ADRIANA DO ROCIO LOPES
ESPALHAMENTO ELÁSTICO DE ELÉTRONS PORISÔMEROSDEC3H4, c 4 h 6, c 4 h 8 e c 4 h 10
Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação em Física do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Física.
Orientador Prof. Dr. Márcio Henrique Franco Bettega
CURITIBA
2004
“In the science one tries to tell people, in a such a way as to be understood by everyone, s o me t hi ng that no one ever knew before. B u t in poetry, i t ’s the exact opposite. ”
Paul A. M. Dirac
RESUMO
A p resen tam o s no presen te tr a b a lh o os resultados dos cálculos das seções de choque integral, de tran sferên cia de m o m e n to e diferencial p a ra os isômeros das moléculas de C 3H 4, C 4H6, C 4H8 e C 4H 10- Os cálculos foram feitos utilizando o método m u ltic a n a l de Schwinger com p seu d o p o ten cial com aproxim ação estático- troca.
Os isômeros de C 3 H 4 são o aleno, propino e ciclopropeno. e encontram os um a concordância q u a lita tiv a com os resultados exp erim en tais da seção de choque total e u m a b o a co n co rd ân cia com os resu ltad o s ex p erim en tais d a seção de choque diferencial, p a r a o aleno e o propino. Nossos resultados confirm am a existência de ressonâncias de fo rm a n a seção de choque e o efeito isômero (incluindo em nossos cálculos o ciclopropeno), am bos m o stra d o s pelos trab alh o s experim entais.
Os isômeros de C 4H6 são o tr a n s - l,3 - b u ta d ie n o , 2-b u tin o e ciclobuteno, e encontram os u m a co nco rd ân cia q u a lita tiv a com os resultados experim entais da seção de choque to ta l p a r a o tr a n s - l,3 - b u ta d ie n o e o 2-butino. Nossos resultados confir
m am a ex istên cia de ressonâncias de fo rm a n a seção de choque e o efeito isômero (incluindo e m nossos cálculos o ciclobuteno), am bos ta m b é m m ostrados pelos t r a balhos ex p erim en tais.
P a r a os isômeros de C 4H 8, o tran s- e cis-2-buteno, o skew- e o sy n -l-b u ten o e o isobuteno, e p a r a os isômeros de C 4H 10, o b u ta n o e o isobutano, não há resu lta
dos exp erim en tais. Mas em nossos resu ltad o s prevem os a existência de ressonâncias de forma n a seção de choque e m o s tra m o s a ex istên cia do efeito isômero p ara essas moléculas. Nós fizemos u m estu d o co m p a ra tiv o e n tre a seção de choque do 1,3- butadieno, do tr a n s - 2-b u te n o e do b u ta n o , e discutim os a sem elh ança da seção de choque.
ABSTRACT
In th e p resen t work we report integral, m o m e n tu m tran sfer and differential cross sections for elastic scatterin g of low-energy electrons by isomers of C 3H4, C4H6, C4H8, and C 4H 10. We use in our calculations the Schwinger m u ltic h an n el m e th o d with p s eu d o p o ten tials at th e fixed-nuclei static-exchange ap p ro x im atio n .
For th e isomers of C3H4, allene and propine, we found q u a lita tiv e agreem ent between our resu lts a n d the ex perim en tal to tal cross sectio n s,an d very good agree
m ent between o u r results and th e e x p erim en tal differential cross sections. T hough the inclusion of a th ir d isomers, cyclopropene, our results confirm th e isomer effect, reported by th e e x p e rim e n ta l studies.
For th e isomers of C 4H6, we also found q u a lita tiv e a g ree m en t between our results and th e m e a su re d to ta l cross sections. In p a rtic u la r, o u r results confirm th e existece of th e s h a p e resonances in th e cross sections of 1,3- b u ta d ie n e and 2-butyne, reported by th e e x p e rim e n ta l study. We also investigated th e is o me r effect inclu
ding a th ird isom er in our calculations, cyclobutene. O u r results also confirm th e existence of this effect th a t has been pointed out by th e e x p e rim e n ta l study.
We also calcu la ted cross sections for a series of isomers of C 4H8, nam ely trans- and cis-2-b u te n e , skew- and sy n -l-b u te n e , an d isobutene, and for two isomers of C4H 10, b u ta n e a n d isobutane. We discuss th e is o me r effect for these molecules and also th e s h a p e resonances found in their cross sections. Finally, we m ake a com
parative s tu d y betw een th e cross sections of C4H 6 ( 1,3-b u ta d ie n e ), C4H8 (tran s-2- butene), a n d C 4H 10 (b u ta n e ), all belonging to th e C 2/1 group. We discuss similarities in their cross sections and th e role of th e hydrogens in th e s c a tte rin g process.
AGRADECIMENTOS
• ao m eu o rien tad o r Márcio H enrique Franco B etteg a. um agradecimento especial pela dedicação, com preensão e am izade. M in h a sincera g ratid ão e admiração por sua pessoa.
• aos m eus pais Olici e Sirlei e aos meus irm ãos M arcelo e K elita pelo amor e pelo apoio incondicional.
• aos meus amigos Denilso, Fabiano, João e Cris, por todos os bons m om en
tos.
• ao grupo de física a tô m ic a e molecular.
• à todos os meus amigos e colegas d a p ós-graduação, pelo apoio e pela aju d a em todas as horas.
• ao Clóvis pela a j u d a no começo e ao E m erso n pelas figuras.
• ao C N P q p ela a j u d a financeira n a aquisição de recursos computacionais.
• à F u nd ação A ra u c á ria de Apoio ao D esenvolvim ento Científico e Tec
nológico do P a r a n á pela a j u d a financeira n a aquisição de recursos computacionais.
• ao C E N A P A D -S P - C en tro Nacional de P ro c e s s a m e n to de Alto Desempe
nho de São Paulo pelo su p o rte co m p utacio n al.
• ao professor Carlos M. de Carvalho pelo su p o rte com putacional.
• à C A P E S pela a j u d a financeira.
• à todos que c o n trib u íra m de alg u m a fo rm a p a r a a realização desse trabalho.
• à Deus p ela força.
1
C onteúdo
1 In tro d u çã o 3
2 M é t o d o M u lti c a n a l de S c h w in g er 6
2.1 E s p a lh a m e n to por u m p o t e n c i a l ... 7
2.2 Equ ação de L i p p m a n n - S c h w i n g e r ... 12
2.3 M étodo M u ltican al de Schwinger ( S M C ) ... 15
2.4 Descrição do a l v o ... 22
2.5 Im p le m e n ta ç ã o clos P s e u d o p o t e n c i a i s ... 26
2.6 M u d a n ç a do Referencial d a m olécula p ara o referencial do laboratório . 29 3 Isô m ero s de C 3H 4 31 3.1 P ro c e d im e n to s C o m p u t a c i o n a i s ... 33
3.2 R e s u l t a d o s ... 35
3.2.1 Aleno ... 35
3.2.2 P r o p i n o ... 38
3.2.3 Ciclopropeno ... 41
3.2.4 Efeito i s ô m e r o ... 43
3.3 C o n c l u s ã o ... 46
4 I sô m e r o s de C 4Ü6 48 4.1 P ro c e d im e n to s C o m p u t a c i o n a i s ... 49
4.2 R e s u l t a d o s ... 50
4.2.1 2 - b u t i n o ... 50
4.2.2 T r a n s - l , 3 - b u t a d i e n o ... 54
4.2.3 C i c l o b u t e n o ... 55
4.2.4 Efeito I s ô m e r o ... 57
CONTEÚDO
24.3 C o n c l u s ã o ... 59
5 Isô m e r o s de C 4H 8 61 5.1 P ro ced im en tos C o m p u t a c i o n a i s ... 62
5.2 R e s u l t a d o s ... 63
5.2.1 I s o b u t e n o ... 63
5.2.2 Cis- e T r a n s - 2 - b u t e n o ... 65
5.2.3 Skew- e S y n - l - b u t e n o ... 68
5.2.4 Efeito I s ô m e r o ... Tl 5.3 C o n c l u s ã o ... 73
6 I sô m e r o s d e C 4Hi0 75 6.1 P ro ced im en to s C o m p u t a c i o n a i s ... 76
6.2 R e s u l t a d o s ... 77
6.2.1 B u t a n o ... 77
6.2.2 I s o b u t a n o ... 78
6.2.3 Efeito I s ô m e r o ... 79
6.2.4 C o m pa ração das seções de choque dos isômeros cle C4H6, C 4H8, e C 4H 10 ... 81
6.3 C o n c l u s ã o ... 82
7 C o n c lu s ã o 84
R e fer ê n c ia s B ib lio g rá fica s 86
3
C apítulo 1 Introdução
iNa n a t u r e z a existem m u itas p artícu la s livres colidindo com a m atéria, pro
duzindo reações e p ro d u to s, em que a análise desses efeitos pode ser feita através de métodos co m p u tacio n ais. E m p a rtic u la r o estu d o teórico de processos de colisões entre elétrons ou pósitrons [1, 2 ] com moléculas teve u m g ran d e desenvolvimento nas últim as décadas.
