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Consultoria júnior: um ensaio de guia de orientação

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Academic year: 2021

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ECONÔMICAS E DE COMUNICAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – BACHARELADO – MODALIDADE PRESENCIAL

CONSULTORIA JÚNIOR: UM ENSAIO DE GUIA DE ORIENTAÇÃO

ALINE RAFAELA SISTI

Orientador: Marcos Paulo Dhein Griebeler Co- Orientador: Gustavo Arno Drews

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ALINE RAFAELA SISTI

CONSULTORIA JÚNIOR: UM ENSAIO DE GUIA DE ORIENTAÇÃO

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao DACEC – Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito parcial para a conclusão do curso de Administração.

Orientador: Marcos Paulo Dhein Griebeler Co- Orientador: Gustavo Arno Drews

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus por ter me dado o dom da vida, e por ter me acompanhado durante todos os meus dias, me proporcionando saúde, vontade de conquistar meus sonhos e por me iluminar dando força para não desistir nos momentos mais complicados.

Agradeço a minha família, meu pai Nelson Sisti, minha mãe Hilda e minha irmã Vivian Sisti por me apoiarem não somente financeiramente para concluir essa graduação, mas também por estarem junto comigo nos momentos que mais precisei sempre me incentivando e dando forças para seguir meus objetivos e me compreendendo, principalmente, nessa fase final da faculdade, quanto meus finais de semana eram praticamente de estudos, tendo que muitas vezes deixar alguns programas de família de lado para poder me dedicar a estudar.

Agradeço a todos meus amigos que fazem parte da minha vida tanto acadêmica quando socialmente nesses quase seis anos, os quais me entenderam nos momentos que tive que negar uma festa, uma janta, mas que estes vinham com palavras motivadoras para continuar estudando, foram muitas as lágrimas deixadas nos ombros desses dias que o cansaço tomava conta e a vontade era desistir, mas com verdadeiros amigos incentivando ao meu lado tudo ficava mais fácil.

Também agradeço ao meu orientador professor Marcos Paulo Dhein Griebeler por sua vontade e sabedoria para tirar as dúvidas existentes e transferir seus conhecimentos, sua disponibilidade de responder os e-mails, sempre muito eficaz. Também agradeço ao professor Gustavo Arno Drews que foi o co-orientador desse projeto, o qual ajudou muito no aprofundamento do tema com seus conhecimentos acadêmicos e profissionais sempre muito prestativo para esclarecer as dúvidas que iam surgindo durante o desenvolvimento deste estudo.

Também agradeço aos professores Pedro Rasia, Sikberto, Lurdes e aos consultores Claudinei Malheiros, Janaina Antonello Kromberg, Marcelo Blume e Santagelo, que dispuseram de seus tempos a fim de participar das entrevistas transferindo seus conhecimentos a favorecer este estudo.

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E por fim, agradeço a mim Aline Sisti por ter tido forças e não desistir do sonho da graduação de administração. Foram vários os dias que o desânimo tomava conta, desde os 18 anos quando fui morar sozinha em Ijuí tive o desafio de trabalhar o dia todo e estudar a noite isso se tornava muito cansativo e muitas vezes desanimador. Mas agora todo esforço obtido será gratificado e no dia 08/03/14 será a festa recompensada, a tão sonhada formatura.

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Ninguém conhece as suas próprias capacidades enquanto não as colocar à prova. Públio Siro

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CONSULTORIA JÚNIOR: UM ENSAIO DE GUIA DE ORIENTAÇÃO

Aline Rafaela Sisti2

; Marcos Paulo Dhein Griebler3

; Gustavo Arno Drews4 1

Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Administração

2

Aluna do Curso de Graduação em Administração da UNIJUÍ, alinerasisti@hotmail.com

3

Orientador, Doutor, marcos.dhein@unijui.edu.br

4

Co- Orientador Mestre, gadrews@unijui.edu.br

Resumo: O presente estudo tem como objetivos conhecer o conjunto de habilidades

conhecimentos, habilidades e atitudes para se tornar um consultor organizacional, e identificar os processos necessários para um programa de consultoria elaborando um ensaio de guia prático sobre este ramo. Contendo um quadro de competências e os processos que um consultor júnior deve possuir, a fim de servir de apoio a estudantes da Administração da Unijuí consultores júniors, Empresa Júnior e também para consultores atuantes no ramo. Primeiramente é apresentada uma abordagem teórica com a finalidade de uma melhor compreensão sobre consultoria organizacional. Após, foi realizada uma investigação de modo qualitativo, através de entrevistas com três professores e quatro consultores sobre o entendimento de consultoria organizacional e práticas vivenciadas no dia-a-dia. Em seguida se deu uma análise teórica e prática, obtendo assim um grande entendimento sobre o assunto em estudo, e finalizando com um ensaio de guia sobre consultoria organizacional com as principais etapas que uma consultoria deve possuir. Conforme proposições que a autora acredita serem essenciais a se conter no guia final sobre consultoria organizacional. Os resultados alcançados foram muito satisfatórios além de oportunizar à acadêmica ampliação de seu conhecimento sobre consultoria e, dessa forma, poderá ser um estudo a ser aprofundado pela acadêmica ou também por futuros alunos de administração que desejam atuar como consultores júniors.

Palavras-chave: consultoria organizacional; consultor; competências; guia prático.

Introdução: A realização deste trabalho surgiu da necessidade da abordagem do tema

consultoria organizacional dentro do curso de Administração. Tendo em vista que este é um assunto de grande destaque no mercado organizacional, uma vez que muitas empresas buscam os serviços de consultoria para auxiliá-los nas tomadas de decisões estratégicas. Assim, a consultoria é uma boa carreira que o administrador poderá atuar. Para Lins (1999, p. 29), consultoria empresarial: ―é vista como um dos meios que os empresários podem utilizar para obterem a melhoria dos processos, a diminuição dos custos e as alternativas de otimização dos recursos materiais e humanos.‖. Um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes tornam um consultor um bom profissional. Deste modo, os principais objetivos do estudo foram conhecer o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes para se tornar um consultor, identificação dos processos necessários para um programa de consultoria e a estruturação de um guia prático, contendo as competências e processos que um consultor júnior deve possuir a fim de servir de apoio aos estudantes de administração da Unijuí.

Metodologia: A pesquisa se deu de forma exploratória de modo a obter uma melhor

compreensão sobre o tema em estudo, para tanto foi realizada pesquisa em livros, artigos e sites e também nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Administração (DCN) sobre as oito competências exigidas aos administradores. E também de forma a obter os dados necessários, para resposta aos objetivos realizou-se uma pesquisa de campo de modo qualitativo no qual foi elaborado um roteiro de entrevistas com treze questões descritivas sobre o assunto consultoria organizacional para professores que possuem entendimento sobre

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consultoria organizacional e para consultores, aos quais trabalham no ramo todos com graduação. As entrevistas foram aplicadas para sete pessoas cuja identidade foram preservadas, identificando-as como professor 1, professor 2, professor 3, consultor 1. Consultor 2, consultor 3 e consultor 4.

