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GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NA VALE

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Academic year: 2022

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GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NA VALE

O que é? O processo de gestão de risco operacional tem por finalidade diagnosticar, tratar e monitorar os riscos que podem levar a Vale a se desviar de seus objetivos, bem como evidenciar um gerenciamento efetivo que mantenha a confiança dos stakeholders.

Desde 2007, quando a área de gestão de risco operacional foi criada, esse processo se aperfeiçoa na direção de integrar-se aos demais processos organizacionais, garantindo a inclusão da perspectiva de risco nos processos de tomada de decisão.

A área de gestão de risco operacional é responsável pela coordenação do modelo de gestão de risco operacional da Vale, que consiste em governança, metodologias, processos e sistemas.

As áreas de negócio e de suporte são responsáveis pela identificação, análise, avaliação, tratamento, revisão e monitoramento de seus riscos, controles e planos de ação, e contam para isso com o modelo, capacitação e suporte providos pela a área de gestão de risco operacional.

Quem?

Como?

Os principais riscos, seus controles e planos de ação são avaliados trimestralmente pelos responsáveis das áreas de negócio e de suporte. O conjunto de riscos, controles e planos de uma unidade constitui o seu painel de riscos, que é validado pelo líder da respectiva unidade.

Os painéis validados são enviados trimestralmente à área de gestão de risco operacional, que os consolida, realiza análise crítica e reporta ao Comitê Executivo de Risco, aos Conselhos Fiscal e Administrativo, à liderança sênior, a outros comitês e, anualmente, à Auditoria Interna.

(3)

MISSÃO DA ÁREA DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

modelo de gestão do gerenciamento de

risco operacional

Áreas de negócio e de suporte Gerência de

Gestão de Risco Operacional

Governança Metodologias

Processos Sistemas

integração com outros processos organizacionais identificação, análise,

avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos

executado desenvolve

mantem suporta

consiste de

viabiliza permite

(4)

DESAFIOS DA ÁREA DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

• Implementar e melhorar continuamente um processo integrado global e metodologias de gestão de risco operacional para a Vale e outras empresas do grupo

• Dissuadir práticas de gerenciamento de risco por silos

• Incentivar que todas as mudanças significativas planejadas só sejam executadas após análise, avaliação e eventual tratamento dos riscos

• Garantir a qualidade das informações de risco operacional

• Liderar o desenvolvimento e manutenção de um sistema de gestão integrada de risco operacional

• Disseminar uma cultura de gestão efetiva de risco

• Encorajar uma postura de transparência, proativa e colaborativa em todas as equipes de gerenciamento de risco operacional, partes interessadas e suas lideranças

• Trabalhar com a percepção individual, de grupo e organizacional, e eventualmente incentivar a ampliação do espectro de análise com a agregação de especialistas externos

(5)

DIMENSÕES DA GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

Valor em Risco

(6)

PRINCIPAIS AMEAÇAS PARA A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

 Perdas críticas ou catastróficas em uma ou mais dimensões (saúde, segurança, meio ambiente, social, reputacional ou financeira)

 Falta de planos efetivos de crise e continuidade do negócio no caso de um evento crítico ou catastrófico

 Gestão de stakeholders ineficiente e pouco eficaz

 Aumento do prêmio e/ou perda de coberturas nas apólices de seguros

 “Material weakness” no certificado da auditoria externa de Sox

 Perda de investidores, principalmente os socioambientalmente responsáveis

 Má percepção da gestão de risco operacional demonstrada nos relatórios: GRI, 20-F, ICMM, CVM, CDP, CDP-Water, Guia Exame de Sustentabilidade, dentre outros

 Falta ou falha significativa da gestão de risco operacional apontada por auditoria externa ou

investigação oficial pós acidente crítico ou catastrófico com potencial indiciamento criminal da alta administração

(7)

GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL É UM PROCESSO CONTÍNUO

1. Capacitação Especialistas em risco

das Unidades

2. Auto AvaliaçãoPainel de Riscoda Unidade

3. Consolidação e Comunicação Painéis de Risco da

VALE 4. Análise Crítica Painéis e Reportes

Capacitação dos especialistas em risco Área de Gestão de Risco Operacional

Manutenção do painel de risco Especialistas em Risco da Unidade

Gerenciamento de riscos, controles e planos

Donos dos Riscos, Controles e Planos de Ação (geralmente lotados na Unidade)

Liderança da discussão do painel de risco

Líder de Risco da Unidade

Validação.do painel de risco Diretor/Gerente Executivo

Consolidação e reporte trimestral para Fóruns, tais como:

Comitê Executivo de Risco, Conselho Fiscal, etc.

