ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE QUALIDADE AMBIENTAL –
SQA ... 13
1. Programa Municipal De Coleta Seletiva ... 13
2. Programa Municipal de Arborização e Recuperação de Áreas Verdes ... 14
3. Cidadania Ambiental ... 15
4. Eco Camping ... 15
5. Esporte e Lazer ... 15
1) Gestão de Resíduos Sólidos ... 16
2) Arborização Urbana ... 17
3) Educação Ambiental ... 18
4) Esporte e Lazer ... 18
A SITUAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA E EXÓTICA DO MUNICÍPIO E DA ARBORIZAÇÃO URBANA ... 19
Relação das Unidades de Conservação do Município ... 25
1. Parque Municipal Farroupilha ... 25
2. Outras áreas ... 25
Anexo 1 ... 27
Anexo 2 ... 28
1. Licenças emitidas no ano de 2.000 ... 29
1.1 Número de Licenças conforme o tipo de atividade ... 29
2. Licenças Ambientais emitidas em 2001 ... 30
2.1 Confira agora as Licenças conforme o tipo de atividade ... 30
2.2 No ano de 2001, também foram emitidas 65 autorizações pela Coordenadoria de Controle Ambiental da SQA ... 30
EDUCAÇÃO AMBIENTAL ... 65
1. – RELATÓRIO ATIVIDADES ANO 2001 ... 65
2. - ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA OFICINA ECOPEDAGÓGICA EM 2001 ... 65
Resíduos Sólidos ... 67
INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM PELOTAS NO ANO DE 2001 ... 69
Coleta de Resíduos Sólidos – 2001... 71
TRATAMENTO DE ESGOTO... 73
Recusos Hídricos ... 75
Tabelas sobre a Poluição do Arroio Pelotas e Canal São Gonçalo ... 77
COMPOSIÇÃO DO COMPAM NO BIÊNIO 2000/2001 ... 81
APRESENTAÇÃO
Embora o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA tenha sido criado pela Lei Federal 6938/ 1981, portanto anterior à própria criação do SUS, Sistema Único de Saúde, a elaboração do Relatório Anual de Qualidade Ambiental – RAMB, expôs com clareza algumas dificuldades para que o conjunto da sociedade tenha acesso às informações ambientais, motivo pelo qual o documento que aqui apresentamos, praticamente acabou se tornando uma prestação de contas do primeiro ano de gestão da Secretaria de Qualidade Ambiental – SQA, de algumas informações do último ano do extinto Departamento de Ação Ambiental, da também extinta Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, e da atuação sempre efetiva do Conselho Municipal de Proteção Ambiental – COMPAM, nos anos de 2000 e 2001.
Faltam ainda mecanismos que permitam um acesso mais facilitado às informações de outros órgãos administrativos do município e, principalmente, das instituições de proteção ambiental dos demais entes da Federação. Mesmo assim, acreditamos que o trabalho aqui desenvolvido pode contribuir um pouco para que a população tenha conhecimento de como vem sendo desenvolvida a proteção do equilíbrio ambiental em Pelotas. Afinal de contas, os anos de 2000 e 2001 foram extremamente importantes para a questão ambiental em nossa cidade. No ano de 2000 a novidade ficou por conta da promulgação do Código Estadual do Meio Ambiente, importante e abrangente instrumento de proteção ambiental, que inovou ao elevar os banhados, um dos principais ecossistemas da paisagem natural de Pelotas e da região, para a condição de área de preservação permanente – APP. Já no ano de 2001, ano da promulgação do Estatuto das cidades, Pelotas foi coroada com a criação de uma Secretaria de Qualidade Ambiental – SQA, além de iniciar o debate sobre a Construção de uma Agenda 21 Local, à partir da comissão especial criada pelo Conselho Municipal de Proteção Ambiental – COMPAM.
Pelotas 06 de fevereiro de 2003.
Alexandre Melo Soares
A CONSTRUÇÃO DA AGENDA 21 DE PELOTAS
Alexandre Melo SoaresSecretário Municipal de Qualidade Ambiental
A Agenda 21 internacional foi um dos documentos mais importantes originados na ECO-92, o segundo grande encontro sobre a questão ambiental organizado pela ONU, realizado na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1992. Trata-se de um acordo mundial sobre a maneira de vivermos um desenvolvimento ecologicamente correto no século, onde sejam atendidas as necessidades de vida das atuais gerações de seres vivos, sem comprometer o futuro das que virão.
No capítulo 28, a Agenda 21 indicou que os governos locais organizassem as suas agendas de desenvolvimento, objetivando a multiplicação de experiências colocando a qualidade de vida como centro do desenvolvimento. Dessa forma, não poderia Pelotas, a partir de sua reconstrução participativa, que procura articular a idéia de cidade com a democracia, inclusão social e sustentabilidade, ficar de fora deste ato fundamental para o debate ambiental: a construção da agenda 21 local.
Em discussão realizada no ano de 2001, no Conselho Municipal de Proteção Ambiental (COMPAM), órgão superior dessa política em Pelotas, a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental (SQA) propôs a criação de uma comissão especial para pensar a construção da agenda 21 de Pelotas. Sob a coordenação da SQA, eleita na referida comissão, e relatoria da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SEURB), elaborou-se um conceito de agenda para Pelotas, uma divisão temática e um método para a sua construção, o que garantiu o fechamento da chamada 1ª fase do processo.
No ano de 2002, o COMPAM votou a prorrogação do mandato da comissão especial para que esta possa realizar a 2ª fase da construção da agenda, qual seja, a de abrir para a comunidade de Pelotas, em parceria com o Orçamento Participativo, a oportunidade para que todos e todas possam decidir sobre qual a agenda de desenvolvimento que Pelotas terá nesse século. Tudo isso como conseqüência do 1º Congresso da Cidade, que aprovou as 13 idéias-força que deverão nortear o desenvolvimento do nosso município.
Assim, quando estiver concluído o debate público para construção da agenda 21 local, em outubro de 2003, momento em que será realizada a 2ª Conferência de Qualidade Ambiental e a 3ª Conferência de Esporte e Lazer, inicia-se a 3ª fase da agenda 21 de Pelotas, a fase de monitorar o que foi consolidado no debate travado nas fases anteriores, de formar a garantir que a comunidade sinta-se satisfeita por ter participado de um debate público sobre desenvolvimento e educação ambiental, e que o decido está sendo aplicado.
Advogado Ambientalista, Pós-Graduado em Ciência Política pela UFPel, Assessor Técnico do Gabinete da Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental
A exposição de motivos da Lei del Suelo da Espanha de 1956 destaca que:
“A atividade construtora se submete à intervenção administrativa (...) e nada mais justificado posto que (...) a vinculação dos edifícios à cidade é tão íntima que ao construí-los não se pode esquecer que se está construindo ao mesmo tempo a cidade.”1
Neste ponto, não restam dúvidas que, de certa forma, o legislador espanhol decifrou o fundamento político e a razão ontológica do direito urbanístico e importância da atividade construtora na edificação da cidade2.
O Direito Urbanístico, mais do que o simples papel de ordenação racional do espaço urbano, atua de forma decisiva no processo de inclusão social e reafirmação da dignidade da pessoa humana, fundamento do Estado brasileiro previsto no artigo 1º, III da Magna Carta de 1988.
O debate urbanístico não pode ser realizado de forma dissociada do debate ambiental. Na realidade, partindo de uma análise mais apurada, o debate urbanístico é apenas parte de um debate de maior abrangência, ou seja, do debate ambiental. Com o avanço da sociedade industrial, a humanidade passou por uma verdadeira mudança em seu habitat, saindo do isolamento da zona rural, para a ocupação desordenada do espaço urbano. Na realidade, a revolução industrial nada mais fez do de decretar a morte dos modelos baseados na exploração de mão-de-obra humana na produção agrícola. As máquinas passaram a tomar conta do campo, e a população semi-analfabeta que era explorada pelo sistema feudal, passou a formar os quadros produtivos da industria moderna. Marx falará no surgimento de uma oposição entre campo e cidade, onde o predomínio do poder econômico da burguesia industrial é inquestionável. Por óbvio não tenho a pretensão neste artigo de avançar no debate conceitual sobre o pensamento marxista, nem traçar toda um relato histórico sobre o avanço da revolução industrial em todas as suas fases, mas para muitos deve ser curioso que um artigo que objetiva a discussão sobre o urbanismo e meio ambiente, inicie abordando aspectos de econômicos, e não questões tradicionais como áreas verdes, loteamentos, resíduos sólidos, dentre outros. Na realidade, o debate urbanístico e ambiental está indissociado do econômico, bem como de outros que lhes são complementares, como a esquizofrênica discussão sobre violência, por exemplo.
