Cartilha
Adubação
Verde
Cartilha
Adubação
Verde
Instituto Federal Goiano – IF Goiano
Urutaí – Goiás – Brasil
Copyright © 2016 Prof. Dr. Milton Sérgio Dornelles Imagem da capa: Lucas Machado
Diagramação: Darlan de Araújo Ramos / Lucas Machado.
Elaboração: Ígor de Jesus Santana / Osvânio Lino Nunes Junior / Millene Aparecida Gomes / Darlan de Araújo Ramos / Milton Sérgio Dornelles.
Revisão de texto: Milton Sérgio Dornelles / Lucas Machado.
Parceria: Projeto Agente Jovem de ATER / Escola Família Agrícola de Goiás – EFAGO. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia – CNPq - SECIS / MCTI (Edital Nº 81/2013).
Impressão pelo Projeto Agente Jovem de ATER (EFAGO/PETROBRAS)
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI/IF Goiano Câmpus Urutaí
C322
Cartilha adubação verde / Milton Sérgio Dornelles...[et al.]. -- Urutaí, GO: IF Goiano, 2016. -- 37 fls.
Cartilha produzida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Agroecologia - NEPA/IF Goiano.
1. Adubação. 2. Reciclagem de nutrientes. 3. Plantas de cobertura. 4. Recuperação de solos. 5. Manejo ecológico. I. Dornelles, Milton Sérgio. II. Machado, Lucas. III. Santana, Ígor de Jesus. IV. Nunes-Junior, Osvânio Lino. V. Ramos, Darlan de Araújo. VI. Gomes, Millene Aparecida. VII. NEPA. VIII. IF Goiano. IX. Título.
CDU 631/635
2016
Todos os direitos reservados
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Coordenação Geral
Prof. Milton Sérgio Dornelles
Docentes/Servidores
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Bolsista EXP-C/CNPq
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Bolsistas DTI-C/CNPq
Darlan de Araújo Ramos Gesiane Ribeiro Guimarães Mayara Rúbia Sampaio Gonçalves
Millene Aparecida Gomes Paula Regina de Oliveira
Estudantes Bolsistas - ITI-A
Darliton Machado da Rocha Igor de Jesus Santana Jerrany Pereira da Silva
Laerte Mendonça Neto Lorena Moises Dutra Luccas Geovani Alves da Silva Mariane Sousa de Jesus Santana
Osvânio Lino Nunes Junior Rubens Alceu Kraemer
Rodolpho Fernandes dos Santos Lima
Estudantes Bolsistas - ITI-B
Gabriel Hudson Oliveira Silva Igor Luiz Moreira Leia Rodrigues Neves Wanderson de S. E. dos Santos
EQUIPE INTERDISCIPLINAR DO NEPA 2015
Sumário
Adubação Verde ... 07
Outros benefícios da Adubação Verde ... 08
Calopogônio (Calopogonium mucunoides Desv.) .... 08
Crambe (Crambe abyssinica Hochst) ... 10
Crotalária juncea (Crotalaria juncea L.) ... 11
Crotalária ochroleuca (Crotalaria ochroleuca) ... 12
Crotalária spectabilis (Crotalaria spectabilis) ... 14
Feijão-de-Porco (Canavalia ensiformis DC.) ... 15
Feijão Guandu-anão (Cajanus cajan) ... 16
Feijão Guandu-forrageiro (Cajanus cajan) ... 17
Girassol (Helianthus annuus L.) ... 19
Lab-Lab (Dolichos lablab L.) ... 21
Milheto (Pennisetum glaucum L.) ... 22
Mucuna Cinza (Mucuna cinerea) ... 24
Nabo-forrageiro (Raphanus sativus L.) ... 25
Soja perene (Neonotonia wightii) ... 27
Tremoço-branco (Lupinus albus) ... 29
Referências Bibliográficas ... 31
Adubação Verde
É uma técnica de enriquecer o solo com plantas de cobertura em sucessão, rotação ou em consórcio com as culturas, principalmente leguminosas, a fim de preservar ou recuperar sua função ecológica, melhorando seus aspectos físicos, químicos, hídricos e biológicos (CARVALHO et al., 2014).
A adubação verde vem sendo uma das mais importantes técnicas de melhorias de solos e felizmente tem sido bastante divulgada. Matéria orgânica incorporada ao solo gera um aumento de húmus e produtividade nas colheitas (ESCOBAR, 1933). O material orgânico
produzido pelos adubos verdes, geralmente com teores elevados de macro e micronutrientes, proporciona uma melhora da capacidade de troca catiônica, da infiltração e da retenção de água nos microporos, promovendo melhores condições para o desenvolvimento da meso, macro e microfauna do solo. Outro fator importante é que algumas plantas utilizadas como adubo verde são inibidoras de algumas espécies de
nematoides e plantas espontâneas (infestantes) (Miyasaka, 1984).
