GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NA VALE
O que é? O processo de gestão de risco operacional tem por finalidade diagnosticar, tratar e monitorar os riscos que podem levar a Vale a se desviar de seus objetivos, bem como evidenciar um gerenciamento efetivo que mantenha a confiança dos stakeholders.
Desde 2007, quando a área de gestão de risco operacional foi criada, esse processo se aperfeiçoa na direção de integrar-se aos demais processos organizacionais, garantindo a inclusão da perspectiva de risco nos processos de tomada de decisão.
A área de gestão de risco operacional é responsável pela coordenação do modelo de gestão de risco operacional da Vale, que consiste em governança, metodologias, processos e sistemas.
As áreas de negócio e de suporte são responsáveis pela identificação, análise, avaliação, tratamento, revisão e monitoramento de seus riscos, controles e planos de ação, e contam para isso com o modelo, capacitação e suporte providos pela a área de gestão de risco operacional.
Quem?
Como?
Os principais riscos, seus controles e planos de ação são avaliados trimestralmente pelos responsáveis das áreas de negócio e de suporte. O conjunto de riscos, controles e planos de uma unidade constitui o seu painel de riscos, que é validado pelo líder da respectiva unidade. Os painéis validados são enviados trimestralmente à área de gestão de risco operacional, que os consolida, realiza análise crítica e reporta ao Comitê Executivo de Risco, aos Conselhos Fiscal e Administrativo, à liderança sênior, a outros comitês e, anualmente, à Auditoria Interna.
MISSÃO DA ÁREA DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL
modelo de gestão do gerenciamento de
risco operacional
Áreas de negócio e de suporte Gerência de
Gestão de Risco Operacional
Governança Metodologias
Processos Sistemas
integração com outros processos organizacionais identificação, análise,
avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos
executado desenvolve
mantem suporta
consiste de
viabiliza permite
DESAFIOS DA ÁREA DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL
• Implementar e melhorar continuamente um processo integrado global e metodologias de gestão de risco operacional para a Vale e outras empresas do grupo
• Dissuadir práticas de gerenciamento de risco por silos
• Incentivar que todas as mudanças significativas planejadas só sejam executadas após análise, avaliação e eventual tratamento dos riscos
• Garantir a qualidade das informações de risco operacional
• Liderar o desenvolvimento e manutenção de um sistema de gestão integrada de risco operacional
• Disseminar uma cultura de gestão efetiva de risco
• Encorajar uma postura de transparência, proativa e colaborativa em todas as equipes de gerenciamento de risco operacional, partes interessadas e suas lideranças
• Trabalhar com a percepção individual, de grupo e organizacional, e eventualmente incentivar a ampliação do espectro de análise com a agregação de especialistas externos
DIMENSÕES DA GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL
Valor em Risco
PRINCIPAIS AMEAÇAS PARA A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL
Perdas críticas ou catastróficas em uma ou mais dimensões (saúde, segurança, meio ambiente, social, reputacional ou financeira)
Falta de planos efetivos de crise e continuidade do negócio no caso de um evento crítico ou catastrófico
Gestão de stakeholders ineficiente e pouco eficaz
Aumento do prêmio e/ou perda de coberturas nas apólices de seguros
“Material weakness” no certificado da auditoria externa de Sox
Perda de investidores, principalmente os socioambientalmente responsáveis
Má percepção da gestão de risco operacional demonstrada nos relatórios: GRI, 20-F, ICMM, CVM, CDP, CDP-Water, Guia Exame de Sustentabilidade, dentre outros
Falta ou falha significativa da gestão de risco operacional apontada por auditoria externa ou
investigação oficial pós acidente crítico ou catastrófico com potencial indiciamento criminal da alta administração
GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL É UM PROCESSO CONTÍNUO
1. Capacitação Especialistas em risco
das Unidades
2. Auto AvaliaçãoPainel de Riscoda Unidade
3. Consolidação e Comunicação Painéis de Risco da
VALE 4. Análise Crítica Painéis e Reportes
Capacitação dos especialistas em risco Área de Gestão de Risco Operacional
Manutenção do painel de risco Especialistas em Risco da Unidade
Gerenciamento de riscos, controles e planos
Donos dos Riscos, Controles e Planos de Ação (geralmente lotados na Unidade)
Liderança da discussão do painel de risco
Líder de Risco da Unidade
Validação.do painel de risco Diretor/Gerente Executivo
Consolidação e reporte trimestral para Fóruns, tais como:
Comitê Executivo de Risco, Conselho Fiscal, etc.
