• Nenhum resultado encontrado

Apostila Criminologia

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Apostila Criminologia"

Copied!
30
0
0

Texto

(1)

APOSTILA APOSTILA

CRIMINOLOGIA

CRIMINOLOGIA

COM ÊNFASE EM CONCURSOS PÚBLICOS

COM ÊNFASE EM CONCURSOS PÚBLICOS

APOSTILA

APOSTILA

(2)
(3)

Mestre em

Mestre em DireitDireito o (UFPR) e (UFPR) e CriminCriminologiologia a (Unive(Universit di rsit di PadovaPadova)! Coautor com )! Coautor com MassimMassimo o PavariPavarinini do livro "#e

do livro "#eoria da Pena e E$ecu%&o Penal oria da Pena e E$ecu%&o Penal ' Uma ntrodu%&o Crtica* (+umen uris)!' Uma ntrodu%&o Crtica* (+umen uris)!

INTRO!U"#O

INTRO!U"#O

Esta a-ostila tem a finalidade de servir como es-.cie de "glossário* e ferramenta au$iliar na Esta a-ostila tem a finalidade de servir como es-.cie de "glossário* e ferramenta au$iliar na -re-ara%&o -ara concursos -úblicos /uanto a temas de criminologia!

-re-ara%&o -ara concursos -úblicos /uanto a temas de criminologia!

Embora a mat.ria se0a muito com-le$a, 1eterog2nea, diversificada, 1istorici3ada, seu tratamento Embora a mat.ria se0a muito com-le$a, 1eterog2nea, diversificada, 1istorici3ada, seu tratamento na formula%&o de /uest4es em "-rovas de concurso* . bastante sim-lificador e re-etitivo, sendo na formula%&o de /uest4es em "-rovas de concurso* . bastante sim-lificador e re-etitivo, sendo fácil -erceber /ue n&o se re/uer /ual/uer a-rofundamento, mas sim o con1ecimento su-erficial fácil -erceber /ue n&o se re/uer /ual/uer a-rofundamento, mas sim o con1ecimento su-erficial de determinados conceitos e do sentido das -rinci-ais teorias!

de determinados conceitos e do sentido das -rinci-ais teorias!

5inteti3ar tais conceitos, de forma confessadamente su-erficial, mas certo de /ue tal memori3a%&o . tudo 5inteti3ar tais conceitos, de forma confessadamente su-erficial, mas certo de /ue tal memori3a%&o . tudo /uanto se -recisa saber -ara se

/uanto se -recisa saber -ara se -ontuar nesse ti-o de /uest4es, . -ontuar nesse ti-o de /uest4es, . o singelo -ro-6sito desta a-ostila!o singelo -ro-6sito desta a-ostila!

AULA $: CARACTER%STICAS PRINCIPAIS E AS &'RIAS (CRIMINOLOGIAS(

AULA $: CARACTER%STICAS PRINCIPAIS E AS &'RIAS (CRIMINOLOGIAS(

5ugest&o de estudo7 memori3a%&o de conceitos e

5ugest&o de estudo7 memori3a%&o de conceitos e resolu%&o de /uest4es!resolu%&o de /uest4es! Dificuldade de defini%&o da

Dificuldade de defini%&o da criminologia /uanto a seu criminologia /uanto a seu 89E#8, ME#8D889E#8, ME#8D8+8:; e FU<=>87+8:; e FU<=>87 a)

a) Fre/uFre/uenteentementemente, , o o 89E#89E#8 8 de estudo da de estudo da crimincriminologia . ologia . defindefinido como7 delito, ido como7 delito, delidelin/uen/uente,nte, vtima e controle social ? os dois -rimeiros se referem  -ers-ectiva tradicional (-ositivista), o vtima e controle social ? os dois -rimeiros se referem  -ers-ectiva tradicional (-ositivista), o estudo da vtima remete  vitimologia e o estudo do controle social -or si -r6-rio remete s estudo da vtima remete  vitimologia e o estudo do controle social -or si -r6-rio remete s -ers-ectivas construtivista e crtica!

-ers-ectivas construtivista e crtica!

b)

b) ME#8D8+8:ME#8D8+8:;7 em-irismo ? saber fundado na observa%&o e na e$-;7 em-irismo ? saber fundado na observa%&o e na e$-eri2ncia, remetendo, -or isso,eri2ncia, remetendo, -or isso, ao m.todo <DU#@8! Diferentemente do direito, trata?se de um con1ecimento "descritivo* (ligado ao ao m.todo <DU#@8! Diferentemente do direito, trata?se de um con1ecimento "descritivo* (ligado ao "ser*) e n&o "normativo* ("dever ser* ? m.todo DEDU#@8)! ;#E<=>8 P;R; ; CRA#C;7 Da a "ser*) e n&o "normativo* ("dever ser* ? m.todo DEDU#@8)! ;#E<=>8 P;R; ; CRA#C;7 Da a dif

dificuiculdaldade de de de dedelimilimita%ta%&o &o de de um um ob0ob0eto eto válválidoido, , 0á 0á /ue /ue "de"delitolito* * ou ou "de"delin/lin/uenuente* te* s&o s&o -ro-rodutdutosos normativos e definidos e$ternamente (-elo legislador, -ela seletividade do sistema -enal, etc)!

normativos e definidos e$ternamente (-elo legislador, -ela seletividade do sistema -enal, etc)!

c)

c) FU<=>87 oscilaFU<=>87 oscila%&o entre a conce-%&o -ositi%&o entre a conce-%&o -ositivista de au$iliar do -enavista de au$iliar do -enalista na elucida%&lista na elucida%&o e -reven%&o deo e -reven%&o de crimesB entre a conce-%&o crtica -or.m reducionista de es-.cie de "ci2ncia crtica* do direito -enal crimesB entre a conce-%&o crtica -or.m reducionista de es-.cie de "ci2ncia crtica* do direito -enal (confus&o com dogmática crtica)B e entre a

(confus&o com dogmática crtica)B e entre a sociologisociologia da a da viol2ncia e das institui%4es do sistema -enal!viol2ncia e das institui%4es do sistema -enal!

 fundamental /ue se sistemati3e o estudo das teorias

 fundamental /ue se sistemati3e o estudo das teorias criminol6gicas dentro das duas grandescriminol6gicas dentro das duas grandes -ers-ectivas identificadas como7

-ers-ectivas identificadas como7

-ág! 

(4)

--cricriminminoloologia gia tratradicdicionionalal-os-ositivitivististaeaetiotiol6gl6gicaica, , de de um um ladlado o ? ? nos nos conconcurcursos sos -úb-úblicolicos s muimuitoto

fre/uentemente c1amadas "#E8R;5 D8 C8<5E<58*B fre/uentemente c1amadas "#E8R;5 D8 C8<5E<58*B vs.vs.

-- criminologia construtivista ("da rea%&o social*)crtica, de outro lado ? nos concursos -úblicoscriminologia construtivista ("da rea%&o social*)crtica, de outro lado ? nos concursos -úblicos

muito fre/uentemente c1amadas "#E8R;5 D8

muito fre/uentemente c1amadas "#E8R;5 D8 C8<F+#8C8<F+#8*!*! Cada uma delas tem diferentes ob0etos de estudo7

Cada uma delas tem diferentes ob0etos de estudo7

-- a -rimeira lin1a busca identificar C;U5;5 do crime e do com-ortamento criminoso (-or isso .a -rimeira lin1a busca identificar C;U5;5 do crime e do com-ortamento criminoso (-or isso .

dita "etiol6gica*) e se divide

dita "etiol6gica*) e se divide em teorias <D@DU;5 e 58C8+:C;5Bem teorias <D@DU;5 e 58C8+:C;5B

-- a segunda -ers-ectiva busca anala segunda -ers-ectiva busca analisar como . a isar como . a rea%&o social e institucional /ue define o /ue . crime e /uemrea%&o social e institucional /ue define o /ue . crime e /uem

. criminoso, recaindo o foco na seletividade do sistema -enal e no desvelamento de fun%4es -olticas n&o . criminoso, recaindo o foco na seletividade do sistema -enal e no desvelamento de fun%4es -olticas n&o decl

declaradaradas! as! ##aamb.m mb.m a/ua/ui i . . -oss-ossvel vel ideidentifintificar car teorteorias ias indindividuividuais ais ou ou "MC"MCR8*sR8*socioociol6gil6gicas cas (e$! (e$! teorteoria ia dodo eti/uetame

eti/uetamento) e nto) e teorias "M;CR8*sociol6gteorias "M;CR8*sociol6gicas (e$! icas (e$! criminologcriminologias cias crticas, criminologia radical)!rticas, criminologia radical)!

GUE5#HE5 DE RE@5>87 GUE5#HE5 DE RE@5>87

)Médi*o Le+is,a -.$/01 O mé,odo de es,2do da Crimino3o+ia re4ne as se+2in,es *ara*,er5s,i*as: )Médi*o Le+is,a -.$/01 O mé,odo de es,2do da Crimino3o+ia re4ne as se+2in,es *ara*,er5s,i*as:

a0

a0 Si3o+ismo6 7Si3o+ismo6 7eda89o deda89o de in,ere in,erdis*i3inaridade6 dis*i3inaridade6 7is9o in7is9o ind2,i7a dd2,i7a da rea3ida rea3idade1ade1 0

0 Emirismo6 7Emirismo6 7eda89o de eda89o de in,erdis*i3inaridadin,erdis*i3inaridade6 7is9o e6 7is9o ind2,i7a da ind2,i7a da rea3idade1rea3idade1 *0

*0 Ra*iRa*iona3ona3ismo6 in,erdismo6 in,erdis*iis*i3inar3inaridadeidade6 6 7is9o ind27is9o ind2,i7a da ,i7a da rea3irea3idadedade11 d0

d0 Emirismo6 Emirismo6 in,erdis*i3inaridain,erdis*i3inaridade6 7de6 7is9o indis9o ind2,i7a da 2,i7a da rea3idade1rea3idade1 e0

e0 Ra*iRa*iona3ona3ismo6 in,erdismo6 in,erdis*iis*i3inar3inaridadeidade6 6 7is9o ded27is9o ded2,i7a da ,i7a da rea3rea3idadidade1e1 )A+en,e Po3i*ia3 -.$-01 ; *orre,o afirmar <2e a