Os resíduos orgânicos da adubação verde sobre o solo e o aumento do teor de matéria orgânica propiciam melhores condições para instalação de uma densa e diversificada comunidade de organismos na camada superficial (Pitelli & Durigan, 2001). O solo possui uma imensa diversidade da microbiota, e as principais atividades destes organismos são:
decomposição da matéria orgânica, produção de húmus, ciclagem de nutrientes e energia (incluindo a fixação de nitrogênio atmosférico), produção de compostos complexos que contribuem para a agregação
do solo, decomposição de xenobióticos e controle biológico de pragas
e doenças (Moreira & Siqueira, 2006).
Os adubos verdes auxiliam na recuperação da estruturação do solo com o crescimento do seu sistema radicular e a adição de matéria orgânica, propiciando as atividades dos microrganismos que promovem a aglutinação mecânica do solo (Lima Filho et al., 2014).
Outro benefício do uso de adubos verdes é o controle da erosão do solo, que a cobertura viva ou cobertura morta pode propiciar ao terreno. A cobertura gerada evita o impacto direto das gotas da chuva e promove
maior infiltração e menor escoamento superficial de água (MONEGAT,
1991).
A prática da adubação verde é realizada com o corte da parte aérea das plantas por meio de uma roçadeira, triton ou rolo-faca, em pleno estágio de florescimento, deixando a matéria cortada sobre o solo. É nesse período que as plantas têm uma quantidade de nitrogênio (N) e umidade elevadas, servindo de fonte de alimento ideal para os organismos decompositores. Com essas condições ideais, a matéria orgânica e os nutrientes são liberados no solo, tornando-os disponíveis para as plantas (Lima Filho et al., 2014).
Outros benefícios da adubação verde
1. Aumento da receita: devido ao ganho de produtividade e melhoria da qualidade do produto;
2. Preservação do solo: pelo combate à erosão e melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo;
3. Redução do custo de produção: com a economia no consumo de adubo nitrogenado, no controle de ervas daninhas e de nematoides.
Calopogônio
(Calopogonium mucunoides Desv.)
O calopogônio é uma leguminosa forrageira perene, rastejante, de crescimento estival, nativa do trópico sul americano. Surge como uma alternativa para a alimentação animal de pastejo, devido ao bom valor nutritivo e a capacidade de incorporar expressivas quantidades de nitrogênio ao solo (80 a 120 kg/ha/ano).
Tem como características a capacidade de vegetar satisfatoriamente em condições de acidez elevada e de baixa fertilidade natural de solos. Tem enorme tolerância à seca e potencial de uso como adubo verde. Como cobertura, é capaz de fixar nitrogênio que retorna ao solo pela incorporação da planta ou queda das folhas, sendo uma das leguminosas mais comuns entre produtores (Vilela, 2001).
O calopogônio é usado em cultivos associados ou em consórcio, tendo a capacidade de fixar nitrogênio para as gramíneas. Seu estabelecimento é fácil, com preparo mínimo do solo, sendo um fornecedor natural de nitrogênio. Pode ser utilizado na pastagem para completar a adubação de fósforo e micronutrientes.
Deste modo, o calopogônio pode ser usado sob a forma de feno, pastejo direto, fornecido puro ou consorciado com gramíneas, para a formação de bancos-de-proteína ou através de cortes para fornecimento em cochos.
Plantação de Calopogônio Calopogônio em florescimento
Consórcio de Calopogônio com pastagem
Crambe
(Crambe abyssinica Hochst)
O crambe é uma oleaginosa pertencente à família das Brassicaceae. Originário da região quente e seca da Etiópia, o crambe foi domesticado na zona fria e seca do Mediterrâneo.
Apresenta aspectos importantes como: alta tolerância à seca; ciclo curto (85 a 90 dias); boa produção de grãos (1.000 a 1.500 kg/ha); bom teor de óleo (36 a 38%); forte demanda do óleo para a indústria química; ótimas características para produção de biodiesel; baixa incidência de pragas; em condições de clima mais seco, sem excessos de chuva, não apresenta doenças; baixo custo de produção; não exige novas máquinas ou equipamentos para seu cultivo. Uma noticia recente da pesquisa: o crambe tem apresentado bons resultados no controle de nematoides.
Detalhe da floração do crambe
Plantação do crambe para óleo Consórcio em Sistemas Agroflorestais
Crotalária-juncea
(Crotalaria juncea L.)
A crotalária-juncea é uma espécie originária da Índia, com ampla adaptação às regiões tropicais. Leguminosa de verão, subarbustiva, com ciclo anual, que pode atingir 3 metros de altura. Membro da família Fabaceae, realiza associações com bactérias do solo, capazes de realizar a fixação biológica de nitrogênio. Seu sistema radicular é do tipo pivotante, com baixa capacidade de penetração em camadas compactadas, embora seja pouco exigente em água. Não resiste a geadas, sendo o período ideal para semeadura os meses de outubro e novembro, atingindo o pleno florescimento entre 90 e 120 dias.
