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Interações (Campo Grande) vol.18 número2

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Academic year: 2018

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University professors con

Ɵ

nued forma

Ɵ

on at the facebook socialnetwork: to

interact, to share, to dialogue, to par

Ɵ

cipate, to learn and to live together

Forma

Ɵ

on con

Ɵ

nue de professeurs universitaires sur le réseau social facebook:

communiquer, échanger, dialoguer, partager, apprendre et vivre ensemble

Formación con

ơ

nua de profesores universitarios en la red social facebook:

interagir, cambiar, compar

Ɵ

r, aprender y convivir

Rosimeire MarƟ ns Régis dos Santos1 Ana Paula Melim1

Maria CrisƟ na Lima Paniago1

Recebido em 20/02/2017; revisado e aprovado em 27/03/2017; aceito em 27/03/2017 DOI: h p://dx.doi.org/10.20435/inter.v18i2.1502

Resumo: O ar go discute as possibilidades de uma formação con nuada de professores na rede social

fa e ook, ocorrida em 2014, sob a organização da Pró-Reitoria de Ensino e Desenvolvimento (PROED) e do Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) em uma Universidade par cular no Estado de Mato Grosso do Sul. É uma pesquisa qualita va de cunho etnográfi co virtual e u liza-se dos diálogos ocorridos na rede social fa e ook.

Os resultados apontam que os professores estabelecem laços sociais e pedagógicos a par r das interações, difundindo saberes com a produção colabora va do conhecimento.

Palavras-chave: formação con nuada; rede social fa e ook; aprender e compar lhar.

Abstract: The ar cle discusses the possibili es of a teachers con nued forma on at the social network facebook, occurred in 2014, under the organiza on of the Pro-Rector of Teaching and Development (PROED) and the Nucleus of Pedagogical Support (NAP) in a Private University of Mato Grosso do Sul. It is a qualita ve research of Virtual Etnographic Nature and it uses dialogues happened at the facebook social network. The results show that the teachers establish social and pedagogical links from the interac ons, diff using knowledges with the collabora ve produc on of knowledge.

Key words:con nued forma on; facebook social network; learn and Share.

Résumé:L’ar cle discute les possibilités d’une forma on con nue de professeurs, qui a débuté en 2014 sur le réseau social fa e ook, par le Département Recherche et Développement (PROED) avec le concours du Service d’Appui Pédagogique (NAP) d’une Université privée de l’État du Mato Grosso do Sul. Il s’agit d’une recherche qualita ve à caractère ethnographique virtuel basée sur l’étude des dialogues échangés sur le réseau social fa e ook. Les résultats montrent que, grâce à ces échanges, les enseignants peuvent établir des liens sociaux et pédagogiques qui leur perme ent de répandre et de partager ensemble des connaissances.

Mots-clé s: forma on con nue, réseau social fa e ook, apprendre etpartager.

Resúmen:El ar culo discute las possibilidades de formacíon con nua de los docentes en la red social facebook, hecho em 2014 con la organizacíon de la Pró Rectória de Enseño y Desarrollo (PROED) y el Núcleo de Apoyo Pedagógico (NAP) en una universidad par cular del estado de mato grosso do sul. És una búsqueda cualita va etnográfi ca virtual y uyiliza los diálogos ocurridos en la red social facebook. Los resultados muestram

que los professores enem lazos sociales y pedagógicos desde las interacciones, difundindo saberes con la producción de conocimientos.

Palabras clave: formación con nua, red social fa e ook, aprender, compar r.

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1 INTRODUÇÃO

A realização deste estudo par u de formação con nuada para professores do Ensino Superior em uma Universidade Privada que propõe semestralmente acolher seus docentes com uma semana pedagógica. Organizada pela Pró-Reitoria de Ensino e Desenvolvimento (PROED) e o Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP), a ofi cina, a qual é o objeto deste estudo, contou com

35 professores de diferentes áreas e com quatro professores formadores das áreas de letras e pedagogia. Ocorreu, em 2014, a ofi cina em foco, cujo tema foi “Comunicação, colaboração e

interação das redes sociais nos espaços/tempos universitários”.