Resultados e discussão: Atualmente os ambientes organizacionais mudam constantemente e

com isso as organizações devem estar atentas a essas mudanças. O serviço de consultoria organizacional busca auxiliar os gestores, sendo como uma agente de mudanças que busca trazer soluções aos gargalos existentes dentro da empresa, trazendo uma visão empreendedora aos negócios a fim de solucionar os problemas existente ou simplesmente melhorar suas formas de trabalho. De acordo com Oliveira (2004), o consultor ―assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e profissionais de determinada empresa nas tomadas de decisões, não tendo, entretanto, o controle direto da situação‖. Ou seja, o consultor auxilia o cliente, mas a incrementação do plano de consultoria depende exclusivamente da empresa. Para exercer a atividade de consultor organizacional é necessário possuir um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA). Leme (2005) descreve um dos conceitos de competência, como sendo, conhecimentos, habilidades e atitudes, o ―CHA‖, que são os diferenciais de cada pessoa e têm impacto em seu desempenho e consequentemente nos resultados de seu trabalho. Conhecimento é o que se aprende nas escolas, nas universidades, nos livros, no trabalho e na escola da vida. A Habilidade é o saber fazer, é tudo que se utiliza nos conhecimentos no dia-a-dia. E a Atitude é o querer fazer, é que o leva a trabalhar os comportamentos. Outra competência essencial a ser desenvolvida pelo consultor é saber transformar o impossível no possível, além também de buscar conquistar a confiança nos serviços prestados ao cliente, a fim que não ocorra o truncamento de informações para o parecer final da consultoria.

Cabe ao consultor a capacidade de levantar dados fundamentais com o intuito de encontrar os gargalos existentes, tendo como objetivo melhorar os processos de tomada de decisões, melhorando assim o desempenho da empresa. O autor Buchele (1980) apresenta que: ―o administrador que analisar sistematicamente a força e a fraqueza de sua empresa e que procure antecipar os problemas futuros nas empresas sabe que necessita usar vários métodos de avaliação‖. Ou seja, possuir uma visão ampla do negócio do cliente a fim de determinar uma mudança nas formas de gestão. Ainda o artigo 40 das Diretrizes Nacionais do Curso de Administração indicam oito competências importantes aos administradores sendo que estas são essenciais para os alunos que pretendem atuar como consultores júniors, sendo como principais competências que devem ser exercidas pelos consultores organizacionais, a saber: a capacidade de saber ouvir, saber transferir conhecimentos, saber aprender, possuir uma visão inovadora, assumir responsabilidades, mostrar confiança, saber identificar problemas, saber solucionar problemas.

O propósito principal do estudo foi a elaboração de um ensaio de guia de orientação para a consultoria júnior com proposições que a autora apresenta como principais características da consultoria organizacional contendo conceitos, competências exigidas e principais etapas dos serviços da consultoria. Que tem como objetivos ajudar estudantes de administração que desejam começar sua carreira como consultores júniors, de maneira que estes e comecem a trabalhar neste ramo da maneira mais correta possível aproveitando as oportunidades que a Universidade disponibiliza.

Conclusões: Por fim, o estudo encerra-se com grande satisfação pessoal, pois foram feitos

vários estudos e entrevistas a fim de enriquecer os conhecimentos sobre o assunto consultoria organizacional. E por fim foi elaborada a proposta de um ensaio de guia prático sobre consultoria organizacional para consultores júniors, o qual visa auxiliar estudantes de

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Administração que desejam atuar como consultores júniors, Empresa Júnior e também melhorar as formas de trabalho dos consultores atuantes no ramo. Apresenta aos estudantes sugestões de como iniciar seus trabalhos como consultores júniors, segundo proposições da autora. E como um planejamento futuro, pretende-se dar continuidade a este estudo, elaborando, assim, o guia final, que contém todas as informações e bases teóricas e práticas sobre consultoria júnior.

Referências Bibliográficas:

BUCHELE. Robert B. Diagnóstico de empresa em crescimento. São Paulo, Atlas, 1980. LEME, Rogério. Aplicação prática de gestão de pessoas por competências: mapeamento,

treinamento, seleção, avaliação e mensuração de resultados de treinamento. Rio de

Janeiro: Qualitymark, 2005.

LINS, Nadja Vanessa Miranda. Consultoria: um novo enfoque em aplicação de jogos de

empresas – Florianópolis: 1999. 94 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) –

Universidade Federal de Santa Catarina.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Manual de consultoria empresarial: conceitos, metodologia, práticas- 5.ed.- São Paulo, 2004.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 12

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 14

1.1 Apresentação do Tema e Questão de estudo ... 14

1.2 Objetivos de Estudo ... 16

1.3 Justificativa ... 17

2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 18

2.1 As organizações e a Administração ... 18

2.2 Surgimento e definições da introdução de consultoria ... 23

2.3 Tipos de Consultoria... 25

2.4 Definições sobre Consultor ... 28

2.5 Empresa -Júnior: Iniciação para futuros consultores... 32

3 METODOLOGIA ... 34

3.1 Classificação da pesquisa ... 34

3.2 Sujeitos da Pesquisa e Universo Amostral ... 34

3.3 Coleta de dados ... 35

3.4 Análise e interpretação dos dados ... 36

3.5 Sistematização do estudo ... 38

4 CONSULTORIA JÚNIOR: APRESENTAÇÃO DE DADOS E PROPOSIÇÕES ... 38

4.1 Análise conceitual e competências exigidas pela consultoria organizacional ... 39

4.2 Processos necessários para um programa de consultoria ... 44

4.3 Guia de consultoria júnior: uma proposta de estrutura ... 58

CONCLUSÃO ... 69

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 71

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 Habilidades necessárias para um administrador. ... 20

Quadro 2 Principais partes da consultoria empresarial. ... 23

Quadro 3 Vantagens e Desvantagens de uma consultoria de pacote. ... 24

Quadro 4 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria artesanal. .... 26

Quadro 5 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria especializada. ... 27

Quadro 6 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria total. ... 28

Quadro 7 Vantagens e Desvantagens de um consultor externo. ... 29

Quadro 8 Vantagens e Desvantagens de um consultor interno. ... 29

Quadro 9 Relação objetivos específicos X metodologia utilizada ... 36

Quadro 10 Período, forma e duração da aplicação da entrevista. ... 36

Quadro 11 Definição sobre consultoria organizacional ... 39

Quadro 12 Principais oportunidades em que se apresenta ao profissional que atuará em consultoria empresarial ... 41

Quadro 13 Competências necessárias aos consultores organizacionais ... 42

Quadro 14 Competências necessárias importantes para exercer a atividade de consultor ... 43

Quadro 15 As áreas funcionais da administração mais demandadas nos serviços de consultoria, e diferenças em executar consultorias numa ou nas outras áreas. ... 43

Quadro 16 Planejamento da realização de uma consultoria na empresa ... 45

Quadro 17 Planejamento estratégico da consultoria dentro da empresa ... 50

Quadro 18 Recursos necessários para por em prática um plano de consultoria. ... 51

Quadro 19 Contratações necessárias entre o contratante e o consultor ... 53

Quadro 20 Informação essencial a se coletar na organização para emissão de um parecer de consultoria ... 53

Quadro 21 Maneira de um líder de equipes de consultores conduzirem sua equipe ... 54

Quadro 22 Conflitos que podem surgir durante a execução do plano de consultoria ... 55

Quadro 23 Retornos mais usuais que o consultor fornece ao contratante ... 56

Quadro 24 Controles necessários na relação entre contratante e consultor ... 57

Quadro 25 Orientações dadas a um estudante de administração que quer iniciar como consultor Júnior ... 58

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Etapas da Intervenção do consultor... 30

Figura 2 Etapas do programa de consultoria organizacional ... 45

Figura 3 A empresa e seu ambiente geral e ambiente de tarefa. ... 50

Figura 4 Etapas do plano de consultoria ... 49

Figura 5 Principais etapas para realização do contrato de consultoria organizacional dentro da empresa ... 52

Figura 6 Características necessárias para atuar como consultor organizacional ... 64

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INTRODUÇÃO

As maiores empresas em sua maioria surgiram da criatividade e de muito trabalho de pessoas que não tinham capital algum. Surgiram de jovens corajosos que foram em busca de seus destinos e de inventores geniais que descobriram novas formas de criar coisas úteis para a humanidade. Ou seja, desde os primórdios da humanidade, o homem associou-se a outros para conseguir, por meio de esforço conjunto, atingir determinados objetivos.