A crotalária-juncea produz fibras e celulose de alta qualidade, próprias para a indústria de papel e outros fins. Recomendada para adubação verde, em cultivo isolado, intercaladas a perenes, na reforma de canavial ou em rotação com culturas graníferas. Pode fixar/reciclar entre 300 e 450 kg/ha de nitrogênio e produzir de 10 a 15 ton/ha de massa seca. Apresenta rápido crescimento inicial, o que favorece o controle de plantas espontâneas, e antagonismo com algumas espécies de nematoides, principalmente dos gêneros Meloidogyne e Helicotylenchus.
Plantio consorciado com cana-de-açúcar Plantio em faixas intercaladas
Clima: Regiões tropicais
Propagação: Sementes
Profundidade plantio: 2 - 3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Outubro a Novembro
Espaçamento: 50 cm
Densidade: 25 kg/ha em linha e 30 kg/ha à lanço
Ciclo: Florescimento: 90 a 120 dias
Produção: Biomassa: 10 - 15 ton/ha Fixação N: até 450 kg/ha
Plantio consorciado com milho
(BURLE, et al., 2006)
Crotalária-ochroleuca
(Crotalária ochroleuca)
A Crotalária ochroleuca é proveniente da região tropical africana, comumente cultivada como adubo verde e foi introduzida no Cerrado Brasileiro na década de 1990. É uma leguminosa anual de verão. Suas características: agressiva, rústica e com raízes capazes de romper as camadas adensadas do solo, fazem dela uma planta resistente à seca, ao frio, à baixa umidade no solo e ao sombreamento. Se adapta bem à solos com baixa fertilidade. Possui porte arbustivo ereto, que varia de 0,5 a 2,7 m, com crescimento determinado.
Má hospedeira de nematoides, contribui para a diminuição da população destes, por isso é muito utilizada na sucessão da soja em áreas com infestação mista dos nematoides das galhas e das lesões radiculares, com destaque para o Pratylenchus brachyurus. Apresenta boa produção de biomassa e fixação de nitrogênio, sendo também recomendada para recuperação da capacidade produtiva do solo. Possui efeito supressor de plantas espontâneas, em especial, no controle de Digitaria spp. e Cynodon
spp.
A alelopatia é vista com o propósito de se complementar os métodos de controle de plantas espontâneas, evitando o uso de herbicidas, que durante muito tempo foram apresentados como única alternativa.
Florescência da Crotalaria ochroleuca
Consórcio com sorgo
Crotalária spectabilis
(Crotalaria spectabilis)
É uma leguminosa anual de verão, de crescimento inicial lento, possui raiz pivotante profunda, podendo romper camadas compactadas. É de clima tropical e subtropical, apresentando bom comportamento nos diferentes tipos de textura de solo, inclusive nos solos relativamente pobres em fósforo. Destaca-se também pela capacidade de fixação biológica de nitrogênio atmosférico e produção de biomassa.
A Crotalária spectabilis apresenta um baixo fator de reprodução sobre fitonematoides, em especial para os formadores de galhas, cisto e das lesões radiculares, devido a presença da monocrotalina, um composto secundário metabolizado pela planta. Devido ao seu porte médio, pode ser utilizada nas entrelinhas de culturas perenes, sem prejudicar o trânsito de máquinas ou pessoas.
Estudos mostram que o cultivo de Crotalária spectabilis, seguido do plantio de milho, possibilitou o incremento de 10 a 15 sc/ha, resultado ligado principalmente à boa produção de biomassa, ciclagem de nutrientes de camada mais profundas e à alta capacidade de fixação biológica de nitrogênio atmosférico que esta espécie apresenta.
(NEVES, 2009)
Feijão-de-Porco
(Canavalia ensiformis DC.)
O feijão-de-porco (cv. Comum), é uma planta tropical, originária das Américas, pertencente à família Fabaceae. É uma planta anual e ereta, com porte de arbusto, muito tolerante à seca e com bom crescimento em solos pobres e ácidos, sendo bastante resistente à insetos e pragas.
Suas folhas grandes fornecem boa cobertura. É comestível: suas folhas são usadas como verdura, e as sementes são cozidas como feijão comum, embora tenham que passar por tratamento prévio para eliminar as várias toxinas da planta.
Entre estas as aplicações, pode ser utilizada como cultura intercalar em rotação com milho e feijão, nas entrelinhas de cafeeiro e mamoeiro. Também é um ótima opção para cobertura e forração do solo. Do feijão-de-porco têm sido extraídos os princípios ativos que agem como inseticidas, herbicidas - a planta apresenta alelopatia - e fungicidas naturais. Muito usado em adubação verde, no controle de nematoides e de tiririca.
É uma leguminosa de verão com crescimento inicial e fechamento rápido. Excelente no controle de ervas espontâneas, principalmente da tiririca (Cyperus rotundus). Devido ao seu porte baixo, recomenda-se cultivá-la nas entrelinhas de culturas perenes, como citrus, cafeeiro, pupunha, etc. É boa produtora de biomassa e na fixação de nitrogênio.
