Nos termos e para os efeitos do disposto, designadamente, nos artigos 9º, 12º e 196º do Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, informa-se que este texto está protegido por direitos de autor, encontrando-se registado na Inspecção Geral das Actividades Culturais com o nº 5048/2009, e depositado na Biblioteca Nacional sob o nº 301043/09.
A motivação e valorização dos colaboradores determinam o sucesso de uma Organização. Os resultados estão directamente ligados com o comprometimento dos colaboradores com a cultura, valores, missão e objectivos da Organização, para além obviamente das suas competências técnicas e profissionais. Deve ser uma prioridade da Organização todas as questões referentes à qualidade do ambiente e das condições de trabalho que são proporcionadas aos seus colaboradores, nomeadamente, nas vertentes da Segurança e Saúde.
A certificação de Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) de acordo com a norma OHSAS 18001 | NP 4397 promove um ambiente de trabalho saudável e seguro, permitindo às organizações melhorar o seu desempenho de SST de uma forma consistente, contribuindo para reforçar a confiança na sua responsabilidade social.
A APCER, com a certificação de Sistemas de Gestão de SST, empenha-se em contribuir de forma activa para a melhoria das condições de trabalho. A publicação do presente guia interpretativo tem como finalidade disponibilizar informação técnica actualizada sobre a nossa perspectiva da norma OHSAS 18001 | NP 4397 enquanto referencial de certificação, reflectindo uma experiência acumulada em sete anos e em mais de duzentas empresas certificadas.
A APCER agradece o empenho e disponibilidade de todos os que colaboraram na elaboração do presente Guia, fazendo votos para que este documento seja útil a todos os que estão envolvidos na implementação de Sistemas de Gestão de SST nas organizações, melhorando as condições de trabalho e credibilizando a certificação em Portugal.
Porto, Abril de 2010
PREFÁCIO
4
A EQUIPA
COORDENAçãO
REDACçãO
REvISãO
Maria Tyssen Segurado e Rui Oliveira
André Ramos Leonor Lapa
Maria Tyssen Segurado Pedro Fernandes Pedro Severino Ricardo Teixeira Rita Batista
Ângelo Tavares
António Aragão Frutuoso António Nascimento Cristina Barbosa Cristina Effertz Fernando Quintas Joana dos Guimarães Sá João Carlos Costa José Frazão Guerreiro José Sales Grade Paulo Mendes Paulo Miguel Pedro Ribeiro
Rui Nascimento Marques Rui Oliveira
INTRODUçãO E OBJECTIvOS COMO UTILIZAR ESTE GUIA ABREvIATURAS
DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
PARTE A: A NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 – ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA E SAÚDE DO TRABALHO PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E A CONFORMIDADE LEGAL PARTE B: OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 – GUIA INTERPRETATIvO
INTRODUçãO
1. OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO 2. REFERÊNCIAS NORMATIvAS
3. TERMOS E DEFINIçÕES
4. REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTãO DA SST 4.1 REQUISITOS GERAIS
4.2 POLÍTICA DA SST 4.3 PLANEAMENTO
4.3.1 IDENTIFICAçãO DOS PERIGOS, APRECIAçãO DO RISCO E DEFINIçãO DE CONTROLOS 4.3.2 REQUISITOS LEGAIS E OUTROS REQUISITOS
4.3.3 OBJECTIvOS E PROGRAMA(S) 4.4 IMPLEMENTAçãO E OPERAçãO
4.4.1 RECURSOS, FUNçÕES, RESPONSABILIDADES, RESPONSABILIZAçãO E AUTORIDADE 4.4.2 COMPETÊNCIA, FORMAçãO E SENSIBILIZAçãO
4.4.3 COMUNICAçãO, PARTICIPAçãO E CONSULTA 4.4.3.1 COMUNICAçãO
4.4.3.2 PARTICIPAçãO E CONSULTA 4.4.4 DOCUMENTAçãO
4.4.5 CONTROLO DOS DOCUMENTOS
7 9 10 10 13 14 15 16 16 18 19 25 26 26 27 27 27 27 33 36 36 43 45 48 48 50 53 54 57 59 61
ÍNDICE
COMO UTILIZAR ESTE GUIA
ABREvIATURAS
DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
INTRODUçãO
E OBJECTIvOS
8
Este guia não define orientações sobre a forma de implementação de um sistema de gestão da segurança e saúde do trabalho. Esse objectivo é assegurado em parte pelas linhas de orientação definidas na norma OHSAS 18002 | NP 4410. A norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 é aplicável a qualquer Organização permitindo que o cumprimento dos requisitos possa ser assegurado mediante a adopção de diferentes soluções adequadas às organizações. A competência da APCER, enquanto organismo de certificação, não é decidir qual a melhor solução, mas avaliar se as práticas observadas na Organização são eficazes para cumprir os seus objectivos e assegurar o cumprimento dos requisitos normativos. Enquanto certificadores e auditores de terceira parte é fundamental, para o exercício credível da nossa actividade, mantermos a independência, a imparcialidade e a abertura de espírito, que nos permita avaliar cada sistema da segurança e saúde do trabalho no contexto específico da Organização.
De modo a constituir uma visão partilhada, este guia foi elaborado e revisto por um conjunto alargado de pessoas, abrangendo colaboradores internos e auditores da APCER, que lidam regularmente com processos de análise, auditoria e decisão de certificação segundo a norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008.
O presente guia interpretativo tem como finalidade partilhar a perspectiva e experiência da APCER na actividade de certificação de sistemas de gestão da segurança e saúde do trabalho de acordo com a norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008.
A APCER desenvolve esta actividade desde 2002, inicialmente com as versões OHSAS 18001:1999 | NP 4397:2001, num conjunto alargado de organizações nos vários sectores económicos, primário, industrial, comércio e serviços e em grandes, médias e pequenas organizações públicas ou privadas.
Atendendo a que a norma NP 4397:2008 é uma tradução da norma OHSAS 18001:2007, a APCER emite os seus certificados mencionando ambos os referenciais, para que as organizações certificadas vejam o seu certificado reconhecido a nível nacional e internacional.
Providenciar uma base de entendimento comum e partilhada entre a APCER e as partes interessadas, da nossa perspectiva sobre a norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 como referencial de certificação.
Comunicar a experiência da APCER na certificação segundo este referencial, informando sobre as não conformidades mais frequentes e exemplos práticos.
Comunicar as expectativas da APCER no processo de avaliação do sistema e na procura de evidências.
Informar sobre aspectos relevantes do processo de certificação e normas relacionadas.
ESTE GUIA TEM COMO OBJECTIvO
As não conformidades identificadas correspondem a um levantamento exaustivo das situações mais frequentes detectadas em processos de certificação OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008, tendo sido retiradas todas as referências que pudessem pôr em causa a confidencialidade dos processos de certificação.
INTRODUçãO E OBJECTIvOS
01
Este guia é constituído por duas partes (A e B), sendo na parte A feito um enquadramento, a título informativo, das OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008, face a outras normas e respectivo processo de certificação
A interpretação da norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 é apresentada na Parte B deste Guia.
Em relação à Introdução e às secções 1, 2 e 3 das OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 é feita uma breve explicação sob a informação nelas contida e o modo como se articulam com a secção 4.
A interpretação centra-se na secção 4 da norma, “Requisitos do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho”, que é utilizada em auditoria para avaliar o sistema de gestão. A interpretação é feita por subsecção, tendo sempre em perspectiva que uma abordagem sistemática implica a existência de inter-relações entre subsecções, pelo que a interpretação de uma subsecção não pode ser efectuada isoladamente. A interpretação divide-se em quatro aspectos fundamentais:
Finalidade – Qual o propósito que a subsecção visa alcançar.