Área de Gestão de Risco Operacional Análise críticas dos painéis e

reportes

Gestão de Risco Operacional Comitê de Risco Operacional

(8)

GOVERNANÇA DO MODELO DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

Papéis de gerenciamento

dos riscos

Líder de Risco Linha Negócio

Líder de Risco Área

Área de Negócio ou de Suporte

Comitê de Risco Operacional

Linha de Negócios

Donos de Risco

Donos de Recomendação

Donos de Plano

Donos de Controle

Papéis de gestão do gerenciamento

dos riscos Comitê Executivo

de Risco Outros Comitês

Su p orte d a G e rên cia d e Ge stão d e R isc o Ope racional

especialista em risco

Reporte Trimestral

Visão VALE Gerência de Gestão de

Risco Operacional

Papéis de coordenação do modelo de gestão de

risco operacional

(9)

TODOS OS EVENTOS DE RISCO SÃO MEDIDOS QUALITATIVAMENTE

(DEPENDENDO DA NATUREZA DEMANDAM MEDIDAS COMPLEMENTARES)

* Nível de severidade definida para cada uma das dimensões

Como se calcula a medida de risco na Vale?

=

Probabilidade

+

Severidade Medida de risco

Referência histórica

Referência Explicativa Ambiente Controles

5 4 3 2 1

Mais provável Menos provável

6 dimensões (Financeira, Saúde, Meio Ambiente, Segurança, Reputacional e Social)

Considerado o maior nível entre as 6 dimensões analisadas

C D E F G

Menos Severo*

Mais severo*

Resultado de C a G Resultado de 1 a 5

Como resultado, temos uma medida para cada evento de risco identificado

O que nos permite elaborar a matriz de risco

Matriz de risco

Severidade

Probabilidade

(10)

CADA EVENTO É ANALISADO EM TRÊS CENÁRIOS

Risco Puro

Risco Puro é a medida de risco da máxima exposição a um evento de risco

Não considera a existência de controles e/ou planos de ação

Impacto Evento

Causa

Risco Atual

Risco Atual é a medida de risco mais próxima da situação atual de um evento de risco

Considera a existência de controles, assumindo que são eficientes, mas não contempla planos de ação

Impacto Control

Evento e Control

Causa e

Risco Residual

Risco Residual é a medida de risco da situação futura, após a execução da estratégia de

tratamento

Considera a existência de controles, assumindo que são eficientes, e os efeitos dos planos de ação

Impacto Controle

Plano de Evento ação

Plano de Controle ação

Causa

Forma Descrição

(11)

MEDIMOS TAMBÉM A EFETIVIDADE DOS CONTROLES

1.

Eliminação

2.

Substituição 3.

Controle de Engenharia

4.

Sinalização e Advertência

5.

Control e Adm.

6.

EPI

E F I C A Z

O controle está funcionando conforme projetado

O controle está parcialmente funcionando conforme projetado

O controle não funciona ou não é executado

Eficácia

Mede o quanto o projeto do controle pode reduzir o efeito de uma causa ou de um impacto

Mede a efetiva execução do controle, i.e., se ele está sendo executado conforme seu projeto

Farol de Eficiência

Por que um controle perde sua eficiência?