Feijão de porco nas entrelinhas do mamoeiro Feijão de porco nas
(CARVALHO et. al.,1999)
Clima e Solo: Se desenvolve bem em climas tropicais e equatoriais e em todos os tipos de solo
Propagação: Sementes (em linha ou a lanço)
Profundidade plantio: 3 - 4 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Out - Nov (Ideal) / Set - Mar (Possível)
Espaçamento: 0,5 m - 4 a 5 sementes/m linear
Densidade: Linha (100 kg/ha) e lanço (120 kg/ha)
Ciclo: Florescimento: 90 a 100 dias - Total: 180 dias
Produção: Biomassa: 3 a 6 ton MS/ha Sementes:1,2 a 1,8 ton/ha Fixação de N: 80 - 150 kg/ha
Feijão Guandu-anão
(Cajanus cajan)
É uma leguminosa de flores amarelas ou amarelo avermelhada e folhas trifoliadas. Possui ampla adaptação, preferindo os climas quentes e úmidos. Vegeta e produz bem em vários tipos de solo, não sendo exigente em fertilidade. São plantas de verão, de porte baixo, entre 1 e 1,5 metros de altura e ciclo anual (cv IAPAR-43 - anão), são rústicas e têm boa exploração radicular, descompactando os solos adensados e reciclando nutrientes.
Pode ser utilizada nas entrelinhas de culturas perenes, como o citrus. Recomendado como adubo verde por ser bom fixador de nitrogênio. O grão é usado na alimentação humana, além de ser usado verde picado, para fenação, silagem e pastejo. Produz quantidade de massa vegetal satisfatória, e é utilizado também nas entrelinhas de alguns pomares. Utilizado como principal planta para uso de adubação verde, por possuir um sistema radicular profundo e ramificado, o que o torna resistente ao estresse hídrico. Pouco exigente em solos.
Clima e Solo: Climas quentes e úmidos, solos mediamente férteis apresenta melhor desenvolvimento
Propagação: Sementes
Hábito de crescimento: Arbustivo ereto
Profundidade de plantio: 2 - 3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Outubro e novembro
Espaçamento: 50 cm entre linhas
Densidade: Linha: 18-20 sementes / m - Lanço: 45-50 / m² Gasto com sementes: 30-35 kg/ha
Ciclo: Anual Florescimento: 90-120 dias Total: 150 dias
Produção Biomassa: 4-7 ton / ha de MS
(Piraí Sementes, 2014)
Feijão Guandu-forrageiro
(Cajanus cajan)
O Guandu-forrageiro é uma leguminosa de verão, de clima tropical e semi-tropical, da família Leguminoseae, cultivada em países tropicais como cobertura verde, para ensilagem e pastejo. Apresentam interações simbióticas com bactérias do gênero Rizhobium, promovendo a fixação natural de Nitrogênio atmosférico no solo (ARAÚJO et. al., 2004).
É uma planta semi-perene de porte semi-ereto (ramificado), podendo chegar de 2 a 3 m de altura (cv. IAC Fava Larga). Desenvolve-se bem em solos ácidos e apresenta ótima adaptação em solo com deficiência hídrica. Confere boa capacidade de cobertura do solo, chegando a produzir uma massa verde de 20 a 30 ton/ha.
Tem como forte característica o sistema radicular agressivo, robusto, que descompacta solos adensados, fazendo uma subsolagem “biológica” e recicla nutrientes. É rústica e se desenvolve bem em solos de baixa fertilidade, por isso é utilizada na recuperação de solos degradados. É usada também como adubo verde, fornecendo nutrientes para o solo, e no plantio de mudas no campo, evitando a radiação solar direta. Na alimentação animal pode ser usada como fonte de proteína (folhas e grãos), em pastejo e ensilagem.
Levando em consideração os cultivos agroecológicos, plantios em faixas e consórcios entre culturas, o guandu-forrageiro tem papel na estruturação do solo devido ao seu sistema radicular agressivo, e alta fixação de nitrogênio.
Clima e Solo: Quente e úmido e apresenta boa adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade
Propagação: Semente
Hábito de crescimento: Arbustivo ereto / ramificado
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Ideal: out - nov. Possível: set - mar
Espaçamento: 0,5 m entre linhas e 20 a 25 sementes/m linear
Densidade: 50 a 55 sementes/m² - 60-70 kg/ha
Ciclo: Até o florescimento: 150 a 180 dias
Produção de biomassa: 5 a 9 ton / ha de MS
Fixação de N: 120 a 220 kg/ha
(ARAÚJO et. al., 2004)
Florescência de Feijão Guandu-forrageiro
Feijão Guandu-forrageiro na cultura da banana
Girassol
(Helianthus annuus L.)
O Girassol é uma planta da família das Asteraceae, originária das Américas (Peru). Por apresentar raízes do tipo pivotante, promove uma considerável reciclagem de nutrientes, descompactação e aporte de matéria orgânica no solo. Usado em adubação verde, devido a seu desenvolvimento inicial rápido, à eficiência da planta na reciclagem de nutrientes e por ser um agente protetor de solos contra a erosão e a infestação de plantas espontâneas.