Interpretação – A interpretação da APCER, definida na perspectiva da avaliação
e certificação de sistemas de gestão. Esta interpretação pode ser suportada em exemplos, quando oportunos e complementada com recomendações. Os exemplos e recomendações não são vinculativos, pretendendo apenas referir eventuais boas práticas ou outras situações relevantes.
Evidências – Requeridas, necessárias ou expectáveis da implementação, realização,
actualização e controlo das actividades/processos associados ao cumprimento dos requisitos em análise, segundo as metodologias de auditoria definidas na NP EN ISO 19011:2003.
COMO UTILIZAR ESTE GUIA
10
EA – Equipa auditora
EMM – Equipamento(s) de medição e monitorização EPC – Equipamento de Protecção Colectiva
EPI – Equipamento de Protecção Individual ILO – International Labour Organization
ISO – International Organization for Standardization OHSAS – Occupational Health and Safety Assessment Series PDCA – Planear-Executar-verificar-Actuar (Plan-Do-Check-Act) RIA – Rede de Incêndio Armada
SGSST – Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho SST – Segurança e Saúde do Trabalho
Para a elaboração do presente guia foram consultados os seguintes documentos:
NP EN ISO 9000:2005 – Sistemas de gestão da qualidade – Fundamentos e vocabulário;
NP 4397:2008 – Sistemas de gestão da segurança e saúde do trabalho – Requisitos;
OHSAS 18001:2007 – Occupational health and safety management systems
– Requirements;
OHSAS 18002:2008 – Occupational health and safety management systems
– Guidelines for the implementation of OHSAS 18001:2007;
Guia Interpretativo NP EN ISO 9001:2000 da APCER; Guia Interpretativo NP EN ISO 14001:2004 da APCER;
NP EN ISO 19011:2003 – Linhas de orientação para auditorias a sistemas de gestão da qualidade e/ou de gestão ambiental.
GUIA INTERPRETATIvO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
ABREvIATURAS
“Nós somos aquilo que fazemos repetidamente.
Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.”
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA
E SAÚDE DO TRABALHO
PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 |
NP 4397:2008
A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO
A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
E A CONFORMIDADE LEGAL
PARTE A
A NORMA OHSAS
18001:2007 | NP 4397:2008
ENQUADRAMENTO E
INFORMAçÕES GERAIS
14
A norma OHSAS 18001 é elaborada pelo OHSAS Project Group, uma associação internacional de organismos de normalização nacionais, organismos de certificação, organismos de acreditação, institutos de segurança e saúde, associações industriais, consultores e agências governamentais.
A norma OHSAS 18001 foi inicialmente publicada em 1999, tendo sido sujeita em 2005 a uma revisão sistemática de modo a determinar a necessidade de rever o referencial. A revisão sistemática concluiu que a norma deveria ser revista, para estar perfeitamente alinhada com a ISO 14001:2004, tendo os trabalhos respectivos originado a 2ª edição, a norma OHSAS 18001:2007.
Em 2000 foi publicada a norma OHSAS 18002, com o intuito de fornecer orientações para a implementação de um SGSST de acordo com a norma OHSAS 18001. Esta norma foi revista em 2008 para acompanhar a revisão de 2007 da OHSAS 18001. A família de normas OHSAS é aplicável à gestão da segurança e saúde do trabalho, isto é, ao modo como uma Organização controla os seus riscos da SST e melhora o seu desempenho em matéria de SST.
Em Portugal, o Instituto Português da Qualidade (IPQ) é o Organismo Nacional de Normalização (ONN), coordenando a actividade de normalização. A normalização pode ser desenvolvida com a colaboração de Organismos de Normalização Sectorial (ONS), reconhecidos pelo IPQ para o efeito.
No domínio da segurança e saúde dos trabalhadores, a CERTITECNA é o Organismo de Normalização Sectorial (ONS), constituindo a interface entre as Comissões Técnicas (CT) e o IPQ.
A CT 42 (Comissão Técnica – Segurança e Saúde do Trabalhador) abrange diversas áreas nomeadamente os SGSST, os equipamentos de protecção individual, a exposição nos locais de trabalho e a ergonomia. A CT 42 está organizada em quatro subcomissões, indicadas no quadro abaixo:
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA
E SAÚDE DO TRABALHO
CT 42 – SUBCOMISSÕES SC 1 Equipamentos de protecção individual SC 2 Exposição ocupacional
SC 3 Ergonomia SC 4 Sistemas de gestão
A SC 4 (Subcomissão de sistemas de gestão) da CT 42 foi criada em 2000 para produzir o conjunto de normas portuguesas relativas aos SGSST. Este objectivo foi conseguido através da tradução e adaptação das normas OHSAS 18001 e OHSAS 18002 tendo em conta as necessidades sentidas e manifestadas por diversos sectores de actividade e o consenso técnico gerado na própria subcomissão. A SC 4 produziu as normas NP 4397 (Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho – Requisitos) e NP 4410 (Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho – Linhas de orientação para a implementação da norma NP 4397).
PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007
| NP 4397:2008
ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
As normas OHSAS 18001 | NP 4397 e OHSAS 18002 | NP 4410 são normas genéricas de sistemas de gestão, o que significa que são aplicáveis a organizações de todo o tipo e dimensão, quaisquer que sejam os seus produtos e sectores de actividade e em qualquer ponto do globo.
Tal como mencionado, a norma OHSAS 18001, inicialmente publicada em 1999, foi revista no sentido de a alinhar com a ISO 14001:2004. Após a publicação da OHSAS 18001:2007, iniciaram-se os trabalhos de revisão da NP 4397:2001, que resultaram na publicação da NP 4397:2008.
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 tem um enfoque no esclarecimento da primeira edição e teve em consideração os requisitos das normas ISO 9001, ISO 14001 e do documento Linhas de Orientação ILO-OHS (Organização Internacional do Trabalho), bem como de outras normas e publicações sobre SGSST para aumentar a compatibilidade destas normas em benefício dos utilizadores.
02
Atribuição de maior importância à componente “saúde dos trabalhadores”.
Melhoria significativa do alinhamento com a norma ISO 14001 em toda a sua extensão e compatibilidade melhorada com a norma ISO 9001.
Inclusão de novas definições e revisão de algumas definições existentes. Por exemplo, o termo “risco tolerável” foi substituído pelo termo “risco aceitável” (ver 3.1) e o termo “acidente” foi incluído no termo “incidente” (ver 3.9). A definição do termo “perigo” deixou de se referir aos “danos à propriedade ou aos danos ao ambiente do local de trabalho” (ver 3.6), referindo-se aos “danos” em termos de lesões ou ferimentos para o corpo humano ou danos para a saúde, ou uma combinação destes.
AS PRINCIPAIS ALTERAçÕES CONTEMPLADAS NA NOvA EDIçãO DA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 SãO AS SEGUINTES:
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA E SAÚDE DO TRABALHO | PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 | A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410 | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO | A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E A CONFORMIDADE LEGAL
16
A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS
A OHSAS 18002 | NP 4410 tem como finalidade apoiar as organizações que pretendem implementar ou melhorar um SGSST e consequentemente melhorar o seu desempenho da SST. A norma contém exemplos, descrições e opções que ajudam a Organização a implementar e melhorar o SGSST e não pretende interpretar os requisitos da OHSAS 18001 | NP 4397. Como tal, as suas orientações não são critérios de auditoria em processos de certificação.A APCER recomenda a sua análise e eventual adopção, contudo, a Organização é livre de utilizar estes ou outros documentos de referência ou estabelecer o seu próprio caminho.
