CLAUDIO AUGUSTO OLLER DO NASCIMENTO
Engenheiro Químleoi Elscola PolItécnICa da Usei 1975
-
ESTUDO
DA
SECAGEM
DE
SEMENTES
DE
SORGO
EM
LEITO=
AGITADO MECANICAMENTE; MODELAGEM MATEMÁTICATese apresentada à Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo para a
obten-ção do título de "Mestre em Engenharia"
Orientador: Prof. Dr. Giovanni Brunello
Professor Titular do Departamento de
Engenharia Química da EPIJSP
Ao Prof. Dr. Giovanni Brunejlo, peia orientação segura e dedicada
prestada
ã
real ização desse trabalho, sempre em busca do aprimoramento.Ao Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da
Uni-versidade de São Pau[o, peão uso de seus laboratórios.
À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de são Paujo, pelo indis-pensável auxíl io financeiro concedido.
Ao Instituo Agronómico de Campinas, pela colaboração na execuçãodas
análises das sementes.
A Engenheira Príscila Aya Shimizu, ao Prof. Dr. Bons Schneiderman.
ãs Srtas. Olha Vanorden Loureíro e Mana LÚcia M. de Carvalho, peia colaboração dada a este tra banho.
Aos ami gos do DEQ/EPUSP
À Ana, minha esposas aos meus pais e à Zi, pejo incentivo e pela con
A secagem de sementes de sorgo foi estudada em secador com leito agi
tado mecanicamente
0 autor estudou a influência da temperatura do ar (30 a h5oC), da va
zão do ar (41 a 123 g/min) e da massa de sólidos (170 a 500 g) na secagem de se.L
go. Mostrou que, nessas condições, a viabilidade das sementes não é alterada.
Foi possível, baseando-se no mecanismo de difusão, correlacionar os
dados experimentais. DaÍ resultou a equação da cinética de secagem.
Finalmente, foi proposto um modelo matemático para este sistema e ve
rifícou-se sua validade através da simulação do processo de secagem.
ABSTRACT
The drying of grain sorghum seeds Mas studied in a batch mechanical
mixed bed. The author studied the infjuence of the air temperature (30 to45'C), the f[ow rate (Zt] to ]23 g/min) and the mass of so]ids (170 to 500 g of mate-rial) in the drying of grain sorghum seeds. It was verified that the seed ger-minatíon was not affected by the drying.
It was possible, based on the diffusion equation, to correlate ajl the experimental data. The kinetic rate of drying was determined.
Finaljy, ít was also proposed a mathematical modem for this system
Pãg 3 4 5 NOTAÇÃO L l STA DE F l GURAS L l STA DE TABELAS
CAP ÍTULO 1 : 1 NTRODUCÃO
CAPÍTULO 2: REVISÃO DA LITERATURA 2 .] 2.2 Introdução Teoria da difusão 2.2.t. Considerações gerais 2.2.2. Secagem de cereais Modelos gemi-teóricos
2.3.1. Difusão de agua através de membrana semi-permeável 2.3.2. Modelo logarítmico
Equações empíri cas Teoria da capilaridade
Aplicação das teorias a secadores de leito agitado
7 7 7 8 1 0 1 0 1 0 1 ] 1 3 1 3 2.) z.4 2.5 2.6 f'".
CAPÍTULO 3: MATERIAIS E MÉTODOS
3.]. Introdução
3.2. Umectação das sementes
3.3. Testes de viabilidade de sementes
3.4.
Eficiência da agitação na mistura dos grãos no secador3.5. Ensaios preliminares de secagem com sementes de sorgo
3.6.
Descrição do equipamento3.6.1. Equipamento para purificação do ar 3.6.2. Aquecedor do ar
3.6.3. Secador de leito agitado, câmara de secagem
3.6.4. Medida e controle de vazão de ar
3.6.5. Medida e controle da temperatura do ar 3.6.6. Medida da umidade do ar
3. 6. 7. Umídade do meteria l
3.7. Modo operatório
3.7.1. Preparação das sementes
3. 7. 2 . Ensa ío de secagem
1 5 1 5 1 5 1 5 1 6 1 7 1 7 19 19 1 9 22 22 22 22 22 22 22
/''''''\
Pãg 24
CAPÍTULO 4: RESULTADOS E DISCUSSÃO
4. ] 4.2 4. 3 4.4 l n t r,l,l.l.-=,n
'Y--Resultados dos testes de viabilidade das sementes Resultados dos ensaios definitivos de secagem
4.3.]. Reprodutibilidade dos resultados dos ensaios
4.3.2. Resultados dos ensaios de secagem
Aplicação do modelo da difusão
h.4.1. Hipóteses
4.h.2. Anãjise das possíveis soluções da equação da h.4.3. Umidade de equilíbrio
4.4.4. Correlacionamento empírico do coeficiente de ção da temperatura
4.q.5. cájcujo de g em função do tempo
4.Zt.6. Correlacíonamento geral 24 24 25 25 25 43 43 43 difusão secagem K em fun h5 48 48
CAPÍTULO 5: .y9DELACEM MATEMÁTICA E S IMULAÇÃ0
5.1. Introdução
5.2. Modelo matemático
5.3. Propriedades físicas do grão de sorgo e do ar
5.4. Estimativa da perda de calor
5.5. Resultados e discussão da simulação
5] 51 5t 52 53 54 69 ''b /' CAPÍTULO
6:
CONCLUSÕESANEXO 1: PROGRAMA DE COMPUTADOR UTILIZADO NA SIMULAÇÃO DO PROCESSO DE SECA
GEM 7]
74 BIBLIOGRAFIA
/''x a A AÍ, b Bi , C C pa C PS D h H HG H r k K L a m a m S Pr P S P rs qM Q R Rt S T a T e constante
área da secção transver
:0 , 1 ,2, . . . - constantes
constante
:0 , 1 , 2 ,
constante
calor específico sob pressão constante do ar calor especifico do sólido
di fusividade
coef i c i ente de troca de ca l or
parâmetro definido pela expressão H = (in 2)/K
umi dade absol uta do ar um i dade rel ati va do ar condut i v i dad e térm i ca
constante de velocidade de secagem
grupo adimensiona] definido pela equação 2.16
vazão mássica de ar
massa de sÓ] i do seco
pressão de vapor de agua no ar na entrada do secador
pressão máxima de vapor de água a Tbu
pressão máxima de vapor de água a Te
vazão mass i ca de ar
fluxo de calor trocado com o exterior
constante da equação 2.9
constante da equação 2.10
área da superfície externa de uma partícula temperatura do ar ambiente
temperatura do ar na entrada do secador
secador
sal do
T g T S Tbu T U W e W 0 W r W S V V X X Y # 0 À \
g
f
temperatura do ar na saída do secador
temperatura de bul bo amido
temperatura de ''pseudo-saturação'' do ar
umidade do sólido em base seca
umidade de equilíbrio do sÓI ido em base seca umídade inicial do sólido em base seca
umidade adimensional, Wr :(W - We)/(Wo - We)
umidade na superfície do grão em base seca
velocidade do ar
vol ume de uma partícula
distância a partir do fundo
constante da equação 2.9
grupo adimensiona] definido peça equação 2.]6
parâmetro definido pela expressão ,.6' = 2h/kb
tempo
calor ]atente de vaporização da água no interior calor latente de vaporização da água livre
função definida pela equação 2.3 densidade da matéria seca
do sólido
tempera tu ra
do leito
L l STA DE F l CURAS
F l GURA N? TÍTULO PÁGINA
Esquema do agitador de pãs inclinadas
Esquema da coluna de acrílico utilizada no ensaio de
mistura
Resut tado do ensa io de mi atura
Representação esquemática do secador util izado
Representação esquemática da aparelhagem experimental
Resultados dos ensaios de viabi] idade das sementes,
real ízados após os ensaios preliminares
Reprodutibijídade dos ensaios
Umidade em função do tempo, ensaios EI, E2 e E3 Umídade em função do tempo, ensaios E4, E5, E6 e E7 Umidade em função do tempo, ensaios E8, E9, E10 e Ell
Umidade em função do tempos ensaios E12, Ei3, E14 e
EI 5
Umídade em função do tempo, ensaios Ei6, Ei7, E]8 e
Umidade em função do tempo, ensaios E20, E21 , E22,
E23 e E2q
In(W - We) em função do tempo
In(W - We) em função do tempo
Relação de K com a temperatura
Relação de K em função do tempo
Correlação geral
Esquema da flange de fixação
Exemplo da simulação da curva de secagem
Exemplo da simulação da temperatura do ar na saída do
LISTA DAS TAB ELAS
,''x
TABELA NO TÍTULO PÁGINA
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio EI
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E2
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E3
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E4
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E5
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E6
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E7
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E8
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E9
[)idos da secagem de sementes de sorgo, ensaio E10
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Ell
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E12 Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E13
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Elh Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E]5 Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Ei6
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Et7 Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Et8 Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio Ei9
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E20
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E21
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E22
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E23
Dados da secagem de sementes de sorgo, ensaio E21+
Tabela geral de condições dos ensaios de secagem
e valores da umidade de equilíbrio
Desvios da equação 4.6
Resultados da simulação: W. rea]
CAPÍTULO l
l mTpnnl lrÃn
A secagem de materiais sólidos é uma importante operação nocampoda
Engenharia Química, pois hã poucos produtos sólidos que não necessitem ser
peca-dos durante o seu processamento.