Destacar-se no mercado nunca foi tarefa das mais fáceis, ainda mais quando se está começando a dar os primeiros passos, ou quando a empresa, mesmo depois de um tempo de atuação, ainda não encontrou o seu caminho, sofrendo com a falta de planejamento.

Diante desse cenário, infelizmente, muitas das pequenas empresas não conseguem se posicionar ou se adequar, julgando necessitarem de grandes ações ou investimentos para se firmarem. Na busca por uma solução perfeita, ideal, acabam desistindo e entrando para o índice de mortalidade empresarial. Neste sentido, ter um olhar empreendedor é fundamental. Identificar certas carências no mercado e trabalhar para atendê-las a partir de ideias e ações criativas pode ser o primeiro passo para firmar no futuro um diferencial lucrativo.

Atualmente, os serviços de consultoria são muito procurados pelas empresas, pois eles servem como um apoio aos gestores ou proprietários de empresas, para auxiliá-los nas tomadas de decisões estratégicas, o que pode gerar grande impacto sobre os resultados atuais e futuros da organização. É uma vantagem competitiva, muitas vezes constituindo um grande fator de sucesso. O foco da consultoria é definir a melhor alternativa de ação num ambiente de negócios repleto de incertezas, riscos, competição e possibilidades desconhecidas, que representam para os gestores da empresa um problema complexo e de grande importância.

Segundo Oliveira (2004, p. 21), a consultoria empresarial é um processo interativo de um agente de mudanças externo à empresa, o qual assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e profissionais de referida empresa nas tomadas de decisões, não tendo, entretanto, o controle direto da situação.

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Para Lins (1999, p. 29), consultoria empresarial: ―é vista como um dos meios que os empresários podem utilizar para obterem a melhoria dos processos, a diminuição dos custos e as alternativas de otimização dos recursos materiais e humanos.‖.

Um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes tornam um consultor um bom profissional. Possuir a habilidade de negociar, a capacidade de ouvir mais do que falar, capacidade de identificar onde se alojam os problemas da empresa, conduta ética, percepção para identificar problemas, verificar causas e propor alternativas de solução, são elementos importantes para a atividade profissional.

Atualmente na UNIJUÍ está constituída a empresa Júnior que basicamente conta com alunos do curso de Administração. Nela estudantes podem aplicar conhecimentos teóricos com as práticas nas empresas. Porém esta ainda não é bem conhecida por todos os estudantes e pela sociedade local. O aluno precisa se capacitar enquanto estudante e para isso pode buscar sua formação complementar na área de consultoria Júnior, sendo assim necessário ter um adequado material de apoio a sua capacitação.

Com isso, o objetivo principal do trabalho de conclusão do curso é de compor um ensaio de guia prático de consultoria Júnior, ou seja, foi definido um conjunto de atributos que os consultores devem possuir, segundo proposições da autora, elaborando assim uma maneira em que os estudantes de Administração possam alinhar a teoria com a prática, os conhecimentos vistos em sala de aula aplicados nas organizações através da empresa Júnior.

Sua composição se deu em cinco partes distintas, sendo que a primeira contextualiza o estudo, com a formulação do tema, bem como a questão de estudo, apresenta também os objetivos alcançados bem como a justificativa da realização deste. Segue o referencial teórico utilizado, onde a base conceitual foi buscada para sustentar a análise, tratando assuntos sobre administração, organização, consultoria organizacional, e definição sobre a Empresa- Júnior. Após é apresentada a metodologia a utilizada, com a abordagem da classificação do estudo, dos sujeitos e do universo amostral, e também trazendo a forma pela qual foi realizada a coleta de dados e da análise e como foi realizada a sistematização dos mesmos. Em seguida, é apresentada a análise dos dados e proposições coletados trazendo a análise conceitual e competências exigidas pela consultoria organizacional, os processos para um programa de consultoria. E por fim um ensaio de guia prático de consultoria júnior a fim de servir de apoio para futuros consultores júniors e para estudos posteriores, segundo as proposições da autora.

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1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Neste item do referido trabalho apresenta-se uma breve caracterização do estudo, apresentando o tema e a questão de estudo, os objetivos e a justificativa de como foi realizado o mesmo.

1.1 Apresentação do Tema e Questão de estudo

A escolha do tema foi uma das condições indispensáveis para começar a pesquisa deste estudo. A ideia desse estudo se deu da necessidade de inserir novos consultores no mercado, para tanto a universidade disponibiliza os ensinamentos teóricos, porém aplicados na prática facilitam em uma melhor formação do administrador.

As mudanças contínuas exigem que cada vez mais as organizações aprimorem suas estratégias, se readequando ao mercado com o intuito de atender as necessidades dos clientes, bem como ajustarem-se as novas oportunidades de negócios. E para a administração isso não é diferente, os novos administradores precisam estar atentos às novas exigências do mercado e possuir o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que são necessárias desenvolver para seu desempenho profissional. Drucker (1981) coloca que o administrador é o elemento dinâmico e vital e toda e qualquer empresa. Estabelecimento de objetivos, organização, motivação e comunicação, avaliação, desenvolvimento de pessoas, essas conjuntos formais que somente a experiência de um administrador torná-las-ão vivas, concretas e significativas.

Com isso, o administrador é a chave principal de qualquer empresa. Porém muitas vezes esses administradores precisam de um apoio para melhor desenvolver suas atividades, os quais optam pelos serviços de consultoria. Um consultor visa aconselhar e ouvir os problemas da empresa, bem como ajudar os dirigentes a melhorar suas estratégias de trabalho.

Percebe-se que o serviço de consultoria serve de apoio aos gestores ou proprietários de empresas, para auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas, com grande impacto sobre os resultados atuais e futuros da organização. É uma vantagem competitiva, muitas vezes constituindo um grande fator de sucesso.

Consultoria é um dos segmentos de prestação de serviços que têm crescido no mundo. A consultoria organizacional, como negócio tem apresentado forte desenvolvimento, o qual é

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sustentado pelo crescimento do parque empresarial do país e pelo novo estilo de administração das empresas.

As principais causas do aumento de demanda da consultoria empresarial são a busca de novos conhecimentos e de inovações para enfrentar a globalização da economia, a necessidade de consolidar vantagens competitivas, o incremento dos processos de terceirização, bem como a necessidade de questionamento progressivo da realidade da empresa cliente, visando a um processo de melhoria contínua e sustentada.

Um consultor, segundo Oliveira (2004) é ―o agente de mudanças externo à empresa- cliente que assume a responsabilidade de auxiliar seus executivos e profissionais no processo decisório, não tendo, entretanto, o controle direto da situação‖.

