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ECA AULA VIII(1)

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(1)

Os Direitos da

Os Direitos da

Criança e do

Criança e do

Adolescente

Adolescente

ATO INFRACIONAL

(2)

Ato Infracional:

Ato Infracional:

Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.

 Toda conduta que a Lei (Penal) tipifica como crime ou

contravenção, se praticada por criança ou adolescente é tecnicamente denominada “ato infracional”.

A terminologia procura enaltecer o caráter extrapenal da

matéria, assim como do atendimento a ser prestado em especial ao adolescente em conflito com a lei.

 Quanto a referencia às condutas descritas como crime ou

contravenção penal, deve-se aqui entender a opção do legislador em trazer para a disciplina do Ato Infracional o Princípio da legalidade.

 No caso do art. 103, embora a prática do ato seja descrita

como criminosa, o fato de não existir a culpa, em razão da imputabilidade penal, a qual somente se inicia aos 18 anos, não será aplicada a pena às crianças e adolescentes

(3)

Ato Infracional

Ato Infracional

Art. 104. São penalmente inimputáveis os

menores de dezoito anos, sujeitos às

medidas previstas nesta Lei

A inimputabilidade penal é fixada aos

dezoito anos pelo art. 228, da Constituição

Federal. Seria considerada “cláusula

pétrea” por expressar um “direito individual

de natureza análoga” àqueles relacionados

no art. 5º, da mesma Carta Magna.?

Assim sendo, para alguns doutrinadores tal

dispositivo é insuscetível de alteração ou

supressão, ainda que por emenda

constitucional, preservando-se o direito de

toda criança ou adolescente acusado da

prática de infração penal não ser alvo de

(4)

Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser

considerada a idade do adolescente à data do fato

Se o ato infracional é praticado enquanto o agente

tiver idade entre 12 (doze) e 17 (dezessete) anos,

será tratado como adolescente mesmo após

completar 18 (dezoito) anos

Art. 105. Ao ato infracional praticado por criança

corresponderão as medidas previstas no art. 101

Deste modo, caso praticado o ato infracional

enquanto o agente tiver idade inferior a 12 (doze)

anos, será tratado como criança mesmo após

completar esta idade (estando assim sujeito a

atendimento pelo Conselho Tutelar e a medidas

unicamente protetivas.

Nesse caso, o “tratamento” começa com a apreensão

pela Polícia, que a conduz ao Conselho Tutelar ou à

Autoridade Judiciária

(5)

Atos Infracional

Atos Infracional

Art. 106. Nenhum adolescente será privado de sua

liberdade senão em flagrante de ato infracional ou

por ordem escrita e fundamentada da autoridade

judiciária competente

Parágrafo único. O adolescente tem direito à

identificação dos responsáveis pela sua apreensão,

devendo ser informado acerca de seus direitos

O adolescente acusado da prática de ato infracional

deve receber um tratamento DIFERENCIADO

daquele destinado a imputáveis, até porque o

procedimento especial destinado à apuração de ato

infracional praticado por adolescente, previsto nos

arts. 171 a 190, do ECA, é orientado por regras e

princípios próprios do Direito da Criança e do

Adolescente e pela Doutrina da Proteção Integral,

visando, acima de tudo, a proteção integral do

adolescente, não se confundindo assim com o

processo penal destinado a apurar crimes

praticados por adultos, que se destina pura e

simplesmente à punição destes, na forma da Lei

Penal.

(6)

Ato Infracional

Ato Infracional

Não é possível, lógica e legalmente, negar ao adolescente acusado da prática de ato infracional qualquer dos direitos e garantias

assegurados tanto pela Lei Processual Penal quanto pela Constituição Federalaos imputáveis acusados da prática de crimes. Resta claro, por

outra via, que o CP e CPP só serão aplicados quando houver lacuna no ECA. Assim, havendo regra expressa no Eca sobre determinado procedimento, este não será revogado caso o CPP sofra alteração.

Dentre os direitos a serem informados ao adolescente está o direito de permanecer calado e o de contar com a presença de seus pais ou responsável em todas as fases do procedimento, inclusive quando da formalização de sua apreensão

É o CPP que servirá de base para definição das situações em que

restará caracterizado o flagrante de ato infracional praticado por

adolescente, que serão exatamente as mesmas em que um imputável seria considerado em flagrante de crime ou contravenção penal.