O processo de revisão da OHSAS 18001, conducente à versão de 2007, teve como objectivos a clarificação e a melhoria da compatibilidade com a NP EN ISO 14001:2004. Ambos os referenciais baseiam-se na metodologia PDCA e são muitos os elementos comuns aos sistemas de gestão.
De acordo com as subcomissões da ISO relativas aos sistemas de gestão da qualidade e ambiente (ISO/TC 176/SC 2 e a ISO/TC 207/SC 2), compatibilidade significa que as organizações podem implementar de maneira partilhada elementos comuns aos Inclusão da sensibilização face às consequências do comportamento de quem trabalha sob o controlo da Organização (4.4.2).
Consideração de diferentes níveis de alfabetização e competência linguística nos procedimentos de formação (4.4.2).
Introdução de novos requisitos para a comunicação (4.4.3.1), como a necessidade de responder a comunicações relevantes de partes interessadas externas e novos requisitos para a participação e consulta (4.4.3.2), tal como a necessidade de assegurar, quando apropriado, que as partes interessadas externas relevantes são consultadas relativamente a matérias de SST pertinentes.
Introdução de novos requisitos na subsecção de preparação e resposta a emergências (4.4.7), nomeadamente a necessidade da Organização, aquando do planeamento da sua resposta a emergências, considerar as necessidades e expectativas de partes interessadas relevantes, como os serviços de emergência e vizinhança.
Introdução duma nova subsecção de “avaliação da conformidade” (4.5.2) com o objectivo de verificar se todos os requisitos legais e outros requisitos aplicáveis estão a ser cumpridos de modo sistemático, segundo uma metodologia definida pela própria Organização.
Introdução de novos requisitos relativos à investigação de incidentes, nomeadamente a identificação de oportunidades que conduzam à melhoria contínua e a comunicação dos resultados de tais investigações (4.5.3.1).
referenciais, no todo ou em parte, sem duplicações desnecessárias ou imposição de requisitos conflituosos. Compatibilidade não significa que o texto para os elementos comuns das normas tenha de ser idêntico, embora o deva, sempre que tal seja possível na prática. Também não representam conflitos à compatibilidade: numeração diferente das cláusulas, diferentes modelos e estrutura e inclusão de orientações, notas ou anexos.
São assim criadas condições para a existência de um sistema de gestão único que integra as disposições relativas a cada uma das normas ou disposições de outros subsistemas de gestão da Organização. Esta é livre de decidir sobre a integração de sistemas e o nível de profundidade dessa integração. Um dos benefícios mais óbvios da integração encontra-se ao nível da documentação que não necessita de ser duplicada. Contudo, a integração é mais do que a simples criação de um sistema documental comum, podendo reflectir-se, por exemplo, na estrutura organizacional, na existência de procedimentos comuns ou na inclusão de critérios de SST em processos associados à qualidade ou ambiente, como o desenvolvimento de novos produtos, avaliação de fornecedores ou planos de emergência, entre outros.
Para efeitos do presente guia foram também consideradas versões existentes de guias interpretativos da APCER sobre a NP EN ISO 9001 e NP EN ISO 14001 de modo a assegurar, sempre que possível, a compatibilização entre os mesmos. É reconhecida a necessidade dos utilizadores das normas poderem auditar dois ou mais referenciais em conjunto, seja nos processos de auditoria interna, seja nos processos de auditoria de terceira parte. A norma NP EN ISO 19011:2003 “Linhas de orientação para auditorias a sistemas de gestão da qualidade e/ou de gestão ambiental” foi preparada em conjunto pelos Comités Técnicos ISO/TC 207 “Gestão Ambiental” e ISO/TC 176 “Gestão da Qualidade”.
A NP EN ISO 19011:2003 estabelece orientações sobre a gestão de programas de auditoria, a condução de auditorias internas ou externas a sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, assim como as competências e avaliação dos auditores. Apesar desta norma não mencionar especificamente os SGSST, a APCER recomenda a utilização da mesma na programação e realização de auditorias internas nas organizações que pretendem ir para além dos requisitos definidos
ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
02
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA E SAÚDE DO TRABALHO | PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 | A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410 | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO | A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E A CONFORMIDADE LEGAL18
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 define na secção 4 os requisitos que podem ser objectivamente auditados para efeitos de certificação, constituindo estes os critérios de auditoria estabelecidos pela APCER, enquanto organismo de certificação, em conjunto com a política, procedimentos e requisitos determinados pela Organização como necessários para a implementação de um SGSST.
A certificação de SGSST, suportada na OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008, constitui uma ferramenta essencial para as organizações que pretendem alcançar uma confiança acrescida por parte dos colaboradores, clientes, comunidade envolvente e sociedade, através da demonstração do compromisso voluntário com a melhoria contínua da gestão e do desempenho da SST.
O PROCESSO DE CERTIFICAçãO ENvOLvE AS SEGUINTES ETAPAS:
1. Pedido de Certificação; 2. Instrução do Processo; 3. visita Prévia (Opcional);
4. Auditoria de Concessão – 1ª fase; 5. Auditoria de Concessão – 2ª fase;
6. Resposta da Organização – Plano de acções correctivas; 7. Análise do Relatório e Resposta;
8. Decisão de Certificação;
9. Manutenção da Certificação (Auditorias anuais de Acompanhamento e Auditoria de Renovação ao fim de 3 anos).
A visita prévia é de carácter facultativo e destina-se a avaliar a adequabilidade do SGSST e informar a Organização sobre o estado de preparação da mesma para a auditoria de concessão. Esta avaliação é efectuada de acordo com as metodologias de auditoria aplicáveis, sendo o seu resultado independente do processo e decisão de certificação.
A auditoria de concessão de SGSST ocorre em duas fases.
Na 1ª fase é realizada uma auditoria ao sistema documental da Organização e é verificada a adequabilidade do sistema à actividade da mesma. O enfoque da auditoria de 1ª fase é a avaliação da capacidade do sistema criado em gerir riscos da SST relacionados com os locais de trabalho da Organização e actividades desenvolvidas, na confirmação do âmbito da auditoria e no levantamento da legislação aplicável, sendo relevante uma visita aos locais de actividade.
A 2ª fase da auditoria de concessão decorre no(s) local(ais) de actividade da Organização, sendo auditados todos os requisitos da norma de referência e avaliado o modo como a Organização estabeleceu e implementou o SGSST. Qualquer auditoria realizada pela APCER dá origem a um relatório que formaliza as principais conclusões sobre o sistema de gestão da Organização auditada, em particular sobre a implementação, conformidade face aos requisitos normativos e ao âmbito de certificação, relatando eventuais não conformidades, oportunidades de melhoria e áreas sensíveis.
A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL
DE CERTIFICAçãO
ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
02
OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA CERTIFICAçãO DE UM SGSST RELACIONAM-SE COM:
Redução de riscos de acidentes e de doenças profissionais;
Redução de custos (indemnizações, prémios de seguro, prejuízos resultantes de acidentes, dias de trabalho perdidos);
vantagens competitivas decorrentes de uma melhoria da imagem da Organização e sua aceitação pela sociedade e pelo mercado;
Melhoria da satisfação e motivação dos trabalhadores pela promoção e garantia de um ambiente de trabalho seguro e saudável;
Abrangência das actividades de prevenção a toda a Organização Redução das taxas de absentismo;
Uma nova dinâmica de melhoria, nomeadamente através da avaliação independente efectuada por auditores externos.
As não conformidades devem ser motivo de acções correctivas apropriadas por parte da Organização auditada.