As principais características básicas de um consultor são as comportamentais que consideram sua forma de se posicionar perante as situações que o mesmo provoca ou que são colocadas a sua frente. A característica de habilidade é o que o consultor apresenta para aperfeiçoar os resultados inerentes às situações apresentadas e as do conhecimento que considera o nível de preparo que o consultor tem para aperfeiçoar o resultado inerente à situação apresentada.

A partir dessas características, esse estudo visou compor um ensaio de guia prático de consultoria júnior com vista a servir de apoio a estudantes e também para consultores júniors, Empresa Júnior e para consultores. Define os conhecimentos, habilidades e atitudes que um administrador deve possuir para se tornar um consultor segundo proposições da autora. São atributos desafiadores a serem desenvolvidos pelo administrador. Na UNIJUÍ existe uma Empresa Júnior que é uma empresa que presta serviços de consultoria, sem fins lucrativos, gerida atualmente por alunos do Curso de Administração. Ela por sua parte pode facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado proporcionando ao acadêmico a aplicação prática de seus conhecimentos teóricos relativos à sua área de formação específica.

A proximidade com a universidade permite que o aluno exercite o conhecimento prático, que não é plenamente suprido somente através de teorias vistas em aula. Isso acontece através do grande contato com experiências em gestão que a empresa propicia além da capacitação em projetos de consultoria para as diversas áreas e para os mais diferentes ramos em que atuam as empresas e os empreendedores atendidos pela empresa.

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Atualmente, pequenas empresas podem resolver problemas de gestão e melhorar sua forma de trabalho sem gastar muito. Para tanto, basta procurar os serviços de consultoria oferecidos pelas empresas júniores ligadas às universidades. Para o pequeno empresário, entende-se que uma das grandes vantagens é o preço.

Com isso, o tema proposto e desenvolvido neste estudo é elaborado de um ensaio de guia com as características necessárias que um administrador deve possuir para se tornar um consultor e uma maneira de ocorrer uma interação com a empresa Júnior para formação de consultores júniors a serem lançados no mercado. Segundo as sugestões da autora este ensaio futuramente deverá se tornar um manual, a fim de ajudar ainda mais na formação de consultores júniors.

Esse tema que se problematiza a partir da necessidade que se tem hoje em abordar o tema consultoria júnior. Não se encontra muitos livro e autoress que abordam o assunto, bem como o curso de administração não possui disciplina com este tema. Contudo a área de consultoria tem gerando grande crescimento no mercado. Percebe-se que atualmente existem dificuldades em formar, aprimorar e desenvolver novos consultores, com isso se torna necessário conhecer alguns atributos que o administrador deve possuir, ou seja: Quais são os

elementos que devem compor um guia prático de consultoria Júnior com vista a este servir de apoio aos estudantes de Administração da Unijuí, a fim de, com ele constituírem competências de consultores nas organizações?

1.2 Objetivos de Estudo

O objetivo geral proposto neste estudo é constituir um ensaio de guia prático de

consultoria Júnior com vistas a este servir de apoio aos estudantes de administração da UNIJUI a fim de com ele seja estruturado um conjunto de competências necessárias para que eles possam se tornar um consultor júnior.

Para este objetivo foram considerados os seguintes objetivos específicos:

a) Conhecer o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes para se tornar um consultor;

b) Identificar os processos necessários para um programa de consultoria;

c) Estruturar um ensaio de guia prático, contendo o quadro de competência e os processos que um consultor deve possuir, apresentando um ensaio de guia prático de

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consultoria júnior o, para servir de apoio aos estudantes de administração da Unijuí e a novos estudos;

1.3 Justificativa

Atualmente os serviços de consultoria são muito procurados pelas empresas, pois se necessita de um auxílio para entender determinado assunto que não se domina. Com isso surgiu a ideia de elaborar um estudo sobre essa área. Se possui uma Empresa Júnior na universidade que trabalha com serviços de consultoria, porém esta ainda não é bem conhecida por todos os estudantes e perante a sociedade local. Com base nisso, surgiu o desafio da elaboração de um conjunto de atributos que os estudantes devem possuir para atuar como consultores júniors nas organizações da Região Noroeste do RS.

Além de ser um estudo de grande importância, ele privilegiou a acadêmica em vários atributos, podendo relacionar a teoria com a prática. Tratou-se de um grande desafio, pois não existem grandes estudos na área de consultoria organizacional, existem pouquíssimos livros e autores que tratam sobre consultoria, sendo que esse assunto é muito relevante para futuros administradores. E também um estudo que pode ajudar novos administradores que pretendem atuar no ramo de consultoria organizacional. Este estudo traz uma visão mais empreendedora com criação de novas ideias, visão de negócio ampla, capacidade de antecipação frente a novas demandas, entusiasmo, dedicação, dentre outras características necessárias para atuar como um consultor.

Atualmente, a Administração é o curso superior mais procurado do Brasil, conforme revelam dados do MEC de 2009. Com isso, surgiu o desafio de a autora não ser mais uma administradora no mercado, mas sim procurar fazer a diferença, acredita-se que este estudo proporciona e ajuda muito a esclarecer algumas dúvidas sobre consultoria, bem como pode ainda beneficiar no futuro profissionalmente a acadêmica, sendo que esta sentiu grande interesse de atuar como consultora após sua formação acadêmica.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

Este capítulo traz a sustentação teórica do estudo, através do resgate de conceitos e teorias pesquisadas que conduziram a proposta do presente trabalho.

Ultimamente a consultoria empresarial tem se mostrado um dos segmentos de prestação de serviços muito procurado por novos empreendedores sem experiência ou por empresários que pretendem melhorar suas formas de trabalho. A procura por consultoria empresarial ocorre devido à busca de novos conhecimentos e inovação para manter-se atualizado frente à globalização. Com isso foi buscado trazer conceitos das vantagens da contratação de serviços de consultoria e as características necessárias para um administrador se tornar um consultor.

2.1 As organizações e a Administração

A sociedade humana é formada por organizações de todos os tipos e tamanhos. A vida em sociedade é facilitada pelas atividades desenvolvidas por essas organizações nos mais diversos setores de atuação. A prestação de Serviços como: saúde, água, energia, segurança pública, alimentação, lazer, educação, atendem as necessidades humanas através das organizações.

Os conceitos relativos à organização fazem alusão ao termo sistema. Sistema este formado por pessoas, recursos financeiros, recursos materiais atuando de forma conjunta para o alcance de objetivos. De acordo com Chiavenato (1999, p. 8), ―uma organização é uma entidade social composta de pessoas que trabalham juntas e deliberadamente estruturada em uma divisão de trabalho para atingir um objetivo comum‖.

As organizações buscam atender as necessidades da sociedade dadas a complexidade que circunda a vida das pessoas. As organizações alcançam seus objetivos, com a participação de seus colaboradores. Em diversos setores da atividade humana, permitem a realização de objetivos dificilmente alcançáveis, caso fossem desempenhados por indivíduos de forma isolada. Ainda busca manter o conhecimento através das universidades, dos museus e corporações. Todo o conhecimento adquirido pela humanidade é preservado e transmitido para as presentes e futuras gerações. Ainda as organizações oferecem carreiras, além de

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atingirem objetivos organizacionais, promovem o alcance de objetivos individuais e, de acordo com o desempenho, de seus administradores, facilitam seu crescimento profissional.

