il est gãté ...
A
Fscola
P1·i1na1·ia pt1blicaria, p res-tando b om ser-viço, as in dicações a
res-. · peito dos a utor es e das obr as e os catt- .
FINN. francisc o F iri n, jesuíta nor- didatos á a cquisíção te ria m em nossas te -a merican o· ·u .
1
85
9.
Suas obras são c-olum nas um theouro in fo r m~tiv o. Q uem i nteressantis~imas pelo .enr edo , se mpr e querer á por mãos á o bra, m a nd an do stta empolgante e p ela nat ural idade_ comI
collab~r ação? , ,•
que são a presn tadas as scenas.
O
s
~-s - 1 ·sum ptos são t ir ados en1 ge ral . da vi da 1
O
T
HELLO REIS.
-IIIUI IU O I li l l l l li UI li JII 1f I U li 1111111uIli1111111 U I t 1111 fl Ili ~UI i U U 11UI11111111111 lf I l l l fl I U 111 ~I __ . _ . - , . . , . _ . . _ , , _ *•• _. ,..,. ...,.,_4 • " ' ~ f V ' o - - ~ _.,,.,.
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•
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S e ni. i g ·úa l para c o1"J.1bater
a pris ão de ventre habitua]
e a dys peps ia g·a$"tr ica
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A ESCOLA PRI
1V
IAR
IA
-A
.
educa~ão
moral
base da educação integral
-(Suggestões sprese11taJ,ts ao 1~ Congresso Interna~ional I•'e111i
-11ista, realizarlo no Rio de· Janeiro - pela Professora llfaria d.o
Carmo Vidigal Pere-ira das Neves, uma das representa.ntes da Dírectoria ele l nst,rul)ção do ·Dístricto Federal)
• ' ' . • • .
.
'Nàda no m11ndo existe mais nobre tar flores. Tudo de1)enlle do cuida d o e
~· elevado do que o ideal, sobretttdo o da vigilancia do semeador.
i d eal educativo, q11e , sem temer o j1..1iz0 Dae
.â
terra o elemento vital .; adu-da opi11ião publica, cond11z homens e bae-a, plantae , a semente, e, em breve mu ll1eres , c111aes bandeirantes de um,t surgirá a haste em busca da ltiz ' docr11zada sa11ta; ao e s tt1do d()S problemas sol. Tal a criança : tudo depe11de d o
s ocia es .os mais complexos:
E,
de entre mysterio ela àlu1a; dae-lhe os carinhoses ses prob1e m .:1s resalta o da educa- e acudí-lhe co111 a sabedoria elo bon1 s
e-c ã o ·111oral serr1 d11víà.a aq11elle que mais n1eaà.or; vereis então realizado o
mila-•
inteu s arnente te111 preo:;; up :tdo os es· gre da semente.
•
't11dios 0s d e ambos os sexos dc>tados . E' a mestra, e, porté1nto, a n1u-d e uma Jàrga vi1são das necessidades ll1er, a jardineira paciente, a amiga
urg entes da constituição de tln1a socie- bondosa, 'a con1pi:'.nl1ei·ra ·mesma de
fol-d ade s,td ia, provi.da de age11tes de de· guedos, que precisa, de qua11do em vez ,
fes a e resistet1cia adquiridos pel.:i edut:a- se apagar, para que se revele a activi-ção do caraFter, da qual se derivará a dade do. espírito que conduz.
E,
se nesse r ehabilitação· efficaz dos costumes e a momento sottber observar ,t ,tl1na queformação de ,u111 a geração 1nais sã, e, educa verificará a verdade do conceito conseqi1ente~1e11te, 11.1ell1or consolidada. admiravel de Pestalozzi de que: «o
prin-Pu L1 e1nos ,1ffirtnar . sem ter11or, que cipio essencial .da edi1cação n[10 é o eu-das aç ções individu,1es .deriva-se to·cto sino, rl1as o a1nor. ;, .
o ben1 ou todo o ma l' qt1e o indi\r/d110
I
A mulher, menina ou adolescente,'pos sa cat1 s ar -,t si prop_rio ou á C(•llect_i- pr.~cis a ser conduzida c~_or11 bond~à e
vidade, originando-se dessa iuflueue;1a J)ara que nella se 'desenvolvam os l)oÚ s
mor;c11 s ol)re o n1eio a1nbier1te a 1naior .ou pensamentos.que gerarn as boas _acções;
ménor :)ropagação desse !.:em ou desse oppôr-lhe oostaculos ao desenvol vimentô mal . , moral ' com auxílios inuteis é tirar-Jl1é Onde iniciar, a ed11cação 1noral a espontanel.oade, a graç.a, a singeleza da criànca ? 110 lar ott desde a• escol é!,?· de ,ittitudes e dímint1ir-lhe o valo1·.