O obje vo da ofi cina foi apresentar possibilidades que levassem professores e acadêmicos

à construção conjunta de espaços de aprendizagem com a u lização de diferentes recursos de interação e colaboração mediados pelas redes sociais fa e ook, google plus, twi er e linkedln. A ofi cina ocorreu no laboratório de informá ca da Universidade e suscitou conceitos e

ques onamentos relacionados às redes sociais: o que são ferramentas de redes sociais?; por que u lizar redes sociais na educação?, buscando permanentemente estabelecer a comunicação, colaboração e interação, por meio da exposição dialogada, u lização de vídeos, evidenciando a importância do planejamento para u lizar as redes sociais e as prá cas atuais.

Na sequência, foram apresentadas algumas redes sociais (fa e ook, google plus, t i e e

li kedI , e exploradas algumas ferramentas e aplica vos como perfi l, grupo, página, mensagens,

fotos, arquivos, dialogando acerca das potencialidades desses meios.

Em dado momento da ofi cina, foi solicitado aos professores par cipantes da ofi cina que

se centrassem no fa e ook e explorassem a rede social e, em trio, redigissem uma proposta de a vidade docente considerando a prá ca educa va com uma ação que pudesse ser desenvolvida com os acadêmicos u lizando aquele ambiente.

A par r desse contexto, iniciamos nossas refl exões sobre o como as tecnologias invadem

nossas vidas, e começamos a problema zar suas implicações no nosso co diano profi ssional

docente. Avançando em nossas discussões, a pergunta que nos inquietava era como seria uma formação con nuada de professores mediada pelo fa e ook. Nesse sen do, buscamos discu r a formação con nuada em rede e as interações nos modos de par cipar, produzir e compar lhar conhecimento, problema zando os espaços e tempos que as tecnologias ocupam em nossos processos forma vos de vida e profi ssão.

A metodologia adotada nesta pesquisa trata-se de uma abordagem de pesquisa quali-ta va de cunho etnográfi co virtual e, como procedimento metodológico, u lizou-se a captura

dos diálogos na rede social fa e ook. A etnografi a virtual pode observar os detalhes de como

os usuários experienciam esse fenômeno e percebem os relacionamentos entre as mudanças tecnológicas e o entendimento que os sujeitos têm dessas tecnologias (HINE, 2000).

É interessante mencionar aqui, como refl exão, u lizando o termo etnografi a virtual, que o

pesquisador se agrupa à comunidade que está sendo pesquisada, e o campo de pesquisa é agora o texto, a imagem, o vídeo e áudio em uma tela de computador e grupo de pessoas envolvidas na rede social, no ambiente virtual.

Apresentamos excertos dos momentos virtuais, ou seja, as conversações desenvolvidas na rede social fa e ook, no grupo inƟ tulado “Redes Sociais nos espaços/tempos universitários”.

Os depoimentos foram transcritos sem qualquer alteração, e os nomes dos professores iden

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No sen do de promover uma experiência de criar signifi cações com a rede social fa e ook

na formação con nuada de um grupo de professores que discu mos as próximas seções desse ar go.

2 PLURALIDADE DE VOZES SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA NA REDE SOCIAL FACEBOOK: O INTERAGIR, TROCAR E DIALOGAR

Quando pensamos em formação con nuada, sabemos que ela não se encerra no curso de formação inicial, mas con nua ao longo da carreira, no ambiente de trabalho do professor (IMBERNÓN, 2004; NÓVOA, 1995; PACHECO; FLORES, 1999).

Segundo Imbernón (2004, p. 15), “[...] a formação assume um papel que transcende o ensino que pretende uma mera atualização cien fi ca, pedagógica e didá ca e se transforma

na possibilidade de criar espaços de par cipação, refl exão e formação [...]”, situação que se

observa no comentário expresso pela professora (B) “É muito bom começar um novo ano le vo com novos desafi os... aprendendo, conhecendo, repensando... novos mecanismos e grupos de

aprendizagem e descobertas digitais!!”.

Nessa direção, ressaltamos que construir colabora vamente uma formação con nuada de professores é aproximar-se desses professores para compreender o que eles precisam, valo-rizando pensamentos e construindo um ambiente de discussão, possibilitando elaborar ideias de forma cole va a favorecer o desenvolvimento da prá ca pedagógica.

