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Faculdades Integradas de Taquara

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Academic year: 2021

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Disciplina: Contabilidade Introdutória

Código: 1139 Créditos: 4 Horas: 60 Semestre: 2016/2 Curso: Bacharelado – Ciências Contábeis Currículo: 4

Teoria da Contabilidade.

Introdução História da Contabilidade

A Contabilidade empírica, ou seja, aquela que realizada através das experiências das pessoas, já tinha como objeto o Patrimônio, representado pelos rebanhos. O inventário exercia (e exerce até hoje), um importante papel, pois tinha como contagem o método adotado para o controle dos bens, que eram classificados segundo sua natureza: rebanhos, metais, escravos, etc. A palavra "Conta" mostra o agrupamento de itens da mesma espécie.

As primeiras escritas contábeis tinham a data do final do período da Era da Pedra Polida, quando o homem registrava os seus primeiros desenhos e gravações. Os primeiros controles eram estabelecidos pelos templos, o que perdurou por vários séculos.

Os registros combinavam a figura com o numérico. Gravava-se o rosto do animal cuja existência se queria controlar e o número correspondente às cabeças existentes.

Embora simples, o registro, em sua forma, assemelhava-se ao que hoje se processa. O nome da conta, "Matrizes", por exemplo, substituiu a figura gravada, enquanto o aspecto numérico se tornou mais qualificado, com o acréscimo do valor monetário ao quantitativo. Esta evolução permitiu que, paralelamente à "Aplicação", se pudesse demonstrar, também, a sua "Origem".

Os registros se tornaram diários e, posteriormente, foram sintetizados em papiros ou tábuas.

Sofreram nova sintetização, agrupando-se vários períodos, o que lembra o diário, o balancete mensal e o balanço anual.

Já se estabelecia o confronto entre variações positivas e negativas. Reconhecia-se a receita, a qual era confrontada com a despesa.

A origem da Contabilidade estava ligada inicialmente ao comércio suprindo as necessidades de registros do patrimônio. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da antiguidade.

As "Partidas de Diário" assemelhavam-se ao processo moderno: o registro iniciava-se com a data e o nome da conta, seguindo-se quantitativos unitários e totais, transporte, se ocorresse, sempre em ordem cronológica de entradas e saídas. Pode-se citar, entre outras contas: "Conta de Pagamento de Escravos",

"Conta de Vendas Diárias", "Conta Sintética Mensal dos Tributos Diversos", etc.

Tudo indica que foram os egípcios os primeiros povos a utilizar o valor monetário em seus registros.

Usava-se como base, uma moeda, cunhada em ouro e prata. Os gregos, baseando-se em modelos egípcios, 2.000 anos antes de Cristo, já escrituravam Contas de Custos e Receitas, procedendo, anualmente, a uma confrontação entre elas, para apuração do saldo. Os gregos aperfeiçoaram o modelo egípcio, estendendo a escrituração contábil às várias atividades, como administração pública, privada e bancária.

Faculdades Integradas de Taquara

Credenciada pela Portaria Nº 921, de 07/11/07, D.O.U. de 08/11/07

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Com o surgimento das primeiras administrações particulares aparecia a necessidade de controle, que não poderia ser feito sem o devido registro, a fim de que se pudesse prestar conta da coisa administrada.

É importante lembrarmos que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras, vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvore assinalados como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios.

A medida em que as operações econômicas se tornam complexas, o seu controle se refina. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões.

No período medieval, diversas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela igreja.

Período que vai de 1.202 da Era Cristã até 1.494, quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas). Nesta obra publicada em 1.494, Frei Luca Pacioli, enfatiza que a teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, contribuindo para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

Estudavam-se, na época, técnicas matemáticas, pesos e medidas, câmbio, etc., tornando o homem mais evoluído em conhecimentos comerciais e financeiros. Se os sumérios-babilônios plantaram a semente da Contabilidade e os egípcios a regaram, foram os italianos que fizeram o cultivo e a colheita.

Foi um período importante na história do mundo, especialmente na história da Contabilidade, denominado a "Era Técnica", devido às grandes invenções, como moinho de vento, aperfeiçoamento da bússola, etc., e abriram novos horizontes aos navegadores.

O comércio exterior incrementou-se por intermédio dos venezianos, surgindo, como consequência das necessidades da época, o livro caixa, que recebia registros de recebimentos e pagamentos em dinheiro. Já se utilizavam, de forma rudimentar, o débito e o crédito, oriundos das relações entre direitos e obrigações, e referindo-se, inicialmente, a pessoas.

