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Art Nouveau. Antonio Castelnou

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Academic year: 2021

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Art Nouveau

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Introdução

Na Europa, a passagem para o século XX foi uma época

de paz e prosperidade, devido à expansão do comércio

internacional, o enriquecimento das classes dominantes

e ao aumento da confiança no

PROGRESSO

, o qual

se intensificou com a descoberta da eletricidade.

Considerado como um segundo estágio da Revolução

Industrial, ocorrida um século atrás, esse período

– que

durou de cerca de 1890 até o início da Primeira Guerra

(3)

A MODERNIDADE anunciou-se através de invenções que

mudaram definitivamente a vida

cotidiana, entre as quais: a fotografia colorida (1861), o telefone (1876), o fonógrafo (1877), a lâmpada elétrica (1879), o motor à explosão (1885), o gramofone (1887), o elevador (1887), a ferrovia elétrica (1890), o rádio (1894), o cinematógrafo (1895) e o avião (1903).

Elisha Graves Otis (1811-61)

Plataforma ascessora (1853)

Thomas A. Edison (1847-1931)

(4)

Com base no simbolismo e nas experiências dos

pós-impressionistas, surgiu um movimento de reforma das

artes aplicadas (arquitetura e

decoração), cujo conjunto passou a ser conhecido como

ART NOUVEAU (“Arte Nova”),

além de diversos movimentos de reforma das artes figurativas

(pintura e escultura).

De Dion-Bouton Vis-à-vis (1901) Benz 1888

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Tal renovação da arte europeia sofreu grande influência do interesse despertado pela arte primitiva e também do Extremo

Oriente, tendo grande destaque a difusão tardia das gravuras

japonesas, como as dos pintores de estilo ukiyo-e Katsushika Hokusai (1760-1849) e Andõ Hiroshige (1797-1858).

A Grande onda de Kanagawa

36 vistas do Monte Fuji (1830/31) Gravura - 25x37cm Autorretrato (1839) - 250 livros, 30.000 desenhos e 3.500 gravuras Katsushika Hokusai (1760-1849) Hitodama de yuku kisan ja natsa no hara

Fuji visto de Gotenyama (1830/31) Agora devo passar

como espírito pelos campos de

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Hiroshige (1797-1858) 100 vistas do Edo (1856/58) – 24,5x35,5cm O Santuário de Kaimedo Teijin Chuva repentina na ponte Ohashi em Ataka Jardim em Kameido Otsu (1834) 53 estações da Estrada Tokaido 23,5x36cm Koshigaya (1858/59) 36 vistas do Monte Fuji 24,5x35,5cm

Retrato póstumo

Van Gogh (1888)

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Art Nouveau

Com muitas raízes e precursores, o

ART NOUVEAU

foi resultado de uma grande experiência recíproca de

personalidades singulares, as quais tinham em comum a

novidade em estilos pessoais que negavam o passado.

Surgido por volta de 1890, consistiu em uma tentativa

planejada de criar um estilo internacional moderno, este

baseado na decoração e expresso através de

linhas

fluentes altamente estilizadas

e de fundo simbólico.

(8)

Essas linhas onduladas e assimétricas – essencialmente decorativas – eram baseadas em

elementos naturais (rebento

viçoso, broto vegetal, botão floral e contornos femininos) e

simbolizavam a alegria de viver e o nascimento de uma nova era,

expressando o OTIMISMO

(9)

Seu berço foi a BÉLGICA, que, independente da Espanha desde 1830, transformou-se em um centro de indústrias de luxo e pólo de atração

comercial a partir de 1865, durante o reinado de Leopoldo II (1835-1909).

Buscando romper com a inspiração historicista, voltou-se à NATUREZA e

manifestou-se principalmente na

decoração e mobiliário, embora tenha

atingido todas as esferas da arte.

Rei Leopoldo II (1835-1909)

(10)

Na Bélgica, o novo estilo eclodiu com os trabalhos de Paul Hankar

(1859-1901), Victor Horta (1861-1947) e Henry van de Velde

(1863-1957), entre outros.

Foi Van de Velde quem teorizou sobre a linha como sendo o

principal elemento estruturador do Art Nouveau, defendendo a

TEORIA DE EINFÜHLUNG ou

Teoria da Simpatia Estética.