Se por um lado não podemos ter como uma verdade absoluta o pensamento de Marx no século XIX (principalmente se considerarmos que os modelos de exploração da espécie humana foram aperfeiçoados pelo capitalismo contemporâneo), por outro, é inegável que muito do que Marx previa no século XIX, hoje é uma verdade inquestionável. A cidades atuais são produtos de um modelo de desenvolvimento econômico esgotado, pautado num individualismo consumista e na ganância pelo lucro fácil. Não é à toa que Pelotas, plantada sobre uma rica rede de rios, arroios lagoas e áreas úmidas, tenha como um dos seus maiores problemas a contaminação de suas águas superficiais e de seu lençol freático, além de ser punida por constantes alagamentos, típicos de uma cidade que não se desenvolveu de forma planejada e que teve dissolvida a sua sustentabilidade em interesses outros que não os da coletividade. O ano de 2001 foi marcado por uma tomada de consciência em nível nacional de que era necessário repensar o nosso modelo de desenvolvimento urbano. Não era mais possível conviver com a degradação
O futuro sustentável somente pode ser alcançado à partir da tomada de consciência pelas pessoas da importância que cada um possui na solução dos problemas do universo onde está inserido. Cada vez que jogamos um pedaço de papel na rua, não separamos, nem acondicionamos adequadamente nossos resíduos, devemos ter claro que esta atitude irresponsável implicará na falta de potabilidade das águas, nas cheias da cidade, sem contar na falta de recursos para investimentos pela administração em ruas, calçadas, serviços de saúde, educação, dentre outros problemas do município.
Por outro lado, cabe ao poder público criar mecanismos que efetivem a PARTICIPAÇÃO POPULAR na tomada de decisões. O próprio Orçamento Participativo, meritório instrumento de participação popular, perde seu papel estratégico quando se limita à simples definição sobre obras que a administração deve realizar. O seu leque deve ser muito mais amplo, o Orçamento Participativo e todos os outros mecanismos de participação popular devem ser vistos como instrumentos de construção da cidadania, propiciando à população um espaço de definição das políticas públicas, e não apenas das obras públicas4. Tais mecanismos devem servir como meios de forçar o rompimento com os tradicionais laços do populismo paternalista5 que sempre calcaram a administração pública brasileira.
Outro aspecto importante para a construção de uma cidade sustentável é a inclusão social. Não existe sustentabilidade grande parte da população encontra-se marginalizada. Marginalização não significa como prega a grande mídia esquizofrênica, a prática de atos de delinqüência, mas sim a condição de estar à margem da sociedade. Na atual conjuntura brasileira estão à margem da sociedade não apenas os moradores das periferias, os desempregados, os famintos, os que não possuem acesso aos serviços públicos de saúde e educação, mas também todos aqueles que se encontram encarcerados entre quatro paredes pela perda cada vez maior de valor que tem sofrido o espaço público, notadamente pela degradação e diminuição dos espaços comunitários e de lazer e pelo crescimento da violência urbana. É claro, que neste aspecto tocamos num ponto polêmico, onde prolifera a desinformação e o preconceito, mas é impossível se pensar numa sociedade sustentável quando a prática de atos de violência, tanto física quanto simbólica, se transforma num meio de vida, ainda mais quando esta é reforçada pela ação, também violenta, dos serviços públicos de segurança pública e, principalmente, pela gradativa privatização dos serviços de segurança.
A partir daí chegamos a um dos grandes problemas ambientais das cidades. Nenhuma sociedade supera os problemas ambientais sem combater a exclusão social. E nenhuma prática inclusiva terá um resultado efetivo encarcerando a população em blocos de concreto A necessidade de recuperação dos espaços públicos de uso comunitário, principalmente das áreas verdes ganha notável importância neste aspecto. Segundo o brilhante constitucionalista paulista José Afonso da Silva, a cidade industrial moderna, com seu cortejo de problemas, colocou a exigência de áreas verdes, parques e jardins como elemento urbanístico, não mais destinados apenas à ornamentação urbana, mas como uma necessidade higiênica, de recreação e até de defesa e recuperação do meio ambiente em face da degradação de agentes poluidores. Daí a preocupação da Organização Mundial de Saúde em fixar índices mínimos de áreas verdes por habitantes que preservem a qualidade de vida das cidades. Atualmente a OMS recomenda uma proporção mínima de 12 m² de área verde por habitante ou 25% da área dos municípios, para a garantia de uma vida saudável nos meios urbanos.
labuta diária e semanal. Ambos requerem lugares apropriados, tranqüilos, repletos de folguedos e alegrias. Ambos devem ser garantidos à população, como direitos fundamentais que são.
As áreas verdes cumprem um papel importante como instrumento de equilíbrio do ambiente urbano e como local de lazer. Nisto encontramos nelas um elemento de equilíbrio psicológico, de reconstituição da tranqüilidade, de recomposição do temperamento. Além disso, elas, quando bem distribuídas no traçado urbano, oferecem colorido e plasticidade ao meio ambiente urbano. A arborização das vias públicas, além da atenuação de ruídos, da fixação e retenção do pó, da reoxigenação do ar (como as áreas verdes), de oferecer frescura e projetar sombras, embeleza-as7. Logo, uma cidade sustentável deve valorizar as suas áreas verdes, como instrumentos efetivos de qualificação do espaço urbano.
Mas não foram somente as reduções dos índices mínimos que ampliaram este passivo ambiental em Pelotas, o descaso histórico da administração através do não investimento na manutenção das praças é áreas verdes, além da ocupação desenfreada deste tipo de área pelo próprio poder público, com creches, escolas e postos de saúde, contribuíram, e muito, para o caos em que hoje nos encontramos. É necessário repensar esta postura do poder público. Historicamente a sociedade pelotense tem sido castigada pelo desrespeito aos mais comezinhos direitos fundamentais, como o direito à saúde, ao saneamento básico, à moradia, à educação e, também, ao lazer. Mas não é desrespeitando determinados direitos, como ao meio ambiente saudável, e ao lazer, que iremos resolver os problemas sociais do município, bem pelo contrário. A cada área verde cujo a destinação é alterada, maior o número de doenças geradas pelo stress urbano, maior a poluição visual, maior a temperatura da cidade, sem contar os problemas respiratórios gerados pela poluição, em suma, maior a perda de qualidade de vida.