Área de Gestão de Risco Operacional Análise críticas dos painéis e
reportes
Gestão de Risco Operacional Comitê de Risco Operacional
GOVERNANÇA DO MODELO DE GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL
Papéis de gerenciamento
dos riscos
Líder de Risco Linha Negócio
Líder de Risco Área
Área de Negócio ou de Suporte
Comitê de Risco Operacional
Linha de Negócios
Donos de Risco
Donos de Recomendação
Donos de Plano
Donos de Controle
Papéis de gestão do gerenciamento
dos riscos Comitê Executivo
de Risco Outros Comitês
Su p orte d a G e rên cia d e Ge stão d e R isc o Ope racional
especialista em risco
Reporte Trimestral
Visão VALE Gerência de Gestão de
Risco Operacional
Papéis de coordenação do modelo de gestão de
risco operacional
TODOS OS EVENTOS DE RISCO SÃO MEDIDOS QUALITATIVAMENTE
(DEPENDENDO DA NATUREZA DEMANDAM MEDIDAS COMPLEMENTARES)
* Nível de severidade definida para cada uma das dimensões
Como se calcula a medida de risco na Vale?
=
Probabilidade
+
Severidade Medida de risco
Referência histórica
Referência Explicativa Ambiente Controles
5 4 3 2 1
Mais provável Menos provável
6 dimensões (Financeira, Saúde, Meio Ambiente, Segurança, Reputacional e Social)
Considerado o maior nível entre as 6 dimensões analisadas
C D E F G
Menos Severo*
Mais severo*
Resultado de C a G Resultado de 1 a 5
Como resultado, temos uma medida para cada evento de risco identificado
O que nos permite elaborar a matriz de risco
Matriz de risco
Severidade
Probabilidade
CADA EVENTO É ANALISADO EM TRÊS CENÁRIOS
Risco Puro
Risco Puro é a medida de risco da máxima exposição a um evento de risco
Não considera a existência de controles e/ou planos de ação
Impacto Evento
Causa
Risco Atual
Risco Atual é a medida de risco mais próxima da situação atual de um evento de risco
Considera a existência de controles, assumindo que são eficientes, mas não contempla planos de ação
Impacto Control
Evento e Control
Causa e
Risco Residual
Risco Residual é a medida de risco da situação futura, após a execução da estratégia de
tratamento
Considera a existência de controles, assumindo que são eficientes, e os efeitos dos planos de ação
Impacto Controle
Plano de Evento ação
Plano de Controle ação
Causa
Forma Descrição
MEDIMOS TAMBÉM A EFETIVIDADE DOS CONTROLES
1.
Eliminação
2.
Substituição 3.
Controle de Engenharia
4.
Sinalização e Advertência
5.
Control e Adm.
6.
EPI
E F I C A Z
O controle está funcionando conforme projetado
O controle está parcialmente funcionando conforme projetado
O controle não funciona ou não é executado
Eficácia
Mede o quanto o projeto do controle pode reduzir o efeito de uma causa ou de um impacto
Mede a efetiva execução do controle, i.e., se ele está sendo executado conforme seu projeto
Farol de Eficiência
Por que um controle perde sua eficiência?
