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FEA/USP, Terça 24mar15

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Academic year: 2021

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(1)

José Eli da Veiga

FEA/USP,

Terça 24mar15

(2)
(3)

* Prólogo - Duas definições

a) 1871-1971: Cem anos de confusão

b) 1975-2005: Trinta anos de retomada

=>

Três correntes

c)

2006

-....: Duas promissoras controvérsias

(4)

* Prólogo - Duas definições

* Epílogo – Qual revolução?

“Estado da Arte”: Promissoras controvérsias

[

1871-1971: Cem anos de confusão]

(5)

Darwinismo

paradigma científico que permite explicar

a evolução de sistemas populacionais complexos

- pelo aumento da frequência de ‘entidades’ com maior aptidão

(fitness) mediante herança de instruções replicadas, em processo

caracterizado por:

- a)

variação muito dependente do acaso (

cega/aleatória?

);

- b)

seleção imposta por necessidade (

quão determinística?

);

- c)

replicação/transmissão inter-geracional das variações

selecionadas (adaptação) (

precedência?

)

(6)

Humanidades

os conhecimentos organizados em

disciplinas

que tratam dos

aspectos do ser humano como indivíduo e como ser social.

Umas

18, das quais 12 incluem abordagens darwinistas

:

administração, antropologia, arqueologia,

artes, comunicação social, contabilidade,

direito, ciência política, economia, filosofia,

geografia, história, letras, linguística,

pedagogia, psicologia, relações internacionais,

e sociologia.

(7)
(8)
(9)

»

Final da página 29

:

»

“Considerando como a biologia evolucionista é similar

à ciência histórica e como é diferente da física em

conceitualização (sic) e metodologia,

»

não surpreende que seja tão difícil, de fato quase

impossível, traçar uma linha definida entre as

ciências naturais e as humanidades.

»

Alguém poderia, por exemplo, posicionar essa linha

entre a biologia funcional e a biologia evolucionista,

anexando a biologia funcional às ciências naturais e a

biologia evolucionista à ciência da história.”

(10)
(11)
(12)
(13)
(14)
(15)

“(...) o desenrolar da relação entre

darwinismo e humanidades tende a sugerir

que, por mais que possa demorar,

deixará de existir

clivagem epistemológica

entre as ciências da vida

e as ciências sociais.

(16)

 Darwinismo Parcial (

analogias

)

Nelson e Winter

(econ)

 Darwinismo Universal:

www.universaldarwinism.com/

Richard Dawkins (bio), Daniel Dennet (filo), John Campbell (ret), Susan

Blackmore (psi), Karl Friston (neur);

[ + os físicos quânticos: David Deutsch, Lee Smolin e Wojciech Zurek ].

(17)

Promissoras

controvérsias

(18)
(19)

Por uma nova “Síntese Evolucionária”,

que chamam de “Alargada”

(20)

teoria padrão vai muito bem, obrigado,

pois as novas descobertas evocadas pelos

contestadores podem muito bem ser

acomodadas

na

(21)

Síntese Moderna (1937-1947)

Capítulo 7 de Biologia, Ciência Única;

Ernest MAYR (2004):

“A maturação do darwinismo”

1932: síntese “fisheriana” (entre geneticistas)

1947: (origem e significado da biodiversidade)

Restou desacordo sério sobre o “objeto da seleção”:

“holista” = indivíduo vs. “reducionista” = frequência gênica

(22)

1) “viés de desenvolvimento” : variações

genéticas são menos aleatórias do que

supõe a Síntese Moderna, pois é

frequente que sejam influenciadas por

desenvolvimentos físicos.

2) “plasticidade”: alterações fenotípicas que

precedem as variações genéticas,

consolidando só mais tarde uma

adaptação. Em alguns casos, muitas

gerações depois.

(23)

3) “construção de nicho”: organismos também

enviesam a seleção ao co-orientarem sua

própria evolução pela alteração sistemática de

seus ambientes.

4) “

herança epigenética”: quando a

transmissão de traços de uma geração

para outra não se dá via DNA.