As praças, conforme salienta o Código Civil, são bens de uso comum, insuscetíveis, portanto, de apropriação. O simples ato de desafetação de uma praça, mesmo que por lei, como bem salienta Toshio MUKAI, pode ser considerado como uma lesão ao patrimônio público e da comunidade:
“(...)se a simples desafetação legal fosse suficiente para a alienação dos bens de usos comum do povo, seria possível, em tese, a transformação em bens dominicais de todas as ruas, praças, vielas, áreas verdes, etc. de um Município e, portanto, de seu território público todo, com a conseqüente alienação (possível) do mesmo, o que, evidentemente, seria contra a lógica jurídica, sendo mesmo disparate que ninguém, em sã consciência, poderia admitir(...)”8
Mas não é somente a recuperação das áreas verdes e de uso comunitário que deve nortear a ação da administração Municipal para atingir a sustentabilidade. A administração pública deve rever as próprias políticas de inclusão social. Assim como a distribuição de cestas básicas não resolve o problema da fome, assim como uma política de coleta seletiva dissociada da redução na geração de resíduos, não acaba com o problema do lixo urbano, a simples distribuição de títulos de propriedade não resolve os problemas de habitação popular e de regularização de loteamentos. Não é regularizando o irregularizável, mantendo as condições sub-humanas de habitação, que estaremos solucionando os problemas fundiários da cidade. A tutela responsável de direitos fundamentais implica em cobrar-se do poder público, a oferta de condições dignas para a moradia dos munícipes, bem como a defesa dos espaços destinados ao lazer e ao descanso público. Regularizar um imóvel importa em fornecer um
viver”9
NOTAS:
1 SILVA NETO, Manoel Jorge e; “Princípios de Processo Civil Aplicáveis ao Procedimento de Outorga de Licença Urbanística”, Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política, Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, São Paulo, a. 6, n.º 23, abr./jun., 1998, pág. 244;
2 idem;
3 “[...], nos últimos anos, a sociedade vem acordando para a problemática ambiental, repensando o mero crescimento econômico, buscando fórmulas alternativas, como o desenvolvimento sustentável ou o ecodesenvolvimento, cujo característica principal consiste na possível conciliação entre o desenvolvimento, a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida [...] Compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento significa considerar os problemas ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento, atendendo-se adequadamente às exigências de ambos e observando-se as suas inter-relações particulares a cada contexto sociocultural, político, econômico ecológico, dentro de uma dimensão tempo/espaço [...]” - MILARÉ, Édis, “Direito do Ambiente”, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2.000, pág. 36;
4 “Uma democracia não é algo estático, é um processo. Um processo na história que se está construindo e em relação aos problemas concretos que deve ir resolvendo. É portanto uma coisa construída, que não cai do céu por milagre. [...] A democracia não está tanto em representar as opiniões, mas sim em como elas são construídas. Porque as opiniões, como tudo mais, não estão aí preexistentes, à espera de que venhamos descobri-las, mas estão em permanente construção, e o interessante é que se possa construir livremente e com a maior informação possível. A democracia não é uma coisa abstrata realmente existente ou não, mas sim processos que se constroem ou destroem, dependendo do papel desempenhado pelas diferentes forças sociais, em cada situação concreta e complexa.” VILLASANTE, Tomás R., “Estado, Sociedade e Programações Alternativas”, Revista Brasileira de Educação, Anped, (10) jan./abr., 1999, pág. 98 e 100;
5 “O populismo, fenômeno político não especificamente brasileiro, funda-se no momento em que as populações rurais se deslocam para as cidades educadas nos quadros autoritários do campo. O coronel cede lugar aos agentes semi-oficiais, os pelegos, com o chefe de governo colocado no papel de protetor e pai, sempre autoritariamente, pai que distribui favores simbólicos e castigos reais. [...] Daí o conteúdo do “getulismo” ou do “queremismo” dos meados da década de 40 – que se enreda no dilema de suas origens e evolução. Criado para substituir a participação política, controlá-la e canaliza-la, anulando-lhe a densidade reivindicatória, não conseguiu estruturar um programa de respostas, primeiro aos pedidos de ajuda e socorro, depois às exigências” FAORO, Raymundo, “Os donos do poder”, 5ª edição, Porto Alegre, Globo, 1979, pág. 707;
6SILVA, José Afonso da, DIREITO URBANÍSTICO BRASILEIRO, Malheiros, São Paulo-SP, 2000, pág. 265;
7 SILVA, José Afonso da, ob. Cit., pág. 266;
8 MUKAI, Toshio apud MACHADO, Paulo Afonso Leme, “Direito Ambiental Brasileiro”, São Paulo, Malheiros, 2.001, pág. 406;
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE
QUALIDADE AMBIENTAL – SQA
O ano de 2001 foi um marco para o desenvolvimento de um projeto de preservação ambiental em Pelotas. Com a edição da Lei Municipal n.º 4.630, de 06 de fevereiro de 2001, foi criada a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental – SQA, que passou a atuar como órgão ambiental do Município desenvolvendo uma série de novos projetos, dentro da seguinte órbita de competências:
a. atuar como órgão central de proteção, fiscalização e licenciamento ambiental, observando a legislação ambiental e diretrizes estabelecidas pelo Conselho Municipal de Proteção Ambiental -COMPAM;
b. coordenar e implementar, em conjunto com os demais órgãos governamentais e não-governamentais, a política de educação ambiental;
c. organizar, em conjunto com os órgãos governamentais e com a sociedade civil,as conferências municipais ambientais;
d. realizar diagnóstico e controle da qualidade ambiental combatendo todas as formas de poluição, através do poder de polícia administrativo
e. desenvolver políticas visando a arborização urbana e a criação e manutenção de Unidades de Conservação, bem como à recuperação de área degradas nas áreas urbanas e rural;
f. coordenar e implementar a política de gerenciamento de resíduos sólidos ; g. promover políticas de esporte e lazer voltadas à qualidade de vida, h. exercer quaisquer outras atividades para o devido cumprimento desta lei.
Dentro os projetos desenvolvidos pela SQA, muitos em conjunto com outros órgãos, dentre os quais destacam-se o Serviço Autônomo de Saneamento e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, destacam-se os que seguem:
1. Programa Municipal De Coleta Seletiva
Foram desenvolvidos diversos projetos com o objetivo de implantar uma política municipal de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos, dentre os quais destacamos:
a. Lixeiras Ecológicas para Pedestres – desde 2001 têm sido instaladas no Município, mediante doação da população, lixeiras ecológicas para coleta seletiva de resíduos pelos pedestres. Os equipamentos são dotados de dois recipientes separadas, nas cores verde-lima e laranja, para coletar resíduos orgânicos e inorgânicos;
do Município, dentro de um cronograma estabelecido pela Secretaria de Qualidade Ambiental. c. Coleta Seletiva em Órgãos Públicos e Condomínios – com base no Código Municipal de Limpeza Urbana, a administração municipal pretende para 2003 estabelecer a obrigatoriedade da coleta seletiva de resíduos sólidos nos condomínios. Nos órgãos públicos a coleta já é obrigatória por Lei, motivo pelo qual a Secretaria de Qualidade Ambiental já instalou em todas os órgãos da administração municipal lixeiras próprias para realizar a coleta de forma seletiva;
d. Adote uma Escola – Programa de educação ambiental desenvolvido pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas – SANEP, que procura integrar as escolas da rede pública no projeto de coleta seletiva de resíduos. O material arrecadado pelo projeto é comercializado e produto é revertido em favor das escolas.
e. Coleta Solidária – projeto que integra o programa municipal de coleta seletiva, realizado em condomínios de Pelotas por carroceiros e charreteiros, utilizando um galpão para triagem do material, contando com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Grupo Cidadania e Vida, e da União Pelotense de Charreteiros e Carroceiros (UPCC). Os três segmentos formam uma associação e comercializam o material coletado. Além de constituir-se em projeto de educação ambiental, o projeto “Coleta Solidária”, através de uma perspectiva voltada para a economia popular e solidária, visa promover a inclusão social de um setor excluído pelo processo de urbanização da cidade.
Iniciado em 4 de junho de 2001, é o primeiro projeto da SQA referente à questão dos resíduos sólidos e constitui-se do recolhimento de lixo limpo em condomínios da Cidade -préviamente visitados por equipes de educação ambiental- e recolhidos por charreteiros.
Hoje, o Projeto conta com cerca de 70 componentes, entre charreiteiros e classificadores de material, que trabalham em galpão cedido pelo Governo do Estado.
Inúmeras prefeituras e ONGs do Estado tem demonstrado interesse
árvores incompatíveis com o espaço urbano, além de ser vitimado pelas sistemáticas podas irregulares, muitas das vezes produto de uma cultura equivocada que faz o infrator acreditar que está ajudando a planta a se desenvolver. Com o objetivo de reverter este quadro, a secretaria de qualidade ambiental tem aumentado a fiscalização sobre as podas de árvores, articulando uma política específica de orientação educação ambiental, capitaneada pelo Guia de Arborização. Ainda com relação à arborização, o Município tem desenvolvido, em parceria com setores da sociedade civil, o projeto “Adote uma Área Verde”, que consiste na adoção por associações de moradores e empresas de praças e áreas verdes da cidade.
3. Cidadania Ambiental
O programa consiste na formação de núcleos de educação ambiental que garantam a continuidade dos projetos sócios ambientais e a construção da agenda 21 local e do Orçamento Participativo. Integram o programa todos os eventos de educação ambiental informal, como os “Ecodebates”, realizados bimestralmente, e da “oficina ecopedagógica”.
4. Eco Camping
Espaço de lazer e recreação situado na Mata do Totó (resquício da Mata Atlântica) às margens da Laguna dos Patos, onde a comunidade de Pelotas e de outras regiões desfrutam de uma beleza natural sedutora e de atendimento qualificado, que organiza oficinas de educação ambiental e caminhadas ecológicas, além de dialogar com os visitantes sobre a importância do ambiente costeiro para o equilíbrio regional.
