• Nenhum resultado encontrado

O PLANEJAMENTO E A SALA DE AULA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "O PLANEJAMENTO E A SALA DE AULA"

Copied!
57
0
0

Texto

(1)

E A SALA DE

AULA

(2)

0 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

SUMÁRIO

1 DELINEANDO UMA SALA DE AULA ... 04

1.1 O professor a frente da sala de aula ... 05

1.2 A preparação das aulas ... 06

1.3 Como lidar com as dificuldades de aprendizado em sala de aula ... 09

1.4 Delineando uma sala de aula eficiente ... 12

1.5 Planejamento de ensino ... 15

2 A INDISCIPLINA EM SALA DE AULA ... 21

2.1 Os tipos de alunos que temos ... 23

2.2 A resolução dos problemas disciplinares: uma abordagem comportamental e cognitiva... 26

2.3 Técnicas sugeridas para abordagem comportamental... 28

3 APENDICE ... 43

4 EXERCICIOS ... 53

5 REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS ... 58

(3)

1 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

1. DELINEANDO UMA SALA DE AULA

Todos nós sabemos que trazemos conosco uma bagagem para sala de aula como professores que nos norteia e nos define como professores. Muito provavelmente a decisão de tornar-se um professor vai além da simples escolha de um curso para prestar vestibular. Mas sim, tem relação com um professor no passado ou alguém que conhecemos (pai, mãe, tio (a), irmão ou irmã mais velho) que nos encantou em algum momento e por isso acabamos, mesmo que inconscientemente tomando a decisão de sermos professores.

Ser professor é estar praticamente 24 horas de seu dia dentro de uma sala de aula, pode parecer exagero a principio, contudo, quando pensamos que a jornada de um professor para estar em sala de aula começa com a preparação das aulas, com a organização do que levar para sala de aula, correção de provas e atividades, e todo o sistema burocrático das escolas que faz com que injustamente um professor tenha uma jornada extra de trabalho que não é remunerada.

Mas, não é o propósito deste material discutir esse tipo de questão ou mesmo desmotivar os nossos professores de inglês apresentando-lhes mais uma vez a realidade que confrontam cada dia.

Um professor é antes de qualquer coisa alguém que tem a capacidade e encantar os seus alunos a cada momento com uma novidade. Com algo novo, seja um fato novo, um comentário, um sorriso, uma atitude, etc. Segundo HENRY ADAMS, citado por MITCH ALBOM “O professor se liga à eternidade: ele nunca sabe onde cessa a sua influencia.” Devemos ter em mente que a partir do momento que estamos diante de uma sala de aula repleta de alunos temos uma missão a ser superada, temos um objetivo a cumprir, e para tanto devemos tornar a sala de aula, a nossa sala de aula o melhor ambiente para que os nossos alunos aprendam e cresçam, criem asas e façam com que de alguma forma nós nos liguemos à eternidade.

Mas como fazer isso? Como deixar a minha sala de aula cativante para os meus alunos e, não me tornar um professor palhaço ou caricato. E como ser o professor que os alunos gostem de assistir as aulas sempre? Alguns aspectos sobre

(4)

2 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

isso já foram abordados em nosso primeiro volume. O professor precisa acima de tudo conhecer o conteúdo a ser ensinado, mas também, ele precisa saber que a organização da sala de aula e o funcionamento da mesma devem seguir uma rotina que encante os alunos e não os entedie. Abordaremos então algumas dessas opções.

1.1 O professor frente à sala de aula.

Uma vez diante de sua sala de aula o professor começa a fazer uso de seu instrumento de trabalho, a sua voz. Em especial em uma aula de inglês, que nos dias e hoje, sobretudo nos cursos de linguagem comunicativa o principal objetivo é a fala o professor deve falar e deve motivar os seus alunos a falarem também.

Entretanto o falar dos alunos aqui deve seguir outros critérios. A fala do professor deve ser amistosa e convidativa para os alunos. O professor deve cuidar para que a sua pronúncia seja clara. Devemos lembrar que estamos tratando de uma nova língua, o que é diferente para os alunos. Em especial com turma de crianças devemos ter cuidado para que as palavras sejam pronunciadas com clareza e aqui fazer o uso da linguagem corporal para que o processo de comunicação seja completo com sucesso.

Oscilações no tom de voz são boas também, fazem com que os alunos tenham a sua atenção chamada para um determinado ponto que o professor queira ressaltar ao mudar o tom de voz ou o volume. Manter a voz em uma mesma tonalidade o tempo todo pode tornar a sua aula cansativa e monótona, e consequentemente os seus alunos não estarão prestando atenção em você.

Outro ponto importante a ser notado pelo professor uma vez que esteja diante de uma sala de aula é como ele se veste, não é nossa intenção aqui dar aulas de postura e etiqueta sobre esse tipo de coisa, contudo, temos que ter em mente que diante de uma sala de aula somos uma espécie de vitrine viva. O que acaba por chamar a atenção dos alunos para como estamos vestidos ou acessórios que usamos. Por isso, algumas escolas fazem o uso de uniformes ou jalecos, contudo, quando isso não está disponível o bom senso deve ser o melhor conselheiro do professor. Entretanto, em alguns momentos algumas mudanças no vestuário para chamar a atenção dos alunos para algumas coisas podem ser bem vindas. Como

(5)

3 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

por exemplo, um dia que a aula for sobre cores usar uma camisa com partes coloridas e de cores marcantes, ou quando em uma aula de conversação mais avançada e o tema for um tanto quanto polêmico usar uma camisa com uma frase de efeito relacionada ao tema em inglês, para chamar a atenção dos alunos para o que se quer discutir. Outro aspecto é a caracterização de acordo com datas especiais, como St. Patrick’s Day, Valentine’s Day, 4th July ou o próprio Halloween.

Contudo, tudo isso deve ser combinado com a escola e estar de acordo para que nenhum princípio da escola seja quebrado. O que queremos aqui é chamar atenção para o que vai ser aprendido em sala de aula ou algum conteúdo cultural e não polemizar com crenças religiosas ou até mesmo pessoais.

Cada um de nós tem vivências diferentes, em especial àqueles que tiveram a oportunidade de viver fora. Sabemos que mesmo em nosso país temos sotaques diferentes de acordo com as regiões geográficas, e isso também acontece com as diferentes regiões onde a língua inglesa é falada, por isso devemos tomar cuidado com a correção dos alunos e acima de tudo com a ética profissional nesses momentos. Isso pode refletir diretamente no comportamento dos alunos, em especial aqui nos cursos de idiomas. Contudo, sabemos que estes são apenas conselhos menores. Passaremos agora à abordagem de assuntos que são mais complexos para o professor dentro de sala de aula.

1.2 A preparação das aulas

Uma das chaves para uma aula bem sucedida e um bom aproveitamento pedagógico por parte dos alunos é a prévia preparação de um plano de aula. Para alguns professores isso pode ser maçante ou até mesmo podem existir professores que não sabem como preparar planos de aula eficientes para as suas turmas. E aqui se encontra talvez a raiz de muitos dos problemas que enfrentamos em sala de aula, como indisciplina por parte dos alunos, inquietação e insatisfação por parte do professor, falência nas notas por parte dos alunos, problemas com pais de alunos e com a escola. A fim de evitarmos todos esses problemas o professor deve buscar ser o mais organizado possível, mantendo aulas planejadas antecipadamente. Não há uma regra de quantas aulas o professor deve manter previamente planejadas,

(6)

4 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

entretanto é sabido que o que pode parecer difícil ou “boring – cansativo” pode lhe render muitos frutos posteriormente, e bons frutos.

Uma aula bem planejada dever ser intrigante e proporcionar nos alunos a vontade de querer estar de volta na próxima aula, deve responder aos questionamentos dos mesmos e promover o aprendizado e a integração dos alunos.