No caso de cereais, uma das principais fontes de alimentos para
ho-mens e animais, é indispensável , para sua conservação, que tenham uma baixa
umi-dade; de fato, a alta umidade apresentada ao serem colhidos propicia uma grande atívidade biológica no seu interior, favorecendo a rápida deterioração.
Os estudos da secagem de cereais têm sido real izados com dois objet.! vos principais:
1.
Determinar as condiçi;es de secagem para se obter, economicamente, um produtoconveniente para o consumo, isto é, com boas propriedades nutritivas.
2. Anal asar a operação de secagem em si, ou seja, obter modelos da cinética da o peraçao, correlações quanto
ã
influência das variáveis do processo (temperatE.ra, vazão, unidade do ar, altura da camada de grãos, etc.) e os dados necessã
rios à ampl cação da escala de secadores; neste caso, devem- se, também, levar
em conta outros fatores: a dinâmica do movimento do ar e dos sólidos, a troca
de calor entre o ar e os sólidos e a distribuição dos tempos de residência
dos sÓ] idos, quando em sistemas contínuos.
Na secagem de cereais, os secadores mais usuais são aqueles em que o ar passa através de um leito constituído pejos grãos; esta secagem pode-se fazer
processos descontínuos como, por exemp]o, em bandejas, em jeitos fixos (tipo
silo), fluidizados, com jorro, etc.;
processos contínuos, como ocorre em si]os, onde os grãos descem lentamente e o
ar passa em contra-corrente ou no mesmo sentido, emesteíras horizontais, em lei tos fluidizados ou em leitos com jorro.
Embora a secagem de sementes de cereais seja, em princípio, análoga
idos cereais em geral , ela apresenta característicos bastante especiais: ê ne-cessário manter seu poder germinativo ap(5s secagem por meses ou mesmo anos. Es se ooder é perdido rapidamente quando a umidade dos grãos se conserva elevada
.r''\
Para evitar isto, não basta secar as sementes, como se faz com
ce-reais; é indispensável faze-lo em condições bastante delicadas, ou seja, a tempo
natura de secagem deve ser mantida relativamente baixa (1), as sementes não podem
sofrer choques violentos (2) eo tempo de secagem não deve ser demasiadamente pro
longado.
Devido às condições especiais en] que as sementes devem ser secadas.
poucos sao os secadores utilizados para esse fim. Usam-se, em geral, ou
secado-res de bandejas ou defeito fixo tipo silo ou de coluna.
Em ambos os casos, se não existe um controle cuidadoso da
temperatu-ra e da umidade do ar de secagem, certas camadas de sementes, por ficarem expos' tas por um tempo ]ongo demais ao ar relativamente quente e seco que chega ao se-cador, correm o perigo de perder seu poder germinativo.
Brooker e colaboradores (3) propõem) para evitar esse problema, ouso
de agitadores dentro do leito de sementes. Dizem o seguinte: ''Discussões ante-riores a respeito da secagem de grãos em silos indicam que consideráveis melho-rias poderiam ser feitas em tais secadores se o problema do ''over-dryíng''
pudes-se pudes-ser contornado. Misturadores de grãos estão pudes-sendo utilizados com essa finali
dade'' e, adiante, ''Muito pouca pesquisa nesse tipo de equipamento tem sido reagi zada e somente comunicações pessoais a esse respeito existem''
É em consequência de considerações deste tipo que, no presente tuba Iho, se resolveu estudar a secagem de sementes em leitos agitados mecanicamente.
0 trabalho consiste em urna analise fundamental dedados experimentais
da secagem de sementes de sorgo, tendo em vista obter uma correlaçãogeral que re
presente o fenómeno com a final idade de prever tempos de secagem e, daÍ,
execu-tar o projeto de secadores. Para isto, procurar-se-á apl içar os modelos
matemá-ticos dos mecanismos de secagem que possam representar adequadamente a sua ciné-tica. Através do conhecimento dessa e com o auxílio do balanço de energianojei to de sementes, calcular-se-á, através da simulação matemática, o tempo de seca-gem. Para conhecer se as condições empregadas na secagem são convenientes,
rea-l azar-se-ao ensaios de poder germinativo sobre o materiarea-l obtido.
-''h
''\
CAPÍTULO 2
REV l SÃO DA L l TERATURA
2.1. INTRODUÇÃO
Neste capítulo, far-se-á um resumo das mais importantes teorias e tra banhos sobre a secagem de materiais sólidos e, em especial, os relacionados com grãos de cereais. As principais teorias que serão discutidas na presente revi-são revi-são: teoria da difurevi-são, da membrana gemi -permeável, da capijaridade e algu-mas equaçoes empa'ricas. Ver-se-á como se apl icam no caso de cereais, levando-se
em conta, também, os tipos de secadores usados.
2. 2 . TEORIA DA D l FUSÃO
2.2. 1 . Considerações gera i s
A difusão de água líquida através do sólido foi proposta como sendo
o principal mecanismo na secagem de sólidos por Lewis (4), Sherwood (5, 6, 7, 8,
9)
e outros pesquisadores.Supuseram que a variação da concentração da agua dentro do sólido se
gu i sse a segunda l ei de Fick,
g ; o v: "
(2. 1 )Muitos autores resolveram a equação da difusão para diversas
condi-ções de contorno, tanto parao período de velocidade constante de secagem como pg ra o de velocidade decrescente
Uma das soluções da equação de difusão é representada por uma série
convergente de termos exponenciaís. Sherwood (7) chegou a esse tipo de soju-çao na secagem de placa plana; Moon e Spencer
(]0)
confirmaram esta conclusãoe afirmaram que, em um processo de secagem, genericamente, a solução resultante
da equação (2.1) é uma série do seguinte tipo, para o caso de difusividade cons-tante
ir----ilÊ : Aoe'BODO + Ale'B]BoD8 + ... (2.2)
Discussê;es minuciosas das soluções da equação da difusão são apresen todas por Hougen e colaboradores(11), Crank(]2) e Luikov(]3)
Muitas das soluções vistas até aqui restringem-se a condições em que
a temperatura, umidade, pressão e velocidade do ar de secagem são constantes.
Mesmo nestas condições) o estudo da secagem é dificultado pela variação da tempo.
ratura do s(51ido e pela variação da concentração de água em seu interior. As sim, Kamei e Shiomi(14) verificaram que a dífusividade da água em materiais co
mo papel e argilas é função da temperatura e umidade do material . Estes dois fa
tores provocam a variação da difusividade da água através do sÓI ido e essa varia
ção deve ser ]evada em conta na integração da equação da difusão.
Alguns autores, como Crank (]2), estudaram a influência da variação
da difusividade com o tempos devido à sua variação com a temperatura. Para a in
tegração da equação (2.1), este autor propõe a seguinte mudança de variável
B D(8) dO
0 (2 .3)
Substi tui ndo em (2. 1 ) , vem
õw
D(O) V2 W (2.4)
ou
àw
0 (2. 5)
cuja solução é idêntica à da equação(2.1). No mesmo livro, esse autor apresen
ta métodos numéricos para a solução dca equação da difusão, quando a difusividade
ê uma função somente da concentração da umidade
2.2.2 !gçggem de cerea i s
No caso especifico de secagem de grãos de cereais, muitos autores a
plicam o modelo de difusão para a previsão da curva de secagem. Becker e colabo
radores (15. 16, 17, 18, 19) desenvolveram um extenso trabalho relativo à seca -gem de trigo. Consideraram que a principal resistência à secagem, neste caso, e
ra a resistência interna. 0 modelo matemático adotado era o da difusão de água
líquida através do sólido. Desenvolveram uma solução geral da equação de difu -são em sólidos, de forma arbitrária, com coeficiente de difu-são constante, e che geram a duas soluções: uma válida no início da secagem, ou seja, para tempos pró ximos a zero W - \J0 w - b/ 0
(;)
/''
(2.6) 5r'b e outra, válida para o fim da secagem, para tempos tendendo a infinito, W W 0 W S W S C .2(;)2 D01 (2.7)
Aplicaram essas soluçê5es ao caso particular de grãos isolados de tri
go e comprovaram-nas através de comparaçoes com resultados experimentais (16). As
curvas de velocidade de secagem obtidas a partir das equações(2.6) e(2.7) são
vã[ idas para grãos de trigo corri unidade ínicia] inferior a 25% em base seca. A partir da cinética de secagem, esse autor(16) previu as curvas de secagem de trigo em vários tipos de secadores, tais como secador tipo jorro (]7, 18), secadores comerciais de coluna(]8) e um secadordeleitofixo(19). Spencer
(20), utilizando a cinética de secagem desenvolvida por Becker(16), simujoua se
cagem de grãos de trigo em secadores de leito fixo. A comparação com dados expÊ
rimentais mostrou um bom ajuste ao modelo proposto. A altura doleito nesse es-tudo variou de 0,i5 a 0,60 m.
