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Cap 11 12 Cult Mec Apl Def

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Academic year: 2019

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11. CULTIVO MECÂNICO

Cultivo é o conjunto de operações após a instalação e durante o

desenvolvimento da cultura. Podem ser:

 Mecânicos;

 Químicos;

 Chamas.

Os cultivadores mecânicos são usados para uma movimentação

superficial do solo com a finalidade de:

 Escarificar restos culturais;

 Misturar fertilizantes e corretivos com o solo;

 Controle de plantas daninhas;

 Etc.

Os cultivadores mecânicos visam substituir o trabalho braçal na

realização da capina, possibilitando a execução dessas operações com menor

esforço físico do homem e aumentando o rendimento.

(tração animal = 8 pessoas para o cultivo manual)

(tração mecânica = 80 pessoas para cultivo manual)

(2)

11.1. Tipos de Cultivadores Mecânicos Tração animal

Partes principais:

1- Chassi;

2- Roda de apoio;

3- Haste;

4- Enxada;

5- Rabiças.

Tração mecânica Partes principais:

1- Chassi;

2- Barra porta

ferramentas;

3- Haste;

4- Enxada.

11.2. Tipos de Enxadas

As enxadas existentes possuem vários formatos em função da finalidade

para qual são utilizadas. Abaixo são indicadas alguns dos principais tipos de

enxadas existentes:

Escarificadora:

Usadas para romper a camada superficial do solo e controle de plantas

daninhas (cinzel e ponta de lança).

Estirpadora:

Usadas no controle de plantas daninhas (asa de andorinha e bico de

pato).

Sulcadora:

(3)

Removedora:

Usadas para movimentar o solo em direção ao pé da planta (enxada

meia asa).

Enxada asa de andorinha e cizel

Enxada bico de pato

11.3. Tipos de Hastes

As hastes, onde são presas as enxadas nos cultivadores podem ser:

Rígidas Flexíveis

Vantagens: transposição de obstáculos;

Desvantagem: desuniformidade na profundidade de corte.

(4)

12. APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

A aplicação de defensivos tem como objetivo o controle econômico de

insetos, doenças e plantas daninhas. Esse controle é feito por meio da

distribuição uniforme e exata do produto.

12.1. Tipos de Aplicadores de Defensivos 12.1.1. Pulverizadores

São equipamentos que fragmentam o líquido em gotas com diâmetro

maiores que 150 microns (1 µm = 0,001 mm). Esta fragmentação é feita por

meio da ação da pressão hidráulica proveniente de uma bomba hidráulica. Os

pulverizadores podem ser:

Pulverizador costal manual

Recomendados para pequenas áreas e são constituídos por um

pequeno depósito e uma bomba de pistão acionada pelo operador por meio de

uma alavanca. Pode ser usado em uso doméstico para aplicação de inseticidas

em plantas e animais.

Pulverizador costal manual

Pulverizador tratorizado de barra

São usados em grandes áreas e são os tipos mais comuns na

agricultura moderna.

(5)

Constituição básica:

12.1.2. Atomizadores

São considerados atomizadores os aplicadores de defensivos que

promovem uma fragmentação do líquido em gotas com diâmetro entre 50 a 150

microns. Os principais atomizadores são:

Atomizador do tipo canhão

São usados geralmente em culturas anuais, permitindo a aplicação de

defensivo numa faixa de 30 a 40 metros de largura. Seu uso não é indicado em

condições de vento (deriva das gotas), baixa umidade do ar, dentre outros.

(6)

Atomizador do tipo cortina de ar

São alternativas viáveis para a aplicação de defensivos em culturas

perenes. Utilizam dispositivos que fragmentam o líquido em gotas do tipo bicos

pneumáticos, distribuídos ao longo de um conduto em forma de arco, e um

ventilador axial.

Atomizador do tipo cortina de ar

12.2. Bicos Hidráulicos

São dispositivos usados nos pulverizadores para subdivisão do líquido

em gotas.

12.2.1. Partes constituintes

12.2.2. Tipos mais comuns de pontas de pulverização

Bicos jato plano (tipo leque)

As gotas são distribuídas num único plano. Usado em superfícies

planas. Pressão de pulverização de 2 – 4 bar. Usados principalmente na

(7)

Bico jato plano

Cone vazio (oco)

São usados em alvos tridimensionais para inseticidas, fungicidas e

dessecantes. Pressão de 2 – 8 bar.