Além de que, como citado em tópico anterior, somos vitrines vivas quando diante de uma sala de aula, e se não temos uma aula planejada certamente diante da sala de aula demonstraremos insegurança, ou o que ainda é pior ficaremos sem atitude diante de um fato (acontecimento de indisciplina ou outros) ou ainda diante de algum questionamento. Principalmente, porque no mundo globalizado que vivemos os alunos encontram palavras e expressões de origem inglesa constantemente, e palavras e expressões novas, em contextos variados, que certamente provocarão questionamentos por parte dos alunos mais curiosos ou até mesmo daqueles que estão simplesmente interessados em testar a capacidade e o conhecimento do professor. Por isso, a preparação da aula é fundamental, porque durante a mesma o professor pode antever situações problema como essas e se antecipar para esses acontecimentos. Mas como preparar uma aula? O que devo focar para a preparação de uma aula?

Com esses questionamentos em mente, sugerimos que o professor busque responder algumas outras perguntas concomitantemente:

• O QUE ENSINAR? – O professor deve escolher cuidadosamente o que ensinar aos seus alunos. Falo isso especialmente para os professores que estão em escolas regulares, e que mesmo tendo um material apostilado de suporte ou um livro didático precisam ter em mente que tanto o livro quanto a apostila são um apoio para o aprendizado do aluno, mas que precisam ser pensados e adaptados para a realidade dos alunos de cada turma. Para os professores de cursos livres de idiomas isso pode ser menos preocupante, pois, na maioria das vezes simplesmente segue-se uma metodologia.

Contudo, mesmo o seguir uma metodologia não impede que o professor tenha em mente previamente que precisa saber o que vai ensinar aos seus

(7)

5 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

alunos. É aqui que o professor escolhe o que vai ser passado para a turma.

Lembrando que o conhecimento passado deve ter valor a ser agregado à vida prática do aluno, como recomenda o PCN de língua inglesa.

• COMO ENSINAR O CONTEUDO ESCOLHIDO? – Nesse momento o professor deve pensar em todo o processo de aprendizado que espera dos seus alunos. Qual serão as abordagens usadas. E, aqui o professor deve ter ciência total de seu grupo de alunos: Para qual faixa de idade estou ensinando? / Quantos alunos tenho em sala? / Qual o espaço físico será necessário para promover o aprendizado dos meus alunos? / Qual material de apoio será necessário? / Precisarei de ajuda de outras pessoas como suporte?

• AVALIAÇÃO – Todo o processo de avaliação precisa de uma avaliação ao final. Essa avaliação não precisa necessariamente ser feita na forma tradicional, na qual os alunos fazem um teste escrito ao final do aprendizado de um conteúdo; entretanto, o professor aqui pode ser criativo e avaliar os seus alunos por meio de uma conversa, uma interação ou dinâmica. Acima de tudo, é importante os alunos saberem o que aprenderam ao final de um ciclo de aprendizado e um pouco mais, saberem qual a importância do que aprenderam em sala de aula.

Esses sãos alguns dos passos mais importantes para a elaboração de uma aula eficiente e com objetivo, mesmo quando ensinando em cursos de idiomas ou aulas particulares é importante ter mente esses passos, pois, os mesmos podem nos garantir mais sucesso. Contudo existem outros fatores em sala de aula que ainda devem ser levados em consideração. Falaremos mais desses fatores adiante.

1.3 Como lidar com as dificuldades de aprendizado em sala de aula.

Como professores de língua estrangeira temos que tomar cuidado com a interferência que isso pode gerar também no processo de alfabetização dos alunos, e como esses reagem ao conhecimento de uma língua estrangeira. O incentivo a leitura pode ajudar os alunos a fazerem essa ponte com mais segurança e naturalidade. Como dito por SMITH – “O entendimento ou compreensão é à base da

(8)

6 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

leitura e do aprendizado desta. (...) Aprendemos a ler, e aprendemos através da leitura. Acrescentando coisas àquilo que já sabemos.” (Smith, 2003, p.21). A leitura abre espaço para que alunos entendam que letras são mais do que símbolos gráficos e, portanto, devem se sentir atraídos a interpretá-las e fazer dela parte do seu mundo. Isso se chama compreensão de texto e se baseia no que o aluno já sabe e no que ele interpreta a partir do conhecimento que ele já possui. Isso ajudará os alunos tanto na interpretação, mas também na pronuncia das palavras, pois, estará familiarizado com as mesmas. A fim de que esse processo de aprendizado da leitura seja eficiente SMITH sugere que a leitura seja rápida, seletiva e compatível com o que o leitor já sabe, pois, é extremamente importante que o leitor tenha em mente que cada faixa etária possui suas nuances e peculiaridades. (Smith 2003, p.

84). Mas cuidado, uma rápida leitura não significa uma leitura descuidada, o leitor deve ter condições de se deleitar com a leitura, mais uma vez, para que se tenha sucesso é necessário o planejamento prévio do que desejamos que os nossos alunos leiam.

A fim de implementar isso com sucesso em nossas aulas devemos primeiramente eliminar a ideia que leitura é uma forma de punição para os nossos alunos. Devemos criar momentos de leitura e leitura com prazer. Em sala de aula o ideal é que usemos textos curtos, objetivos e contextualizados. Para isso um trabalho em conjunto com os professores de língua portuguesa seria interessante e reforçaria também a ideia da multidisciplinaridade. O que desejável hoje em dia nas escolas. Para os professores de língua portuguesa esse trabalho pode se tornar mais fácil e mais interessante para os alunos, pois, possuem diante de si uma gama de opções para serem exploradas, como outdoors, propagandas, jornais, livros, poesias, musicas, etc. tudo em português. O que o professor de língua inglesa precisa fazer é aprender a explorar parte desses recursos também, pois, nos dias de hoje temos em praticamente todos esses locais opções de palavras de “chunks” em língua inglesa.

O professor aqui pode explorar propagandas, a internet, a mídia de uma maneira geral em busca de recursos para serem explorados para leitura em língua inglesa. Quando o nível de compreensão da língua inglesa dos alunos for alto, podemos também trabalhar letras de musica, poesias e até a literatura em inglês, na forma de rodas de leitura, o que não os desestimularia quando encontrassem

(9)

7 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

alguma dificuldade de vocabulário. Segundo CONDEMARÍN e MEDINA (2005, p. 45)

“... os círculos literários são discussões sobre literatura e leitura coordenadas pelo professor incluindo toda classe, ou realizadas em pequenos grupos formadas por duplas. (...) Os alunos participam do diálogo para interpretar ou explicar o conteúdo”, Com isso temos o envolvimento dos alunos no próprio processo de aprendizado, e temos também uma interação entre os alunos e o professor o que auxilia a evitar problemas de indisciplina.

Com os alunos menores podemos trabalhar também com a contação de histórias e jogos de palavras e adivinhações para a interpretação de textos e historias contadas em sala de aula.

Em paralelo, ao incentivarmos a leitura de nossos alunos teremos também a condição de incentivar a escrita, e aí com maior conhecimento das palavras na língua inglesa teríamos menos erros de ortografia e até mesmo de estruturas gramaticais, sem que, no entanto fosse necessário parar e explicar-lhes regras gramaticais, o que pode tornar a aula cansativa e gerar problemas de indisciplina também. CONDEMARÍM e MEDINA (2005, p. 63) afirmam que: “Escrever ou produzir um texto é um ato fundamentalmente comunicativo, assim, para aprender a escrever é necessário enfrentar a necessidade de comunicar algo em uma situação real, a um destinatário, com propósitos reais”.