)A+en,e Po3i*ia3 -.$-01 ; *orre,o afirmar <2e a Crimino3o+ia:Crimino3o+ia:

a0

a0 ; 2; 2ma *ma *i=n*ii=n*ia da do do de7ere7er>ser>ser11 0

0 N9o é N9o é 2ma *i2ma *i=n*i=n*ia in,era in,erdis*dis*i3ini3inar1ar1 *0

*0 N9o N9o é 2ma é 2ma *i=n*i=n*ia m2*ia m23,idis3,idis*i3in*i3inar1ar1 d0

d0 ; 2ma *; 2ma *i=ni=n*ia n*ia normorma,ia,i7a7a11 e0

e0 ; 2m; 2ma *ia *i=n*=n*ia eia em5m5ri*ri*a1a1

)In7es,i+ador de Po35*ia -.$/01 Pode>se afirmar <2e o ensamen,o *rimino3?+i*o moderno é )In7es,i+ador de Po35*ia -.$/01 Pode>se afirmar <2e o ensamen,o *rimino3?+i*o moderno é

inf32en*iado or 2ma 7is9o de *2n@o f2n*iona3is,a e 2ma de *2n@o ar+2men,a,i7o <2e oss2em inf32en*iado or 2ma 7is9o de *2n@o f2n*iona3is,a e 2ma de *2n@o ar+2men,a,i7o <2e oss2em

-ág! I

(5)

*omo eem3os a Es*o3a de C@i*a+o e a Teoria Cr5,i*a rese*,i7amen,e1 Essas 7ises ,amém s9o *on@e*idas *omo ,eorias:

a0 !a e*o3o+ia *rimina3 e do ,rans,orno1 0 !o *onsenso e do *onf3i,o1

*0 !o *on@e*imen,o e da es<2isa1 d0 !a forma89o e da ded289o1

e0 !o es,2do e da *on*32s9o1

(E3i<2e a diferen8a dos *on*ei,os de Crimino3o+ia nos aradi+mas e,io3?+i*o e da rea89o so*ia3D )em no mimo -. 3in@as0 )MPF -.$0

AULA -: ESCOLA POSITI&A ITALIANA E SUA RECEP"#O NO BRASIL

? Conte$to7 Euro-a, s.culo JJ! Movimentos de migra%&o do cam-o  cidade! Crticas ao iluminismo -enal e ao "direito -enal clássico*, tido como e$cessivamente abstrato e insuficiente -ara "enfrentar a criminalidade*!

8 -ositivismo criminol6gico fe3 -arte da tentativa de aplicar os métodos e o paradigma das ciências naturais ao estudo da sociedade, su-ondo?se /ue a su-erioridade cientfica de seus

m.todos seria mais efica3 -ara a -rote%&o da sociedade da criminalidade!

@e0a o /ue escreveu Enrico Ferri em KLL sobre a su-erioridade do m.todo "cientfico* sobre o direito -enal clássico e seu m.todo dedutivo7

“Nós falamos duas diferentes linguagens: para nós, o experimental indutivo é a chave de todo o conhecimento; para eles, tudo deriva de deduções lógicas e de opiniões tradicionais. ara eles, os fatos devem lugar ao silogismo !premissa maior ", premissa menor # , conclus$o% &. ara nós, nenhuma ra'$o pode ser sem partir de fatos. ara eles, a ciência necessita apenas de papel, pena e tinta, e o resto vem de um cére(ro cheio de mais ou menos a(undante leitura de livros feitos dos mesmos ingredientes. ara nós a ciência demanda a longa e demorada an)lise dos fatos, um por  um, redu'indo a um fato comum. ara eles um silogismo ou uma anedota é suficiente para aca(ar  com anos de an)lise e experimentaç$o. ara nós, é o contr)rio.

Princi-ais caractersticas (sobre o tema, sugest&o de leitura7 CR<8 D85 5;<#85, ! * criminologia da

K 8 1omicida deve receber -ena de  a N  o&o . 1omicida!

I o&o deve receber -ena de  a N!

(6)

repress$o, KQ)7

a)Em-irismo e m.todo indutivo7 cren%a de /ue a ci2ncia seria ca-a3 de diagnosticar as causas do crime e reali3ar -rogn6sticos -ara -olticas de -reven%&o!

b) Cren%a no determinismo do com-ortamento, re0eitando a ideia de livre arbtrio dos su0eitos! ; conduta desviante como sintoma de causas ligadas ao indivduo! Re0ei%&o do conceito de "cul-abilidade* (direito

-enal do fato) e valori3a%&o do conceito de "-ericulosidade* (direito -enal do autor)!

c) Mensura%&o e /uantifica%&o dos dados ? busca da mensura%&o da criminalidade como se fosse um dado ob0etivo, atrav.s das estatsticas criminais!

d) Pretens&o de neutralidade do cientistaobservador! ;-lica%&o de -remissas -r6-rias das ci2ncias naturais s ci2ncias sociais!

CESAR LOMBROSO $H/>$.J (+-omo elin/uente, $HK) e mais7 (+a donna delin/uente, la prostituta e la donna normale, $HB 0enio e degenera'ione, $.HB 1rime: its causes and remedies, $$/)!

nflu2ncia do darinismo7 +ombroso ada-ta a "teoria do atavismo* de C1arles Darin  criminologia! Com tal base, defenderia a ideia de /ue o "1omem delin/uente* ou "criminoso nato* seria um ser atávico, -ortanto mais atrasado /ue os demais na evolu%&o da es-.cie 1umana!

Como m.dico do e$.rcito, reali3ou medi%4es antro-om.tricas de INNN soldados, observando as diferen%as fsicas e$istentes entre os 1abitantes das várias regi4es da tália /ue -assava, ent&o, -or conflitos civis! Durante sua carreira, +ombroso e$aminou ILI crSnios de criminosos e TNQ delin/uentes vivos!

Com base em tais observa%4es, defendeu a ideia de /ue o criminoso seria um ti-o antro-ol6gico distinto, -ro-enso a cometer crimes e /ue -oderia ser identificado mediante caractersticas fsicas (como a assimetria crSnio?facial, testa inclinada -ara trás, c.rebro 1i-o ou 1i-er desenvolvido, malares salientes, sobrancel1as -roeminentes, orel1as grandes, etc! e at. uma "inclina%&o -ara a tatuagem*)!

CRA#C;5 DE #P8 <#ER<87 Mau uso das no%4es de atavismo e 1ereditariedade (-or e$em-lo, ao inserir o uso da tatuagem como sinal da -ersonalidade criminosa)! Crticas oriundas da Escola de +on! CRA#C;5 DE #P8 EJ#ER<87 ob0eto de estudo -r.?delimitado -or -arSmetros normativos, -ois os -resos analisados -or +ombroso 0á configuravam uma amostra selecionada -ela -r6-ria lei -enal e suas ag2ncias de controle! ;mostra tamb.m -oliti3ada, -ois sua descri%&o dos ti-os fsicos "criminais* corres-ondia  descri%&o dos trabal1adores bra%ais do 5ul da tália, ignorando os conflitos civis e materiais e$istentes!

<F+UV<C; DE +8M9R858 <8 9R;5+7 rela%&o com o racismo cientfico de final do s.culo JJ e a transi%&o do escravismo ao ca-italismo industrial! E$em-lo7 o m.dico baiano Raimundo <ina Rodrigues "coletivi3ou* o conceito originariamente individual de "criminoso nato*, associando a 1eran%a crimin6gena de +ombroso  mesti%agem do -ovo brasileiro

ENRICO FERRI $H>$-J (2ociologia criminale, $HH$)

(7)

 ; obra de KLLK ' 2ociologia 1riminale ' . um tratado com-leto de criminologia, no sentido /ue

contem-la criminologia teórica e outra aplicada7

a) ; criminologia teórica de Ferri era MU+#F;#8R;+7 negava o livre arbtrio, e$-licando o crime

como determinado -or uma s.rie de fatores crimin6genos os /uais, combinados entre si, -ro-iciam

uma  classificaç$o dos delin/uentes! Uma novidade em seu -ensamento era a inser%&o de fatores

e$6genos (ligados ao meio fsico e social) como e$-lica%&o do com-ortamento criminal! Classificou os criminosos em "ti-os de autor*7 natos, alienados, 1abituais, de ocasi&o e -assionais!

b) ; criminologia aplicada de FERR era fundada na ideia de -ericulosidade, -revendo "medidas

de defesa social* corres-ondentes a cada ti-o de autor! Fala em substitutivos -enais (medidas alternativas  -ris&o) e na necessidade de se individuali3ar a a-lica%&o de todas as medidas! MP8R#W<C;7 Ferri influenciou a formula%&o do sistema "du-lo binário* no Codice Rocco (tália, KIN), /ue -revia a cumula%&o de -enas e medidas de seguran%aB sistema este adotado -elo C6digo Penal brasileiro de KON at. a Reforma da Parte :eral em KLO! nfluenciou, ainda, na formula%&o de diversos -rocedimentos t-icos da e$ecu%&o -enal, tais como a "classifica%&o*, o "e$ame* e a l6gica da -ericulosidade -er-assando todo o sistema de 0usti%a!

GUE5#HE5 DE RE@5>87

)CEI0 No <2e *on*erne ao *on*ei,o de eri*23osidade e  inf32=n*ia da Es*o3a Posi,i7a i,a3iana no direi,o ena3 rasi3eiro assina3e a a3,erna,i7a *orre,a:

a0 !e a*ordo *om Enri*o Ferri refer=n*ia 2r5di*a do osi,i7ismo *rimino3?+i*o i,a3iano o *on*ei,o de eri*23osidade es,aria dire,amen,e 3i+ado  in,ensidade do do3o do a+en,e no momen,o do fa,o rod2indo 2m maior 25o de rero7ai3idade na an3ise da *23ai3idade1

0 Para a Es*o3a Posi,i7a i,a3iana o *rime é res23,ado de 2ma defi*i=n*ia mora3 e de *ar,er do s2ei,o o <2a3 o,a or 7io3ar a norma <2ando oss57e3 n9o fa=>3o1

*0 As roosi8es r,i*as de Enri*o Ferri na dis*2ss9o de 2m no7o C?di+o Pena3 ara a I,3ia na dé*ada de /. a*aaram or n9o ,er <2a3<2er inf32=n*ia na e3aora89o do ,e,o fina3 da 3ei i,a3iana n9o ,endo reer*2ss9o or,an,o sore o C?di+o Pena3 rasi3eiro de $.1

d0 Enri*o Ferri defende2 no Qmi,o da Es*o3a Posi,i7a a 2,i3ia89o de medidas a3,erna,i7as  ris9o e o *on*ei,o de (s2s,i,2,i7os enaisD *om ase em 7a3ora8es sore o a2,or e *3assifi*a89o dos *ondenados se+2ndo s2a eri*23osidade1

e0 O *on*ei,o de (*riminoso na,oD de Cesare Lomroso foi re*e*ionado e3a *rimino3o+ia rasi3eira de forma *r5,i*a ,endo sido des*ar,ado e3a *om2nidade a*ad=mi*a e *ien,ifi*a