Para uma organização ser bem sucedida no alcance de seus objetivos é necessária a atuação de administradores capazes de satisfazerem as demandas internas e externas no que diz respeito ao tipo e porte da instituição por eles administrada. Nesse sentido, para Maximiano (2012), ―os gestores das organizações desempenham papéis, funções e tarefas planejadas e estruturadas para obter resultados operacionais que garantam a sobrevivência das organizações em harmonia com o ambiente externo e com as condições internas‖.

Com isso, o administrador precisa ser um agente de mudanças dentro das organizações. É ele que faz acontecer a mudança de mentalidade, de cultura, de processos, de atividade, de produtos/serviços etc.. Seus principais produtos devem ser a inovação. É ele que torna as organizações mais eficazes e competitivas e as orienta rumo ao sucesso em um complicado mundo de negócios cheios de mudanças e competição. Mas, para que seja paladino da mudança e da inovação capazes de garantir e manter a competitividade organizacional, o administrador precisa desenvolver certas características pessoais que tornem um verdadeiro líder na organização.

De acordo com Chiavenato (2000):

a administração tem a tarefa de interpretar os objetivos propostos pela empresa e transformá-los em ação empresarial por meio de planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da empresa, a fim d atingir tais objetivos. Assim a administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz (CHIAVENATO, 2000, p. 3).

Na opinião de Maximiano (2012), administração é o processo de tomar decisões que faz as organizações serem capazes de utilizar corretamente seus recursos.

Já Fayol (1994) destaca que:

administrar é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Prever é perscrutar o futuro e traçar programa de ação. Organizar é constituir o duplo organismo, material e social, da empresa. Comandar é dirigir o pessoal. Coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e todos os esforços. Controlar é velar para que tudo corra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas (FAYOL, 1994).

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Através disso, percebe-se que a administração é a área de tomadas de decisões sobre os recursos disponíveis de forma com que as pessoas trabalhem de forma a atingirem os objetivos e as metas da organização.

O sucesso de um administrador na vida profissional não está inteiramente relacionado àquilo que lhe foi ensinado, ao seu meio acadêmico ou ao seu interesse pessoal em praticar o que aprendeu nas escolas. Esses aspectos são importantes, porém estão condicionados a características de personalidade, ao modo pessoal de agir de cada um. O conhecimento tecnológico da Administração é importantíssimo, básico e indispensável, mas depende, sobretudo, da personalidade e do modo de agir do administrador, ou seja, de suas habilidades.

Há pelo menos três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa executar eficazmente o processo administrativo: a habilidade técnica, a humana e a conceitual, conforme são mostradas no quadro 1.

Quadro 1 Habilidades necessárias para um administrador. HABILIDADES CARACTERÍSTICAS

Habilidade técnica

Consistem em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para a realização de suas tarefas específicas, através de sua instrução, experiência e educação.

Habilidade humana

Consiste na capacidade e no discernimento para trabalhar com pessoas, compreender suas atitudes e motivações e aplicar uma liderança eficaz. Habilidade

conceitual

Consiste na habilidade para compreender as complexidades da organização global e o ajustamento do comportamento da pessoa dentro da organização. Esta habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu grupo imediato. A adequada combinação dessas habilidades varia à medida que um indivíduo sobe na escala hierárquica, de posições de supervisão a posições de alta direção. FONTE: Chiavenato (2000, p. 02).

Constantemente surgem pesquisas buscando identificar quais são as exigências no mercado quanto às competências do administrador. Constata-se que atualmente não basta um diploma, isto não é mais garantia de emprego, atualmente as empresas buscam colaboradores proativos, que visem o sucesso da empresa.

O artigo 4º das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Administração (DCN) sugere que sejam incentivadas as seguintes competências:

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Art. 4º O Curso de Graduação em Administração deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;

II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais;

III refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento;

IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais;

V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional;

VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável;

VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e

VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais. (MEC- Diretrizes Curriculares do Curso de Administração, 2005). Atualmente, existem no mercado muitos administradores que escolheram seguir na área de consultoria que é um ramo muito procurado pelas empresas. Todavia surgiu um cenário turbulento na realidade das organizações na qual estas devem lidar com novas formas de trabalhos. Ou seja, a relação entre mercado, estruturas, processos, formas de organização do trabalho e pessoas, demandarão, em nível de tarefa, uma função de suporte também mais ágil e qualificada, o que leva a concluir que exigirá maior e melhor qualificação profissional não somente das atividades fins como também um bom suporte nas atividades de apoio aos resultados.

Com isso a consultoria nas organizações visa fornecer informações de maneira a auxiliar os gestores na tomada de decisões oferecendo e recomendando soluções para os problemas na empresa. Nas próximas seções é abordado o estudo sobre consultoria.

(22)

2.2 Surgimento e definições da introdução de consultoria

Conforme Oliveira (2004),

a consultoria empresarial é um dos segmentos de prestação de serviços que mais tem crescido no mundo. Inclusive esta situação reflete em recente pesquisa efetuada junto a graduados em universidades europeias e americanas, em que jovens formandos expressaram significativas preferências em trabalhar no mercado de consultoria empresarial, por duas razões principais: a possibilidade de um crescimento do negócio consultoria em relação a outros negócios, principalmente quando comparados aos segmentos da indústria e do comércio (OLIVEIRA, 2004, p. 24).

A utilização da atividade de Consultoria em empresas privadas foi, posteriormente, ampliada às empresas públicas e também aos países que eram geridos por economias socialistas com planejamento central.

No Brasil, seu surgimento se deu em meados dos anos 60, sendo a principal causa o crescimento do parque empresarial e em segundo lugar a necessidade de conhecimento atualizado das técnicas e metodologias de gestão empresarial, para fazer frente ao novo contexto de concorrência entre as empresas, resultantes da globalização da economia. Pode-se afirmar que o crescimento da consultoria empresarial é um caminho sem volta. Entretanto muitos consultores e empresas de consultoria simplesmente não dão certos no mercado promissor (OLIVEIRA, 2004, p. 24).

O termo consultoria tem sido definido sob diferentes óticas para explicar em essência, uma relação de interação que envolve uma atividade de ajuda para a solução de um ou mais problemas.

Num enfoque mais direcionado para o processo, a consultoria tem sido descrita por Schein (1972, p. 8) como: ―um conjunto de atividades desenvolvidas pelo consultor, que ajudam o cliente a perceber, entender e agir sobre fatos inter-relacionados que ocorrem no seu ambiente‖.

Percebe-se que a consultoria é basicamente uma relação de ajuda, que assume caráter diferenciado em função da natureza do problema que se pretende resolver, e que independente disto, deve haver uma relação ética, calcada na relação Consultor - Cliente, que visa um resultado positivo de realização para ambas as partes.

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Oliveira fornece uma definição completa sobre o conceito de consultoria empresarial, segundo o autor:

a consultoria empresarial é um processo interativo de um agente de mudanças externo à empresa, o qual assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e profissionais da referida empresa nas tomadas de decisões, não tendo, entretanto o controle direto da situação (OLIVEIRA, 2004, p. 21).

O autor optou por uma conceituação de consultoria empresarial ampla, com base nisso, é abordado o esclarecimento de cada uma de suas partes, que são os seguintes, conforme quadro número 2.