U m a das classes de moléculas que passou a ser m u ito e s tu d a d a são os hidrocar- bonetos. 0 e s p a lh a m e n to de elétrons por moléculas fo rm adas por átomos de carbono e hidrogênio possui u m a variedade de aplicações. A lém disso, esses átomos são encon
trados facilm ente n a n a tu re z a , to rn a n d o fácil sua utilização.
Esse e s p a lh a m e n to é descrito pela colisão com elétrons de baixa energia, menos que 50 eV, e seu e stu d o pode ser aplicado em m u itas áreas. Podemos citar o estudo de gases polu en tes n a atm osfera, m odelo de sim ulação de atm osferas em estrelas e a dinâm ica de nuvens interestelares. Esses elétrons do contínuo que colidem com as moléculas do gás p o d e m gerar dissociação de moléculas, geração e destruição de íons negativos, reações quím icas, elétrons livres, radicais e moléculas mais estáveis [3]. Es
se é o m esm o processo que ocorre em plasm as, que são meios gasosos com correntes elétricas m a n tid a s atra v és d a aplicação de cam p o s externos.
O e s tu d o de esp a lh a m e n to de elétrons por moléculas pode ser aplicado princi
palm ente p a r a a análise de p la sm a frio ou p la sm a de p rocessam ento, como tecnologia de po n ta n a in d ú stria. Os plasm as de p ro cessam e n to são gases p arcialm ente ionizados, e são aplicados n a superfície de m a te ria is utilizados n a fabricação de circuitos integra
dos na in d ú s tria eletrô n ica e em filmes finos. E ta m b é m é m u ito utilizado na fabricação de sem icondutores [4].
Os p la sm as frios te m g ran d e aplicação na m icroeletrônica. Através dos meios de descarga são geradas as espécies quím icas responsáveis pelo recobrimento de subs
tratos (coating), corrosão de superfícies (etching), polim erização, entre outros. Essa
Capítulo 1. Introdução
4descarga de p la sm a é utilizada p ara a modificação das pro pried ad es na superfície de materiais [5. 6]. Os plasm as de processam ento ta m b é m são utilizados nas indústrias aeroespaciais (e s tu d a r os fluídos em torno de veículos espaciais ou satélites na re en tra
da da atm o sfera), au tom o tiv as e biomédica.
U m a aplicação é a deposição de vapor químico de p la sm a (CVD) em filmes de carbono na fo rm a d ia m a n te , em que todos os reagentes estão na m e sm a te m p e r a t u ra. A utilização de h idrocarbonetos como plasm as frios p o d e ser u m a altern ativ a para su b stituir o silício nesse tipo de deposição. Esses filmes finos de carbono são muito utilizados como discos m agnéticos [7, 8 , 9].
A m o d e lag em n u m é rica desses plasm as frios d e p en d e do conhecim ento da seção de choque cle esp alh a m en to . Através das seções de choque elástica, inelástica e de ioni
zação podem os a j u d a r na com preensão de processos quím icos e físicos que ocorrem em plasmas. A o b te n ção de ciados exp erim en tais das seções de choque de espalham ento é muito difícil, fazendo com que resultados ex p erim en tais nessa área sejam m u ito escas
sos. Os cálculos teóricos, com isso, p assaram a ter gran d e im p o r tâ n c ia nessa área, com resultados significantes. P a r a os h idrocarbonetos, isso não é m u ito diferente. Trabalhos ex perim entais que envolvem espalh a m en to cle elétrons pelas moléculas de C3H4, C^He, C4H8 e C 4H 10 são b em difíceis de serem encontrados [10].
C omo o cálculo cle esp alh a m en to de elétrons por moléculas envolve m uitas partículas, pod em os dizer que temos u m p ro b lem a que envolve m uitos corpos. Como a solução e x a ta p a r a esse tip o de pro b lem a é m u ito co m plicada, utilizam os aproximações para a realização desses cálculos. U m a p rim eira apro x im ação é considerar o núcleo da molécula fixo no espaço, não levando em co n ta o m o vim en to vibracional e o rotacional.
O u tra ap ro x im ação é considerar que a n u v em eletrô n ica d a m olécula alvo não sofre distorção devido a presença do elétron incidente, e que só vamos considerar os efeitos de troca devido a in distinguibilidade dos elétrons e os efeitos coulombianos. Essa é a aproxim ação estático -tro ca. Esse alvo m olecular é descrito d e n tro de o u tr a aproxi
mação, a de H artree-F ock [11].
C omo nosso interesse é o cálculo d a seção de choque elástica, um m étodo aproxim ado, que é variacional n a a m p litu d e de esp alh a m en to , e que é utilizado pa
ra moléculas de g e o m e tria a rb itr á r ia é o m étod o m u ltic a n a l de Schwinger (SMC) [12, 13, 14, 15]. E n tre as características principais, ele p e r m ite cálculos envolvendo esp alh am en to elástico, inelástico, inclusão de efeitos de tr o c a e polarização. Como a colisão de elétrons com moléculas envolve m uitos elétrons, e as integrais dep end em cio número de elétrons, terem os m uitas integrais p a ra resolver, sendo que temos um custo com putacional m u ito grande. P a r a d im in u ir o te m p o de co m p u ta ç ã o utilizamos nos cálculos so m en te os elétrons de valência d a molécula. P a r a isso, usamos os pseudopo- tenciais norm-conservi ng descritos por Bachelet, H a m a n n e Schlüter (BHS) [16]. Eles foram im p lem en tad o s no m é to d o m u ltic an al de Schwinger por B e tte g a et a/., sendo
Capítulo 1. Introdução
5denom inado m é to d o m u ltic an al de Schwinger com pseudopotenciais (S M C P P ) [17]. A fundam entação teórica será d iscu tid a com mais detalhes no capítu lo 2 .
Na classe dos hid ro carb o n eto s tem os moléculas que possuem isômeros, ou seja, possuem a m e s m a fórm ula m olecular, mas suas e s tr u tu ra s são diferentes [18], e p o rta n to a.s propriedades físicas e quím icas são diferentes ta m b é m . Devido a isso, podemos verificar como m u d a n ças n a e s tr u t u r a da m olécula alvo se refletem no processo de espa
lhamento. U m dos objetivos desse tra b a lh o é m o s tra r como essa m u d a n ça na e s tru tu ra influencia, prin cip alm en te, a seção de choque elástica. 0 efeito isômero é u m a m aneira de averiguar como a seção de choque pode variar p ara pequenas energias, e a p artir de energias em torno de 40 eV as curvas de seção de choque passam a ser semelhantes[19].