(8)

e n9o ,ido inf32=n*ia na o35,i*a *rimina3 e so*ia3 do er5odo1

)In7es,i+ador de Po35*ia -.$/01 Médi*o 3e+is,a si<2ia,ra e an,ro?3o+o rasi3eiro *onsiderado o Lomroso dos Tr?i*os1 A ersona3idade men*ionada refere>se a:

a0 L25s da CQmara Cas*2do1 0 Raim2ndo Nina Rodri+2es1 *0 Mrio de Andrade1

d0 Osa3do Cr21 e0 Fernando Or,i1

)Pai3os*ois,a Po3i*ia3 -.$/01 Pode>se afirmar <2e es,9o en,re os rin*5ios f2ndamen,ais da es*o3a *3ssi*a da *rimino3o+ia:

a0 O *rime na es*o3a *3ssi*a é 2m en,e 2r5di*o n9o é 2ma a89o mas sim 2ma infra89o6 a 2nii3idade de7e ser aseada no 3i7re>ar5,rio6 ado,a>se o mé,odo e ra*io*5nio 3?+i*o>ded2,i7o1

0 A ena <2e é 2m ins,r2men,o de defesa so*ia36 a es*o3a *3ssi*a <2e se 2,i3ia do mé,odo ind2,i7o>eerimen,a36 os oe,os de es,2do da *i=n*ia ena3 <2e s9o o *rime o *riminoso a ena e o ro*esso1

*0 O *rime é 7is,o *omo 2m fenmeno so*ia3 e indi7id2a3 na es*o3a *3ssi*a6 a ena ,em *ar,er af3i,i7o *2a fina3idade é a defesa so*ia31

d0 O direi,o ena3 <2e é 2ma ora @2mana6 a resonsai3idade so*ia3 <2e de*orre do de,erminismo so*ia36 o de3i,o <2e é 2m fenmeno na,2ra3 e so*ia31

e0 A dis,in89o en,re im2,7eis e inim2,7eis eis,en,e na es*o3a *3ssi*a6 a resonsai3idade mora3 aseada no de,erminismo )<2em n9o ,i7er a *aa*idade de se 3e7ar e3os mo,i7os de7er re*eer 2ma medida de se+2ran8a01

AULA /: INTRO!U"#O  SOCIOLOGIA CRIMINAL  ;inda no Smbito da Escola Positiva italiana7

RAFFAELLE GARFALO XKLT?KIOY (1riminologia, $HH)

Foi 0urista e magistrado e, diferentemente de E! Ferri, -oliticamente conservador! Fundamental em sua

(9)

teoria foi seu conceito de delito natural , o /ual seria a "viola%&o dos sentimentos m.dios de

-iedade e -robidade*, estas como Zsubstrato moral[ a 0ustificarem a re-ress&o s condutas desviadas, relativos  re-ugnSncia -or a%4es cru.is, ao res-eito -elo outro, e assim -or diante! Fortemente influenciado -or C! Darin e \! 5-encer, indica uma conce-%&o evolucionista de senso moral, o /ual seria transmitido 1ereditariamente, associando as no%4es de ra%a e civili3a%&o! Pensamento fortemente racista e ligado ao colonialismo!

? \á outras teorias etiol6gicas individuais desenvolvidas ao longo do s.culo JJ! Mencionado como e$em-lo a "teoria dos ti-os de autor* de ER<5# ]RE#5C\MER (KK)! 5egundo sua 1i-6tese, a constitui%&o cor-oral da -essoa condicionava seu caráter! De acordo com cada ti-o fsico, -oder?se?ia?se observar uma certa tend2ncia -ara certos crimes!

INTRO!U"#O  SOCIOLOGIA CRIMINAL: TEORIAS !O CONSENSO E !O CONFLITO

 bastante comum a divis&o das teorias criminol6gicas entre "teorias do consenso* e "teorias do conflito*! Embora 1a0a -roblemas e sim-lifica%4es graves nessa divis&o, . comum /ue as teorias do consenso se0am identificadas com a etiologia social norte?americana (-ers-ectiva tradicional -ositivista), e as teorias do conflito se0am identificadas com as várias teorias crticas (-ers-ectiva crtica)!

Em outros termos, -ode?se di3er /ue o crime, -ara as teorias do consenso, . um "-roblema social*B e -ara as teorias do conflito, . um "-roblema sociol6gico*!

5eriam teorias do consenso, abordadas neste mini?curso, nesse sentido7 a)mile Dur^1eim,

b) Escola de C1icago (seriam teorias do consenso, no caso, as teorias ecol6gicas), c) #eoria da associa%&o diferencial (da a-rendi3agem),

d) #eoria da anomia de Robert Merton (funcionalista), e) #eorias das subculturas criminais!

 ; seu turno, seriam teorias do conflito as denomina%4es relativas  dita "nova criminologia*7 ? ;o interacionismo simb6lico,  teoria do eti/uetamento,  teoria da rotula%&o, etc!B ? _ criminologia crtica, criminologia radical, etc!

ASPECTOS !O PENSAMENTO !E ;MILE !URVWEIM )$HH>$$K0 SOBRE O CRIME E A PENA

a) Fato social7 e$ternalidade em rela%&o ao indivduo, coercitividade (-ois sua inobservSncia gerará san%4es e resist2ncias) e generalidade (-or/ue se cr2 re-resentar um consenso social) ? a serem "tratados como coisas* ( *s regras do método sociológico, KLT)!

b) Crime como fato social normal, e n&o -atol6gico! 8 delito como fator regulador e estabili3ador da coes&o social ? e nesse sentido,funcional ! 5eria Znegativo[ a-enas /uando Zan`mico[, ou se0a, oriundo de

(10)

um estado de anomia e desorgani3a%&o social!

c) Pena como res-osta e estabili3a%&o da "consci2ncia moral coletiva*7 Dur^1eim descreve, -or.m, as distintas necessidades de res-osta conforme se ten1a uma sociedade de solidariedade mecSnica ou orgSnica ( * divis$o do tra(alho social , KLI)! m-eraria um direito repressivo (de caráter retributivo) onde

a solidariedade . mecSnica, -ois a avers&o coletiva ao desvio . mais forte! Com o desenvolvimento da comunidade, e a -assagem -ara uma solidariedade orgSnica, o direito tenderia a ser mais restitutivo!

GUE5#HE5 DE RE@5>87

)Es*ri79o de Po35*ia -.$/01 S9o ,eorias do *onsenso as ,eorias:

a0 !a desor+ania89o so*ia36 da iden,ifi*a89o diferen*ia36 da *rimino3o+ia *r5,i*a1

0 !o e,i<2e,amen,o6 da asso*ia89o diferen*ia36 do *onf3i,o *23,2ra31

*0 !a *rimino3o+ia *r5,i*a6 da s2*23,2ra6 do es,r2,2ra3>f2n*iona3ismo1

d0 !a *rimino3o+ia radi*a36 da asso*ia89o diferen*ia36 da iden,ifi*a89o diferen*ia31

e0 !a desor+ania89o so*ia36 da ne2,ra3ia89o6 da asso*ia89o diferen*ia31 )In7es,i+ador de Po35*ia -.$-01 S9o ,eorias do *onf3i,o as ,eorias:

f0 !as reas *riminais da iden,ifi*a89o diferen*ia3 e da *rimino3o+ia *r5,i*a1

+0 !a desor+ania89o so*ia3 da ne2,ra3ia89o e das reas *riminais1

@0 !o *onf3i,o *23,2ra3 do e,i<2e,amen,o e da asso*ia89o diferen*ia31

i0 !a asso*ia89o diferen*ia3 da s2*23,2ra e do es,r2,2ra3>f2n*iona3ismo1

 0 !a *rimino3o+ia *r5,i*a da ro,23a89o e da *rimino3o+ia radi*a31 ITENS X' COBRA!OS EM PRO&AS CESPEYUNB

) & 0 A ,eoria f2n*iona3is,a da anomia e da *rimina3idade in,rod2ida or Emi3e !2rZ@eim no sé*23o [I[ *on,ra2n@a  ideia da roens9o ao *rime *omo a,o3o+ia a no89o da norma3idade do des7io *omo fenmeno so*ia3 odendo ser si,2ada no *on,e,o da +2inada so*io3?+i*a da *rimino3o+ia em <2e se ori+ina 2ma *on*e89o a3,erna,i7a s ,eorias de orien,a89o io3?+i*a e *ara*,ero3?+i*a do de3in<2en,e1

(11)

AULA : ESCOLA !E CWIGA!O )TEORIAS ECOLGICAS0 E TEORIA !A ASSOCIA> "#O !IFERENCIAL )!A APREN!I\AGEM0

1$1 ESCOLA !E CWICAGO )TEORIAS ECOLGICAS Y !A !ESORGANI\A"#O SOCIAL0

 ;s teorias ecol6gicas s&o fundadas na ideia de vincula%&o entre a criminalidade e a degrada%&o e desorgani3a%&o urbana ? a cidade está doente e seria a causa da criminalidade (v! 3he 1it4 , Robert Par^)!

Desse modo, a criminalidade seria uma caracterstica mais do am(iente e n&o tanto do indiv5duo!

 ; teoria denominada ecológica se fundou na id.ia de /ue o ti-o de com-ortamento -revalente,

dentro de um gru-o social, seria determinado -elo ambiente socio?cultural no /ual tal gru-o . colocado! ;s caractersticas do ambiente, -or sua ve3, seriam cone$as a fatores simultaneamente socio?econ`micos e de ordem 1ist6rico?cultural!

Robert Par^ . o decano da Escola, sendo seu -ersonagem mais re-resentativo!

Para afrontar o tema da degradaç$o ur(ana  na cidade, toma?se um modelo ecol6gico7 de

e/uilbrio entre a comunidade 1umana e o ambiente natural! ; cidade . tomada como ob0eto es-ecfico de investiga%&o! 5&o teorias c1amadas ecológicas -or/ue analisam a influ2ncia do

meio sobre a criminalidade! ; cidade . vista como um organismo dividido em 3onas, de trabal1o, de resid2ncia, etc!, cada 3ona com um diferente nvel de condutas desviadas e delitivas! ;s

'onas de transiç$o ou 'onas de ninguém  seriam altamente deterioradas, com infraestrutura

deficiente! \averia um processo de osmose  atrav.s do /ual a -o-ula%&o imigrante invade a

segunda área removendo e -ressionando os 1abitantes originais a irem morar nas -eriferias!

 ; tese central . a de /ue o delito . causado -ela desorgani'aç$o social , /ue -or sua ve3 . causada -elo

"afrou$amento das regras*.

Clifford 51a e \enr Mc]a, -rinci-almente, trabal1am com a id.ia de /ue as formas de Z-atologia social[ n&o derivariam tanto de /ualidades -r6-rias dos indivduos, mas sim das 3onas socio?culturais nas /uais eles vivem! 51a e Mc]a elaboraram a teoria do gradiente, segundo a /ual /uanto mais se distancia do centro da cidade, o nvel socio?econ`mico da -o-ula%&o residente se eleva e a ta$a de criminalidade diminui! Essas s&o as conclus4es e$tradas do famoso mapa da cidade de 1hicago!

