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Academic year: 2023

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(1)

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DISSKRTACAO

1

PRIM EIRA CADHIR A PE C U MCA MEDICA

Du fliapoto

B

tratamento ias pyreiias palustres

J

PROPOSH'OES *

Trea eobrc cadu uma dfta tradeii'afl da Faculdade

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1

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AI RE:SK\T.U'.\ A

FACCLDADE DF , MBDICINA DO WO HE JANEIRO

Km 1 4 de Judin <t(* i S S h

PRltAHTfi KLLA Bl'STKMAUA KM £4 l»K DEZEtfUlUl HO BEBMO AKSG

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II.BtiNIMEEU OISTIHHiJ I'ERMIEM

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RIO DK JANEIRO «>

IME'RENSA A VAPOII LOMBAERTS & COMP

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M 5 USOv

FACULDADB DE MEDICIHA DO RIO DE JANEIRO

DIRECTOR, CON5ELHKJRG DK. RARAO U K SABOM

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D IIIECTOR,

CONSELHKIBO Dll. At.bltfO RnuiUGUMS DR ALVARKttGA

siifTiETAJUfL

DK, CARLOS FERREIRA MS SQDKA FERNANDES

Dr*.:

Joilk-Q Martini T&IXF^LTA

AMRTIKI^ Kinfftii-n JOB Hiintok*

Jnjin Jfirtiiniin E'i:IMTIP.

.InMi JV’rt'irti i/ininutrlsu

Antoni'" AD Almfiirtn.

|etujdgoi J L- Frairfh

Hapriati K'N iiith VicknUj..

Jono JOHO ila

(^ypnano do SoUiQ FnlEUn

JoUo DiniviicMid L'r

^aulu d* ^ilS-J..

Fi ifft AfiTonRo 4o Carvalho E'rnhnn r.

Cbnullitlto Albino Rodrigue* do Alvarenga

Lull An f'ni.liit Ki-ifi

-

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Ftij-Io :ij Uulti

tfnao do

JtiPv Miflii '[Vim

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AliostinIto db S(jiir^. Lima

UnxfihitlH ifoaD VietmtD TtnH Hommn, , Domln

^oi du Alsitfda Muriittb CotiU, Couitclllt'itfD Elurli^ i|u tinhoiik

JoSo 4a Ciii-IJk T4JIU v Cuntto

Qtlado &ttar4u Jo , Erioo Mindtth.0 (In CAWH CUL'IIPO

Candid* Itarut* Hihtiiru..

Jiiiin Fi^itrrn

Jolio < itrloi Tdxdr? titurntfo,.

UfflTES CATHEDRAWDS I'liT'iii'ci lika*

OliimllUi wedEeti U tuLini.'mlr

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ISaUnicn maiika M unjlcgin AmttondLik Joiwrjptjvn.

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ObstoftfitlfaAuaLunia(Unrritnmial

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InpnHrapJric.npjMiTfllhofs^ luodicluua ptngucmpDpomtorio. rirurfiii.

Hygiotltt o hi-I(irin IIJL IIN>cTir 3uJ.

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AOS MAIS DO IDS AVOS

A' MEMOtUA

DE MEU TIO

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. Anna Aimonil < la Fonseca Guimaracs

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Reccbei

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insignincanle prov

do

men extremado

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J* a

vosso

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A mev irro $ &

ARTHUR CUSTODIO FERREIRA

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K minha cunhada

1 ) . CARLOTA AUGUSTA EIRREIRA

A' Inmdade £ amizaJe sincere impereeiTfil gratSdao

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MINHA NOIVA

A SRA.

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D . ftRKJkOJ & R ZtADEHMX .

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Aintzade c amor*

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(6)

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15

A MEUS IRMAOS

Hat -hard Botiolphn Cuxtodio Ferreira Bacharel Norberto

1

ustodia Ferreira

.

Jose Custodin Ferreira Junior

.

Atjoslinlto Custodio Ferreira

.

HaulHla Custodio Ferreira .

Amor fraternal,

Aos oleins s © fopinibi

@

$

K as sitas

Exmas .

Familias.

A MEUS HAKENTES

AOS MEUS PADRINHOS

tf'erneck 3rancisco this cifhaga&

2?. $ugcn-ia Maria Weened

! rihuto de amizade e consideracao

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L AS Sl'AS LxMAS. FAMil

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Exigua prova tie nmizade

Af > ILLMO. E RVMO. SJ<*

Vigario Agostinho Augusto de Franca

Testemunho de amJzade, apreen e consideracdo

AO MEU PARENTE E AMIGO

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E A SUA EXMA. FAMIUA

Trtf>uto de amizadc

© 4 * $ < $ * *

44.