Hustrulid e colaboradores(21, 22) estudaram, a partirdaseguinte se lução da equação da difusão
W - VJ 0 W W S S /'x.
:
-;
«.'-
-2«) n=] n' (z.8)métodos de previsão da curva de secagem para mono-camadas de grãos de milho. Com
pararam os resultados com dados experimentais.
Em trabalho posterior, Hustrulid e Chen (23) desenvolveram uma
solu-ção numérica da equação de difusão para o caso de a difusividade ser uma função
da umidade, sendo essa função da forma exponencial. Aplicaram o métodoàsecagem
de grãos de milho.
0 modelo de difusão também foi empregado por Baughman e colaborado
res (24, 25) na previsão de processos de secagem em jeitos fixos e em secadores
conta'nuos de coluna. Os resultados foram comparados com dados obtidos emsecagem
de grãos de milho. Henderson (26) anal isa a secagem de mono-camadas de grãos de milho, considerando como principal resistência à secagem a difusão da umidade
a-través do sólido. Em ambos os casos, supôs'se a difusividade constante
Robe e Gunke] (27) aplicaram a solução da equação de difusão obtida
por Crank (]2) (equações 2.3 e 2.5) para o caso de secagem não isotérmica de
ca-madas de pequena espessura de alfafa. Este autor previu as curvas de secagem a partir da cinética de secagem obtida de acordo com a equação(2.2) e com o
r'b
f''''\
2.3 MODELOS SEMl-TEÓRICOS
2 . 3 . 1 Difusão de água através de membrana gemi-permeável
Corro vimos, um dos modelos utilizados para a previsão da curva de se
cagem é o modelo de difusão de água líquida através do sólido. Della Nana(28) verificou que a utilização dessa teoria não correlaciona adequadamente os dados
de secagem de ce.reais com unidades iniciais relativamente altas.
Brunello e colaboradores (29) desenvolveram, então, um modelo para
secagem de grãos de cereais segundo o qua] a saída de agua se dá por difusão de
vapor de agua através de membrana gemi-permeável que envolve os grãos, acompanha
da por uma difusão de substâncias solúveis para o interior do grão. Essas subs-tâncias concentrar-se-iam junto à superfície interna da membrana que envolve o grão devido ã evaporação da água. A expressão a que esses autores chegaram, par
tendo do modelo acima descrito, foi
dw
d8 (2.9)
f'\.
0 modelo foi comprovado na secagem de malte de cevada (29) e milho
(30) em secador de leito com jorro.
Brunejjo e Nascimento (31) estudaram a secagem de grãos de sorgo em
secador de leito fluídizado, verificando, também, a validade desse modelo. Em
trabalho posterior (32), os autores simplificaram o modelo, englobando todas as resistências ã secagem em um Cínico parâmetro. Verificaram sua validade para vã'
rios cereais (malte de cevada, milho, sorgo, trigo). A equação resultante dessa
simplificação é
dW Ps - Prs
dO R (2 . ] 0)
2.3.2. 11gdgjo logarítmico
A simplificação da solução da equação da difusão do tipo representa-do pela equação (2.2) tem sido frequentemente utilizada para prever a secagem de grãos de cereais e produtos agrícolas. Em vez de se adotar uma infinidadedeter
mos, somente o primeiro termo da equação (2.2) é empregado para a representação
da velocidade de secagem; esta é expressa, então, da seguinte forma:
K(w - w )' e' (2. ] 1 )
Muitas vezes este tipo de correlacionamento é chamado de modelo tog.2
f'\.
para cada material, é função apenas da temperatura.
Veremos, a seguir, alguns dos trabalhos que aplicam esse modelo.
Na secagem de mono-camadas de grãos de milho, Simmonds e
colaborado-res(33, 34, 35, 36, 37) utilizaram o modelo apresentado peia equação(2.]1) eve rificaram a influência das condições do ar na velocidade de secagem. A partir desses estudos, apresentaram métodos para a previsão do tempo de secagem em lei-tos fixos de grãos de trigo com alturas variando de 7,5 a 30 cm (3h). Esses au-tores, trabalhando com mono-camadas de grãos de trigo, verificaram que a princi-pal variável que influia na secagem era a temperatura do ar e que a umidadedo ar (em valores moderados) não possuía uma influência marcante na constante de
velo-cidade de secagem. Em trabalho posterior, McEwen e 0'Callaghan (38) mostraram
que, para umidades relativas do ar inferiores a 70%, a constante de velocidade
de secagem eram função só da temperatura.
Barre e colaboradores(39) analisaram a secagem de grãos de milho em
leito fixo, aplicando o modelo logarítmico; embora não descrevesse o comportamen
to da secagem de leitos tão bem quanto o modelo de difusão ou uma equação empíri ca, constituía, entretanto, conforme os autores, uma maneira simples de se util i
zar os dados assim correlacionados, dispensando técnicas complicadas para a
aná-l i s e
Brunello e colaboradores(hO, bl) utilizaram esse modelo para a ob
-tenção de curvas de velocidade de secagem no caso da secagem isotérmica de
mono-camadas de grãos de milho e arroz, em condições de resistência externa nula. A constante da equação da velocidade dependia apenas da temperatura.
Vários outros autores (42, &3) aplicaram esse tipo de correlaciona
-mento na análise de seus dados
2.4 EQUAÇÕES EHPTKt CAS
Inúmeras equações empíricas têm sido apresentadas para expressar a velocidade de secagem de grãos de cereais.
Um caminho bastante promissor para a aná] ise da secagem em jeito não
agitado consiste em integrar as equações empíricas que descrevema secagem de ca
rnadas de poucos grãos de altura. Thompson e colaboradores (44), para o caso de grãos de milho, propuseram uma equação do tipo
8 = a tn Wr + b [ln Wr] '
Esta equação, utilizada juntamente com balanços de energia e massa,
previu, com sucesso, as curvas de secagem de milho em vários tipos de secadores
(secador de passagem através e secadores contínuos de coluna). Em trabalho pos-terior, Thompson e Pautsen (h5) desenvolveram estudo análogo para o casodegrãos
f'x.
r'3
/''N
/'\.
de sorgo. Roberts e Brooker (h6), utilizando equação similar, desenvolveram mo
dela matemático para descrever a secagem de grãos de cereais em silos com remir
cujação interna dos grãos.
A partir da análise dome.nsional do fenõrneno, Chien e colaboradores
(h7) previram os grupos adimensionais para o cálculo de perfis de umidade em lei tos fixos. A equação (2.]3) apresenta aÍ o tipo de função obtida
w - v e w - w o e T e (2 . ] 3)
Outro tipo de equação empírica utilizada é o proposto por Troeger e
Huki11 (48) que, ao estudarem a secagem de mono-camadas de grãos de milho, che93.
ram ao seguinte tipo de expressão
K(W - W )a
e (2 . 1 4 )
onde a é uma constante maior que a unidade
Hukill e colaboradores (h9, 50) estudaram a secagem de vários tipos de cereais, tais como sorgo e milho. Propuseram a seguinte equação empírica
r 2La (2. 1 5) onde
(lx A3,
(W. C ã H (T pa a e w ) e T ) g L a (2 . ] 6) e (2 .1 7)Em trabalho posterior, Young e Dickens (51) avajiaramoscustos de se cagem de grãos de milho em secadores de leito fixo, utilizando equação cinética de secagem obtida a partir da equação (2.i5)
Roa e Macedo (52) simularam a secagem de feijão carioca em silos a
partir da determinação da curva de secagem em mono-camadas. A equação
resultan-te e
Wr ; exp Pr)b Ocl (2 .1 8)
Uma extensa revisão foi realizada por Bakker-Arkema (53) em relação
à simulação de secadores de cereais em leitos não agitados, utilizando equações
empíricas do tipo proposto por Thompson (qq)
Inúmeras outras equações empíricas se encontram na literatura (54, 55, 56, 57) no estudo de secagem de grãos de cereais.
r'\
2.