O que queremos dizer aqui é que devemos ativar os sentidos e representações já percebidos pelos alunos, a fim de fazer com que eles seja revelados e se tornem relevantes para o aprendizado dos mesmos. É interessante aqui que os alunos entendam o real valor da palavra escrita, de acordo com KAUFMAN (1995, p. 51) “O absurdo da escola tradicional é que se escreve nada para ninguém. Todo o esforço que a escola tradicional pede à criança é o de aprender a escrever para demonstrar que se sabe escrever”,

O problema supra mencionado é muito comum nas escolas, mas de fácil resolução. Uma forma eficiente de ensinar os alunos o valor da escrita é, antes de tudo, o planejamento prévio daquilo que se espera dos alunos. E aqui, mais uma vez devemos fazer uso da tecnologia a nosso favor, com o uso de mensagens tipo e- mail. Mas, lembrando que tudo deve estar de acordo com a idade dos alunos.

Podemos nesse tipo de incentivo também fazer um trabalho valorizando datas

(10)

8 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

comemorativas como “Valentine’s Day”, “Mother’s Day”, “Father’s Day”,

“Christima’s”, etc. incentivando os alunos a escreverem cartões para trocar entre si e ou até mesmo para levarem para casa. Sendo trabalhado na forma de projeto temos aqui uma ótima oportunidade de manter os alunos envolvidos com o próprio aprendizado.

Outro problema que pode ser levantado na aprendizagem dos alunos é quanto à pronúncia deles. Devemos nos lembrar aqui que tudo que falamos em língua estrangeira será para muitos o primeiro contato deles com a língua estrangeira. Então, podemos trabalhar aqui com música, vídeo ou até mesmo com a simples escuta, mas falaremos mais sobre esses assuntos posteriormente, pois, na maioria das vezes nas escolas regulares não temos condição de desenvolver plenamente a parte oral dos alunos, deixando isso mais a cardo dos cursos de idiomas. Mas o que não quer dizer que não devamos incentivá-los a fazer a pratica da oralização das palavras em língua inglesa.

1.4 Delineando uma sala de aula eficiente

Uma sala de aula eficiente é composta por muitos aspectos e boa parte deles depende diretamente do professor mesmo antes de estar diante de sua classe.

Portanto, vamos agora passar a observar alguns destes aspectos a fim de promover uma melhora dentro da sala de aula.

O primeiro aspecto a ser levado em consideração aqui é a pontualidade.

Quantas vezes passou pela situação de chegar atrasado a uma reunião e se deparar com todas as pessoas esperando por você, e percebe que todos já estão assentados e organizados, prontos para começar. Algumas vezes isso pode acontecer profissionalmente, contudo, segundo adverte DIXIE (2006, p. 73) “Além de ser totalmente descortês para com os alunos, chegar atrasado para as aulas é uma estratégia de gestão muito ruim”. Ainda segundo DIXIE a pontualidade garante que você está pisando seu “próprio território”, que você está pronto para receber os seus alunos sob “suas condições” e que você está um grande passo a frente deles. Por outro lado, se chegar atrasado para as aulas, terá de gastar um valioso tempo de ensino tentando recuperar a vantagem psicológica que perdeu diante dos alunos.

Por que causar a si mesmo esses problemas? Entretanto, em situação em que os

(11)

9 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

professores têm de mudar de sala de aula, é certo que os atrasos ocorrerão, mas por culpa deles. Os alunos definitivamente implicarão com sua falta de consideração simplesmente se souberem que você parou para tomar o cafezinho e está tomando em vão o tempo deles.

Outro passo importante é conhecer os seus alunos pelo nome. Isso é absolutamente importante para o seu domínio de sala de aula, de acordo com DIXIE (2006, p. 74) A vantagem psicológica do professor que conhece os seus alunos pelo nome é enorme sobre aquele que não conhece. Este é o primeiro passo para que os alunos se sintam especiais, o que reduz a possibilidade de se comportarem mal em sua sala de aula. Para isso, temos algumas estratégias: Podemos sentar os alunos em ordem alfabética nos primeiros dias de aula, pode tirar uma fotografia da classe e anexar ao seu diário de classe, e é claro, em especial no primeiro dia de aula fazer dinâmicas que promovam a repetição dos nomes dos alunos. Ainda de acordo com DIXIE (2006, p. 75) “Grande parte do controle social em sala de aula pode ser obtida simplesmente porque os alunos gostam de você e se identificam com você”.

Sempre que possível demonstre simpatia pelos seus alunos, fale a eles com um sorriso franco e sincero. Não pense que seus alunos, não importa qual seja a idade deles, não saibam quando você está sendo menos sincero com eles. Olhe sempre que possível nos olhos dos seus alunos, especialmente quando estiver dando a eles respostas aos questionamentos que eles possam ter levantado. Você certamente será recompensado em sala de aula.

Uma outra situação é a chegada dos alunos em sala de aula. Algumas vezes esse fator é o responsável pelo mau andamento de uma aula. O fato dos alunos virem de diferentes partes da escola e chegarem à sala de aula em momentos diferentes. Uma forma de contornar esse tipo de contratempo é passar uma tarefa para os alunos a fim de esperar que os demais cheguem. Nas turmas de crianças menores o estabelecimento de uma rotina como a montagem de um calendário pode ser extremamente útil nesse momento. Alguma atividade interativa na forma de jogo que promova a preparação para a aula, como pegar livros dentro da mochila e separar o material para ser usado na aula também pode ser útil, claro, explorando a língua inglesa aqui também.

(12)

10 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

Todo professor com algum tempo de sala de aula já passou por um processo de avaliação da sua aula. E, certamente que passou por alguns treinamentos para estar em sala de aula também. Um ponto importante aqui é esclarecer aos alunos o que eles irão aprender na aula daquele dia. Isso fará com que os alunos se sintam mais envolvidos no processo de aprendizado como um todo. O que é extremante eficaz na estratégia de aprendizado.

De acordo com CURY (2003, p. 138) o processo de educação deve ser humanizado. O professor deve partilhar parte de sua história com seus alunos.

Envolvê-los com sua história os torna importantes para você e para si mesmos, e isso é fundamental para que a relação professor aluno seja grandiosa, ainda de acordo com ele; “a educação moderna está em crise, porque não é humanizada, separa o pensador do conhecimento, o professor da matéria, o aluno da escola, separa o sujeito do objeto.” As salas de aula estruturadas da forma tradicional contribuem para isso. Quando colocamos os alunos enfileirados em sala de aula temos uma organização muito grande por parte deles. É bonito de se ver e temos um maior controle dos alunos dentro da sala de aula. Contudo, qual a interação que essa estrutura de organização das cadeiras promove? Nenhuma. Os alunos estão ali, enfileirados olhando um para a nuca do colega da frente. E quando simplesmente olham para o lado chamamos a atenção deles. Uma boa forma de contornar esse tipo de problema é a formação em “U”, fazendo um semi-circulo em sala de aula. Assim, os alunos teriam condição de olhar uns para os outros e a interação entre eles seria melhor. Para alguns, isso pode parecer entranho, entretanto, a conversa entre eles que pode parecer ser uma tentação quando sentados nesse formado se acabaria com o tempo, pois, estariam olhando uns para os outros o tempo todo.