Pode ser plantado praticamente durante o ano todo, por ter boa resistência à seca e à geada. Tem a possibilidade de ser plantado no intervalo entre cultivos comerciais, pois seu ciclo é curto, podendo ser deitado ou incorporado ao solo sem dificuldade a partir de 60 dias da semeadura. Inibe a emergência de diversas plantas daninhas, principalmente as gramíneas.
O girassol é uma planta resistente à seca e à geadas, boa descompactadora de solos. Pode ser plantado o ano todo. Muito indicada para atrair polinizadores.
Pode ser usada para recuperar solos compactados e pobres, e como adubo verde nas entrelinhas de culturas perenes como café, citrus e outras frutíferas.
Girassol na cultura do milho Girassol na cultura do citrus
Clima e Solo: Tropical, subtropical, resistente ao frio, calor, não sensível ao fotoperíodo.
Propagação: Sementes
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Praticamente o ano todo
Espaçamento: 0,50 m entre linhas
Densidade: 10 a 15 kg por hectare
Ciclo: Florescimento: 60 dias após semeadura Total: 90 a 130 dias
Produção de biomassa: 4 a 15 ton/ha MS
(DENUCCI, 2007)
Lab-Lab
(Dolichos lablab L.)
O labe-labe (Dolichos lablab cv. Rongai) é uma espécie que se supõe originária da África e que é cultivada desde épocas remotas no Antigo Egito e na Índia. É uma leguminosa anual ou bianual, de hábito indeterminado, com altura entre 0,5 e 1,0 metro, de clima tropical e subtropical, não tolerando geadas. Geralmente sensível ao fotoperíodo, sendo algumas variedades de dias curtos e outras de dias longos. Razoavelmente tolerante às secas prolongadas. Desde a antiguidade, é usado na alimentação humana e como forragem verde para bovinos e equinos. Algumas variedades, com suas vagens tenras e grãos, são bastante apreciadas no consumo humano.
Pode ser usada como planta forrageira, consorciada com gramíneas forrageiras, capineiras, feno e silagem. Tem boa palatabilidade e é rica em proteína. Excelente produtora de biomassa e nitrogênio. É uma das plantas que se presta para ser ensilada juntamente com o milho ou o sorgo podendo, inclusive, ser semeado misturado com as sementes de milho. Fixa entre 120 a 240 kg de N por hectare.
Plantio de cobertura com labe-labe
(Matsuda, 2014)
O labe-labe tem uma boa produção de biomassa, indicada como planta de cobertura do solo e para restauração de terras pobres em nutrientes. Cuidados devem ser tomados com a sucessão e rotação de culturas pois o lab-lab é hospedeira de nematoides formadores de galhas.
Milheto
(Pennisetum glaucum L.)
O milheto [Pennisetum glaucum (L.) R. Brown] é da família Poaceae, de origem norte Africana (Etiópia). Uma opção importante dentre as espécies vegetais para adubação verde. É uma planta anual, forrageira de verão, de clima tropical, hábito ereto, porte alto, e pode atingir até 5 m de altura. Dentre as principais características do milheto ressaltam-se: tolerância à seca, capacidade em adaptar-se a diferentes solos, facilidade de produzir sementes e boa adaptação à mecanização. Essa espécie vem sendo utilizada com maior intensidade, no Cerrado, no período de safrinha (fevereiro a abril) e na primavera (agosto a outubro), como adubo verde e cobertura do solo para plantio direto e outras finalidades, por exemplo, na integração lavoura-pecuária (BURLE et al., 2006).
Clima e Solo: Tropical, não tolera frio. Solos de baixa a média fertilidade
Propagação: Sementes
Hábito de crescimento: Trepadora (cipó) / indeterminado
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Ideal: Outubro-Novembro; Possível: Setembro-Março
Espaçamento: 0,5 m
Densidade: Linha 10-12 sementes/m - Lanço: 25-30/m2
Gasto com sementes: 50-60 kg/ha
Ciclo: Florescimento: 120-150 dias
Produção de biomassa: 3 - 6 ton/ha de MS
Formação de cobertura morta ou palhada em sistema de plantio direto, assim como no pastejo direto, forragem, silagem e produção de grãos. O milheto apresenta elevado acúmulo de biomassa e nutrientes na parte aérea das plantas, mostrando-se altamente promissor como adubo verde. O momento mais adequado para o manejo do milheto para fins de adubação verde ocorre quando os grãos encontram-se nos estágios leitosos e pastosos.