Após recepção do relatório de auditoria e do plano de acções correctivas elaborado pela Organização auditada, a APCER procede à análise desses documentos. Caso estejam reunidas as condições necessárias, a APCER emite o Certificado de Conformidade (Concessões e Renovações), que tem uma validade de três anos. Durante o período de validade do “Certificado de Conformidade”, a APCER realiza auditorias de acompanhamento com periodicidade anual ao SGSST da Organização certificada, com vista à verificação da manutenção das condições que deram lugar à concessão do referido certificado.
Antes do final do ciclo de três anos é realizada uma auditoria de renovação reiniciando novo ciclo de certificação.
As auditorias da APCER são realizadas por auditores qualificados, pertencentes à Bolsa de Auditores da APCER e de acordo com as metodologias de auditoria definidas na norma NP EN ISO 19011:2003.
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA E SAÚDE DO TRABALHO | PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 | A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410 | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO | A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E A CONFORMIDADE LEGAL
20
Estabelecer, implementar e manter um procedimento para identificar perigos, apreciar riscos e definir controlos (subsecção 4.3.1);
Estabelecer, implementar e manter um procedimento para identificar e ter acesso aos requisitos legais aplicáveis (subsecção 4.3.2);
Estabelecer, implementar e manter objectivos da SST que sejam consistentes com o compromisso de cumprir o estabelecido na política (subsecção 4.3.3). A conformidade deve ser considerada quando se estabelecem os objectivos, embora estes não necessitem de incluir todos os requisitos de conformidade;
Estabelecer, implementar e manter programas para alcançar os objectivos, incluindo os que se relacionam com a conformidade com requisitos legais (subsecção 4.3.3), desde que o objectivo não seja o de cumprir a legislação, uma vez que, para a certificação a Organização tem de demonstrar que cumpre os requisitos legais aplicáveis;
Consciencializar as pessoas que trabalham sob o controlo da Organização relativamente aos procedimentos que lhes são aplicáveis, que incluem eventuais procedimentos relacionados com o alcance da conformidade estabelecidos no controlo operacional (subsecção 4.4.2). As pessoas que executam tarefas com impacto na SST devem ser competentes, com base na escolaridade, na formação ou na experiência. A Organização deve identificar necessidades de formação associadas aos respectivos riscos da SST e providenciar a formação ou outras acções que satisfaçam essas necessidades. Na medida em que esse trabalho também envolve requisitos legais, o treino e competência dessas pessoas deve abranger a capacidade de satisfazer esses requisitos;
Estabelecer, implementar e manter procedimentos documentados para controlar as situações onde a sua inexistência possa conduzir a desvios no compromisso de cumprimento dos requisitos legais estabelecido na Contudo, é importante salientar que a conformidade legal, apesar de ser uma dimensão importante da norma, não é por si só uma finalidade e nunca é demais relembrar que a legislação aplicável é de cumprimento obrigatório. Portanto, não se coloca a questão se a Organização tem de cumprir a legislação aplicável, mas sim se a exigência da evidência do seu cumprimento é um requisito da OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e o que deve ser exigido na sua certificação.
Não existindo, de facto, um requisito explícito de obrigatoriedade de cumprir com toda a legislação aplicável, é necessário analisar a norma como um todo e compreender as relações entre os diferentes requisitos.
A subsecção 4.2 c) requer que a gestão de topo defina e documente uma política que inclua o “compromisso para, no mínimo, cumprir com os requisitos legais aplicáveis e com outros requisitos que a Organização subscreva, que se relacionem com os respectivos perigos da SST”. Este compromisso deve reflectir-se no seu processo de planeamento (subsecção 4.3), deve ser implementado (subsecção 4.4), deve ser verificado (subsecção 4.5) e mantido através do SGSST. Deste modo, a Organização deve:
ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
02
política e nos objectivos e metas relacionados (subsecção 4.4.6). Podem ser necessários procedimentos para alcançar a conformidade com requisitos legais que não foram explicitamente identificados nos objectivos e metas; Estabelecer, implementar e manter procedimentos para monitorizar e medir as características principais das suas operações, o que é uma parte importante do controlo operacional e é, desta forma, importante para a conformidade legal. As saídas da monitorização e medição (subsecção 4.5.1), bem como de outras subsecções da norma, transformam-se em entradas para a avaliação da conformidade (subsecção 4.5.2) e acções correctivas e preventivas (subsecção 4.5.3);
Estabelecer, implementar e manter um procedimento para avaliar periodicamente a conformidade com requisitos legais (subsecção 4.5.2.1). Estes são os requisitos legais que foram identificados na secção 4.3.2. Atendendo ao mencionado para a subsecção 4.4.2, é importante que o elemento que faz a avaliação da conformidade legal na Organização tenha competência, tanto em termos dos requisitos legais, como na sua aplicação;
Estabelecer, implementar e manter um procedimento para gerir não conformidades reais e potenciais e tomar acções correctivas e preventivas (subsecção 4.5.3.2). As não conformidades detectadas que estejam associadas a requisitos legais devem ser alvo de acções correctivas;
Estabelecer, implementar e manter um procedimento para realizar auditorias periódicas ao sistema de gestão, que necessariamente incluem os elementos do SGSST relacionados com a conformidade legal, nomeadamente uma avaliação do compromisso de cumprimento dos requisitos legais aplicáveis (subsecção 4.5.5);
Incluir os resultados das avaliações de conformidade (subsecção 4.5.2) na sua revisão pela gestão, de forma a assegurar que a gestão de topo toma conhecimento de incumprimentos legais potenciais ou reais e toma medidas adequadas para ir ao encontro do compromisso da Organização relativo ao cumprimento de requisitos legais (subsecção 4.6). Deve ainda ser considerada na revisão pela gestão qualquer alteração de circunstância,
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Assumir o compromisso de cumprimento dos requisitos legais aplicáveis e de outros requisitos que a Organização subscreva relativos aos seus perigos da SST, pela Política da SST (subsecção 4.2 c);
GUIA INTERPRETATIvO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
Uma vez esclarecida a questão da conformidade legal na OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 pode ainda subsistir a questão: “Para efeitos de certificação este compromisso pode ser evidenciado através de objectivos e metas associados ao seu cumprimento?” A resposta a esta questão é não. Para ser tomada uma decisão de certificação a Organização necessita de demonstrar a conformidade legal com os requisitos relacionados com a SST, evidenciando assim a capacidade e eficácia do sistema em cumprir a sua política. A conformidade com os requisitos legais aplicáveis deve ser evidenciada não só para efeitos de certificação, como também para efeitos de manutenção de certificação, durante as auditorias de acompanhamento e renovação.
Como referido na interpretação atrás citada, esta exigência não significa que uma Organização certificada cumpra a legislação continuamente. Pontualmente, podem ocorrer desvios, prevendo a própria norma que sejam identificadas não conformidades e desencadeadas acções correctivas, que devem estar implementadas para a tomada de decisão relativamente à certificação.
Podem também existir situações de interpretação e/ou operacionalização do cumprimento dos requisitos legais no contexto específico de uma determinada Organização, que levam à necessidade de esclarecimentos com as autoridades competentes. Com menos frequência, existem situações de alteração ou introdução de diplomas legais para as quais ainda não é dada resposta pelas autoridades, como por exemplo, mudança da entidade licenciadora, não tendo a nova entidade responsável implementado o processo.
Estas questões são inerentes ao cumprimento da legislação e fazem parte dos assuntos que a Organização tem de gerir e interessa à APCER avaliar o modo como a Organização os identifica e ultrapassa. Por outro lado, é necessário ter em consideração que a auditoria é um processo de valor acrescentado, não sendo por isso relevante identificar todas as situações de não conformidade legal, mas sim avaliar a forma como a Organização responde ao compromisso de cumprimento dos requisitos legais em matéria de SST, identifica situações de não conformidade ou de potencial não conformidade relativamente aos requisitos legais aplicáveis e utiliza o seu poder de influência (por exemplo, ao nível da actuação junto dos seus fornecedores).