Cone cheio

São usados em plantas para herbicidas sistêmicos. Pressão de 1 – 3 bar.

Cone cheio Cone vazio

Espuma (ou borbulhante com injeção de ar)

Gotas maiores com bolhas de ar, menor deriva, aplicado diretamente na

planta para herbicidas sistêmicos. Pressão de pulverização 2 – 4 bar.

Bico com aspirador de ar

(8)

Defletor (ou de impacto)

Maior ângulo de abertura do jato, mesmo a pequenas distâncias,

consegue–se uma boa cobertura para herbicidas sistêmicos. Pressão de

trabalho 0,7 – 3 bar.

Bico defletor

12.2.3. Classificação dos bicos Identificação pelas cores

Vazão Pressão Cor

Laranja Verde Amarelo Azul Vermelho Marrom Cinza Branco

L min-1 3 bar 0,20 0,60 0,80 1,20 1,60 2,00 2,50 3,10

Gal min-1 40 psi 0,10 0,15 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,80

Identificação no bico

(1 galão = 3,785 l)

(1 lbf/pol² = 1 psi)

(1 psi = 0,0689 bar)

12.3. Calibração dos Aplicadores de Defensivos 12.3.1. Volume de pulverização (Q)

Quantidade de mistura ou calda (água + produto) expressa geralmente

(9)

Depende:

 Tipo de equipamento;

 Tipo de produto químico;

 Estágio de desenvolvimento da cultura;

 Formulação do produto químico;

 Condições climáticas.

f v q Q

   600

Em que:

Q = volume de pulverização (l/ha)

q = vazão por bico ou do total de bicos (l/min)

v = velocidade de trabalho (km/h)

f = faixa de pulverização por bico ou do total de bicos (m)

Q D Ct  Pr

Em que:

Pr = quantidade de produto químico por tanque (kg ou l)

Ct = capacidade do tanque (l)

D = dosagem do defensivo (kg/ha ou l/ha)

Q = volume de pulverização (l/ha)

12.3.2. Faixa de pulverização (f)

Largura de faixa tratada por bico a cada passada do pulverizador medida

no solo.

Pulverizador costal:

A faixa de pulverização por bico é igual aos espaçamentos entre duas

passadas sucessivas em metros.

Para o caso de culturas anuais, a faixa de pulverização é igual a largura

tratada pelo bico. No caso de culturas perenes, a faixa de pulverização é igual

(10)

Pulverizador de barras:

A faixa de pulverização por bico é igual a distância entre os bicos

montados na barra do pulverizador.

12.4. Métodos práticos para calibração dos aplicadores de defensivos 12.4.1. Pulverizador costal manual

 Marque uma área de 100 m² (quadrado de 10 x 10 m);

 Encha o tanque e pulverize a área;

 O operador deverá manter um ritmo constante de bombeamento e de deslocamento (marcha);

 Complete o tanque e meça o volume gasto em litros. Para medidas precisas o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois de

operação;

 Calcule o volume de pulverização em litros/ha.

) (

) / ( 000 . 10 ) ( ) /

( 2

2

m Área

ha m l

v ha l

Q  

Onde:

v = volume gasto em litros;

Q = volume de pulverização em litros por hectare.

OBS: Caso o volume encontrado não seja o desejado, substitua o bico por um de maior ou menor vazão, ou altere o ritmo de bombeamento e marcha.

12.4.2. Pulverizador de barras

 Marque um percurso de 30 a 50 metros no terreno a ser tratado;

 Escolha a marcha de trabalho, a velocidade deverá ser de 4 a 6 km/h;

(11)

 Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força;

 Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado;

 Anote o tempo que o trator gasta para percorrer o percurso;

 Em terrenos de topografia irregular, repita a operação várias vezes e tire a média;

 Com o trator parado na aceleração utilizada para percorrer o percurso, abra os bicos e regule a pressão de acordo com a recomendada para os

diferentes tipos de bicos;

 Colete o volume do bico no tempo igual ao gasto para percorrer o

percurso;

 Repita essa operação em diversos bicos para obter uma média do volume;

 Calcule o volume aplicado, utilizando a fórmula:

f v q Q

   600

m ou f

Área 30 50

logo, tem-se:

volume coletado ____________ f x 30 ou 50 m

(12)

Correções necessárias

Volume de aplicação abaixo do desejado

Aumente a pressão nos bicos;

Diminua a velocidade de deslocamento;

Troque os bicos por bicos de maior vazão.