 As hipóteses de Flagrante estão dispostas no artigo 302, do CPP:

“Considera-se em flagrante delito quem: I – está cometendo a infração penal;

II – acaba de cometê-la;

III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por

qualquer pessoa em situação que faça presumir ser autor da infração; IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou

(7)

Art. 107. A apreensão de qualquer adolescente e o local onde se encontra recolhido serão incontinenti comunicados à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada.

“incontinenti” = enfatizar a necessidade de a comunicação

ser efetuada no exato momento do ingresso do adolescente

na repartição policial, de modo que a autoridade judiciária

possa, desde logo, relaxar a apreensão ilegal e que os pais ou responsável possam comparecer perante a autoridade policial e acompanhar a lavratura do auto de apreensão em flagrante ou boletim de ocorrência circunstanciado

Importante deixar claro que é a autoridade policial (e não o

Conselho Tutelar ou outro órgão) que deve efetuar a aludida comunicação aos pais ou responsável, diligenciando, se

necessário, no sentido de sua localização e comparecimento à repartição policial.

 O acionamento do Conselho Tutelar, no momento da

apreensão do adolescente, por sua vez, somente deverá ocorrer quando não forem localizados seus pais ou

responsável e o acusado não indicar outra pessoa (adulta) para acompanhar a lavratura do auto de apreensão ou

boletim de ocorrência circunstanciado, também não havendo no município um programa específico de atendimento social, que possa ser mobilizado em tais casos.

(8)

Parágrafo único. Examinar-se-á, desde logo e sob pena

de responsabilidade, a possibilidade de liberação

imediata

O adolescente deve ter assegurado, com a mais

absoluta prioridade seu direito à liberdade, que

somente poderá ser cerceado em situações extremas,

após comprovada a “necessidade imperiosa”

A lei recomenda, comparecendo qualquer dos pais ou

responsável, a soltura imediata do adolescente, sob

termo de compromisso e responsabilidade de sua

apresentação ao representante do MP no mesmo dia

ou no primeiro dia útil imediato.

A liberação, no entanto, não deve ocorrer se o ato

infracional for grave e por sua repercussão social

deva o adolescente permanecer internado, seja para

garantir sua segurança pessoal, seja para manter a

ordem pública.

(9)

Art. 108. A internação, antes da sentença, pode, ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias

 Apenas o Juiz da Infância e da Juventude é competente para determinar a internação provisória de adolescente acusado da prática de ato infracional

 Deverá ocorrer quando comprovada nos autos (e devidamente fundamentada) necessidade imperiosa, devendo, em regra, ser o adolescente liberado pela própria autoridade policial,

independentemente de ordem judicial

Importante observar que a única forma de manter apreendido o adolescente após seu flagrante, é decretando sua internação provisória.

O procedimento deve tramitar de forma célere, dando-se a mais

absoluta prioridade na sua instrução e julgamento

Caso extrapolado o prazo máximo e improrrogável de

permanência do adolescente em regime de internação provisória, deverá ser o mesmo colocado em liberdade, providenciando o juízo sua entrega aos pais ou responsável

Resta observar, por fim, que não é admissível o decreto de

internações provisórias sucessivas, em procedimentos diversos, a pretexto de extrapolar o prazo máximo de internação provisória

(10)

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. INTERNAÇÃO

PROVISÓRIA. EXCESSO DE PRAZO. ALEGAÇÕES FINAIS. SÚMULA Nº 52/STJ. INAPLICABILIDADE. EXCEPCIONALIDADEBREVIDADE DA

MEDIDA EXTREMA. ORDEM CONCEDIDA. A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias. A medida sócio-educativa de internação constitui medida privativa de liberdade, sujeita aos princípios de brevidade,

excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em

desenvolvimento. A aplicação da Súmula 52/STJ mostra-se incompatível com os princípios fundamentais do ECA, devendo prevalecer o respeito ao prazo máximo de internação provisória expressamente previsto de 45

(quarenta e cinco) dias. ‘WRIT’ CONCEDIDO para determinar a imediata soltura do Paciente, salvo se estiver internado por outro motivo. (STJ. 6ª T.