Uma sala de aula eficiente contribui para o aprendizado dos alunos de forma plena, clara. Claro que não esperamos que todos os alunos aprendam da mesma forma e ao mesmo tempo. E, são muitos os fatores que podem interrromper o processo de aprendizado. Quando tratamos do ensino da língua inglesa temos que tomar um cuidado ainda maior, pois, um pequeno deslize pode derrubar tudo o que se levou quase um ano para se conquistar dos seus alunos e traumatizá-los para o resto da vida no quesito língua inglesa. Alguns alunos simplesmente são mais agitados do que outros, e isso pode comprometer toda a sua sala de aula. Uma boa

(13)

11 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

estratégia para acalmar os alunos e mantê-los mais concentrado é colocar uma musica clássica de fundo durante as suas aulas. Isso diminui o ruído em sala de aula, aumenta o potencial de concentração dos alunos e estimula áreas do cérebro para o aprendizado. Contudo, essa estratégia deve ser feita com o consentimento da escola, e é fundamental que seja reportado à coordenação e até mesmo aos pais dos alunos o que está sendo feito em sala de aula para promover o aprendizado dos alunos. O processo de aprendizado pode ser muito mais interessante quando temos outras esferas envolvidas: professores, pais, alunos e direção da escola.

Ainda argumentando sobre a construção de uma sala de aula eficiente e conquistar os alunos para que seja um espaço de aprendizado é conquistar os alunos com elogios. DiXIE (2006, p. 77) nos afirma que nunca devemos subestimar o efeito de um bom elogio como ferramenta de gestão de sala de aula. Basta pensar como se sentiu quando alguém lhe deu os parabéns! Falaremos mais sobre isso adiante.

A acomodação do professor é a última coisa que deve acontecer. Um professor gestor e ativo no processo de aprendizado dos seus alunos circula pela sala de aula, mesmo quando os alunos encontram-se divididos em grupos e trabalhando silenciosamente a presença do professor ao redor ou o simples fato de saberem que o professor se preocupa com eles enquanto ocupados pode ser confortante e dar segurança para que aprendam melhor.

1.5 Planejamento de Ensino

Planejar e pensar são coisas que caminham em conjunto. Ao começarmos o nosso dia, cada um de nós pensa e distribui as atividades pessoais do dia no tempo disponível que temos: o que temos que fazer, para que fazer, com o que fazer e como fazer, etc. Nas mais simples e corriqueiras ações que temos que desempenharmos corriqueiramente, quando cada um de nós necessita pensar de forma a atendermos nossas metas pessoais e os objetivos, nós estamos assim planejando, sem necessariamente criarmos um sistema técnico que norteie as suas ações. Cada uma dessas observações iniciais está sendo expressa, apenas para chamar atenção sobre o aspecto cotidiano da ação de planejar ações, portanto, quem sabe, não tem a consciência do que está fazendo, nem se ainda pode

(14)

12 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

construir alguma coisa. Alguns até dizem: “Nem preciso mais pensar, vou fazendo o que me mandam fazer... “; “Eu não necessito planejar, já vou fazendo, porque sei onde vai dar...”. E assim por diante.

Parece-nos em um primeiro momento até mesmo um ponto de alienação isso.

Ter o homem como sujeito, na medida em eu assume atitude de dominado, fazendo- se dócil e outras tantas denominações que podem ser impressas no sujeito, quando este se torna objeto nas mãos de outrem. Todavia, não queremos aqui discutir tais questões, muito embora elas estejam presentes nas atividades habituais do homem.

O planejamento é um processo que exige certo grau de organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficácia de uma ação, quer seja em um nível micro, quer seja em um nível macro. O processo de planejamento está inserido em vários setores da vida social:

planejamento urbano, planejamento econômico, planejamento habitacional, planejamento familiar, entre outros. Do ponto de vista educacional, o planejamento é um ato político-pedagógico porque revela a nós intenções e a intencionalidade, expõe o que se deseja e o que se pretende atingir.

Mas o que significa planejamento do ensino e suas finalidades pedagógicas?

O que é o planejamento docente? Qual a relação entre projeto educacional e disciplina? A programação deve ser mensal, trimestral ou semestral? Onde está o projeto pedagógico da escola no meu planejamento? Todos estes são questionamentos que devem permear a mente do professor quando este faz o seu planejamento. Tais conceitos, atualmente, foram redefinidos, não só por conta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas também como resultante do novo modelo de sociedade, onde alguns denominam de sociedade aprendente, outros, de sociedade do conhecimento.

Do ponto de vista do ensino, é importante deixar claro que o professor necessita planejar, refletir sobre sua ação. Pensar sobre o que faz antes, durante e depois. O ensino, em qualquer um dos seus níveis, apresenta características muito próprias porque objetiva a formação do cidadão, do profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida. Mas, voltando à questão inicial, o que significa planejamento de ensino? Por que o professor deve planejar? Quais os procedimentos, os instrumentos, as técnicas, os métodos, os

(15)

13 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

recursos e as finalidades pedagógicas do planejamento de um ensino? Andes de desenvolver algumas dessas questões, é imprescindível afirmar que existem diferentes abordagens sobre o assunto. Tais abordagens se diferenciam pela forma como tratam à temática, todavia se afinam quanto aos seus elementos constitutivos.

Assim considerado, arrisca-se afirmar que o planejamento do ensino significa, sobretudo, pensar a ação de ensinar, refletindo sobre os objetivos, os conteúdos, os procedimentos metodológicos, a avaliação do aluno e do professor. O que diferencia é o tratamento que cada abordagem explica a partir de vários fatores: o político, o técnico, o social, o cultural e o educacional.

É essencial afirmar que o planejamento de ensino implica, especialmente, em uma ação refletida: o professor elaborando uma reflexão permanente de sua prática educativa. (ALARCÃO, 1996)

Desta maneira o planejamento de ensino possui algumas características que lhe confere certa particularidade, isto, especialmente, porque lida com os sujeitos aprendentes, portanto sujeitos em processo de formação humana. Para tal empreendimento, o professor realiza passos que complementam e se interpenetram na ação didático-pedagógica. Decidir, prever, selecionar, escolher, organizar, refazer, redimensionar, refletir sobre o processo antes, durante e depois da ação concluída, O pensar, em longo prazo, está presente na ação do professor reflexivo (SCHON, 1992). Planejar, então, é a previsão sobre o que irá acontecer, é um processo de reflexão sobre a prática docente, sobre seus objetivos, sobre o que está acontecendo, sobre o que aconteceu. Por fim, planejar requer uma atitude científica do fazer didático-pedagógico.

Mas como planejar? Quais as ações presentes e como proceder do ponto de vista operacional, uma vez que é entendido que o planejamento é um processo, um ato político-pedagógico e, por conseguinte não tem neutralidade porque uma intencionalidade se revela nas ações de ensino. O que se pretende desenvolver?

Que tipo de cidadão se deseja formar? Que tipo de sociedade se pretende construir?

Em primeiro lugar, as fases, os passos, as etapas, as escolhas, implicam em situações diversificadas, que estão presentes durante o acontecer em sala de aula, num processo de idas e vindas. Contudo, para efeito de entendimento, indica-se a realização de um diagnóstico aqui compreendido como uma situação de análise; de

(16)

14 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

reflexão sobre o circunstante, o local, o global. Nesse contexto didático-pedagógico:

averiguar a quantidade de alunos, os novos desafios impostos pela sociedade, às condições físicas da instituição, os recursos disponíveis, nível, as possíveis estratégias de inovação, as expectativas do aluno, o nível intelectual, as condições socioeconômicas (retrato sociocultural dos alunos), a cultura institucional a filosofia da escola ou instituição de ensino, enfim, as condições objetivas e subjetivas em que o processo de ensino irá acontecer.

Esse tipo de atitude por parte do docente o encaminhará para uma reflexão de sua ação educativa naquela instituição e a partir desse diagnóstico inicial, relacionando com o projeto político-pedagógico da escola, poderá desenvolver uma prática formativa.

