Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 961.711 - SP (2007/0141135-6) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROCURADOR : SUSANA HELENA ALMEIDA FOUX PELICANO E OUTRO(S) RECORRIDO : SÃO JOAQUIM S/A ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO ADVOGADO : MARCO ANTONIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO – DESAPROPRIAÇÃO – JUROS DE MORA – MP 1.577/97 E REEDIÇÕES – ART. 15-B DO DECRETO-LEI 3.345/41 – APLICAÇÃO PARA AS AÇÕES POSTERIORMENTE AJUIZADAS – PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM – PRECEDENTES DESTA CORTE.
1. Pacificou-se nesta Corte jurisprudência quanto à aplicação do art. 15-B do Decreto-lei 3.365/41, introduzido pela MP 1.577/97 e reedições, às desapropriações ajuizadas após a sua vigência, afastando a Súmula 70/STJ.
2. Recurso especial provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a).
Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Brasília (DF), 20 de novembro de 2007 (Data do Julgamento)
MINISTRA ELIANA CALMON
Relatora
Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 961.711 - SP (2007/0141135-6)
RECORRENTE : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROCURADOR : SUSANA HELENA ALMEIDA FOUX PELICANO E OUTRO(S) RECORRIDO : SÃO JOAQUIM S/A ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO ADVOGADO : MARCO ANTONIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)
RELATÓRIO
EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON: Trata-se de recurso especial interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO-SP, inconformado com acórdão do Tribunal de Justiça daquele Estado, no ponto em que determinou a aplicação de juros de mora a partir do trânsito em julgado, em ação de desapropriação.
Com fundamento nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a recorrente alega dissídio jurisprudencial e violação ao art. 15-B do Decreto-lei 3.345/41, introduzido pela MP 2.183/56, de 24/08/2001, defendendo a incidência dos referidos juros a partir do dia 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser efetuado.
Sustenta que essa medida provisória estava em pleno vigor no ajuizamento da ação, em face do disposto no art. 2º da EC 32/01; que se trata de norma cogente, devendo sobrepor-se à Súmula 70 desta Corte; e que a eficácia do referido art. 15-B não foi suspensa com a liminar concedida pelo STF na ADIn 2.332-2.
Com as contra-razões, subiram os autos, admitido o especial na origem.
É o relatório.
Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 961.711 - SP (2007/0141135-6)
RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROCURADOR : SUSANA HELENA ALMEIDA FOUX PELICANO E OUTRO(S) RECORRIDO : SÃO JOAQUIM S/A ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO ADVOGADO : MARCO ANTONIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)
VOTO
EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (RELATORA): No que diz respeito à questão objeto de insurgência, o acórdão recorrido merece reparo, pois adotou orientação contrária à jurisprudência dominante desta Corte, que tem concluído pela aplicação do art. 15-B do Decreto-lei 3.365/41, introduzido pela MP 1.577/97 e reedições, às desapropriações ajuizadas após a sua vigência, como a presente, afastando a Súmula 70/STJ, segundo a qual, na desapropriação direta ou indireta, os juros moratórios seriam contados desde o trânsito em julgado da sentença.
Confiram-se, a respeito, os seguintes precedentes:
ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITAÇÃO
ADMINISTRATIVA. ÁREA NON AEDIFICANDI. LEI N.º 6.766/79.
INDENIZABILIDADE. DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 07/STJ. PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA.
DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO DA INICIAL. MATÉRIA DE PROVA. SÚMULA N.º 07/STJ. PRESCRIÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. PRAZO VINTENÁRIO. JUROS COMPENSATÓRIOS. PERCENTUAL. MC NA ADIN 2.332/2001. EFICÁCIA DA MP N.°
1.577/97 ATÉ A DECISÃO QUE SUSPENDEU OS EFEITOS DA EXPRESSÃO CONSTANTE DO ART. 15-A, DO DECRETO-LEI N.° 3.365/41. JUROS MORATÓRIOS.
