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Programa O cinema reinventado

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Academic year: 2021

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Texto

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Programa

O cinema

reinventado

Selecção de treze curtas-metragens

Ficha jovem

espectador

> Este programa à volta do cinema dos primórdios, agrupando uma vintena de curtas-metragens, faz parte de uma colecção de filmes europeus: a colecção CINED, um programa de educação pelo cinema para os jovens. > Esta ficha permite redescobrir os numerosos filmes deste programa, percorrê-los em palavras e em imagens, saber mais sobre os locais onde foram filmados, sobre a sua época, permite criar e inventar, ir mais longe, descobrindo outras obras: filmes, livros, músicas, fotografias, pinturas, desenhos…

> Ao participar em CINED, partilho a descoberta de filmes com jovens de outros países, em toda a Europa!

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Os filmes

Na Europa e fora dela

Os filmes e eu

B C

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Os filmes

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(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10)

Visto nos filmes

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CinE d — ficha do jo vem espectador CinE d — ficha do jo vem espectador

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Os filmes

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(3) Rainbow Dance, Len Lye, 1936, Reino Unido [Dança do arco-íris] Círculos coloridos atravessam o ecrã a toda a velocidade, a personagem tenta tocá-los com uma raqueta como se fossem bolas de ténis.

(4) Chat écoutant la musique, Chris Marker, 1990, França [Gato ouvindo a música] Guillaume-en-Egypte, o gato de Chris Marker, está estendido sobre o teclado do realizador; está a dormir e depois abre os olhos. Estará a ouvir a música?

(5) Rhus Typhina, Georgy Bagdasarov e Alexandra Moralesovà, 2014, República Checa Os realizadores vão para a floresta à procura de Rhus thypina, uma planta com propriedades particulares: a partir das suas folhas, eles preparam o banho químico que lhes permitirá revelar o seu filme!

(2) Opus III, Walter Ruttmann, 1924, Alemanha Opus III é uma aventura de formas: quadrados, triângulos e losangos mudam de tamanho e de cor, movem-se, desaparecem e reaparecem.

(6) While Darwin Sleeps, Paul Bush, 2004, Reino Unido [Enquanto Darwin dorme] Eis a colecção de insectos de um Museu de História Natural: diante dos nossos olhos desfilam milhares de espécimes de libélulas, borboletas, grilos e escaravelhos gigantes.

(7) Impresiones en la alta atmósfera, José Antonio Sistiaga, 1988, País Basco espanhol [Impressões na alta atmosfera]

Este círculo com espantosas metamorfoses faz pensar num corpo celeste, porque está rodeado por um fundo tão negro como o céu durante a noite. Os contornos do círculo não cessam de vibrar, de mudar de tamanho e de cor.

(9) La Croissance des végétaux, Jean Comandon, 1929, France [O crescimento dos vegetais] Realizador e cientista, Jean Comandon filma os movimentos dos vegetais a uma velocidade extraordinária, dir-se-ia que as plantas crescem e que as flores eclodem num punhado de segundos!

(10) Virtuos Virtuell, Maja Oschmann e Thomas Stellmach, 2013, Alemanha Corrida de perseguição em música entre duas linhas de tinta preta: a linha fina foge, salta e transforma-se para escapar aos ataques da linha mais espessa.

(8) Danse serpentine, Irmãos Lumière, 1897, França [Dança serpentina] Une dançarina executa une coregrafia diante da câmara. Durante a sua dança, os véus do seu vestido mudam de cor!

(1) Danse serpentine, Irmãos Lumière, 1897, França [Dança serpentina] Uma dançarina executa uma coregrafia diante da câmara. Durante a sua dança, os véus do seu vestido mudam de cor!

(11) Notes on the Circus, Jonas Mekas, 1966, Estados Unidos [Notas sobre o circo] Durante uma noite no circo, Jonas Mekas filma os acrobatas e os animais do espectáculo. Está sentado entre os outros espectadores. A dada altura, mostra-nos uma espectadora muito jovem, que observa as atracções com um olhar tão maravilhado como o seu.