É de salientar que a auditoria é sempre um processo de amostragem. É realizada num determinado momento, pode não abranger todos os locais e podem ocorrer situações em que a conformidade com todos os requisitos legais não seja passível de ser avaliada durante o tempo previsto para a auditoria. Tal como requerido pela norma, cabe à Organização avaliar a conformidade com os requisitos, sendo o modo como a Organização dá cumprimento à avaliação da conformidade e os resultados dessa avaliação analisados e auditados pela APCER.
Como referimos anteriormente, as constatações associadas ao incumprimento de requisitos legais podem ser causadas pelo incumprimento das seguintes subsecções:
ENQUADRAMENTO E INFORMAçÕES GERAIS
02
Não obstante, a consequência última é uma falha no compromisso de cumprir a legislação ou outros requisitos que a Organização tenha subscrito. Deste modo, as constatações associadas a incumprimentos de requisitos legais são frequentemente alocadas à subsecção 4.2 (Política da SST).
Assim, nos seus processos de certificação, a APCER avalia a conformidade legal no sentido de determinar a capacidade da Organização para assegurar o compromisso de cumprimento da legislação aplicável, através do sistema de gestão que implementou de acordo com a norma de referência. Esta avaliação é feita pela APCER com rigor, de acordo com metodologias de auditoria definidas, sendo efectuada no contexto específico de cada Organização e assegurando sempre a aplicação de critérios homogéneos de decisão.
Não se pretende sobrepor ou substituir as funções das autoridades competentes, sendo a finalidade da APCER assegurar a credibilidade da certificação, salvaguardando a confidencialidade e promovendo a melhoria do desempenho da SST das organizações. Deste modo, pretendemos reforçar a vantagem da certificação na garantia da prossecução dos objectivos traçados pela Organização que tomou a decisão de implementar um SGSST.
A NORMALIZAçãO DOS SISTEMAS DE GESTãO DA SEGURANçA E SAÚDE DO TRABALHO | PRINCIPAIS ALTERAçÕES DA NORMA OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 | A NORMA OHSAS 18002 | NP 4410 | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E OUTROS REFERENCIAIS | A OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 COMO REFERENCIAL DE CERTIFICAçãO | A CERTIFICAçãO OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 E A CONFORMIDADE LEGAL
Identificar e ter acesso aos requisitos legais e a outros requisitos da SST aplicáveis (subsecção 4.3.2);
Definir objectivos e programa(s) (subsecção 4.3.3);
Assegurar o treino e a competência das pessoas que trabalham sob o controlo da Organização e que tenham influência no cumprimento dos requisitos legais (subsecção 4.4.2);
Assegurar a gestão rotineira e monitorização das obrigações legais (subsecção 4.4.6 e subsecção 4.5.1);
Avaliar a conformidade (subsecção 4.5.2);
Estabelecer acções correctivas e preventivas (subsecção 4.5.3); Realizar Auditorias Internas (subsecção 4.5.5);
INTRODUçãO
OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO
REFERÊNCIAS NORMATIvAS
TERMOS E DEFINIçÕES
REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTãO DA SST
PARTE B
OHSAS 18001:2007 |
NP 4397:2008
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A finalidade e objectivos da norma, enquadrados no contexto das preocupações em matéria de SST das organizações;
Apresentação global da abordagem de construção da norma, orientada para a melhoria contínua e suportada na metodologia PDCA;
Reforço da compatibilidade com a NP EN ISO 9001:2008, NP EN ISO 14001:2004 e a integração do SGSST no sistema global de gestão da Organização, na sequência da clarificação da 1.ª edição desta norma;
Esclarecimento que o SGSST, de acordo com a norma OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008, deve ser considerado parte integrante do sistema geral de gestão da Organização e inclui a estrutura funcional, o planeamento da actividade, a definição de responsabilidades e autoridades, os procedimentos e recursos necessários à implementação, manutenção, desenvolvimento e revisão do seu desempenho da SST, de modo contínuo. Assim, o SGSST permite à Organização compreender e controlar os riscos da SST, de uma forma sistemática e contínua;
Reforço do compromisso de todos os níveis e funções, com enfoque na gestão de topo para alcançar o sucesso do sistema;
Esclarecimento que não sendo uma norma de desempenho, os desempenhos implícitos no compromisso de cumprir a legislação ou outros requisitos que a Organização subscreva devem ser alcançados, bem como de prevenção de lesões e de afectações de saúde e de melhoria contínua;
Esclarecimento que diferentes organizações com diferentes necessidades responderão a esta norma com diferentes níveis de detalhe, complexidade, documentação e recursos.
No texto da Introdução da OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 podemos encontrar:
INTRODUçãO
1. OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO
A leitura deste resumo não substitui a leitura integral do texto. Para os novos utilizadores, ou para aqueles que apenas estavam familiarizados com a versão anterior, a sua leitura pode ser muito útil, antes de avançar directamente para a secção 4 que estabelece os requisitos a cumprir, pois facilita o entendimento da norma e a sua interpretação.
O texto constante na norma é explícito e não necessita qualquer interpretação adicional, apenas um esclarecimento relativo à não definição de critérios específicos de desempenho da SST, em consonância com o texto da Introdução da norma.
A implementação, o estabelecimento, a manutenção e a melhoria de um SGSST de acordo com esta norma, requer o cumprimento da legislação em vigor aplicável, que por sua vez determina padrões mínimos de desempenho da SST aplicáveis às organizações (ver parte A “A certificação OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e
GUIA INTERPRETATIvO
INTRODUçãO | OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO | REFERÊNCIAS NORMATIvAS | TERMOS E DEFINIçÕES
| REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTãO DA SST
03
2. REFERÊNCIAS NORMATIvAS
O texto constante na norma é explícito e não necessita qualquer interpretação adicional. Este ponto foi inluído no guia para manter a numeração idêntica à da norma.
Os termos e definições estabelecidos são normativos. Os requisitos da norma que são utilizados enquanto critérios de auditoria são os definidos na secção 4. Contudo, quando os termos definidos na secção 3 são utilizados ao longo da secção 4, são usados no sentido e com o significado que foi estabelecido nesta secção e não com o significado que poderia ser eventualmente atribuído em linguagem comum. A compreensão e entendimento dos termos aqui definidos e consequente utilização dos mesmos no SGSST são fundamentais para a correcta interpretação dos requisitos explícitos na secção 4.
Em particular alertamos para a leitura cuidada das notas que acompanham
3. TERMOS E DEFINIçÕES
a Conformidade Legal”). Deste modo, embora não sejam especificados níveis de desempenho da SST, a sua adopção implica um nível mínimo de desempenho da SST associado ao cumprimento legal e/ou de outros requisitos que a Organização subscreva.
Por outro lado, não nos podemos esquecer que a norma tem como finalidade a melhoria contínua do SGSST, tal como referido em 4.1: “A Organização deve estabelecer, documentar, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão da SST”. A melhoria contínua, tal como definida em 3.3, é o “processo recorrente para aperfeiçoamento do SGSST, de forma a atingir melhorias no desempenho global da SST, de acordo com a respectiva política da SST da Organização”, definindo desempenho da SST (3.15) como os “resultados mensuráveis da gestão do risco da SST de uma Organização”.
Daqui resulta que existem critérios implícitos a serem determinados pela Organização face ao cumprimento da legislação aplicável e à melhoria do SGSST da Organização.