'
A escola é, sem ,Juvída, um (los Refiro-me especialmente á 111ulher,
principaes agentes da ed11c,tção; 11ão porque é por n11::io della qt1e se educa o é, entretanto, . o ai:rente exclusivo, por- bom.em. Porta11to, corrigindo-lhe ou atte,-qt1a11to, a s 'é ria11ças. pelo s ex~1111)los 11uand0-lbe os des\•ios c',o espírito. con-qt1otiLiianos observ;,dos em casa, pel'os trolando a · ir11pt1lsividade dos arrebata;.. factos que ,thi se passa111 ou .actos que . m~ntos, que causam niales tanto mai~
s e praticam, traze rn ·para a escol.i, mll;- profttndos q tta n to 1n ais d irectarnen te af-t ,ts vezes, ger1nens de sentimentos mes- fecta1n . os se11ti_meu_tos inti1n0s, teremos·
qui11hos, que irão influir, poderosa- .. realizado ess.t obra de ,tmor a que se re
-mente, sobre -a for111aç,âo da su,t perso- fere Pestalozzjl e concorrido para a for- .
nalldade, se 11ão encontrarem 11ma r·e- m,1ção de uma cousciencia perfeita1nente
acção energ·i ca e ,10 1nes mo .ten1 pci suave definida q ti.e irá i-11 fluir---poderosamen t'e por 1, arte do educador. / né1 fo1·mação de ontr[ts coosciencias.
Mas .•. mesmo das 11rzes p11deu1 l;Jo- 1 Despertemos, desde a infa11cia da
1 • '
,
24
9'
-
- - - -
-
---
-· · na adolescencra, o , soli clação d as s ociedades coo p eradoras
mulher e ainda mais . . , · b . · ·
sentimento de dignidade pes so al ; a 1d~a t1as es col,ts, CUJO o _J e ct1vo e ét r eco
n-f Str ,,c- -a o do Eras ,· 1 d e a111anhã . exacta de obrigações~ e deveres e a tr · . "' "
mez a do pensamento. Do co1~ curso d e sse A 1.null1er, c uja e d11 c,tção co m pl eta
trab,ilhó altaí:l1 ente edi1c at1vo qu e s~ é () p ro b le ma n1 ais tr,111 scen de nte em faz na es cola primaria ~ se estend e a pról do ,1levatan1e11to <l.a ltu1nat1idade , profis sional 011 secundar1~ e va e r~fl~- tem sido , eu1 todos os tempos, a qui ou ctir 11
ª
superior, res ultara, sem duvida, a lem ,,
t
in spir~dora dess es 1uovi111 e n t o s· . . f ·t equilíbrio entre a con- edu c .. 1t1vos so c1aes, d anclo o s eu co
ncur-o mais per e1 ncur-o . · 1 · d· 1 • b d
s cien cia e a razão, a s sim corr1 0 a asso c_ta - · s o a prec1 a v: e tn 1.s pen sa vNe _ a
.º
ra a_. 1 t dispersos d e eoer.,.tas recoustru cçao na c io na l . 1 ao 1111porta 1
ça o ele e emen os b · · ·t d
. - , · ·onve'ru-ir p ,,ra o Je van- nesse t err e no , que os es p1r1 os e rro-que 1rao, assim, e "' . .· . ,
1 . . d ·t
tainento do , Eu moral , tr a u sfori:uando t1 s
1
tas, que o,s 1a, en1 t o a da dpat e.,d .ª
· m for,~a 1notri z 1mpul· .co 1oq 11em , as v ezes, n a sen a o r1
1-0 am o r pro prto e ~ D· · ' . · b
. d d , 0-e- 11 obres e o·e11eros,is; c ulo. 1;t vi ra, e mu ito re ve, c 111 que
s 1 o 11 a ora e a e Ç s . b . • , · . f · · .. t d
d lh h rmonia do s elementos
Ia
v11.:to r1 ,L ern1n1 s ta , 110 err eno osdon e a me or a . . . · d · ,
a a finalidade da v1Lla. 1 obJect1v os prat1,:os e e u c,1t1vos , se ra
beterogeneos par ' - d 'd ' lh
O 1 ea serio. 'd , 1 ·~ q1.ie ess a educaçt1. 0 · ,ts- 1 c or11pleta e conce t o a mu er o posto
1 ,. .1 · ••
· f ·t · sse no lar e se irr .. 1d1as se de l1onra, como co lauorauora 1nagn1 r1ca
sim e1 a começa . · ·
1 l ·
]. Não
e
porétn iss o o e 1n ci1spen s avc n o co11 ce rt o1ar111on1-para as esco as. · - '. .
1 ·
b S em relação p r1r1 c1pa - co da vid a.
qut: o servamo ' 1:i 1 ·· l - d ' d ' .,·
, · ·a das cria11ças e adol e s- e a c11 vu g .:1çao e 1 eas , u1s cu
s-mente, a ma1or1, - · 1· - d 1 . t 'fi
Sam pelos bai:;cos dases• : s oes, s o c1a 1s aç,10 a escoa, 1n ens 1
1ca-centes que pas ' . . - · , - i
1 - 1 f" , b
1 · d 1·0'ualdade do /1ne10 fa1n 1· , çao la ec Ul'. àcao popu ar, tcara en1
co as e cuja es b i fi · ' ·
1iar . CO 11 OC,• l O educador por vezes, ' . · .e111 • ' de n1clo o \- b d •,tl or moral1· d • s adon da educ]b . a.