Hôtel Ciamberlani (1897, Bruxelas)

(11)

Victor Horta (1861-1947)

Hôtel Horta, atual Museu (1898/1901)

Hôtel Tassel (1892/93, Bruxelas)

Henry van de Velde (1863-1957)

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Desde moda e adereços até gravuras, rótulos e posters, o ART NOUVEAU teve ampla – mas breve – abrangência,

sendo estes os seus principais elementos:

Acentuado interesse pelas artes aplicadas, por influência de Ruskin, Morris e pré-rafaelistas, tendendo à estilização e à abstração linear;

Inspiração naturalista na flora (botões de flores, orquídeas, lírios e

crisântemos; entrecruzamentos de caules, espinhos e ondulações) e também na fauna (borboletas, libélulas, pássaros, rãs, etc.);

Motivos decorativos derivados do Oriente (repertório vegetal e

mundo aquático) e da figura feminina (princípio elementar da vida), tanto pelo sexo como formas curvilíneas (busto, quadril, cabelos, etc.);

Recusa da proporção e do equilíbrio clássicos, buscando-se formas

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Preferência pelos ritmos gráficos ou plásticos da LINHA CURVA e suas variantes, como a espiral, a voluta e a linha em chicotada (uso de arabescos, formas sinuosas e ovoides);

Tendência em resolver valores plásticos através de elementos lineares e

cromáticos, com motivos que enfatizavam a juventude, a beleza e o otimismo; e

Individualismo artístico em contradição ao se tentar uma aliança entre o social e o estético; ou entre o popular e o erudito: produção original, mas cara e luxuosa (“Estilo de Artistas”).

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Derivações

Considerado o último estilo ornamental do século XIX e o primeiro a ser promovido pela

comunicação de massa, o ART NOUVEAU recebeu várias designações conforme onde se

manifestava, sendo conhecido em Paris como Style Fin-de-Siècle, Métro ou Modern Style.

Hector Guimard (1867-1942) Entrées du Métropolitain (1896/1900, Paris) Métro Chateaud‘Eau Porte Dauphine

(15)

Além do arquiteto Hector Guimard (1867-1942), outros

expoentes franceses do ART NOUVEAU que se destacaram

foram os vidreiros Émile Gallé (1846-1904) e René Jules Lalique (1860-1945), os quais também trabalharam, respectivamente, com mobiliário e joalheria. René J. Lalique (1860-1945) Émile Gallé (1846-1904)

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Como ilustradores, cita-se: o suíço Théophile Steinlen

(1859-1923), o tcheco Alfons M. Mucha (1860-1939) e o francês

Gaston Gérard (1873-1954).

Influenciado por Degas e pelas gravuras japonesas, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901)

revolucionou com seus cartazes e telas que retratavam a noite

em Montmartre (Paris). Clématites

Gaston Gérard (1873-1954) Roses Théophile Steinlen (1859-1923) Chat Noir (1896)

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Alfons Maria Mucha (1860-1939)

Les quatre saisons (1896) - 54x103cm Litografias | Impr.: F. Champenois (Paris)

Cartazes para Sarah Bernhardt (1894/1914) 77x207cm Cigarros JOB (1898) Autorretrato (1899)

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Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901)

La danse au Moulin Rouge

(1890) - 116x150cm

Salon de la Rue des Moulins (1894) - 111x132cm

Posters (1891/99)

(19)

Enquanto que para os renascentistas, a HARMONIA do todo era garantida por cada detalhe da obra em perfeito equilíbrio – ou seja, cada elemento era

tomado separadamente –, para os barrocos, a fusão harmônica do

conjunto era mais importante. Assim, a harmonia individual dos componentes do trabalho poderia ser sacrificada em

nome da harmonia de toda a obra.

(20)

Nos impérios Alemão e Austro-Húngaro, o Art Nouveau

alinhou-se ao alinhou-secessionismo, alinhou-sendo

impulsionado por revistas, como a Jugend (1896), que teve ampla

aceitação e rebatizou-o como

JUGENDSTIL (“Estilo da

Juventude”), na Alemanha; e

SEZESSIONSTIL (“Estilo da

Secessão”), na Áustria. Gertraud von Schnellenbuhel

(1878-1959)

Castiçal (1910)

Estação de Metrô (1894/99, Karlplatz - Viena, Áustria)

Otto Wagner (1841-1918) Lehrstuhl (1899) Richard Riemerschmid (1868-1957)

(21)

Em Barcelona, El Modernismo

ou ESTILO JOVEN teve grande força mística expressa pelas obras

de Antoni Gaudí i Cornet (1852-1926), que trabalhou com materiais

rudes e fantasias plásticas.

Outros expoentes catalães foram: Lluís Domènech i Montaner (1850-1923) e Josep

Maria Jujol (1879-1949).

