uNIv£RâíDADE ÉBQ53AL »DE SANIA CATAQINA
âcfiuwno DE ç;§NcIÀ$ DA sàfipfi
»cURs@g§E GgADU¿ÇÃo EM MEDICINA
SÊXÊÂÊÍPÊDE E GR^VlDE?*
-MÂä§§§9¢NUR1L9 DA R°5^ ~ _ gg§g¢MAR1A-GQMBS
lP€'1liJ»1fíÍc›<rs<'‹d?a 1*11'9* fáj_$I_e-~ ÇÍÍQ _fCúrso.c1e' Me‹;1i`cinta=
Fi@RíÀN0@ÓL1s,-JpNHo de igas
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1Dr¬FRicaIdo¿NasciméntQ, pela drientação dada'neste>trabäIh0z A
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Í ' Sr. Vilson Wrunsk
'Gera1dQ¶Josë-Gbmes
1›RenatoIfl. de Carvalho Lima pela colaboraçãorpwestada.
IQ II. III . Iv. v. VI. VII. VIII ÍNDICE RESUMO¢0›~'l1 0Ho‹coo1a1 Q Q I o Q o o n o Q 0 I 4 1 o o o o n104 ABSTRACVT1'o_k0¢Qo‹onc§0 o o Q . I 1 Q ¡ n 040 1gon0_0o0_5 INTRODUÇÃO... . . . . ... ... . . . . . ...0Õ CASUISTIQA â Mfifonos... . . . . . . . . . I . . . . . . .L.07 O Õ U Q I O Í IIÇOIOQCQÇO QÕÇÓIU8 DIscUssÃo.I... ... . . ... ...l9
CONCLU.SøE_S-aooocyqoqtoof c o Q u .iu o o o n n Q ocmnonzl
í
I - RESUMO
O presente estudo.analisou as respostas de um questionário retrospectivoysobre sexualidade durante a gravidez rea1izadocomI100
gn'-__'_"l' _ 'WI' I › v
›
.
pacientes previdenciarias, no periodo pos¬parto imediato, a maioria
com baixo nível sõcio-econômico-cultural, internadas na Maternidade Carmela Dutra, Florianõpolis- SC, entre fevereiro e abril de 1988.
`
O comportamento sexual do casal foi avaliado através da
frequência coital, libido, orgasmo e prazer, verificando-se uma di
minuição com o decorrer da gravidez, bem como uma variação das po-
sições para o coito} _
`
V.
Outros fatores que poderiam influenciar o .relacionamento
sexual também foram abordados: planejamento da gravidez, uso de mš
todos contraceptivos, presença de queixas, crenças, alteraçao na
imagem da gestante, sexualidade .na gestação anterior e participa-
ção ou näo da mulher na renda famiiar. .
_ V
Através dos dados obtidos, pôde-se constatar a necessida-
~ `
.de um aprimoramento da orientaçao sobre as mudanças sexuais na gra
vídez ã nivel de atendimento pré-natal. _
' _ . p ze 1 \, R
\ .
I1 _ ABSTRACT
_The present study analyzed the answers ofpa retrospective
questionnaire about sexuality during pregnancy realized with 100 _
'
;V
pacients, employees of a social welfare agency, in the immediate
post-partum period, the most with,a low social-economic-culturallg vel, interneds at Maternidade Carmela Dutra, Florianõpolis- SC,Bra
zíl, between February and April, 1988.'
The couples sexual behavior went appraísed through fre-
quency of sexual intercourse, libido, orgasm and enjoyment,finding out a decrease as pregnancy progressed, as well as a variation coi
tal position. V *
`
-_
« Others factors that would can influence the coupleës se-
xual relationship also were boarded; planning of pregnancy, use of
contraceptive methods, presence of complaint, credence, change_ of
pregnant womans image, prior pregnancy's sexualíty and womads par- ticipation in familiar rent. ¡
.