(24)

OK, em certas circunstâncias, a ocorrência

desses quatro fenômenos altera o processo

evolucionário.

Mas isso não interfere na essência do paradigma.

E dobram a aposta: uma eventual nova

síntese deveria ser ainda

mais “alargada”

do

que a pretendida, pois

há muitas outras

novas descobertas

além das quatro citadas.

Só que o nome dessa síntese deveria ser

(25)

a) O debate s/

“aptidão inclusiva”

na Nature

b)

SuperCooperadores

: a biologia matemática

(Nowak)

c) Evolução

em quatro dimensões

(Jablonka & Lamb)

(26)
(27)
(28)
(29)

2006:

Five rules for the evolution of cooperation

”,

Science

314: 1560-63

2011:

(com Roger Highfield)

SuperCooperators – Altruism, Evolution, and

Why We Need Each Other to Succed

, Free Press

2012:

“Why we help”

-

Scientific American

, July, p. 34-39

(30)

“Far from being a nagging exception to the rule of evolution,

cooperation has been one of its primary architects”

EVOLUÇÃO DA COOPERAÇÃO: “Cinco Regras”

»

RD (

DR

): Reciprocidade Direta (

direct reciprocity

);

»

RI (

IR

): Reciprocidade Indireta (

indirect reciprocity

);

»

Seleção de Parentesco (

kin selection

) (SP -

KS

);

»

RR (

NR

): Reciprocidade em Rede (

network reciprocity

);

»

Seleção de Grupo (

group selection

) SG (

GS

).

»

NB: 5 regras que se desdobrariam em 11 mecanismos,

(31)

“individual” (inclui “de parentesco”)

+

“de grupo”

“nas redes” (espacial)

(32)

Tradução

(33)

Evolução em Quatro Dimensões

DNA, Comportamento e História da Vida

Eva

Jablonka

e Marion J.

Lamb

(2005)

 1) Variação genética: cega, dirigida ou interpretativa?

 2) Os sistemas de herança epigenéticos

 3)

Três sistemas de herança comportamentais

 (

por transferência de substâncias; por aprendizado

socialmente mediado pela observação de indivíduos mais

experientes; e por imitação)

(34)
(35)
(36)

www.zeeli.pro.br

[email protected]

(37)
(38)

a)

1871-1971: Cem anos de confusão

b) 1975-2005: Trinta anos de retomada

(39)

1871: Darwin, The descent of man

Cap 5 – p.ex: Walter Bagehot (1867-9)

Evolucionismo “clássico” com três expoentes no século 19:

Herbert Spencer (1820-1903), Lewis Henry Morgan (1818-1881)

Edward Burnett

Tylor

(1832-1917)

Fortíssima “reação anti-evol” liderada pelo eclético “culturalista” Franz

Boas

(1858-1942)

(1932, 1940)

.

Novo e simultâneo impulso do

evolucionismo

:

V. Gordon Childe (1925, 1954),

Leslie

White

(1943, 1975)

e

Julian

Steward

(1949, 1977)

;

+ Talcott

Parsons

(1937, 1956)

(

em Harvard de 1927 até 1973

)

com seu tão influente “

funcionalismo evolucionário

”, também

(40)

Exceções darwinistas

(derrotadas ou ignoradas):

1881 – Piotr

Kropotkin

, Ajuda mútua, um fator de evolução”

1891 - Edward

Westermarck

: britânico de origem finlandesa, primeiro professor do departamento de sociologia da LSE, publicou em 1891 três volumes sobre a história dos casamentos humanos, seguidos de outros dois sobre as origens e o desenvolvimento das ideias morais (1906 e 1908). 1896 - David George

Ritchie

: “Social Evolution”, International Journal of Ethics

1896, 6(2): 165-181 (Chegou a destacar a transmissão dos “hábitos” por

imitação, e não por instinto, como a essência do contraste entre herança social e hereditariedade biológica e origem mais remota das “instituições”

como foco do processo de seleção cultural/social).