5. Esporte e Lazer
Diversas ações na área de esporte e do lazer estão recuperando a auto-estima da população e mostrando a importância que há na criação de espaços públicos de convivência. O projeto “Ruas de
seguinte cronograma de
atividades:
1) Gestão de Resíduos Sólidos
a. Aterro Sanitário: atualmente o Município possui um aterro controlado, saturado e incapaz de atender as necessidades locais. Contudo está sendo encaminhado na FEPAM o licenciamento ambiental (Licença Prévia) de uma nova área para instalação de um aterro sanitário que possibilitará o deposito de resíduos até pelo menos o ano de 2025. O Município pretende obter a licença de operação para o funcionamento do novo aterro até o final de 2003; b. Coleta Seletiva: atualmente o Município de Pelotas produz, considerando os resíduos provenientes da limpeza urbana, da coleta domiciliar, entulhos, dentre outros, em torno de 300 t diárias de resíduos sólidos, e somente cerca de 3% deste valor está subordinado ao sistema de coleta seletiva. A meta da Secretaria de Qualidade Ambiental é chegar ao final do mandato da atual administração, 2004, com pelo menos 10% dos resíduos sólidos coletados de forma seletiva, além de procurar desenvolver, na órbita de sua competência, políticas incentivando a redução na produção de resíduos;
c. Coleta Domiciliar de Resíduos Sólidos: Um dos principais programas da Secretaria de Qualidade Ambiental é a implantação, no município, do sistema de coleta domiciliar de resíduos através da instalação de contentores. A meta é chegar até o final de 2004 com 100% do universo urbano coberto com a instalação de cerca de 300 Contentores para Lixo Limpo – COLIPOS, e Contentores para Lixo Orgânico – CORGAS;
d. Unidades de Triagem: o projeto coleta solidária iniciou o ano de 2001 com apenas um galpão de triagem instalado no Município (Antigo depósito do IRGA). A meta da Secretaria de Qualidade Ambiental é chegar ao ano de 2004 com pelo menos 10 unidades de triagem em pleno funcionamento.
e. Unidade de Triagem e Compostagem: Como forma de promover a reciclagem dos resíduos orgânicos, o Serviço Autônomo de Saneamento está tentando recuperar uma antiga usina de triagem e compostagem que tinha sido abandonada pelas administrações anteriores. A meta é que a usina esteja em pleno funcionamento com o
Aterro Sanitário.
f. Auto-clave: Na licitação para contratação da empresa que realizará a coleta de resíduos no municípios, contará como obrigatória a instalação de um serviço público
Ambiental e Planejamento Urbano estão recuperando o antigo índice de 15% da área parcelar dos loteamentos para implantação de áreas verdes arborizadas, que havia sido reduzida para 5% em 1988, pela Lei 3174/88;
c. Ampliação e reestruturação do Horto: um dos objetivos da Secretaria de Qualidade Ambiental é ampliar o horto municipal e direcionar a produção para espécies nativas da região;
d. Guia de Arborização: Um dos principais projetos da Secretaria de Qualidade Ambiental é a elaboração e produção do Guia de arborização. A meta é ampliar a produção e estendê-lo à toda a população. Só no ano de 2001 a tiragem do guia foi de 10.000 exemplares;
e. Adoção de Áreas Verdes: Outra meta importante do Município, através da Secretaria de Qualidade Ambiental é aumentar a inter-relação com a população através do programa de adoção de áreas verdes, que permite um maior envolvimento da sociedade civil com a recuperação e conservação das áreas comunitárias. O número de áreas adotadas depende do interesse e demanda da própria comunidade. A meta é chegar até o final de 2003, com pelo menos 30 áreas verdes regularmente adotadas;
f. Plano Diretor de Arborização Urbana: embora pelotas possua um bom instrumento de proteção da vegetação urbana, a Lei Municipal n.º 4.428/1999, é necessário reconhecer o histórico equívoco no planejamento do plantio, fazendo com que o município possua uma série de árvores em conflito com os equipamentos urbanos, principalmente com a rede elétrica e com a tubulação de água e esgotos. Para solucionar este problema, através de uma gestão planejada e à longo prazo, a Secretaria de Qualidade Ambiental pretende desenvolver, até o final de 2003, o Plano Diretor de Arborização Urbana;
g. Erradição das Podas: Outra meta da administração municipal é a erradição das podas irregulares no município. Além de um amplo programa de controle e fiscalização da ação dos particulares e, principalmente, de uma política específica de educação ambiental cujo principal instrumento tem sido o guia de arborização, a Secretaria de Qualidade Ambiental tem procurado firmar convênios com as empresas prestadoras dos serviços públicos que têm o maior conflito com a arborização, e submeter os técnicos das mesmas a orientação para o correto manejo e condução da arborização urbana;
No ano de 2001, a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental recebeu pouco mais de 600 pedidos referentes à arborização. Destes, cerca de 75% objetivam podas de árvores, os demais são referentes à remoções de árvores em terrenos privados, ou árvores em via pública
comunidade. Atualmente existem 10 núcleos em funcionamento. A meta da Secretaria de Qualidade Ambiental é chegar até o final de 2004 com 30 núcleos organizados e em funcionamento;
b. Agenda 21 Local: desde o ano de 2001, a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental e o Conselho Municipal de Proteção Ambiental –
COMPAM, estão desenvolvendo conjuntamente o projeto da Agenda 21 Local. A meta é começar à partir de outubro de 2001 um debate público com toda a população sobre a construção do programa, objetivando que até o final de 2003 100% da população esteja inserida no debate.
4) Esporte e Lazer
Projeto Pelotinha: no ano de 2001, a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental e a Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas iniciaram as tratativas para desenvolvimento do projeto pelotinha, que promoverá atividades de esporte e lazer para crianças e adolescentes em situação de risco social. Numa primeira etapa estes dois centros deverão atender 200 crianças. A meta é chegar até o final de 2004 com 5 centros em pleno funcionamento, atendo 500 crianças cada um;
Jogos da Participação Escolar: no ano de 2001 estiveram envolvidos diretamente nos Jogos da Participação Escolar cerca de 4.000 pessoas, além das cerca de 25.000 que participaram de forma indireta. A meta é ampliar significativamente este número nos próximos anos.
Projeto Viva a Vida Saudável: No ano de 2001 foram atendidas pelo projeto em torno de 2.000 pessoas, com a antecipação do programa em 2002, a meta é atingir mais de 4.000 pessoas.
A SITUAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA E EXÓTICA DO MUNICÍPIO
E DA ARBORIZAÇÃO URBANA
Eng. Agrônomo Paulo Ricardo Faraco e Eng. Agrônomo, Mestre em Botânica pela UFGRS Rogério Soares Ferrer - Coordenadoria de Políticas Ambientais da SQA
A importância da arborização, principalmente em cidades de grande e médio porte, tem sido discutida por vários autores, sendo unânime para todos a estreita relação entre arborização urbana e qualidade de vida. E a este pensamento os administradores públicos vem compartilhando. Entretanto, em que pese o interesse do poder público pelo assunto, observa-se o despreparo da maioria das prefeituras em relação ao manejo da arborização urbana dos municípios. Tal despreparo é relativo, principalmente, ao desconhecimento das características dendrológicas das espécies empregadas, o que acaba por refletir no uso inadequado de vegetação arborescente nos logradouros públicos e à inexistência de políticas de arborização.
Estimativas mais otimistas consideram que o índice de áreas verdes per capita do município de Pelotas gira em torno de 4,73 m2/ habitante (SMUMA,1987), sendo recomendado pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) um índice de 12 m²/habitante.
Histórico dos Trabalhos sobre Arborização Urbana na cidade de Pelotas
·Poucas são as investigações sobre a arborização urbana do município de Pelotas. Destacam-se a seguir , cronologicamente, os principais autores:
·SILVA (1954) apresentou um estudo sobre a flora ornamental nativa e exótica, onde listou algumas das principais espécies, fornecendo descrições sucintas das mesmas.
·CARVALHAL (1977) publicou, em periódico local, vários textos referentes à arborização da Praça Cel. Pedro Osório, listando as espécies lá existentes na época.
·MATTOS & MATTOS (1978) deram continuidade ao trabalho de CARVALHAL (1977), atualizando o levantamento botânico da Praça Cel. Pedro Osório como forma de subsidiar o trabalho de confecção de placas de identificação nos indivíduos inventariados.
onde: estabelece a competência e o dever do poder público municipal de preservar ar áreas verdes do município (Art. 256-XII); estabelece que a arborização de parques, praças, jardins e vias públicas deve ser feita com espécies nativas, no mínimo em sua metade (Art. 267); estabelece o dever do poder público municipal de implantar, onde possível, árvores frutíferas regionais (Art. 268).
·A Lei Municipal 3535/92 disciplina o plantio de árvores no município de Pelotas, considerando os vegetais lenhosos com DAP superior a 5 cm, situados na zona urbana, como bens de interesse público; regulamenta o porte das espécies a serem plantadas em calçadas; obriga o município a publicar o Guia de Arborização; proíbe a colocação de cartazes ou placas de propaganda nas árvores; para aprovação de parcelamentos e loteamentos, obriga os interessados a apresentação de projeto de arborização; regula a questão das podas e supressões; prevê a possibilidade de tombamento de espécimes como imunes ao corte.
·A Lei 4119/96 dispõe sobre a as espécies autóctones ameaçadas de extinção, incentivando sua utilização na arborização urbana, após ouvido o Conselho Municipal de Proteção Ambiental.