V `
Through of data acquired could find out the necessity of
a perfect orientation about the sexual changes in pregnancy on _a
par pre-natal. -
A ` Í'
~
7
III - INTRODUÇÃO
r A gravidez ë um período em que se pode observar muitas mu-
danças no comportamento sexual da mulher, sejam de ordem_física ou
psicolögica, contribuindo, muitas vezes, para modificações na vida Conjugal. ›
'
z _
Ford e Beach3, em seus estudos, demonstraram que o tabu se
xual durante a gravidez esta-frequentemente relacionado com a tenta
tiva de evitar danos ao feto. -“ '
»Kenny4 e Bartoval relataram que muitas mulheres mantiveram
seu comportamento sexual constante durante a gravidez, excetoluater
trimestre, quando geralmente hã uma.diminuição do desejo, do er e da frequência coital. Por outro lado, Solberg10, entre ou
I
tros11›12, observou um declínio linear na atividade sexual, desejo
*ão
3
:ksOe orgasmo com a evóluçao da gravidez e que no ültimo trimestre a po
u P' . ' ru n n 1
siçao lateral/lol a mais=usada para o coito. -
Masters e Johnsons em um dos melhores estudos sobre sexua- lidade e gravidez, bem como Falicovz, verificaram um decréscimo no
desejo e na'frequência coital durante o primeiro trimestre, um li-
geiro aumento no interesse sexual no segundo e uma diminuição acen-
tuada da atividade sexual no terceiro trimestre. a
»
\ Baseado nos estudos citados_e na inexistência de um
traba-w
lho sobre sexualidade e gravidez em nosso meio universitario e to-
'
f 4 ^ . -
mando por base as mulheres_de baixo nivel socio-economico, os auto-
res propuseram-se a realizar um estudo através de um «questionário retrospectivo com
~d
A - a finalidade de investigar o comportamento sexual.ø
i i V “
, ,
_ i
destas gestantes e, atraves dele, abrir um caminho para novas
pes-~
quísas e para um aprimoramento da orientaçao sobre as mudanças na
- 'IV - CASUÍSTICA E MÉTODOS
:
« Os autores entrevistaram 100 pacientes no periodo põs-par-
to imediato internadas nas unidades I,II,III,IV e VIII da Maternida
de Carmela Dutra de Florianõpolis-SC, entre fevereiro e abril de
1988; . Â
~
- De cada paciente foram verificados a idade, o grau de ins- trução, o nfimero e o tempo de união e a renda familiar. ,
Dentro dos antecedentes obstëtricos; considerou-se o
nume-~
ro de gestaçao e de aborto. .
j
-.
Foram questionadas a frequência de relações sexuais por se
mana fora do periodo gestacional, em cada um dos trimestres da gra-
videz e nas ültimas quatro semanas que antecederam o parto; as alte rações na libido, no orgasmo e no prazer sexual de ambos os parcei-
ros; as posições para o coito; a presença de queixas relacionadas
com o ato sexual bem como a imagem que o casal tem das mudanças cor porais da gestante. _
_
Qutros fatores que poderiam influenciar o relacionamento
sexual do casal durante a gestação tambëm foram_abordados: o uso de
mëtodos_contraceptivos, o planejamento da gravidez,a presença de
crenças e de orientação sobre a atividade sexual neste período, a
,/|\¡'\ `
sexualidade das gestações anteriores e a participação ou não da mu-
lher na renda-familiar, ` ..
`
Este estudo também deu oportunidade ãs pacientes de acres- centar algo e expor suas dfividas sobre a sexualidade durante a gra-
videz; `
A
~ As informações sobre os parceiros foram fornecidas pelas
prõprias_mu1heres.
~ Sendo a amostra de 100 pacientes, ë desnecessário mencio-
nar o percentual, pois este,equiva1e ao numero absoluto da variâ-
veis. Optou-se pelo uso da moda por se aproximar mais do valor real
~
de alguns dados (idade, renda familiar, tempo de uniao, nfimero de ~
gestaçao e de aborto) do que a média..
u
1. IDADE, GRAU DE INSTRUÇÃO E RENDA FAMILIAR
v*¬ RESULTADOS
do a idade que variou de 15 a 46 anos (Moda: 23 anos). TABELA 01: Distribuição das pacientes quanto a idade
A tabela 01 ilustra a distribuiçao das 100 paçientes segun-
ÍDADE(anos) FREQ,ABSOLUTA FREQ.ACUMULADA(%)
15
-
21-
26-
31 __ 20 25 30 46 - 17 38 24 21 17 ss 79 100 TOTAL 100FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianäpolis-SC entrevistadas possuía o 19 grau inc1omp1eto{tabe1a02).