Luiz Francisco Freire de Ajniiar* 5 Jose

Fagimdes

de Araujo

Candido

Rodrigues d'OIiveira Dr\ Thomaz da Silva Brandao

Dr .

Manoel

Ooncalves Rarroso Theophilo

Augusto dc Araujo

Julio Stamps

u

e as suas Exmas

.

familias

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jn jxuui

. Sin .

I > . Hita Cecilia de Araujo

A. MEtJS

AMIGOS

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de rohiha E m i l i a

Alls miS AllliOS 1101110110

A ©® NtWrQ ©& & & & « * $

ADS Dens conplra di m

AO DOUTORANDOS DE 1887

Felicidades

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DISSERTACAO

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:

L IMAGNOSTICO I ! TRATAMKNTO

I HAS

PYREXIAS PALUSTRES

*

0 diagnostico e tratamento das pyrerias

palustres

, fjue

muitas vezes sao do uma simplicidude extrema, outras vezes

sao acompanhados de diffictildades que exigem da parte do

clinico muita sagacidade e cuidados para que uao sc exponha

a desastres irremodiaveis na pratica

.

Sao , com otfeito, vaviadissimas as mauifestacoes do

i

agento nialarico, quo, como scnlior absolute, rciua nos climas qnentes e liutnidos,

iniprimmdo

a sua

pathologia

um

cunlio particular am generis.

Desde a febre intermitten te simples as multiplus fftrmas "

'

A

uma escala asceudente e da pemiciosidade estabelece

-

se

gradativa ua ordem da gravidade

.

Seguindo esta escala, passaremos em revista o diagnos*

tico ou antes os siguaes dlaguosticos de cada uma d essas

B 2

(12)

I vi 5 ) as ? v

2

pyrexias,

proeurando

tornar salientes os symptomasdemaioj

importancia

para chegar ao nosso fim

.

Desge trabalho nos

occupareinos eni urna primoira parte da uossa

dissertacao

, reservando a segunda

para

o

tratamento .

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PRIMEIRA PARTE

I

Diagnostico das pyrexias pain sires

i

GAPITULO 1

i Diagnostico da febre intermittente

A febre intermittente,

determinada pelo

agente palustre, e caracterisada pelu

periodicidade

de seus accessos, qtie s3

o

eonapostos

ordinariainente de

tres

phases — calefrio ,

calor

e snor

.

i

*

I

hisses accesses podem sor

quotilianos ,

repetir

-

se dc

dons

cm dous on do tree em tiies dias, d'ahi os typos

quoti

-

diano, ter§5d e quartao

.

Ha aioda os typos quintSo, sextao e scptao qun, pom serem mais taros, uifco deixam comtudo

do ser algnmas vezee observudos

.

Faz

-

se uma divisao das

fobres

interim

tteutes,

con

forme a muneru do

accessos

quo se niauifestmn no tempo mdicativo do typo* E assim quo efto

simples, quandosd ha um

paroxysmo uessc

tempo ;

duplus

quando ha dous

paroxysm

08

.

S3o orraticas, quando repetindo^se

nos

dias caractcris

-

ticus do typo, os accesses apparecera em horns irregulares ;

Yagas

no caso

do

haver

irregularidado nos dias e

horns

dos accessos

.

i

(14)

v i s l a r a v

4

Para

estabelecer

o diagnostico devcmos ter em

considc -

racsTo a proveniencia do doente de um lugar palustre

,

a

pe -

riodiei'lade dos accessos, suas

phases

corn os svmptomas que

ag acompanham

.

De ponca

monta

para o diagnostics suo os phenomenos prodromicos < juc muitas vezes annunciam a invasSo da

mo -

lestia, porque ellcs sao commons a quasi todas as pyrexias, Como dissemos, os

accessos

sao compostos de ties phases

on estadios, calefrio,

calor

e suor

.

Na primeira phase, que nao 6 constante e cuja intensi

-

dade e d uracilo variam, a face torna

-

se pallida, as

extremi -

dades lividas ou arroxeadas

.

Os musctilos papillares se con

-

traliem pelo que a pelle toina a apparencia da da gallinha,

os mnsculos mastigadores contrahenvse o relaxam

-

se alter

-

nativamente de maneira a produzirem

-

se movimentos mais

ou menos violcntos do maxillar inferior

.

0 doente accusa

frio intenso

.

A

temperatura peviphcrica

estd de accdrdo

com esses phenomenos que mlo silo

puramente

subjectivos

.

As

contractus

cardiacas sao fracas e

acccleradas

o pulso

c

pequeno

c veluz

.

Algumas vezes ha nauseas e votmtos

.

As urinas sao descoradas e ponco densas*

A esta

phase

succede a de calor, em que a tempera

-

tura

peripherica

e central se elevam (o thermometro appli

-

cado ii axilla marca de 38" a 40(l); a pelle torna

-

se vermellio

-

rubra

.