Tardif (2002) também analisa a formação como um meio de fazer frente às crescentes demandas de atualização profi ssional, uma vez que, tanto em suas bases teóricas quanto em

suas consequências prá cas, os conhecimentos profi ssionais são evolu vos e progressivos e

necessitam, por conseguinte, de uma formação con nua e con nuada de forma cole va. Dessa forma, entendemos que a formação docente é um processo con nuo, no qual o professor pode procurar caminhos de forma ção que problema zem suas necessidades e que per mitam dialogar sobre os problemas com que se deparam no seu dia a dia. Assim, conside-ramos que, para discu r os avanços presentes com a chegada das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e redes sociais no espaço escolar, demanda também ao professor explorar as diferentes possibilidades de seus usos, de suas implicações, de seus sen dos e signifi cados,

de suas apropriações

Dessa forma, compreendemos que as interações entre pares no desenvolvimento de um trabalho colabora vo entre um grupo em formação con nuada na rede social fa e ook, podem contribuir com processos refl exivos que permitam par lhas de experiências, novas ideias e

am-pliação dos saberes pedagógicos. Segundo Alves e Araújo (2013, p. 5):

O Fa e ook é uma rede social onde cada pessoa tem um perfi l, com dados pessoais, fotos,

vídeos, links, comentários e compar lhamentos de textos. Os par cipantes desta rede social adicionam seus amigos/conhecidos e mantêm contato com eles através do símbolo cur r, de comentários, de trocas de mensagens entre si, podendo visitar outros perfi s.

Por meio das redes sociais, os professores podem se expressar para além do contato pre-sencial. Entendemos que o contato nas redes sociais pode ser fundamental na consolidação da colaboração e das ligações sociais afe vas entre os integrantes da formação con nuada.

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A evolução das TIC e redes sociais favorece a colaboração e o aprendizado em rede (SILVA, 2010). Essas TIC estão criando novas oportunidades de ensino e de aprendizagem nas quais os alunos, professores, pesquisadores conversam, trocam informações e experiências por meio de conexões nos sites de redes sociais. No sen do de avançar essa refl exão, a discussão que segue

é no sen do de problema zar a formação con nuada frente às redes sociais.

Consideramos per nente destacar a concepção de rede social com esteio nas ideias de Recuero (2009, p. 69), uma rede social é sempre um conjunto de atores e suas relações. Ainda afi rma a autora que redes são dinâmicas e estão sempre em transformação. Essas transformações

em uma rede social são largamente infl uenciadas pelas interações. As pessoas estão se adaptando

aos novos tempos, acessando a rede para formar novos padrões de interação e criando novas formas de sociabilidade e novas organizações sociais.

Acreditamos que as tecnologias, tal como a Internet e as redes sociais, oferecem possibili-dades de transformação em nossas relações com os outros e que a conec vidade que elas pro-porcionam é central no nosso dia a dia. Outras maneiras de estar juntos emergem nos ambientes virtuais, propiciando diferentes possibilidades de produzirmos conhecimentos que sejam per nen-tes e adequados à realidade contemporânea na qual estamos inseridos. Para Santos (2015, p. 58):

Ao par cipar de uma rede social, podemos navegar nas informações disponíveis a qualquer momento, em qualquer lugar, aprofundar o conhecimento, trocar ideias com outros inte-grantes, par lhar conteúdos, explorar outras possibilidades de criar e formular problemas, ar culando saberes e experiências. É nessa troca recíproca que a construção de novos signifi cados acontece em processo de formação.

Assim, entendemos que as redes sociais proporcionam algum po de interação cole va, que possibilita par lha de informações, conhecimentos, interesses.

Pensamos que a par cipação em redes de formação cole va possa ser um suporte de cas de formação baseadas na par lha e no diálogo, no sen do de problema zar implicações e possibilidades encontradas na formação e na prá ca docente. Esse intercâmbio de aprendizagem e prá ca poderá ser estabelecido e discu do por meio de redes sociais virtuais. Soares e Santos (2012, p. 306) complementam afi rmando que:

Não podemos centrar a formação de professores na cibercultura apenas interagindo com os espaçostempos da escola e da universidade. Estes historicamente, principalmente na Mo-dernidade, foram os legí mos espaços de formação e da ins tuição de currículos. Contudo, na contemporaneidade mostram-se incapazes sozinhos de lidar com os desafi os forma vos

do nosso tempo. Neste sen do, temos que promover a circulação, a vivência e o habitar em outros espaços co dianos.