No p resen te tra b a lh o utilizam os o m é to d o m u ltic an al de Schwinger com pseu
dopotenciais, assim como as aproxim ações está tic o -tro c a e de núcleos fixos p ara calcular as seções de choque integral, de tran sferên c ia de m o m e n to e diferencial elástica para os isômeros de C 3H 4, C 4H 6, C4H 8 e C4H 10.
No cap ítu lo 3 ap resen tam o s os resultados p a ra os isômeros de C3H4, aleno, propino e ciclopropeno. Nesse cap ítu lo c o m p aram o s nossos resultados com os resul
tados ex p erim en tais d a seção de choque to ta l m e d id a por Szmytkowski e Kwitnewski [20], e os resultados d a seção de choque diferencial m e d id a por Nakano et a i [21].
Nesses resultados foi en co n trad o u m a ressonância de form a, onde o elétron fica preso num orbital v irtu a l fo rm an d o u m estad o ligado (ocorrendo a formação de um ânion tem porário), p a r a o aleno e p a ra o propino, o que foi com provado pelos nossos resulta
dos teóricos. P a r a com provarm os o efeito isômero incluímos ta m b é m os resultados do ciclopropeno, e discu tirem o s mais d etalhes no capítulo.
P a r a os isômeros de C 4H 6, 2-butino e 1,3-butadieno co m p aram o s nossos resul
tados com os resultados ex p e rim e n ta is m edidos por Szmytkowski e Kwitnewski [22], e incluímos u m terceiro isômero, o ciclobuteno, p a r a com provarm os a existência do efeito isômero. Nossos resultados m o s tr a m a ex istên cia de duas ressonâncias de forma p ara cada isômero, como foi m ed id o pelos e x p erim en tais, e que será discutido com maiores detalhes no cap ítulo 4.
Nos capítulos 5 e 6 m o stra m o s os resultados p a r a os isômeros de C4H8, isobu- teno, trans- e cis-2-b u te n o e skew- e s y n -l-b u te n o ; e p a r a os isômeros de C 4H 10, b utano e isobutano. P a r a essas moléculas não são enco n trad o s resultados experim entais sobre medidas d a seção de choque, por isso prevem os a ex istên cia de ressonâncias de forma para cada isômero, e ta m b é m discu tim o s o efeito isômero p a ra cada molécula. E no último capítulo, escrevem os a conclusão geral sobre o trab alh o .
6
C apítulo 2
M étod o M ulticanal de Schw inger
Q u a n d o ocorre a colisão de u m elétron com u m a molécula, os processos que ocorrem d u r a n te essa colisão são descritos pela m ecânica q u ân tica. D u ran te a interação elétron-m olécula, o elétron te m sua direção de propagação m u d a d a , ou seja, ele é espalhado. D evido a essa interação p o d em ocorrer ta m b é m alguns processos envolvendo a e s tr u tu ra ele trô n ic a d a molécula, como:
• colisão elástica: não h á tran sferên cia de energia nos m odos internos do alvo;
• colisão inelástica: h á u m a p e rd a d a energia cinética do elétro n p a ra o alvo, gerando excitações eletrô n ica, rotacional ou vibracional;
• ionização;
• dissociação.
N a colisão elástica ou inelástica, podem os ter efeitos de polarização, que é a deformação d a n uv em eletrônica do alvo induzida pelo cam p o do elétron incidente.
Podemos o bservar ta m b é m o a p are cim e n to de ressonâncias.
U tilizan d o a conservação de energia, podemos escrever a energia relacionada à colisão como,
P ___ I - *7 I ~
& — y + òf = — + t / ,
onde £ é a en erg ia do alvo e k é o vetor de on d a do elétron do contínuo, e os índices 2, / indicam o es ta d o inicial e o final.
C a d a u m dos processos citados acim a que ocorre d u r a n te a colisão represen
tar um possível canal a ser aberto . Q u an d o mais de u m canal é ab erto teremos um processo m u ltic a n a l. P odem os cara cterizar um canal como a b e rto ou fechado. Um canal ab e rto é aquele que não viola as leis de conservação de energia (concorda com a equação acim a). U m canal fechado viola as leis de conservação de energia.
P a r a u m a m elhor com preensão do es p alh a m en to elástico de elétrons por moléculas, inicialmente vamos d iscu tir nesse cap ítu lo o esp alh a m en to por u m potencial. Na seção seguinte vamos m o s tr a r a equação de L ippm ann-Schw inger e o princípio variacional de
2.1. Espalhamento por um potencial 7
Schwinger, que fornece u m a expressão p ara a a m p litu d e de espalh am en to .
Esse princípio é a base p a ra o m éto d o que é d iscu tido na seção seguinte. 0 método m u ltic an al de Schwinger (SMC) [12. 13. 14, 15] utiliza funções de onda de muitos corpos p ara alvos moleculares, além de p e rm itir cálculos p ara moléculas de geom etria arb itrá ria . Na lite r a tu r a existem outros m étodos que calculam seção de cho
que p ara o e s p alh a m en to do tipo elétron-m olécula. como o m é to d o de Kohn Complexo (CKM) [23], o m é to d o d a m a triz R [24], e o m étod o do p o ten cial modelo [25].
Vamos m o s tr a r como é feita a descrição do alvo, u tiliz an d o o m étodo Hartree- Fock, e vamos discutir a im p lem en taç ão dos p seudopotenciais no SMC e no método Hartree-Fock [17]. Os pseudopotenciais utilizados são do tip o norm-conserving, os quais incluem efeitos relativísticos, aperfeiçoados por B achelet, H am an n . e Schlíiter ( B H S)[16]. E a sua aplicação é devido a dim inuição do custo com p u tacio nal utilizando somente os elétrons de valência. No final do capítulo é feita u m a breve dem onstração da m u d a n ça do referencial de coordenadas, d a m olécula p a r a o laboratório.
0 h a m ilto n ian o de u m a p a rtíc u la livre, que possui u m certo m om ento inicial k 2 e interage com u m potencial V, como m o s tr a a figura 2 .1, p o d e ser escrito da forma
2.1 E sp a lh a m e n to p o r u m p o te n c ia l
[26]:
2
H
(
2.
1)
direção de incidêiicia do feixe
Figura 2.1: Descrição do sistem a estu d ad o , re p resen tan d o a colisão de u m a partícula, com m om en to incidente k l e m o m e n to espalh ado k / na direção do detector.
2.1. Espalhamento por um potencial
8P a r a o b te rm o s os a u to estad o s estacionários do esp a lh a m e n to dessa partícula, resolvemos a eq uação de Schroeclinger in d e p en d en te do te m p o .
Hxb k (r) = Eil' k (r), (2 .2 )
onde H é o h a m ilto n ia n o do s is te m a e ç’k(r) é a função de o n d a de espalham ento, com energia E. A solução p a r a essa equação considerando o c o m p o rta m e n to assintótico.
quando r é m u ito g ran d e (sistem a de coordenadas d a figura 2 .2 ), pode ser escrita como:
r(,(r) ^ A { e ' h* + —elkr (2.3)
r
0 significado dessa equação ( p a ra r te n d en d o ao infinito) é que a função de onda de e s p a lh a m e n to é u m a superposição de u m a o n d a p la n a (elkz) e de u m a onda esférica (etkrj r ) em erg in d o com u m a a m p litu d e / que d ep en d e de 9 e <p, e A é u m a constante de norm alização.
A través d a função de o n d a de e s p alh a m en to p odem os d ete rm in a r a qu an tid ad e que descreve a p ro b ab ilid ad e de u m d e te rm in a d o processo colisional, conhecida como seção de choque, que e s tá relacio nad a com a a m p litu d e cle esp alh a m en to / ,
S S - I M v » ) ! ’ . P .4 )
P a r a o b te rm o s a seção de choque to tal devem os integ rar em 6 e <p, considerando todas as possíveis direções em que o feixe possa ter sido espalhado.