M;5 ;#E<=>87 \á uma outra dimens&o da Escola de C1icago /ue, muito diferente de ser mais uma teoria etiol6gica social, . a base te6rica da criminologia da rea%&o social /ue viria a se consolidar d.cadas de-ois7 identificando um conceito mais democrático ? 1ori3ontali3ado ? de "controle social*, fundado mais na -ersuas&o e no convencimento /ue no temor  autoridade, diversas -ortas foram abertas com m.todos de -es/uisa como a observa%&o -artici-ante7 v! -or e$em-lo o trabal1o de ti-o etnográfico em 3onas urbanas intitulado "3he 6o(o: the sociolog4 of the homeless man* (KI), de <els ;nderson!

Para :E8R:E \ER9ER# ME;D, -ara /uem o controle social -rimário ou i nformal seria e$ercido -elas intera%4es face a face, tornando?se, estas, tamb.m um ob0eto de estudo!

(12)

CRA#C;5 P855A@E5 _5 #E8R;5 EC8+:C;57

a) Estas teorias se situam em uma -ers-ectiva -ositivista, -ois fundadas na cren%a de uma rela%&o de causalidade entre os fatores ecol6gicos e a delin/2ncia!

b) Parte?se da delin/2ncia oficial, desconsiderando a cifra negra da criminalidade!

c) <&o e$-lica a criminalidade "-6s?moderna*7 crimes financeiros, ambientais, narcotráfico em grande escala, /ue s&o incom-atveis com crit.rios ecol6gicos, -ois "n&o se locali3am* nesta ou na/uela 3ona da cidade!

]UEST^ES !E RE&IS#O:

)Médi*o Le+is,a -.$/01 S9o roos,as da Es*o3a de C@i*a+o )(e*o3o+ia *rimina3D0 ara o *on,ro3e da *rimina3idade:

a0 Po35,i*a de ,o3erQn*ia ero6 *ria89o de ro+ramas *om2ni,rios *om in,ensifi*a89o das a,i7idades re*rea,i7as6 a2men,o das reas 7erdes1

0 Pre7a3=n*ia do *on,ro3e so*ia3 forma3 sore o informa36 *ria89o de *omi,=s de aoios de ais e m9es ara a ed2*a89o das *rian8as6 me3@oria das *ondi8es das resid=n*ias e *onser7a89o f5si*a dos rédios1

*0 A2men,o das enas ara o *ome,imen,o de de3i,os sim3es6 *ria89o de onas de e*32s9o ara iso3amen,o das reas mais eri+osas6 dissemina89o de a,i7idades re*rea,i7as *omo es*o,ismo e 7ia+ens *23,2rais1

d0 M2dan8a efe,i7a nas *ondi8es e*onmi*as e so*iais das *rian8as6 re*ons,r289o da _so3idariedade so*ia3` or meio do for,a3e*imen,o das for8as *ons,r2,i7as da so*iedade

)i+reas es*o3as asso*ia8es de airros06 aoio es,a,a3 ara red289o e dimin2i89o da orea e desemre+o1

e0 Con,ro3e indi7id2a3iado o2 sea *on,ro3e ese*5fi*o e r5+ido sore *ada indi75d2o6 o35,i*as 2niformes em ,oda a *idade dian,e do fra*asso das es,ra,é+ias or 7iin@an8a6 im3an,a89o de es*o3as e os,os de sa4de1

)!e3e+ado de Po35*ia -.$$01 O efei,o *rimin?+eno da +rande *idade 7a3endo>se dos *on*ei,os de desor+ania89o e *on,+io ineren,es aos modernos n4*3eos 2ranos é e3i*ado e3a:

a0 Teoria do *riminoso na,o1

0 Teoria da asso*ia89o diferen*ia31

(13)

*0 Teoria da anomia1

d0 Teoria do (3ae33in+ aroa*@D1

e) Teoria e*o3?+i*a1

)Pro*2rador -.$/01 A a7a3ia89o do esa8o 2rano é ese*ia3men,e imor,an,e ara *omreens9o das ondas de dis,ri2i89o +eo+rfi*a e da *orresonden,e rod289o das *ond2,as des7ian,es1 Es,e os,23ado é f2ndamen,a3 ara *omreens9o da *orren,e de ensamen,o *on@e*ida na 3i,era,2ra *rimino3?+i*a *omo:

a0 Teoria da anomia1 0 Es*o3a de C@i*a+o1

*0 Teoria da asso*ia89o diferen*ia31 d0 Crimino3o+ia *r5,i*a1

e0 Lae33in+ aroa*@1

1-1 TEORIA !A ASSOCIA"#O !IFERENCIAL )!A APREN!I\AGEM0  ;utor7 Edin 5ut1erland (KLLI?KTN)

 ; teoria da associa%&o diferencial ou do contato diferencial -arte do -onto de vista do indivduo (";*) /ue se encontra sob a influ2ncia de vários gru-os ? sua fidelidade será diferencial -ara cada gru-o de refer2nciaB de-enderá se -revalecem mensagens deste ou da/uele gru-o, de-enderá enfim, da associa%&o diferencial /ue fa3 o indivduo!

Para 5U#\ER+;<D, uma pessoa se torna delin/uente /uando, aos seus olhos, prevalecem definições favor)veis 7 violaç$o da lei so(re a/uelas desfavor)veis.

5U#\ER+;<D negou /ue a -obre3a fosse causa da delin/u2ncia e buscou construir uma teoria U<F;#8R;+, a -artir dos -rocessos de a-rendi3agem!

MP8R#;<#E7 o com-ortamento criminoso como -roduto de um -rocesso de a-rendi3agem indica um -risma des-rovido de re-rova%&o moral, diferente das teorias anteriores!

89E#8 ("8 GUE 5E ;PRE<DE*)

(a)t.cnicas (1abilidades) (v! "3he professional thief * XKIQY)

(b) as-ectos morais (motivos, inclina%4es, racionali3a%4es) P;RWME#R857

(14)

(K)Fre/u2ncia

()Dura%&o (I)Prioridade (O)ntensidade

<ove teses /ue sinteti3am a teoria7

(K); conduta delitiva . a-rendida7 n&o . 1erdada nem inventadaB

(); conduta delitiva á a-rendida em intera%&o com outras -essoas no curso de um -rocesso de comunica%&oB

(I) ; conduta criminal . a-rendida -rinci-almente em gru-os -essoais ntimos, ou se0a, os meios de comunica%&o n&o teriam -a-el muito relevante (vale observar /ue a teoria . da d.cada de N?IN[ no s.culo JJ)B

(O) ; a-rendi3agem do delito com-reende7 (a) t.cnicas de comiss&o do delitoB (b) orienta%&o es-ecfica dos motivos, inclina%4es, racionali3a%4es e atitudesB

(T) Estas orienta%4es es-ecficas s&o a-rendidas e valoradas -ositiva ou negativamente -elas leisB

()Uma -essoa se converte em delin/uente em conse/u2ncia do /ue -redomina no seu entorno7 se -redominam as -osi%4es favoráveis  infra%&o sobre as /ue valoram negativamente a infra%&o da normaB

(Q) 8s contatos diferenciais variam segundo a fre/u2ncia, -recocidade e intensidade da rea%&o emocional e os contatos sociaisB

(L)#al -rocesso de a-rendi3agem . similar a /ual/uer outro -rocesso de a-rendi3agem em /ue se a-rende outros ti-os de condutasB

() ; conduta delitiva e$-ressa os mesmos valores e necessidades das condutas n&o delitivas7 gan1ar din1eiro . uma as-ira%&o comum tanto ao /ue rouba como ao /ue trabal1a!

"C8+;R<\8 9R;<C8* E CFR; D8UR;D;7

Conceito e temática tamb.m ligados a 5ut1erland, -or meio de artigo (KON) e livro (KO) intitulados "8hite collar crime9 ! <egando as Zteorias do d.ficit[, ele buscava uma teoria ca-a3 de

e$-licar a criminalidade de todas as classes sociais!

Descoberta da "cifra dourada*7 os crimes "de colarin1o branco*, cometidos -or membros de setores

detentores de -oder, e /ue -ermaneciam na obscuridade, n&o sendo includos nas estatsticas oficiais!

Conceito de "colarin1o branco* (5ut1erland)7 “um crime cometido por uma pessoa dotada de alto status social, no curso de suas ocupações9 

(15)

]UEST^ES !E RE&IS#O:

)CEI0 Assina3e a a3,erna,i7a INCORRETA sore a ,eoria da asso*ia89o diferen*ia3 e o *on*ei,o de *o3arin@o ran*o a ar,ir da ora de E1 S2,@er3and:

a0 A ,eoria da asso*ia89o diferen*ia3 e3i*a o *rime de (*o3arin@o ran*oD *omo r?rio de 2ma s2*23,2ra de3in<2en,e no Qmi,o emresaria3 *ara*,eriada e3o des7a3or mora3 em ro3 da maimia89o do 32*ro1

0 O *on*ei,o de (*o3arin@o ran*oD de S2,@er3and aar*a *rimes *ome,idos or essoas do,adas de a3,o s,a,2s so*ia3 no *2rso e no *on,e,o de s2as o*2a8es rofissionais1

*0 A ,eoria da asso*ia89o diferen*ia3 é 2ma das mais imor,an,es den,re as (,eorias da arendia+emD sendo o (*rimeD e3i*ado *omo 2m *omor,amen,o arendido a ar,ir da re7a3=n*ia na 7ida do s2ei,o de asso*ia8es e in,era8es fa7or7eis  7io3a89o da 3ei1

d0 !e a*ordo *om S2,@er3and o ro*esso de arendia+em de <2a3<2er ,io de *omor,amen,o in*32indo a<2e3e *onsiderado (*rimina3D aran+e ,an,o 2ma dimens9o ,é*ni*a *omo 2ma dimens9o s2e,i7a es,a referen,e s mo,i7a8es e ra*iona3ia8es <2e 2s,ifi*ariam o a,o1

e0 A ,eoria da asso*ia89o diferen*ia3 n9o es,ae3e*e re3a8es dire,as de *a2sa3idade en,re a *rimina3idade e a orea o2 fenmenos a es,a re3a*ionados1

)A+en,e de Po35*ia -.$-01 Os (*rimes de *o3arin@o ran*oD s9o de3i,os *on@e*idos na Crimino3o+ia or:

a0 Crimes *on,ra a di+nidade so*ia31 0 Crimes de menor o,en*ia3 ofensi7o1 *0 Cifras *ina1

d0 Cifras amare3as1 e0 Cifras do2radas1

AULA : TEORIA !A ANOMIA !E ROBERT MERTON E AS TEORIAS !AS SUBCUL > TURAS CRIMINAIS

1$1 TEORIA !A ANOMIA !E ROBERT MERTON

(16)

nflu2ncia7 funcionalismo estrutural (#alcott Parsons), contra-onde?se, assim,  Escola de C1icago! Conce-%&o de sociedade como con0unto de -a-.is e fun%4es ' sistema /ue garante a -r6-ria sobreviv2ncia garantindo determinado nvel de coes&o ' o desvio como d.ficit sub0etivo nos -rocessos de sociali'aç$o! +ogo, no%&o Ztera-2utica[ de controle social -erante o desvio!