(BURLE, et al., 2006)
Milheto como cobertura e controle de nematoides do solo Milheto consorciado com
braquiária, na primavera ou início do período das águas
Clima e Solo: Tropical, solos leves e bem drenados
Propagação: Sementes
Hábito de crescimento: Touceira ereto
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Ideal: Out-Nov - Possível: Set-Mar
Espaçamento: 20 e 25 cm
Densidade: 50 a 55 sementes / m - 12 kg / ha
Ciclo anual: Até o florescimento: 60 - 80 dias
Mucuna Cinza
(Mucuna cinerea)
A mucuna, uma leguminosa (Fabaceae) originária da África, de hábito de crescimento trepador (cipó), atinge cerca de 0,5 a 1 m de altura. Tem ciclo cerca de 30 dias menor que a mucuna preta. Necessita de quebra de dormência, é de rápido crescimento, trepadeira, recomendada para consórcio com culturas perenes e semi-perenes. Tolerante à seca, sombreamento, altas temperaturas e ligeiramente resistente a encharcamento. Resistente à cigarrinha. Trabalhos demonstram que sua palhada degrada cerca de 90% em 30 dias.
Tem grande capacidade de supressão sobre ervas espontâneas, é má hospedeira de nematoides, principalmente, Meloidogyne, mas também em gêneros de cisto e reniforme.
Mucuna-cinza em consórcio com o nabo-forrageiro.
Mucuna-cinza em consórcio com milho
Mucuna-cinza em consórcio com manga
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Possui toxinas que não possibilitam o pastejo. Podem ser realizados coquetéis, como por exemplo em trabalhos com feijão-de-porco e nabo forrageiro.
A mucuna-cinza apresenta melhores resultados como planta cobertura do solo e adubo verde em relação aos demais adubos verdes, mesmo plantada no final do período de chuvas. Indicada nos plantios nas entrelinhas de culturas perenes e semi-perenes.
Nabo-forrageiro
(Raphanus sativus L.)
O nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) é uma planta anual da família das crucíferas, de hábito de crescimento ereto, herbáceo, com intensa ramificação e altura variada. É uma planta muito vigorosa, com sistema radicular pivotante e agressivo, capaz de romper camadas de solo extremamente adensadas e/ou compactadas e a profundidades elevadas.
Clima e solo: Todos solos bem-drenados, tropical e equatorial
Propagação: Sementes
Hábito de crescimento: Trepadeira (cipó)
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Ideal: Out-Nov - Possível: Set-Mar
Espaçamento: 0,5 m - 3 a 4 sementes / m linear
Densidade: Linha: 70 kg/ha - À lanço: 90 kg/ha
Ciclo anual: Até o florescimento: 90 a 100 dias
Produção de biomassa: 7 a 8 ton / ha MS
Fixação de N: 170 a 220 kg/ha
Apresenta características alelopáticas muito acentuadas que lhe conferem a condição de inibir a emergência e o desenvolvimento de uma série de plantas espontâneas. Até o momento, não existem pragas ou doenças que causem danos significativos, que mereçam controle e que venham comprometer economicamente a cultura.
É utilizada como adubação verde, ao fornecimento de massa (palha) para o plantio direto, como cobertura do solo e reciclagem de nutrientes. Com menor frequência, destina-se à alimentação animal e ao pasto apícola. Recentemente seu uso vem sendo ampliado, com destaque para os grãos que estão sendo considerados como excelente fonte de matéria-prima para produção de biocombustível.
O nabo forrageiro é uma planta que possui sistema radicular pivotante, apresentando boa opção para a descompactação do solo, além de poder ser ótima planta recicladora de nutrientes. É utilizada na alimentação de bovinos e ainda pode ser utilizada na fabricação do biodiesel.
Propagação: Sementes
Hábito de crescimento: Herbáceo determinado
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Abril a Maio (inverno)
Espaçamento: 25 cm entre linhas
Densidade: Linha: 25-30 sementes / m - Lanço: 120-140 / m2
Gasto com sementes: 12-15 kg/há
Ciclo: Anual Ciclo até o florescimento: 60-90 dias
Produção Biomassa: 2 a 3 ton / ha MS
Fonte: www.cati.sp.gov.br/new/acervotecnico.php?ID=18 Fonte: www.cpac.embrapa.br/download/1941/t
Cultivo solteiro de Nabo-forrageiro
Nabo-forrageiro na entrelinha da cultura do café
Soja perene
(Neonotonia wightii)
A soja perene é uma leguminosa originária da África tropical e subtropical, especialmente das regiões ocidentais. Da família Leguminoseae, é cultivada em países tropicais como cobertura verde e para pastejo.
Planta de hábito rasteiro, trepador e de ciclo perene, não tolera solos com drenagem deficiente e alta concentração de alumínio. Exigente quanto à fertilidade, a Soja Perene apresenta crescimento inicial lento, e rápido após o estabelecimento. Apresenta interações simbióticas com bactérias fixadoras de N2atmosférico, promovendo a fixação natural deste elemento no solo (FRANÇA, BAHIA FILHO e CARVALHO, 1993).
A soja perene possui um sistema radicular muito vigoroso e profundo, podendo reciclar nutrientes de camadas mais profundas e adensadas. É utilizada como adubação verde, principalmente como cobertura permanente consorciada com fruteiras, permitindo também servir como forragem para alimentação animal, devido à sua boa palatabilidade e digestibilidade.
