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Caderno Judicial TRF. Sexta-feira, 30 de agosto de 2013

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BOLETIM: 147347

IV - APELACAO CIVEL 2012.51.01.000229-7 Nº CNJ :0000229-68.2012.4.02.5101

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL VICE-PRESIDENTE

APELANTE :WALTER DO AMARAL E OUTROS ADVOGADO :MARIROSA MANESCO E OUTROS APELANTE :JOAO ORLANDO DUARTE DA

CUNHA

ADVOGADO :JOAO CUNHA E OUTROS

APELADO :PAULO SALIM MALUF E OUTROS ADVOGADO :RICARDO TOSTO DE OLIVEIRA

CARVALHO E OUTROS APELADO :OSWALDO PALMA

ADVOGADO :SERGIO SALGADO IVAHY BADARO E OUTROS

APELADO :PETROLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS

ADVOGADO :NILTON ANTONIO DE ALMEIDA MAIA E OUTROS

APELADO :COMPANHIA ENERGETICA DE SAO PAULO - CESP

ADVOGADO :RUBENS FERRAZ DE OLIVEIRA LIMA E OUTROS

APELADO :INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLOGICAS DO ESTADO DE SAO PAULO S/A - IPT

ADVOGADO :FABIO DE CARVALHO GROFF E OUTROS

APELADO :SILVIO FERNANDES LOPES ADVOGADO :SEM ADVOGADO

TERCEIRO INTERESSADO

:ESTADO DE SÃO PAULO

PROCURADOR :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DE SAO PAULO

ORIGEM :DÉCIMA SEXTA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (201251010002297) D E C I S Ã O

Trata-se de Recurso Especial interposto pela COMPANHIA ENERGETICA DE SAO PAULO - CESP, às fls. 955/968 com fundamento no art. 105, III, alínea “a” da Constituição Federal/88, em face de acórdão emanado pela Sexta Turma Especializada deste Egrégio Tribunal, que, por unanimidade, deu provimento à apelação interposta, assim, ementado:

“PROCESSO COLETIVO. EXECUÇÃO AUTÔNOMA PROPOSTA PELOS ADVOGADOS, APENAS, DA VERBA HONORÁRIA FIXADA NA SENTENÇA DA AÇÃO POPULAR. INEXISTÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA COM A EXECUÇÃO COLETIVA DEFLAGRADA NOS AUTOS DA AÇÃO POPULAR. CONTINÊNCIA ENTRE OS PROCESSOS EXECUTIVOS. REUNIÃO DE PROCESSOS. PROCESSOS EXECUTIVOS APENSADOS E APARTADOS, SENDO QUE, PARA CADA UM DELES, CABE RITOS EXECUTIVOS DIVERSOS. CELERIDADE PROCESSUAL E FINALIDADE DO ART. 23 DA LEI N.º 8.906/94. 1. Cuida-se, na origem, de ação de execução proposta, autonomamente, por advogados que atuaram, durante a fase cognitiva, de uma ação popular, visando ao pagamento, apenas, dos honorários advocatícios fixados na sentença prolatada nesta ação