5.
TEORIA DA CAP l LARI DADESegundo Bakker-Arkema e colaboradores (53), grãos decereais poderiam
ser considerados como corpos capilares porosos.
Luikov e colaboradores (58, 13,
S9)
desenvolveram modelo matemáticopara descrever a secagem de sólidos porosos. As equações resultantes desse made
lo formam um sistema de equações diferenciais parciais. Até este momento, poucos
coeficientes dessas equaçoes sao conhecidos, pcaraocaso de grãos de cereais. Es se conjunto de equações diferenciais parciais foi aplicado à secagem de milho
mas não levou a resultados razoáveis (53)
Muitos outros autores estudaram a teoria da capijaridade para a seca
gem de materiais sólidos(60, 61 , 62, 63), mas, ao que tudo indica, não se
apli-ca ã seapli-cagem de grãos de cereais (28, 29). De fato, observando a constituição
dos cereais, verificou-se queacasca do grão (camada aleurona) não parece ser po
rosa (35)
)
2.6 APLICAÇÃO DAS TEORIAS A SECADORES DE LEITO AGITADO
Como vimos, os autores que apresentaram ou discutiram as teorias aci
ma restringiram, em geral , sua aplicação a secadores em que os grãos
aproximada-mente mantêm fixas suas posições relativas, tais como os de leito fixo, os de eã
tetra e os contínuos tipo silo.
Entretanto, os cererais podem ser secador, também, em secadores, con tínuos ou não, de leito agitado; usam-se os de leito fjuídizado, leito com jorro
e jeito agitado mecanicamente.
Em secagem contínua de trigo em secador de leito com jorro, Becker e Sajlans(17) idealizaram o processo como sendo uma secagem uniforme de sólidos a
proximadamente esféricos, em um leito de mistura perfeita e isotérmica. 0
mode-lo cinético aplicado era o da difusão da agua líquida dentro do sólido. A difu-sividade foi suposta independente da umidade do material. Uma solução
matemáti-ca rigorosa foi desenvolvida para este matemáti-caso. Em trabalho posterior, BeCker e lsaacson
(]8)
estudaram, também, processos descontínuos de secagem em secadoresde mistura perfeita. 0 modelo empregado consistia de balanços de energia e
mas-sa e da equação da cinética de secagem. Umas-saram uma mudança de variável na
equa-ção da cinética bastante parecida com a sugerida por Crank (]2) e discutida no
S2 2
No caso defeitos fluidizados, Vanecek e colaboradores(64) sugeri -ram que se determinassem experimentalmente as curvas de secagem, recorrendo-se à
teoria somente para os casos mais simples; a teoria poderia, também, serusada pg.
r''b
-14-pouco diferentes.
Kunii e Levenspie] (65), para leitos fluidizados, discutiram, entre outras coisas, o caso de secagem de sÓI idos, onde -á velocidade de secagemera con
trocada pela difusão da umidade no interior do sólido; esses autores afirmaram
que o problema podia ser tratado supondo que, no leito, cada partícula secasse co mo se estivesse isolada. Exemplos de cálculo são dados para leitos fluidizados contínuos (regime estacionário), não sendo abordado o caso de sistemas
descontí-nuos
f''-\ f'x CAPÍTULO 3 MATERIAIS E MÉTODOS /')' r\. 3. ]
.
INJBQj?UÇÃOEm virtude da pouca bibliografia especifica para o tipo de secador u fado neste trabalho, foi necessário realizar uma série de ensaios preliminares
visando:
- conhecer o efeito das condições do ar utilizado na secagem, juntamente com oda
agitação mecânica, no poder germinativo das sementes;
- obter informações a respeito da capacidade de homogeneização dos grãos
efetua-da pelo agitador, na câmara de secagem;
-
ajustar o equipamento e a técnica experimentalApós este trabalho inicial , uma vez ajustado o equipamento e defina
dos os intervalos das variáveis a serem estudadas (velocidade, temperatura e umí dado do ar e massa de sólidos), realizaram-se os ensaios definitivos.
Nos itens subsequentes, descrevem-se o aparelhamento e as técnicas u
ti] izadas em cada etapa desse trabalho
#'\.
3.2 UMECTACÃO DAS SEMENTES
Como não foi possível obter sementes ''in natura'', optou-se por
umec-tar sementes já tratadas .
0 método utilizado na umectação das sementes é o empregado por Shimi
zu (69): consiste em colocar as sementes em câmara de temperatura controlada
(30?C), na qual a nebujízação contínua de água permite manter-se uma unidade de
] oo%.
As sementes de sorgo, dispostas em mono-camadas em prateleiras com
fundo de tela de plástico, permaneciam nesta câmara por 14 horas e atingiam,
as-sim, uma umidade semelhante ã natural (18 a 25% em base seca)
3.3 TESTES DE VIABILIDADE DE SEMENTES
1 6
uma série de processamentos, tais como transporte, secagem e tratamentos quími-cos(aplicação de germicidas, fungicidas)
Para se poder verificar o estado da semente pronta para a lavoura,
real izam-se provas que definem o seu estado em relação ã probabilidade de germi-nação. Esses testes são chamados de testes de viabilidade de sementes e
forne-cem a percentagem delas que provavelmente germinarão quando semeadas.
Os testes deviabilidade de semerltes são realizados por amostragem do
lo [e
0 teste de viabilidade empregado neste trabalho, antes e após a seca gern das sementes de sorgo, foi o teste topográfico de tetrazolium. Baseia-se no principio de que o processo de respiração no interior das cêjulas vivas libera hidrogénio. Este teste bioquímico é feito emergindo as sementes cortadasaomeio
numa solução incolor de cloreto de 2,3,5 trifenil tetrazÓjeo; estesal, quando com
binado com o hidrogénio proveniente da respiração das células, produz um
pigmen-to vermelho no interior dos grãos. Se as sementes assim tratadas apresentarem
determinadas regiões coloridas, significa que estão vivas e podem germinar; para avaliar a viabilidade por esses testes, é necessário ter uma noção sobre a estru tura da semente. Existem inúmeras referências bibliográficas a este respeito na
]i teratura (66, 67, 68)
Os testes feitos por este método foram real izados por técnico treina do no Instituto Agronómico de Campinasp sob a orientação do Dr. Antonio Augusto
f''\.
EEIJIÊNCIA DA AGITAÇÃO NA MISTURA DOS GRÃOS NO SECADOR
Se por um dado é desejãve] uma boa homogeneização dos grãos de sémen
tes dentro da câmara de secagem, por outro lado a agitação mecânica não deveria prejudicar o poder germinativo das sementes durante a secagem; daí a necessidade
de a agitação ser tão suave quanto possível
Os agitadores ensaiados eram constituídos de um eixo dotado de pás; experimentaram-se pãs paralelas ao eixo, inclinadas e heTicoidais. 0 agitador e
ra movimentado por um conjunto motor - redutor, cuja velocidade máxima é de
0,84 rad/s
..'''\
Para verificar a mistura axial que ocorria dentro do leito agitado com cada tipo de agitador, isto é, com o intuito de saber a sua eficiência,
fo-ram feitos inicialmente ensaios qualitativos.
Esses ensaios consistiam em colocar no secador duas camadas de grãos
de cores diferentes e operar o agitador em sua máxima rotação. No fím de perco'
dos que variavam de 2 a 5 minutos, desligava-se o agitador e verificava - se,
/''3
r'q
mistura foi obtida com o de pãs inclinadas apresentado na fig. 3.1
Fizeram-se, então, com este agitador, alguns ensaios quantitativos sobre a eficiência da mistura. 0 equipamento experimental consistia de uma colu na de acrí]ico formada por anéis sobrepostos de
],5
cm de altura cada um,monta-da no lugar monta-da câmara de secagem, com o mesmo diâmetro desta (fig. 3.2)
As experiencias eram realizadas da seguinte maneira, segundo
suges-tão de Chatterjee (70)
Colocava - se na câmara já contendo o agitador uma camada de l cm de
sorgo com coloração clara e massa conhecida; a seguir, completava-se até a
altu-ra de aproximadamente 8 cm com o sorgo de coloração vermelha e também de massa co nhecida. Em seguida, por 2 minutos, agitava-se o leito nas condições dinâmicas
que seriam usadas nos ensaios de secagem,. ou seja, vazão de ar análoga eagitador com velocidade de 0,8q rad/s. Desmontando a coluna e cojetando o material conta do em cada anel por deslizamento deste sobre os inferiores, determinava-se a fra
ção mássica das partículas claras em cada um.
Compararam-se as fraçÕes mássicas obtidas com as que se teriam no ca
se de o sistema ser de mistura perfeita.
A fig. 3.3 apresenta os resultados.