(12) Schatten, Hansjürgen Pohland, 1960, Alemanha [Sombras]

Une ombre (« schatten » en allemand) se dessine sur un bâtiment de Berlin, c’est le matin, le titre apparaît. C’est le début d’une journée dont le réalisateur ne filmera que les ombres : celles des constructions de la ville, des habitants qui vont au travail, des enfants sur un terrain de jeu…

(13) Vormittagsspuk, Hans Richter, 1928, Alemanha [Fantasmas da manhã] Num mundo em que os objectos são dotados de

Legendas das imagens

Visto nos filmes

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«Defino-me mais como “filmador” do que como cineasta, porque não tomo decisões sobre nada. Passeio-me com a minha câmara no bolso e tiro-a para fora quando sinto que é o momento. […] contento-me com filmar a vida diante de mim. E reflicto o menos possível.»

«Os meus filmes celebram a realidade, a vida, os meus amigos, a vida quotidiana que passa e que desaparece amanhã. Não prestamos atenção a estas coisas quando elas acontecem.»

Jonas Mekas, realizador

Rhus Typhina : Impresiones en la alta atmósfera :

While Darwin Sleeps :

Os realizadores caminham nos bosques. No som, ouvem-se distintamente os barulhos dos seus passos sobre as folhas.

Os insectos da colecção do museu não se podem mover… Contudo, o realizador acrescenta os sons de batimentos de asas e de cantos de grilos. Temos a impressão de que borboletas e libélulas se reanimam.

enquanto o círculo se metamor-foseia, ouve-se no som uma vibração misteriosa. No fim do filme, os contornos do círculo mexem-se mais rapidamente: a vibração transforma-se num longo grito de alegria.

Os filmes

Os filmes

Ouvido nos filmes

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No fim da primeira guerra mundial (1939-1945), artistas da Alemanha, de França e da Itália pensam que não se pode mais criar obras como antes. O mundo mudou, a arte deve também mudar. Os pintores produzem quadros que já não imitam a realidade: as suas personagens são formas geométricas e cores. Alguns realizadores, a que se chama «de vanguarda», começam a rodar filmes que não contam histórias e nos quais, um pouco como na pintura, as personagens não são forçosamente seres humanos.

Com a chegada da segunda guerra mundial, em 1939, vários destes pintores e realizadores são obrigados a deixar a Europa e a emigrar para os Estados Unidos, para fugir ao nazismo. É um momento doloroso mas também muito rico, porque os realizadores europeus encontram a cultura americana, e um grupo de realizadores americanos, por seu turno, aprende essa nova maneira de realizar filmes contra o governo e as suas acções, que considera injustas. Esses realizadores nem sempre são profissionais. A chegada ao mercado de câmaras menos caras e mais facilmente manuseáveis permite a amadores, quer dizer, a pessoas que não têm uma formação em cinema, fazer filmes. Esta difusão das novas câmaras é um acontecimento muito importante. Dá a possibilidade a qualquer um de exprimir-se pelo cinema, transmitir os seus próprios pensamentos, ideias e sentimentos.

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Os realizadores americanos dos anos 1960 e 1970, bem como os seus filmes, são chamados underground, quer dizer, «subterrâneos», porque o seu cinema, que não passa nas salas de cinema, é muito pouco conhecido. O realizador e poeta Jonas Mekas, que tinha fugido da Lituânia para emigrar para os Estados Unidos, cria em 1962 a Film-Maker’s Cooperative. O objectivo dessa estrutura é que o cinema underground seja visível por um público mais alargado. Nos anos 1970 e 1980, o exemplo de Jonas Mekas será seguido em vários países da Europa.

Hoje, podemos ver cada vez mais facilmente esses filmes «diferentes»: nos cinemas ou em festivais, em universidades, graças a associações ou a museus que organizam ateliês para dar a conhecer as técnicas desse cinema um pouco louco

Na europa

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Escolho imagens no espaço Jovem espectador.

Escolho a «minha» imagem, a que mais me diz. Pode tornar-se o meu talismã, pode ser secreta ou não. Porque a sinto tão próxima? Escolho uma imagem para uma pessoa de quem gosto e ofereço-lha: é um presente meu.

Escolho, entre as imagens, aquelas em que há mundos ou situações extraordinárias que teria desejo de descobrir.

Escolho duas imagens com personagens humanas, imagino o seu encontro: comunicariam elas por palavras, por gestos, por figuras de dança? O que diriam uma à outra? Imagino um mundo que se compõe de elementos misturados das duas imagens.

Escolho duas imagens de filmes nos quais não há personagens humanas, mas imagino que há uma que aí aparece. O que sentiria ela? Como se comportaria? Como agiria com o décor e/ou os objectos?