TERMO A QUO. LEI VIGENTE À ÉPOCA DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N.º 70/STJ. HONORÁRIOS.
APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO. LEI VIGENTE À DATA DA SENTENÇA.
(...)
19. Consectariamente, em ação expropriatória os juros compensatórios devem ser fixados à luz do princípio tempus regit actum nos termos da jurisprudência predominante do STJ, no sentido de que a taxa de 6% (seis por cento) ao ano, prevista na MP n.º 1.577/97, e suas reedições, é aplicável, tão-somente, às situações ocorridas após a sua vigência.
20.. A vigência da MP n.º 1.577/97, e suas reedições, permanecem íntegra até a data da publicação da medida liminar concedida na ADIN n.º 2.332 (DJU de 13.09.2001), que suspendeu a eficácia da expressão de “até seis por cento ao ano”, constante do art. 15-A, do Decreto-lei n.º 3.365/41.
21. Assim é que ocorrida a imissão na posse do imóvel desapropriado: a) em data anterior à vigência da MP n.º 1.577/97, os juros compensatórios devem ser fixados no limite de 12% (doze por cento) ao ano, nos termos da Súmula n.º 618/STF; ou b) após a vigência da MP n.º 1.577/97 e reedições, e em data anterior à liminar deferida na ADIN 2.332/DF, de 13.09.2001, os juros serão arbitrados no limite de 6% ao ano entre a data do apossamento ou imissão na posse até 13.09.2001.
22. Precedentes: RESP n.º 437.577/SP, Rel. Min. Castro Meira, Primeira Seção, DJ de 06.03.2006; RESP n.º 737.160/SP, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJ
Superior Tribunal de Justiça
de 18.04.2006; RESP n.º 587.474/SC, Rel.ª Min.ª Denise Arruda, Primeira Turma, DJ de 25.05.2006; RESP n.º 789.391/RO, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 02.05.2006; RESP n.º 517.870/PB, deste Relator, Primeira Turma, DJ de 31.05.2004.
23. In casu, não foi possível a verificação da data em que ocorreu o apossamento administrativa da área, motivo pelo qual as instâncias ordinárias concluíram a desapropriação decorreu da edição da Portaria n.º 075 data da Portaria n.º 75, de 07.07.1980, que determinou a realização da obra de alargamento da BR 470, data, portanto, anterior à edição da MP n.º 1.577/97, motivo pelo qual os juros compensatórios devem ser fixados em 12% ao ano.
24. Os juros moratórios têm por finalidade ressarcir o expropriado pela mora no pagamento da indenização.
25. À luz do Princípio tempus regit actum aplicam-se os juros moratórios a lei nova às desapropriações em curso, tanto mais que a mais nova jurisprudência do STJ e do STF estabelece a incidência dos juros moratórios em precatório complementar somente quando ultrapassado o prazo constitucional, que, no caso sub judice, determina que a incidência dos juros moratórios a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito, consoante a MP n.º 2.027-39, de 01.06.2000, haja vista que vigente à época do decisum ora atacado, e que modificou o art. 15-B, do Decreto-lei n.º 3.365/42, motivo pelo qual se afasta a incidência da Súmula n.º 70/STJ("Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença")
26. Precedentes: ERESP n.º 615.018/RS, Rel. Min. Castro Meira, Primeira Seção, DJ de 06.06.2005, RESP n.º 443.414/CE, deste relator, Primeira Turma, DJ de 20.09.2004, RESP n.º 519.384/RN, Rel. Min. Franciulli Netto, Segunda Turma, DJ de 19.12.2003).
27. A sucumbência nas ações expropriatórias rege-se pela lei vigente à data da sentença que a impõe, devendo ser observado o art. 27, § 1º, do Decreto-Lei n.º 3.365/41, com a modificação introduzida pela MP n.º 1.997-37 de 11.04.2000, (originária MP n.º 1.577/97, cuja última edição de 24.08.2001, é a MP n.º 2.183/56), observando-se o limite máximo de 5% (cinco por cento).