autos da ação popular, via cumprimento de sentença, visando à satisfação de toda a sentença, incluindo-se os honorários advocatícios. O juízo a quo, nesta ação de execução autônoma dos advogados, extinguiu o feito sem resolução do mérito, ao argumento de litispendência entre as execuções (art. 267, inciso V, do CPC). Contra esta sentença, os advogados, então, interpuseram recurso de apelação, delimitando-se a controvérsia recursal sobre os seguintes pontos: (i) em saber se é possível a execução autônoma de honorários advocatícios por parte dos advogados, destacando-a do restante da execução coletiva por parte dos autores populares; e (ii) em saber se, em sendo possível a execução separada da verba honorária do restante da execução coletiva, se resta configurada a litispendência entre tais demandas executivas. 2. Nos termos do art. 23 da Lei n.º 8.906/94, é direito subjetivo dos advogados a propositura de ação autônoma da execução para a satisfação, tão-somente, dos honorários advocatícios fixados em sentença, destacando-se, pois, do restante da execução do título executivo judicial. 3. Não há litispendência entre esta ação de execução autônoma dos advogados e a execução coletiva iniciada nos autos da ação popular pelo Estado de São Paulo. Inexistência de identidade de partes, causa de pedir e pedido. Enquanto a execução coletiva tem como partes, o Estado de São Paulo na qualidade de exeqüente (sendo que este atua, em verdade, como substituto processual de toda a sociedade, a qual é o verdadeiro titular do direito difuso da ação popular) e os réus da ação popular na qualidade de executados, esta ação executiva autônoma tem, como partes, os procuradores judiciais na qualidade de exeqüentes e os réus da ação popular na qualidade de executados. Enquanto a execução coletiva tem, como causa de pedir, a sentença exarada na ação popular de forma total com a inclusão, seja da tutela constitutiva negativa de nulidade dos contratos administrativos, seja a tutela condenatória de ressarcimento ao erário, seja a tutela condenatória de pagamento das verbas sucumbenciais, esta ação de execução autônoma tem, como causa de pedir, tão-somente os honorários advocatícios firmados naquela sentença. Por fim, enquanto a execução coletiva tem, como pedido, a satisfação de toda a sentença, esta ação de execução autônoma tem, como pedido, apenas a satisfação da verba honorária. Ademais, a diferença, na sistemática de funcionamento, entre as execuções individuais e as execuções coletivas torna descabido falar-se em litispendência entre elas. Aplicação do art. 301, §1º e §2º, do CPC. 4. Há continência entre esta ação de execução individual e a execução coletiva dos autos da ação popular (art. 104 do CPC). Além da identidade da causa de pedir entre ambas as demandas executivas, qual seja a sentença emanada da fase cognitiva da ação popular (logo, mesmo título executivo judicial), o pedido desta ação de execução autônoma, qual seja a efetivação do capítulo da sentença coletiva atinente ao pagamento dos honorários advocatícios, está, por evidência, contido no pedido da execução coletiva, qual seja o da efetivação de todos os capítulos daquela sentença coletiva, inclusive o atinente ao pagamento dos honorários advocatícios. 5. Diante da continência entre os processos executivos, deve haver a distribuição, por dependência, desta ação de execução autônoma com a ação popular(art. 253, inciso I, do CPC), eis que, desta forma, evita-se a prolação de decisões contraditórias, assegura-se maior celeridade na tramitação dos feitos diante da maior familiaridade do processo coletivo por parte do juízo atuante na ação popular e, por fim, impede-se a duplicidade de execução da verba honorária, tanto nesta execução individual dos advogados, como também na execução coletiva do Estado de São Paulo. 6. Não deve, porém, haver a simultaneidade de processamento e de julgamento das execuções individual e coletiva (art. 105 do CPC). A sequencia dos atos executórios, nesta ação de execução individual, difere da

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Caderno Judicial TRF

sequencia dos atos executórios previsto no microssistema processual coletivo aplicável à fase de execução da ação popular. Ademais, admitir a simultaneidade de processamento e de julgamento entre ambas as demandas executivas representaria, em verdade, retirar toda a finalidade do art. 23 do EOAB, a qual consiste na independência de execução dos honorários, justamente, para imprimir maior celeridade no pagamento desta verba em prol dos advogados, inclusive, pelo seu caráter alimentar e, por isso, mais prioritário. 7. A solução mais razoável ao presente caso diante da continência entre os feitos executivos é a reunião das demandas com a formação de processos apensados e apartados, sendo que o juízo a quo deve proceder a execução da seguinte forma: (i) nos autos desta ação de execução autônoma, deve realizar a execução, sob o rito do ?cumprimento de sentença–, nos termos dos dos arts. 475-I a 475-R do CPC; e (ii) nos autos da ação popular, deve, após descontar a verba honorária já executada nos autos da presente ação de execução individual, realizar a execução, sob a forma coletiva, dos art. 16 c/c art. 22, da Lei n.º 4.717/65 c/c art. 103 do CDC. 8. Apelação conhecida e provida. Sentença reformada.”

Opostos embargos de declaração, restaram os mesmos desprovidos. Sustenta a Recorrente que o acórdão contrariou o disposto nos arts. 165, 183, 458, inciso II, 473, 503 e 535, incisos I e II do Código de Processo Civil. Contrarrazões às fls. 1081/1096.

É o Relatório. Decido.