O aperfeiçoamento e o crescimento da Contabilidade foram a consequência natural das necessidades geradas pelo advento do capitalismo, nos séculos XII e XIII. O processo de produção na sociedade capitalista gerou a acumulação de capital, alterando-se as relações de trabalho. O trabalho escravo cedeu lugar ao trabalho assalariado, tornando os registros mais complexos. No século X, apareceram as primeiras corporações na Itália, transformando e fortalecendo a sociedade burguesa.

No final do século XIII apareceu, pela primeira vez a conta "Capital", representando o valor dos recursos injetados nas companhias pela família proprietária.

O método das Partidas Dobradas teve sua origem na Itália, embora não se possa precisar em que região. O seu aparecimento implicou a adoção de outros livros que tornassem mais analítica a Contabilidade, surgindo, então, o Livro da Contabilidade de Custos.

No início do Século XIV, já se encontravam registros explicitados de custos comerciais e industriais, nas suas diversas fases:

- custo de aquisição;

- custo de transporte e dos tributos;

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- armazenamento;

- tingimento.

O que representava uma apropriação bastante analítica para época. A escrita já se fazia como nos dias de hoje, considerando, em separado, gastos com matérias-primas, mão de obra direta a ser agregada e custos indiretos de fabricação. Os custos eram contabilizados por fases separadamente, até que fossem transferidos ao exercício industrial.

As escolas americanas com suas teorias e práticas contábeis, favorecidas não apenas pelo apoio de uma ampla estrutura econômica e política, mas também pela pesquisa e trabalho sério dos órgãos associativos. O surgimento do American Institut of Certified Public Accountants foi de extrema importância no desenvolvimento da Contabilidade e dos princípios contábeis.

A criação de grandes empresas, como as multinacionais ou transnacionais, por exemplo, que requerem grandes capitais, de muitos acionistas, foi um dos grandes motivos do estabelecimento das teorias e práticas contábeis, que permitissem correta interpretação das informações, por qualquer acionista ou outro interessado, em qualquer parte do mundo.

Nos inícios do século XX, com o surgimento das gigantescas corporações, aliado ao desenvolvimento do mercado de capitais, constituiu um campo fértil para o avanço das teorias e práticas contábeis. Não é por acaso que atualmente o mundo possui inúmeras obras contábeis de origem norte- americanas que tem reflexos diretos nos países de economia.

1 – Contabilidade como ciência:

Primeiramente podemos afirmar que ciência tem como objetivo principal seguir métodos científicos que permitam chegar a uma determinada conclusão ou ainda um conjunto de hipóteses que testadas adequadamente chegam próximos de uma realidade.

Segundo Schimidt (1990), entende-se por ciência todo conhecimento que se deduz pela razão, portanto reflexivo, sustentado na racionalidade lógica.

Neste sentido apresentamos o primeiro conceito de contabilidade, é ciência que estuda o Patrimônio das entidades. Para Osni Moura Ribeiro (2012) contabilidade é uma ciência que possibilita, por meio de suas técnicas, o controle permanente do Patrimônio das empresas.

2 – Objeto, objetivo e finalidade da contabilidade.

O objeto da contabilidade é o espaço no qual a ciência pretende analisar, interpretar e estudar, ou seja, o estudo do patrimônio das empresas.

O objetivo da contabilidade é permitir aos seus usuários informações suficientes para uma tomada de decisões adequada e estabelecer a cada usuário uma real avaliação da situação econômica e financeira do patrimônio da entidade ajudando planejar estratégias que sigam as tendências das atividades fins das empresas.

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Finalidade da contabilidade é demonstrar o perfil das variações patrimoniais, assegurar o controle patrimonial e apresentar o resultado sobre as atividades econômicas desenvolvidas pelas entidades.

3 – Usuários da contabilidade.

Embora pareça que as informações contábeis sejam utilizadas apenas por contadores, podemos afirmar que o administrador é sim um dos principais usuários dessas informações, logo verificamos que esses profissionais necessitam ter eficiência no controle e no planejamento da entidade assim usam estes resultados para definir o rumo da instituição.

Também vale salientar que existem pelo menos dois grupos de usuários da contabilidade, usuários internos e usuários externos.

Usuários internos: são todos aqueles que atuam dentro da entidade tais como colaboradores, gestores, gerentes, auxiliares etc.

Usuários externos: são os acionistas, investidores, governo, entidades de classe etc.

Campos de atuação da Contabilidade.

CONTABILIDADE

FATOS CONTÁBEIS

PESSOAS

PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA

COM FINS LUCRATIVOS

SEM FINS

LUCRATIVOS

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4 - Principais funções do contador.