Por não estar na rotina de manutenção
Pela paralisação de etapas da rotina de manutenção existente
Por não serem realizados testes e simulações
Por haver confiança excessiva nos controles
Por não serem resolvidas imediatamente as vulnerabilidades identificadas
Eficiência
EXEMPLO DE PAINEL DE RISCO - COBERTURA
Não constam nas estatísticas, mas áreas estão em processo de implantação Atualizados
Area 1
Área 2
Area 3
Area 4
Area 5
Area 6
Area 7
Constam nas estatísticas e as informações estão atualizadas até o trimestre atual
Em desenvolvimento
A desenvolver Não constam nas estatísticas e as áreas ainda não foram capacitadas
Area 8
Area 9
Area 10
EXEMPLO DE PAINEL DE RISCO – PRIORIZAÇÃO PARA O PAINEL
Y
Alto, Médio ou Baixo
Z
Risco Muito Alto
Z-X
Alto,Médio ou Baixo
Z-X-W
Nível de Controle ≠ Eficiente
W
Nível de Controle = Eficiente
X
Risco Muito Alto
+
Risco puro* Risco atual Riscos priorizados
Z riscos W riscos
Z+W riscos priorizados e apresentados no painel
Critérios
Cenários com o
risco atual muito alto
Cenários com risco puro muito alto e com algum controle sem eficiência total
A
B
A
B
Painel de Riscos de Negócio
Unidade Descrição do Evento de Risco RP Status
Contrl RA Status
Plano RR Data Fim
1 EFC Acidente ferroviário grave com o trem de passageiros 416 n* 160 n 96 dez/17 FIN
US$ 539 MM
mais que 20 pessoas
SEG | REP | SOC Nível G 2 Carvão Interrupção do fornecimento de explosivos para o processo de desmonte 416 n 160 n* 96 nov/16 FIN
US$ 1 bi - SOC
Nível G
3 EFC Acidente ferroviário grave com o trem de combustível 416 n* 160 n 96 dez/17 FIN
US$ 86 MM - MA
Nível G 4 Logística
África Incêndio na oficina de material rodante 416 n* 96 n* 24 out/16 FIN
US$ 60 MM
mais que 20 pessoas
SEG Nível G 5 Ontario Rompimento das barragens - que ainda precisam de melhorias 288 n 160 n* 96 dez/20 FIN
US$ 1,405 bi
mais que 20 pessoas
SEG | SOC Nível G
6 EFC Falha estrutural grave na ponte sobre o Rio Tocantins 288 n* 96 n 96 N/A FIN
US$ 2,084 bi
até 5 pessoas 7 EFC Falha estrutural grave na ponte Rio Mearim ou Estreito dos Mosquitos 288 n* 96 n 96 dez/16 FIN
US$ 1,067 bi
até 5 pessoas 8 CAJ Incêndio e projeção de fragmentos de rocha na subestação principal do CAJ 288 n 160 n* 40 dez/16 FIN
US$ 77 MM
duas pessoas
SOC Nível G 9 Sossego Acidente grave no traslado de empregados sob gestão dos contratos de fretamento e
veículos leves. 288 n 96
-
96 N/A US$ 10 MMFIN mais que 20pessoas
SEG Nível G
10 Navegação Encalhe de navio próximo a costa com vazamento de óleo 288 n 48 n 48 set/16 FIN
US$ 1 bi - 0
11 Logística
África Acidente ferroviário grave envolvendo comboio Vale com o trem de passageiros CFM 288 n 160 TBD 96 TBD FIN US$ 15 MM
até 5 pessoas
SOC Nível G 12 Logística
África Acidente ferroviário grave atingindo comunidades adjacentes 288 n 160 TBD 160 TBD FIN
US$ 18 MM 3 pessoas SOC
Nível G 13 Ferrosos
Sul Atraso no licenciamento de barragens de rejeito, cavas e PDEs 288 n 288
-
288 N/A US$ 1 biFIN -14 Logística
África Abalroamento grave 288 n* 288 TBD 96 TBD FIN
US$ 1 MM - SOC
Nível G 15 EFC Interdições da via devido a invasão por comunidades, movimentos sociais, MST,
indígenas, quilombolas, movimentos sindicais e outros 208 n* 144 n* 144 dez/18 FIN
US$ 127 MM 1 pessoa SOC
Nível F Impactos mais significativos FIN SEG* Não-FIN