Nesta etapa não foram real ízados testes para verificar o efeito da a gitação no poder germinativo, pois tais testes foram real izados após cada ensaio preliminar, levando-se, então, em conta não somente a agitação, mas, também, os
dema i s fa tores envo l v i dos .
r'\.
3.5 ENSAIOS PRELIMINARES DE SECAGEM COM SEMEF:TES DE SORGO
Conforme foi dito no $3.1, estes ensaios foram realizados com as
se-guintes finalidades:
-
verificar se o equipamento montado funcionava convenientemente (melhorando -o,quando necessário) e se os resultados eram reprodutÍveis;
adquirir prática em sua manipulação;
de[imitar as faixas de variação das seguintes variáveis: altura do jeito,
tem-peratura e vazão do ar de secagem;
averiguar se a ação combinada da agitação e da secagem não diminuía a
viabili-dade da s semen tes .
Foram realizados Ih ensaios, cada um seguido do teste de viabijida
f''\
de
3.6 QE$=Ç [LÇ49 PÇ? }QU I PAMENTO
0 equipamento experimental consiste basicamente em: câmara de seca-gem com agitador, sistema de suprimento, purificação e aquecimento do ar utiliza
0 a) E () .c: 0 E 0 N 0
ÜSf:::
b \.- (D tJ l.-a) m 'D '-E 3 'U 0 m 0 0 ''c) u 0 Q) E 3 0 a' c l L 3L:::$M
C C 0 L 0 0 E 0 3 l 1. 3r''\
P .
do no processo, instrumentos de medida de sua vazão, temperatura e umídade.
As fig. 3.Ü e 3.5 mostram o equipamento utilizado, cabendo apenas as
informações complementares que se seguem.
3.6.1. Equjpeplçillip pgrg pplifl.çeçpz ga g! - 0 ar utilizado na secagem provém
de um compressor (A) mantido à pressão de aproximadamente 3 atm, através da rega. vagem de um dreno de ar(B); para a retenção de partículas sólidas, de água e de Óleo presentes no ar, foi instalado um sistema para sua purificação constituído de umciclone(C) comdiâmetro de 8 cm e altura de 23 cme quatro filtros de lã de vidro(D) com diâmetro de 6 cm e altura de 23 cm.
3.6.2. 8apqççgpr do ar
-
0 trocados de calor (H) consiste em um cilindro de 4 cmde diâmetro por 30 cm de altura. No seu interior foram colocadas resistências e tétricas apropriadas para o aquecimento de ar, perpendicularmente ao seu fluxo.
0 cilindro foi isolado externamente com corda de amianto.
f''\.
3.6.3. Secador de leito agitado, ç$p !p ggâgçpgç!! - A figura 3.5 apresenta, em
pormenores, esta aparelhagem. É constituída, de baixo para cima, por uma câmara
vazia para regularizar o escoamento do ar de secagem, uma placa porosa com a mes
ma finalidade e, por ultimo, a câmara de secagem propriamente dita, contendo o a ditador. Há guarnições de borracha de 0.3 cm de espessura entre todas as peças
unidas, para evitar perdas de ar. Os característicos destas diversas partes são
os sequ i ates
a) Coluna de paredes de latão (1) com 9 cm de diâmetro por 21 cm de altura, ten do, na parte inferior, um tronco de cone de 7 CHI de altura; em sua
extremida-de inferior é feita a alimentação do ar de secagem.
b) Placa porosa (J) de material sintetizado, com 14 cm de diâmetro e 0,5 cmdee2 pessura; é presa ã coluna de latão por meio de duas flanges de ferro (K) c) Câmara de secagem (L), de forma cilíndrica, com diâmetro interno de 8 cm e al
tura de [O cm; a a]tura desta câmara pode ser aumentada até ]5 cm, sobrepondo
anéis com encaixe tipo macho-fêmea, idêntico ao da figura 3.2; na base infe-rior do cilindro por onde entra o ar, é encaixada uma tela de plástico(M) que sustenta o material a ser secado. A câmara de secagem é fixadaàcoluna de la tão por meio de molas de aço. A câmara foi construída em acrílico.
d) Agitador de partículas sólidas (N), constituído por um eixo contendo três pa-res de pás acopladas duas a duas com ângulos de íncjinaçãode30' e espaçadas
de l cm
l :] U b L 0 L 0 0 L 1. 0 a) C E 0 0 0 !. E 0 a) a) 0 0 1. 0 0 L 0 :] 0 L L 0 0 E U L 0 m '0 Q 0 'D .&J .-E 0 3 m 0 o 'u O N lO .-t.». © '-.IJ .FJ C 3 0 0 0 L 'D a. o c: 3 . 0 010 U .p --) bZ .J :: Z L 3 L 3 .}J E 0 0 0 c: 0 0 0 .IJ 3 0 1. 3 D01SSDUI OQODIJ
0L 0 3 > 0 0 O E 'D {0 0 0 L 0 (: 0 0L E L 0 0 0 m -3' .P > 0 0Q) > L > E0 0 \. U E 0 3 0 .bJ C 0 E L 0 X 0 0 C 0 0 L 0 L 3
f"- 22
3.6.h. Medida e controle de va4;q4e ar - A vazão de ar era medida por meiode ro tâmetro (G) Fischer-Potter previamente calibrado contra gasómetro aferido. A v2. zão de ar foi controlada manualmente por uma válvula de agulha inserida na linha
(VI)
3.6.5. Medida e cop ' Eram medidas as temperaturas do
ar antes da placa porosa, na saída da câmara de secagem e do ambiente com termó-metros de mercúrio (T) com precisão de 1 0,5'C. Estes foram previamente afere
dos contra termómetro com certificado.
Não se detectou variação do valor das temperaturas do ar antes da pig.
ca porosa e na saída da câmara de secagem, onde os termómetros eram colocados em
d iversas post çÕes rad ía is .
0 controle da temperatura de entrada do ar foi feitamanualmente por meio de um reóstato(TC) inserido em série com as resistências elétricas do
tro-vador de calor
/'''\.
3.6.6. Medida da umidade do ar - A umidade do ar proveniente do compressor era
continuamente medida através de um psicr8metro de bulbo amido e bulbo seco(F),
instalado em uma derivação da linha condutora do ar situada antes do rotâmetro.
A construção desse instrumento é descrita minuciosamente por Torloni
(71). A velocidade mínima do ar para seu funcionamento era obtidapeloajuste da
pressão antes da válvula V3; a relação entre esta pressão e a vazão fora obtida
previamente. A precisão das medidas foi verificada por comparação com um psicrg.
metro de ponto de orvalho (E)
L
3.6.7. Umidade do material
-
A cada ensaio, foram determinadas a umidade iniciale final do material contido na câmara de secagem. 0 método adotado foi o de pel. da de massa do material aros 2h horas em estufa a 105'C (72)
3.7. MODO OPERATÓRIO
3.7.1. Preparação das sementes - As sementes foram preparadas da seguinte
manei-a) umectação em câmara acl imitada (veja item $3.3) por um período de t4 horas;
b) armazenagem, por um período de 2h horas, para a homogeneização da umidade no seu interior
Os lotes de sementes assim preparados eram de aproximadamente 500 g
ra
cada um
r'3
r'l
a) Com o compressor l igado e a câmara de secagem vazia, regulavam-se a temperatu
ra e a vazão do ar desejadas na entrada da câmara de secagem e esperava'se a-tingir o equilíbrio térmico. Esta operação tinha a duração de 1,5 a 2 horas. b) Retirava-se, então, a câmara de secagem do conjunto de equipamentos e carrega
va-se com uma massa de sementes de sorgo pré'determinada (a massa da câmara e
ra conhecida)
c)
d)
Do mesmo lote de material colocado na câmara de secagem, eram retiradas duas
amostras para a deterrnínação da umidade inicial das sementes
Colocava-se a câmara de secagem sobre a placa porosa(veja S3.6.3) e
iniciava-se a operação de iniciava-secagem da seguinte maneira:
- prendia-se a câmara de secagem no conjunto condutor de ar (veja $3.6.3) por me io das mol as ;
-
ligava-se o eixo do agitador ao eixo do motor-redutor de velocidade; - ligava-se o motor propulsor do agitador;- reajustava-se a vazão de ar
Todas essas operações tinham uma duração de, aproximadamente, 30 segundos
Em intervalos de tempo de 5 minutos no início da secagem e de 10 na parte
fi-nal , a câmara de secagem, com o material , era retircada do conjuntocondutorde
ar e pesada em balança Mettler tipo P1200 (capacidade de 1200 g, precisão de
o ,l g)
Antes de retirar a câmara para pesagem (item e), liam-se os valores de
tempe-raturas, vazão e umidade do ar
e)
f)
g) h) r''\
Ao final de cada ensaio. retiravam-se duas amostras do material contido na câ
mau de secagem, para determinar a umídade final
A duração de cada ensaio de secagem era de, aproximadamente, 3 horas, não c(U.