Quadro 2 Principais partes da consultoria empresarial.

Principais Partes Características

Processo interativo Conjunto estruturado de atividade sequencial que desenvolvem ações recíprocas, lógicas e evolutivas, visando atender e, preferencialmente, suplantar as expectativas e necessidades dos clientes.

Agente de mudanças externo

O profissional capaz de desenvolver comportamentos, atitudes e processos que possibilitem à empresa transacionar de maneira pró- ativa e interativa com os diversos fatores do ambiente empresarial. Por ser externo, ele não só está fora do sistema considerado, mas também da empresa como um todo, sendo contratado por um período pré- determinado, para consolidar um projeto ou auxiliar a empresa na resolução de um problema ou na mudança de uma situação.

Responsabilidade de auxiliar as pessoas

O consultor deve atuar como parceiro dos executivos e profissionais da empresa, proporcionando metodologias, técnicas e processos que determinem a sustentação para os executivos das empresas tomarem suas decisões com qualidade. Nesse sentido, não é esperado que o consultor conheça o negócio da empresa em sua plenitude, pois isto, é um prerrogativa dos executivos contratantes.

Tomada de decisões Os consultores devem, trabalhando ao longo de todo o processo decisório, auxiliar os executivos a fazerem as escolhas corretas entre os vários caminhos alternativos que levam a determinado resultado. Porém, são os executivos que possuem a palavra final, sendo que não cabe aos consultores tomar decisões, mas apenas fazer a análise que suportem tais escolhas.

Não tem controle direto da situação

No momento em que o consultor passa a ter o controle direto da situação correlacionada ao problema que gerou a necessidade da contratação da consultoria, ele deixa de ser um consultor e passa a ser um executivo da empresa- cliente. No desenvolvimento de um projeto de consultoria, o consultor é responsável por sua totalidade, pois o mesmo está baseado em metodologias e técnicas, para as quais o consultor foi contratado. No entanto, na implementação de um projeto de consultoria, o executivo da empresa- cliente é responsável por sua totalidade, sendo que, neste caso, esta totalidade corresponde aos resultados efetivos apresentados pelo projeto de consultoria realizado pelo consultor externo. Nesse sentido, embora o consultor não tenho o controle direto da situação, ele não deve colocar-se como profissional que não tem responsabilidade pelos resultados da implementação do projeto idealizado, estruturado e desenvolvido sob sua responsabilidade.

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2.3 Tipos de Consultoria

Conforme Oliveira (2004), as empresas de consultoria podem ser divididas quanto à estrutura e quanto à amplitude dos serviços que oferece. No que se refere à estrutura, o autor divide as empresas em pacote e artesanal. Quanto à amplitude dos serviços, a consultoria pode ser especializada ou total.

Quanto à estrutura – Pacotes de sistemas Padronizados: consultoria de pacote de sistemas padronizados é realizada às empresas- cliente por meio de transferência de fortes estruturas de metodologias e de técnicas administrativas, sem a preocupação da otimizada adequação à realidade atual ou esperada para a empresa- cliente. A consultoria de pacote pode apresentar as seguintes características: (1) o contrato é geralmente realizado com a média administração; sua negociação é demorada, pois pode envolver fortes mudanças em curto período e a resistência é relativamente alta; (2) o desenvolvimento do projeto de consultoria também é realizado com a média/baixa administração e as negociações são difíceis e complexas; a resistência é elevada; (3) a implementação do projeto de consultoria envolve contatos com todos os níveis hierárquicos da empresa- cliente, a negociação é complexa e a resistência é elevada. Esse tipo de consultoria oferece algumas vantagens e desvantagens em sua utilização, tais como mostra o quadro 3.

Quadro 3 Vantagens e Desvantagens de uma consultoria de pacote.

Vantagens Desvantagens

Maior rapidez na realização dos serviços de consultoria (técnicas e metodologias já foram anteriormente determinadas e testadas, sendo que só precisam ser customizadas para a realidade e às necessidades do atual cliente);

A consultoria de pacote não se preocupa com o processo de mudança planejada de uma situação atual para uma situação futura planejada (muitas vezes as consultorias buscas, vender projetos de gerenciamento de mudanças, atestando que o processo não estava dentro do escopo planejado no projeto principal);

Menor custo nos serviços de consultoria e possibilidade de mudanças de maior impacto;

A consultoria de pacote pode não apresentar o nível de treinamento conceitual, metodológico e na tarefa que se espera de um serviço mais adequado de consultoria (clientes acabam se tornando dependentes das consultorias por não conseguirem absorver o aprendizado necessário ao longo do projeto);

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Conforme à estrutura – Artesanal Oliveira (2004) apresenta que consultoria artesanal é aquela que procura atender às necessidades da empresa-cliente por meio de um projeto baseado em metodologia e técnicas administrativas especificamente estruturadas para a referida empresa-cliente, tendo, entretanto, sustentação de outras abordagens e modelos aplicados em outras empresas. Portanto, a metodologia escolhida e as técnicas aplicadas surgem do conhecimento anterior do consultor, o qual efetua todas as adaptações necessárias para melhor atender às necessidades e expectativas específicas da referida empresa-cliente. Verifica-se que, neste contexto, é aplicada a metodologia, bem como técnicas adaptadas à realidade da empresa-cliente, as quais são delineadas com os executivos e profissionais da referida empresa.

A consultoria artesanal pode apresentar as seguintes características genéricas: (1) o contrato é geralmente realizado com a alta administração da empresa-cliente e a negociação é relativamente demorada, pois é necessária a aprovação de várias pessoas e a resistência é baixa; (2) o desenvolvimento do projeto de consultoria é realizado com a média administração e a negociação é focada nas decisões operacionais que o projeto de consultoria requer. A resistência é baixa, pois o consultor e a empresa-cliente praticamente desenvolvem os trabalhos em conjunto; (3) a implementação pode envolver todos os níveis hierárquicos da empresa-cliente e a negociação é focada em possíveis problemas pontuais que venham a ocorrer, sendo que o nível de resistência é baixo.

O estreito relacionamento entre consultores e executivos da empresa-cliente oferece algumas vantagens na utilização da consultoria artesanal, e alguns pontos devem ser considerados no momento da contratação deste tipo de serviços, tais como são mostradas no quadro 4.

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Quadro 4 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria artesanal.

Vantagens Pontos que devem ser considerados

Velocidade adequada ao desenvolvimento dos trabalhos de consultoria (se gasta mais tempo no delineamento da abordagem e do modelo a ser aplicado, homogeneizando o conhecimento entre as pessoas envolvidas de forma a garantir que as ações possam ser rapidamente implementadas);

Procurar aplicações da consultoria artesanal para assuntos de média ou elevada abrangência na empresa-cliente (quanto mais específica for a necessidade da empresa-cliente, mais adequada é a utilização de consultorias de pacote);

- melhor treinamento dos envolvidos (metodologias e técnicas são desenvolvidas em conjunto com os executivos da empresa-cliente);

- menor resistência aos trabalhos de consultoria;

- melhor qualidade dos trabalhos

- maior independência da empresa-cliente em relação à empresa de consultoria;

Procurar consultores com elevada experiência no assunto considerado;

Fonte: Oliveira (2004, p. 65).