HC nº 36981/RJ. Rel. Min. Ministro Paulo Medina. J. em 24/02/2005); e também: HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. ECA. ATO INFRACIONAL

ANÁLOGO À TENTATIVA DE ROUBO. INTERNAÇÃO PROVISÓRIA. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO LEGAL DE 45 DIAS CARACTERIZADA. ART. 108 DO ECA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PARECER DO MPF PELA CONCESSÃO DO ‘WRIT’. ORDEM CONCEDIDA PARA CESSAR A INTERNAÇÃO PROVISÓRIA DO PACIENTE, DETERMINANDO-SE A IMEDIATA SOLTURA DO ADOLESCENTE, SE POR OUTRO MOTIVO NÃO ESTIVER INTERNADO. 1. Em que pese a reprovabilidade do ato infracional praticado, não pode o Juiz se afastar da norma contida no art. 108 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que dispõe expressamente que a medida de internação anterior a sentença não pode extrapolar o prazo de 45 dias. 2. É irrelevante o tipo de crime praticado, o ‘modus operandi’, a personalidade do agente, ou até mesmo de quem é a

responsabilidade pela demora no julgamento; uma vez atingido o prazo máximo permitido para a medida cautelar, nos casos de menores

infratores, deve o mesmo ser imediatamente posto em liberdade. 3.

Parecer do MPF pela concessão da ordem. 4. ‘Habeas Corpus’ concedido para cessar a internação provisória do paciente, determinando-se a

imediata soltura do adolescente, se por outro motivo não estiver internado.

(STJ. 5ª T. HC nº 131770/RS. Rel. Min. Napoleão Nunes MaiaFilho. J. em 26/05/2009).

(11)

Parágrafo único. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida

 Deve ser utilizados como parâmetro as regras e princípios

próprios do Direito da Criança e do Adolescente, sem jamais perder de vista que a medida de internação - ainda que

aplicada em caráter provisório - não pode conter um fim em si mesma, muito menos ser aplicada numa perspectiva

meramente punitiva, sendo invariavelmente orientada pelo

princípio constitucional da excepcionalidade.

 Tais indícios - que também são necessários para o

oferecimento da representação sócio-educativa (inteligência dos arts. 114 c/c 182, §2º, do ECA) - deverão estar presentes nos autos, sendo apontados pela decisão judicial respectiva.

 Se já existem restrições à custódia cautelar de imputáveis (em

razão da presunção constitucional do estado de inocência - cf. art. 5º, inciso LVII, da CF), com muito mais razão se deve evitar a internação provisória de adolescentes, cabendo à autoridade judiciária a cabal demonstração, por intermédio de argumentos e elementos idôneos presentes nos autos, que a contenção do adolescente de fato se mostra imperiosa na espécie, não

(12)

HABEAS CORPUS CRIME. DECISÃO QUE

DECRETA INTERNAÇÃO PROVISÓRIA DE

MENOR INFRATOR, FUNDAMENTAÇÃO

DEFICIENTE. ORDEM CONCEDIDA. 1. Diante do

caráter extremamente excepcional da medida de

internação provisória, somente pode ser decretada

se, uma vez presentes prova da existência do

crime e indícios da autoria, restem evidentes, com

fundamento em base fática idônea, razões que

demonstrem a necessidade imperiosa da medida, a

teor do disposto no art. 108, parágrafo único.

Assim, ilegal a decisão que, não obstante afirmar a

existência de elementos suficientes nos autos a

autorizar a decretação da internação provisória,

não elenca, como deveria, a necessidade

imperiosa da medida. 3. Ordem concedida. (TJPR.

1ª C. Crim. HC nº 177.261-4, de Maringá. Rel. Des.

Bonejos Demchuk. Ac. nº 17892. J. em

(13)

Art. 109. O adolescente civilmente identificado não

será submetido à identificação compulsória pelos

órgãos policiais, de proteção e judiciais, salvo para

efeito de confrontação, havendo dúvida fundada

O adolescente não deve ser submetido ao

constrangimento causado pela identificação

datiloscópica se não houver dúvidas acerca de sua

identidade.

A identificação datiloscópica poderá ser exigida

quando houver a necessidade de confrontação

com outra, quando houver dúvida ou rasura na

identidade apresentada ou existirem fundados

motivos da autoridade competente na identificação

do infrator.