Lluís Domènech (1850-1923)

Palau de la Musica Catalana (1905/08, Barcelona)

Banco do Parc Güell (1900/14, Barcelona)

Josep M. Jujol (1879-1949)

(22)

Antoni Gaudí (1852-1926) Templo Expiatorio de la Sagrada Familia (1883/1926, Barcelona) Chaminés do Palau Güell (1885/89, Barcelona) 18 torres (12 apóstolos, 4 evangelistas, Ave Maria e Cristo, esta de 170 m de altura)

(23)

Na Itália, o LIBERTY ou Stile Floreale manifestou-se também a partir de revistas, como a Emporium (1895), consagrando-se na Exposição Universal de Turim (1902) e de Milão (1906). Entre

seus expoentes estavam: Ernesto Basile (1857-1932), Pietro Fenoglio (1865-1927) e Giovanni Michelazzi (1879-1920).

Grande Hotel Villa Igea (1899/1900, Palermo) Ernesto Basile (1857-1932) Pietro Fenoglio (1865-1927) Casa Le Fleur (1902/03, Turim) Villino Ravazzini (1905/07, Firenze) Giovanni Michelazzi (1879-1920)

(24)

Na Inglaterra, foram os trabalhos do simbolista Aubrey Beardsley

(1872-1898) os que mais se

aproximaram do estilo, em especial os desenhos para Salomé (1893)

de Oscar Wilde (1854-1900).

Além dele, o escultor Alfred Gilbert (1864-1934), conhecido

pela estátua de Eros (1893) no

Piccadilly Circus de Londres,

realizou também diversas obras com influência do Art Nouveau.

Salomé (1893) Oscar Wilde (1854-1900) Aubrey Beardsley (1872-1898) Ilustrações (1893/94) 27x34cm

(25)

Aubrey Beardsley (1872-1898)

Isolde (1899)

Pan Magazine

Venus between Terminal Gods (1895) 1001 Night (1897) Alfred Gilbert (1864-1934) Shaftesbury Memorial Fountain 5x5x10m Piccadilly Circus (1892/93, Londres) Anteros Deus grego do amor altruísta (Anjo da Caridade Cristã) Alumínio

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Contudo, foi o grupo escocês

THE FOURS quem revolucionou o design gráfico e mobiliário

britânico, expondo em 1896 o Modern Style em Londres.

Era composto por: Charles Rennie Mackintosh

(1868-1928), James H. MacNair

(1868-1955) e suas respectivas esposas, as irmãs Margareth

(1864-1933) e Frances MacDonald (1873-1921).

James H. MacNair & Frances MacDonald

Margareth Macdonald & Charles R. Mackintosh

(27)

Essa corrente escocesa dentro do ART NOUVEAU

diferenciou-se do restante da Europa por manter um equilíbrio conservador entre a tradição gótica vertical e a inovação

através de arabescos geométricos e estilizações elegantes. Charles R. Mackintosh

(1868-1928)

Hill House (1902/04, Glasgow GB)

(28)

Por fim, nos EUA, o Art Nouveau derivou diretamente do europeu,

sendo difundido a partir da firma

Tiffany & Co. fundada em 1837 por

Charles Lewis Tiffany (1812-1902),

na cidade de Nova York.

Seu filho, Louis Comfort Tiffany (1848-1933), foi seu maior expoente, iniciando-se como pintor para depois

se dedicar às artes decorativas e vidraria, criando seu próprio estilo.

(29)

Tiffany tornou-se mundialmente famoso por sua prataria e

artigos de luxo, criando vitrais,

abajours e vasos soprados, de

inspiração vegetal e irisações infinitamente variadas.

Louis C. Tiffany (1848-1933)

Abajours Vasos

(30)

Secessionismo

Em fins do século XIX, o termo SEZESSION era utilizado pelos artistas do Império Austro-Húngaro para designar as

correntes que romperam com as tradições acadêmicas,

realizando exposições independentes em três grandes centros de experiências pré-modernas: Berlim, Munique e Viena.

Através de um estilo refinado e decorativo, a arte

secessionista trabalhou com pinturas planas e coloridas que serviram de ponte dos artistas pós-realistas do esteticismo e

(31)

As obras do

SECESSIONISMO

apresentavam por vezes a

sugestibilidade de estados

emocionais ambíguos e atitudes que convidavam a

um olhar sofisticado e sutil sobre o real. Árvore da vida (1905) Gustav Klimt (1862-1918) Egon Schiele (1890-1918) A família (1918) MAPA DA EUROPA na Belle Époque

(32)

Criada em 1892, a Secessão

de Munique foi pioneira em

romper com a tradição

acadêmica, sendo seu maior expoente o alemão Franz von

Stuck (1863-1928).