Para os cultivos agroecológicos, a soja perene, seja em cultivo solteiro ou consorciado com outras culturas, desempenha um papel importante na ciclagem de nutrientes, devido ao seu sistema radicular ser vigoroso e profundo, e realizar boa fixação de nitrogênio atmosférico no solo.
(FRANÇA et al., 1993)
Soja perene em cultivo solteiro
Soja em cultivo com pastagem
Clima e Solo: Tropical e subtropical; fértil, com boa drenagem e baixo teor de alumínio
Propagação: Semente, estacas e brotos
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Ideal: Out-Nov - Possível: Set-Mar
Espaçamento: 0,5 m - 35 a 40 sementes / m linear
Densidade: 80 a 90 sementes/m² - 6 kg/ha
Ciclo: Florescimento: 120 -150 dias Total: Perene
Produção de biomassa: 4 a 5 ton/ha de MS
Nitrogênio fixado: 180 a 200 kg/ha/ano
Tremoço-branco
(Lupinus albus)
Tremoço branco é uma leguminosa da mesma família da ervilha, com ciclo de 130 a 150 dias. Uma planta herbácea, anual, de porte ereto, crescimento determinado e adaptado a climas temperados e sub tropicais. Suas sementes, de tom amarelado, possuem alto teor de proteína. Podem apresentar também alto teor de alcalóides, eliminados por masseração em água, antes de seu emprego para consumo humano.
Apresenta excelentes resultados de ganhos de produtividade na cultura do milho em sucessão. Possui efeito alelopático em soja e alface e atua como possível herbicida natural de poaia branca (Richardia brasiliensis Gomes) e picão preto (Bidens pilosa L.).
Medianamente exigente em fertilidade do solo. Bom produtor de biomassa e fornecimento de nitrogênio, além de ser indicado para a proteção e recuperação das condições físicas e biológicas do solo.
Independente das condições de fertilidade do solo, o Tremoço Branco destaca-se na produção de fitomassa seca e na acumulação de nitrogênio na parte aérea.
Morango consorciado com tremoço em Amparo (SP).
(Sementes de Produção Tecnológica, 2001)
Clima e Solo: Climas temperados e subtropicais em solos medianamente férteis
Propagação: Sementes
Profundidade plantio: 2-3 cm de terra sobre a semente
Época de plantio: Fevereiro a Julho
Espaçamento: 50 cm entre linhas
Densidade: 12 a 15 sementes / m linear Gasto com sementes: 75-85 kg/ha
Ciclo: Anual Florescimento: 130-140 dias Total: 140 dias
Produção de biomassa: 2 a 3 ton/ha/ano
Nodulação e fixação de N em plantas de tremoço branco
Referências bibliográficas
ARAÚJO, F. A.; MENEZES, E. A.; SANTOS, C. A. F. Recomendação de variedade de guandu forrageiro. EMBRAPA. 2ª edição,2004.
BURLE, M.L.; CARVALHO, A.M.; AMABILE, R.F.; PEREIRA, J. Caracterização das espécies de adubo verde. In. CARVALHO, A.M.; AMABILE, R.F. Adubação verde. Planaltina-DF: Embrapa Cerrados, 2006. 369 p.
CARVALHO, A.M. de; MIRANDA, J.C.C. de; MIRANDA, L.N. de; RAMOS, M.L.G.; RIBEIRO JÚNIOR, W.Q. Adubação verde no Cerrado In: LIMA FILHO, O.F. de; AMBROSANO, E.J.; ROSSI, F.; CARLOS, J.A.D. (Eds.) Adubação verde e plantas de cobertura do Brasil. Brasília: Embrapa, 2014. p. 345-372.
CARVALHO, A.M. et. al. Manejo de adubos verdes no cerrado.EMBRAPA CERRADOS, Planaltina, n.4, p.1-28; dezembro,1999.
Colodetti et al. Crambe: aspectos gerais da produção agrícola. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.8, N.14 (2012) p.258-269.
DENUCCI, Sylmar. Girassol como adubo verde. Disponível em: <http://www.cati.sp.gov.br/new/acervo-tecnico.php?ID=15 >. Acesso em: 13 de outubro de 2015.
DOURADOS, MS. Estádio mais adequado de manejo do milheto para fins de adubação verde. Comunicado Técnico, 171 - Embrapa Agropecuária Oeste. 6p.
ESCOBAR, C. G. O adubo verde. [Rio de Janeiro]: Ministério da Agricultura, 1933. 5 p.
FRANÇA, G.E., BAHIA FILHO, A.F.C., CARVALHO, M.M. Influência do magnésio, micronutrientes e calagem no desenvolvimento e fixação simbiótica de nitrogênio na soja perene var. Tinaroo (Glycine wightii) em solo de cerrado. Pesq. Agropec. Bras., RJ, 8: 197-202, 1993.