·A Lei 4125/96 dispõe sobre a criação do Programa Adote uma Área Verde, incentivando a participação popular na administração e no manejo das Áreas Verdes Municipais.
·A Lei 4428/99 dispõe sobre a flora nativa e exótica do município, abordando também a questão das podas, a declaração de árvores imunes ao corte e do Plano Municipal de Arborização Urbana, revogando alguns artigos da Lei 3535/92.
A Administração da Arborização Urbana Municipal
O órgão do poder público municipal responsável pela administração da arborização do município é a Secretaria de Qualidade Ambiental, através da Coordenadoria de Políticas Ambientais, que coordena também o Horto Municipal, que possui atualmente 14 funcionários.
A Coordenadoria de Políticas Ambientais (CPA) tem a competência de analisar os pedidos de poda ou supressão de árvores, liberando ou não a partir da emissão de laudo técnico decorrente de vistoria, de acordo com a legislação vigente. A execução fica por conta da equipe do Horto Municipal quando for em via pública, tanto para espécies nativas ou exóticas. Em terreno privado fica por conta do requerente para nativas não regionais e exóticas, após a certificação da vistoria técnica . A produção de mudas, e o plantio destas, também é coordenada pela CPA a partir da disponibilidade de mudas nas duas unidades do Horto Municipal (Av. Bento Gonçalves e Barragem). A Coordenadoria de Controle Ambiental tem como incumbência a fiscalização do cumprimento da legislação ambiental, no caso presente, a autuação e notificação pela pratica infracional de podas sem autorização, colocação de lixo e a ocupação ilegal em áreas verdes, entre outras.
A Secretaria de Serviços Públicos Urbanos (SSPU) tem a competência de administrar os serviços de limpeza e manutenção das áreas verdes e dos espaços destinados à arborização de ruas, rótulas e avenidas, cumprindo devidamente o acordo feito com a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), de destinar todo o material limpo proveniente da remoção da limpeza dos canteiros das áreas em questão, exceto lixo urbano, para as unidades do Horto.
O Conselho Municipal de Proteção Ambiental (COMPAM), órgão máximo da política ambiental de Pelotas, tem a competência de normatizar e deliberar sobre as questões relacionadas com a arborização
públicos junto com suas prestadoras de serviço, essa falta de contato está começando a ser revertida a partir de reuniões com as empresas que realizam as instalações de redes elétricas, de telefonia e TV a cabo, onde a CPA as tem informado sobre a legislação, no intuito de disciplinar as podas feitas por estas empresas nas vias públicas.
Desde a criação e do início das atividades da SQA, recebemos mais de 180 pedidos de poda e corte de árvores. Destes, 70 % se referem a árvores situadas em vias públicas e 30 % em áreas particulares. Cerca de 67 % se refere a espécies exóticas, com destaque para o álamo e o ligustro. Aproximadamente 32 % dos pedidos são referentes a espécies nativas, especialmente a aroeira-precoce (Fig. 2). Os motivos que levam aos pedidos são variados, predominando o conflito com as redes aéreas e os danos causados a calçadas, tubulações e ao patrimônio em geral (Fig. 1).
Quanto às podas ilegais, cremos ser uma questão cultural bastante arraigada na população, que pratica a poda por conta própria e sem conhecimento do órgão competente. Não é necessário esforço para perceber o grande número de galhos amontoados, deixados em terrenos baldios, ou até mesmo nas calçadas, principalmente no período de maio a agosto. A SQA ainda não dispõe de estrutura para controlar as podas ilegais, pois para isto seria necessária uma quantidade maior de fiscais e de funcionários para executarem as podas de uma maneira preventiva, ou seja, antecipando-se aos pedidos da população, realizando aí um manejo correto da arborização.
A Coordenadoria de Políticas Ambientais inicia no mês de maio de cada ano uma campanha que visa desestimular as podas feitas pela população no período de outono-inverno. Esta campanha se estende até o mês de julho, com a distribuição de panfletos informativos sobre a legislação e o papel da prefeitura nas questões relativas à arborização urbana.
A equipe do Horto Municipal encarregado da execução das podas é composta por 5 pessoas capacitadas para a função através de cursos de poda ministrados pela Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel da UFPEL. Ainda falta porém, uma estrutura melhor para a realização deste serviço como equipamento adequado de segurança, um veículo para vistoria e transporte para funcionários e um caminhão para o transporte do equipamento e da galharia proveniente das podas.
A CPA está envolvida atualmente na confecção de um projeto de estruturação do Horto Municipal, destinando a unidade da Barragem para a produção de mudas para a arborização urbana e a unidade da Av. Bento Gonçalves para a produção de mudas de arbustos, folhagens e flores. Recebemos um estoque de 50.000 mudas nas duas unidades, porém com a predominância de espécies inadequadas para a arborização viária, o que nos leva a optar pelo plantio inicialmente em áreas apropriadas para receberem mudas destas espécies arbóreas (plátano, álamo, salso etc...). O projeto em questão tem como objetivo a produção de mudas de espécies adequadas para todas as situações, dando prioridade para espécies nativas regionais e promovendo uma mudança no estoque de mudas do Horto. Um programa de planejamento de produção de mudas com padrão de arborização, juntamente com uma equipe de coleta de sementes, compõe um eficiente Plano de Arborização Urbana, pois a escolha das espécies já se faz encima de características desejáveis para o meio urbano. Desde já porém, iniciamos suspendendo a produção de mudas com grande estoque e pouco indicadas para áreas urbanas (ANEXO 2).
A doação de mudas foi igualmente reavaliada, visto que constatamos que muitos dos pedidos de podas e corte que têm chegado até nós, são relativos a espécies plantadas sem qualquer tipo de
A respeito da flora nativa, temos à disposição levantamentos indicando que na zona rural de Pelotas, principalmente a área serrana e a orla da Lagoa dos Patos, abrigam uma flora bastante variada, com cerca de 150 espécies lenhosas e um número muito maior de formas diversas (arbustos, ervas, epífitas, aquáticas, cipós). Dispomos de várias áreas interessantes para preservação e pesquisa (ANEXO 2), que deverão ser visitadas nos próximos anos pela equipe da SQA.
Por outro lado, temos grandes problemas sociais que instituem um conflito entre a população e a legislação ambiental do município, constatada ao longo de todo o ano na forma de derrubada difusa de árvores para retirada de lenha, coleta de palmeiras e plantas epífitas ornamentais para venda, aterramento de banhados com entulho e lixo e várias outras infrações. Deverá haver proximamente um contato maior com órgãos como o IBAMA e a Patram para uma maior agilização na troca de informações a respeito de tudo o que diz respeito à flora nativa e suas condições de preservação.
É fundamental a implantação de uma política de arborização urbana eficiente e eficaz, bem como o cumprimento da legislação vigente por parte do poder público municipal.
Bibliografia:
CARVALHAL, C.M. 1977. A Praça Cel. Pedro Osório e sua coleção botânica. Diário Popular. Pelotas, 18/09; 09/10/ 16/10; 13/11; 20/11. 1977. Contracapa.
MATTOS, J.R. & MATTOS, N.F. 1978. Contribuição ao Conhecimento das Plantas da Praça Cel.
Pedro Osório de Pelotas. IPRN/SA. 26 p.
OLIVEIRA JÚNIOR, D.; SALAZAR, E.A. & FERRER, R.S. 1996. Levantamento Florístico e Identificação
de Espécimes Arbóreas e Arbustivas da Praça Cel. Pedro Osório - Pelotas (RS). In: Congresso Brasileiro
de Arborização Urbana, III., Salvador. Anais. Salvador: SBAU, 1996. P. 184-194.
PELOTAS. 1981. II Plano Diretor de Pelotas. FUPURP: Revista da Fundação de Planejamento Urbano e Regional de Pelotas. 81 p.
SALAZAR, E.A. & FERRER, R.S. 1996. Levantamento da Flora Arborescente do 9° BIMTz / RGT.
TUIUTI. Pelotas. GEEPAA. Relatório apresentado ao Comando do 9° BIMTz. 15 p. np.
SALAZAR, E. A. e FERRER, R. S., 1996. Levantamento da Flora Arborescente do Parque Municipal
Farroupilha/Rincão da Cruz/Pelotas (RS). In VIII Encontro de Botânicos do Rio Grande do Sul. Rio
Grande, Anais.
SALAZAR, E.A.; FERRER, R.S. & OLIVEIRA JÚNIOR, D. 1996. Levantamento Florístico e Avaliação
Preliminar sobre a Arborização Urbana de Pelotas. Trabalho apresentado ao COMPAM pelo Grupo
Especial de Estudo e Proteção do Ambiente Aquático. 15 p. np.