Se a construção do conhecimento é con nua e se aprendemos em nossas relações so-ciais, nas experiências profi ssionais cole vas, o sistema educacional necessita conceber-se de

uma nova postura, no sen do de contemplar recursos inovadores, orientando a aprendizagem colabora va, a construção do conhecimento em rede, a troca de experiências e provocando ques onamentos que permitam compreender as diversidades e riquezas existentes nos mais variados grupos cons tuídos nas redes sociais, como relata a P ofesso a á u a ela opo tu

i-dade pa a t o a ideias so e o desafi o ue t a alha o te ologias das edes so iais o o eio pa a p o o e a fo aç o .

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colabora va, e por estas caracterís cas, tornam-se uma importante ferramenta que pode ser pesquisada e explorada potencialmente na área educacional. Segundo Soares e Almeida (2005, p. 3):

[...] uma rede virtual ou um ambiente de aprendizagem pode ser concebido de forma a romper com as prá cas usuais e tradicionais de ensino- aprendizagem como transmissão e passividade do aluno e possibilitar a construção de uma cultura informa zada e um saber colabora vo, onde a interação e a comunicação são fontes da construção da aprendizagem.

Assim sendo, entendemos a importância do professor apropriar-se das tecnologias de infor-mação e comunicação e redes sociais refl e ndo sobre suas possibilidades, propondo a vidades

e estratégias diferenciadas ao u lizar essas redes, como exemplifi cado nos comentários a seguir:

Estou uito feliz o o ue ap e di hoje... j pla ejei u a aula usa do isso da ui... a a uito o ... d pa a olo a te tos... ídeos... fotos...li ks... tudo de o . Professor (I).

á edito ue o pa adig a do e si o as edes so iais de e se ue ado, e hoje esta os o t i ui do pa a isso, a uda ça o ple a e difi ultosa, as faze do, e a do e te -ta do ue i e os a gi osso o je o. Professora (S).

[...] u lizo essa fe a e ta o o i st u e to de difus o de oas ideias e oas p as. Professora (A).

O fa e ook te sido u lizado o o espaço pa a esoluç o de uest es ue s o o u s ao g upo de sala de aula, i lusi e o apo te de i fo aç es de i te esse de todos. Te sido ai da u lizado o o eio pa a o ga izaç o de estudos, p as de g upos, e o t os, e t e out os. É o lo al de e o t o i ediato. Professora (P).

N s C e L a ha os i el ap o eita esse espaço o fa e, o o u a ie te de dis uss o e ap e dizage […]. Professores (C e L).

Podemos observar também que o clima descontraído, como aponta o Professor (I) “cara é muito bom... é tudo de bom”, é ampliado pelas possibilidades intera vas das redes. Assim, as relações afetam as comunicações realizadas na rede social repercu ndo nas interações de compar lhar e aprender .

3 OLHARES SOBRE A REDE SOCIAL FACEBOOK NA EDUCAÇÃO: O COMPARTILHAR, APRENDER E CONVIVER

A educação aberta colabora va em rede tem sido considerada uma fi losofi a educacional

importante para enriquecer a aprendizagem ao longo da vida e tem proporcionado a oportu-nidade de aceder e de construir conhecimento através das redes sociais. O rápido crescimento dos recursos educacionais abertos (REA) na e 2.0, promovendo o acesso e uso livre de con-teúdos e tecnologias, tem favorecido essa construção cole va do conhecimento com base na reconstrução colabora va e na redistribuição par lhada (MOREIRA; BARROS; MONTEIRO, 2014). No grupo da rede social fa e ook, estabelecemos laços sociais e pedagógicos, os sujeitos comentam suas experiências, produzem e divulgam textos, imagens fotográfi cas, vídeos, falam

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colabora va, em que o conhecimento é compar lhado cole vamente por todos é um fator mo vador a aprendizagem colabora va.

Segundo Couto (2014, p. 62), “na era das conexões, as pessoas aprendem trabalhando em conjunto, colaborando umas com as outras, com os professores e também entre si”. Os comentários expressos na fala dos professores postados no fa e ook proporcionaram formas colabora vas de aprender, relacionadas ao prazer de compar lhar, como exemplifi cam à seguir:

Muito i te essa te. Bai ei e ou estuda . Gostei at do fo ato, e dese hado. E essa o u idade a Casa da Cultu a Digital espeta ula . Professor (R).

P ofesso á , gostei do o e t io ue o fez so e o Bau a . Po fa o e e ie o te to... Professor (J). P ofesso á , a se ta, ua do ie pa a a palest a lhe t a ei o a go.