= J \ m <p)\2d ü . (2.5)
Q u a n d o a p a r tíc u la sofre a ação de u m poten cial central, V = V (r), podemos separar a eq u aç ão de Schroedinger u sando coordenadas esféricas [27]. E m outras pala
vras, vamos u tiliz ar u m a nova base { R i ( r ) , Yim {9, </>)}, onde Ri (r) é a função radial, e y]m(0 ,<á) são os harm ô n ico s esféricos.
No caso do p o tencial cen tral, os au to estad os são com uns p ara {H, L 2, L Z).
0 operador de m o m e n to an g u lar L 2 é agora u m a co n s ta n te de m ovimento, e possui autofunções com uns com u m a c o m p o n e n te de L, L z :
L2Y,m( M ) = ^ + i W m( M ) , (2.6)
L , V n M ) = m V 7 " ( M ) , (2.7)
2.1. Espalhamento por um potencial
9Figura 2 .2 : S is te m a de coordenadas no referencial do la b o ra tó rio p ara a colisáo elétron- alvo. com vetor de o n d a incidente k 2 na direção z e vetor de o n d a espalhado k / , 0 é o ângulo de e s p a lh a m e n to e r 2ciEl é o ângulo sólido.
onde / é o n ú m e ro q u ân tico do m o m e n to angular e m é o n ú m e ro quântico magnético.
Nesse caso e sta m o s u san d o unidades atôm icas h — e ~ m — 1 (onde k é a constante de Planck d iv id id a por 2tt, e é a carga do elétron, e m é a m a ssa cia partícula).
Como os o p erad ores H, L2, L z c o m u ta m , p odem os ex p an d ir a função de onda de esp alh am en to ili(k,r) em ondas parciais, que d e p e n d e rá dos números quânticos l e m:
oo +1
ilik,
r) = X F É Cim( W ( V r ) V n M ) , (2.8)
1=0 m — ~ l
onde Cim{k) são coeficientes da expansão que d e p e n d e m do m ódulo do vetor de onda k.
S u b s titu in d o essa função n a equação cie Schroedinger, podem os encontrar u m a equação diferencial radial,
£ + * _ í í l + 1 1 _ m
d r z u \ { k, r) = 0, (2.9)
onde k2/2 é a en erg ia do sistem a, /(/ + l ) / r 2 é o te rm o de b a rreira de potencial cen
trífugo da p a r tíc u la in cid en te associado ao m o m e n to a n g u lar /, U = 2 V é o potencial reduzido do alvo, e tq (/c,r) = r R i ( k . r ) .
A plicando as condições de contorno, p a ra que a solução dessa equação satisfaça a condição assin tó tica, e co m p a ra n d o com a equação 2 .3 , pod em o s obter u m a equação para a a m p litu d e de es p a lh a m e n to em ondas parciais:
2.1. Espalhamento por um potencial
10fk{0) = ^ si n ò;P/(cos (9). (2.10)
1=0
onde é o d esloca m ento cle fase [phase s hift) que d ep en d e de k e Pt(cosO) são po
linómios de Legendre, sendo que a am p litu d e d epende do valor do núm ero quântico do m om ento an g u lar /.
U tilizando a expressão d a am p litu d e de e s p alh a m en to , podem os obter u m a ex
pressão p a ra a seção de choque integral, que d epende d a energia k e do deslocamento de fase:
47r ° °
= p - y ^ ( 2 / + l ) s i n 2 úi. (2.11) í=0
AK
Figura 2.3: O vetor de o n d a inicial k;, o vetor de o n d a final k / , e o vetor de onda de transferência A k . P a r a e s p a lh a m e n to elástico k = |k,| = | k / | e |A k | = k \ J2( 1 — cos 6).
P odem os ta m b é m o b te r u m a representação d a seção de choque na form a de transferência de m o m e n to linear, onde o fator (1 — cos#), com o m o s tra a figura 2.3, é a fração inicial do m o m e n to p erd id o pela p a rtíc u la incidente:
/ . oo
d ü ( 1 - cos 0) \ f k ( 6 ) \2 = ^ ( / + l ) s i n 2(ú/+i - St). (2 . 12)
í=0
O d eslo cam en to de fase, in tro d u zido n a equação p a r a a am p litu d e de espalha
mento, pode ser calculado atra v és d a equação,
r o o
ta n Si(k) = —k / j i ( k r ) U ( r ) R i ( r ) r 2d r, (2.13) J o
onde ji é a função esférica de Bessel, U(r) é o potencial reduzido e Ri{r) é a função radial. O lim ite sup erio r d a integral indica que podem os in teg rar essa equação até o
2.1. Espalhamento por um potencial
11alcance do potencial. Através do estu d o do deslocam ento de fase. podemos obter a seção de choque e ta m b é m informações sobre o sistem a a ser estudado.
Figura 2.4: Gráfico que m o s tr a a variação do potencial efetivo (Uej et) n u m d eterm inado valor de r. O n d e a linha sólida corresponde ao p otencial efetivo, a linha tracejad a corresponde a b a rre ira de p otencial centrífugo, e a linha p o n tilh a d a corresponde ao poço de potencial q u a d ra d o do alvo; a é a larg u ra do poço, e E é a energia de incidência.
U m a das informações que p odem os o b ter com o cálculo do deslocamento de fase é a variação que ocorre nas curvas d a seção de choque p a ra u m a d e term in a d a energia E r, que p odem os descrever como u m estado v irtu al ou u m a ressonância [28].
A ressonância ocorre q u an d o u m a p a r tíc u la fica presa n u m estad o m e taestá v el d u ran te um certo te m p o . Q u a n to m aior for o te m p o de ap risio n am en to da partícula, menor será a larg u ra d a ressonância n u m a curva de seção de choque.
P odem os citar u m exem plo p a r a o caso de e sp alh a m en to de elétrons por moléculas e que será discutido mais adiante: os estados virtuais g eram ressonâncias de forma, onde o elétron é aprisionado pelo po ten cial re s u lta n te da com binação do potencial molecular com as barreiras de m o m e n to angular, form an d o um íon te m p o rário , e a u m en tan d o o tem po de colisão.
Na figura 2.4 tem os u m ex em plo de u m caso, onde h á a com binação de u m poço de potencial q u a d ra d o mais u m a b a rre ira centrífuga, com / > 0. Q uando a barreira é alta, no caso de esp alh a m en to de elétrons com energia ( £ 2), terem os estados meta- estáveis com u m certo te m p o de vida. O elétron vai ficar aprisionado, devido ao efeito túnel, por u m certo período de te m p o , gerando ressonâncias a té escapar do potencial.
2.2. Equação de Lippmann-Schwinger
12voltando ao contínuo.
2.2 E q u a çã o de L ip p m a n n -S ch w in g er
N um p ro b le m a em que u m a p a rtíc u la é esp alh a d a por um potencial V. a equação de S chroedinger in d ep en d en te do te m p o é da fo rm a [29]:
[V2 + C2] ^ ( C r ) = C ( r ) v # , r ) , (2.14) onde U(/c, r) é a função de o n d a de esp alh a m en to , k2 é a energia cinética da partícula, e U = 2 V é o p o ten cial reduzido. U m a solução p a ra esta equação seria da forma,
t ó f ) = I0k,) + G ^ u w l f ) , (2.15)
onde o te rm o |^k.) corresponde a u m a o n d a plana, sendo a solução da equação de Schroedinger p a r a a p a rtíc u la livre, q u an d o o potencial é zero.