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O SGSST da Organização deve assumir uma abordagem do tipo PDCA de modo a que todos os perigos da SST sejam identificados continuamente, os respectivos riscos apreciados e definidos os controlos necessários, tendo em vista a melhoria contínua do SGSST para atingir melhorias do desempenho da SST da Organização.
O sistema permite à Organização estabelecer uma política da SST, definir objectivos e processos para atingir os compromissos da política, desenvolver as acções necessárias para melhorar o respectivo desempenho e demonstrar a conformidade do sistema com os requisitos da norma, promovendo boas práticas de SST em equilíbrio com as necessidades sócio-económicas.
Esta subsecção faz o enquadramento de todos os requisitos definidos na norma, requerendo:
INTERPRETAçãO:
A aplicação de todos os requisitos da norma ao âmbito definido, em qualquer das fases de aplicação da mesma, ou seja quando se estabelece, documenta, implementa, mantém ou actualiza o SGSST, não havendo requisitos passíveis de exclusão.
A definição documentada do âmbito de aplicação do SGSST, especificando os locais, as actividades, os produtos, os serviços e os processos definidos pela Organização e respectivas fronteiras e interacções.
REVISÃO PELA GESTÃO (4.6)
VERIFICAÇÃO (4.5)
Monitorização e medição de desempenho Avaliação da conformidade
Investigação de incidentes, não conformidades, acções correctivas e acções preventivas
Auditoria interna
Recursos, funções, responsabilidades, responsabilização e autoridade Competência, formação e sensibilização Comunicação, participação e consulta Documentação
Controlo dos documentos Controlo operacional
Preparação e resposta a emergências
IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO (4.4) PLANEAMENTO (4.3)
Identificação dos perigos, apreciação do risco e definição de controlos Requisitos legais e outros requisitos Objectivos e programa(s)
MELHORIA CONTÍNUA POLÍTICA DA SST (4.2) INÍCIO
GUIA INTERPRETATIvO
03
Relativamente à aplicação dos requisitos normativos, convém relembrar que, na secção 1 “Objectivo e campo de aplicação”, a norma refere que todos os seus requisitos devem ser incorporados no SGSST, mas que o grau de aplicação depende de diversos factores, tais como a política da SST, a natureza das suas actividades e dos perigos e a complexidade das suas operações. É por isso expectável, e a nossa experiência também o demonstra, que a importância e a forma de aplicação de determinados requisitos não seja uniforme em todas as organizações, independentemente de todos serem aplicáveis. A implementação de um SGSST e sua certificação são processos voluntários, no entanto, uma vez adoptados e desenvolvidos internamente, os requisitos normativos são de cumprimento obrigatório.
O âmbito de aplicação do SGSST deve identificar os locais, actividades, produtos e serviços, que dão origem aos perigos da SST, cujos respectivos riscos vão ser geridos pelo SGSST.
Uma vez definido o âmbito, tudo o que foi incluído deve ser gerido no SGSST. Tal implica que os requisitos estabelecidos pela OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e as disposições estabelecidas pela Organização no seu SGSST para a gestão dos riscos da SST têm de ser cumpridos.
Existe flexibilidade na definição das fronteiras do sistema, podendo a Organização aplicar a norma à globalidade dos seus locais, actividades, processos, produtos/ serviços, ou apenas a uma parte destas, como seja uma unidade operacional ou um determinado local. Esta flexibilidade permite à Organização estabelecer diferentes estratégias na adopção de SGSST, tais como o faseamento da sua aplicação a toda a Organização, ou a descentralização por unidades operacionais, de negócio, ou outras.
A definição do âmbito e delimitação das suas fronteiras é particularmente importante quando a Organização que implementa o SGSST se integra numa Organização maior. A credibilidade do SGSST depende do âmbito definido, devendo a mesma ser capaz de justificar eventuais exclusões.
A DEFINIçãO DO ÂMBITO E A CERTIFICAçãO
INTRODUçãO | OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO | REFERÊNCIAS NORMATIvAS | TERMOS E DEFINIçÕES | REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTãO DA SST
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a) Gestão das actividades abrangidas pelo âmbito. A gestão da Organização deve:
(b) Devem estar claramente definidos os limites e vizinhanças da responsabilidade de entradas e saídas da Organização
(c) As interfaces com os serviços ou actividades que não estão completamente abrangidas pelo âmbito (ex: cedência de pessoas para uma empresa do mesmo grupo ou o recurso a instalações sociais, como balneários ou cantina, comuns a várias organizações), devem ser contempladas no SGSST sujeito a certificação (ex: devem estar incluídas na identificação de perigos e apreciação do risco e consequentemente, se aplicável, ao nível do controlo operacional, objectivos, etc.), devendo existir uma correspondência entre a actividade e o espaço físico onde é exercida.
(d) Adicionalmente deve ser tido em consideração o âmbito das licenças laborais ou imposições definidas por entidades locais quando se determina a abrangência do âmbito.
Demonstrar a responsabilidade por todos os perigos da SST e respectivos riscos, relevantes para o SGSST;
Ter autoridade para determinar o modo como a política da SST vai ser implementada e mantida, estabelecendo os objectivos e definindo os programas para os alcançar;
Ter autoridade para alocar os recursos financeiros e humanos para o controlo e melhorias da SST. Tal autoridade pode estar delimitada por restrições de orçamento ou outras. Recursos adicionais para a melhoria da SST podem estar sujeitos a aprovação superior.
situações operacionais. Contudo, visam impedir que uma Organização omita elementos das suas operações e locais onde são realizadas actividades que devam estar incluídos no âmbito e que possam induzir interpretações enganosas sobre a abrangência do certificado. Paralelamente, quando o âmbito não inclui todas as actividades, produtos, processos ou locais da Organização são estabelecidas regras para o uso da marca que previnem o uso enganoso ou abusivo do estatuto de empresa certificada. Pelo impacto que podem ter na Organização que pretenda vir a certificar o seu sistema ou já o tenha certificado, foi incluído este texto explicativo.
Sendo o âmbito normalmente definido pela Organização no início do projecto de implementação do sistema e a certificação pedida já na fase de conclusão da implementação, a APCER aconselha a leitura deste texto. No caso de dúvida, pode sempre contactar a APCER para esclarecimentos sobre a aceitabilidade, para efeitos de certificação do âmbito definido pela Organização, em qualquer fase do projecto.
Os factores a usar para determinar o âmbito de certificação são:
GUIA INTERPRETATIvO
03
2. Informação ao público e uso da marca empresa certificada OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008
Se o campo de aplicação definido é coerente e as vizinhanças estão definidas, não induzindo interpretações ambíguas, reflectindo adequadamente os locais, as actividades e os produtos/serviços efectivamente geridos pelo SGSST, então é passível de ser certificado. Contudo, a informação sobre o estatuto de empresa certificada OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e uso da marca respectiva, não pode ser directamente associada a toda a Organização, caso o âmbito não abranja todas as actividades e todos os locais (fixos e temporários).
Ex: A Organização certificou todos os locais de actividade no continente, não tendo sido abrangidos os locais existentes na Madeira e Açores. Neste caso, a Organização só pode usufruir do estatuto de empresa certificada e utilizar a respectiva marca associada às actividades realizadas no Continente.
3. Alterações no âmbito
Finalmente, para as organizações que já estão certificadas, sempre que há alterações nos produtos processos e/ou locais, as mesmas devem ser prontamente comunicadas à APCER, uma vez que podem ter um impacto directo na informação que está a ser transmitida ao público através do certificado e do uso da marca.