(14)

Art. 110. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal

Nem se cogita da privação de liberdade de crianças acusadas

da prática de ato infracional, que na forma do art. 136, inciso I deverão ser encaminhadas ao Conselho Tutelar (que não irá instaurar procedimento para apuração de ato infracional, mas sim apenas aferir a presença da situação de risco a que alude o art. 98, do ECA), que irá aplicar as medidas de proteção mais adequadas às suas necessidades pedagógicas

(conforme arts. 100, caput e 101, incisos I a VII, do ECA) e, se for o caso, também aplicará aos pais ou responsável as

medidas previstas no art. 129, incisos I a VII

 O procedimento para apuração de ato infracional praticado

por adolescente, embora revestido das mesmas garantias processuais e demandando as mesmas cautelas que o

processo penal instaurado em relação a imputáveis, com este não se confunde, até porque, ao contrário deste, seu objetivo final não é a singela aplicação de uma “pena”, mas sim, em última análise, a proteção integral do jovem, para o que as medidas socioeducativas se constituem apenas no meio que se dispõe para chegar a este resultado (daí porque não é

sequer obrigatória sua aplicação, podendo o procedimento se encerrar com a concessão de uma remissão em sua forma de “perdão puro e simples” ou com a aplicação de medidas de cunho unicamente protetivo, tudo a depender das

(15)

-O devido processo legal está amparado por regra

O devido processo legal está amparado por regra

constitucional:

constitucional: “

“Art. 5º, da CF/88Art. 5º, da CF/88

LIV – ninguém será privado da liberdade o de seus bens sem LIV – ninguém será privado da liberdade o de seus bens sem

o devido processo legal; o devido processo legal;

LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório aos acusados em geral são assegurados o contraditório

e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em

julgado de sentença penal condenatória; julgado de sentença penal condenatória;

LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela

autoridade judiciária...” autoridade judiciária...”

 Portanto, o Estatuto nada mais fez que adaptar para os Portanto, o Estatuto nada mais fez que adaptar para os adolescentes o princípio constitucional o qual se traduz

adolescentes o princípio constitucional o qual se traduz

na garantia da tutela jurisdicional do Estado, através de

na garantia da tutela jurisdicional do Estado, através de

procedimentos definidos pela lei.

(16)

Art. 111. São asseguradas ao

adolescente, entre outras, as seguintes

garantias:

I - pleno e formal conhecimento da

atribuição de ato infracional, mediante

citação ou meio equivalente

II - igualdade na relação processual,

podendo confrontar-se com vítimas e

testemunhas e produzir todas as provas

necessárias à sua defesa

III - defesa técnica por advogado

IV - assistência judiciária gratuita e integral

aos necessitados, na forma da lei

V - direito de ser ouvido pessoalmente pela

autoridade competente

VI - direito de solicitar a presença de seus

pais ou responsável em qualquer fase do

procedimento.

(17)

Partindo do princípio que “a criança e o

adolescente gozam de todos os direitos

fundamentais inerentes à pessoa humana”

(cf. art. 3º, do ECA), da inevitável

incidência da regra básica de

hermenêutica segundo a qual toda e

qualquer disposição estatutária somente

pode ser interpretada e aplicada no sentido

da proteção integral infanto-juvenil

Não é possível, lógica e legalmente, negar

ao adolescente acusado da prática de ato

infracional qualquer dos direitos e

garantias assegurados tanto pela Lei

Processual Penal quanto pela Constituição

Federal aos imputáveis acusados da

prática de crimes, aos quais ainda se

somam aqueles especificamente

(18)

MENORIDADE PENAL

MENORIDADE PENAL

 Importante conceituar imputabilidade e impunibilidade, segundo De Importante conceituar imputabilidade e impunibilidade, segundo De

Plácido e SILVA: Plácido e SILVA:

Imputabilidade. Derivado de imputar, do latim imputare (levar em conta, atribuir, aplicar), exprime a qualidade do que é

imputável.Nestas condições, seja nos domínios do Direito Civil, Comercial ou Penal, a imputabilidade revela a indicação da pessoa ou do agente, a que se deve atribuir ou impor a responsabilidade, ou a autoria de alguma coisa, em virtude de fato verdadeiro que lhe seja atribuído, ou de cujas conseqüências seja responsável.Desse modo, a imputabilidade mostra a pessoa para que se lhe imponha a responsabilidade.E, assim, é condição essencial para a evidência da responsabilidade, pois que não haverá esta quando não se

possa imputar à pessoa o fato de que resultou a obrigação de ressarcir o dano ou responder pela sanção legal.A imputabilidade, portanto, antecede à responsabilidade. Por ela, então, é que se chega à conclusão da responsabilidade, para aplicação da pena ou imposição da ou imposição da obrigação.