Robert Merton -ublicou, em KIL, o te$to " *nomie and social structure*! 5egundo Merton, nossa

sociedade im-ulsiona o indivduo  busca, sem limites, do sucesso -essoal ' em busca da reali3a%&o do

 *merican dream! \á, -or isso, uma -rofunda -ress&o anmica sofrida es-ecialmente -or a/ueles "-iores

colocados* na estrutura social! \á tr2s id.ias -rinci-ais ' fatores /ue geram esta -ress&o an`mica7 )a0 1á um dese/uilbrio entre os fins culturais alme0ados e os meios institucionais dis-onibili3ados -ara o su0eitoB )0 1á uma no%&o de universalidade dos fins, sendo estes estendidos a todos os cidad&os (-or isso . uma

"teoria de consenso*B )*0 a desigualdade de o-ortunidades, de acesso a bens culturais, etc!

5eu -onto de -artida te6rico, ent&o, . a distin%&o entre estrutura cultural e estrutura social e

análise dos efeitos /ue ambas -ro0etam sobre os indivduos!

Estrutura cultural7 con0unto de metas e fins 1istoricamente construdos, como -or e$em-lo7 a ascens&o social, o 2$ito econ`mico, etc! <a nossa sociedade ocidental trata?se sem dúvida do

êxito econmico e do (em estar material ! 5ociedade de consumo!

Estrutura social7 con0unto de meios e maneiras de se alcan%ar as metas culturais! Entre os leg5timos, est&o -or 

e$em-lo o trabal1o ou a 1eran%a! Uma sociedade em /ue ambas as estruturas est&o bem aco-ladas e em 1armonia . uma sociedade em /ue 1á meios legtimos suficientes -ara se alcan%ar o /ue se /uer!

 ; conduta desviada decorre e$atamente da falta dessa 1armonia! Por.m, aten%&o7 a des-ro-or%&o entre metas culturais e meios legtimos n&o . -or si s6 um fenmeno patológico.

5erá -atol6gico /uando essa situa%&o for e$trema, /uando ent&o se terá uma situa%&o de

anomia, -rodu3ida -ela e$agerada discre-Sncia entre estrutura cultural e estrutura social!

@e0amos o /uadro de MER#8< sobre as diferentes atitudes /ue -odem tomar os indivduos, -rinci-almente diante de uma situa%&o an`mica7

) a*ei,a89o6 > reei89o0

Ti:o de Ada:,a89o Me,as C23,2rais )Es,r2,2ra Meios ins,i,2*ionais

C23,2ra30 )Es,r2,2ra So*ia30

Conformista  

nova%&o  >

RenúnciaEvas&o (;-atia) > >

Ritualista > 

Rebeli&oRebelde Y> Y>

a) Conformista7 se contenta com as metas culturais e os meios dis-onveisB -ortanto, trata?se de uma

(17)

ada-ta%&o n&o desviante e /ue, -or isso mesmo, segundo Merton, deve ser ma0oritária -ara o e/uilbrio social!

b) nova%&o7 atitude t-ica de -essoas /ue cometem crimes, -ois mant.m as metas culturais e n&o aceitam os meios institucionais oferecidos! Merton identifica uma corres-ond2ncia -ro-orcional entre a condi%&o de -obre3a e a -ress&o an`mica! ;/ui o conceito de privaç$o relativa, /ue de-ois retorna com o

"realismo de es/uerda*7 o indivduo . -ro0etado culturalmente conforme as metas, mas n&o tem os meios! c) Renúncia  Evasiva7 -essoas /ue negam tanto as metas culturais como os meios institucionais! 5&o, -or e$em-lo, -essoas /ue levam a vida de um modo a-ático ou em -osi%&o Zde retiro[!

d) Ritualista7 aceita%&o de condi%4es inferiores de vida, aceitando?se os meios dis-onveis e abrindo m&os de atingirem metas mais ousadas!

e) Rebeli&oRebelde7 nega e re0eita tanto as metas culturais como os meios institucionais, buscando, ao mesmo tem-o, restabelecer valores, reali3ar uma mudan%a!

1-1 TEORIAS !AS SUBCULTURAS CRIMINAIS

 ;s teorias culturalistas, em criminologia, tem -or ob0eto e tema a forma%&o da -ersonalidade -or 

meio de -rocessos de sociali3a%&o e internali3a%&o das regras culturais! Uma "subcultura* seria um con0unto de valores e normas es-ecficos, de conteúdo divergente em rela%&o  "cultura 1egem`nica*! 8 com-ortamento como "a-rendido* (influ2ncia de 5ut1erland) e im-ulsionado -ela frustra%&o (influ2ncia de Merton)!

Conte$to7 -reocu-a%&o com a "delin/u2ncia 0uvenil* e as "gangues* nos EU; -6s?5egunda :uerra!

Pode?se falar em duas -rinci-ais varia%4es das teorias das subculturas7

)a0 !e3in<2=n*ia eressi7a e n9o ins,r2men,a3 )A3er, Co@en1 Delinquent Boys: the culture of the gang)$00

5egundo tal vertente, as gangues 0uvenis n&o teriam, afinal, as tais metas a/uisitivas, de 2$ito econ`mico, a /ue se referida Robert Merton! 5eriam Zdelin/u2ncia e$-ressiva[, como modalidade de autoafirma%&o identitária! Por si mesma, seria uma atividade /ue -rodu3 -ra3er (sentimento de -ertencimento a um gru-o, afirma%&o da masculinidade, busca de status no gru-o, etc!)!

5egundo C8\E<, estas subculturas se originam a -artir de grupos de referência como . o caso dos

 0ovens da classe m.dia, -ara os 0ovens da classe -obre, gerando frustraç$o. 8 /ue leva os 0ovens (fil1os

da classe trabal1adora) a delin/ir, segundo C8\E<, . a frustraç$o em n&o se -oder alcan%ar o 2$ito

social ao se com-arar com os fil1os da classe m.dia! ;l.m da ades&o  subcultura delin/uente, C8\E< ainda trata de outras alternativas7 1averiam os corner (o4s, de um lado ? os resignados, /ue aceitam os

limites im-ostos a sua classe, renunciam s metas valori3adas -ela cultura dominanteB e os college (o4s,

de outro ? a minoria de 0ovens da classe trabal1adora /ue se sacrifica -ara rom-er com a .tica de sua classe de origem e atingir as metas de sucesso da cultura dominante, ascendendo socialmente!

(18)

5ntese das caractersticas da vertente e$-ressiva e n&o instrumental7

)a0 <&o utilitarismoB

)0 8b0etivo de causar dano ' delin/2ncia maliciosaB

)*0 8-osi%&o s normas dominantesB

)d0 @ersatilidade das atividades ' n&o 1á es-eciali3a%&o atrav.s de um fimB

)e0 \edonismo7 9usca de -ra3er em curto -ra3oB

)f0 Vnfase na autonomia do gru-o -erante o resto da sociedade, gru-o este com-osto -or rela%4es

afetivas (de -rote%&o) e cognitivas (de a-rendi3ado e de-end2ncia moral) entre seus membros!

)0 !e3in<2=n*ia ins,r2men,a3 )C3oard e O@3in1 Delinquency and Opportunity 0:

 ;/ui se trata de uma delin/2ncia instrumental, /ue visa 2$ito econ`mico! <em todos os adolescentes de classe bai$a t2m as mesmas o-ortunidades de alcan%ar suas metas! ; desigualdade de o-ortunidades determina /ue 1a0a uma desigual res-osta  mesma -ress&o an`mica! <esse sentido, delin/ente n$o seria apenas a/uele a /uem foi negado o acesso 7s metas culturais, mas tam(ém a/uele /ue teve a oportunidade de ser delin/ente. 5egundo tal

lin1a de -ensamento, uma subcultura e$-ressiva s6 se torna instrumental caso encontre uma estrutura de o-ortunidades ilcitas no ambiente onde vive o 0ovem (influ2ncia de 5ut1erland)!

]UEST^ES PARA RE&IS#O

)In7es,i+ador de Po35*ia -.$/01 !o on,o de 7is,a *rimino3?+i*o a *ond2,a dos memros de fa*8es *riminosas das +an+2es 2ranas e das ,rios de i*@adores s9o eem3os da ,eoria so*io3o+i*a da)o0:

a0 Ao3i*ionismo ena31 0 S2*23,2ra de3in<2en,e1 *0 Iden,idade essoa31 d0 Minima3ismo ena31

e0 Predisosi89o na,a  *rimina3idade1

)Médi*o Le+is,a -.$/01 Es*o3a Crimino3?+i*a <2e ,em *omo eoen,e A3er, Co@en e <2e ro*2ra e<2a*ionar or meio de resos,as n9o *riminais e n9o 2ni,i7as o *omor,amen,o +era3men,e 27eni3 <2e desafia os mode3os da rod289o *ons2mis,a:

(19)

a0 Es*o3a da Con,ra*23,2ra Con,emorQnea1 0 Teoria da s2*23,2ra de3in<2en,e1

*0 Es*o3a So*ia3is,a C23,2ra31

d0 Teoria do Com2nismo Cons*ien,e1 e0 Teoria do So*ia3men,e Rao7e31

ITENS X' COBRA!OS EM PRO&AS CESPEYUNB

) F 0 As ideias so*io3?+i*as <2e f2ndamen,am as *ons,r28es ,e?ri*as de Mer,on e Parsons oede*em ao mode3o da denominada so*io3o+ia do *onf3i,o1

)CEI0 No <2e *on*erne  so*io3o+ia *rimina3 da rimeira me,ade do sé*23o [[ assina3e a a3,erna,i7a

INCORRETA:

a0 Para a Es*o3a de C@i*a+o o *on*ei,o de (*on,ro3e so*ia3D é menos 7o3,ado  ideia de ,emor e medo da a2,oridade do Es,ado e mais  ideia de *on7en*imen,o e ers2as9o a ar,ir de ins,Qn*ias n9o>es,a,ais de *on,ro3e1

0 As ,eorias e*o3?+i*as da *rimina3idade 7in*23aram a *rimina3idade 2rana  desor+ania89o so*ia3 e  de+rada89o de esa8os 43i*os1

*0 Para a ,eoria da anomia de Roer, Mer,on o *omor,amen,o de ino7a89o é a<2e3e <2e ass2me as me,as *23,2rais mas n9o os meios dison57eis ara a,in+5>3as1

d0 Tan,o a ,eoria da anomia de Roer, Mer,on *omo a Es*o3a de C@i*a+o ass2miram 2ma os,2ra de reei89o do f2n*iona3ismo odendo ser *ara*,eriadas *omo ,eorias f2ndadas sore o *onf3i,o e n9o sore o *onsenso1

e0 A Es*o3a de C@i*a+o ,e7e +rande imor,Qn*ia e inf32=n*ia sore o in,era*ionismo sim?3i*o e a ,eoria do e,i<2e,amen,o1

AULA : CRIMINOLOGIA !A REA"#O SOCIAL E CRIMINOLOGIA CR%TICA

 ; -artir desse -onto, dei$a?se a -ers-ectiva tradicional (-ositivistaetiol6gica) -ara se adentrar na c1amada "nova criminologia* a /ual, como afirmado, tem outro ob0eto de estudo7 o -r6-rio controle social e o sistema de 0usti%a criminal!