1899 - Thorstein

Veblen

, Teoria da Classe Ociosa, Um estudo econômico das

instituições (mudança do subtítulo em 1908 in the Evolution of Institutions)

1915 - Albert Galloway

Keller

: Societal Evolution: A Study of the Evolutionary

(41)
(42)

Eugenia:

termo criado em 1883 por Francis Galton

(1822-1911), significando "bem nascido". Galton definiu

eugenia como ‘o estudo dos agentes sob o

controle social que podem melhorar ou

empobrecer as qualidades raciais das futuras

gerações seja física ou mentalmente’. O tema é

bastante controverso

(?)

, particularmente após o

surgimento da eugenia nazista, que veio a ser

parte fundamental da ideologia de ‘pureza racial’,

(43)

Síntese Moderna (1930-1950)

Capítulo 7 de Biologia, Ciência Única;

Ernest MAYR (2004):

“A maturação do darwinismo”

1932: síntese “fisheriana” (entre geneticistas)

1947: (origem e significado da biodiversidade)

Restou desacordo sério sobre o “objeto da seleção”:

“holista” = indivíduo vs. “reducionista” = frequência gênica

(44)

Precursores:

1960: Donald CAMPBELL ,“Blind variation and selective

retention”, Psychological Review, 67 (6): 380-400

1962: Vero Copner WYNNE-EDWARDS: Animal Dispersion in

Relation to Social Behaviour. Edinburgh: Oliver & Boyd

1964: William D.

HAMILTON

The genetical evolution of social behaviour, I, II

”,

Journal of Theoretical Biology, 7: 1-52

(45)

Precursores (cont):

1971: Robert L. TRIVERS

“The evolution of

reciprocal altruism

”,

The Quarterly Review of Biology, 46 (1): 35-57

1974: Richard D. ALEXANDER “The Evolution of Social

Behavior”, Annual Review of Ecology and

Systematics, 5: 325-383

{ Luca CAVALLI-SFORZA (1971) “Similarities and

dissimilarities of sociocultural and biological

evolution” }

(46)

Edward O. WILSON:

(* 1971: The Insect Societies: último capítulo)

1975:

Sociobiology,

The New Synthesis

(Cap.27, pp. 547-575)

Dez anos de diferentes polêmicas:

(Barash, 1982) X (Sahlins, 1980), (Gould & Lewontin, 1979) (A. Giddens 1981, 1984)

1981

: Robert AXELROD & William D. HAMILTON

The Evolution of Cooperation

Science, New Series, Vol. 211, No. 4489. (Mar. 27, 1981), pp. 1390-1396. (5.771) 1984: Livro do Axelrod c/o mesmo título (22.109)

 O “toma-lá-dá-cá” (TfT) nas simulações computacionais

 A robustez da reciprocidade

(47)

Segunda metade dos 1980:

1988:

HBES

-

Human Behavior and Evolution Society

-

www.hbes.com

c/sua revista Evolution & Human Behavior, que

retomou a antiga “Ethology & Sociobiology” (desde os anos 1970...)

1986: ISBE - International Society for Behavioral Ecology,

c/periódico

. Behavioral Ecology

www.behavecol.com

, desde 1990.

1986: ISS: International Joseph A. Schumpeter Society –

(48)

Psicologia

: Steven Pinker ; Leda Cosmides e John Tooby

Antropologia

: Robert Boyd e Peter J. Richerson;

William H. Durham (coevolução gene/cultura)

Arqueologia

: Robert Dunnel

Economia

: Richard R. Nelson e Sidney Winter ;

Geoffrey Hodgson ; Samuel Bowles e Herbert Gintis

Sociologia

:

Joseph Lopreato e Timothy Crippen

;

W. G. Runciman ; Stephen K. Sanderson

Ciência Política & RI (“História”)

: Francis Fukuyama ;

George Modelsky ; William R. Thompson

Filosofia

: Elliot

Sober

; Daniel

Dennet

; David L.

Hull

(Geografia: Ron A. Boschma e Jan G. Lambooy)

Referências

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