-. - ct' 1- adíssimas
E'
prec1 s o 1r çao, .::a eu ü a1n a a mu er opr111c1-_s1 tuaço·es e 1c · · ·
1
s ,
, ,, , . sceutes as ca11sa s elo n1,tl , pa papel. e ra, por certo, uma obra
·1l11 sc ar as na . ·
1 • , f ·
. b· t · s ·cios em sua propr1a or1 · e11ta, 111as que vira per e1tamente or-co 1n a er o v 1 · · d d · f · 1 ·
, -: 0 0 deixar evoluir e alastr,lr- s e. gan1sar a soc.1e a e e o n1e10 a1111 1ar
gero e na d l . . . ff - d 1
E'
preciso. pois, \;anear pel,1 e 1.1- pe ~ persisteocia e d1 usao a moi;a-
S
·
1ear para ed11car educar paraI
social. c;1cao. ,. a1 , · , .. 't . para desse ,nodo rett ra r r11 eis a ·
1us ruir, ' l
. de hoJ'e n1ulber ou hon1erp ( e
E
1I
SYNT.l:lESEcriança , . .
a~anhã, da ig11oranc1a moral en1 que
v.1-vem, para qÜe as geraçõe s do 1>o~·v1r fiq11em 1·edin1idas dos graves defettos
que ainda, i11felizmente. encontramos na geracão dó presente. '. _
É'
a avançada para,ª
per!e1çao, cujo papel primordial esta confiado ámulher. .
Na vertigem dy·mnam1ca do momen·· to 11a hora historica que atravessa1nos,
0 'movimento feminista em pról dos
al-tos problemas edu.cacionaes não poderia
ser 1nais' opportüno.
E' o instante das decisões que .
mar-~ám 11rn·a ~poca e é tambem a affir.mativa
mais elo.qt.teute e palpitant~ c10 ·.e1evado espírito de · organização e 1deal1smo da mulher' em beneficio da hum,tnidade.
E'
ainda -'a occasíão · de cogitarmos d'a::ou-. . '
.
. '. '
-•
/
Crendo na. possibili dade do , 11)er-feiçoarr1ento pl1ysico, mentc1l e n1oral da !1umanidade pela ·obra educativa ;
consider,tndo m.11.i' <lifficil a forr11açãu de S)'Stemas de educação, porq11e, por mais a1nplos e mais per-feitos nunca
•
satisfaze 1n os interesses geraes das
n1ultidões ; sentindo qt1e a estabilidade do ·Brasil, no fut11ro, e;.tá na creação de
u1na aln1a e u1na mentalidade
verdadei-ramente brasileiras, o que só consegui. -remos pela actuação educativa-social, constante, energica e . er1th11siastica,
' '
apresento as seguintes suggestões ao
li Congresso Internacio11al Feminista de ,1ccerdo com as razões dá segL1inte
t!1ese :
a) - appellar para qt1e · as associa-'
' • J • • '
1 ' ' , •
•
250
A
ESCOLA
PRI11:ARIA
- - - -
---
- - -
- - - - -
-
-•
~ões brasi leiras de Educação existentes e) - appella1-, nesse tnesmo
senti-no Brasi1, levantem uma campanl1a ' te- do; aos directores ele estabeiecimeBto ~·
naz e eminentemente patriotica, em de ensino partict1lar ;
to~n o da ed1.1cação civi c.:-1 e moral da
el
)
-
-
appe llar para q1.1e organizemcriança, do adolescente e da mulher
I
commissões que trabalhem de accordoadttlta; '
i
com outras sociedades educativas dere-b) - appcl J ar para os .p1lderes com- ' conl1ecid o valor, para tratar, por todos
pe1ente s, afim de que nas escolas se- os meios de diff!:lsão in1preusa thea
-cundarias,
á
semelhança do que já exi s- · tros, cinemas radio, 'cartazes, 1 ~itt1ras• • a • • 0 ' , J
te nas pr1mar1as, seJam creadof; C1r- b1 bliothecas ambulantes, etc., da ed
u-cul?s de P~es. ~ P rofessore~ ~ufluiudo
I cação em todas as edades e,
principa1-ass1m,· na fam1l 1a, em bencf1c10 do so- mente, da educacão moral da mulher
erguimen Lo social ; · como base da edt;cação integral. '
- - - - -
-·-
-{;ran
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di1·cctrizes
d,t
etln(j,tção
poJ)lll,11·
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Capitctl)
A monarc,hia formou o escol ; e quan- seu turno valorizar o café, valorfzar o
do veio a republica ct1idavarn todos assucar, a moeda, as estradas d e ro-que o intitulado governo do povo pel o dagem, a politica; dia virá ern que
l1a
povo fizesse a educação popular, con- de.se valorizai· o l1omem , reduzido pela tint101.1 o escol ; e, 110 fin1 de qt1arenta incultura a 111eio-l1ome1n , a um quarto
an-n os de democracia o que domina é d e ho111en1, a quantidade 11egativa , e eri
-ai11da o pensamer1to obsessivo do es- tão, estes desvaneios i11ocuos de gran-col. Andou b ~1n, pois, a Associação de Associação, evidentetnente
incor-Brasileira de Educação e m synthetizar porificaveis hoje, assi111 con,o tantas e o prograrn,na da sua r\~ Co11ferencia tantas outras expla nações eruditas
de
no the·ma
G,·a,tct
e
s
Di
,·
e
c·t,·i
ze
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c; ela
Erlu-
professores e patriotas. ate agora111er-cação
Poprtla,· 1io
B1
·
asil;
só fez 1nal en1 g ulhados no fundo do esquecimento, mi'! pôr neste Jo g ar. Ainda se fossem virão á tona, chamadas a plasmar osas pequenasdireétrizes... homen s fortes pelo cerebro, pelos
xnus-Em virtude de co11dições pec11lia- cu ias, JJelo sangue, que l1ão de valori-res ao nosso paiz, esta face do probl'e- zar afinal o Brasil.