SILVA, A.S. 1954. Flora de Pelotas e algumas de suas espécies ornamentais, indígenas e exóticas. AGROS. Pelotas. 7 (3/4): 53-82.
NA
TUREZA
PODAS CONFORME O
TIPO DE VEGET
RELAÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO MUNICÍPIO
1. Parque Municipal Farroupilha
Situado na Colônia Sta. Helena, no 8º distrito (Rincão da Cruz), doado ao município em 1910. Possui uma área de 23,6 ha, a maior parte com topografia acidentada, com grande número de afloramentos rochosos. Abriga remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual, que cobria originalmente a encosta leste das serra dos Tapes. O Código de Posturas Municipal, cita o referido parque, destinando-o à preservação da flora e da fauna e à recreação.
Em levantamentos florístico e faunístico realizado pelo GEEPAA em 1996, foram encontradas aproximadamente 140 espécies de plantas lenhosas, muitas delas ocorrentes na Mata Atlântica. Um grande número destas espécies, que só ocorrem em florestas, tem como limite meridional de distribuição geográfica os municípios de Pelotas, Capão do Leão e Morro Redondo. Ainda não se tem idéia completa da diversidade florística desta área, pois há a necessidade de um levantamento de espécies arbustivas, herbáceas, epífitas e de outras formas. A mastofauna, bem como a ictiofauna dos cursos d’água, desta área, também devem possuir levantamento mais detalhado.
Apesar de ser uma Unidade de Conservação, existem atividades antrópicas dentro da área do parque, incluído moradores anteriores a criação do Parque, praticando agricultura em pequena escala (hortas, pequenos pomares e culturas anuais), além de pequenas criações. A ocupação desta área pela agricultura proporcionou o estabelecimento de uma vegetação típica de sucessão secundária (capoeiras e vassourais), que cobre os locais
desmatados e evolui lentamente para a formação de matas secundárias.
A Secretaria de Qualidade Ambiental, através da Coordenadoria de Políticas Ambientais, está desenvolvendo em conjunto com a Universidade Católica de Pelotas – UCPel, uma forma de implantar o parque de forma efetiva, bem como a elaboração de um Plano de Manejo, que deverá definir os tipos de atividades que poderão desenvolvidas no local.
Contudo, ao longo dos últimos anos, vem sofrendo inúmeras agressões que decorrem da urbanização desenfreada e desordenada que tem ocorrido no município.
Um projeto de lei protocolado sob o número 3.667/00 na Câmara de Vereadores, declara como Área de Interesse Ecoturístico e Sócio-Ambiental o Sistema Ciliar Marginal
do Canal São Gonçalo. Este projeto,
caso venha a ser aprovado pela Câmara Municipal, também deverá disciplinar não só as obras e construções, mas a própria recuperação ambiental desta área, que já é considerada por força de lei como área de preservação permanente. Dentro do complexo do Canal São Gonçalo pode ser encontrada a Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN do Pontal da Barra, que agrega uma área de 65,33 ha, formalmente instituída pela Portaria IBAMA nº 80/99-N, de 22/09/99.
A Área de Proteção Ambiental da Lagoa Pequena, inclui uma grande área a nordeste do município, desde o arroio Grande, na divisa com São Lourenço do Sul até os balneários e a BR 116. Abrange uma área de mais de 27 000 ha, onde predominam os banhados de diversas formas, além de formações vegetais típicas do litoral (vegetação de restinga), constitui-se em uma área de grande valor para o estudo da fauna e flora e para atividades que conciliem o ganho econômico com a preservação ambiental. Trata-se de um criadouro natural de muitas espécies de aves e peixes, principalmente devido à grande quantidade de alimento e abrigo proporcionados pela variada vegetação e pelas variações sazonais causadas pela salinização das águas. A implantação efetiva desta área deverá ser feita em conjunto entre o poder público estadual, o municipal e a participação de ONGs e movimentos populares.
Existem além destas, várias outras áreas de interesse para a conservação dos recursos naturais (ANEXO 1), principalmente nas áreas de relevo mais acidentado da serra dos Tapes, onde existem remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual que ainda apresentam uma diversidade de flora e fauna muito grandes. No entanto, o fato de não estarem ligados fisicamente entre si, na maioria das vezes, cria o risco da perda desta biodiversidade, que precisa de uma continuidade física para evoluir tanto qualitativamente como quantitativamente. A presença de corredores ecológicos que ligassem estas áreas entre si seria de grande importância para a manutenção dos remanescentes desta área florestal, que tem como limite meridional os municípios de Pelotas e Capão do Leão.
Anexo 1
LIST
A DE ÁREAS DE INTERESSE P
ARA
FUTURA
PRESER
VAÇÃO
DISTRIT O K M RECURSO HÍDRICO N o Quilombo Arroio Bonito 01 Quilombo Arroio Quilombinho 02 Quilombo 41 Arroio Andrade 03 Quilombo/Arroio do Padre 40 Arroio Andrade 04 Quilombo Arroio Quilombo 05 St a Silvana Arroio Quilombinho 06 St a Silvana 07 Rincão da Cruz 45 Arroios Caneleira e P elotas Mirim 08 Rincão da Cruz 48 Arroio P elotas Mirim 09 Cerrito Alegre 10 Cerrito Alegre Arroio Contagem 11 Arroio do P adre/ St a Silvana Arroio Corrientes 12 Arroio do Padre Arroio Andrade 13 Cascata 25 Arroio Michaela 14 Monte Bonito 15 Monte Bonito Rio P elotas 16 Colônia Z3 ? 30 Lagoa Pequena / Laguna dos P
atos 17 Colônia Z 3 22 Laguna dos P atos / Arroio Sujo 18 Colônia Z 3 18 Laguna dos Patos/ Arroio Totó 19 Sede 15 Laguna dos Patos 20 Sede Represa do St a Bárbara 21 Sede 2 2 Sede 2 3 Sede 10
Canal São Gonçalo
24
Sede
12
Canal São Gonçalo e Laguna dos P
atos 25 Sede 14 Laguna dos P atos; Arroio Totó; Arroio Sujo 26 Quilombo Arroio Quilombo 27 Cascata 30 Arroio do Ouro 28 Cascata 29 Cascata Arroio Cadeia 30 Cascata 31
Anexo 2
ADAS NO MUNICÍPIO DE PELOT
2 )
BAIRRO
Areal
Centro Centro
aça da Sta Casa)
Centro
avão)
Centro Centro Centro
al)
Centro Centro Centro
ernetti) Centro Areal Almeida Areal Três V endas Três V endas Três V endas al)
Fragata Fragata Fragata Fragata P
orto R ecanto de P ortugal Sto Antônio/Laranjal Sto Antônio/Laranjal Sto Antônio/Laranjal ontour a Sto Antônio/ Laranjal ande do Sul Sto Antônio/ Laranjal Balneário dos P razeres Balneário dos P razeres Balneário dos P razeres
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
1. Licenças emitidas no ano de 2.000
No ano de 2000, o extinto DAA/SMUMA, emitiu cerca de 103 Licenças Ambientais, das quais apenas 1 (uma) Licença Prévia – LP, 19 (dezenove) Licenças de Instalação (LI), e 83 (oitenta e três) Licenças de Operação LO. É importante destacar que o DAA não diferenciava a numeração dos documentos pelo tipo de licença, o que gerava uma certa confusão no controle das mesmas.
1.1 Número de Licenças conforme o tipo de atividade
a) Licença Prévia – LP:
·1 licença para linha de transmissão de energia elétrica; b) Licença de Instalação – LI:
·1 licença para indústria de tintas;
·9 licenças para loteamentos unifamiliares;
·1 licença para linha de transmissão de energia elétrica; ·1 licença para indústria química de inseticidas biológicos; ·6 licenças para estações de rádio base;
·1 licença para lavanderia industrial; c) Licença de Operação – LO:
·5 licenças para farmácia de manipulação;
·3 licenças para oficina de chapeamento e pintura; ·1 licença para centro de medicina nuclear; ·2 licenças para industrias de couro-calçadista; ·1 licença para indústria de produtos de couro; ·22 licenças para padaria;
·1 depósito de casca de arroz; ·1 licença para complexo de lazer; ·1 licença para dragagem;
·1 licença para indústria de café;
2. Licenças Ambientais emitidas em 2001
No ano de 2001, já com o funcionamento da Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental, as licenças ambientais passaram a ser emitidas com numeração diferenciada, de acordo com o tipo de licença. Neste ano, foram emitidas 50 licenças ambientais, sendo uma Licença Prévia – LP, uma Licença de Instalação – LI, e 48 Licenças de Operação LO.