CAPÍTULO 4
RESULTADOS E D l SCUSSÃO
4.1.
INTRODUÇÃOr'\. Conforme foi dito no $3.4, realizou-se, inicialmente, uma série de eB.
saios prejíminares. Estes serviram para acertar pormenores do equipamento,
me-lhorar a técnica experimental e verificar que, dentro das faixas de temperatura
e vazão de ar a serem utilizadas, a viabilidade das sementes não seria diminuída
pela secagem.
Em seguida, realizaram-se 2b ensaios definitivos, sendoestudadaa in fluência das seguintes variáveis: vazão de ar, temperatura do ar naentrada do se cador e massa total do leito. Todos esses ensaios foram efetuados com material proveniente de um mesmo bote convenientemente misturado. A umidade do ar na en-trada do secador permanecia aproximadamente constante ao longo de cada experime.2
to, pouco variando de um para outro.
Alguns ensaios foram repetidos para verificar sua reprodutibilidade. 0 correlacionamento dos dados para determinar uma equação que repre'
sentasse a velocidade de secagem foi feito adotando-se, como mecanismo de seca,
a difusão de água através do sólido; chegou-se a uma equação geral representando
a secagem das sementes de sorgo em leito agitado mecanicamente, dentro das conde
çÕes dos ensa íos real i zados .
.f='\
4.2 RESULTADOS DOS TESTES DE VIABILIDADE DAS SEMENTES
Estes testes foram realizados durante os ensaios preliminares de
se-cagem, feitos com material provenientes de um mesmo lote. Resultou que, nesse lg.
te de sementes, antes da secagem, em média, 88% delas era viável
A figura 4.1 mostra os resultados obtidos com as sementes após
seca-gem nos ensa ios prel imi nares .
Como se observa através desta figura, a secagem náo afetou a viabill dade das sementes. Podemos, portanto, concluir que as condições do ar de
n t00 > Q > 0
8
90 Ê % de sementes vi(iveis antes de sofrer a secagemea e e © e e e 70 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 Te('C)
Figura 4.1 - Resultados dos ensaios de viabilidade das
sementes realizados após os ensaios preliminares.
/''''\
4.3 RESULTADOS DOS ENSAIOS DEFINITIVOS DE SECAGEM
Zt.3.1. Reprodutíbil ' Com o fitodeconfirmar sua reprodutibijidade, foram realizados dois ensaios nas mesmas condições de tempera. tura, vazão e umidade do ar, com a mesma massa e umidades iniciais aproximadame2.
te iguais. Como se pode ver através da figura h.2, os resultadosobtidos são coE.
rentes. As condições empregadas nesses ensaios encontram-se no $ it.3.2
r'\
1+.3.2. Resultados dos ensaios de secage!! - Os resultados obtidos nos ensaios de
secagem encontram-se nas tabelas Zt.l a t}.XXIV e as curvas de secagem estão reprÊ
sentadas nas figu ras h.3 a 4.8.
Nestes ensaios, a faixa de variação de cada variável estabelecida com os ensaios preliminares foi a seguinte:
a) temperatura do ar: de 30 a q5'C;
b) vazão mássica do ar: de 41 a 123 g/min;
c) massa do material amido: de i70 a 500 g; com estas massas, a altura do leito
variava de h a ll cm, aproximadamente.
Para dar uma visão global dos ensaios realizados, colocou-se, na
26 0.20 0,19 D E 2C) E 21 B 0.18 0,17 0.16 g a P 0.15 0.\4 0,13 0,12 46 44 40 32 0 g a a ' o o ã b à g õ g
:' F .
24 20 . 0 20 40 60 80 100 120 140 160 \uu zuv O (min)Tabel a 1+. 1 - Dados da Secaqem
de Sementes de Sorgo
Tabela 4. 1 1 - Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo .#') ENSA 1 0 E2
Te ; 30,0 C ms : 277,4 g q. ; 41 g/«in HG : 010050 g H20/g ar secoG ' }""'' y ''2 ENSAIO EI W 0,1959 0,1862 D,1 837 0,1 81 6 0,1 794 0,] 778 0.] 726 0,i683 0,1656 0, 1 61 3 0,1586 0,1 567 0,1 5h8 0,1 526 D , 1 51 0 0,1h83 Te : 30,0 C ms : 18hl9 g q. :
4]
g/«in HG : 0)0050 g H20/g ar seco,/
/
28
Tabela 1+. 1 1 1 - Dados da Secaggp
de Sementes de Sorgo
Tabela 4.iV - Dados da Secagem
de Sementes de Solgg ENSAIO Eh
.AL
.=
Te ; 30,0 C s ' 26412 g qM : 82 g/mín HG ; 0)0068 g H20/g ar seco ENSA 1 0 E3 (mín) W 0,1963 0 , ] 90 1 0,1867 o,1836 0,]805 0,1794 0,1772 0,] 738 o,j704 o,1676 0,1648 0,]625 0,1603 0,] 580 0 ,1 558 0 ,1 54] 0 ,1 52q 0 ,1507 0 ,1493 0 .1479 o,jh62 0 ,1 451 Te : 30,0 C m. = ]77,9 g qM ; i23 g/min HG : 090060 g H20/g ar seco
Tabu l a 4 .V
de Sementes de Sorgo
Dados da Secagem lljllçl q +:yl gados da Secagem
de Sementes de Sorgo ENSAIO E6
.AL
.:
Te : 30,0'C m. = i70 ,] g qM = 123 g/min HG ; 0)0070 g H20/g ar seco ENSA 1 0 E5
.él
.=
Te - 30,0?C m. = 425,5 g qM : 82 g/min HG : 010060 g H20/g ar seco
-30-Tabela 4.Vlt - Dados da Secagem Tabela b.Vlll - Dados da Secagem
de Sementes de Sorqo de Sementes de Sol.gg
f'3 ENSAIO E8
T. : 38,0?C m. = 173,9 g q.. ;
4]
g/«in HG ; 010060 g H20/g ar seco ENSA 1 0 E7 g Ho0+-m='-:==)
T = 30,0'C e ' m = 262,0 gs ' ' qM : 123 g/min HG ; 090072 g H20/g ar seco
Tabela Z+. l X - Dados da Secagçg
de Sementes de Sorqo
Tabela h.X - Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo /'x. ENSAIO EIO
Te : 38,0'C m, = 179,6 g qM ; 82 g/min HG : 0 0055 g H20/g ar seco ENSAIO E9
Te : 38,0'C m. = 27h,h g q. : z'l g/«in HG : 010080 g H20/g ar seco
32-Tabela Z+.Xll - Dados da Secagem
de Sementes de Sgrgg
Tabela Z}.XI - Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo ENSAIO E12
Te ; 38,0'C ms : 436,6 g qM : 82 g/min HG = 0,0080 g H20/g ar seco ENSAIO Ell
Te : 38,0?C ms : 267,0 g qM : 82 g/min HG : 010080 g H20/g ar seco
Tabela 4.Xlll - Dados da Secagem Tabela q:XIV Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo de Sçpl?lltç? de Sorgo
ENSA 1 0 EI 4
.4L
T = 38,0OC e ' m. = 28i,0 g qM : 121 g/min HG ; 0)0062 g H20/g ar seco ENSA 1 0 EI 3
T ; 38,0?C e ' s : ]80,0 g qM : 12] g/min HG : 0P0070 g H20/g ar seco
Tabela 4.XV - Dados da Secagem Tabela h.XVI Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo de Sementes de Sorgo 3h ENSA 1 0 EI 6
Te : 45)0OC m. = ]83,5 g q. ; z'l g/«in HG : 010060 g H20/g ar secoG " ' ' ' ' ' y ''2 ENSA 1 0 EI 5
.=
Te ; 38,0?C m. = 419,1 g qM ; 123 g/min HG : 0,0065 g H20/g ar seco
r'\. /3.