Inicialmente, no que tange às alegações de contrariedade ao artigo 535, do CPC, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que não há ofensa ao mencionado artigo, “....se o Tribunal de

origem, sem que haja recusa à apreciação da matéria, embora rejeitando os embargos de declaração – opostos com a finalidade de prequestionamento – demonstra não existir omissão a ser suprida” (Resp

46.6627/DF). Sendo certo que, “... não viola o art.535 do CPC, nem nega

prestação jurisdicional, o acórdão que, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos argumentos trazidos pelo vencido, adotou, entretanto, fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia” (AgRg no Ag.723251/RS).

Deste modo, tem-se que ausente o indispensável prequestionamento viabilizador da instância especial, o que atrai os verbetes nº 98, 211 e 320 da Súmula do STJ.

Verifica-se, ainda, in casu, que o órgão julgador decidiu após análise dos fatos e das provas relacionados à causa, sendo que, para se chegar à conclusão diversa acerca da nulidade acerca da intimação da Companhia Energética de São Paulo nos autos da presente execução autônoma de honorários, tornar-se-ia imprescindível reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, a teor do enunciado no verbete nº 7 da Súmula do STJ.

Outrossim, mesmo que viável o argumento do Recorrente, descabida sua irresignação diante do disposto no verbete nº 126 da Súmula do Eg. Superior Tribunal de Justiça, que estabelece a inadmissibilidade do Recurso Especial, quando o acórdão recorrido assenta em mais de um fundamento suficiente, por si só, para mantê-lo.

Por derradeiro, quanto aos petitórios de fls. 1179/1188, e fls. 1193/1194, são inacolhíveis, aquele por se tratar de tema devolvido, eventualmente, à Instância Superior, e este por encontrar amparo no §2º do art. 511 do CPC, pelo que nada a prover.

Ante o exposto, INADMITO o Recurso Especial. Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2013. POUL ERIK DYRLUND

VICE-PRESIDENTE

IV - APELACAO CIVEL 2012.51.01.000229-7

Nº CNJ :0000229-68.2012.4.02.5101

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL VICE-PRESIDENTE

APELANTE :WALTER DO AMARAL E OUTROS ADVOGADO :MARIROSA MANESCO E OUTROS APELANTE :JOAO ORLANDO DUARTE DA

CUNHA

ADVOGADO :JOAO CUNHA E OUTROS

APELADO :PAULO SALIM MALUF E OUTROS ADVOGADO :RICARDO TOSTO DE OLIVEIRA

CARVALHO E OUTROS APELADO :OSWALDO PALMA

ADVOGADO :SERGIO SALGADO IVAHY BADARO E OUTROS

APELADO :PETROLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS

ADVOGADO :NILTON ANTONIO DE ALMEIDA MAIA E OUTROS

APELADO :COMPANHIA ENERGETICA DE SAO PAULO - CESP

ADVOGADO :RUBENS FERRAZ DE OLIVEIRA LIMA E OUTROS

APELADO :INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLOGICAS DO ESTADO DE SAO PAULO S/A - IPT

ADVOGADO :FABIO DE CARVALHO GROFF E OUTROS

APELADO :SILVIO FERNANDES LOPES ADVOGADO :SEM ADVOGADO

TERCEIRO

INTERESSADO :ESTADO DE SÃO PAULO

PROCURADOR :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DE SAO PAULO

ORIGEM :DÉCIMA SEXTA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (201251010002297) D E C I S Ã O

Trata-se de Recurso Especial interposto pelo INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLOGICAS DO ESTADO DE SAO PAULO S/A - IPT, às fls. 995/1006, em face de acórdão emanado pela Sexta Turma Especializada deste Egrégio Tribunal, que, por unanimidade, deu provimento à apelação interposta, assim, ementado:

“PROCESSO COLETIVO. EXECUÇÃO AUTÔNOMA PROPOSTA PELOS ADVOGADOS, APENAS, DA VERBA HONORÁRIA FIXADA NA SENTENÇA DA AÇÃO POPULAR. INEXISTÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA COM A EXECUÇÃO COLETIVA DEFLAGRADA NOS AUTOS DA AÇÃO POPULAR. CONTINÊNCIA ENTRE OS PROCESSOS EXECUTIVOS. REUNIÃO DE PROCESSOS. PROCESSOS EXECUTIVOS APENSADOS E APARTADOS, SENDO QUE, PARA CADA UM DELES, CABE RITOS EXECUTIVOS DIVERSOS. CELERIDADE PROCESSUAL E FINALIDADE DO ART. 23 DA LEI N.º 8.906/94. 1. Cuida-se, na origem, de ação de execução proposta, autonomamente, por advogados que atuaram, durante a fase cognitiva, de uma ação popular, visando ao pagamento, apenas, dos honorários advocatícios fixados na sentença prolatada nesta ação coletiva. Ocorre que, paralelamente e antes do ajuizamento desta ação de execução autônoma dos causídicos, um dos autores da ação popular, o Estado de São Paulo, deflagrou a fase de execução nos autos da ação popular, via cumprimento de sentença, visando à satisfação de toda a sentença, incluindo-se os honorários advocatícios. O juízo a quo, nesta ação de execução autônoma dos advogados, extinguiu o feito sem resolução do mérito, ao argumento de litispendência entre as execuções (art. 267, inciso V, do CPC). Contra esta sentença, os advogados, então, interpuseram recurso de