 ;) E<F8GUE MCR858C8+:C87 interacionismo simb6lico, teoria do eti/uetamento ou da rotula%&o ("labelling a--roac1*)!

(20)

9) E<F8GUE M;CR858C8+:C87 criminologias crticas, incluindo a criminologia radical (mar$ista)!

A0 TEORIAS !O ETI]UETAMENTO Y !A ROTULA"#O

E#GUE#;R ou R8#U+;R . um ttulo -ara uma s.rie de descri%4es do fen`meno das negativa%4es morais de com-ortamento, em es-ecial as criminais, assumindo /ue o ato de "eti/uetar* tem conse/u2ncias em rela%&o ao -r6-rio com-ortamento do eti/uetado!

illian ! #1omas (KLI?KOQ) afirmou, ainda no Smbito da Escola de C1icago, /ue "situa%4es definidas como reais ser&o reais em suas conse/u2ncias*!

 ; grande novidade, a/ui, . a mudança das perguntas: n&o mais "-or /ue o criminoso comete

crimes*, mas "-or /ue tais -essoas s&o tratadas como criminosos e outras n&o*B n&o mais os

motivos do crime, mas os critérios ' mecanismos de sele%&o ' das ag2ncias de controle!

\á, -ortanto, uma ruptura metodológica e epistemológica com a criminologia tradicional7

abandono do -aradigma etiol6gico (sobretudo no -lano individual)!

Do -onto de vista sociol6gico, abandona?se o -ressu-osto do consenso ' monismo cultural ' em

-rol do conflito, colocando em /uest&o os interesses dominantes de um gru-o ou classe!

 ;utores im-ortantes citados7

Woard Be*Zer )$-H>0: bastante con1ecido -elo livro Z<utsiders[!

? Demonstrou a relatividade do conceito de "crime*, definido -or ele n&o como uma /ualidade do ato, mas como um "ato /ualificado*! <&o e$istiria, ent&o, um conceito naturalstico ou essencialista de crime, sendo sua defini%&o sem-re uma /uest&o de defini%&o! 8 desviante, -or  sua ve3, seria a/uele a /uem tal eti/ueta . a-licada com sucesso!

Edin Lemer, )$$->$0

? Em KTK -ublicou "2ocial atholog49, -ro-ondo um modelo geral c1amado "res-osta societal*7 esvio prim)rio ' diversidade no com-ortamento ainda n&o recebida -ositiva ou negativamenteB

a rea%&o -ode ser7

(a)de normali'aç$o Xde ti-o inovativoY7 recebimento com naturalidade

(b) de censura7 desde a moral at. a -unitiva! Pode ter  conse/u2ncias7

i! normali'aç$oXde ti-o re-ressivoY7 o su0eito aceita a censura e muda

ii!reforço do desvio prim)rio7 /ue se torna -arte da identidade!

8 refor%o do desvio prim)rio constituiria o desvio secund)rio ' incor-orando o desvio -rimário

como -arte de sua identidade!

(21)

Desse modo, a res-osta do ambiente . fundamental! Em outros termos, "um dos elementos /ue estabili3am e determinam o diagn6stico . o -r6-rio diagn6stico9 

= Re0ei%&o do conceito meramente reativo de controle social de #alcott Parsons, criando a no%&o

de controle social ativo, relacionado ao conceito de desvio secund)rio!

Er7in Goffman )$-->$H-0

- Conceitos im-ortantes oriundos de sua obra7 institui%4es totais, estigmas, -rocessos de

descultura%&o e acultura%&o, entre outros!

- Fundamental -ara a deslegitima%&o da crtica da -reven%&o es-ecial -ositiva, demonstrando

/ue a e$-eri2ncia de -riva%&o da liberdade em institui%4es totais im-lica na -erda da -r6-ria identidade (descultura%&o), substituida -or outra (acultura%&o) ? conceito similar ao de "-rocesso de -risioni3a%&o* (Donald Clemmer, KON)!

Crtica /ue abriu camin1o -ara a Zcriminologia crtica[7 ? ;cusa%&o de /ue n&o 1ouve -reocu-a%&o com as rela%4es de -oder -recedendo as defini%4es de "crime*, "desvio*, etc!7 a teoria do eti/uetamento n&o seria, assim, suficientemente -oliti3ada, 1avendo /ue se recu-erar como central a tomada em conta da estrutura econ`mica e das rela%4es de -rodu%&o!

B0 CRIMINOLOGIA CR%TICA

Conte$to7 a -artir das d.cadas de NQN! Politi3a%&o e e$ig2ncia de se tomar um lado, do -onto de vista dos conflitos -olticos e sociais do -erodo ? da a crtica ao interacionismo e  teoria do eti/uetamento como "des-oliti3ados*, n&o sendo ca-a3es de oferecer uma inter-reta%&o global e com-leta do fen`meno criminal!

Foco de estudo da criminologia crtica7

- a seletividade do sistema de 0usti%a criminal, com-reendida como uma caracterstica fisiol6gica,

e n&o -atol6gica!

- uma criminologia com-rometida com a transforma%&o social e com a defesa de direitos 1umanos!

De acordo com ;lessandro 9;R;##;, a criminologia crtica se -reocu-a em di3er como . distribudo o poder de definiç$o das condutas e dos su0eitos como criminosos, denunciando como a distribui%&o

desse -oder de defini%&o reflete a desigualdade nas rela%4es de -oder e -ro-riedade!

? Processos de criminali3a%&o (conceito?c1ave)7

"Criminali3a%&o -rimária . o ato e o efeito de sancionar uma lei -enal material, /ue incrimina ou -ermite a -uni%&o de certas -essoas (!!!) a criminali3a%&o secundária . a a%&o -unitiva e$ercida sobre -essoas concretas, /ue ocorre /uando as ag2ncias -oliciais detectam uma -essoa, atribuem?l1e a reali3a%&o de certo ato criminali3ado -rimariamente, investigam?na, em alguns casos -rivam?na de sua liberdade de locomo%&o, submetem?na  ag2ncia 0udicial, a /ual legitima a atua%&o -ret.rita, admite um -rocesso

(22)

(ou se0a, o -rosseguimento de uma s.rie de atos secretos ou -úblicos -ara estabelecer se essa -essoa realmente reali3ou a a%&o criminali3ada), discute?se -ublicamente se a reali3ou e, em caso afirmativo, admite a im-osi%&o de uma -ena de determinada magnitude /ue, se -rivar uma -essoa de sua liberdade de locomo%&o, e$ecuta?se em uma ag2ncia -enitenciária (-risionali3a%&o)!* (#rad! +ivre! ;FF;R8<,

Eugenio Raul et alli! erecho enal  -! Q)!

-  ; seletividade dos -rocessos de criminali3a%&o secundária secundária se vincula ao conceito de CFR;

8CU+#;<E:R; da criminalidade7 a diferen%a enorme entre criminalidade "real* e criminalidade

"registradaa-arente*!

- En/uetes de vitimi3a%&o7 -es/uisas -or amostragem visando detectar a cifra oculta e obter 

dados mais com-letos em rela%&o s estatsticas criminais oficiais! GUE5#HE5 P;R; RE@5>8

)Peri,o Crimina3 -.$/01 A ,eoria do la(elling approach a <2a3 e3i*a <2e a *rimina3idade n9o

é 2ma <2a3idade da *ond2,a @2mana mas a *onse<2=n*ia de 2m ro*esso em <2e se a,ri2i ,a3 es,i+ma,ia89o ,amém é denominada ,eoria

a0 !a desor+ania89o so*ia3

0 !a ro,23a89o o2 do e,i<2e,amen,o *0 !a ne2,ra3ia89o

d0 !a iden,ifi*a89o diferen*ia3 e0 !a anomia

)!e3e+ado de Po35*ia -.$$01 Assina3e a a3,erna,i7a in*orre,a1 A ,eoria do e,i<2e,amen,o: a0 ; *onsiderada 2m dos mar*os das ,eorias de *onsenso1

0 ; *on@e*ida *omo ,eoria do (3ae33in+ aroa*@D1 *0 Tem *omo 2m de se2s eoen,es Er7in Goffman1 d0 Tem *omo 2m de se2s eoen,es Woard Be*Zer1 e0 S2r+i2 nos Es,ados Unidos1

)CEI0 Considerando a ,eoria do e,i<2e,amen,o e as erse*,i7as in,era*ionis,as em *rimino3o+ia assina3e a asser,i7a <2e *orresonde *orre,amen,e a essa erse*,i7a:

(23)

a0 A san89o ena3 é definida *omo a *onse<2=n*ia 2r5di*a do de3i,o na medida em <2e a ,oda a89o *orresonde 2ma rea89o1

0 O *omor,amen,o des7ian,e e *rimina3 ode ser e3i*ado *omo *onse<2=n*ia da orea e da desi+2a3dade so*ia31

*0 O des7io se*2ndrio é de,erminado e3a rea89o so*ia3 ao des7io rimrio1

d0 A *rimino3o+ia *r5,i*a ode ser 7is,a *omo 2m *omonen,e o2 dimens9o in,erna  ,eoria do e,i<2e,amen,o1

e0 Uma das *ara*,er5s,i*as dos ,e?ri*os do e,i<2e,amen,o semre foi se2 for,e en+aamen,o e mi3i,Qn*ia o35,i*a ,endo or f23*ro a *r5,i*a ao modo de rod289o *ai,a3is,a1

ITENS X' COBRA!OS EM PRO&AS CESPEYUNB

) F 0 !e a*ordo *om o in,era*ionismo sim?3i*o o2 sim3esmen,e in,era*ionismo *2a erse*,i7a é ma*rosso*io3?+i*a de7e>se inda+ar *omo se define o *riminoso e n9o <2em é o *riminoso1