ma brasileiro na educação apresenta- Se m perder palavras e1n qu estões
se _eriçada de di~ficuldades quasi des - theoricas, inadeqt1adas nu111a assembl.éa
animadoras, motivo pel o qt1al tan1bem, de ~sp ecialistas profu11dos em ludo qtte
entre os qtte lhe bt1sc,am o remedio , não 'I concerne a pedagogia moder11a, 11em
r~ro lavra a discordancia, que toda-: entrar na a11alyse de 111ethodos,
syst~-"'.'ª·
11unca chega a discordia, lJOrque: mas e processos educativos alheios á n_o ft111do tudo é o xnesmo atnor talvez · minha these, direi que a s~lução .do
ciumento , mas sempre desin1teressado probletna da c11ltura popular no ·Brasil,
pela mãe commt1r11 - a Magna Mater precisa ser exclusivame11te brasileira ,
u,~s queren, tt,tdo ; ot1t~os se conten- não só porqlte 11ão temos a obrigação tam com o pouco, e ainda ha os que restricta de justificar, a alcunha pejo-bateram contra a «illusão da ct1lt11ra:o rativa . que nos apuzeram de certo'
a.11i-~ acl1a111 que n1elhor seria o nada. mal imitador,. co1110 ainda porque ne-Oovernar tern sido 110 Brasil, por nhum outro paiz 1-eproduz os aspectos'
' • / • l -• • • • ' .
A ESCOJ_.A
PRIMARIA
- - - - -
· -
251
•es pecificos do nosso
f
nos
poderia ser-1 Magalhães de Al1neida,J. J.
Bernar-vir de modelo. 1 des Sobrinho, Alfredo Ruy, Marcelino
Barros, Nelson Catunda, Pessoa de
I - 'l.'enho para n1im que a mais
l
Queiroz ,' Thomaz ,\ccioli , Cesario deimportan te das directrizes da educação Mello, Natalício Camboim, Armando
p opular no Brasil é a qtte e ntende COf!l Bttrlamaqui, _João Meira Junior, Olavo
os deve res da União relativos ao ens1- Egydio, Paulo Maranhão, Chermont de
no prima rio. Vigente a constituição ~e . Miranda , Ephigenio Salles, Nlontefro
'91 era · ainda toleravel a controvers1a de Souza, Plínio Marques, Oaldi110
Fi-ac~demica, a que se não furtara111 os lho, Lindolpt10 Pessoa, Alcides Bal1ia,
nossos maiores jttrisconsultos, acerca Alberto Maranl1ão , Bocayuva Cunha
da penetração do governo federal nos l<'abio Barre_to, An.nibal de Toledo Do~
Estados para beneficio da cultura. n1i11gos Ba rbosa , Dorval Porto, E'urico
Quando foi da reiorma da Constitu_i· Valle. francisco Vallad;;res, João
San-ção na J)re si dencia Bernardes, A fran10 tos. Cezar Vergueiro Pires do Rio
P eixo to: com a sua paixão pelas ~oi- , Heitor Penteado, Bento de Miranda'.
sas do ensino e com o seu _ talent~, J~s-· Pedro Borges: Ferreira Li111a,
Rodri-tificou pera·nte o Congresso Const1tu1n- gues Macl1ado : fidelis Reis.
t e a se<Tuinte eme11da: A fJOlitica ; entretanto tinha já
en-Art. 35 ns. 3 e 4 - Substituan1-se: clau ~urado as questões co~stitucionaes
:3· _ p/over a orientação na~ional e não ad1nittia mais àe_nl1u1na, 11em essd
prima ria e a re&t1lar. e. ~emocrat,zar o que. podia_ ter sido . a unica , e a
repel-ensino secundarto , d1r1g1?os e custea- l1t1
z
,
i
lt11zz1z
e
,.
apezar de reclamada pordos pelos Estados, 1ned1a11te a f~ndo todas as sociedades sabias e todas as
de edttcação criado por leis espectae~, maiores individualídades brasileiras.