O grau de ínstru;çao foi variavel, sendo que a maioria das
TABELA 02: Distribuição das pacientes quanto ao grau de instrução INSTRUÇÃO FREQ.ABSOLUTA ' FREQ.ACUMULADA( ) SEM INSTRUÇÃO ai 19 GRAU 1<.> GRAU 29 GRAU 29 GRAU 59 GRAU 39 GRAU INCOMPLETO COMPLETO INCOMPLETO COMPLETO INCOMPLETO COMPLETO ' 1 46. 23 41 24 .z '3 1 47 7o 71 95 97 oo TQTAL. ioo
~ -O9-
« z . . , I
= z
`
A renda familiar das pacientes variou de 1 a 15 salãrios mi nímos (Moda: 3 salarios), como mostra a tabela 03.
TABELA 03 : Distribuição das pacientes quanto ã renda familiar
iRENDA(SAL.MIN.) . - FREQ.ABSOLUTA `FREQ.ACUMULADA(%) 1
F4
5 74 . 74 6HA
10 23 97 11-¬
15 5 *_ A ioo p TOTAL 100 -FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolis-SC 2. NUMERO E TEMPQ DE UN1Ãoz V
Das 100 pacientes, 98 eram casadas, destas, 11 tiveram uma união anterior e uma teve duas uniões anteriores.
« 'A duração do casamento variou de
6 meses a 22 anos.(Moda :
3 anos). ¬
3. ANTECEDENTES oBsTETRIcosz
Constatou-se que das 100 pacientes, 29 nao tiveram gestaçao anterior, 28 tiveram uma gestação anterior, 27 tiveram duas gesta- ções anteriores e 16 tiveram três ou mais gestações.(Moda:1 gestaçãd
'
A
Referiram a ocorrencia de um aborto prëvio 14 pacientes,12 referiram dois abortos e 3 referiram mais de três abortos.(Moda : 1
aborto). D D
,
-V `
4; FREQUENCIA co1TAL¿ '._
-_
O grãfico 01 ilustra a frequência de relacões sexuais por
GRÁFICO 01 : Distribuicao das pacientes de acordo com o numero de re
laçoes sexuais por semana nos periodos especificados
73 _. r-_ ós 50- ' _ 25 -. ` 15 14 i
Êš
ea
me
51 ší _10_ 12 9 UID LEGENDA `.
NENHUMA *ÊÊ
1-2/sam. 100- ~[:] 3-4/SEM. UHE 5-7/sEM. 58 :-1í
1-: -1 ___- _._- ín -_ ía -1 __- 1..-í
___ 1::í
-_ 1.- _1 --nn .__ .-1- uí- íz -1 1- 3.1í
_:-n .-1 __. zí .___-.__-í
-ía .-1 _._- _-_: 1- .1_ .__-í
-gn -__- ___ ._..í
_¡nn -í __.- 25 › 5 HW _ TOTAL - 100 pacientes 49í
1- -_ -1: -1í
n__|í
_; __- .-1 1- _;í
___ -__ -_- -1. -__ .z_í
_1 1- -_-u -__ 1-_ u_u- _-_: .in -__- uni -__- 1- .iz- _-_.í
-- _-xrí
-ni _ú- 11: .-1 1' _-_ FORA DA I TRIMESTRE II ' GMMHDEZ -n gravidez.' p. “_ _ AFONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolís-SC
5; QUEIXAS _ 2
_Do total de pacientes, 35 nao apresentavam queixas relacio- nadas com o coito durante o periodo gestaciona1,_Das pacientes que
as referiram obteve-se os seguintes dados:
- Díspareunia : 28 pacíentesf
_- Sinusiorragia: 7 pacientes
~
›
* Incluiram-se 2 pacientes solteiras, sem relação sexual durante Vrxmmsnâ
1LITKnmsn&âIfimnms
4_11;
- Temor: 44 pacientes. Relataram a presença de temor em seus par ceiros 38 pacientes. Foram citados os seguintes: causar sangramento, causar dor, provocar aborto, "machucar" o feto, "aleijar" o feto, " machucar" a mãe, romper a bolsa.s
6. AUTO-IMAGEM DA GESTANTE E IMAGEM MASCULINA COM RELAÇÃO A PARCEIRA
DURANTE A GESTAÇÃO:
_ _Das 100 pacientes, 70 não referiram qualquer modificação da
auto-imagem em decorrência das transformaçoes ocorridas em seu corpo durante a gravidez. Dez pacientes referiram auto-imagem positiva e 20, auto-imagem negativa, relacionadas no quadro 01.