)Médi*o Le+is,a -.$/01 A eress9o (*ifra ne+raD em Crimino3o+ia *orresonde ao n4mero de:

a0 Erros 2di*iais )de*ises 2di*iais in*oma,57eis *om a rea3idade dos fa,os01 0 Crimes o*orridos e n9o reor,ados  a2,oridade1

*0 Criminosos rein*iden,es1

d0 Prises efe,2adas in2s,amen,e1

e0 Crimes o*orridos em amien,es 43i*os mas *2a a2,oria ermane*e i+norada1 )Es*ri79o de Po35*ia -.$.01 Conso3idada na dé*ada de $K. e insirada nas ideias maris,as a38o2 a so*iedade *ai,a3is,a  *a,e+oria de rin*ia3 desen*adeador da *rimina3idade1 O ,e,o se refere :

a0 Teoria e*o3?+i*a1

0 Teoria da asso*ia89o diferen*ia31 *0 Teoria da anomia1

d0 Teoria da s2*23,2ra1

(24)

e0 Teoria *r5,i*a1

)CEI0 !e a*ordo *om as ref3ees das *rimino3o+ias *r5,i*as assina3e a a3,erna,i7a *orre,a sore o *on*ei,o de (*ifra ne+ra o2 o*23,aD da *rimina3idade:

a0 Tra,a>se da diferen8a en,re a (*rimina3idade rea3D e a (*rimina3idade aaren,eD sendo *onsiderada 2ma *ara*,er5s,i*a a,o3?+i*a e ro3em,i*a do sis,ema de 2s,i8a *rimina31 0 Tra,a>se da diferen8a en,re a (*rimina3idade rea3D e a (*rimina3idade aaren,eD sendo *onsiderada 2ma *ara*,er5s,i*a fisio3?+i*a e es,r2,2ra3 do sis,ema de 2s,i8a *rimina31

*0 O *on*ei,o de (*ifra ne+ra o2 o*23,aD for,a3e*e a os,2ra o35,i*o>*rimina3 <2e 32,a or 2m sis,ema ena3 i+2a3 ara ,odos1

d0 O *on*ei,o de (*ifra ne+ra o2 o*23,aD é 3e7ado em *on,a na or+ania89o e aresen,a89o das es,a,5s,i*as ofi*iais e3os ?r+9os do Es,ado1

e0 !ian,e do *on*ei,o de (*ifra ne+ra o2 o*23,aD nen@2m no7o ins,r2men,o de es<2isa foi e3aorado na ,en,a,i7a de s2erar as fa3@as das es,a,5s,i*as ofi*iais1

) F 0 Na ,ermino3o+ia *rimino3?+i*a *rimina3ia89o rimria e<2i7a3e  *@amada re7en89o rimria1

AULA K: &ITIMOLOGIA E PRE&EN"#O &ITIMOLOGIA

a) @itimologia tradicional-ositivista7 sob influ2ncia das teorias da o-ortunidade como 1i-6tese e$-licativa do crime, seu foco originário foi -reci-uamente -oltico?criminal, demarcando uma es-.cie de res-onsabilidade com-artil1ada -ela ocorr2ncia do delito! Em outros termos, o ob0etivo da vitimologia tradicional, referenciada nas obras de 9en0amin ME<DE+58\< e \ans @8< \E<#:, foi e . identificar a -arcela de res-onsabilidade da vtima na ocorr2ncia do crime, o /ue -ode tanto servir  a -olticas de -reven%&o como at. mesmo ser al%ado a crit.rio de valora%&o sobre a conduta do autor, -odendo ter a re-rova%&o redu3ida (nesse sentido o art! T do CP) Pode?se falar, nesse sentido, em uma dimens&o etiol6gica da vitimologia tradicional /ue acaba revitimi3ando as -r6-rias vtimas atrav.s dos estere6ti-os /ue im-4em, -roblema es-ecialmente a-ontado -elas crticas feministas das 1i-6teses e$-licativas dos crimes se$uais e da viol2ncia dom.stica /ue -rodu3em uma es-.cie de res-onsabili3a%&o das mul1eres violentadas -ela viol2ncia sofrida!

b) @itimologia crtica ? trabal1a com os conceitos de "-rocessos de vitimi3a%&o*7 ? vitimi3a%&o -rimária7 refere?se ao fato?crime e aos danos diretamente decorrentes, -rinci-almente -sicol6gicos e emocionaisB

(25)

- vitimi3a%&o secundária ou sobrevitimi3a%&o7 remete ao contato com o sistema de 0usti%a

criminal e a inevitável viola%&o de direitos /ue dele segueB

- vitimi3a%&o terciária7 -rocessos de estigmati3a%&o -or -arte da -r6-ria comunidade em rela%&o  vtima!

PRE&EN"#O

 ; prevenç$o fora do Smbito do sistema -enal -ode ser de ti-o situacional ou social! 5erá situacional 

/uando o ob0etivo for tornar mais difcil o cometimento do ato desviante, atrav.s do desincentivo ao autor e o refor%o da -rote%&o das -otenciais vtimasB e será de ti-o social  /uando buscar modificar as

causas (sociais, culturais, econ`micas) dos -rocessos de criminali3a%&o e vitimi3a%&o! ; -reven%&o

integrada, -or fim, . constituda com a combina%&o de elementos de ambas! (a) revenç$o situacional 

 ;s -olticas de -reven%&o situacional visam retirar do foco a -reocu-a%&o tradicional com as "causas do crime* como com-ortamento individual, defendendo, em seu lugar, a atua%&o sobre as situa%4es tidas como determinantes -ara /ue o crime -ossa ocorrer! Formulada e -revalente no Reino Unido,

es-ecialmente -or -ro-osta dos setores -olticos mais conservadores, tais -olticas se difundiram -or  todo o mundo visando, -or um lado, redu'ir oportunidades -ara o cometimento de atos "de

incivilidade*, este0am ti-ificados como crimes ou n&o, e -or outro, aumentar os riscos -ara /uem os

comete, tomando -or -ressu-osto, como se v2, um modelo fundado na "escol1a racional*O!

#ra%o caracterstico . a centralidade atribuda  vtima e aos -rocessos de vitimi3a%&o, reconstruindo?se cada um de nós como vtimas em -otencial!

<a modalidade tecnológica, busca?se elevar a seguran%a de uma determinada regi&o atrav.s do

incremento de dis-ositivos de vigilSncia, -or e$em-lo com a -resen%a ostensiva da -olcia, com a instala%&o de mecanismos de vigilSncia eletr`nica e alarme ou sim-lesmente com a ilumina%&o ade/uada de uma rua! 8 -rimeiro -roblema a-ontado . a im-ossibilidade material de sua reali3a%&o -lena, visto /ue . -ossvel a-enas em uma determinada regi&o e em determinado -erodo de tem-o! Em segundo lugar, tendo em vista a necessidade de sele%&o de recursos, . comum /ue se acabe -rivilegiando uma área ou classe social, vindo a se aumentar a seguran%a de alguns atrav.s da diminui%&o da seguran%a de outros! á em sua conce-%&o participativa, integra?se as -essoas atrav.s de Consel1os de 5eguran%a nos bairros, ou

mesmo gru-os de vtimas reais ou -otenciais /ue se unem contra determinado ti-o de criminalidade .

<&o obstante a -artici-a%&o comunitária se0a saudável e necessária em todos os Smbitos, n&o se -ode dei$ar de notar /ue muitas ve3es se ocultam em tais movimentos indese0adas manifesta%4es de dese0o de vingan%a -rivada!

(b)revenç$o social 

O C+;R]E, Ronald @! :! "[5ituational[ Crime Prevention7 #1eor and Practice*!>ritish ?ournal of 1riminolog4 , v! N, n!

, -! KI e ss!

(26)

 ; -reven%&o atrav.s de ações sociais, tamb.m c1amadas de ti-o social?comunitário, . um t-ico

-roduto do Estado de 9em?Estar 5ocial! #rata?se, afinal, de investir no atendimento s necessidades básicas da -o-ula%&o e na garantia dos direitos fundamentais!

8 -rinci-al -roblema a-ontado . /ue tais a%4es, -or sua -r6-ria nature3a, n&o t2m destinatários individuali3ados e n&o s&o -assveis de verifica%&o /uanto aos resultados, acabando -or serem inevitavelmente deslegitimadas como insuficientes, e$atamente -or n&o serem ca-a3es de -rodu3ir, sub0etivamente, mais seguran%a!

(c) revenç$o integrada

 ; id.ia da "-reven%&o integrada* sugere, a -artir da combina%&o de elementos da -reven%&o situacional e social, a elabora%&o de uma s.rie de modalidades de -reven%&o com base em dois gru-os de crit.rios ou duas diferentes dimens4es /ue se intercru3am!

 ; -rimeira dimens&o recu-eraria uma distin%&o 0á utili3ada em medicina entre -reven%&o (a) prim)ria,

(b) secund)ria e (c) terci)ria, referentes  es-ecificidade dos destinatários e indicando

res-ectivamente -olticas dirigidas (a)  generalidade dos cidad&os ou situa%4es, (b) aos gru-os ou áreas considerados mais -ro-riamente "de risco* e su0eitos  incid2ncia da criminalidadeB e (c) /ueles 0á incursos em uma se/u2ncia de com-ortamentos desviantes ou de vitimi3a%&o!

á o segundo gru-o de crit.rios diferencia a -reven%&o conforme orientada es-ecificamente (a)

aos autores de comportamentos desviantes, (b) 7s situações)reas de risco e (c) 7s v5timas em  potencial ou concretas! Combinando?se as duas -ers-ectivas, tem?se  nove combina%4es /ue

com-4em o /ue se c1ama de -olticas de prevenç$o integrada!

Polticas orientadas aos autores -odem ser prim)rias, /uando a-licadas de forma gen.rica a toda a

-o-ula%&o ' atrav.s de cam-an1as educativas e -ela -a3, -or e$em-lo 'B secund)rias  /uando

focadas em um determinado gru-o considerado como "de risco*, -or e$em-lo atrav.s da recu-era%&o de to$ico?de-endentesB ou terci)rias, se voltadas diretamente  reada-ta%&o de egressos do sistema

-risional, -rogramas com menores infratores, reincidentes em geral, e assim -or diante!

Polticas de -reven%&o orientadas 7s situações ou )reas de risco tamb.m -odem ser prim)rias, secund)rias ou terci)rias conforme se refiram, res-ectivamente, a uma área gen.rica, a regi4es de

risco ou a 3onas es-ecficas nas /uais 0á se ten1a a incid2ncia de uma alta ta$a de criminalidade!