Tabela 4.XVI 1 - Dados da Secagem Tabela 4.XVlil - Dados da Secagem
de Sementes de Sorgo de Sementes de Sorgo
f''\ ENSAI O EI 7
T ; 44'c e m. = 279,6 g qM ; 82 g/min HG : 010075 g H20/g ar seco ENSAI O EI 8
T. = 45'C m. = 177,4 g qM : 82 g/min HG : 010075 g H20/g ar seco
Tabela 4.XIX - Dados da Seca(}em de Sementes de Sp [gg
Tabela 4.XX - Dados dg Secagem
4g $gpençes de Sorgo #''\. f'''\ ENSAI O EI 9
T. ; 45'C e ms ; 27910 g qM = 82 g/min HG : 0,0080 g H20/g ar seco ENSA 1 0 E20
Te : 45?C ms ; 279,7 g qM : 82 g/min HG : 0)0055 g H20/g ar seco
.lpbslp !!XXI 1 - Dados da Secagem de Sementes de Sorgo Tabela 4.XX l Dadas çlp $Sgggg de Sementes de Sorgo ENSA 1 0 E2 1
T = 45oC ms : 274,1 g qM : 82 g/min HG : 010065 g H20/g ar seco ENSAIO E22
T. : 45?C ms : 175,6 g qM ; 121 g/min HG ; 010080 g H20/g ar seco
-38-Tabela 4.XXlll - Dados da Secagem Tabçlq yl3X14 Dg4glJa jecqgçm
de Sçyçlllçj ]q liglSP de Sementes de Sorgo
p'""'"'~ ENSAIO E2q
T. : 45?C ms : 434,9 g qM = 118 g/mín HG : 0,0075 g H20/g ar seco ENSAIO EZ3
.4L
T : 45?c e ' ms : 269,4 g qM : 121 g/min HG : 0P0070 g H20/g ar seco
0,21 0.20 B 0.19 0,18 0,17 0.16 0,15 0,i4 0.13 0.12 0 20 40 60 80 t00 120 140 160 180 o { min)
- Umidade em função do tempo, ensaios EI,
200 E2 e E3 Figu ra 4.3 0.25 0,24 0.23 0,22 0.21 ENSAIO 3 0,20 0.19 0,18 0,17 0,16 0.15 0,14 0 20 40 60 80 \00 120 140 160 180 200 o (min)
Unidade em função do tempo, ensaios E4, E5, E6 e E7
ko 0 N n d'n <{ LÜ La g LU 0 E 0 0 0 C 3 E 0 0 E 0 0 c: 0 1. 3 g 0 a g < o D X 0 E 0 0 0 c: 3 E 0 0 E l 0 0 c: 0 L 3
- 0 ' g0-= 0 'D 0 N íf') q' (N (N (N (N 8 w w -'w u ã D o y 'q 0 fa C D -E UJ 0 0 . ''0 (N O LJ Eo (D 0 -3' 0 o c 3 f"'\ f"-\ 0 8 4 00 C 'Ê (D () 2: LJ 4 0 4 0 E 0 LÜ td Ld LJ () 4 0 . ''D Ld D ' q q 0 0 0 c . 4 o () 'q o 'q o 'q o 0 0 E I'\0 . 0 ''o -o \.-o ''o . LÜ E 0 1 . r\ u C ..= o 8 8 () Ü' <] a' 'q o ru !. 3 B 4 o 'l o 8 0 () (N () d 0 0 b-0 () 0 + 0 0 0= M
r'h
f'\.
42
Tabela 4.XXV - Tabela geral de condições dos ensaios de secagem
e valores da umidade de equil ébrio
W 0 mS (g) qM (g/m i n ) T e Ensa ío n? HG e (?c) 30,0 30 ,0 30 ,o 30,0 30 ,o 30 ,o 30,0 38,0 38,a 38,0 38,0 38,0 38,0 38,0 38,0 45,0 45,0 45,0 45,0 45,0 45,0 45,0 EI E2 E3 E5 E6 E7 E8 E9 EI O E] l EI 2 E1 3 E1 5 E16 E1 7 Ei8 EI 9 E20 E21 E22 E23 EZh 0,1959 0,20] 2 0,1963 0,1953 0,] 905 0,2443 0,2hhl 0,2530 0,] 881 0,2309 0,]954 0,2096 0 ,1937 o,j937 0,2285 0,1954 o,i938 o,1 850 0,j929 0 ,] 953 0 ,t992 0,2480 0,2480 0,] 779 184 ,9 277,4 1 77 ,9 26h,Z 425,5 1 7 0 , 1 26z,o 173,9 27h,4 179,6 267,0 h36,6 1 80 , 0 281 ,0 h1 9 ,] 183,5 279,6 177,h 279,0 279,7 274,1 1 75,6 269,4 h3h,9 82 82 8z lz3 1 23 4] 4] 82 82 82 1 21 1 2 1 T 23 82 82 82 82 1 2 1 1 21 1 1 8 0,0050 0 ,0050 0,0060 0,0068 0,0060 o ,o070 o,o072 o,o060 0,0080 o,o055 0,0080 0,0080 o ,o070 0,0062 0,0065 0,0060 0,0075 o,o075 0,0080 0,0055 o,o065 o,o080 o,o070 0 ,o075 o,0637 o,0637 0 ,0701 0,0750 o,0701 0 ,0761 0,0773 0 , 0531 0,061 5 0,0508 0,061 5 0,061 5 0,057h 0,05h0 o,0553 0,0425 o,oq90 0,0h75 0,0z190 0,0407 0,0442 0,0409 0,0420 0.0460
''\
4.4. APLICAÇÃO DO MODELO DA DIFUSÃO
Como a revisão bibliográfica mostra que o modelo da difusão de água
líquida através do sólido parece se aplicar bem no caso de grãos de cereais,
su-por'se'á, aqui, que seja este o mecanismo que controla a secagem.
4.4.1. !i.pglSISZ - Para a aplicação da teoria da difusão, foi necessário fazer u ma série de hipóteses, tanto em relação ao material quanto ao tipo de secador eD pregado. Dentro das considerações acima, essas hipóteses foram as seguintes:
a) 0 secador estudado é de mistura perfeita; esta hipótese baseia-se nos ensaios
qualitativos e quantitativos descritos no $3.4
b) A resistência predominante na secagem de grãos de cereais é a resistência in-terna; este fato foi demonstrado por vários autores (15, 21, 26, 32, 33) c) A temperatura do ar na saída do secador é igual ã temperatura dos grãos no i.2
tenor do jeito; Kunií e Levenspie] (65), ao discutirem como medir a tempera
tura dos sólidos num secador de leito fluidizado, mostraram que é bastante ra zoãvel supor esta temperatura igual ã do ar que deixa o leito.
d) Não há gradientes de temperatura no interior dos grãos de sementes; Kreith
(73) comenta que se pode considerar constante a temperatura no interior de um
sólido trocando calor com um fluido, se o número de Biot fâr menor que 0,1 No caso da secagem de grãos de cereais, isto foi suposto por vários autores
r 1 [ 2 1 \
e) A difusividade da água no interior dos grãos é função da temperatura e não da
urnidade. Esta hipótese foi verificada para o caso de trigo (]5), onde a
in-fluência desta Última variável sobre a difusividade sÓ era apreciãve] para va fores de umidade abaixo de 9% em base seca; esta hipótese é adotada peia maio
ria dos autores (2], 22, 26, 33, 40)
}
f'-4.i+.2. Análise dg! pg!!!yçlj !gjgções da gqypSgg da difusão - Analisando os da
dos obtidos na secagem(tabelas 4. la 4.XXIV), verifica-se que, ao longo do pro cesso, a temperatura dos grãos, igual ã temperatura do ar na saída do leito (hi
pótese .S) varia no início da secagem, enquanto que, no período final, tende a um
valor razoavelmente constante. De acordo com a hipótese e acima, a difusividade
é uma função da temperatura e, portanto, eja sÓ poderia ser considerada
constan-te na parconstan-te fi nal da secagem.
Baseando-se no que foi exposto até o momento, definir-se-ã a solução
da equação de difusão a ser empregada.
A solução proposta por Becker (16)(equações 2.6 e 2.7) não pode ser utilizada, pois os parâmetros necessários a esta correlação, tais como Ws e D,
/'b.
I''\.
I''\.
são impossíveis de serem avaliados; de fato, era muito difícil criar,
principal-mente no início da secagem, condições onde a difusividade pudesse permanecercon.2
tanto
As soluções de Hustrulid e colaboradores (21, 22), de Baughman e
co-laboradores (2h, 25) e a de Henderson (26) não podem ser usadas, pois suprema dl
fusívidade constante; a de Hustrulid(23), analogamente, não se aplica, pois
su-põe que a difusividade seja função da umidade e não da temperatura.
A solução proposta por Moon e Spencer (lO), que, segundo seus auto res, se aplica à secagem de uma maneira geral (equação
2.2),
poderia seradotada,aqui, somente no período final da secagem, mas nao no período inicial, onde a dl
fusívidade não é constante. No entanto, pode-se contornar este problema, como
foi visto no capítulo 2, através da mudança de variáve] proposta por Crank (]2)
(equação 2.3) na equação diferencial que representa a 2a. lei de Fick (equação
2.]). A equação deferencia] que resulta dessa mudança de variável é a equação
2.5, cuja solução é dada por
w - w e w - w o e A e'? + A.e'Bj$ + 0 (4. ] ) com 0 / BoD(8) d (0) 0 ' 8 K(Q) d8 0 (2.3)
A equação h.l pode ser aplicada do início ao fim da secagem, pois não
supoe difusividade constante.