Já a Secessão de Berlim surgiu apenas em 1898,

opondo-se ao conopondo-servadorismo e

reunindo outras tendências que se aproximavam do

impressionismo até acabar

se dissolvendo em 1913. Selbstporträt im Atelier (1905) – 73x76cm Die Sünde

(1893)

52x88cm

Franz von Stuck (1863-1928)

(33)

Entre seus maiores expoentes, cita-se: Max Liebermann

(1847-1935), Lovis Corinth (1853-1918) e Max Slevogt (1868-1932), além de vários outros.

Max Liebermann (1847-1935)

Frau mit Ziegen (1890) 127x172cm Totentanz (1896) 102x123cm Max Slevogt (1868-1932) Im Schlachthaus (1893) Lovis Corinth (1853-1918)

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Fundada em 1897 no âmbito da

Künstlerhaus (Sociedade Artística)

por Gustav Klimt (1862-1918), a

Secessão Vienense defendia uma

arte livre de interesses comerciais, reunindo 19 artistas – como

arquitetos, pintores e ilustradores

– que pretendiam abandonar o passado e voltar-se para a

criação de um estilo original.

Edifício-sede da Sezession (1897, Friedrichstraße 12 - Viena) Joseh M. Olbrich (1867-1908) Gustav Klimt (1862-1918) Krauthappel

(35)

Gustav Klimt

(1862-1918)

O beijo (1907/08) – Óleo e ouro sobre tela, 180x180cm Retrato de Adele Bloch-Bauer I (1907) 138x138cm As três idades da mulher (1905) 180x180cm

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Foi em Viena que, de inspiração floral e geométrica, formou-se o

SEZESSIONSTIL que influenciaria o design moderno através da sua graciosidade, sentido de ordem e

capacidade de estilização.

Além de arquitetos e designers como Otto Wagner (1841-1918) e seus discípulos, destacaram-se os

pintores e ilustradores Koloman Moser (1868-1919) e Ferdinand

Andri (1871-1953), entre outros.

Otto Wagner (1841-1918) Majolikahaus (1898, Viena) Retrato de Otto Wagner (1910) Egon Schiele (1890-1918)

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Koloman Moser (1868-1919) Três mulheres agachadas (c.1914) – 99,5x150cm Jovem em pé (c.1915) Autorretrato (c.1916) Ferdinand Andri (1871-1953) Eslovacos com carrinho de repolho (1902) Mulher em pé (c.1910) (1940)

(38)

O secessionistas influenciaram os holandeses Jan Toorop

(1858-1928) e Johan Thorn Prikker (1868-1932), além de

abrierem caminho ao expressionismo através dos trabalhos de

Oskar Kokoschka (1886-1980) e Egon Schiele (1890-1918).

Fatalidade (1893) Jan Toorop (1858-1928)) Johan T. Prikker (1868-1932) A Noiva (1892) Os Cegos (1892)

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Egon Schiele

(1890-1918)

O Abraço (1917)

Óleo sobre tela 100x170cm

Amantes ou Autorretrato com Wally (1914/15) Mulher reclinada com

meias verdes (1914) Oskar Kokoschka (1886-1980) Kunstschau Poster (1908) O Veleiro (1908)

(40)

Conclusão

Pode-se dizer que o

ART NOUVEAU

era um novo estilo

que expressava o tom festivo de uma moda, criado de

improviso e transitório, muito mais próximo do século XIX

que o XX, devido às suas raízes históricas e ideológicas.

Alguns historiadores e críticos de arte consideram-no já

nascido “morto”, por ainda estar preso à

ornamentação

e ao

individualismo

, os quais cairiam por terra com o

modernismo, mas outros destacam sua importância na

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O ART NOUVEAU tentava conciliar

a pressão asfixiante do materialismo e do desenvolvimento tecnológico

com uma atitude artística baseada nos pressupostos simbolistas.

Isto tornou-se praticamente impossível, o que levou ao rápido desaparecimento do estilo, o qual, a

partir de 1910, tornou-se raro, pois não soube como relacionar a arte com

as exigências da MÁQUINA.

Casa Batló (1905/07, Barcelona)

(42)

Bibliografia

CHAMPIGNEULLE, B. A arte nova. Lisboa: Verbo, 1984.

HARDY, W. Guia de Arte Nova. Lisboa: Estampa, 1996.

MADSEN, T. Art Nouveau. Porto: Inova, 1967.

PEVSNER, N. Origens da arquitetura moderna e

do design. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

_____. Os pioneiros do desenho moderno. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

SEMBACH, K. J. Arte nova: a utopia da reconciliação. Köln: Benedikt Taschen, 2007.

Referências

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