28. Hipótese em que a sentença foi proferida em 10.03.2003 (fls. 624/646), e publicada no DJ do dia 08.05.2003 (fl. 681) .
29. Precedentes: ERESP n.º 120.658/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Primeira Seção, DJ de 03.04.2006) RESP 644747/RN, Rel. Min. FRANCIULLI NETTO, DJ de 11.04.2005; AgRg no RESP 596868/SP, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, de DJ 21.03.2005; EDcl no AgRg no RESP 576717/RN, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de 13.12.2004; AgRg no RESP 648759/RS, deste relator, DJ de 30.09.2004; RESP 426453/SP, deste relator, DJ de 04.11.2002; RESP 416998/SP, Rel. Min. FRANCIULLI NETTO, DJ 23/09/2002.
30. Recurso especial dos expropriados não conhecido (Súmula n.º 07/STJ) 31. Recurso especial da União parcialmente conhecido e, nesta parte, parcialmente provido, tão-somente, para afastar a incidência da Súmula n.º 70/STJ e determinar a observância do limite máximo de 5% (cinco por cento) de verba honorária.
(REsp 750.050/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.10.2006, DJ 07.11.2006 p. 242)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ART. 22 DO DECRETO-LEI 3.365/41. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283/STF.
DESAPROPRIAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO A QUO. AÇÃO AJUIZADA ANTES DA MP Nº 1.901-30, DE 24.09.99. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA.
SÚMULA 70/STJ. JUROS COMPENSATÓRIOS. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.577/97 E REEDIÇÕES. IMISSÃO ANTERIOR.
1. O fundamento alusivo à dúvida quanto ao pronunciamento de todos os sucessores da falecida proprietária - ante a incerta situação registral do bem - não foi combatido pelo recorrente, malgrado suficiente para manter o acórdão recorrido, já que o dispositivo legal tido como vulnerado determina: "havendo concordância sobre o preço, o juiz o homologará por sentença no despacho saneador" (art.22 do Decreto-Lei 3.365/41).
Incidência da Súmula 283/STF.
Superior Tribunal de Justiça
2. A Medida Provisória nº 1.901-30, de 24 de setembro de 1999, uma das reedições da Medida Provisória nº 1.577, de 11 de junho de 1997, introduziu o art. 15-B no Decreto-Lei 3.365/41, o qual passou a dispor que os juros moratórios serão devidos "a partir de 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito, nos termos do art. 100 da Constituição".
3. Em obediência ao princípio tempus regit actum, a modificação legislativa não tem o condão de afastar a incidência da Súmula 70/STJ, na medida em que a ação de desapropriação indireta foi proposta em 1969, bem antes da edição daquela Medida Provisória que, a partir de 24 de setembro de 1999, alterou o termo a quo dos juros moratórios.
4. Não deve ser aplicada a Medida Provisória nº 1.577/97 (com suas ulteriores reedições até a Medida Provisória nº 2.183-56 de 27.08.01) às imissões de posse ocorridas antes de sua publicação, em 11.06.97, ou após a publicação do acórdão do STF, que suspendeu com efeitos ex nunc a eficácia da expressão "até seis por cento ao ano", na ADIn nº 2.332-DF, em 13.09.2001. Precedentes.
5. Ajuizada a ação de desapropriação indireta em 1969, com imissão na posse em 03.05.76, não se aplicam à hipótese as normas restritivas posteriores, permanecendo os juros compensatórios no percentual de 12% a.a., nos moldes da Súmula 618 do STF.
6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, improvido.
(REsp 873.449/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 12.12.2006, DJ 02.02.2007 p. 388)
ADMINISTRATIVO – DESAPROPRIAÇÃO – REFORMA AGRÁRIA – JUROS DE MORA – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – DECRETO-LEI N. 3.365/41 – ALTERAÇÕES – MP N. 1.901-30/99 E MP N. 1.997-37/00 E SUAS REEDIÇÕES – INAPLICABILIDADE – AÇÃO ANTERIOR À EDIÇÃO DAS MEDIDAS PROVISÓRIAS – ALEGADA OMISSÃO NO JULGADO – NÃO-OCORRÊNCIA – PRETENSÃO DE EFEITOS INFRINGENTES – IMPOSSIBILIDADE.
