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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.50 número2

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2004; 50(2): 109-26 109

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IMPORTÂNCIA

IMPORTÂNCIA

IMPORTÂNCIA

IMPORTÂNCIA

IMPORTÂNCIA

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MEDICINA

MEDICINA

MEDICINA

MEDICINA

MEDICINA

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FF

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FARMACÊUTICA

ARMACÊUTICA

ARMACÊUTICA

ARMACÊUTICA

ARMACÊUTICA

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ditorial

O tratamento farmacológico representou um importante marco evolutivo dentro do contexto da medicina. Nos últimos anos, por meio de estudo clínicos, a Medicina Baseada em Evidências tornou-se a base das condutas médicas, confirmando os dados estatísticos sobre a eficácia, tolerabilidade e segurança no tratamento medicamentoso das doenças.

Temos observado um rápido desenvolvi-mento do conhecidesenvolvi-mento científico e de novos fármacos. O desenvolvimento da biologia mole-cular e farmacogenética, assim como novos métodos de tratamento, estão sendo desen-volvidos em substituição às terapias tradicio-nais, permitindo supor que, talvez, no futuro cada paciente tenha seu tratamento persona-lizado. No entanto, esta terapia “a la carte” ainda não é uma realidade em curto prazo.

Cada vez mais a racionalização de recur-sos financeiros é prioritária. O processo de desenvolvimento de novos medicamentos é bastante complexo: dos 5 mil a 10 mil com-postos selecionados, 250 entram para os tes-tes pré-clínicos e somente um é aprovado. O tempo decorrido entre a síntese no laborató-rio e a sua comercialização é de 10 a 15 anos. Na busca pela adequação da prática clínica,

desenvolveu-se o conceito de farmacoeco-nomia para determinar o uso de terapias que justifiquem o custo final do tratamento com a melhor qualidade de vida. Para tal, são realiza-dos esturealiza-dos clínicos, sob o crivo de regula-mentações com rigor científico impecável e avalizadas por Comitês de Ética. Não bastam somente os dados pré-clínicos que apóiem o registro de novas terapias; é também obriga-tório o acompanhamento após a comercia-lização, denominado farmacovigilância, uma iniciativa das agências de vigilância sanitária.

O Brasil vem se inserindo neste cenário e se adequando a esta realidade desde a criação da lei nº 9.782, de 1999, que modernizou o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Outra iniciativa foi a elaboração da resolução nº 196, em 1996, que permitiu ao Conselho Nacional de Saúde do Brasil regula-mentar a pesquisa clínica nacional e interna-cional por meio da Comissão Nainterna-cional de Ética em Pesquisa (CONEP). Até setembro de 2003, a CONEP registrou 360 Comitês de Ética em Pesquisa, totalizando 4.125 mem-bros, 15 mil projetos e 600 mil sujeitos de pesquisa envolvidos anualmente.

Apesar da RAMB já possuir vários Conse-lhos Editoriais em áreas que contemplam muitos desses temas, cabe agora aprimorar e divulgar esse conhecimento de maneira mais direta, didática e formal. O novo Conselho Editorial da RAMB em Medicina Farmacêutica estabelece a prática clínica de uma área que inclui todos esses assuntos médicos. A Medi-cina Farmacêutica tem por área de atuação as atividades relacionadas à aplicação dos conhe-cimentos médicos, farmacêuticos e farmaco-lógicos envolvidos na descoberta de novas moléculas, na pesquisa e desenvolvimento de sua aplicação clínica e, ainda, na avaliação, registro, monitoração médica e ética da comercialização final.

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