De posse do “Projeto de Ensino Oficial”, o docente irá elaborar sua programação, adaptando-a as suas escolhas, inclusive, inserindo a pesquisa nos exercícios didáticos. Caos a instituição de ensino não apresentem um projeto a respeito da disciplina de língua inglesa, o professor deverá elaborar o mesmo fazendo uso das seguintes observações:

a) EMENTA DA DISCIPLINA – Ementa é um resumo dos conteúdos que irão ser trabalhados no projeto.

b) OBJETIVOS DE ENSINO – Elaborá-los na perspectiva da formação da habilidade a serem desenvolvidas pelos alunos: habilidades cognitivas, sociais, atitudinais etc. Há níveis diferenciados de objetivos; OBJETIVO GERAL, o que se espera alcançar em longo prazo; OBJETIVO ESPECIFICO, o qual expressa uma habilidade específica a ser pretendida. Este deve explicitar de forma clara a intenção proposta. Os objetivos devem variar de acordo com o nível, conforme o projeto. Por exemplo, no plano de aula pode comportar mais de um objetivo específico, dependendo do número de sessões ou encontros que terá com esses alunos. É importante frisar, já dentro dos objetivos, quais estruturas irá depender dentro da instituição, a forma de elaborar projetos e planos. Há muita flexibilidade, contanto que no projeto de ensino ou plano de aula, estejam presentes os seus elementos constitutivos. Portanto, não existem modelos fixos.

Destaca-se ainda, que os objetivos, de uma maneira geral, para deixar claro a ação pretendida, devem iniciar com o verbo no infinitivo porque assim ira indicar

(17)

15 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

a habilidade desejada. Em caso do professor iniciar a descrição de uma outra habilidade no mesmo objetivo, deverá usar outro verbo no gerúndio.

A formulação dos conteúdos está diretamente relacionada com a seleção dos conteúdos.

c) CONTEÚDOS – de acordo com LIBANEO, conteúdos constituem saberes sistematizados na forma de hábitos, atitudes, valores e convicções. Um professor deve sempre se questionar para saber quais valores ele ensina?

Quais saberes são fundamentais? O professor deverá então fazer uma seleção dos conteúdos, considerar critérios como: validade, relevância, gradualidade, acessibilidade, interdisciplinaridade, articulação com outras áreas, cientificidade, adequação. Além do conhecimento da área a ser ensinada, no nosso caso da língua inglesa, o professor, por exercer uma função formadora, deve inserir outros conteúdos: socialização, solidariedade, respeito, ética, política, cooperação, cidadania, etc.

d) METODOLOGIA – Ou chamados de procedimentos metodológicos. A metodologia é o estudo dos métodos. Metodologia de ensino significa o conjunto de métodos aplicados à situação didático-pedagógica.

Posteriormente discutiremos mais sobre metodologias de ensino da língua inglesa.

Um método de ensino é o caminho escolhido pela escola, pelo professor ou por ambos em conjunto para organizar as situações de ensino-aprendizagem. A técnica é a operacionalização do método. No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula na perspectiva de promover a aprendizagem. E, juntamente com os alunos, irão avaliando quais são os mais adequados aos diferentes saberes, ao perfil do grupo, aos objetivos e aos alunos como sujeitos individuais, VASCONCELOS, 1996.

Quando um professor exacerba um método ou uma técnica, poderá estar privilegiando alguns alunos e excluindo outros, portanto, todo cuidado aqui nesse ponto é pouco, e, ainda mais, ele poderá estar deixando de realizar singulares experiências didáticas que poderiam ajudar o aperfeiçoamento da sua prática docente e possibilitar aos alunos variadas formas de aprender. Ainda arriscar a

(18)

16 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

trabalhar o saber de diferentes formas, percorrendo criativos trajetos em sala de aula.

Um bom método deve estar aberto a mudanças, às vezes, o medo de mudar impede que o professor se arrisque em novos caminhos pedagógicos. Daí o significado didático-pedagógico na formação do professor. Os paradigmas das experiências anteriores podem ser as referências de muitos professores. Assim posto, é válido para o docente buscar novas técnicas, desbravar novos caminhos, numa investida esperançosa de quem deseja fazer o melhor, do ponto de vista metodológico e didático, GARCIA, 1994.

DONALD SCHON tem sido uma referência técnico-metodológica dos profissionais que atual na área da formação de professores por afirmar que os bons profissionais utilizam um conjunto de processos que não dependem da lógica, da racionalidade técnica, mas sim, são manifestações da sagacidade, intuição e sensibilidade artística. SCHON orienta para que se observe estes professores para averiguarmos como desenvolvem suas práticas, como fazem e o que fazem, para colhermos lições para nossos programas de formação. (O saber fazer-docente, 2002).

O professor deve, portanto, refletir didaticamente sobre sua prática, pensar no cotidiano sobre o saber fazer em sala de aula, para não escorregar na mesmice metodológica de utilização dos mesmos recursos e das invariáveis técnicas de ensino. É importante que o professor estude sobre essa temática, uma vez que há uma diversidade metodológica que pode ser trabalhada em sua sala de aula e/ou em uma situação didático=pedagógica. Exemplo: exposição com ilustração, trabalhos em grupos, estudos dirigidos, tarefas individuais, pesquisas, experiências de campo, sociodramas, painéis de discussão, debates, tribuna livre, exposição com demonstração, júri simulado, aulas expositivas, seminários, ensino individualizado. Devemos lembrar aqui que se tratando do ensino da língua inglesa nem todas essas possibilidades são possíveis, contudo, quanto mais criativa tornar as suas aulas, mais motivará os seus alunos a aprenderem, aguce a curiosidade dos seus alunos com coisas novas e criativas e terá sempre respostas positivas.

(19)

17 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

e) AVALIAÇÃO – A avaliação é uma etapa presente quotidianamente em sala de aula, exerce uma função fundamental, que é a função diagnóstica. O professor deverá acolher as dificuldades do aluno no sentido de tentar ajudá- lo a superá-las, a vencê-las. Evitar a função classificatória, comparando sujeitos entre sujeitos. À avaliação deverá considerar o avanço que aquele aluno obteve durante o curso. Em especial nos cursos de idiomas, a avaliação continuada do aprendizado do aluno deve ser a melhor ferramenta para quantificar o aprendizado do aluno dentro de sala de aula.

Há muito que estudar sobre avaliação. De acordo com SEVERINO, 1995, uma das dicas é a de realizar as articulações necessárias para que se possa promover testes, provas, relatórios e outros instrumentos a partir de uma concepção de avaliação que diz respeito ao aluno como sujeito de sua aprendizagem, HOFFMAN, 1995, uma vez que planejar é uma ação dinâmica, interativa, e acontece antes de se iniciar o processo de ensino, durante e depois do processo. É uma ação reflexiva, que exige do professor permanente investigação e atualização didático-pedagógica.

2 A INDISCIPLINA EM SALA DE AULA

Os problemas de indisciplina em sala de aula têm, desde os tempos imemoráveis, incomodado professores e todo o corpo docente das escolas ao redor do mundo. Não é incomum encontrarmos professores preocupados e angustiados com problemas recorrentes em suas sala de aula relacionados à indisciplina, e esses problemas refletem não somente na vida do professor em sala de aula, mas também fora desta, quando o professor por razões parecidas começa a apresentar sintomas de stress, cansaço excessivo, depressão e muitos chegam até a desistir da carreira de educador. Tudo isso porque não conseguem manter a disciplina dentro de suas salas de aula. De acordo com (WOODS, 1990; FONTANA 1991;

CHARLTON & DAVID 1993; GOMEZ, MIIR & SERRATS 1993; BORG & RIDING 1991; BOYLE et. Al, 1995). Os professores referem-se de uma maneira generalizada a esses problemas como aspectos perturbadores e dos mais difíceis para quem leciona. Até mesmo os professores mais experientes concordam que adquirir o

(20)

18 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

domínio de sala e aula durante as primeiras semanas do ano letivo, se torna um dos principais objetivos do educador. Entretanto um somatório entre indisciplina e agressividade (bullying) tem conduzido os professores por um caminho de impotência, que pode ser pode ser simplesmente para desculparem, ao colocar as causas de tudo isso somente nos alunos, e na sociedade, evitando deste modo, qualquer reflexão sobre o tema. Pois, assim fazendo retiramos do corpo docente parte da responsabilidade e a depositamos somente nos alunos. Segundo (ZWIER &

VAUGHAM 1984; COSLIN, 1989; PERRY, 1990; CAMPART & LINDSTROM, 1997) é assim que se torna comum e passamos a não estranhar que se tenha um numero cada vez maior de professores que abandone o ensino por problemas psicológicos.