Por não estar na rotina de manutenção

Pela paralisação de etapas da rotina de manutenção existente

Por não serem realizados testes e simulações

Por haver confiança excessiva nos controles

Por não serem resolvidas imediatamente as vulnerabilidades identificadas

Eficiência

(12)

EXEMPLO DE PAINEL DE RISCO - COBERTURA

Não constam nas estatísticas, mas áreas estão em processo de implantação Atualizados

Area 1

Área 2

Area 3

Area 4

Area 5

Area 6

Area 7

Constam nas estatísticas e as informações estão atualizadas até o trimestre atual

Em desenvolvimento

A desenvolver Não constam nas estatísticas e as áreas ainda não foram capacitadas

Area 8

Area 9

Area 10

(13)

EXEMPLO DE PAINEL DE RISCO – PRIORIZAÇÃO PARA O PAINEL

Y

Alto, Médio ou Baixo

Z

Risco Muito Alto

Z-X

Alto,Médio ou Baixo

Z-X-W

Nível de Controle ≠ Eficiente

W

Nível de Controle = Eficiente

X

Risco Muito Alto

+

Risco puro* Risco atual Riscos priorizados

Z riscos W riscos

Z+W riscos priorizados e apresentados no painel

Critérios

Cenários com o

risco atual muito alto

Cenários com risco puro muito alto e com algum controle sem eficiência total

A

B

A

B

(14)

Painel de Riscos de Negócio

Unidade Descrição do Evento de Risco RP Status

Contrl RA Status

Plano RR Data Fim

1 EFC Acidente ferroviário grave com o trem de passageiros 416 n* 160 n 96 dez/17 FIN

US$ 539 MM

mais que 20 pessoas

SEG | REP | SOC Nível G 2 Carvão Interrupção do fornecimento de explosivos para o processo de desmonte 416 n 160 n* 96 nov/16 FIN

US$ 1 bi - SOC

Nível G

3 EFC Acidente ferroviário grave com o trem de combustível 416 n* 160 n 96 dez/17 FIN

US$ 86 MM - MA

Nível G 4 Logística

África Incêndio na oficina de material rodante 416 n* 96 n* 24 out/16 FIN

US$ 60 MM

mais que 20 pessoas

SEG Nível G 5 Ontario Rompimento das barragens - que ainda precisam de melhorias 288 n 160 n* 96 dez/20 FIN

US$ 1,405 bi

mais que 20 pessoas

SEG | SOC Nível G

6 EFC Falha estrutural grave na ponte sobre o Rio Tocantins 288 n* 96 n 96 N/A FIN

US$ 2,084 bi

até 5 pessoas 7 EFC Falha estrutural grave na ponte Rio Mearim ou Estreito dos Mosquitos 288 n* 96 n 96 dez/16 FIN

US$ 1,067 bi

até 5 pessoas 8 CAJ Incêndio e projeção de fragmentos de rocha na subestação principal do CAJ 288 n 160 n* 40 dez/16 FIN

US$ 77 MM

duas pessoas

SOC Nível G 9 Sossego Acidente grave no traslado de empregados sob gestão dos contratos de fretamento e

veículos leves. 288 n 96

-

96 N/A US$ 10 MMFIN mais que 20

pessoas

SEG Nível G

10 Navegação Encalhe de navio próximo a costa com vazamento de óleo 288 n 48 n 48 set/16 FIN

US$ 1 bi - 0

11 Logística

África Acidente ferroviário grave envolvendo comboio Vale com o trem de passageiros CFM 288 n 160 TBD 96 TBD FIN US$ 15 MM

até 5 pessoas

SOC Nível G 12 Logística

África Acidente ferroviário grave atingindo comunidades adjacentes 288 n 160 TBD 160 TBD FIN

US$ 18 MM 3 pessoas SOC

Nível G 13 Ferrosos

Sul Atraso no licenciamento de barragens de rejeito, cavas e PDEs 288 n 288

-

288 N/A US$ 1 biFIN -

14 Logística

África Abalroamento grave 288 n* 288 TBD 96 TBD FIN

US$ 1 MM - SOC

Nível G 15 EFC Interdições da via devido a invasão por comunidades, movimentos sociais, MST,

indígenas, quilombolas, movimentos sindicais e outros 208 n* 144 n* 144 dez/18 FIN

US$ 127 MM 1 pessoa SOC

Nível F Impactos mais significativos FIN SEG* Não-FIN

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EXEMPLO DE PAINEL DE RISCO - BOWTIE

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CONTATOS

José Luis Couto Lyra Júnior Risco Operacional Vale S.A.

Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 218 Barra da Tijuca

22640-100 Rio de Janeiro RJ Brasil

T. (+55 21) 3485-3952 / Carrier 823 / C. (+55 21) 98748-5667

[email protected]

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