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A PESTE E 0 GATO DOMÉSTICO

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Pelo Dr. ATHOS HENRIQUES

Ex-assistente técnico das Delegacias Federais de Sa4de das 38. e 8~. Regiões, Rio de Janeiro, Brasil

Quando desempenhei o posto de assistente técnico da D. F. S. da 38 Região, responsável pelo laboratório de peste, tive oportunidade de faeer experi&ncias em gatos.

Assunto ainda sujeito a controvérsias, a peste espontânea e experimental no gato, 6 largamente citada por Guido D’Orméa (“La Peste”), em casos relatados por investigadores, nas epidemias da India e China. Muitos são os que confirmam a peste espontânea no gato durante as epidemias, com exames bacteriolõgicos positivos.

Experimentalmente a Comissão Austríaca, assim comoKolle, confirmara a recep- tividade do gato doméstico por via subcutbnea ou por ingestáo de animais pestosos, e, entre n6s, Eduardo de Araujo comprovou-a obtendo resultados positivos em inoculaeão subcutânea com escarifica&o e conjuntival, embora nesse último caso sòmente um do lote de três morresse de infe@o pestosa, com bacilos no bubáo cervical, baco e sangue.

Usei para as inocula@es a fonte 144A P. pestis do Instituto Haffkine de Bom- baim, repicado do Laboratório de Salde Publica, que matava cobaias em 48 horas por via transcutânea. As inocula$es sbmente por via oral consistiam em alimen- tar os gatos com cadáveres de cobaias e ratos mortos com peste experimental; as por via transcutânea foram feitas passando-se sobre um corte da pele da regiáo ocipital, aiim de evitarmos a a&o da saliva, fígado de cobaia pestosa e um algodão embebido em cultura de P. pestis em caldo, crecimento de 24 horas a 37 C; e as inoeula@es por via subcutânea foram feitas com 0.25 de CC duma cultura em caldo.

TGdas as inoculacóes eram controladas com testemunhas em cobaias e ratos e depois de autopsiados os gatos, era injetado sangue do cora@0 no peritônio duma cobaia e esfregado fígado e baoo numa escarifica@0 feita nessa mesma cobaia.

Da exposiogo acima obtivemos o seguinte resultado:

Gatos inoculados exclusivamente por via oral.. . . . . . . . . . . . . . 15

“ mortos at610 dias depois... 3

“ mortos a clorofórmio no 17’ dia.. . . . . . . . . . . _ . _ . _ 12 Cobaias testemunhas positivas para peste.. . . . . . . . . . . . . . 0

Gatos inoculados exclusivamente por via transcutbnea.. . . . 21

“ mortos at6 15 dias depois.. . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

“ mortos até 0 17” dia,a eter... 14

Cobaias testemunhas positivas para peste.. . . . . . . . . . 2

Gatos inoculados exclusivamente por via subcutânea.. . . . . . . . . . 40

“ mortos at6 10 dias depois.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

“ mortos a eter no17” dia... 18

Cobaias testemunhas positivas para peste.. . . . . . . . . . . 0

Á

necropsia os gatos inoculados por via digestiva apresentavam-se alguns emagrecidos, outros muito gordos e somente um tinha ganglios peritoneais aumen- tados de volume.

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OFICINA SANITARIA PANAMERICANA rayo 19431

Os inoculados por via transcutânea, apresentavam-se com baco e fígado de coloracão escura, emagrecidos, com reacáo inflamatória no ponto de inocula@o, (principalmente nos dois em que foi isolada a P. pestis) alguns com gânglios axilares, cervicais e mesentéricos aumentados de volume.

Os inoculados por via subcutânea apresentavam grande rea@0 inflamatória no ponto de inoculacáo; as vísceras não apresentavam anormalidade visível.

Concáusões.-0 gato doméstico 6 pouco sensível á peste. Por via digestiva, sòmente quando a mucosa bucal foi arranhada pelos frag- mentos de ossos (Dujardin-Beaumetz) é que poderia infetar o gato. Por via transcutânea, rompendo brutalmente as defesas naturais, conseguimos isolar a P. pestis de dois deles. Por via subcutânea, a grande quantidade de germens injetados parece ter morto a metade por intoxica@o, desde que não foi possível isolar o P. pestis de nenhum deles.

La intervención pro Salud, del Estado.-La salud de los argentinos debe ser la preocupación fundamental del Estado. Si los hombres son enfermos, nada sig- nifica la riqueza material. Aspiramos a ser un pueblo poderoso y responsable, y esto no ser-6 posible con regiones roídas por endemias, donde se producen éxodos tragicos, caravanas interminables de emigrantes en su propio país, enfermos que abandonan poblaciones y recorren la tierra yerma en busca de trabajo. Si el motor metalico se descompone, a pesar de que el industrial sigue con mirada de zahorí el funcionamiento de la fábrica, ahí está el mecánico para componerlo, despues de observar todos los engranajes de la máquina. Por qué no cuidar mas celosamente al hombre que a la máquina, que tiene como fuerza motriz un alma, según la feliz expresión de Ruskin? Valor, se ha dicho, deriva de valere, que significa estar bien, ser fuerte; fuerte para la vida si es una cosa. Tener valor significa, por lo tanto, favorecer la vida. Por eso, riqueza, dice ingeniosamente Ruskin, es la posesión de lo valioso por el valiente. El Estado ha de ayudar a la ciencia; a la ciencia que investiga incesantemente para aliviar los males, que exalta a la vida humana cuyo valor parece que se pierde en una encrucijada de la civilización, hecha de mímero y cantidad; ciencia que no envenena las fuentes de

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la existencia; que da la vida y no se pone al servicio del poderío; ciencia que tiene

fe en el hombre, en el valor humano, en su infinita potencia de superación, fuerza * l inagotable que nos dinamiza.-ALFREDO L. PALACIOS: “La salud del pueblo,”

80, eno. 1943.

Tétano en Cuba.-Los datos que presenta ANTONIO AZEL (Villaclara Méd., , 261, nbre.-dbre. 1942) corresponden al Término Municipal de Santa Clara y en i* particular al Hospital de San Juan de Dios, desde 1919 hasta 1942 se han registrado

allí 110 casos, siendo el promedio anual de 23 de 1919-1931 y de 7-5 de 1932-1941. De los 110, 80 fueron varones, habiendo años en que no ingresó una sola mujer. Los casos curados representaron 44 (40 por ciento). Comparada con otros países

. Santa Clara no es muy tetanígena, pues la proporción de tetanicos es de seis por - : ciento por 1,000 habitantes. El porcentaje mayor de casos corresponde a los

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Referências

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