Ainda de acordo com tais pesquisadores e um estudo realizado por FARBER (1984), no qual participaram 398 professores e permitir que se verificasse que o stress dos docentes estava diretamente relacionado com a insatisfação no relacionamento com os alunos. Após isso, em um trabalho de GOLD (1985) verificou-se que os professores que apresentavam uma maior dificuldade em controlar em controlar os alunos apresentavam um maior grau de stress, exaustão, impotência e o sentimento de insatisfação pessoal. Podemos achar que tais estudos são antigos demais, pois datam de mais de uma década, entretanto, será que a situação mudou de alguma forma? Sim, e infelizmente para pior, o aumento das exigências em relação aos professores têm conduzido todos a uma confusão no que concerne às competências que são necessárias para exercer a profissão (OCDE, 1990; ARTHUR, DAVISON, LEWIS, 2005). Essas relações fomentaram, de acordo com esses autores, o desenvolvimento de novos hábitos nos alunos, modificando a sua visão da figura do professor, alterando as suas noções de disciplina e responsabilidade (ESTEVE, 1991; MAYA, 2000). Com o passar dos anos as relações nas escolas mudaram de nível e tornaram-se um pouco mais conflituosas e, muitos professores não souberam encontrar novos modelos de convivência e disciplina. São diversos os estudos que apontam o comportamento com indisciplina do aluno ou a falta de interesse na aula como principal fator de mal-estar e de permanente stress vivido pelos docentes (BOYLE, et. Al, 1995; HART, WEARING & CONN, 1995). Ainda de acordo com estes autores, temos nesse contexto um professor mais estressado e com uma necessidade ainda maior de manter a disciplina em sala de aula, podendo mesmo, em casos mais graves temer por sua integridade física. Segundo TEXEIRA, os

(21)

19 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

problemas de indisciplina estão na maioria das vezes diretamente ligados à autoridade do professor e estão todos dentro do campo das relações pedagógicas.

O que acontece, no entanto, é que no campo de pesquisas a respeito sobre disciplina em sala de aula o objeto de pesquisa é sempre o aluno. É como se todos os problemas da sala estivessem somente concentrados nos mesmos. Como já abordamos acima alguns aspectos para a melhor preparação das aulas e a importância disso para a manutenção da disciplina em sala de aula, passaremos agora a ver todas essas relações focando os alunos.

2.1 Os tipos de alunos que temos

Apresentaremos aqui alguns tipos de alunos que encontramos na sala de aula, sobretudo aqueles alunos que nos causam maiores problemas de disciplina e dificultam o nosso trabalho. Mas, gostaríamos de lembrar que não devemos sob condição alguma rotular os nossos alunos, ou segregá-los por qualquer razão que fosse. Se assim procedermos estaríamos entrando na prática do bullying e, como já comentamos acima isso pode trazer conseqüências desastrosas para a escola.

Apesar de que, quando envolve níveis de relacionamento diferentes não podemos chamar de bullying. Mas entendemos qualquer atitude dessa natureza como uma violência contra os nossos alunos e contra o processo de aprendizado como um todo.

O ALUNO PERTURBADOR – Esse aluno é a fonte dos comportamentos perturbadores em sala de aula. É o chamado de acordo com a metodologia tradicional o aluno problema. Em termos dinâmicos e de acordo com a metodologia tradicional que temos ainda na maioria das nossas escolas a tendência é isolarmos o aluno problema, ou aluno perturbador. Afastá-lo do grupo é a prática mais comum e a mais recorrente. Contudo, quando paramos para entender esses alunos ou buscar razões para esses comportamentos perturbadores nos deparamos com problemas sociais e emocionais, e segundo APTER, 1982; investigações centradas na intervenção conhecendo as perspectivas dos alunos, sublinhando as possíveis contribuições dos problemas de comportamento que os próprios alunos podem dar.

Assim os mesmos estariam envolvidos na vida escolar. Esse tipo de prática

(22)

20 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

pedagógica, de acordo com ESTRELA, 1986; provoca grandes resultados, pois, temos os alunos envolvidos diretamente no processo de gestão escolar.

Por outro lado, CRONK (1987), interpreta os problemas de disciplina em sala de aula como resultados de incompreensões entre professores e alunos, o autor destaca a natureza intrínseca entre os pontos de vista de alunos e professores.

Também COOPER (1993), ressalta a importância das relações entre professor- aluno. Mas parte desses aspectos já abordamos no nosso primeiro volume.

Sob o ponto de vista dos alunos podemos classificar essas relações em dois grupos, o das descobertas e o da experimentação das regras dos professores. De acordo com BERGE, 1986; Fundamentalmente, o que interessa em termos de prática educativa é o grau e a forma de disciplina que melhor prepara o sujeito para diferentes tipos de liberdade. A liberdade em educação não é mais do que um misto de liberdade e restrição, pois não se pode considerar uma sem a outra. Nas escolas há todo um sistema de regras que contribuem para determinar o comportamento das crianças e o conjunto desses deveres constitui aquilo que chamamos de disciplina escolar. Uma boa parte das correntes pedagógicas afirma que a disciplina é um meio que visa atingir objetivos em curto prazo e em longo prazo, no desenvolvimento pessoal, do ponto de vista intelectual, social, cívico e moral (CAMPOS, 1989).

Quando abordamos a problemática da disciplina verificamos que a existência de problemas disciplinares dependerá, até certo ponto, da definição de boa disciplina e consequentemente dos valores do educador (FONTANA, 1988). O que para um educar constitui um problema pode constituir para outro, uma irritação e, para outro ainda, apenas manifestação exuberante de bom humor por parte dos alunos. É justamente essa falta de coerência entre as diferentes autoridades com que o aluno lida no seu dia a dia escolar, que conduz os mesmos a tornarem-se alunos pesquisadores.

ALUNOS PESQUISADORES – Os alunos pesquisadores são aqueles que estão o tempo todo dispostos a testar o professor dentro de sala de aula. Testando diferentes comportamentos em cada ambiente para ver o que será tolerado. Da mesma forma, a maneira como olhamos os comportamentos que as crianças exibem na sala de aula, também varia com a cultura e com o tempo histórico em que se encontram inseridos (FONTANA, 1985).

(23)

21 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

Alguns problemas de indisciplina escolar parecem ser em grande parte, produtos de um único indivíduo em sala de aula ou de alguns poucos com dificuldade de adaptação (ESTRELA, 1990). O currículo pode ser justo e razoável e o educador pode demonstrar muita habilidade para estar com o grupo e, ainda assim haver dificuldades de comportamento. Eles acontecem na melhor das turmas. Quando os problemas de comportamento em sala de aula parecem dever-se ao comportamento de um aluno o professor precisa mais que impor-lhe sanções ou submetê-lo rigidamente a um controle externo, compreender o aluno para descobrir as causas e os motivos da não conformidade. Sem entender se tivermos em consideração não só a organização psicológica do próprio aluno, mas também as ações dos outros em relação a ele. Quase tudo o que acontece exerce algum efeito sobre o comportamento dos alunos, designadamente: o clima escolar, a idade, o sexo, o autocontrole, o autoconceito e o estilo cognitivo são condicionantes fundamentais que o professor deverá considerar quando lida coma s diferentes turmas e diferentes alunos em suas particularidades (FONTANA, 1988).