As

contracts

cardiacas sao energicas, o pulso e cheio e rapido. A respiracSto que na primeira phase era

accelerada

c diliicil torna

-

se mais

frequeute

e profunda

.

0 doente accusa calor e tem sOdc intense

.

Mauifostam

-

se

dores para a cabega c membros

.

As urinas tomam uma

c

6r citriua on avermelhada

.

Algiimas vezes

apparecem

hemor

-

rliagias,delirio,

photophobia

, cougestoes para um ou alguns orguos ou

apparelhos

[Observafdo n)

.

(15)

v

1 5

J j x q

5

Esta phase dura de quatro a dcz boras c e seguida da de suor, em que a pelle se

cob

re de uma sudacuo muis on

monos abimdante

.

0 doente sente

-

se melhor

.

A

temperatura

descresce

pouco

a pouco ate chegar aapyrexia completa on Gear pouco acima da normal* As urinns

conservam -

se car

-

regadas em sua cor e s£

o

ainda densas por um espaqo de tempo mais on menos longo

.

Terminaclo o accesso, o doente diz nada sentir ate quo

um novo calefrio venha trazer a reproduc &o dos pheno

-

menos descriptos. Alem dos symptomas que acabamos de tracar, achamos no apparelho digestivo outros de impor

-

tancia capital para o diagnostico

.

A lingua mostra

-

se co

-

beita de saburra esbranquigada,

simulando

uma tenue camada de cal mais pronunciada na base do organ

.

Explo

-

rando os liypocondros encontramos o figado e baco augmeu

-

fcados de volume e sensiveis a pressilo, seudo que a primein dessas visceras cutre nos se apresenta mais volumosa do que a segunda,

Ha ainda um elemento que nos pdde auxiliar no diagnos

-

tico das febres intermittentes palustres, o qual mTo 6 de importancia absoluta ; reforimo

-

nos ao periodo do nych

-

tmero em que sSo mais freqtiontemente observados os? paro

-

xvsmns fVbris

.

Com effeito,as estatisticas de Durand, Mai I lot,

Finot, Grieusinger e outros mostram c|ue elles sao mais communs da mein noite ao meio dia do quo do meio dia a

meia noite

.

Diz* porem

.

o Sr

.

Dr, Martins Costa em sen

livro sobre a malaria que a sua observauao lhe tern demons

-

trado screm ns accesses mais frequentes no periodo ditirno do nychtmerodo que nonooturnoeque nesse periodo de maior frequoncia, elles sao quasi

maiiha ao meio dia como do meio dia as seis boras da tardc

.

tao cominuns das seis boras da

(16)

6

1

Nao e, pois, difficil okegar ao diagnostieo das febres in

-

termittentes dc origem palustre

,

si attendermos aos ele

-

ments que acabaraos de descrever

.

Ha certos estados morbidos em cuja symptomatology encontra

-

sc a febro de typo intermittente, dTahi a uecossi

-

dude que tem o cliuico de

estabelecer

o diagnostieo diffe

-

rencial entre esta c aquelia pyrexia

.

Entre

estes

estados morbidos se destacam a

tuberculosa

pulmonar, a

syphilis

, os

aneurysmas

da aorta, a litbiasis

biliar, as molestias das vias urinarias que exigem o catbe

-

terismo da urethra, a hysteria eas septicemias

.

j

i

TuBERCt'LOSE VULM0N AII. Symptoma muito importante e quasi constante da phymatose pulmonar, a febre intermit

-

tent e o

estaUo

pelo qual se mede si a molestia progride

on pormanece estacionaria

.

Mais commum no periodo em que comeca a fusilo dos tuberculos

,

coustituindo a febre

bectica esse symptoma so manifesta as vezes com as pri

-

meiras revelagoes da diathesc

.

Importantes caracteres, comtudo, distinguem estas pyre

-

xias ; assim os accessos

sao

sempre vespertinos e |r noti- dianos, a phase de calefrio £ de curta durucao*

pouco

intensa e uao so manifesta algumas vezes; a phase de snor £ tambem pouco pronunciada c parciak limitaudo

-

se mais particular-

niente as extremidades na tuberculo

.

se incipiente

.

A con

-

gestjlo hepatica e splenica assim conic a splenalgia, uao c

observada na tuberculose. A lingua e normal ou avorme

-

lliada, Aiuda no tratamento encoutnimos urn undo de diffe

-

reuctaeao, pois que o emprego methodico dos saos de qui

-

niiia, que fuzem desappareeerus accessos de origem palustre,

sao de effeito nullo nos symptomaticos da

tuberculose

inci

-

piente

.

Referências

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