:ajudando o desenvolvif!Jento delles em Agora, porem, quando parece Qtte se
iodo o territorio do pa1z, onde se mos- trata menos de emendar a Constitui
-1tren1 deficientes. ' , . . ção prin1itiva da Republica do que de
4· _ fiscalizar o ensino prof!ssto- a refundir senão de a refazer, é
im-nal primario dos artífices e ~pei-arios , 0 pos~ivel qtie uma das suas disposições
e11sino profissional sec~ndar10 d~s pro- cap1taes não firnJ.e de vez a funcção
'.fissões tiberaes o ensino techn1co su- edu'cativa do Estado. ·
·;peri or scie ntifi~o e literario , 'dirigidos~ A União só ten1 duas despezas sa- ·
,custeados pelos Estad~s, _ pelos . muni - gradas - a defeza ,,aciona! e a cultu-·cipios Oll por assoc1açoes privadas ra do povo: uma preserva o territorio
ii d oneas. a outra o valoriza. São credores privi-Sal v a a red acção. legiados do orçamento; às restantes . Sa!a das ses~ões,
J
de Agosto de h,ão de se comprimir dentro das sobras.1925. - Afra1~10 Peixoto: ~raz do E tudo quanto ella destinar á cultura·
Amaral, Tavares Caval~ant1 , ft~I ~ on- lhe voltará em tres dobro , porque não
1tes; F rancisco Rocha, V1cen~e P,rag:pe,
ha
mais rendoso - emprecro do capitalO l€ gario Pinto, A:}rres da ·Silva , Carlos de um paiz do qu.e o. q~e elle
e111pre-P:ssoa, Ca_rvalho . Netto, Homer? ~a na educação do povo. Ern rr,enos de
'Pires, Baot,sta , B1ttencourt, Oent_tl quarenta annos
o
11lila,q1·e
da cz1lt1i1·a, só
Ta vare~. Pacheco Mendes,. J_:1ven~le
só,
ce1zt11,plicou
a receita nosorçamen-La1nart1ne , Alves de Castro , S1moes F,- tos Japonezes. A su,a freouencia esco-lho,
R.
Berbet de Castro, Agamennon lar tinha se elevado subitamente a de ·Magalhães, Co~ta Ribeiro, Ubaldi, 99,5 ºlo· A. Allemanha para assombrar110· de Assis, Rego Barros, Oo~çalves o murido com o seu progresso
eston-Fe reira. Euclydes Malta, Paulino d~ teante obrigoú antes a totalidade de Sottza , ~ r~nderley Pinl10. Pinto' da Ro- seus filho~ ao estudo primario. Nos
Es--cha, Pere_,ra _Leite;
R.auJ
Machado,
J.
tados Unido~, apezar da extensãodo
', \ . . ' . ' • • ' " . 'i
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1
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Fa1·-
11
;
est
-95 ºlo das crianças com- caminho do littoral para o ce11tro e ape-1)arecem á esêola - Porveutura redu- nas acantoada nas capita es e alguma zidas . a . 20 ~lo. de população culta , estas ou outra cidaçe, assim que se distan ~
nações seriam o qt1e são
?
Que nos eia do mar 'Jae rapidamente dilt1indo efalta para lhes seguir ·o exemplo - in- em breve trecho se apaga.
telligencia ou patriotis1110?
Já
occupa- Esta diluição, retratada no, hcmem, mos no Continenteo
primeiro Jogar na . desde o physico sen1 hygiené até a in-·escala do analphabetismo. Até aonde telligencia sem lu7, desde a ling11agem
mais descer? . desprimorosa até o moral virgem de
Se continuarmos a cantar eterna- idéas e de ideaes,. impregna todo o mente a mesma canção da pobreza e I ambiente. Parta alguem de qt1alquer
da impossibilidade, havemos de patinar cidade ou villa do i11terior e denlr<) de·
eternamente o mesmo circulo vicioso, alguns segundos e por deze1 1as de ki l o-como todo o ·circulo se·m fim ; somos metros de um ou outro lado só divisa
i1m paiz de ignorantes porque não te- selvas e bosques mais ou menos
den-mos di11heiro para instruir o povo ; sos, semeados de crianças en1 prof11são ,
não temos dinheiro para instruir o povo em torno de casebres de adole. 0ra, .
y orque somos t1m paiz de ignorantes. 1 estas crianças, qt1e são milhões , pode111
E, emqua11to do.cernente embalados nes- 1 permanecer ignoradas · dos Governo s ?··
ta successão monotona de cau sa e ef· ; Não é o se t1 primeiro dev,er ·dar-lhes a
feito, reproduzimo s a anecdol;; do jéca : sattde da a]1na e do c·orf)O, senão por
que não colhiam mandioca pGrq ue pre- J humanidade (ao menos por interesse,
cisava tJlantar... e
G
ad
e
te,
1
11;0
? ire- j porque se rão ama11ha, o maior capital·•mos até ao acabamento nas mãos dos da Patria ?
mais espertos, mais fortes e ambicio- 1
Ha
quasi oitenta annos ;em
1
8
54
,
sos. O o rçamento de t1ma nação . é a ; o Imperador expediu o segt1,inte decre--imagem da cultura do J)OVO. Não está J to : «Os paes, tt1tores , curadores ou
na razão directa das massas mas das , P.rotectores que tiverem em sua co,m
-intelligencias, e reflecte a capacidade panhia meninos maiorts de 7 a11no5, sem
de trabalho e a efficiencia 110 trabalho impedimenio ph ys ico ou moral e não
que só poss uem os cultos. A f:rança lhes de·rem o ensino pelo me11os
do-1em 40 milhões de habitantes e a rique- primeiro grau, incorrerão 11a . 1nulta de·
za do sett solo já esgotada ; O Brasil 20$000 a 100$00!,; confori:ne as circt1n1s
-tem 40 milhões de habitantes e o set1 1 tancias-.. Não preciso accrescentar qud
solo pejado de riquezas. A população ficoú letra morta. ·
é a 1nesma, e o orçamento? Em senti- Talvez const1tta sse a ·nossa moda-·
do inverso, e na mesma ordem de ra- !idade geograpirica e melhor dividísse
-ciocinio poderíamos affirma1· que a as espheras de attribuiçõe~ en tre a ,
verba retirada proporcionalmer1te do Unia:o e os Estados, o seguinte alvitre: ·
orçamento para a cultura do povo í.ria As camaras Mnnicipaes forneceriam o ,
sempre crescendo na medida dessa c ul: eJ1sino prímario, em et1rso de sete an· ·
tura, e alcançando cada vez m(lior nu- no~,.