H 0\<f>) = E\<t>). (2.16)
Na eq u aç ão acim a H 0 é o h am ilto n ian o d a p a rtíc u la livre com energia cinética p2/ 2m, sendo qu e <j> pode ser d escrita por u m a o n d a plana. A função de Green associada a Hq carrega a condição de contorno da função, e esse o p erad o r eleve satisfazer a equação de H elm holtz,
( V 2 + /c2)Go± )(r, r') = é (3)( r — r') , (2.17) onde o o p erad o r de G reen d a equação acim a pocle ser escrito na forma:
Gͱ) = --- . (2.18)
0 E - H 0 ± t e
Na re p resen tação de coordenadas, m u ltip lican d o a equação 2.15 por ( r [, temos a equação de Lippm ann-Schw inger n a fo rm a integral,
d U r ) = M r ) + J d3r ' G {o±) ( r , v ' ) U (r ' ^ k f V ) - In tro d u z in d o um conjunto com pleto de ondas planas em 2.18,
(2.19)
2.2. Equação de Lippmann-Schwinger
13, , , r p i V . f r - r ' )
G l0 (r, r') = —(2 tt)-3 lim / — — — dk'. (2 .2 0 )
£—y O J tX r\, l <Z.
P a ra resolvermos a integral consideramos o fator c corno m uito pequeno. Re
solvendo a eq uação p a ra d e te rm in a r a função de G reen p a r a a p a rtíc u la livre, temos:
| +í k. | r —r'|
G'(±,( r . r ' ) = —-— --- — . (2 .2 1 ) 47T |r — r'|
S u b s titu in d o n a equação integral de Lippm ann-S chw inger, e fazendo o r tender ao infinito.
Wc!")(r ) ^ 0 k ,(r) - Ç - r I d3r ,e - ik'-r' U ( r , ) ^ )(r'). (2.22) onde k é o vetor de o n d a incidente (k{), e k ' é o vetor de o n d a espalhado ( k /).
C o m p a ra n d o com a equação 2.3, en con tram o s u m a expressão para a am p litu d e de esp alh am en to ,
f = ~ 2 x ‘ (<h, \UWl +)), (2.23)
que pode ser e s c rita ta m b é m da forma:
/ = - 2 ^ ( v h ’|C|A<,), (2.24)
sendo a função de o n d a de esp a lh a m e n to associada a k. : t / p é a função de o nda associada a k / ; </>kt e (j)kf são ondas planas associadas a k,- e k /, respectivam ente. A prim eira expressão p a r a a am p litu d e de e s p alh a m en to e s tá relacionada com u m a onda plana com direção de propagação k mais u m a o n d a esférica saindo. A o u tra solução está associada a e corresponde a u m a o n d a esférica convergindo.
C on sid eran do u m caso onde a colisão é elástica, o m ódulo do vetor de onda incidente é igual ao m ódulo do vetor de o n d a d a p a r tíc u la espalh ad a, nesse caso só a direção m u d a , ou seja, |k t-| = | k / | = k.
P a r a calcularm os a am p litu d e de esp alh a m en to é utilizado um m étodo vari- acional, o qual tr a n s f o r m a a a m p litu d e / n u m funcional d a função de onda de espa
lhamento. P r im e ir a m e n te , escrevemos a equação de Lippm ann-Schw inger m ultiplicada pelo potencial de in teração U:
£/!<*>) = U\<K.) + t / G ^ W Í f ) . (2.25)
2.2. Equação de Lippmarin-Schwinger
14[solando o te rm o U|ç>k-,) e substitu ind o -o na equação da a m p litu d e de espalha
mento. ob tem o s u m a te rceira represen tação p ara /
S o m an d o as duas definições da equação da a m p litu d e (equação 2.23 e 2.24) e subtraindo d a equ ação acim a, obtem o s u m a o u tra expressão e x a t a p ara o / , que agora é um funcional d a função de o n d a de espalham ento.
1/1 = - 2 - 2í ( ^ , | ( ' i 4 + ' ) + - ( 4 ; > | { / - r2-2 7 >
Como o po ten cial utilizado é de curto alcance, e em todos os term os que a função de o n d a aparece, ela es tá m u ltip licad a pelo potencial de interação, só temos a necessidade de descrever os te rm o s n a região de alcance de £/, e fora desse alcance, podemos d esp rezar a função de onda. E x p an d in d o a função de o n d a em u m conjunto de bases conhecidas {xm}?
K t’) = E “í ’(k') i*"> = <2-28>
m n
O nde ag o ra { a ^ ( k z-),aL ^ ( k / ) } são p arâm etro s variacionais que, d e te rm in a dos, dão a fo rm a do elem en to de m a triz a ser calculado. Deve-se im p o r que a am plitu d e de esp alh a m en to seja estacio n ária, com a seguinte condição:
- ^ / ] = Q (2.29)
daL+)( k t ) d a P p k , )
D erivando o funcional d a a m p litu d e de e s p alh a m en to podem os d eterm in a r os coeficientes a n e a m :
aL+) (ki) = £ ( < r ‘ )m„ W k i ) , (2.30)
(2.31)
m
onde os elem entos ò„ e 6|n p o d e m ser escritos como:
M k , ) = (Xn|C|4>k|), (2.32)
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
15b i ( k f ) = (rpk f W \ \ m ) . (2.33)
D e te rm in a n d o os coeficientes, e su b stitu in d o na eq u ação 2.27. achamos um a expressão p a ra a am p litu d e de e s p alh a m en to através do m é to d o variacional cle Schvvin- ger,
/ = —2tT2 \U\Xm)( d~l )mn(Xn|C|©k,)- (2.34)
m ,n
onde o elem en to de m a triz dmn ac im a é:
dmn = ( \ m | ^ ( + »|Xn), (2.35)
com A<+> = U - U Gq+)U.
2.3 M é to d o M u ltic a n a l d e S ch w in g er (S M C )
0 m é to d o m u ltic an al de Schwinger é u m a ex tensão do princípio variacional de Schwinger, sendo aplicado em estudos de esp a lh a m e n to de elétrons por moléculas de geom etria a rb itrá ria . 0 m éto d o é ab-initio e p e r m ite cálculos de esp alh a m en to elástico, a inclusão de efeitos de troca, polarização elo alvo devido ao ca m p o elétrico do elétron incidente e excitações eletrônicas.
Antes d a descrição do m éto d o , vamos considerar o s is te m a p a ra o qual o m étodo vai ser aplicado. Como m o s tra a figura 2 .2 , um elétron com vetor de o n d a k 2 incide n u m a m olécula alvo, com baixa energia (de 0 até 50 eV ), que é d a o rdem d a energia cinética dos elétrons de valência d a molécula, e sai com m o m e n to k /, deslocado de um certo ângulo 6. P a r a os cálculos consideram os a ap ro xim ação de núcleos fixos. Podemos escrever o h am ilto n ian o do sistem a (elétron + alvo), ///v+i, d a seguinte m aneira:
H n +1 = ( Hn + TN+ l ) + V = Ho + V. (2.36) O h a m ilto n ia n o do alvo e o o p erad o r de energia c in ética do elétron incidente T/v+i são, resp ectiv am en te
N
1=1
M
Z i _ v — ^
9 Ir, _
a = l rt - ra (2.37)
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
16V y , .
Tn+i = --- (2.38) e V é a so m a do potencial de interação elétro n -elétro n e do potencial de interação elétron-núcleo,
/v M
V = Í 2 ]|r, - r,v +i | ---r - É l ^ r a - r,.v + i■--- 1’ (2.39) l — i CJi — I
onde Z a é a carg a do núcleo a , r Q é a sua posição. M é o n ú m e ro cie núcleos da molécula alvo, r 2 são às coo rden ad as dos elétrons do alvo. e r/v+i corresponde as coordenadas do elétron incidente. Nos cálculos serão utilizad as u nidades atôm icas (h■ = e = m — 1).
U tilizan d o a equação de L ippm ann-Schw inger:
^ = S m + G i„±>V ^ \ (2.40)
onde m é o índice relacionado ao canal, G o é a função de Green associada a ( E — Ho) escrita na eq u ação 2.18, e S m é a solução de Hq, escrito como u m p ro d u to da autofunção do alvo com u m a o n d a plana;
Sm = <&meíkm'rN+1. (2.41)
O sinal ( ± ) n a equação de Lip p m ann -S ch w in ger indica que temos duas possíveis soluções no caso do elétro n colidindo com u m a molécula, com interpretações físicas di
ferentes. O sinal ( + ) indica u m a solução p a r a a qual terem os u m a condição assintótica de u m a o n d a p la n a do elétron incidente mais u m a o n d a esférica emergindo represen
tando o fluxo espalhado. O sinal ( —) in d ica u m a o n d a p la n a associada ao elétron com m om ento k / m ais u m a o n d a esférica convergindo.