Do latim impunitas, de impunis – in e poena (não punido), exprime o vocabulário a falta de castigo ao criminoso ou delinqüente. ...há por qualquer motivo, ausência de punição do criminoso,

negligência da autoridade, falta de aplicação da pena pelo crime ou falta cometida. É, pois, a ausência de punição ou falta de sanção penal, indicada na própria lei, em face de imputação criminosa feita a pessoa. ...a impunidade pode decorrer do fato de não ter sido possível a aplicação da penalidade imputável à pessoa, como pelo indulto ou perdão

(19)

Menoridade Penal

Menoridade Penal

 As circunstâncias que levam a um adolescente a se

tornar infrator são muitas vezes complexas e variadas. Donald Woods WINNICOTT relaciona a negligência e a privação familiar com fatores responsáveis pelo

cometimento de delitos. Pois, a maioria dos jovens possuem família, mas no entanto esta é ausente, não cria um vínculo para assumir realmente seu papel, não há uma figura que represente autoridade, seja por situações de maus-tratos, abondono, privações materiais, alcoolismo ou drogas. Porém, não só a estrutura familiar pode ser apontada como fator determinante no ingresso de um adolescente no cometimento de ato infracional, mas estrutura social

também, as políticas sociais básicas, a saúde, a escola, o lazer, o estado e a sociedade são fatores que

interferem no contexto.

 Para Maria de Lurdes Trassi TEIXEIRA situações de

violência fazem com que um adolescente venha a se torne infrator: Para a autora, quando a criança ou

adolescente, é exposto a situações de extrema violência, elas poderão responder com condutas também violentas, o delito, provando desta forma imensos prejuízos na

formação de sua identidade, nas relações que trava consigo mesmo e com outros

(20)

Podemos enfatizar que além dessas situações,

existem outros problemas que podem ser

averiguados, sendo claro que grande porcentagem

dos adolescentes em conflito com a lei possuem um

histórico de vida semelhante, ou seja, encontram-se

em núcleos familiares disfuncionais, com pais

alcoólatras, desempregados, vitimas das injustiças

sociais.

Valiosas as palavras de Mário Otoboni (“Cristo

sorrindo no Cárcere”, Edições Paulinas,3ªed.,

1983) :

“ É melhor preparar o homem para voltar ao convívio

social do que abandoná-lo à própria sorte, nos

fundos de uma cela, onde, ao final da pena, sua

presença na comunidade passa a representar

seríssimo perigo pelo aumento da periculosidade

que o convívio carcerário propicia”.

O adolescente não nasce infrator, ele se produz

infrator e assim sendo, há possibilidade de

modificação dessa realidade que é construída

historicamente

(21)

A internação em estabelecimento

A internação em estabelecimento

educacional, a inserção em regime de

educacional, a inserção em regime de

semiliberdade, a liberdade assistida e a

semiliberdade, a liberdade assistida e a

prestação de serviços à comunidade,

prestação de serviços à comunidade,

algumas das medidas previstas no

algumas das medidas previstas no

Estatuto da Criança e do adolescente (art.

Estatuto da Criança e do adolescente (art.

112), são iguais ou muito semelhantes

112), são iguais ou muito semelhantes

àquelas previstas no Código Penal para os

àquelas previstas no Código Penal para os

adultos que são: prisão, igual à internação

adultos que são: prisão, igual à internação

do menor; regime semi-aberto, semelhante

do menor; regime semi-aberto, semelhante

à inserção do menor em regime de

à inserção do menor em regime de

semiliberdade; prisão albergue ou

semiliberdade; prisão albergue ou

domiciliar, semelhante a liberdade

domiciliar, semelhante a liberdade

assistida aplicada ao menor; prestação de

assistida aplicada ao menor; prestação de

serviços à comunidade, exatamente igual

serviços à comunidade, exatamente igual

para menores e adultos.

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