aos
habitan1t>s, em iidade escol-ar·,mero de incultos, até a sua totalidade da sede ·
~os
res;pectiv-os municípios ;ou quasi , como n,o Japão,
na
Allema- os Estados na~ c.aPi!.a.~s.; e .ª t Jr1i~o. nonha,
nos
E$tados Unidos.
interior e nos mu·tt1c,p1os tJrsuff1c1en-.
. II
.
A
Ség
t111d
1
à
·
daqt1ellas dire-1 tement~ dotados, livre_,,os
Es'ta<il~s e áctr1zes ha de ter como norte os ser- União . erigir o ensino set'~ndavi·oi
e.
.º
tões brasileiros. S~ elles não começam superior onde ·julgarem dev1..".r }ia:c·a:l1.-.:- ·
ali no primeito suburbio, segundo a zal-os. · _
phrase intencionaln1ente exaggerada de
I
Todos .os ~scólhos residem exacfa:·-Afranio Peixoto , tambem não ficam 1 mente no papel da União. Como
pro-muito longe. A civilisação brasileira, 1,piçiar o ensino a uma população escç- ·
• • • . • • 1 \ • • • • • • • . •
E
SC
OI.JA PRI
~
IARIA
- - -- - - --
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. , u i )
,lar esparcissima, seis milhões para nove
j
nada prov.ayel .que se encontrem profes-milhões de kilometros quadrados, em sores hab1l1tados, de curso .n?rmat, em algarismos redondos, ou seja, n~ pr<?· nume~o bastante e com suff1c1ente des, porção de urna ctiar1ça para quas1 dois prend1mento, ~ara s: perderem por.es-kilometros quadrados, exigindo, a .bem ses camJJOs afora, ainda que
relat,va-dizer , um professor dentro _de cada mente;_ do ou_tro lado, nessas cs~o~as
casa? A escola itinerante, ensaiada sern não seria pess1vel outra aula pr.of.1ss10-exito na Atistralia, devendo parar, e"! nal senão a de mod~stos trabalaos de
.cada Jogar sete annos, de itinerante so agul~as, para as men1n~~ e tud~ q.ue se
teria O 110111 e, sendo que quando con- rela.c1one com_ o ens1n~ prof1~s1onal,
-tinuasse O seu caminho deixaria sem agr1cola ou outros, estaria perdido.
e ,, sino a nova geração escolar que se . Quan_to ao segun,do item,. uma
o~--foi forrnando nesse tracto. 1ecção séria e que nenhuma let poderia
Creio que a Untão poderia: . forçar os paes a entre~ar os, seus filhos
r
_
Dissen1inar escolas. pub!1cas e sobretudo. as suas filhas.é\
tutela do•nos pequenos.centros do interior, v1llas, Estad?, ~m 1~ternatos l~n~1nquos.
Em-villetas, aldeias, aldeiolas, estações de bora 1n~1scut1vel, este d1re1to de recusa 'linhas ferreas, etc., que reunissem em não.seria
Pº!
fal_ta de alumnos que os·tor 110 num raio de meia legua , uma Institutos Pr1mar1os se fechassem
tan-popui'ação · e s c o Ia r mi11ima .d e 40 tos e tantos o~ qu_e os vi~iam procurar.
-crianças. Outra obJecçao. porem, esta com
II _ Estabelecer em caàa Estado,
.
ª
força de um quasi véto, esteia-se nano numero convinhavel,. grandes insti- impossibilidade financeira. Em quanto
·tutos de ensino prirnario, construid~s ficaria a média diaria de um alumno in-adrede sob riO'orosa direcção de peda- ternado no Instituto? Quantos poderja
·gogos e hygienistas, e providos ~e. la- a Uniã? apose~tar? Com que receita
boratorios e officinas .; para elles v1r1am custearia a União tão avultada
des-.as crianças don1iciliadas
n?
tnterior do peza? _ .paiz em togares 11ão servidos por es- Tomando ao acaso dois Patronatos
colas.
o
Estado passaria a exercer, com Agrícolas, ma11tidos, como se sabe,respeito a essas crianças, durante s~te pel~ Governo Federal, e o João
Pi-aiinos verdadeira tutela e lhes daria, nhe1ro, ct1steado pelo Estado de Minas
,além
da
manute11ção e indumentaria, a Oeraes, verifiqt1ei que a média diariainstrttcção moral. intellectual , physica e da despeza por alum,10 varia pouco:
prof.issional. Taes insti.tutos seri.am col- um delles, c_~m 300 alumnos·, a ":Jédia
locados de preferenc1a etn cima de , de 2$743; noutro, com 170, foi de
montanl1a e extensas áreas, que permit- ' 2 980 e no terceiro com 100, foi de ·
iissem o ensino agricola, segundo o 2 680.