N a eq uaç ão 2.40 a função de o n d a i p ^ é an tis sim é tric a em relação à troca de partículas e n q u a n to os term o s S m e não são. Como foi m ostrado por G eltm an [30], p a r a g a r a n tir a a n tis s im e tr ia d a função de o n d a de espalham ento deve
mos incluir os au to -e stad o s do contínuo do alvo n a rep resen tação da função de Green.
Contudo, ao g a r a n tir a a n tis sim e tria estaríam o s ab rin d o a possibilidade de ocorrer io
nização do alvo no processo de colisão, onde mais de u m elétron estaria subm etido ao potencial cou lo m b ian o do íon. Isso im p lic aria n a modificação d a condição de contor
no p ara a função de o n d a de e s p alh a m en to . P a r a que essa possibilidade não ocorra, projetam os a função de G reen, considerando s om en te os canais abertos do alvo [31], utilizando o o p erad o r de projeção P que possui so m ente os autoestados acessíveis do alvo d u ra n te a colisão:
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
17.'V0
P = £ | W , 2 ... iV ))($ ,(l, 2 ,..., N ) \ . (2.42) i=i
O o p e ra d o r P define o nível de aproxim ação do problem a, definindo o aco
plam ento e n tre os canais abertos, com N 0 sendo o nú m ero de canais abertos. P ara espalham ento elástico consideramos N 0 — 1 (estado fu n d a m e n ta l).
P a r a ach a rm o s u m a expressão p ara a a m p litu d e cle esp alh am ento , o primeiro passo é m u ltip licar a equação de Lippmann-Schw inger pelo o p erad o r de projeção P:
P i i t ] = Sm + G ^ V ^ K (2.43)
Agora, a função de G reen Gp+^ inclui apenas os canais abertos.
<?(+> = Y " ____ (2 44)
onde X/v+i é a en erg ia do elétron incidente, | k f é a energia do elétro n associado ao canal
<&/, sendo que l re p re s e n ta os canais abertos. Reescrevendo a equação 2.43, m u ltiplicada por V,
( V P - V G ^ V ) ^ = V S m, (2.45)
A eq u aç ão de Lippm ann-Schw inger ta m b é m pode ser escrita da seguinte forma:
A (+)t/,(+) = K5mi (2.46)
onde = V P — V G ^ V . P a r a obterm os u m a e s tab ilid ad e variacional teremos que ter P a r a isso, o elem ento V P = P V, m as isso não ocorre pois [Vj P] ^ 0, e a condição p a r a a estabilidade variancional não é satisfeita. Vemos ta m b é m que ao p r o je ta r m o s a equação de Lippm ann-Schw inger no espaço de canais abertos, estamos jo g a n d o fora informações físicas relacionadas ao espaço de canais fechados.
P ara re cu p e ra r essas informações, p artim o s do h a m ilto n ia n o to ta l do sistema:
H ^ ] = ( E ~ Hn+i)'0l+) = 0. (2.47) P a r a o b te r u m a equação m u ltican al p a ra a função de o n d a total, projeta-se a equação de S chroedinger com o co m p lem en to de canal fechado (1 — a P ) , onde a é um p arâm etro a ser d e te rm in a d o ,
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
18H [ a P + (1 - a P ) ] ^ 1 = 0 . (2,48) utilizando a relação de com utação P Hq — HqP e que Hq = H + l . podemos substituir na equação acima:
E v Í +) + ( ~ H P + V P - P V ) 4 ^ ] = 0. (2.49) S u b s titu in d o a equação 2.45 n a form a V P4*m = V S m + V/ 6 'p+ H/ 'I'm na equação acima, obtem os a expressão:
vs„
- ( P V + V P ) V G (+ ]V - - { H P + P H ) - H (2,50)C o m p a ra n d o com a equação 2.46, en co n tram o s .4)+b
A < + ) = + V P ) - V G (v+)V - t [ ^ { H P + P H ) - H (2.51)
Devemos d e te r m in a r o fator a, de m odo que a condição A^ venha a ser satisfeita. Se utilizarm o s funções de q u a d ra d o integrável, não teremos problema. O problema ocorre q u an d o utilizam os funções que não são d a fo rm a L2, ou seja, a função de onda não se a n u la no infinito. Esse p ro b lem a ocorre p o rq u e o operad o r ham iltoniano H não é h e rm ite a n o em integrais que envolvem dois orb itais de espalham ento, devido ao operador de energia cinética T/v+i [32].
P a r a alcan çar a condição de estab ilidad e variacional, im p o m o s que os elementos de m atriz abaixo sejam iguais a zero q u an d o calculam os e n tre funções que não sejam de quadrado integrável:
( x k „ | i [ Â - 5 ( í / P + r á ) ] | x k „ ) = o. (2.52) N a equação acim a, so m en te estam o s utilizan d o os te rm o s que possuem o ope
rador h am ilto nian o H, pois ele carreg a o o p erad o r de en erg ia cinética. Resolvendo essa equação, podem os d e te r m in a r o valor do p a r â m e tr o a. A tu a n d o H nos kets, encontra
mos que a = N + 1. O o p erad o r A p ode ser reescrito como:
•4(+) = \ { P V + V P ) - V C r V W - l- ( H P + P H ) + E E (2.53)
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
19como todos os te rm o s de ,4(+* são herm iteanos. menos o te rm o que envolve a função de Green. temos que esse te rm o concorda com a condição ,4(+) = /4( _ ,t. devido a Go+) = Gq C o n sid eran d o que V e seguindo o mesm o p ro ced im en to utilizado para d eterm in ar / P + ). o b te re m o s p ara ,4*_ ):
.4(-> = \ ( P V + V P ) - V G ^ V - - A H P + P H ) + (2.54)
l 1 ' 1V + 1
C o m p a ra n d o com o elem ento de m atriz obtido 110 princípio variacional de Schwinger, tem o s u m novo .4, e com isso um novo elem en to de m atriz clmn a ser calculado. A eq u ação p a ra o b ter a am p litu d e de esp a lh a m e n to no SMC é descrita por:
/ ( k / , k i ) = - ( .Sk; IVIXm)(c/~1)mn( Xn| r I S k , ), (2.55) m ,n
onde,
dmn = (Xm\A( + )\Xn)- (2-56)
0 c o n ju n to de bases conhecidas nesse caso é fo rm ad o por d eterm inan tes de Slater de (A^+ l)-elétro n s, que são com postos por u m con ju n to de orbitais moleculares, expandidos em funções gaussianas cartesianas.