Caso a Organização pretenda, pode realizar uma extensão ao âmbito de certificação, para incluir novos locais, actividades ou produtos/serviços. A auditoria de extensão pode ser realizada numa auditoria do ciclo normal de auditorias ou numa auditoria extraordinária realizada para o efeito.
A Organização A é uma metalomecânica, tendo alugado nas suas instalações um pavilhão à Organização B que efectua trabalhos de manutenção e reparação de equipamentos nas suas próprias instalações e nas instalações dos clientes e que presta serviços à Organização A.
Exemplo 1
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EvIDÊNCIAS
NãO CONFORMIDADES MAIS FREQUENTES
Âmbito adequadamente definido e documentado;
Sistema de gestão estabelecido, documentado, implementado, mantido e actualizado de acordo com a globalidade dos requisitos desta norma e de acordo com o âmbito estabelecido.
As questões relativas ao âmbito de aplicação são normalmente identificadas em fases anteriores ao processo de auditoria ou na 1ª fase da auditoria, não sendo geralmente objecto de não conformidade.
Em organizações certificadas, as não conformidades detectadas incidem sobre alterações ocorridas na Organização ou utilizações indevidas da marca de empresa certificada a locais, actividades ou produtos/serviços não abrangidos no âmbito. Estas situações podem determinar a suspensão do certificado.
A Organização A para se certificar não necessita de o fazer em conjunto com a Organização B. De notar que o factor (d), relativo às licenças das organizações, foi determinante na aceitação desta solução.
Não obstante, a Organização A não pode ignorar que a Organização B opera dentro das suas instalações, é sua fornecedora e tem accionistas comuns. De acordo com o factores (b) e (c) acima listados, a Organização A deve delimitar, explicitar e documentar claramente a vizinhança das suas responsabilidades e contemplar no seu SGSST as interfaces com a empresa de manutenção, com particular enfoque nas actividades associadas ao 4.3, 4.4.6 e 4.4.7.
Uma Organização no sector da construção, já certificada, incluiu no âmbito do SGSST as instalações centrais e todos os seus locais de actividade, incluindo locais permanentes e locais temporários, ou seja, locais onde está a efectuar obras de construção. Na delimitação do seu âmbito excluiu locais onde a Organização actua através de outra entidade jurídica, como por exemplo ACE (Agrupamento Complementar de Empresas) e consórcios.
NC – Na Internet, a Organização disponibiliza informação como a Política, o Manual de Gestão, a Organização, os locais onde exerce actividades, etc. Na listagem de locais estão indicados alguns em que a Organização actua através de um ACE e por conseguinte fora do âmbito de aplicação do SGSST, não referenciados como tal.
NC – A Organização desenvolve actividades fora do território nacional, conforme consta no Manual de Gestão e no seu “site” na Internet. No âmbito da SST não consta qualquer limitação de ordem territorial; contudo, segundo informação fornecida pelos próprios responsáveis, a Organização não tem documentado e implementado o SGSST nos países estrangeiros onde opera.
Exemplo 2
GUIA INTERPRETATIvO
03
NC – A Organização XPTO gere e explora diferentes instalações, propriedade de outrem. O âmbito da certificação e do SGSST limita-se à sede da mesma. O modelo de gestão da XPTO é descentralizado (os centros de exploração têm independência, funcionando como unidades autónomas com avaliação de desempenho suportada fundamentalmente nos resultados).
verifica-se que nas propostas e em negociações para futuros contratos, a XPTO se apresenta como certificada SST relativamente ao conjunto das instalações operadas pela Organização, quando o SGSST não se operacionaliza efectivamente às áreas operacionais.
NC – Na análise de um caderno de encargos apresentado num concurso, em que a Organização constitui um ACE, é feita referência ao estatuto de empresa certificada, não explicitando que o SGSST não inclui as obras em ACE.
Exemplo 3
Nota:
Esta é uma situação em que a flexibilidade de delimitação do âmbito permite a coexistência de diferentes soluções. Para além do caso citado neste exemplo, há organizações que definem o seu âmbito, incluindo os consórcios ou ACE em que, por via da negociação com os outros parceiros ou por via da posição maioritária que detêm, conseguem impor a adopção do seu SGSST. Outras organizações (nomeadamente organizações que se consorciam com outras organizações certificadas) não conseguem impor a adopção do seu SGSST nas obras em consórcio ou ACE, mas alternativamente, identificam os perigos e fazem a apreciação dos respectivos riscos associados às suas actividades no ACE. Esta última solução pode ser estrategicamente muito útil numa Organização que execute muitas obras em consórcio com outras organizações, pois permite-lhe evidenciar sempre o seu estatuto de Organização certificada.
4.2 POLÍTICA DA SST
FINALIDADE
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34
Melhoria contínua;
Prevenção de lesões e afectações da saúde;
Cumprimento de requisitos legais aplicáveis e outros requisitos que a Organização subscreva.
A responsabilidade pela definição e autorização da política da SST é da gestão de topo. O seu envolvimento permanente e pró-activo no desenvolvimento e implementação da política da SST é crucial.
A política da SST deve ser adequada à Organização, pelo que é necessário que a mesma reflicta a sua natureza (tipo de sector) e a escala dos riscos da SST associados aos locais de trabalho e actividades desenvolvidas. A política da SST é única para cada Organização e, como tal, deve ser desenvolvida de modo a preencher as necessidades da mesma.
A política da SST é uma ferramenta chave de comunicação das prioridades no âmbito da SST da Organização aos trabalhadores, pessoas sob o controlo da Organização e restantes partes interessadas. Deste modo, deve ser escrita de uma forma clara e concisa, para permitir um fácil entendimento.
Cabe à Organização a definição de prioridades com base na apreciação do risco. No entanto, as decisões que a mesma toma em sede de planeamento (4.3) devem ser justificadas e suportadas ao nível da política.
O texto da norma é claro relativamente ao conteúdo da política da SST, contudo importa referir que a mesma deve ser baseada em três compromissos chave, para o âmbito do seu SGSST:
Melhoria contínua:
A política da SST deve orientar a Organização para uma melhoria contínua do SGSST e do desempenho da SST. Este compromisso não implica que em todas as áreas se verifique simultaneamente uma melhoria contínua. A Organização deve definir prioridades relativamente aos factores a melhorar.
Prevenção de lesões e afectações da saúde:
A Organização deve optar pelas técnicas e metodologias de trabalho que previnam, evitem, reduzam ou controlem a ocorrência de lesões ou afectações da saúde de forma satisfatória. A prevenção de lesões e afectações da saúde deve ser considerada na concepção e desenvolvimento de novos produtos ou serviços, na aquisição de novos equipamentos de trabalho e no desenvolvimento de processos associados
POLÍTICA DA SST MELHORIA
PREVENÇÃO
CUMPRIMENTO
GUIA INTERPRETATIvO
03
Cumprimento de requisitos legais aplicáveis e outros requisitos que a organização subscreva:
Este compromisso não deve ser entendido como um objectivo em si, uma vez que a finalidade da adopção de um SGSST é a melhoria do desempenho, sendo a conformidade legal o patamar mínimo do desempenho da SST.
Para compreender a natureza deste compromisso e o seu papel na norma, a mesma deve ser analisada nas suas inter-relações, pois a conformidade com a legislação ou outros requisitos subscritos pela Organização é referida num conjunto abrangente de requisitos. Essa inter-relação, bem como a sua importância no processo de certificação, são explicadas na Parte A deste guia “A certificação OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e a Conformidade Legal”.