Quanto à amplitude – Especializada: consultoria especializada é a que atua em um ou poucos assuntos dentro de uma área de conhecimento. Este tipo de consultoria é a que mais tem crescido nos últimos anos, principalmente com o grande número de empresas de consultoria de pequeno porte (ou consultores autônomos) que surgiram recentemente.

A contratação de consultorias especializadas pode trazer algumas vantagens para a empresa-cliente, e alguns pontos devem ser considerados no momento da contratação deste tipo de serviços, tais como são mostradas no quadro 5.

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Quadro 5 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria especializada.

Vantagens Pontos que devem ser considerados

Melhor qualidade nos serviços (o nível de conhecimento sobre o assunto específico é elevado, assim como sua experiência em projetos similares);

Possibilidade de maior interação com outros sistemas da empresa-cliente (consultor tem elevado conhecimento de metodologias e técnicas administrativas no assunto em questão);

Saber que o assunto da consultoria especializada foi bem definido (caso o problema não seja exatamente aquele em que o consultor contratado é especialista, os resultados provavelmente não atenderão às necessidades da empresa-cliente);

Possibilidade dos serviços de consultoria serem desenvolvidos mais rapidamente e com menores custos;

Maior nível de treinamento em tempo real e na tarefa

Saber se o consultor é realmente especialista no assunto considerado (consultor de ter conhecimento de metodologias e técnicas administrativas relacionadas ao assunto considerado, experiência em serviços similares e postura adequada à atual realidade da empresa-cliente).

Fonte: Oliveira (2004, p. 67).

Ainda com base em Oliveira (2004) a qual apresenta consultoria quanto à amplitude – Total: consultoria total é a que atua praticamente em todas as atividades da empresa-cliente. A consultoria total, em sua abordagem genérica, tem sofrido várias restrições e questionamentos das empresas-cliente, pois pode estar atacando vários problemas de maneira não interligada, bem como pode estar ‗dando tiros para todos os lados‘, provocando desperdício de esforços da empresa-cliente.

Consultoria Total Integrada é a que atua, de forma integrada e interativa, em praticamente todas as atividades da empresa-cliente. A importante diferença em relação à consultoria total é que, na consultoria total integrada, as diversas metodologias e técnicas administrativas são integradas e interativas, proporcionando elevada sinergia entre os diversos trabalhos de consultoria, bem como, destes com os diversos sistemas existentes na empresa-cliente.

Normalmente, a consultoria total apresenta as seguintes características genéricas: (1) sua contratação é feita com a alta administração da empresa-cliente, sendo que sua negociação é rápida e o nível de resistência é baixo; (2) o desenvolvimento do projeto de consultoria é feito com a média administração, sendo que as negociações tornam-se mais intensas e o nível

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de resistência aumenta; (3) a implementação do projeto de consultoria envolve todos os níveis hierárquicos da empresa-cliente, com ampla negociação englobando diferentes realidades, de modo a enfrentar forte resistência em algumas situações.

A contratação desse tipo de consultoria pode trazer algumas vantagens para a empresa-cliente, e alguns pontos devem ser considerados no momento da contratação deste tipo de serviços, tais como mostra o quadro 6.

Quadro 6 Vantagens e pontos que devem ser considerados em uma consultoria total.

Vantagens Pontos que devem ser considerados

maior abrangência e facilidade de atuação dos diversos sistemas da empresa;

verificar se as metodologias dos diversos assuntos a serem considerados no serviço de consultoria estão perfeitamente interligadas; e

otimizado nível de treinamento; e

Possibilidade de investimentos menores para a empresa-alvo.

verificar se existe, pelo menos, um especialista para cada um dos assuntos que a consultoria total está considerando como necessário para a empresa-cliente.

Fonte: Oliveira (2004, p. 70).

2.4 Definições sobre Consultor

Atualmente, é comum pessoas atrelarem a palavra Consultor, principalmente ao profissional de vendas, que tem muitas vezes, como objetivo, metas absurdas, impostas por empresas que não priorizam as necessidades de seus clientes, mas sim o que elas querem vender.

Vale ressaltar, que não se está aqui para proferir críticas a qualquer profissional, mas sim esclarecer um novo ponto de vista e promover uma reflexão importante sobre o que é, e o que faz um Consultor de verdade. Dessa forma, entende que ser consultor é ouvir e entender seu cliente, ter o conhecimento e a sensibilidade para estudar e identificar sua demanda para, a partir daí, propor e desenvolver a melhor solução para o seu problema ou necessidade.

Um consultor deve ser analítico, ele deve conhecer bem as características de seu cliente, seus desejos, medos e expectativas, detalhes fundamentais para garantir o êxito do trabalho a ser desenvolvido. Aspectos como esses ajudarão, certamente, a transmitir credibilidade e segurança sobre seu trabalho, garantindo uma relação saudável, amistosa e transparente no decorrer de todo o processo.

(29)

Oliveira (2004, p. 60) apresenta o consultor externo e o interno, focando, porém que ambos possuem diferenças entre eles. O consultor externo, representado por um consultor autônomo ou por um profissional de uma empresa de consultoria. Para essa forma de atuação, os principais aspectos são mostrados no quadro número 7.

Quadro 7 Vantagens e Desvantagens de um consultor externo.

Vantagens Desvantagens

Maior experiência, pois realiza o mesmo serviço em várias empresas;

Menor conhecimento dos aspectos informais da empresa- cliente;

Maior aceitação nos escalões superiores da empresa—cliente, pois, normalmente, sua contratação é realizada pela alta administração;

Não tem poder formal, pois não pertence à estrutura hierárquica da empresa- cliente;

Podem ocorrer riscos (dizer e fazer coisas); e

Tem menor acesso informal a pessoas e grupos; e

Maior imparcialidade, pois não está envolvido nas questões do dia-a-dia da empresa cliente.

Geralmente, não tem presença diária.

Otimizado nível de treinamento; e possibilidade de investimentos menores para a empresa-alvo.

Verificar se existe, pelo menos, um especialista para cada um dos assuntos que a consultoria total está considerando como necessário para a empresa-cliente. Fonte: Oliveira (2004, p. 61).

Já o consultor interno é representado por um funcionário da empresa-cliente, o qual realiza serviços para áreas diversas da referida empresa. Neste caso, os principais aspectos são mostrados no quadro número 8.

Quadro 8 Vantagens e Desvantagens de um consultor interno.

Vantagens Desvantagens

maior conhecimento dos aspectos informais da empresa, pois é funcionário da referida empresa e tem presença diária, e maior acesso a pessoas e grupos das empresa;

menos aceitação nos escalões superiores da empresa;

participação efetiva na avaliação e no controle do processo inerente ao trabalho efetuado; e

geralmente tem menos experiência; e

tem algum poder informa, pois tem maior interação com as pessoas e grupos da empresa.

menor liberdade de dizer e fazer as coisas.

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Através do exposto percebe-se que um consultor é o profissional que, por seu saber, sua experiência, é procurado para dar ou fornecer consultas técnicas ou pareceres, a respeito de assuntos relativos à sua especialidade. Tem atuação específica que orienta e fornece conhecimentos com alternativa de alcançar um objetivo de forma mais eficaz do que vem sendo feito. Deve ser capaz de diagnosticar erros, avaliar profissionais e orientá-los sobre a melhor maneira de alcançar os objetivos da organização.