modelo traçado po·r Arthur Torres; 011 Ao passo que no p.rimeiro, cada
tros consulta·ndo a saúde elas. crianças alttmno nutre-se com cerca de 900 réis
a ribamar. No fim daquelle prazo , o por dia, no segundo nutre-se com 500
·Governo exonerando-se da sua missão réis e no terceiro con1 cerca de 900 réis.
pater,1aJ,' devolveria a cada familia os Emfi.m, a média geral, dos tres, foi de
seus filhos, devidamente ed_ucados e
l
2$800. Acceitamos que nos Institutos ·aptos para ganhar a vida e honrar a Pa- · federaes de Ensino Primaria, a média
iria nos seus officios. se eleve · a · 9$000 diarios; se a União
Conservo-me firme neste pensa- 1 despende em Institutos Federaes de
mento. que reconheço em muitos pon- Ens ,no Primario a média de 9$000
dia-ios controvertivel. Quánto ao primeiro rdia-iost ella ,despenderia annualmente .. . , .
item, eu mesmo formulo a seguinte ob- 1:095$000 com cada alumno, • 100 mil
jecção: Educar hoje e1n d1a não é mais contos de réis com 100 mil alumnos e
.alpha0e:tizar-: ora,
?e
t1m lad·o, não é ~28 mil contos com 300 mil alumnos,'
,
•
1
•
254
A
ESCOLA
PRIMAR
I,
i\
divididos pelos 7 annos de curso pri- 1 culo sobre o orçamento da receita ge
-mario, assim, todos os annos, volta- ral de 1929. A contribuição dos Esta· 1
riam prep~rados para a c~sa paterna e J dos e dos Mt1nicipios seg u1i1do as
ulti-co_m capacidade para affrontar a vida. mas estatisticas , que devo ao obsequio
no primeiro caso, cerca de 15 mil e no desse extraordinario batalhador Teixei- ··
seg_undo cerca de 40 mil alun1nos. Que ra de Freitas, orça na n1·edia, quan·to aos
incalcul~v~~ so~ma d~ ~enefici?s seria
I
Estados (em que ha subsidias de 18 ~1º}para a c1v1!1zaçao bras1le1r.a a dispersão I em 13,2 ~1 °, e quanto aos Municip1os
por todos os recantos d'onde vieram de 1 (em que existem de 16 º1º) em, 6,2 º1º ·
cerca de 40 mil meninos dos dois se- E como reunir esta somma se m
xos , na boa idade de
15
annos, suffi- prejuizo dos ot1tros serviços publicos?cientemente preparados no ponto de Não será por falta de alvitres e
lem-vista
.
moral, in~ell_ectual, physico e até I bretes de cada t1m dos propt1gnadoreseste ponto _prof1ss1onal? E no anno se- do ensino popular, repentistas financ e
i-guinte, mais 40 mil, no outro mais 40 ros, convertidos em outros ta11tos Ken1
-mil e no fim de sete annos 300 mil! ' n1erus, qt1e o Governo deixará an al
-Co1no é absolutamente Cirto que cada phabeto o povo.
alu .mna será na volta, entre os seus e a - De minha parte .reclamei h a
ao seu red.or, uma verdadeira profes- , cerca de un, lustro para a educação o
so ra em m.iniatura, procurando esrlare- 1 producto integral do im posto sobre a
cera int.elligencia de seus paes , irmão I renda, baseado no seguinte sy ll ogismo ..
e _v isinhos mais velhos, deixados ao O imposto da renda não tem tres
d~s.amparo da cultura. Que immens.1 annos de existencia.
fortuna social não representaria essa Ora , sem elle já a receita vinh a
leva quasi continua de almas
aperfei-1
crescendo, até o quadruplo nun1 de -·
çoadas pelo estudo, pela dísciplii1a e cenio.
pe,lo exem,plo, a contagiar por toda Logo, o in1posto da renda n~o é
parte o fermento do bem ás ot1tras que , necessario ..• senão para a cult11ra do
ficaram! Se cada professora possuir, ! povo.
COT!fo lhe cumpre, solidas conhecime11- l Os Jogicos que neguem a maior ot1
tos de hygiene e os sou,ber transmitiu ' a menor do argwmento
á
maneira clas-aos, seµs di scípulos , que immensos pre- 1 sica, ott proclaTI1am que a conclusão não ·
vei,tos para a humanidade!
!