E, nesse contexto tudo se encontra envolvido. A organização política e prática das escolas, a natureza das regras escolares, o sistema de sanções e punições, a disponibilidade ou não do pessoal docente, a personalidade dos educadores/professores, todos esses fatores podem desempenhar um papel bastante significativo no eclodir ou na manutenção dos problemas comportamentais em sala de aula (WOODS, 1990). Qualquer que seja o problema a ser enfrentado pelo educador, o cerne do mesmo reside numa desadaptação ao meio; por parte dos alunos, por falta da escola, pela inabilidade dos professores (ESTRELA, 1994).

Por isso, o envolver e conquistar os alunos, encantando-os para que se tornem seus parceiros na jornada para o saber é de fundamental importância para que tenha aulas bem sucedidas e com alunos disciplinados.

2.2 A resolução dos problemas disciplinares: uma abordagem comportamental e cognitiva

Um bom professor tem um pouco de vários elementos do cotidiano do aluno consigo: É um pouco de pai (mãe), um pouco de tio (a), amigo, psicólogo, educador, orientados, modelo a ser seguido, etc. Quando tratamos de comportamento todos estes elementos podem nos auxiliar muito, entretanto, vale dizer que um bom

(24)

22 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

conhecimento de psicologia cognitiva e comportamental poderá desempenhar um papel importante no auxílio do educador em situações de indisciplina. Contudo, a ênfase em técnicas de especificidade (gravidade) da situação e das características da turma. Não existem receitas prévias que possibilitem determinar quais as técnicas a usar em função de presumíveis situações, caberá ao educador, melhor conhecedor da turma e de cada um dos seus membros em particular, usá-las convenientemente. Não existe filtro prévio que possa prever o sucesso ou o fracasso das diferentes técnicas num espaço relacional e complexo como a sala de aula, um lugar de acontecimentos e de desencontros permanentes e complexos.

Assim, as técnicas de controle disciplinar enfatizadas pela psicologia comportamental concentram-se principalmente no comportamento atual do sujeito e nas suas interações com o meio imediato. São objetivas e funcionais, estão baseadas em eventos observáveis, sublinham a importância de uma atuação por parte do educador no comportamento do aluno, chamando a atenção para o fato de que qualquer que seja a intervenção utilizada na sala de aula, a sua eficácia se limita se não estiver relacionada com as necessidades individuais de cada aluno.

Para tanto a observação e a identificação dos comportamentos que desejamos alterar, constituem a primeira etapa do processo de mudanças. Seguidamente, é atendendo ao comportamento em questão, o professor educador deverá considerar os antecedentes e consequências desse, bem como o contexto em que o mesmo ocorre. Ao focar a mudança de comportamento, e não apenas o aluno com o comportamento errado ou indesejado, há aspectos diferentes implícitos: eliminar o comportamento destrutivo, substituir esse comportamento indesejado por outro que seja aceitável e positivo que se deve manter ao longo do tempo e em diferentes situações. Posteriormente apresentaremos algumas técnicas sugeridas para a abordagem comportamental.

2.4 Técnicas sugeridas para abordagem comportamental

Apresentaremos agora algumas técnicas para uma abordagem comportamental que seja saudável e eficiente na correção de hábitos indesejados que os alunos possam apresentar em sala de aula.

(25)

23 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

REFORÇO SOCIAL – O reforço social consiste em dar ao sujeito uma resposta – conseqüência positiva – após um comportamento, o que faz aumentar a freqüência deste. São reforços sociais, o elogio (exemplo: Você fez um bom trabalho), o sorriso a atenção (exemplo: você está de fato melhorando muito). Estes são exemplos de estímulos fáceis e muito importantes para o nosso crescimento, devemos saber que os nossos alunos muitas vezes simplesmente anseiam por um elogio ou um sorriso de aprovação. Contudo, devemos tomar muito cuidado, pois, qualquer que seja a suspeita de um alto de pretensa falsidade pode destruir o trabalho até o presente momento. As salas de aula tradicionais constituem por essência um espaço pouco reforçador para os alunos, em especial para aqueles que apresentam maus resultados, com poucos amigos, ou que ainda se sinta desprezado pelo educador/ professor. Ao contrario, se este, por outro lado, lhe prestar atenção, a vida do aluno poderá mudar completamente. Todos estes gestos estão ao alcance dos educadores, não custam muito e significam por demais para os alunos. De acordo com BROPHY & GOOD, 1984; As respostas de aprovação atuam, deste modo, como reforços sociais positivos e mantêm um comportamento adequado na turma, ao mesmo tempo que os comportamentos perturbadores da aula reaparecem sempre que os comportamentos de aprovação por parte dos professores diminuem. Contudo, está técnica parece revelar-se mais eficaz para o estabelecimento de novos comportamentos do que propriamente para manutenção de comportamentos já existentes.

PUNIÇÃO – Se o comportamento que é reforçado positivamente tente a repetir-se, então o comportamento que é punido tende a desaparecer. Partindo então desse principio, o professor ao impor o castigo estará a contribuir para a diminuição de comportamentos indesejáveis. A punição pode aplicar-se pelo desaparecimento de reforços positivos e quer pela imposição de estímulos provocadores de aversão. Estas duas formas de punição têm efeitos diferentes, embora ambas possam originar reações negativas como, por exemplo: antagonismo face ao agente punitivo (BANDURA, 1969). O famoso tiro que sai pela culatra.

Os efeitos da punição, relativos ao desaparecimento do comportamento desviante dependem de vários fatores: intensidade, frequência, o timing, as características do agente punitivo e a existência ou não de contingências reforçadoras que mantêm o comportamento indesejado.

(26)

24 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

A teoria de BANDURA (1969) demonstra que o castigo apenas é útil para controlar o mau comportamento, mas não ensinará, por si só, o comportamento desejado, nem reduzirá o desejo de realizar um comportamento inadequado.

Devemos ter em mente que, mais importante do que o tipo de castigo que é aplicado é o tom e a forma como o educador o apresenta ao aluno. O professor deverá evitar dramatizar a situação ou fazer comentários que tornem a situação uma luta de poderes, uma vingança contra o aluno, ou uma lição. Não é papel do professor ser o juiz, o carrasco e muito menos a estrutura familiar do aluno. Os professores deverão estabelecer as razões que tem para castigar o aluno, o que se está punindo é o comportamento e não a rejeitar a pessoa que pratica tal comportamento. Isso precisa ficar claro. O castigo deve ser usado como último recurso, pois, coloca a tônica no comportamento não desejado, tende a reduzir o grau de envolvimento no trabalho e a aumentar o nível de tensão na classe (KOUNIN, 1980).

No campo das correções todo cuidado é pouco. Em um estudo realizado por CAMPBELL (1935), nos permitiu constatar que os métodos punitivos eram empregados para resolução de problemas comportamentais em sala de aula em 75% das situações. Contudo, nem sempre as punições são o que parecem. O educador/professor poderá considerar que o falar asperamente com o aluno será uma punição. No entanto, este poderá experimentar essa ação como uma forma indireta de recompensa, pode dar-lhe certo status que não gozava anteriormente, e que com a correção pareceu ter mais importância, em especial diante dos colegas (FONTANA, 1985).