1 - Organizar, planejar controlar atividades e operações contábeis de bancos, empresas e órgãos públicos;

2 - Levantar balanços e balancete, averiguando gastos, lucros, perdas e sugerir a melhor utilização dos recursos financeiros na empresa;

3 - Controlar as contas em empresas públicas e privada, gerenciamento entrada e saída e distribuição de recursos;

4 - Realizar trabalhos de auditoria contábil;

5 - Avaliar a situação patrimonial e financeira da instituição, produzir relatórios parciais e globais.

6 – Elaborar planejamento tributário da entidade;

7 – apresentar para usuários internos análise das modificações econômicas, financeiras da empresa;

5 – Patrimônio.

Conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma pessoa ou empresa mensurado em moeda.

Bens: É qualquer coisa capaz de satisfazer as necessidades das pessoas e com possibilidade plena de uma avaliação econômica.

Bens materiais, tangíveis ou corpóreos; são aqueles que possuem matéria( corpo ).

Bens materiais moveis: aqueles que podem ser removidos, exemplo: cadeiras, veículos, maquinas, equipamentos, computadores, mercadorias etc.

Bens materiais imóveis: são aqueles que não podem ser deslocados, exemplo prédios, terrenos etc.

Bens imateriais, intangíveis ou incorpóreos; são aqueles que não possuem matéria (corpo) mas, possuem valores econômicos para empresa.

BENS

DIREITOS

OBRIGAÇÕES

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Exemplos: Fundo de comercio, marcas e patentes etc.

Direitos: são todos os valores a receber que uma determinada entidade ou pessoa tem sobre terceiros, podem ser oriundos de vendas de mercadorias a prazo, prestação de serviços e alugueis etc.

Exemplos; duplicatas a receber, cheques a receber, impostos a recuperar etc.

Obrigações: são todos valores que a empresa tem a pagar a terceiros de qualquer natureza.

Exemplos: fornecedores, governo, colaboradores, financiamentos a pagar etc.

6 – Estrutura Básica do Patrimônio.

BENS + DIREITOS - OBRIGAÇÕES = PATRIMÔNIO

Representação gráfica do patrimônio. (formato T)

PATRIMÔNIO

Representação de Bens e Direitos.

Representação de Obrigações.

Logo a representação gráfica do patrimônio será:

PATRIMÔNIO Bens Bens Direitos Direitos

PATRIMÔNIO Obrigações Obrigações

PATRIMÔNIO Bens Obrigações Direitos

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Desta forma fica evidenciado os elementos qualitativamente que aparecem na representação do patrimônio de uma entidade, assim a partir de agora iremos classificar os elementos positivos ( bens e direitos ) e elementos negativos ( obrigações ).

PATRIMÔNIO

ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS

BENS OBRIGAÇÕES

Caixa fornecedores

Estoques contas a pagar

Móveis e utensílios impostos a pagar DIREITOS salários a pagar contas a receber aluguéis a pagar cheques a receber

impostos a recuperar

7 - Noções de Débito e Crédito

Contas do Ativo

São DEBITADAS quando bens e direitos ENTRAM no patrimônio.

São creditadas quando bens e direitos saem do patrimônio.

Contas do Passivo

São DEBITADAS quando a entidade ASSUME obrigações.

São creditadas quando se liquidam obrigações.

Contas de Patrimônio Líquido

São DEBITADAS quando há REDUÇÃO de Patrimônio Líquido.

São creditadas quando há aumento de Patrimônio Líquido.

Contas de Resultado Receitas – sempre creditadas Despesas – sempre DEBITADAS 8 - Operações de abertura

Na fase de constituição de uma empresa, quando o proprietário entrega para a empresa o dinheiro ou vários Bens e Direitos correspondentes ao valor do Capital, dizemos que ocorre realização ou integralização de Capital.

Capital realizado em dinheiro: a Conta Caixa será debitada pois é uma Conta de Ativo. E a Conta de Capital será creditada, pois é uma Conta do grupo do PL.

Capital realizado em Bens e Direitos: as Contas que envolvem os Bens e Direitos serão debitadas. E a Conta de Capital será creditada, pois é uma Conta do grupo do PL. Capital realizado em parcelas: débito na conta de Capital a Realizar e crédito na Conta de Capital.

Prof; Wilson Medeiros Rodrigues Fonte:

Sergio de Iudicibus, Contabilidade Introdutória, 11ª edição, editora Atlas. 2012 José Luiz dos Santos, Introdução a Contabilidade, 2ª edição, editora Atlas, 2011 Osni Moura Ribeiro, Contabilidade Básica, 27ª edição, editora Saraiva, 2012.

CRC-RS – Conselho Regional de Contabilidade.

Referências

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