. Sessenta e quatro pacientes relataram não haver mudanças do
ponto de vista de seus parceiros com relação as modificações físicas ocorridas na gravidez; Vinte e três pacientes relataram uma imagem
positiva por parte de seus parceiros e 11, uma imagem nagativa, tam-
bëm relacionadas no quadro Ol.
~
QUADRO 01: Modificaçoes positivas e negativas da auto-imagem da gesê
~
-
A tante e da imagem masculina com relaçao ã parceira duran- '
te a gestaçao: V A
MODIFICAÇÕES_ MASCULINA . FEMININA
POSITIVAS _ maior atraçao maior desejo _ maior excitação mais carinhoso mais atencioso mais emocionante 9 a gravidez ë bonita parceira se torna me
lhor em todos os asÍ
pectos A
sente-se orgulhoso
maior atraçao_ maior excitaçao sente-se melhor
sente-se mais mulher
SeIl`t€~Se tê mais emocionante ~ mais atraen- . NEGATIVAS - menor.atração menor desejo _
não aprecia sexual- mente a gravidez
não gosta do aumen-
to do abdômen acha que a esposa fica horrível deixou de procurar a esposa .-_ -` _ _ menor atração menor desejo sente-se sente-se sente-se sente¬se sente¬se
o corpo fica estranho medo da infidelidade do marido indisposta estranha ' horrível _ feia e gorda esquisita
_12_
7. POSIÇÕES USADAS PARA O COITO: I
A posição superior masculina foi relacionada como a princi
pal adotada tanto fora do periodo gestacional quanto no inicio da
gravidez, quando referiram que o aumento do abdômen nao era '
muito importante. Com o progredir da gestação a posição lateral passou a
ser a mais frequentemente usada.
As posições habituais e as variações adotadas são mostra-
` ~
4‹ das nas figuras O1 e 02, respectivamente, com a distribuiçao do nu-
mero de pacientes para cada uma. V
«
FIGURA 01: Distribuição das pacientes de acordo com as posições ha-
'
bituais adotadas para o-coito. “
`. _ ›‹ *ÃÍÉ nnwxh .`×›‹›~ o ›\-‹^\^ .‹‹N*×* ¡¡4n×% x y׋*^* *›-‹×""','.f‹'Í< ,¬*""*,'~›‹>‹›‹ "'\¢",'× ›` × ›`× _¿,¿,.××x _ xxx ›‹>*>'¡>"'° ›‹›‹›~‹×›'*'‹×'< x›‹›‹_>‹›‹›‹›:x›‹×I'~
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Posiçao de penetraçao por`trãs.¿...
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Qualquer posiçao...-..;...¿ .100 pacientes Posiçao superior feminina... . 4
Sem relaçao sexual...
un
I '
á
_]_3.-.
'
~
.f.Incluiram-se 2 pacientes solteiras, sem relaçoes sexuais durante
a gravidez. . j
\FONTE: Maternidade Carmela Dutra à Florianõpolís-SC
FIGURA 02: Distribuição das pacientes de acordo com as variações
' -
de posições para o coito.
,~§
_39__¿, V- et €§ E ' 50 LEGENDA . ' o Q 0 0 ol Q Q ¢ ¢ Q Q o Q' u Q Q n u o Q Q u U 0 aâgmuNao variaram da posiçao habitual...
E
_
Total:
~ A *100 pacientes
Sem relaçao sexual; . . . . .... . . . . . . . . .. .
Qualquer posição... . . . . ....
¬~ ~ 4
Posiçao de penetraçao por tras . . . . ...
* Incluiram¬se 2 pacientes solteiras sem relações sexuais durante a gravidez. _'
' '
_ FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolis-SC
8. LIBIDO DO HOMEM E.DA MULHER DURANTE A GRAVIDEZ ` .
Notou›se que; com a evolução da-gravidez, a maioria-; das
mulheres referiu uma diminuição do desejo sexual e foi relatado um'
aumento na maioria dos parceiros. A figura O3 compara.estas varia-
ções. A
_ _14_
FIGURA 03: Distribuição das pacientes e seus parceiros quanto ãs va
ríações na libido.
wi
4 V ÍHOMEM - MULHER\\\
LEGENDA' ^ Aumentou . . . . . . . . .. _Êlim
Dimínuiu..- . . . . . . .. == Total: 100 pacientes Não alterou . . . . . . .. _! - Prejudicado..;.... * Incluiram-se 2 pacientes.so1teiras. I ~ '+ Incluiram-se 6 pacientes que referiram um pequeno aumento da libi
do no II trimestre. -
. - . .
FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolis-SC
9. ORGASMO DO HOMEM EjDA MULHER DURANTE A GRAVIDEZ: ~
Notou-se que, com a evolução da gravidez, houve uma dimi- nuição do orgasmo por parte das mulheres, sendo relatado um aumento significativo por parte dos parceiros; A figura 04 compara estas va
riaçoes. .
_
-ç `
Nenhuma paciente referiu outros.mëtodos alëm do coíto para atingir o orgasmo. '
-15~d
FIGURA O4; Distribuição das pacientes e seus parceiros quanto ãs va
riações no orgasmo.
íl
1_ -í-_
› í54* 7 ` ` ,í__í.__z-í-_-_-lí . .NK\\\\
HOMHW NMLHER LEGENDA' - Aumentou..EÊ
I[H]1I%ÚDiminuiu... Total : 100 pacientes
Não a1terou...;.. .~
Prejudicado.... Anorgãsmica....,.
* Incluiram-se 2 pacientes solteiras
FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianópolis-SC
10; PRAZER`SEXUAL DO HOMEM E DA MULHER DURANTE A GRAVIDEZ
. Seguindo a mesma linha das variações jã citadas, verificou
se que predominou uma diminuição do prazer Sexual da mulher e um au
mento por parte dos parceiros com o decorrer da gravidez. A figura
05 compara estes dados.
av '
FIGURA 05 : Distribuiçao das pacientes e seus parceiros quanto
`
ãs
_ A
* -ló- FIGURA 05: H Í+
\__,/
. HOMEM - MULHER LEGENDA - ' ' Â Aumentou.õ. âimm Diminuiu.; . . . . . .. .T0ta1: 100 pacientes Nao alterou . . . . .. Prejudícado¿.* Incluiram-se 2 pacientes solteiras'
V
+ Incluiram-se 2 pacientes que referiram aumento do prazer no II tri
MBSÊTS. '
FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolís-SC
ll. QRIENTAÇÃO QUANTO Ã ATIVIDADE SEXUAL DURANTE A GRAVIDEZ
“
, Setenta e nove pacientes não tiveram qualquer orientação .
Procuraram orientaçao em livros e revistas 17 pacientes e 4 recebe-
- ~ A ~
ram oríentaçao medica, tais como: alteraçoes que possam ocorrer quan
to ao comportamento sexual, abstinência do coito nos primeiros meses para evitar aborto, risco de gravidez em idade avançada e indicação
de livros. `
»
_
- '
12. CRENÇAS RELACIONÀDAS COM A_ATIVIDADE SEXUAL DURANTE A GRAVIDEZ:
E
De todas as pacientes entrevistadas, apenas 6 referiram as
seguintes crenças: causar anomalias ou lesoes no feto e provocar san
is.
..17_
PLANEJAMENTO DA GRAVIDEZ E uso DE Mfironos coNTRAcEPT1vosz _
Trinta e nove das 100 gestaçoes nao oram p anega as, p
rêm_todas foram aceitas.
Vinte e nove pacientes utilizaram anticoncepcional oral
` "
f l
"d
o-2
das quais 12 engravidaram durante o seu uso; o condom foi usado pe- los parceiros de 2 pacientes.
14._ SEXUALIDADE NA GESTAÇÃO ANTERIOR
Das 70 pacientes que tiveram gestação anterior, 18 referi- ram que o relacionamento sexual do casal naquela ocasião foi melhor
e para 16 foi pior. Os motivos citados para estas variações estão
no quadro 02. _
QUADRO O2: Motivos que alteraram o relacionamento sexual na gesta- "ção anterior.
PARA MELHOR- PARA PIOR
. O â inicio de casamento mais jovens ausência de temores ausência de dor maior-disposiçao_~ maior prazer . V
maior atração sexual
incompatibilidade conjugal presença de temores
presença de dor
presença de sangramento ameaça de aborto
menor atração sexual inexperiência
imaturidade rotina
pudor f
FONTE: Maternidade Carmela Dutra - Florianõpolis-SC
15. sucasrots E DÚVIDAS:
- Quinze pacientes sugeriram melhor orientação durante
prê-~-.11 81-.
z z '
. ,, . .
_, _
natal sobre os seguintes assuntos; efeitos do re1acionamento.sexual na gravidez, relação entre aborto e atividade sexual, Posições para o coixo que-não causam_dàno ao feto.