Os castigos são essencialmente aplicados aos comportamentos inadequados, perigosos para o sujeito ou para os colegas. Têm uma longa tradição e apesar de muito contestados, permanecem ainda em muitas escolas. Entre os tipos mais usuais de punição podemos assinalar os seguintes:

▪ CONTACTAR DIRETORES, MONITORES, DISCIPLINÁRIOS - Devemos ter em mente que ao envolvermos outros adultos estamos aumentando simbolicamente a gravidade da situação e corremos o risco de estar rotulando o aluno como um “aluno problema”. A vantagem nesse tipo de técnica reside no fato que o medo pode apressar a mudança de atitude. Recorrer a entidades escolares hierarquicamente superiores (diretor, coordenador, disciplinário, etc.) poderá ser importante naquelas situações em que o

(27)

25 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

educador/professor sente que já tentou de tudo e que a situação problemática ainda persiste. Isto poderá ser útil se a pessoa contactada tiver experiência na resolução deste tipo de problema, referindo então as sugestões mais apropriadas. Informar simplesmente aos pais parece não adiantar muito, em especial nos dias de hoje, com pais trabalhando fora e com menos tempo para atuar na correção e formação dos filhos (CAMPOS, 1993). Se o educador dá entender que espera que os pais façam alguma coisa, eles simplesmente limitar-se-ão, provavelmente, a ameaçar ou punir o aluno. Os pais e os professores conhecem os jovens a partir de pontos de vista diferentes e a base do sucesso assenta num plano de ação conjunto.

▪ EXCLUSÃO DO GRUPO – Está técnica punitiva, nem sempre funciona como castigo. Por vezes os educadores utilizam-na de forma inadequada e acabam por transformá-la num prêmio. Idealmente a exclusão deveria fazer o aluno sentir-se excluído não só física, mas também, psicologicamente. Está técnica poderá ser aplicado fora da sala de aula (mandar o aluno para a rua, suspendê-lo), ou no interior da sala (mudá-lo de lugar, sentá-lo ao lado do professor) reforçando desse modo, o sentido da exclusão. A exclusão sem processo de readmissão controlado pelo educador, não exerce efeitos significativos. Por exemplo, se for aplicada na sala de aula, deverá cessar quando o aluno indicar que está disposto a participar na aula e a comportar- se de acordo com as regras estabelecidas. A suspensão da escola, é uma técnica que não tem qualquer função corretiva, apenas aprofunda a alienação do aluno, sendo-lhes mais difícil a posterior integração na aula (CHARLTON &

DAVID, 1993).

▪ TRABALHO SUPLEMENTAR – Alguns educadores/professores castigam os alunos dando-lhes trabalhos extras, o que não é aconselhável devido às conseqüências diversas que podem ter na atitude do aluno, face à escola e às tarefas escolares (GROSS & WIXED, 1987). Tanto os educadores como os alunos devem conceber estes trabalhos como boas oportunidades que são dadas aos alunos para que estes pratiquem o que estão a aprender. Se os educadores impuserem restrições em áreas totalmente diferentes, os alunos sentir-se-ão atacados ou alvo de embirração por parte do educador. Um exemplo desta prática é o descer das notas como castigo pelo mau

(28)

26 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

comportamento do aluno, o que não deverá ser aplicado a não ser que a ofensa seja direta e proporcionalmente relacionada com este tipo de castigo (ex. se o aluno tiver copiado algo do colega em um teste). De outra forma, este tipo de castigo, apenas causará ressentimento e influenciará nocivamente a motivação para o estudo.

▪ CRÍTICA OU ATAQUE PESSOAL – Severas críticas ou castigos corporais (ilegais no Brasil e em boa parte do mundo) não podem ser justificados pelo argumento de que os alunos precisam deles. Não possuem nenhuma função corretiva ou de controle, apenas causarão ressentimento, tanto no aluno em questão como no resultado da classe (PINTO, 1995). O castigo corporal é difícil de administrar de forma emocionalmente catastrófica. É um ato rápido que cria uma sensação de finalidade. Devido a sua intensidade, a atenção é mais centrada no próprio castigo do que no mau comportamento do aluno e como tal, não provoca neste, sentimento de culpa ou responsabilidade pessoal. O castigo físico ensina as pessoas e agridem quando estão zangadas, não explicita o comportamento adequado, não permitindo, portanto, a correção do comportamento indesejado.

Apesar dos inconvenientes da punição, diversos professores defendem que as práticas punitivas são necessárias para que o aluno aprenda que há coisas que não são permitidas, que será possível aprenderem através do reforço positivo como meio exclusivo de aprendizagem. No campo da correção, mais uma vez afirmamos que, todo cuidado é pouco. Pois, não estamos dentro da sala de aula como carrascos de nossos alunos, e reconhecemos que muitas vezes o professor está sob muita pressão, o que pode fazer com que em determinados momentos haja injustamente com algum aluno que esteja

“saindo da linha”.

Existem outras possibilidades ao nível das estratégias comportamentais, que são designadamente:

▪ CONTRATO COMPORTAMENTAL. Um contrato comportamental é um acordo entre duas ou mais pessoas, estipulando a responsabilidade destas,

(29)

27 WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521

tanto no que diz respeito a um comportamento, como ao reforço pela sua realização (ESTRELA, 1994). É um contrato formal entre educador e aluno, podendo por vezes envolver outros responsáveis escolares ou até os pais. É interessante fazer esse tipo de contrato como dinâmica no primeiro dia de aula, ou até na primeira semana, inclusive com turmas de crianças em idade ainda de alfabetização. Isso funcionará como um meio de responsabilizar o aluno em nível do autocontrole comportamental. O sistema de contrato pode ser eficaz em ambientes escolares, com adolescentes e crianças pequenas, porque lhes é dada à oportunidade de negociarem (há uma partilha de poder).

Também deverão ser negociados, o grau e as recompensas do comportamento visando. CLARÍZIO (1985) refere que, um contrato para ser eficaz, deverá oferecer recompensas atrativas e que não possam ser obtidas fora das condições do contrato. Recomendamos que o professor/educador tente fazer do momento deste contrato algo memorável para os alunos, que seja criativo. Podendo fazê-lo contanto uma história ou com uma dinâmica de grupo.

▪ EXTINÇÃO – Trata-se de uma técnica de aconselhamento para enfrentar os comportamentos distorcidos de menor importância, sobretudo modificados pelo desejo de atrair a atenção do educador (FONTANA, 1985). Ignorar o comportamento é um meio de não o recompensar. O exemplo mais óbvio é aquele em que o educador começa a ignorar os comportamentos que constituem chamadas de atenção da parte do aluno, e só reforça estes mesmo alunos quando manifesta comportamentos adequados. O uso desta técnica requer da parte do educador/professor um grande grau de autocontrole para fazer em face de eventuais aumentos do comportamento problema.

Quanto à abordagem cognitiva, foca a atenção no mundo interno do sujeito e na sua atividade mental, pensamentos, motivações, memórias e emoções. Trata-se de uma perspectiva profilática, que faz apelo ao lócus de controle, ou seja: se os alunos sentem que possuem algum controle e consequentemente responsabilidade nos acontecimentos, terão maior probabilidade de persistir nos tipos de comportamento que levam ao sucesso escolar. Assim, terão maior

Referências

Documentos relacionados

Indeed, the traditional tribe-level taxa used in poeciliine systematics do not closely match the results of modern phylogenetic investigations (Rodriguez, 1997; Costa, 1998;

Em contrapartida, o que, via de regra, se vê nas varas de família, jurisdição onde as ações que instauram a curatela são propostas, muitas das pessoas não

indicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Santa Catarina,

XI – ter autonomia para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão, em consonância com o seu Conselho

Nesse contexto, foi possível pensar que não devemos ignorar as diferenças existentes entre uns e outros como seres em si diante de um determinado viés ou contexto social aos quais

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

3.3 o Município tem caminhão da coleta seletiva, sendo orientado a providenciar a contratação direta da associação para o recolhimento dos resíduos recicláveis,