Referências bibliográficas
LIMA FILHO, O.F.de; AMBROSANO, E.J.; ROSSI, F.; CARLOS, J.A.D. Adubação verde e plantas de cobertura no Brasil: fundamentos e prática. 1º ed. Brasília, DF: Embrapa, 2014 v.2 p. 478.
Matsuda - O portal do agronegócio. Disponível em: < http://matsuda.com.br/Matsuda/Web/sementes/Default.aspx?varSegmento =Sementes&idproduto=S10110116583553>. Acesso em: Março de 2014. MIYASAKA, S. Histórico do estudo de adubação verde, leguminosas viáveis e suas características. Adubação Verde no Brasil. Campinas: Fundação Cargill, 1984. p.64-123.
MONEGAT, C. Plantas de cobertura do solo: características e manejo em pequenas propriedades. 2º ed. Chapecó: [s.n], 1991. 336 p.
Moreira, F. M. S., Siqueira, J. O. (2006). Microbiologia e bioquímica do solo. 2º ed. Lavras, UFLA.
Neves, M. C. P. Crotalária. Embrapa Agrobiologia, vol. 01, 2009.
Oliveira, R.C. Cultura do Crambe. 1 ed. Cascavel: Assoeste, 2013.70 p. Piraí Sementes. Disponível em: <http://www.pirai.com.br/texto-b34-feijao_guandu_anao.html> . Acesso em : Março de 2014.
Sementes de Produção Tecnológica. 2001. Disponível em: <http://www.seprotec.com.br/sementes/tremoco-branco.html> Acesso em: Março de 2014.
Agradecimentos
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq-SECIS/MCTI), Projeto em Rede CVT em Agroecologia (Chamada MCTIMAPA/MDA/MEC/MPA/ CNPq Nº 81/2013), pelo apoio financeiro e bolsas concedidas.
Ao IF Goiano - Câmpus Urutaí pelo apoio concedido ao NEPA, de estrutura da Fazenda Agroecológica Vivá, de laboratórios e bolsas concedidas. À PETROBRAS, pelo patrocínio do projeto Agente Jovem de Ater.
Projeto Agente Jovem de Ater
Escola Família Agrícola de Goiás
Esta cartilha foi impressa através da parceria com o projeto Agente Jovem de Ater, realizado pela Escola Família Agrícola de Goiás, com patrocínio da PETROBRAS.
O objetivo do projeto é formar jovens rurais para atuarem como Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), com foco na agricultura familiar e na agroecologia, contribuindo para a permanência da juventude no campo e para o desenvolvimento rural sustentável dos municípios de Goiás, Orizona e Uirapuru (GO) e do Território da Cidadania Vale do Rio Vermelho.
Participam do projeto 160 (cento e sessenta) jovens do campo, filhos de agricultores familiares tradicionais e assentados da reforma agrária, estudantes das três Escolas Famílias Agrícolas do Estado de Goiás, as EFAs de Goiás (EFAGO), Orizona (EFAORI) e Uirapuru (EFAU).
Para conhecer mais:
[email protected] www.agentejovemdeater.com.br
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS
EM AGROECOLOGIA
(NEPA / IFGOIANO)
Quem é o NEPA?
O Núcleo de Estudos e Pesquisa em Agroecologia - NEPA é um grupo de pessoas formado por estudantes, professores, técnicos do Instituto Federal Goiano - Câmpus Urutaí (IF Goiano - Câmpus Urutaí) e pessoas da comunidade, produtores rurais do município de Urutaí e outros municípios vizinhos, que cultivam experiências e debatem temas relevantes na área de agroecologia e sistemas de produção de bases ecológicas.
O NEPA, com sede no Instituto Federal Goiano - Câmpus Urutaí desenvolve atividades de educação profissional e extensão tecnológica envolvendo estudantes de nível superior e de nível técnico em diversas áreas do conhecimento (Agronomia, Engenharia Agrícola, Gestão ambiental, Biologia, Alimentos, Técnico em Agropecuária) formados para atuar no desenvolvimento de atividades da produção de alimentos agroecológicos.
Missão do NEPA:
O Núcleo de Estudos e Pesquisa em Agroecologia - NEPA tem missão de: o criar ambiência (estrutura, espaço e tempo) visando à formação de
profissionais preparados para atuar na educação profissional e extensão tecnológica;
o formar uma massa crítica de profissionais para desenvolver estudos e pesquisas em agroecologia, enquanto ciência emergente e política pública inovadora para a agricultura familiar e agricultura camponesa brasileira;
o contribuir para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis, conforme instituído pela Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - PNAPO (Decreto nº 7.794, de 20 de agosto de 2012);
o consolidar-se como um núcleo de referência para a construção e socialização de conhecimentos relacionados à agroecologia e aos sistemas orgânicos de produção e comercialização de alimentos, operacionalizando o princípio da “indissociabilidade do ensino-pesquisa-extensão” no âmbito do IF Goiano - Câmpus Urutaí e região do entorno.
Para conhecer mais:
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