C'-t
C'-t - c:::c c:::c cc
~ II::::Sz: C=»
~t- ~ ... e cc -
~LI.I LI.I ~ ~ ...I
r.. I::::Sc::::I o :::
ro I-<LI.I
~ roS= C=» ~
.D ... 0\ ~ • ...-1 "'O ,...(.. c:L. C'-t
·-<;:::~o ~~ !3
oro C'1LI.I
~o u
~LI.I
~ ...·c I C=» a c::::I
~ "t:I~ ~
~ ~.. C=» ... -~ t
'I::::SC'-t
~ LI.I ~ ::::::» ( c:L. cc :ãE c:::c C=» ~
12 Frederico Franco Alvim
critérios jurisprudenciais e normativos que ensejam a cassação de mandatos em numerosos sistemas estrangeiros. Na sequência, discute a dicotomia gravidade vs. potencialidade, propugnando por uma releitura da jurisprudência eleitoral pátria, a seu sentir "excessivamente rígida e claramente descolada da linha de princípio que orienta maioria tribunais eleitorais internacionais", o que em sua visão explica, ao menos em parte, ''porque a democracia brasileira apresenta indicadores extraordinariamente elevados no que tange à anulação de eleições ".
Este breve panorama demonstra, a toda evidência, que a presente obra materializa um estudo definitivo acerca do abuso de poder nas eleições.
Frederico Franco Alvim integra, ao lado de outros jovens expoentes, a nova geração de eleitoralistas brasileiros. Essa constelação de astros vem rompendo paradigmas e procedendo a uma verdadeira revolução copernicana no Direito Eleitoral, sempre criticado pela ausência de sistematicidade e racionalidade na aplicação dos institutos, pelo pouco diálogo com outros ramos do conhecimento e pela imprevisibilidade e insegurança jurídica decorrentes da dramática oscilação jurisprudencial. A presente empreitada contribui, sem dúvida, para uma reconstrução teórica e, assim, eleva sobremodo o estado de conhecimento científico em torno do abuso de poder nas eleições, em particular, e da disciplina jurídica eleitoral, em geral.
No mais, não poderia privar este Prefácio de um testemunho pessoal.
Tive o privilégio de trabalhar e conviver com Frederico Alvim nos seis meses da Presidência do Ministro Luiz Fux no Tribunal Superior Eleitoral. Conhecedor à distância de seus predicados, sugeri seu nome ao Ministro Fux para ser Assessor-Chefe na área jurídica, o qual prontamente me incumbiu da tarefa de convidá-lo. Embora sua (ótima) fama o precedesse, devo afirmar que ela não espelha, fielmente, a essência do meu dileto amigo Fred. Fred é muito mais que imaginamos: profissional dedicado, que lidera pelo exemplo e pelo empenho diário; um amigo fraterno e leal, gentil e cortês, carismático e dotado de rara humildade. Sempre disposto a ouvir, reflete e pondera, despido de qualquer vaidade; marido e pai exemplar, sofria à distância pela (imensa) saudade que nutria de suas três princesas (esposa e duas filhas), '10 tempo em que juntos labutamos em Brasília. Sorte de quem o tem como amigo. E, felizmente, o meu caso.
Certa vez, ouvi de um grande jurista que o Direito Eleitoral brasileiro ainda se ressente da falta autores clássicos, à revelia do que ocorre em outros ramos. Tenho absoluta certeza de que, com essa obra, Frederico Alvim se credencia a ser um dos maiores da história. Saboreiem essa preciosidade: a obra é, simplesmente, espetacular.
Carlos Eduardo Frazão
Mestre em Direito Público pela UERJ Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados. Advogado.
Ex-Secretária-Geral do Tribunal Superior Eleitoral.
Ex-Assessor de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Professor de Direito Constitucional e de Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO: O ROL DAS ELEIÇÕES NO ESTADO DEMOCRÁTICO .... 15
1 O CONTEÚDO DA LEGITIMIDADE ELEITORAL ... 45
2 2.1 A LEGITIMIDADE EM SENTIDO AMPLO E O OFERECIMENTO DE PARÂMETROS PARA O REFORÇO DA INTEGRIDADE ELEITO RAL ... 54
2.2 O CONTEÚDO MÍNIMO DA LEGITIMIDADE ELEITORAL.. ... 86
2.2.1 A Liberdade para o Exercício do Sufrágio ... 93
2.2.2 A Igualdade de Oportunidades Entre os Candidatos ... 104
3 AS ELEIÇÕES E O FENÕMENO DO PODER ... 125
3.1 O USO LÍCITO DE RECURSOS DE PODER NAS COMPETIÇÕES ELEITORAIS ... 125
3.2 A CARACTERIZAÇÃO DO ABUSO 130 3.3 O FENÔMENO DO PODER E SUAS CARACTERÍSTICAS ... ... 135
3.3.1 Delimitação Conceitual 138 3.3.2 As Características do Poder ... 145
3.3.3 A Magnitude do Poder. ... 163
4 O ABUSO DE PODER NO CONTEXTO DAS COMPETIÇÕES ELEI TORAIS 169 4.1 O POLIMORFISMO DO ABUSO DE PODER E A EVIDENTE INSU FICIÊNCIA DO ARRANJO NACIONAL ... 177
5 O ABUSO DE PODER EM ESPÉCIE 183 5.1 FORMAS TÍPICAS DE ABUSO DE PODER 183 A Abuso de poder político 183 B Abuso de poder econômico ... 203
B.l Abuso de poder econômico putativo: o efeito exterminador do futuro ............ 220
C Abuso de poder nos meios de comunicação social ... 223
14 Frederico Franco Alvim
5.2 NOVAS FORMAS DE ABUSO DE PODER ............ 268
A Abuso de poder religioso ... 276
B Abuso de poder coercitivo ... 309
C Abuso de poder no universo digital... ... 322
6 A GRAVIDADE NO ABUSO DE PODER COMO PARÂMETRO PARA A CASSAÇÃO DE MANDATOS: O ARRANJO BRASILEIRO DIANTE DOS PRESSUPOSTOS AXIOLÓGICOS DO SISTEMA E DOS VETO RES VIGENTES NA EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL ... ... 339
6.1 VETORES PARA A CASSAÇÃO DE MANDATOS NA JURISPRU DÊNCIA COMPARADA ........ 349
6.2 REGRAS PARA A CASSAÇÃO DE MANDATOS NO DIREITO COM PARADO.................. 355
6.3 GRAVIDADE VERSUS POTENCIALIDADE LESIVA EM AÇÕES QUE VERSAM SOBRE ABUSO DE PODER: UMA CRÍTICA AO MODELO BRASILEIRO ............... 356
6.4 A GRAVIDADE DOS ATOS DE ABUSO DE PODER SOB A PERS PECTIVA DE SEUS EFEITOS: UMA CA TEGORIZAÇÃO POSSÍVEL (?) ... 364
REFERÊNCIAS ... 383
ÍNDICE REMISSIVO 399