Escolho dez imagens, que podem ser muito diferentes umas das outras. Invento uma história muito estapafúrdia, na qual cada imagem corresponde a uma cena… depois conto-a!

Componho uma sequência de cinco imagens a partir de filmes diferentes. Escolho essas imagens segundo uma lógica que cria laços entre elas, por exemplo: são todas de cores muito vivas, vemos nelas formas geométricas, vemos nelas paisagens imaginárias… Dou um título à minha sequência de imagens.

Caro Jonas,

Imagino que posso escrever

a Jonas Mekas, realizador de Notes

on the Circus; dirijo-lhe uma carta

para lhe contar as minhas emoções

acerca do filme, o que me

surpreendeu, que acrobatas ou que números

preferi. Explico-lhe que outro

tipo de espectáculo gostaria, por meu

turno, de realizar,

e como o filmaria: como ele, mais lentamente, ou ainda

mais rapidamente?

Aproximando-me dos artistas ou permanecendo

sentado no meu lugar

de espectador e fazendo zoom? Etc

Caro Hans,

Imagino o que posso escrever

a Hans Richter, o realizador

de Vormittagsspuk

; mando-lhe uma carta para

lhe explicar a minha opinião

, o que senti a

propósito

do seu filme. Será

que o seu filme me espantou?

Me fez medo?

Me divertiu? Porquê? Será

que, por vezes,

imagino que os objectos de minha

casa se põem a mexer sozinhos? Quais são os objectos

com os quais sonho que se possam animar?

Os filmes e eu

Eu aprendo e imagino

No espaço jovem espectador

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Posso fazer uma colagem, misturar desenho, pintura, fotografia… No cartaz, escrevo

uma pequena frase que dê aos espectadores vontade de descobrir o filme ou o programa de filmes.

Escolho um filme (ou vários) do programa «Cinema reinventado» e executo

um cartaz:

Arranjo uma fotografia ou recorto uma

imagem encontrada num jornal. Usando canetas de feltro, tintas ou guaches, junto acessórios às personagens, divirto-me a colorir ou a apagar partes do décor… Assim me reaproprio da imagem escolhida à partida. A minha fantasia transformou-a completamente!

Brincadeiras suscitadas pelos filmes:

Arranjo uma folha (transparente, de

preferência) e deixo tintas de diferentes cores correr sobre ela. Durante este tempo posso estar a ouvir música: esta guiará os meus gestos, sem que eu tenha de reflectir sobre o sítio onde aplicar as cores. Depois, dobro a folha em duas, para a tinta se colar na outra metade da minha folha. Reabro a folha: em que figuras me fazem pensar as manchas criadas?

Preciso de tintas, um pouco de óleo e

uma bacia de água. Faço correr algumas gotas de óleo e de tinta na água. Observo o que se passa. O óleo fica à superfície da água, enquanto a tinta se expande, o que me lembra o filme Virtuos Virtuell. Quando uma gota de tinta cai sobre o óleo, não se difunde: o óleo retém-na na sua pequena bola!

Parto à caça de sombras: fotografo as

sombras que existem à minha volta, bem como aquelas que posso eu próprio criar. De seguida, junto todas essas fotos para inventar uma história, um universo, no qual nunca se vêem nem pessoas nem coisas, mas somente as suas sombras, como no filme Schatten.

Rainbow Dance

Rhus Typhina

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Se gostei de

Rainbow Dance

e de

Virtuos Virtuell

, gostarei sem dúvida

de:

Os filmes de Jean Painlevé

Jean Painlevé é um dos pais do cinema científico. Os seus filmes mostram-nos o mundo animal de modo inédito. Em 1933, Painlevé realiza o seu maior êxito, L’Hippocampe [O cavalo-marinho]. Neste filme, ele faz-nos descobrir os segredos deste peixe vertical (o único!), do qual nos mostra o corpo por transparência.

Begone Dull Care de Norman McLaren e Evelyn Lambart (1949).

Os realizadores desenham, pintam e raspam sobre a película: formas, manchas, linhas… Estes elementos mechem-se ao ritmo da música. Com efeito, McLaren e Lambart quiseram transpor para imagens trechos musicais de um trio de jazz de que eles gostavam muito, o trio de Oscar Peterson.