A política da SST deve ser comunicada a todas as pessoas que trabalham sob controlo da Organização e disponibilizada às partes interessadas, contribuindo para:
Ao comunicar a política da SST é importante ter em conta a forma como se sensibiliza tanto as pessoas que já trabalham sob o controlo da Organização, como novas pessoas. A política pode ser comunicada de diversas formas, por exemplo, através da sua afixação, da distribuição das regras base, ou de folhetos à entrada das instalações. Ao seleccionar uma forma de comunicação, devem ser considerados aspectos como a diversidade no local de trabalho, literacia, domínio da língua, etc., de modo a assegurar a compreensão e sensibilização para as obrigações individuais no âmbito da SST (OHSAS 18002:2008).
Relativamente à disponibilização da política da SST às partes interessadas, cabe à Organização determinar a forma de o fazer podendo ser, por exemplo, através da publicação no seu site na internet ou a pedido.
Demonstrar o compromisso da gestão de topo e da Organização para com a SST;
Aumentar a sensibilização para os compromissos assumidos na política; Explicar a razão pela qual o SGSST é implementado e mantido;
Orientar os indivíduos para a compreensão das suas responsabilidades em matéria de SST.
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36
NãO CONFORMIDADES MAIS FREQUENTES
Nota:
As três últimas não conformidades são exemplos de não cumprimento de requisitos legais. De acordo com o referido na Parte A “A certificação OHSAS 18001:2007 | NP 4397:2008 e a Conformidade Legal”, apesar da Conformidade Legal ser um requisito implícito associado a diversas subsecções da norma, as constatações identificadas são frequentemente alocadas a esta subsecção (4.2), sendo consideradas como uma falha no compromisso de cumprimento dos requisitos legais e outros requisitos que a Organização subscreva assumido na sua política da SST.
4.3 PLANEAMENTO
4.3.1 IDENTIFICAçãO DOS PERIGOS, APRECIAçãO DO
RISCO E DEFINIçãO DE CONTROLOS
Assegurar a existência de um ou mais procedimentos de identificação contínua dos perigos e apreciação dos riscos da SST associados aos locais de trabalho e às actividades da Organização e a definição dos respectivos controlos. Garantir que esta informação é utilizada no estabelecimento e manutenção do seu SGSST.
FINALIDADE
evidenciar conhecimento da política da SST e a forma como a mesma lhes é aplicável (Nota: evidenciar o conhecimento não é conhecer o texto da política de cor, mas sim conhecer as orientações gerais definidas, com particular enfoque nas que têm implicação na sua actividade);
Revisões e eventuais actualizações da política da SST, com vista à sua contínua relevância e adequabilidade;
Através do controlo de documentos (4.4.5) deve evidenciar-se que a política da SST se encontra aprovada e actualizada em todos os locais de distribuição.
A política da SST não evidencia o compromisso de melhoria contínua. Evidência: documento da política, aprovado em 26-11-2008.
A política da SST encontra-se afixada em diferentes locais da Organização. Contudo, no decorrer das entrevistas com os trabalhadores, a EA verificou que os mesmos não estão familiarizados com a política da SST.
Não foi evidenciado que o médico do trabalho exerça a sua actividade no local de trabalho durante as horas previstas na legislação.
Não foi evidenciado que os equipamentos de trabalho estejam em concordância com as prescrições do Decreto-Lei n.º 50/2005.
Os exames médicos de admissão de 2008 evidenciados não contemplam todos os trabalhadores admitidos nesse ano, como foi observado para dois colaboradores admitidos em Maio e Setembro.
GUIA INTERPRETATIvO
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Deve ser estabelecido, implementado e mantido um ou mais procedimentos que defina(m) a metodologia utilizada para o processo de identificação dos perigos em matéria de SST, apreciação do risco e determinação dos controlos que são necessários para reduzir o risco de incidente ou afecção da saúde.
Tal como definido na subsecção 4.4.3.2 da norma de referência, os trabalhadores devem ser envolvidos no processo de identificação de perigos, apreciação e controlo de riscos.
O objectivo global do processo de apreciação dos riscos é o da Organização ser capaz de reconhecer e compreender os perigos que possam surgir no decurso das suas actividades ou que influenciem as mesmas, originados dentro ou fora do local de trabalho, e garantir que os riscos para as pessoas, decorrentes dos perigos identificados, são apreciados, hierarquizados e controlados para um nível aceitável. O resultado da apreciação do risco deve permitir à Organização desenvolver controlos para a eliminação, redução ou substituição dos perigos associados e hierarquizar recursos para a gestão efectiva do risco. Todos os resultados da identificação dos perigos, apreciação do risco e os controlos definidos devem ser documentados e actualizados.
Desta forma, podem ser consideradas as seguintes fases para o processo de gestão do risco:
INTERPRETAçãO
Desenvolvimento da metodologia; Identificação dos perigos;
Apreciação do risco;
Determinação dos controlos necessários; Implementação dos controlos (ver 4.4.6); Documentação (ver 4.4.4); Monitorização (ver. 4.5.1); Revisão. a) b) c) d) e) f) g) h) DESENVOLVIMENTO IDENTIFICAÇÃO
INTRODUçãO | OBJECTIvO E CAMPO DE APLICAçãO | REFERÊNCIAS NORMATIvAS | TERMOS E DEFINIçÕES | REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTãO DA SST
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Desenvolvimento da metodologia:
Cabe à Organização escolher uma abordagem que seja adequada ao âmbito da actividade, natureza, dimensão e momento de aplicação, e que satisfaça as necessidades em termos de pormenor, complexidade, tempo, custo e disponibilidade de dados fiáveis. Em conjunto, a abordagem escolhida deverá resultar numa metodologia para a avaliação contínua de todas as actividades da Organização em termos da SST.
A identificação dos perigos e apreciação dos riscos são processos proactivos e contínuos, acontecendo sempre que surja uma nova actividade (mesmo que temporária), alteração de layout das instalações, alteração de equipamento, novos colaboradores em actividades com risco associado que anteriormente eram desempenhadas por colaboradores experientes, novas matérias-primas, etc. A metodologia definida deve fornecer a identificação, hierarquização e documentação associada aos perigos, bem como a aplicação dos controlos apropriados e a documentação associada.
Identificação dos perigos:
O objectivo da identificação de perigos é determinar proactivamente todas as fontes, situações ou actos (ou uma combinação destes) decorrentes de uma ou mais actividades da Organização, com potencial para causar lesão ou afecção da saúde. Exemplos incluem:
A identificação de perigos deve considerar os diferentes tipos de perigos em todas as actividades (ou situações) da Organização, de rotina e esporádicas (periódicas, ocasional, ou de emergência), incluindo todos os perigos com as características físicas, químicas, biológicas e psicossociais. Para uma listagem de exemplos de perigos, aconselha-se a consulta do anexo C da OHSAS 18002:2008.
A Organização deverá considerar as seguintes fontes de informação durante a identificação dos perigos:
Fontes (por exemplo, máquina com peças móveis acessíveis, emissões gasosas contendo agentes químicos),
Situações (por exemplo, trabalho com electricidade, trabalho em altura), ou Actos (por exemplo, limpeza de máquina com ar comprimido, levantamento manual de cargas).
Requisitos legais e outros requisitos (ver 4.3.2); Política da SST (ver 4.2);
Os registos de incidentes (ver 3.9 e 4.5.3.1) e de não conformidades (ver 4.5.3.2);
Resultados de auditorias ao SGSST (ver 4.5.5);
Contribuições dos trabalhadores e outras partes interessadas (ver 4.4.3); Informações provenientes da consulta aos trabalhadores sobre SST (ver 4.4.3);
Resultados dos exercícios de simulação de cenários de emergência (ver 4.4.7);
Dados de monitorização do desempenho da SST (ver 4.5.1);