Ol P ofesso a R … o os dispo i iliza ate ial pa a leitu as a ui... pa e e e o o li o... G ato...

E u e e to o e sei o u a p ofesso a e pes uisado a ue es e eu u li o elata do ue supe ou os o st ulos de sua defi i ia si a a pa da i lus o digital pa a ealiza seus o je os. Li o: V o da ãguia: U a áuto iog afi a. Professora (R). Legal! Vou p o u a ! á aço P ofesso T .

Ol olegas! Eu e o p ofesso O , ue e os o pa lha o o s u a p oposta dese -ol ida po s e out os p ofesso es dos Cu sos de Jo alis o e Pu li idade e P opaga da ue e glo a o teúdos ul ídia ue s o o pa lhados pelas edes so iais a We . Professora (C).

Diante das conversas apresentadas entre os professores (J e A), é possível perceber que a interação on-line iniciada no espaço eletrônico é capaz de desencadear repercussões no espaço sico (e vice-versa). Sobre isso, Couto Junior e Oswald (2014, p. 180) dizem que “os espaços si-cos e eletrônisi-cos são indissociáveis nos processos comunicacionais”. Nesse contexto, caminham juntos com as relações sociais estabelecidas no virtual e no espaço sico da Universidade.

Também podemos observar, na fala dos professores, que a rede social permite a par lha de informações, ou seja, proporciona aos sujeitos novas formas de buscar, novas relações do sujeito com a informação. “[...] essas redes são, quase sempre, mutantes e tendem a apresentar com-portamentos cria vos, inesperados e emergentes” (RECUERO, 2009, p. 91-92). Ainda, pensamos que, uma vez criado o grupo no fa e ook, as novas conexões que fazem parte do leio, refl ito,

concordo, discordo, curto, comento, compar lho podem contribuir com laços afe vos e com o trabalho colabora vo indo ao encontro dos diferentes atores que fazem parte do grupo. Ou, seja:

[…] as redes sociais podem facilitar a criação de comunidades de prá ca ou de aprendizagem em que representam ambientes intelectuais, culturais, sociais e psicológicos que facilitem e sustentam a aprendizagem, enquanto promovem a interação, a colaboração e o desenvolvi-mento de um sen desenvolvi-mento de pertença dos seus membros. (MOREIRA; JANUÁRIO, 2014, p. 74).

Assim, perceber como se pode ensinar, aprender e conviver em espaços de rede social na internet, como o fa e ook, é um dos desafi os que se colocam aos educadores. Como observa

Lévy (1999), os disposi vos digitais como mediadores de aprendizagem permitem e intensifi

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4 CONSIDERAÇÕES

Sabemos que as redes sociais têm contribuído e ampliado as discussões para além do ciberespaço. A formação con nuada de professores pensada em redes sociais, para discu r te-mas específi cos, tem se mostrado de forma posi va quando os seus recursos e potencialidades

são u lizados de forma crí ca pelos par cipantes. Os resultados apontam que os professores estabelecem laços sociais e pedagógicos a par r das interações na difusão de saberes com a produção colabora va do conhecimento. A extensão das redes sociais parece apontar para pro-cessos de aprendizagem desde que exista uma intencionalidade educa va explícita. Portanto pode-se dizer que ensinar, aprender e conviver em espaços de rede social na internet, como o

fa e ook, é um dos desafi os que se colocam aos educadores.

REFERÊNCIAS

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Sobre as autoras:

Rosimeire MarƟ ns Régis dos Santos: Doutora em Educação. Professora de cursos de Graduação e Pós Graduação da UCDB Virtual. Integrante do Grupo de Pesquisas e Estudos em Tecnologia Educacional e Educação a Distância (GETED). E-mail: [email protected]

Ana Paula Melim: Pedagoga, Mestre em Educação. Coordenadora Pedagógica e Professora de cursos de Graduação e Pós Graduação da UCDB. Integrante do Grupo de Pesquisas e Estudos em Tecnologia Educacional e Educação a Distância (GETED). E-mail: [email protected]

Maria CrisƟ na Lima Paniago: Doutora em Linguís ca Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pon cia Universidade Católica de São Paulo; Líder do Grupo de Pesquisas e Estudos em Tecnologia Educacional e Educação a Distância (GETED); Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação Mestrado e Doutorado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Referências

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