0 c o n ju n to {|Xm)} é ch am ad o de espaço de configurações. U m a configuração é o btida de u m p r o d u to an tissim etrizad o entre um estad o do alvo | $ m) e u m a função de esp alh a m en to \4>i) (re p re s e n ta d a por orbitais virtuais):
|X„ ) = > 1 |* „ > |A ) - (2.57)
onde A é o o p e ra d o r de antissim etrização. P a ra a ap ro x im ação estático-troca, o ope
rador de p ro jeç ão é escrito como P = | $ x ) ( $ i | . 0 espaço de configuração é descrito pelos orbitais virtu ais \4>m) e o estad o fu n d a m e n ta l do alvo |$ i ) :
|Xm) 3 (2.58)
C o m as relações acim a, podem os o b ter todos os elem entos de m a triz do term o ,4*+* a n a litic a m e n te , menos os term o s que envolvem o o p e ra d o r V G ^ V ( ou V G V ) , que é o b tid o n u m e ric a m e n te . P a r a analisar esse term o, inserimos na equação 2.44 a relação de c o m p le te z a de ondas planas,
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
20j t/ k |k ) ( k | = L. (2.59)
que fica da forma:
r<(+) f n l(^/k)(k<l>í|
onde utilizam os que T,v+i|k) = fc2/ 2 |k). Separan d o a p a r te real (principal) da parte im aginária (resíduo), podem os obter:
G l +) = G ^ + G ^ . (2.61)
C om as relações acim a, o resíduo d a função de G reen pode ser descrito da seguinte forma:
G<R» = « 5 ]fc , í
i J
(2.62)
E a p a r te principal d a função de G reen pode ser e s crita como:
r o o 7.2 r
GpFr) = Y , P' l dkl k?Z Tk2 J JSlí . l* 'kX k* 'l’ <2'63>
com flk, rep resen tan d o o elem en to de ângulo sólido. O e lem en to de m a triz que envolve o term o do V G V p o d e rá ser reescrito d a forma:
( x J ' / G<+V Ixn) = (X m lV G j^ V lx » ) + ( x „ | VG<P'> V |x „ ). (2.64) O elem en to de m a tr iz do resíduo, ta m b é m d e n o m in a d o de on-shell, pois de
pende d ir e ta m e n te d a energia in cid en te /q, pode ser escrito por,
<Xm|VG<R’V|.vn) = i * £ k , g L ( b l (2.65) l
o elemento de m a triz do valor principal de Cauchy, ta m b é m d eno m in ad o off-shell, que não depende d ir e ta m e n te d a energia incidente fc/, pode ser escrito como:
ro o / 2
<X™|VG«R' » C | x , ) = ^ f t / d k t - 2 - - g L W , (2 -6 6 )
l Jo 2 i 2K
2.3. Método Multicanal de Schwinger (SMC)
21onde o te rm o g lmn{ k) é:
9 Í J k ) = y ' r f f ! i l ( x m| V ' | $ , k ) ( k í , | | / | Xn)- (2.67) Os dois elem entos cie m a triz p o d e m ser calculados n u m ericam ente, utilizando um a q u a d r a t u r a n u m é rica no espaço dos m om entos. C o n tu d o o te m p o com putacional utilizado é m u ito grande. Esse te m p o depen d e da q u a d r a t u r a escolhida p ara as va
riáveis angulares (9 e ó), e p a ra k. A integração radial é feita definindo u m a rede de pontos k, onde o te rm o g lmn(k) é calculado p ara cada p o n to cla rede.
Os cálculos desses elem entos se to r n a m m u ito caros pois as integrais relaciona
das a eles d ev em ser calculadas p a ra c ad a ponto cla rede. Devido a esse problema, os pseudopotenciais tê m u m a grande im p o r tâ n c ia p ara p roblem as cle espalham ento. Com a utilização s o m en te dos elétrons de valência o n úm ero de integrais dim inui, e com isso é possível fazer cálculos de e s p a lh a m e n to p a ra moléculas com átom os mais pesados. A im plem entação de pseudopotenciais será discu tid a mais adiante. Essas integrais prim i
tivas que tem o s que calcular, as quais envolvem o p otencial de repulsão elétron-elétron e atração elétron-núcleo [10], p o d e m ser escritas d a seguinte forma:
(ot/3\V\~/k) = í d3r x í d3r 2a ( r 1)f3(r1)---7 ( r 2 )elk-r2, (2.68)
J J Ir l - 1*21
( a \ V \ k ) = I d3r a ( v ) . (2.69)
As funções que foram ex p a n d id a s em gaussianas cartesianas, representadas nas equações 2.68 e 2.69 por a , / ? , 7 , tê m a fo rm a geral:
a(r; /, m , n, R ) = N a ( x - X ) ‘(y - Y ) m(z - Z ) ne ~ ^ - R (2.70) e são c a ra cterizad as p o r a que é o e x p o e n te do o rb ital gaussiano, R que é a coordenada do átom o, ( / , m , n ) que são os ex p o en tes dos polinómios. Se a som a l + m + n for 0 teremos g aussianas do tipo s, se for 1 terem os gaussianas do tipo p e se for 2 teremos gaussianas do tip o d.
Essas integrais dev em ser calculadas p a ra to d a s as combinações possíveis de gaussianas e to d a s as direções de k. A integral de repulsão de dois elétrons é calculada com três g aussianas cartesian as m ais u m a o n d a plana. A integral de u m elétron é calculada relacio n and o u m a o n d a p la n a e u m a gaussiana cartesiana. Como exemplo, na equação 2.68 que possui três g aussianas e u m a o n d a p lan a, teremos N 3 x N y integrais, onde N g é o n ú m e ro de gaussianas e íVk (Nk x N$ x N#) é o n úm ero de ondas planas,
2.4. Descrição do alvo
22que é definido por u m a q u a d r a t u r a numérica.
P a r a a solução dessas integrais utilizam os a q u a d r a t u r a de Gauss-Legendre. os cálculos são feitos n u m e ricam en te, tran sfo rm a n d o u m a integral definida em u m a som a ponderada:
r-x2 ;V ^
/ f { x ) d x = ^ 2 - W i f { x i ) (2.71)
J x ' , = i
onde N é o n ú m e ro de pontos, que p o d em ser a u m en tad o s p a r a verificar a convergência do term o V G V . E m o u tras palavras, fixamos os pontos das q u a d r a tu r a s angulares 9
e <f) e variamos os pontos em k. Se não for suficiente, pode-se a u m e n ta r os pontos
na q u a d r a t u r a angular, o que pode a u m e n ta r o te m p o gasto com o cálculo, mas pode m elhorar o re s u lta d o obtido.
2.4 D e sc r iç ã o do alvo
0 alvo a ser descrito no caso é u m a m olécula com c a m a d a fechada, co n stitu íd a por M núcleos m ais os N elétrons, e a d eterm in a ção d a a u to fu n ç ão do estado fun d a
m ental é feito atra v és d a ap roxim ação de H artree-Fock [11]. A energia to tal do alvo p ara o e s tad o fu n d a m e n ta l é
Ei - ( $i\Hn\ §i), (2.72)
com Hn d ad o p ela equação 2.37. A função de o n d a a n tis sim é tric a que descreve o auto-estado do s is te m a de V -p artíc u las, é um d e te r m in a n te de Slater formado por um conjunto de o rb itais de spin,
| $ l ) = ]<Pi V2---ViíPj~-(r’N)- (2-73) Os o rb itais de spin fornecem a posição espacial do elétro n ip{r) e o seu spin (up p ara a(u>) = t ou down p a r a (3(u) = | ) , poden d o ser escrito n a forma:
¥>(x) = 0 (r ) i (2.74)
C om o o o rb ital espacial m olecular é o m esm o p a r a d u as possíveis configurações de spin, a a p ro x im ação é c h a m a d a de restrita. P a r a d e te r m in a r m o s o m elhor conjunto de orbitais ipi que to r n a m o valor d a energia E\ u m m ín im o , aplicam os u m princípio
2.4. Descrição do alvo
23variacional, utilizan d o pequenas variações de —>• $ + ò<3>. O valor p ara a energia é determ inado fazendo de E\ um funcional dos orbitais ç?t-, atrav és da equação:
£ [ $ ] = ( $ \ H\ $ ) . (2.75)
P a ra isso, a condição S E = 0 deve ser satisfeita, onde a energia total é estaci
onária com respeito a qualq u er variação em d>. U tilizan d o o m é to d o dos multiplicadores de Lagrange, e n co n tram o s um s is te m a de equações íntegro-diferenciais acopladas, que possui a forma:
f W o ) = f o b a ) , (2-76)
onde / é o o p erad o r de Fock, e a = 1,.... N . A solução desse p ro b lem a de autovalor é um conjunto o rto n o rm a l de orbitais de spin com energia s a. Esses orbitais de spin são ortonormais, seguindo a relação:
(tfii l ^ p j ) ~ ?
e esses orbitais p o d e m es ta r ocupados ou vazios (orbitais v irtuais). Os orbitais de spin podem ser escritos em função dos orbitais moleculares espaciais { 0 Z}. Dessa forma, a função de o n d a p ode ser reescrita como:
| $ i ) = l ^ i ^ i (2.77)
2 2'
Como os orbitais espaciais são d u p la m e n te ocup ad o s (spin up ?/A e spin down 0 i), o som atório vai a té N / 2 ( p a ra sistem as de c a m a d a fechada). Esses orbitais mole
culares, ta m b é m são o rto n o rm ais,
( & # j ) = Sij.