1·esae da s premissas; 1nas, foi esteiadoPerguntarão, porém: Aquella des - ' nesse raciocinio que eu o pedi e o re·
pesa . não será incomparavel para a peço para a edt1cação; elle s ozinh o
U11 ,ião? E éu responderei é ainda me- . pode JJroduzi'r cerca de 200 mil contos,.
nor do que devia, não só relativamente quando attribuido excl11sivamente á
-ao que consegue como tamben, ao que obra do e11sino JJopu lar . e guardad c
. despende. em tl1esouro á parte. '
No qt1e consegue po.i:que, se atte1~- ·
b
-
Majoração do imposto sobre-de ao nu.mero immenso de 300 mil cri- as bebi'das alcoolicas, exi gida r-or tG
-anças , que continuarian1 mergull1adas dos os me~icos e consignada na
cow-1 n.a mai~ - profun.da ignoranc!a tod~ a
I
missão especial da Ca1na ra dcsDepu-v1da, deixa t1m numero muito maior , tados, no celebre parecer de San1ue l•
nesta situação. ' Hochmann, Jorge 'de Morees , Oscar
No que desJJende, porque se 20 º1º] Fontenelle, Oscar Santos e Afranio
representam o
1ni1ii11io,
que dos dinhei-1 P;}ixoto, relator. Esta verba fornecei ia·ros que o povo entrega ao Thesouro em perto de 100 mil contos.
im.postos lhe deve reverter en1 cultura,
e-
Sello da Educação, com multi-. 370 mil contos seriam o total destinado pias applic:1ções e de resultados
incal-á e<:fucação, compreendendo a instrue- culaveis.
ção superior e a hygiene, feito o cal-
cl -
Uma quantidade enorme d&-• • • • 1 • ' • I ,,. 1
A ESCOLA PRIMARIA
255
- - - - -- - --
- -- --
-
- -
- - - - -
-
-
-
- -
- - - - -
-addicionaes suggeridas pelo Congresso VI - A União criaria em cada E
s-' Internacional de Ensino Primario, -e tado uma
.
E
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la
}
lo1
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11
i
al
applicada áque dariam largas folgas á verba orça~ preparação das professoras federaes 'com
mentaria incumbida da cultura. sé de nesse Estado. A ' s; professoras pela
I I I - O ensino ministrado pelo go- ~ua •intelligencia. sua energia , s11a~
vir-verno federal será
_r
;1·at11ito
para · as cri- tudes , sua faculdade de renuncia ede-anças oriundas das~ lasses menos favo-- votamento i estão entregues os destinos
recidas; as abastadas proct1rarão esco- da Patria. Poder-se-ia dizer, como no
las particulares eqLtiparadas, se não pre. Evangelho, que os seus discípulos
sa-fe-rirem a instrucção em fami lia. hem á sua imagem e semelhança.
IV - A
obrigato,·i
e
clad
e
do ensino VII -U,na
v
a,
·
iant
e
e
o
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·0 c
1·it
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1·i
o
primario affecto ao Estado federal e - Para prover ao ensino primarío' a
aos Estados não significa que estes se- maior numero de alumno s aventam a
l-jam .c?mpellldos a fornecei-o além da guns, que o prazo escolar seja red t1zido
sua capacidade orçame11tal -
ad
i11z- a quatro annos, dos 8 aos 12 ou dos 9pos
s
ibilla 12
e
11zo
t
e
1i
e
t1i1·
-
se não que aos 13, e neste caso n1il alumno ssahi-nos limites desse ambito os alpmnos riam ins1ruidos, não no fim de sete mas
em idade escolar são obrigados a re- de quatro em quatro anno s, ab;ind o
cebel-a. vagas mais espaçadas.
. V - Os Estados dirigirão o ensino Em tal conjuntura seriam criadas,
como entendere1n, 11a plenítude de um escolas annexas, de curso con1
J)lemen-direito irrecorrível, segundo as i11spi- tar para os alumnos em nu1nero
res-rações da sua sabedoria pedagogica·, e tricto, que se tivessen1 notabilizado
dentro das suas escolas; á União ficará pela vivacidade, pela aptidão, pelo
es-assegurado o mesmo direito dentro dos forço, no sentido !iteraria ou no
sen-Institutos Primarias e Escolas Ruraes tido profissional. N·este assumpto et1 fiz
q11e tiver creado e mantiver no territorio de ha muito a n1inha evolução e' de to
-de qualquer Estado. Nos estabeleci- le~~~te outr'ora, concedendo até O prazo
mentos federaes, quanto á JJarte moral, m1n1mo de 2 annos, apenas para a
al-intellectual e hygienica, o ensino será pha·betização, preferiv.el de certo á to- ,
1z1zico,
no sentido de ig ual para todos !ai ign?rancia, passei a eJtr'gente, nãoos alumnos sãos, e só desigual, por 1ntrans1gente,
em
relação aos limitescifcumstancias individuaes e regionaes da idade escolar e cheguei a pedir 8
na parte (Jrofiss ional. Nem se compre- annos de est11dos. Nãu nego, porén1,
henderia fosse o Estado o primeiro a qt1e seja um criterio, uma sal1ida un1
salpicar desigualdades entre os s~us remedia para aperturas., certa~ente
tutelados e d iscipulos. transitarias,
OOJOOJOOlOOlOOK>OlOOlOOOK>OK>OlOOlOOlOOl0'""",..._,,..,.0,..._,,..,...,...,.,....,,,....,...,,.... O
8
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..___,,...-.,..J '-""J....,,._,~....,,._,8
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a ereno
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ve1'dade1·1·0
e o
n1ais pode1·oso n1edic1:1mento
elas
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8Ql00l00l00l00l0 O!OOlOOlOOlOOK>O'.")K)OEOOOlOOEOOK>OlOOlOOlOOEOO
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1
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