Por fim, a -reven%&o orientada 7s v5timas . prim)ria /uando se tem -or destinatário toda a -o-ula%&o

tomada como vtima em -otencial ' e$em-lo recorrente neste -onto . a cartil1a -ara "evitar assaltos* ', .

secund)ria  /uando considera gru-os de -essoas sob risco concreto de vitimi3a%&o ' -or e$em-lo,

mul1eres so3in1as  noite, e . terci)ria /uando trabal1a com a/ueles /ue 0á -assaram -or tal e$-eri2ncia!

ME!O !O CRIME

#ema dos mais atuais no Smbito da criminologia crtica, trata?se de desconstruir o "medo do crime* como

(27)

sentimento e  percepç$o eminentemente individual! #rata?se da dimens&o  su(@etiva da

inseguran%a e /ue a define em sua ess2ncia7 como sentimento!

 ; inseguran%a o(@etiva seria o risco "real* de vitimi3a%&o, en/uanto a su(@etiva seria tal

-erce-%&o individual de riscos, n&o necessariamente corres-ondendo  -rimeira!

8 a-orte crtico demonstra n&o 1aver /ual/uer linearidade entre a -robabilidade "ob0etiva* de vitimi3a%&o em determinado conte$to e o sentimento maior ou menor de inseguran%a ' a -erce-%&o individual dos riscos ' da -o-ula%&o do mesmo local! Em outras -alavras, n&o 1á rela%&o direta entre as altera%4es nas ta$as de criminalidade e a -erce-%&o sub0etiva de inseguran%a, sendo esta o -roduto de uma constru%&o social bastante com-le$a dentro da /ual o risco real de vitimi3a%&o, se0a /ual for, ocu-a um -a-el relativamente marginal!

]UEST^ES PARA RE&IS#O

)Peri,o Crimina3 -.$/01 En,ende>se or 7i,imia89o se*2ndria o2 sore7i,imia89o a<2e3a: a0 Pro7o*ada e3o *ome,imen,o do *rime e e3a *ond2,a 7io3adora dos direi,os da 75,ima roor*ionando danos ma,eriais e morais or o*asi9o do de3i,o1

0 ]2e n9o *on*orre2 de forma a3+2ma ara a o*orr=n*ia do *rime1

*0 ]2e de modo 7o32n,rio o2 imr2den,e *o3aora *om o Qnimo *riminoso do a+en,e1

d0 ]2e o*orre no meio so*ia3 em <2e 7i7e a 75,ima e é *a2sada e3a fam53ia or  +r2o de ami+os e,*1

e0 Ca2sada e3os ?r+9os formais de *on,ro3e so*ia3 ao 3on+o do ro*esso de re+is,ro e a2ra89o do de3i,o median,e o sofrimen,o adi*iona3 +erado e3o f2n*ionamen,o do sis,ema de erse*289o *rimina31

)In7es,i+ador de Po35*ia -.$/01 ]2ando o*orre a fa3,a de amaro da fam53ia dos *o3e+as de ,raa3@o e dos ami+os e a r?ria so*iedade n9o a*o3@e a 75,ima in*en,i7ando>a a n9o den2n*iar o de3i,o s a2,oridades o*orrendo o <2e se *@ama de *ifra ne+ra es,>se dian,e da 7i,imia89o:

a0 *ara*,eriada 0 des*ara*,eriada *0 se*2ndria

d0 rimria

(28)

e0 ,er*iria

)!e3e+ado de Po35*ia -.$/01 A re7en89o *rimina3 <2e es, 7o3,ada  se+2ran8a e <2a3idade de 7ida a,2ando na rea da ed2*a89o emre+o sa4de e moradia *on@e*ida 2ni7ersa3men,e *omo direi,os so*iais e <2e se manifes,a a médio e 3on+o raos é *@amada e3a *rimino3o+ia de re7en89o:

a0 rimria 0 indi7id2a3 *0 se*2ndria d0 es,r2,2ra3 e0 ,er*iria

)A,enden,e de Ne*ro,ério -.$/01 A re7en89o ,er*iria *onsis,e em:

a0 Pro+ramas des,inados a *rian8as e ado3es*en,es de resis,=n*ia ao *ons2mo de dro+as e

 7io3=n*ia domés,i*a1

0 A,2a89o or meio de a8es o3i*iais sore os +r2os <2e aresen,am maior  ris*o de sofrer o2 de ra,i*ar de3i,os1

*0 A,2a89o or meio de 2ni89o eem3ar do de3in<2en,e em 43i*o *omo meio de in,imida89o aos demais *riminosos1

d0 Pro+ramas des,inados a re7enir a rein*id=n*ia ,endo or 43i*o>a37o o reso e o e+resso do sis,ema risiona31

e0 Pro+ramas des,inados a *riar os ress2os,os a,os a ne2,ra3iar e iniir as *a2sas da *rimina3idade1

)CEI0 No <2e *on*erne  7i,imo3o+ia e  2s,i8a res,a2ra,i7a assina3e a a3,erna,i7a INCORRETA:

a0 A 7i,imo3o+ia ,radi*iona3 2s*o2 ori+inariamen,e iden,ifi*ar de,erminada ar*e3a de resonsai3idade da r?ria 75,ima ara a o*orr=n*ia do *rime o <2e emasa as ,eorias *rimino3?+i*as da oor,2nidade1

0 !en,re os mo7imen,os <2e defendem o res+a,e da imor,Qn*ia da 75,ima es, o da 2s,i8a res,a2ra,i7a <2e 7isa o,er o erd9o da 75,ima e faer *om <2e o a2,or se arreendade se2 a,o1

(29)

da 75,ima *om o sis,ema de 2s,i8a *rimina31

d0 A 7i,imo3o+ia *r5,i*a *ara*,eria>se or in7es,i+ar a *ons,r289o so*ia3 de es,ere?,ios e aeis em *omo or den2n*iar a se3e,i7idade dos ro*essos de 7i,imia89o1

e0 Por 7i,imia89o ,er*iria en,ende>se o ro*esso de 7i,imia89o de*orren,e da es,i+ma,ia89o or ar,e da *om2nidade em re3a89o  75,ima1

)CEI0 Sore <2es,es *on*ernen,es  7i,imo3o+ia e aos ro*essos de 7i,imia89o assina3e a asser,i7a CORRETA:

a0 A 7i,imo3o+ia ,radi*iona3 ,em or *ara*,er5s,i*a o es,2do dos ro*essos de 7i,imia89o rimria se*2ndria e ,er*iria1

0 A dis*rimina89o sofrida e3a 75,ima e3a s2a r?ria *om2nidade se insere *omo *omonen,e dos ro*essos de 7i,imia89o se*2ndria1

*0 !e a*ordo *om a 7i,imo3o+ia *r5,i*a o res+a,e do ae3 das 75,imas de *rime na reso3289o de *onf3i,os de7e ser reei,ado or ser 2m es,5m23o  7in+an8a ri7ada1 d0 O ,ra,amen,o 2r5di*o>ena3 dado e3a Lei $$1/.Y. )Lei Maria da Pen@a0 s 75,imas e aos a+ressores em *on,e,o de 7io3=n*ia domés,i*a *on,ra a m23@er se ade<2a s remissas e rin*5ios da 2s,i8a res,a2ra,i7a1

e0 A 7i,imo3o+ia osi,i7is,a é *ri,i*ada or *on,a da *ons,r289o e rerod289o de es,ere?,ios <2e resonsai3iam as r?rias 75,imas e3os danos sofridos1

)!e3e+ado de Po35*ia -.$$01 O mo7imen,o (3ei e ordemD e a ,eoria das (ane3as <2eradasD )(roZen indosD0 defendem <2e e<2enas infra8es <2ando ,o3eradas odem 3e7ar  r,i*a de de3i,os mais +ra7es1 O ,e,o se refere :

a0 Crimino3o+ia radi*a31 0 !efesa so*ia31

*0 To3erQn*ia ero1

d0 Es*o3a re,ri2*ionis,a1

(30)

e0 Lei de sa,2ra89o *rimina31

)MPSC -..H01 Asser,i7as ara an3ise se s9o 7erdadeiras o2 fa3sas:

) F 0 En,ende>se or *ifra ne+ra da *rimina3idade o *on2n,o de *rimes *2a 7io3=n*ia rod2 e3e7ada reer*2ss9o so*ia31

) & 0 Se+2idor da an,roo3o+ia *rimina3 Lomroso en,endia <2e @a7ia 2m ,io @2mano irresis,i7e3men,e 3e7ado ao *rime or s2a r?ria *ons,i,2i89o de 2m 7erdadeiro *riminoso na,o1

) F 0 O ao3i*ionismo ena3 *onsis,e em mo7imen,o eressi7o no *amo da *rimino3o+ia *2a form23a89o ,e?ri*a e o35,i*a reside no en*o3@imen,o da 3e+is3a89o ena31

) & 0 O mo7imen,o da (3ei e ordemD *2a ideo3o+ia é es,ae3e*ida e3a reress9o f23*rada no 7e3@o re+ime 2ni,i7o>re,ri2,i7o orien,a *omo so3289o ara o *on,ro3e da *rimina3idade a *ria89o de ro+ramas do ,io (,o3erQn*ia eroD1

) & 0 Pro+ramas do ,io (,o3erQn*ia eroD s9o es,im23ados e3o fra*asso das o35,i*as 43i*as de resso*ia3ia89o dos aenados 2ma 7e <2e os 5ndi*es de rein*id=n*ia a *ada dia es,9o mais a3,os1

)CEI0 Sore *rimino3o+ia assina3e a a3,erna,i7a *orre,a:

a0 A ,eoria da asso*ia89o diferen*ia3 era ,amém *on@e*ida *omo ,eoria da arendia+em re*oniando <2e o *omor,amen,o *riminoso é de*orren,e da desor+ania89o so*ia3 r?ria do meio 2rano1

0 Se+2ndo o osi,i7ismo *rimino3?+i*o o ser @2mano é do,ado de 3i7re ar5,rio e o *rime

é *omreendido *omo 2ma 7io3a89o do *on,ra,o so*ia31

*0 A *rimino3o+ia *r5,i*a e radi*a3 defende a ideia de <2e a ris9o ode ser  imedia,amen,e ao3ida em fa*e de s2a desne*essidade *onsiderando <2e  @oe 2m +rande er*en,2a3 de de3i,os n9o *@e+a se<2er a ser oe,o de re+is,ro ofi*ia31

d0 A *rimino3o+ia *r5,i*a fi*o2 @is,ori*amen,e *on@e*ida ,amém *omo ,eoria do e,i<2e,amen,o o2 da ro,23a89o so*ia31

e0 O *on*ei,o de ro*esso de *rimina3ia89o é 2m dos rin*iais oe,os de es,2do da *rimino3o+ia *r5,i*a1

)CEI0 Assina3e a asser,i7a <2e asso*ia CORRETAMENTE a ,eoria *rimino3?+i*a indi*ada *om 2ma

Referências