\
D
VI - DISCUSSÃO: 2*
V Através dos resultados obtidos neste estudo pôde-se cons-
tatar as mudanças no comportamento sexual do casal durante a gesta
-_ Verificou-se, assim como Solberglo e outros11›12, uma di-
minuição progressiva da frequência coital com a evolução da gravi-
dez, especialmente se comparada com o periodo prë-gravëdico. A abs
tinência sexual nas últimas quatro semanas que antecederam o parto
foi significativaz' _ ,
«
Poucas mulheres, a exemplo do estudo de Masters eJohnson5
e Falicovz, referiram um aumento da atividade sexualluasegundo tri
mestre; ~ S _ ' V '
Acompanhando a diminuição da frequência coital estão a li
bido, o orgasmo e o prazer da mulher, embora fosse notado uma
,si-~
tuaçao inversa para o homem. - .
`
_ Queixas de ordem física, mudanças emocionais e tentativas de evitar aborto e danos ao feto foram as justificativas encontra-
das para este padrão de comportamento, levando, tambëm, grande.par te dos casais a adotar outras posições para o coito, das quais a
mais usada foi a lateral. - ', '
A maioria das pacientes nao apresentava crenças relaciona das com a atividade sexual durante a gravidez e aquelas que as re-
feriram acabaram por confundi-las com os temores.
Nenhuma mulher referiu que o planejamento ou não da gravi
dez pudesse ter influenciado o comportamento sexual do casal, jã
que houve uma aceitação total da gestação. Muitas referiram terem engravidado com o uso de anticoncepcional oral, contrariando o In-
dice de Pearl, o que deixa dúvidas sobre o seu uso adequado.
Fato curioso foi a.de uma paciente solteira que tomou co-
nhecimento da sua gravidez quando entrou em trabalho de parto, sen
do diagnosticado por um clínico geral. O-desconhecimento do prõ-
prio corpo, a inibição da paciente frente ao médico e a ausênciaou
-2()_
pouca abordagem deste assunto a nível ambulatorial acaba por prejudi
car o relacionamento mëdico-paciente e o fornecimento de orientaçoes necessarias para a evolução adequada do comportamento sexual do ca-
sal durãnte a gravidez.
-` `
A sexualidade-na gestaçao anterior foi variável e dependia
^
especialmente da idade, maturidade sexual e convivencia conjugal.
Não foi encontrada relação entre participação ou não da mu- lher na renda familiar e as mudanças na sexualidade durante a gravi-
dez. »
p
_X Apesar de poucas pacientes terem sugerido melhor orientaçao sobre este assunto, notou¬se a grande importancia de um aconselhamen
to adequado e antecipado dos aspectos sexuais da gravidez.
VII 4 CONCLUSÕES:
A analise dos resultados permitiu concluir que:
l. A frequência de relaçoes sexuais diminuiu progressivamente com a
.-... 4 ._
evoluçao da gravidez e um bom numero de casais terminou a gestaçao.
em abstinência coital. . ..
2: A libido, o orgasmo e`o prazer sexual sofreram, de-modo~ geral ,
. . _ . V / .A
uma diminuiçao na mulher, bem como/foi-relatado,um aumento no homem Nenhum casal utilizou _ outros mëtodos alëm › do coito › Para atin 8 ir o
orgasmo; '
' '
-
3. A maioria dos casais procurou se adaptar äs mudanças físicas da
gravidez variando as posições para o coito. ' _
4. Contribuiram para as mudanças no comportamento sexual a presença
~
de queixas e as modificaçoes na imagem da gestante.
5. Houve uma falha do anticoncepcional oral acima do previsto.
4- >
6. A falta de orientaçao e informação prejudicou o relacionamento se
xual do casal durante a gravidez. `
_ A
' - 0
7. Como todas as pacientes entrevistadas eram previdenciárias, o ni
vel de respostas nao se alterou, o que enseja um trabalho comparati
vo em outras classes sociais. .
_
u`.§ .
8. A presente pesquisa esta como um estudo orientador para que futu
ros trabalhos possam ser realizados atravës`de um-questionário re-
trospectivo que acompanhe a evolução da gestação mgflsalmente, inclu indo o puerpërio, entrevistando a gestante e o seu parceiro.'
4 \ \ / r Í N _ .‹J
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0220 Ex.l* N~Cl\âm- TCC UFSCTÓ 0220Autorí Rosa, Marcelo Muri .
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Título: Sexualidade _e Gravidez..
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