2.1 Confira agora as Licenças conforme o tipo de atividade
a) Licença Prévia – LP:
·1 Licença Prévia para Condomínio Residencial; b) Licença de Instalação – LI:
·1 Licença de Instalação pata Loteamento Unifamiliar; c) Licença Operação – LO:
·01 licença para indústria de máquinas e implementos agrícolas; ·04 Licenças para postos de comércio gás liquefeito de petróleo – GLP; ·01 Licença para deditizadora;
·02 Licenças comércio e manipulação de produtos químicos; ·03 Licenças para indústrias de vestuário;
·03 Licenças para indústria alimentícias;
·10 Licenças para industrias alimentícias – padarias; ·02 Licenças para indústrias de aparelhos eletrônicos; ·04 Licenças para farmácias de manipulação;
·01 Licença para Lavagem de roupas e tinturarias; ·01 Licença para indústria de Peles e Couros; ·01 Licença para jateamento de areia;
·01 Licença para depósito de produtos minerais;
·01 Licença para indústria de concretos e esquadrias metalizadas; ·02 Licenças para depósitos de oxigênio engarrafado;
·01 Licença para indústria de móveis; ·02 Licenças para serralherias;
CADASTRO DE LICENCIAMENT
O
AMBIENT
A
L - 2000
0001/2000 n.º Do Processo 053.195/1999 Situação: vencido de 06/01/2000 à 06/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO0001 DILCE MARGARETE RAU GUIDOTTI - ME 2640.00 - Casa de Carnes e V
inhos e Panificadora
Rua Salvador Balreira, nº 856 - Navegantes II 2640.00 - Padaria 0002/2000
n.º Do Processo 039.506/2000 Situação: vencido de 06/01/2000 à 06/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0002 JOSÉ VENCESLAU LOPES DA ROSA 1123.10 - J.R. Estruturas Metálicas Lt
da.
Rua Oscar Schuch, nº 244 - Bairro
T rês V endas 1123.10 - Serralheria 0003/2000 n.º Do Processo 046.691/1999 Situação: vencido de 06/01/2000 à 06/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0003 VIMET AL
ALUMÍNIO COMÉRCIO E INDÚSTRIA
L
TDA.
1123.10 - V
imet
al
Alumínio Comércio e Indústria Lt
da.
Rua Marcílio Dias, nº 2750 1123.10 - Serralheria 0004/2000
n.º Do Processo 051.195/1999 Situação: vencido de 12/01/2000 à 12/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0004 MET ALÚRGICA VEMARA L TDA. 1210.10 - Met alúrgica V emara Lt da.
Rua General Osório, nº 164 1210.10 - Met
0005/2000 n.º Do Processo 050.981/1999 Situação: vencido de 16/01/2001 à 16/01/2002 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0005 HEIT OR CARRILHO
1510.000 - Heitor Carrilho Av. Piaui, nº 6044 - Balneário dos Prazeres 1510.00 - Serraria 0006/2000
n.º Do Processo 048.728/1999 Situação: vencido de 17/01/2000 à 17/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0006/2000 MARCIA JANSEN NEY 2632.10 - Marcia Jansen Ney Colonia Santo
Antonio - Kilombo, s/n. - 7º Distrito
2632.10 - Industria de doces e salgados 0007/2000
n.º Do Processo 052.602/1999 Situação: vencido de 17/01/200 à 17/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0008/2000 SEDREZ - P ADARIA E COMÉRCIO DE ALIMENT OS L TDA. 2640.00
Sedrez - Padaria e Comercio de
Alimentos A v. Pinheiro Machado, nº 1 121 - Bairro Fragat a 2640.00 Padaria 0008/2000 n.º Do Processo 053.703/1999 Situação: vencido de 26/01/2000 à 26/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0008/2000 REINHARDT & GARCIA L TDA. 2640.00 Reinhard t & Garcia Lt da. A v. Fernando Osório, nº 2576. 2640.00 Padaria 0009/2000 n.º Do Processo 053.383/1999 Situação: vencido de 27/01/2000 à 27/01/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0009/2000 SILO E P AIOL EXPURGOS L TDA.
0000.0000 Silo e Paiol Expurgos Lt
da.
0010/2000 n.º Do Processo 051.390/1999 Situação: vencido de 08/02/2000 à 08/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0010/2000 DILERMANO PEDRO RONIDA 2640.00 Comercial
Ana Terra Lt da. Pça. V inte de Setembro,nº 926 2640.00 - Padaria 001 1/2000 n.º Do Processo 053.683/1999 Situação: vencido de 10/02/2000 à 10/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 001 1/2000 DÉBORA RAMAS F ARIA 2020.00
Aquasan Ind. e Com. De Produtos Químicos Lt
da.
Rua Sete de Setembro, nº 35 2020.00 - Comércio de Reagentes Químicos e
Análise de Águas 0012/2000 n.º Do Processo 001.034/1999 Situação: vencido de 10/02/2000 à 10/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇAÕ - LO 0012/2000 AMPLIVOX CENTRO AUDITIVO LTDA. 1310.10 Amplivox Centro Auditivo Lt da. T
ravessa Ismael Soares, nº 14 sala 501 1310.10 Ind e Com. de
Ap arelhos Eletrônicos 0013/2000 n.º Do Processo 052.056/1999 Situação: vencido de 15/02/2000 à 15/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0013/2000 JAQUELINE SCHMIDT HOFFMANN 1123.10 Jaqueline Schmid
t Hof
fmann
A
v. Cidade de Rio Grande, nº 275
1123.10 Serralheria 0014/2000 n.º Do Processo 052.089/1999 Situação: vencido de 21/02/2000 à 21/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0014/2000 LUIS ERLEI A. DE SOUZA e V ANDERLEI A. DE SOUZA 00000.0000 - ... LWS
Tecnologia e Controle de Pragas Lt
da. A v. Fernando Osório, nº 768 00000.0000 - ... Dedetizadora
0015/2000 n.º Do Processo 051.309/1999 Situação: vencido de 23/02/2000 à 23/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0015/2000 IDEMAR SCHWENSON 2640.00 Padaria Delucas Rua Manuel Lucas de Oliveira, nº 1267 2640.00 Padaria 0016/2000
n.º Do Processo 052.479/1999 Situação: vencido de 25/02/2000 à 25/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0016/2000 PRODUT OS IMPERMEABILIZANTES VEDA FURO L TDA. 2080.00 Produtos Impermeabilizantes V eda Furo Lt da. Rua V ictor V alpírio, nº 1 1 5
2080.00 Indústria Química de Impermeabilizantes 0017/2000
n.º Do Processo 051.976/1999 Situação: vencido de 25/02/2000 à 25/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0017/2000 JOICE FUR TADO SOARES 2510.00 Joice Furt ado Soares
Rua General Osório, nº 906 2510.00 Ind. e Com. de Calçados de Couro 0018/2000
n.º Do Processo 000.160/2000 Situação: vencido de 03/03/2000 à 03/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0018 DESIMPEL - DESINSETIZADORA PELOTENSE L TDA. 0000.00 Desimpel-Desinsetizadora Pelotense Lt da. A
v. São Francisco de Paula, nº 3005
0000.00 Dedetizadora 0019/2000 n.º Do Processo 000.943/2000 Situação: vencido de 09/03/2000 à 09/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0019 CIENTIST AS ASSOCIADOS - PRODUT OS BIOLÓGICOS L TDA. 2120.00* Cientist as
Associados - Produtos Biológicos Lt
da.
A
v. Jorge Curi Hallal, nº 2480
0020/2000 n.º Do Processo 000.147/2000 Situação: vencido de 14/03/2000 à 14/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃ - LO
0020 ONÉLIA MENDES LEITE 2632.10 Onélia Mendes Leite Rua Capitão Felino
Alves, nº 38 2632.10 Fábrica de Doces 0021/2000 n.º Do Processo 052.100/1999 Situação: vencido de 16/03/2000 à 16/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0021 CLEA MARIA MASTRANT ONIO
2640.00 Clea Maria Mastrantonio Rua Felix da Cunha, nº 458 2640.00 Padaria 0022/2000
n.º Do Processo 028.708/1997 Situação: vencido de 16/03/2000 à 16/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO LO 0022 ANDREA SCHILLER RIBES 0000.00*
Andrea Schiller Ribes
V
ila Nova, s/nº - Quilombo - 7º Distrito de Pelot
as
0000.00* Com. de Ferragem, Material de Construção e Derivados de Petróleo 0023/2000
n.º Do Processo 052.309/1999 Situação: vencido de 22/03/2000 à 22/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA D OPERAÇÃO - LO 0023 MARCELO MENEZES DA SIL VEIRA & CIA. L TDA.