Volume de aplicação acima do desejado

Diminua a pressão nos bicos;

Aumente a velocidade de deslocamento;

Troque os bicos por bicos de menor vazão.

12.4.3. Seleção de pontas de pulverização Etapas:

a. Definir o tamanho da gota  Produto;

 Condições climáticas;

 Alvo.

b. Definir a vazão da ponta

600

600 Q V f

q f V q

Q    

  

c. Consultar tabelas e escolher a ponta d. Corrigir a pressão, se necessário

2 2

1 1

P V P

V

Em que:

V1 = vazão desejada (L min-1);

P1 = pressão de trabalho desejada (bar);

V2 = vazão verificada na tabela (L min-1);

(13)

OBS: O aumento da pressão de trabalho não deve fazer com que as gotas extrapolem a classe de tamanho já definida na etapa 1.

12.5. Exercícios resolvidos

a) Deseja-se realizar a pulverização de 0,5 ha de uma cultura de batatas, a

qual está infestada com o fungo Alternaria solani (pinta preta). Para esta

operação será utilizado um pulverizador costal manual com tanque de

capacidade de 15 litros e dosagem de 3,0 l/ha do fungicida sistêmico de

contato Blason 480 SC. Determine o número de reabastecimentos do

tanque bem como a diluição do produto necessária a cada reabastecimento

sabendo que o operador aplica 2,5 litros em uma área de 100 m².

Volume de pulverização

ha l Q m Área ha m l v ha l Q 250 100 000 . 10 5 , 2 ) ( ) / ( 000 . 10 ) ( ) / ( 2 2      

Quantidade de produto por tanque

litros ha l Q ha l ou ha kg D l Ct l ou

kg 0,18

250 3 15 Pr ) / ( ) / / ( ) ( )

Pr(      

Número de reabastecimentos

l X l m   2 2 m 5.000 5 , 2 100

logo, X 125l

100 000 . 5 5 , 2   

então: reabastecimentos

l l

Nr 8,33

15 125

 

b) Deseja-se realizar a pulverização de 10 ha de uma cultura. Para esta

operação será utilizado um pulverizador tratorizado de barra com 20 bicos

de espaçamento 0,5 m entre eles, tanque de capacidade de 500 litros e

dosagem de 1,0 l/ha do inseticida concentrado emulsionável Polytrin 400/40

CE (400 l/ha AV). Determine o número de reabastecimentos do tanque, a

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aplicação, área coberta no teste e vazão por bico na área do teste sabendo

que o conjunto percorre 50 m em 36 segundos.

Quantidade de produto por tanque

litros ha l Q ha l ou ha kg D l Ct l ou

kg 1,25

400 1 500 Pr ) / ( ) / / ( ) ( ) (

Pr      

Largura de aplicação

m LA o espaçament bi de n

LA º cos   200,5010

Área coberta no teste

2 500 50 10 m Área percurso LA

Área     

Número de reabastecimentos

l X l ha   ha 10 400 1

logo, X 4.000l

1 400 10   

então: reabastecimentos

l l Nr 8 500 000 . 4   Velocidade s X s m 1 m 36 50  

logo, X 1,39 m

36 50 1    h km V s m velocidade h km

Velocidade( / ) ( / )  3,6 1,393,65 /

Vazão por bico

min / 67 , 1 600 50 , 0 5 400 50 , 0 5 600 400 ) ( ) / ( 600 min) / ( ) /

( q q l

m f h km V l q ha l

Q     

      

Seleção de pontas de pulverização

Consultando tabelas de pontas encontramos a seguinte situação:

110-04 Malha 50

Pressão (lbf/pol²) Vazão (L/min)

20 1,18

30 1,42

40 1,58

(15)

De acordo com a vazão calculada de cada bico, podemos usar essa

ponta usando a pressão em torno de 40 lbf/pol².

Corrigindo a pressão para vazão calculada:

2 1

2 2

1 1

1 1

2 2

1 1

/ 69 , 44 68

, 6 68

, 6

58 , 1

40 67 , 1 40

58 , 1 67 , 1

pol lbf P

P P

P P

P V P V

  

 

   

Referências

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