As pranchas de Émile Deyrolle

A partir de 1871, o cientista Émile Deyrolle lança a edição de pranchas murais à volta das ciências naturais. O conjunto dessas pranchas chama-se «Museu escolar Deyrolle», porque é pensado para as crianças e para os professores e destinado a ser utilizado nas escolas. As pranchas de Deyrolle tratam inúmeros assuntos: dos insectos à anatomia humana, passando pela botânica, a geografia…

Se gostei de

La Croissance des végétaux

, gostarei sem dúvida de:

Se gostei de

Danses serpentines

,

La Croissance des végétaux

e

While

Darwin Sleeps

, gostarei sem dúvida de:

Trio Oscar Peterson

L'Hippocampe, Jean Painlevé Cartaz de Caprice en couleurs

Planches de papillons, Émile Deyrolle

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Le Petit Jules Verne, Gaston Velle

Se gostei de

Rainbow Dance

, gostarei sem dúvida de:

Le petit Jules Verne, de Gaston Velle (1907) (filme do programa CinEd «Cinema das origens») :

Deitado na sua cama, uma criança lê um livro de Júlio Verne. Mas que surpresa, quando adormece! O rapazinho sonha com aventuras imaginadas por Verne: personagens extraordinárias, paisagens feéricas, mundos aquáticos nos quais medusas se transformam em dançarinas… Também em Rainbow Dance a personagem sonha com universos em que há metamorfoses impossíveis. Para Len Lye e para Gaston Velle, o sonho é uma ocasião para inventar todo o tipo de extravagâncias. Basta fecharmos os olhos para imaginarmos a nossa!

Se gostei de

Impresiones en la alta atmósfera

, gostarei sem dúvida de:

Se gostei de

Impresiones en la alta atmósfera

e de

Virtuos Virtuell

,

gostarei sem dúvida de:

Os «Liquid Light Shows»

Menos conhecidos hoje em dia, estes espectáculos estavam muito divulgados nos anos 1970. Nos espectáculos de «luz líquida», projectam-se imagens de tintas e de óleos coloridos sobre os artistas em palco. O décor é criado unicamente através de projecção das cores. Os resultados são assombrosos!

Ir mais longe

Os cromatrópios

O espectáculo de projecção já existia, antes da chegada do cinema, desde o fim do século XVII. Um projector chamado lanterna mágica permitia mostrar imagens fixas em grande formato. Graças a um sistema de engrenagens que faz lembrar o do caleidoscópio, conseguia-se fazer rodar uma imagem sobre a outra, rodando uma manivela. Luminosos e multicolores, os cromatrópios fazem pensar em caleidoscópios projectados. Ficamos sempre hipnotizados por esses espectáculos luminosos.

Extractos de projecção de cromatrópios estão disponíveis seguindo este link

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Os quadros de circo de Marc Chagall

Marc Chagall gostava do mundo do espectáculo, e muito particularmente do circo. Pintou vários quadros dedicados a essa arte e aos seus protagonistas: saltimbancos, palhaços, funâmbulos… Como no circo, as personagens flutuam no ar, e a cor domina. O quadro Le grand cirque (1956) está enxameado de pormenores: mergulhados numa obscuridade azulada, distinguimos os espectadores e a orquestra.

Os quadros de Jackson Pollock

Nos anos 1940, nos Estados Unidos, um grupo de artistas revoluciona a maneira de fazer quadros. Entre eles está o célebre Jackson Pollock. A sua técnica pictórica chama-se dripping (do inglês to

drip, «deixar pingar»): Pollock mergulha um pincel

ou um pau na tinta e deixa esta derramar-se ou atira-a sobre a tela. A pintura vai-se expandindo pelo acaso dos seus gestos. Sobre as telas de Pollock, imensas, vemos entremearem-se e sobreporem-se linhas e manchas coloridas; digamos que elas se divertem a correr e a saltar umas sobre as outras.

Se gostei de

Notes on the Circus

, gostarei sem dúvida de :

Le Grand cirque, Marc Chagall

Se gostei dos filmes deste programa, gostarei sem dúvida de :

Petit-bleu et Petit-jaune [Azulinho e Amarelinho], de Leo Lionni, 1970

Petit-bleu é uma manchinha azul. O seu maior amigo chama-se Petit-jaune. Um dia, felizes por se encontrarem, Petit-bleu e Petit-jaune abraçam-se tão fortemente que… se tornam verdes! Será que os seus pais os reconhecerão?

Adorado por crianças do mundo inteiro, este livro está disponível página a página, seguindo este link

Petit-bleu et Petit-jaune, Leo Lionni

A autora desta ficha é Francesca

Referências

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