A en erg ia do alvo em te rm os desses orbitais m oleculares pode ser escrita como:
N / 2 N / 2 N / 2
E y = 2 £ hu + Y , Y i U j - Ki j ). (2.78)
1=1 1 = 1 J = i
0 te rm o hu é a so m a d a energia cin ética mais a a tra ç ã o nuclear do elétron, dado pela integral do elem en to de m a tr iz do h am ilto n ia n o de u m elétron:
2.4. Descrição do alvo
24ha = / d r \ \ b ~ { r \ ) V 2v i \f
£
o: = L Z nr i - r c (2.79)
Os term o s J xj e A p são as integrais de dois elétrons de Coulomb e de troca, sendo definidas resp ectiv am ente por:
Jij = / c/ri / d r 2 ç'”( r i ) Ç ’ ( r 2 )
lr l - r 2 |
(2.80)
A p = / c/ri / d r 2 í/;-(ri)ç>*(r2 )
r i - r 2■Çl( r 2 )éb (ri)- (2.81:
A integral de C oulom b é d ev id a a repulsão e n tre as nuvens eletrônicas e a integral de tro c a ocorre devido a correlação do m ovim ento dos elétrons.
O o p erad o r de Fock / p a ra moléculas com c a m a d a fechada ( S = 0 , singleto), pode ser escrito como,
N / 2
/(1) = />(1) + £ ( 2 J , ( 1 ) - A U 1 ) ) -
j=l(2.82)
E J j { l ) e A j ( l ) são os operadores de Coulom b e de tro c a que a tu a m nos orbitais moleculares.
JÁ 1) = / clr2V’U 2 ) r l2 ^ ( 2 ) , (2.83)
1
d r 2 !/’*(2 ) r 121V>i(2 ) (2.84)
O o p erad o r de C oulom b é u m o p erad o r local, e o o p erad o r de tro ca é um operador não-local que envolve a tr o c a do elétron 1 com o elétron 2 . Os índices 1 e 2 represen tam as coordenadas espaciais dos elétrons 1 e 2, e os índices z, j = 1 ,2 ,..., N / 2 .
P a r a o b te rm os a solução d a equação de Fock devem os ex p and ir os orbitais moleculares n u m co njunto de bases conhecidas e reais, os orb itais atômicos {(/v},
■0, = £ C (2.85)
fj.= 1
Os orbitais são rep resen tad o s por combinações lineares de funções gaussi- anas cartesianas, que estão descritas n a eq uação 2.70. C om o essas funções de base
2.4. Descrição do alvo
25nào são o rto n o rm a is , pode haver u m a sobreposição e n tre elas, gerando u m a m atriz de overlap que relaciona os orbitais atôm icos dos elétrons,
= / c / r i © ^ ! )(£„(!). (2.8 6)
A e x p an são em orbitais atôm icos tra n s fo rm a o s is te m a de equações íntegro- diferenciais em u m a equação m atricial não linear, conhecida como equação de Hartree- Fock-R oothann.
(2.87)
u=i u- 1
onde i = 1, 2 , ...,/c, C ul é u m a m a triz q u a d r a d a (k x k) de coeficientes de expansão, s t é a energia do o rb ital i. S é a m a triz overlap, e a m a triz de Fock F é d ad a por:
P r jn u c l I p i
r [ii/ — n iiv \ ^-T fiu i (2.8 8) com H sendo o h a m ilto n ian o do núcleo, dado pela so m a d a integral da energia cinética mais a integral de atra ç ã o nuclear, e G é o o p erad o r de dois elétrons da m atriz de Fock.
0 h am ilto n ian o do núcleo é dado pela equação:
r r n u c l __ rp . t rnu cl n ILV — 1 IIV I V
rn u cl
(2.89) 0 te rm o de energia cinética e o te rm o de energia potencial são, respectivam ente,
T,\1V = J * 1 0 ^ ( 1)
v r
(2.90)Vnu cl
= j *i< M i)
E o o p e ra d o r G ^ de dois elétrons é dad o por,
E Z a
~ \ r i - r a \ 0, ( 1)-
Acr
(2.91)
(2.92)
onde P é a m a tr iz d a d ensidade de carga e e s tá relacio n ad a aos coeficientes, que são reais,
2.5. Implementação dos Pseudopotenciais
26H.2
P.w = 2 Y ^ CmCv í, (2.93)
1 = 1
(pi/\Xo) — í d3r i d 3r 2<pll{ l ) ô u( l )- --- ^ ( 2 ) ^ ( 2 ) . (2.94)
J jr*i — r 21
A m a tr iz de Fock é h erm itea n a, isto é, real e sim étrica. Ela contém um a parte de u m e létro n [ H nucl) q Ue é fixa dado um certo co n ju n to de bases, e u m a parte com dois elétrons que d epende d a m a triz d ensidade P e do conjunto de integrais de dois elétrons. Os o rb itais moleculares calculados atrav és do m é to d o Hartree-Fock são utilizados pelo m é to d o m u ltic an al de Schwinger, que constrói e diagonaiiza a m atriz de Fock. m o n ta n d o as configurações que serão utilizadas no cálculo de espalhamento[33j.
2.5 Im p le m e n ta ç ã o dos P s e u d o p o te n c ia is
Devido ao gran d e n ú m ero de integrais de dois elétrons, como as equações 2.68 e 2.69, p a r a serem calculadas, a cap acid ad e c o m p u tacio n al p a r a o cálculo de seção de choque envolvendo moléculas form adas por áto m o s mais pesados é m uito grande, e o tem po consu m id o ta m b é m . P a r a a dim inuição ta n to do n ú m e ro de elétrons como do número de funções gaussianas cartesian as usamos a im p le m e n ta ç ã o dos pseudopoten
ciais no m é to d o m u ltic a n a l de Schwinger e n a ap ro x im ação H artree-Fock.
P a r a processos de colisão de b aix a energia, so m e n te os elétrons de valência são im p o rta n te s, os elétrons mais próxim os do núcleo não in terag em com as partículas incidentes, e m o u tr a s palavras, não h á tr o c a de elétrons das cam ad as mais externas p ara as m ais p ró x im as do núcleo, ocorrendo u m a b lin d ag em dos elétrons de caroço.
Com isso o Z efetivo é m en o r que o Z real do átom o.
C om a elim inação dos elétrons que se e n c o n tr a m m ais próximos do núcleo, o número de integrais será m enor, e a função de o n d a p o d e r á ser ex p an d id a em bases menores. C o m isso te m o s u m a simplificação nos cálculos, d im in uin d o o custo com pu
tacional.
Os p seu d o p o ten ciais que são utilizados foram p rim e ira m e n te propostos por H am ann, S ch lü ter e Chiang [34], a p a r tir de cálculos atôm ico s ab-initio realizados u ti
lizando a Local D e ns i t y Ap pr o xi ma t io n (LDA). São in d e p en d en te s da energia e suaves na origem, e a função de o n d a conserva a n o r m a (n o rm- con ser vi ng). Essa conservação im plica que a n o r m a função de o n d a to ta l e s tá rela cio n ad a com n o rm a d a pseudofunção [35]. Além disso, as funções de o n d a de valência são idênticas as funções de onda de todos os elétro n s a p a r ti r de u m raio de corte R c (figura 2.5).
Esses p seu d o p o tenciais foram aperfeiçoados por B achelet, H am an n e Schlüter