Ainda segundo Oliveira, são definidas algumas características aos consultores:

Características comportamentais: que consideram forma do consultor se

posicionar perante as situações que o mesmo ou que são colocadas a sua frente;

Características de habilidade: que consideram, de maneira geral, o nível de jogo

de cintura que o consultor apresenta para otimizar os resultados inerentes às

situações apresentadas. Embora algumas destas características possam ser confundidas com as comportamentais, foi julgada válida sua separação para melhor análise; e.

Características de conhecimento: que considera o nível de preparo que o consultor

tem para otimizar o resultado inerente à situação apresentada.

A seguir na figura 1 se apresenta o modelo de Oliveira sobre as etapas de intervenção do consultor.

Figura 1 Etapas da Intervenção do consultor

Fonte: Oliveira (2004)

Ainda pequenas empresas podem resolver problemas de gestão e aumentar os lucros sem gastar muito. É só procurar os serviços de consultoria oferecidos pelas empresas júniores ligadas às universidades.

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2.5 Empresa - Júnior: Iniciação para futuros consultores

A Empresa Júnior surge em um cenário no qual novas formas de ensino e aprendizado são exigidas das Instituições de Ensino Superior para lidarem com as transformações que estavam ocorrendo no mercado (complexidade, descontinuidade e imprevisibilidade), e novas competências passaram a ser requisitadas aos profissionais pelas organizações. A EJ é uma atividade declarada sem fins econômicos, uma vez que toda receita advinda dos projetos de consultoria realizados pelos estudantes deve ser reinvestida na mesma, o que não significa que seus membros não possam ser remunerados (BRASIL JÚNIOR, 2010), pois esses podem ter seus gastos reembolsados em função do trabalho executado (FEJEMG, 2007).

Essas associações têm uma gestão autônoma em relação à direção da faculdade, centro acadêmico ou qualquer outra entidade acadêmica, sendo composta por diretoria executiva, conselho de administração, estatuto e regimentos próprios. Entretanto, as mesmas devem estar vinculadas a uma IES (BRASIL JÚNIOR, 2010).

Conforme o artigo 8º. do Conceito Nacional de Empresas Juniores-CNEJ, o quadro de membros efetivos deve ser composto, única e exclusivamente, por estudantes regularmente matriculados em um curso de graduação (BRASILJÚNIOR, 2011).

A Brasil Júnior, através da definição do CNEJ, estabeleceu um formato mínimo das Empresas Juniores, com o objetivo de assegurar confiabilidade nos serviços prestados e no desenvolvimento das mesmas (BRASILJÚNIOR, 2011). As EJs, de forma geral, apresentam os seguintes objetivos: (1) proporcionar ao estudante aplicação prática de conhecimentos teóricos; (2) desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno; (3) intensificar o relacionamento empresa- escola; (4) facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado, colocando-os em contato direto com o seu mercado de trabalho; (5) contribuir com a sociedade por meio da prestação de serviços ao micro, pequeno e médio empresário (BRASIL JÚNIOR, 2010).

De forma complementar, a Brasil Júnior enfatiza que não são propósitos dessas organizações: (1) captar recursos financeiros para a Instituição de Ensino através da realização dos seus projetos ou outras atividades; (2) captar recursos financeiros para seus integrantes; (3) elevar o conceito do curso e Instituição de Ensino diante do MEC e da

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sociedade; e (4) realizar aplicações financeiras com fins de acumulação de capital (BRASIL JÚNIOR, 2011).

Quanto ao segundo aspecto, os graduandos realizam pesquisas, para o desenvolvimento dos trabalhos, sobre a população-alvo, tipos de projetos e serviços a serem ofertados, além de informações da realidade da região de atuação, dentre outros. Já a atividade de extensão está presente no atendimento das necessidades da sociedade, na forma de prestação de serviços de consultoria.

De forma geral, independente da instituição de ensino na qual estão inseridas, ou de qual curso façam parte, as EJs buscam colaborar para o crescimento pessoal e profissional de seus membros, ao disponibilizar em um espaço no qual o conhecimento adquirido em sala de aula possa ser aplicado na prática. Para isso, os estudantes contam com a participação de professores que contribuem para o processo de aprendizagem.

Geralmente os espaços físicos das empresas júniors se encontram nas dependências da própria Instituição de ensino, os alunos participantes dessas empresas contam com orientações de professores nas realizações de projetos que geralmente são prestados os serviços de consultoria a micro e pequenas empresas. Além de possibilitar ao acadêmico a aquisição de novos conhecimentos/ habilidades, a articulação dos conhecimentos teóricos e a prática favorecendo um bom desenvolvimento profissional. Com isso a aquisição de novos conhecimento e habilidade se dá por meio dos projetos internos e externos, além de proporcionar um aprendizado dentro das empresas na aproximação dos conhecimentos obtidos em sala de aula com a atividade prática.

Ainda conforme consta no site da PS Júnior a proximidade com a faculdade permite que o aluno exercite o conhecimento prático, o qual é parcialmente suprido pelas teorias vistas em aula. Isso acontece através do grande contato com experiências em gestão que a empresa propicia, além da capacitação em projetos de consultoria para as diversas áreas e para os mais diferentes ramos em que atuam as empresas e os empreendedores atendidos pela empresa.

O contato com clientes, através de negociações e projetos; a relação com os colegas de trabalho e a participação em cursos e eventos são alguns dos principais aspectos a se destacar nessa experiência inigualável que é a vivência em uma empresa

(33)

júnior. Além de privilegiar o contato com professores e consultores atuantes na área de consultoria organizacional de modo que os conhecimentos na área sejam ainda mais significativos.

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3 METODOLOGIA

Com a finalidade de responder aos objetivos propostos pelo documento sistematizador do Trabalho de Conclusão de Curso este capítulo visa explicitar as etapas que foram seguidas, e a maneira que foi utilizada para atingir o objetivo do estudo.

3.1 Classificação da pesquisa

Definida a questão de estudo tornou-se necessário a acadêmica utilizar alguns métodos de pesquisa que auxiliaram na coleta de dados e no desenvolver da análise com as informações coletadas.

A pesquisa quanto se deu quantos aos fins segundo Vergara (1998, p. 44), ou seja, a pesquisa se constituiu em pesquisa exploratória e descritiva. A investigação exploratória é realizada na área na qual se tem pouco conhecimento acumulado e sistematizado. A pesquisa descritiva expõe características de determinada organização. A pesquisa é de caráter exploratório porque os objetivos eram obter maiores informações e uma melhor compreensão sobre o tema em questão, de forma a propiciar uma aproximação e familiaridade com o assunto.

Ainda se constitui de uma pesquisa de campo ao qual foi realizado um roteiro de questionários de modo a obter uma análise sobre o assunto consultoria de profissionais que atuam na área e professores. Também foi de caráter qualitativo no qual foram feitas pesquisas em documentos de modo a obter informações e registros sobre a profissão de consultor, e também em sites que tratam sobre o assunto, ainda se teve uma pesquisa de campo, no qual foi elaborado um roteiro de entrevistas para professores e consultores com um roteiro de perguntas e opiniões sobre o assunto. Foi feita aplicação individual e um pré-agendamento com os entrevistados antes da aplicação. Para alguns foi aplicada via e-mail devido à impossibilidade de horários para a aplicação.

3.2 Sujeitos da Pesquisa e Universo Amostral

Os sujeitos da pesquisa são Consultores organizacionais que atuam na área e Professores que possuem conhecimentos sobre a consultoria organizacional.

Referências

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