Diferenciando a equação 4.1 em relação ao tempo, obtém-seaexpressão
da velocidade de secagem:
dw
'" - ".,
«'.,
i'i:l
0l ')'.i:ii:
1l
(h.2)
Para corre]acionar nossos resultados através das expressoes 4.] e
ssário obter W., K(8) e as constantes Ai e Bi
0 método de cãjculo da umidade de equilíbrio será visto no$4.4.3. A
relação entre K e o tempo será obtida a partir do correlacionamento empírico mo.Z
tudo no $h.4.4; os cálculos do adimensional de tempo) $, e dos parâmetros Ai e Bi são apresentados, respectivamente, nos $4.4.5 e $4.4.6.
4 2, e nece
4.4.3. Umidade de çqyilj.brio - Preferiu-se utilizar a umidade de equilíbrio esta. tida, pois ela depende somente do material e das condições de umidade e tempera'
/3.
Os valores da umidade de equilíbrio estática (W.) podem ser obtidos da literatura (3, 45). Adotaram-se, neste trabalho, as umidades obtidas a par' tír da equação apresentada por Paulsen e Thompson (45), que relaciona a umidade
de equilíbrio estática em função da temperatura e da unidade relativa do ar:
"' :[ :,,.
:
=-!'z
+ 92) 0,476 (4 . 3) e que leva a resultados próximos aos de Brooker (3)h.4.Z}. Correjac onamento empírico do coeficiente de secagem K em função da tempe
ratura - Para chegar à relação entre K e o tempo para cada curva de
seca-gem, obtem-se, inicialmente, a expressão da função K = K(T.). Daí, como, paraca
da curva, Ts é função de 8 (veja tabelas 4.1 a 4.XXIV), resultará a relação desE
Idu d .
Para chegar ã função K = K(T.), usaremos os trechos finais das
cur-vas de secagem, pois aÍ a difusividade é aproximadamente constante e, então,
po-de-se usar a expressão 2.2; além disto, como se observa em vários casos análogos
(veja, por exemplo, a equação 2.8), o segundo termo da série diminui com o tempo
muito mais rapidamente que o primeiro. Portanto, pode-se admitir que, no perto' do fina] da secagem, a equação 2.2 possa ser reduzida apenas à primeira parcela
w - w e w - w o e A e'BODO 0 (4.4) +''-\
Então, para obter K = K(T.), seleciona-se, no período final de cada
curva de secagem, o trecho onde a temperatura do ar de saída permanecia aproxima
damente constante. Nesses trechos, aplica-se a equação 4.4, ou seja, de gráfi-cos de ]n(W - We) em função de 0, obtem-se o coeficiente angular de cada reta. Este coeficiente angular é igual a BoD = K. As figuras 4.9 e 4.tO apresentam as
retas correspondentes a todos os ensaios.
Os valores de K, obtidos por este procedimento, encontram-se na figu ra zi.]l. A equação de K em função da temperatura, determinada a partirdessesda
dos, é
K = 7.28 x 10'5 Ts - },66 x 10'5 (h.5)
(T. em 'C,
0 coeficiente de determinação é rz = 0,8h66. Para avaliar o desvio associado a essa correlação linear, calcularam-se, a partir da distribuição est.g
tística ''t de Student''(74), os limites superior e inferior desta correlação, a um nível de confiança de 95%. Estes limites estão indicados na figura h.ll
h6 o.ly) 0.120 3 .L o.\lo o.100 Godo OP00 0.070 OPÔS 80 «) t00 110 120 \30 140 150 160 170 180 190 200 210 O [min)
Figu ra 4.9 In(W W.) em função do tempo E8
E2
q.
:..
o.100 E20 a> B l 3 0.090 Et5 -u~ ''''-l~ E 14 EB' E lr" :>:...E..B 0.080 E 21 E22 E19 E t3 adro 0 Qoeo E24 0055 80 90 100 110 120 130 140 1K) 1«) 170 180 190 200 210 e (min)
Figura 4.]0 - in(W - We) em função do tempo
24 26 28 30 32 34 36 38 40 42
Ts ['C)
48
4.4.5. Cãjculo de% em função do tempo - Para obter, para cada curva de secagem,
a função e =8(8), que constitui a varíãve] independente nas equações q.l e h.2,
ca[cu[ou-se, inicialmente, o valor de K para cada valor experimental de T. =
=T.(8) pela equação 4.5; com estes valores e as tabelas de h.l a h.XXIV, tra
-çou'se a curva de K em função de 0 e, por integração numérica (equação 2.3), ob-tiveram-se os valores de € em função do tempo, para cada curva.
Um exemplo da curva de K em função de 8 é apresentado para um dos en
saios (E] ]) na figura h. ]2.
2,50 íO 0 >< V 0 0 2.00 ENSAIO E1 1 170 e (min)
Figu ra 4.] 2 Relação de K em função do tempo
4.4.6. Correlacionamenço geral - Apresentam-se, na figura 4.13, os valores da u-mídade reduzida em função do%, para todos os ensaios realizados.
A partir desses dados, obtem-se a equação h.6, pela imposição do mo-delo teórico representado pela equação h.l. Neste procedimento, foram adotados
somente os dois primeiros termos da série representada na equação 4.1, devido ã sua rápida convergência. 0 método utilizado no cálculo dos parâmetros A., AI e B] é o que minimiza os quadrados dos desvios da equação imposta, em relaçãoaosd2.
dos experimentais. A equação que pode representar o fenómeno de acordo com o e3.
P g 8 L 0 0 0 0 L L 0 l L 3
50 b/ - w e w - w o e 0,7897 0,1766 (4.6)
e a equação da velocidade de secagem é dada por
g: - '" - ".,
«'''
: ::t1:7
.':!i.:i;
(4.7) 0 desvio do modelo apresentado pela equação 4.6 em relação aos dados experimentais pode ser observado através da figura h.13. Para uma melhorinter-pretação desses desvios, verificar-se-a o que eles representam em relação ao tem po de secagem. A partir da teoria da propagação dos erros, demonstra - se que os
desvios da equação 2.3 podem ser representados pela seguinte relação
.6Ê (4.8)
/'b.
A título de exemplo, considere o caso de W. = 0,6. 0 valor dee,ob tido através do modelo é, aproximadamente, 0,300. Na figura h.13, observa-se u
ma dispersão da ordem de Z\ÉÍ= t 0,050, ou seja, 8= 0,300 t 0,C50. Para T. i gua] a 30'C, resulta K= 2,167 x 10')(min ') e, portanto, Z\0 = 1 23 min.
A tabe)a 4.XXVI traz alguns valores de A.Q para outros valores de%
e de T
S
Tabela
4.
XXVI Desvios da equação b.6Wr = 0,6 2s.g,; !0 ,050 Wr = 0,7 .{\%: to,030 b/r = 0,8 aq; to,020 K x 103
(mi n' ] ) (mi n) (min) (mi n)
.6.0
CAPÍTULO 5
MODELAGEM mATEUÁUCA E SIMULAÇÃO
5.1.
INTRODUÇÃONeste capítulo mostrcar-se-ã como, a partir da cinética de secagem repre sentada peia equação 4.7, podem-se prever curvas de secagem de sementes de
sor-A modelagem do sistema baseia-se na equação que descreve a cinética de secagem de grãos de sorgo e no balanço diferencial de energia; usandoomodelo ob tido, simularam-se, a seguir, as curvas de seca e os valores da temperatura de
saída do ar em função do tempo para todos os ensaios e estes foramcomparados com
os va l ores exper i mental s .
A previsão da curva de secagem, para qualquer situação dentro do enter
vago experimenta], é realizada a partir das seguintes informações: umidade ini-cial do material, umidade de equilíbrio, massa de sólido, temperatura ambiente, vazão e temperatura do ar
go
f'\.
/'\
5 . 2 . MODELO MATEMÁT l CO
0 conjunto de equações diferenciais que formam o modelo matemático pa
ra a simulação do sistema consiste em: a equação 5.1, que descreve o balanço di
ferencial de energia, e a equação Z}.7, relativa à cinética de secagem.
0 balanço díferencia] de energia é dado por
t:alar cedídol fcalor utilizador fcalor necessários
pela correntel = i para aquecer 1 + apara vaporizar al + perdas
de ar J l o sólido J [ agua J
(5.1 )
cuja formalização fornece, por unidade de tempo,
dT ...
qMCpa(Te - Ts) : msCps
-aT
+ sÀgg
+Q (5.2)A equação cinética de secagem, como vimos no $4.4.3, é representada