2520.10 Marcelo Menezes da Silveira & Cia. Lt
da.
Rua Henrique Dias, nº 750 2520.10 Confecções em Lãs e Malhas 0024/2000
n.º Do Processo 000.634/2000 Situação: vencido de 23/03/2000 à 23/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0024 RAMÃO GOMES DOS SANT
OS
0025/2000 n.º Do Processo 001.403/2000 Situação: vencido de 23/03/2000 à 23/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE INST ALAÇÃO - LI 0025 CAR WIL INDUSTRIA DE TINT AS L TDA. 2080.00 Carwil Industria de T int as Lt da.
Rua Leopoldo Brod, nº 1
183 2080 Industria Química 0026/2000 n.º Do Processo 000.521/2000 Situação: vencido de 23/03/2000 à 23/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0026 F . V . INDUSTRIA E COMÉRCIO DE DOCES L TDA. 2632.00* F . V
. Industria e Comércio de Doces e Salgados
Rua Marechal Deodoro, nº 965 2632.00* Fábrica de Doces e Salgados 0027/2000
n.º Do Processo 053.215/1999 Situação: vencido de 23/03/2000 à 23/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0027 MARIA DA CONCEIÇÃO JOANOL DE JOANOL 2640.00 Maria da Conceição Joanal de Joanal Rua David Canabarro, nº 758 2640.00 Padaria 0028/2000
n.º Do Processo 002.016/2000 Situação: vencido de 27/03/2000 à 27/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0028 CLAIT ON ROSA DA SIL V A
1123.10 Claiton Rosa da Silva Av. Guadalajara, nº 609 1123.10 Serralheria 0029/2000
n.º Do Processo 001.358/2000 Situação: vencido de 27/03/2000 à 27/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0029 CARMINO EDUARDO GOMES RODRIGUES 1720.00 Carmino Eduardo Gomes Rodrigues Av. Duque de caxias, nº 1
181
0030/2000 n.º Do Processo 000.000/0000 Situação: vencido de 28/03/2000 à 25/04/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE INST ALAÇÃO - LI 0030 PREFEITURA MUNICIP AL DE PELOT A S 3414.1
1 Prefeitura municipal de Pelot
as
Rua Leopoldo Brod, s/nº. -
T rês V endas. 3414.1 1 Loteamento Unifamiliar 0031/2000 n.º Do Processo 001.528/2000 Situação: vencido de 07/03/2000 à 07/03/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0031 JOAREZ DA COST A BEZERRA 1721.21 Joarez da Cost a Bezerra A v. Domingos de Almeida, nº 1371
1721.21 Indústria e Comércio de Embalagens de Papel 0033/2000
n.º Do Processo 001.423/2000 Situação: vencido de 12/04/2000 à 12/04/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0032 NEUZA DIAS FERNANDES 1121.10 Neuza Dias Fernandes Rua Cipriano Mascarenhas, nº 57 - Fragat
a 1121.10 Serralheria 0034/2000 n.º Do Processo 001.764/2000 Situação: vencido de 13/04/2000 à 13/04/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0034 SOLDMAC COM. DE MAQ., FERRAMENT
AS E GASES ESPECIAIS L
TDA.
2010.10 Soldmac Com. de Maq., Ferrament
as e Gases Especiais Lt da. Rua T iradentes, nº3229 2010.10 Indústria Qímica 0035/2000 n.º Do Processo 052.728/1999 Situação: vencido de 20/04/2000 à 20/04/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0035 ZENI ARNIELI ACOST A FERNANDES 2520.10 Zeni Arnieli Acost a Fernandes
0036/2000 n.º Do Processo 002.397/2000 Situação: vencido de 24/04/2000 à 24/02/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0036 KA TIA MIRIAM FERREIRA AL VES
2640.00 Katia Miriam Ferreira
Alves
Rua Pinto Martins, nº 61
1 2640.00 Padaria 0037/2000 n.º Do Processo 053.131/1999 Situação: vencido de 25/04/2000 à 25/04/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0037 IT OMAR DA ROSA SAMP AIO
1121.10 Itomar da Rosa Samp
aio A v. V isconde da Graça, nº 744 1121.10 Serralheria 0038/2000 n.º Do Processo 003.128/2000 Situação: vencido de 10/05/2000 à 10/05/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0038 ALEX BRIÃO 21 10.00 Dose Exat
a Manipulação e Medicamentos Ltda
Rua Marechal Deodoro, nº 715A 2110.00 Indústria de Produtos Farmacêuticos 0039/2000
n.º Do Processo 052.091/1999 Situação: vencido de 1 1/05/2000 à 1 1/05/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0039 FÁBIO VIEIRA RIBEIRO 2640.00 Fábio V
ieira Ribeiro A v. Ferreira V iana, nº 792 2640.00 Padaria 0040/2000 n.º Do Processo 3.007 Situação: vencido de 26/05/2000 à 26/05/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE INST ALAÇÃO - LI 0040 SUEL Y DUAR
TE SIMÕES LOPES E OUTROS
3414.1
1 Residencial Francisco Simões
Rua Ulisses Batinga, nº 1719 - Prolongamento da rua Francisco Simões - Fragat
a
3414.1
0041/2000 n.º Do Processo 004.392/2000 Situação: vencido de 05/06/2000 à 05/06/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE INST ALAÇÃO - LI 0041 COMP ANHIA EST ADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE. 3510.20 Comp
anhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE
Rua Bernardo Pires, nº 295 3510.20 Construção de Linha de
T ransmissão 0042/2000 n.º Do Processo 053.736/1999 Situação: vencido de 10/05/2000 à 10/06/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0042 ANT
ONIO DE JESUS DIAS
2640.00
Antonio de Jesus Dias
Rua Leopoldo de Souza Soares, nº 31
1 - Cohab Tablada 2640.00 Padaria 0043/2000 n.º Do Processo 003.545/2000 Situação: vencido de 00/00/0000 à 00/00/000 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0043 EDO ALEX R. SOUZA e UBIRAJARA C. MACHADO 2640.00 Padaria, Confeit
aria e Conveniências Palato Lt
da. A v. Juscelino K. de Oliveira, nº 2902 2640.00 Padaria 0044/2000 n.º Do Processo 051.409/1999 Situação: vencido de 27/06/2000 à 27/06/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0044 LUIZ AMÉRICO DA FONSECA
2020.10 Climithow Efeitos Especiais e Comércio de fogos de
Artifício e Shows Pirotécnicos
A v. Duque de Caxias, nº 735 2020.10 Comércio de Fogos 0045/2000 n.º Do Processo 003.169/2000 Situação: vencido de 06/07/2000 à 06/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0045 LUIZ ROGÉRIO MENEGONI VEJA 1540.00 Luiz Rogério Menegoni V
eja
Rua Dr
. Gervásio
Alves Pereira nº 210
0046/2000 n.º Do Processo 002.706/2000 Situação: vencido de 12/07/2000 à 12/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0046 NÉVIA VENSKE 1123.00 Névia V
enske A v. Ferreira V iana, nº 952 1123.00 Funilaria 0047/2000 n.º Do Processo 004.468/2000 Situação: vencido de 12/07/2000 à 12/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0047 F
ARMÁCIAS E DROGARIAS KHAUTZ L
TDA.
21
10.00 Farmácias e Drogarias Khautz Lt
da.
Rua Marechal Floriano, nº 19 2110.00 Indústria de Produtos Farmacêuticos 0048/2000
n.º Do Processo 050.042/1999 Situação: vencido de 18/07/2000 à 18/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO
0048 EGON KOMS 2640.00 Egon Koms Colônia
Arroio do Padre s/n - 10º Distrito de Pelot
as 2640.00 Padaria 0049/2000 n.º Do Processo 000.740/2000 Situação: vencido de 18/07/2000 à 18/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE OPERAÇÃO - LO 0049 MOVESA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE BEBIDAS L TDA - ME.
2710.10 Movesa Indústria e Comércio de Bebidas Lt
da - ME
Rua Almirante
Tamandaré,
nº
50
2710.10 Fábrica de Cerveja, Chope e Malte 0050/2000
n.º Do Processo 002.868/2000 Situação: vencido de 21/07/2000 à 21/07/2001 T ipo de Documento: LICENÇA DE INST ALAÇÃO - LI
0050 CLÍNICA OLIVÉ LEITE S/A 3414.1
1Condomínio por unidades autônomas Maison de Bonevalle
A
v. Fernando Osório, Nº 1586
3414.1