1. Os embargos declaratórios não são cabíveis para a modificação do julgado que não se apresenta omisso, contraditório ou obscuro.
2. Pretende a embargante a modificação do acórdão embargado relativamente à questão dos juros de mora e dos honorários advocatícios, ao pugnar pela aplicação, ao caso dos autos, do art.15-B do Decreto-lei n. 3.365/41 (introduzido pela MP n. 1.901-30/99 e reedições) e do § 1º do art. 27 do mesmo diploma legal (redação dada pela MP n. 1.997-37/00 e reedições).
3. Na hipótese dos autos, a modificação legislativa não afasta a incidência da Súmula 70/STJ. A ação de desapropriação foi proposta em 8.10.1996, anteriormente à edição da Medida Provisória n.1.901-30 que, a partir de 24.9.1999, estabeleceu o termo a quo dos juros moratórios a partir de 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito, nos termos do art. 100 da Carta Magna.
4. O mesmo raciocínio aplica-se à pretendida incidência do § 1º do art. 27 do Decreto-lei n. 3.365/41, com a redação dada pela Medida Provisória n. 1.997-37/00 e suas reedições em relação à questão dos honorários advocatícios.
Embargos de declaração rejeitados.
(EDcl no REsp 549.707/CE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15.02.2007, DJ 28.02.2007 p. 209)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. MP N. 1.577/97. NÃO APLICAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO A QUO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 27, § 1º, DA ALUDIDA MP. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO-DEMONSTRADA. SÚMULA N.13/STJ.
1. De acordo com a jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, as modificações introduzidas no Decreto-Lei n. 3.365/41 pela Medida Provisória n.
1.577/97, e suas reedições, são aplicáveis apenas às situações ocorridas após sua vigência.
2. Nas ações ajuizada antes da Medida Provisória n. 1.901-30/99, que incluiu o art. 15-B no Decreto-lei n. 3.365/41, os juros moratórios são devidos a partir do trânsito em julgado da decisão, nos termos do enunciado da Súmula n. 70/STJ, e não a partir do dia 1º de janeiro do ano seguinte ao do trânsito em julgado.
Superior Tribunal de Justiça
3. O prequestionamento do dispositivo legal tido como violado é requisito indispensável à admissibilidade do recurso especial.
Incidência das Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
4. Dissídio jurisprudencial não demonstrado consoante as prescrições dos arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, § 2º, do RISTJ.
5. A admissibilidade de recurso especial fundado na alínea "c" do permissivo constitucional pressupõe que tribunais distintos hajam interpretado um mesmo tema de maneira divergente. Súmula n. 13/STJ.
6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não-provido.
(REsp 416.118/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 20.04.2006, DJ 06.06.2006 p. 137)
Com essas considerações, dou provimento ao recurso especial.
É o voto.
Superior Tribunal de Justiça
ERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA
Número Registro: 2007/0141135-6 REsp 961711 / SP
Números Origem: 5646195700 56546195 8262003
PAUTA: 20/11/2007 JULGADO: 20/11/2007
Relatora
Exma. Sra. Ministra ELIANA CALMON Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro CASTRO MEIRA Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. ANTÔNIO CARLOS FONSECA DA SILVA Secretária
Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROCURADOR : SUSANA HELENA ALMEIDA FOUX PELICANO E OUTRO(S) RECORRIDO : SÃO JOAQUIM S/A ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO ADVOGADO : MARCO ANTONIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)
ASSUNTO: Administrativo - Intervenção do Estado na Propriedade - Desapropriação - Utilidade Pública (Lei nº 3.365/41)
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
"A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a).
Ministro(a)-Relator(a)."
Os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Brasília, 20 de novembro de 2007
VALÉRIA ALVIM DUSI Secretária