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Caderno Judicial TRF

apelação, delimitando-se a controvérsia recursal sobre os seguintes pontos: (i) em saber se é possível a execução autônoma de honorários advocatícios por parte dos advogados, destacando-a do restante da execução coletiva por parte dos autores populares; e (ii) em saber se, em sendo possível a execução separada da verba honorária do restante da execução coletiva, se resta configurada a litispendência entre tais demandas executivas. 2. Nos termos do art. 23 da Lei n.º 8.906/94, é direito subjetivo dos advogados a propositura de ação autônoma da execução para a satisfação, tão-somente, dos honorários advocatícios fixados em sentença, destacando-se, pois, do restante da execução do título executivo judicial. 3. Não há litispendência entre esta ação de execução autônoma dos advogados e a execução coletiva iniciada nos autos da ação popular pelo Estado de São Paulo. Inexistência de identidade de partes, causa de pedir e pedido. Enquanto a execução coletiva tem como partes, o Estado de São Paulo na qualidade de exeqüente (sendo que este atua, em verdade, como substituto processual de toda a sociedade, a qual é o verdadeiro titular do direito difuso da ação popular) e os réus da ação popular na qualidade de executados, esta ação executiva autônoma tem, como partes, os procuradores judiciais na qualidade de exeqüentes e os réus da ação popular na qualidade de executados. Enquanto a execução coletiva tem, como causa de pedir, a sentença exarada na ação popular de forma total com a inclusão, seja da tutela constitutiva negativa de nulidade dos contratos administrativos, seja a tutela condenatória de ressarcimento ao erário, seja a tutela condenatória de pagamento das verbas sucumbenciais, esta ação de execução autônoma tem, como causa de pedir, tão-somente os honorários advocatícios firmados naquela sentença. Por fim, enquanto a execução coletiva tem, como pedido, a satisfação de toda a sentença, esta ação de execução autônoma tem, como pedido, apenas a satisfação da verba honorária. Ademais, a diferença, na sistemática de funcionamento, entre as execuções individuais e as execuções coletivas torna descabido falar-se em litispendência entre elas. Aplicação do art. 301, §1º e §2º, do CPC. 4. Há continência entre esta ação de execução individual e a execução coletiva dos autos da ação popular (art. 104 do CPC). Além da identidade da causa de pedir entre ambas as demandas executivas, qual seja a sentença emanada da fase cognitiva da ação popular (logo, mesmo título executivo judicial), o pedido desta ação de execução autônoma, qual seja a efetivação do capítulo da sentença coletiva atinente ao pagamento dos honorários advocatícios, está, por evidência, contido no pedido da execução coletiva, qual seja o da efetivação de todos os capítulos daquela sentença coletiva, inclusive o atinente ao pagamento dos honorários advocatícios. 5. Diante da continência entre os processos executivos, deve haver a distribuição, por dependência, desta ação de execução autônoma com a ação popular(art. 253, inciso I, do CPC), eis que, desta forma, evita-se a prolação de decisões contraditórias, assegura-se maior celeridade na tramitação dos feitos diante da maior familiaridade do processo coletivo por parte do juízo atuante na ação popular e, por fim, impede-se a duplicidade de execução da verba honorária, tanto nesta execução individual dos advogados, como também na execução coletiva do Estado de São Paulo. 6. Não deve, porém, haver a simultaneidade de processamento e de julgamento das execuções individual e coletiva (art. 105 do CPC). A sequencia dos atos executórios, nesta ação de execução individual, difere da sequencia dos atos executórios previsto no microssistema processual coletivo aplicável à fase de execução da ação popular. Ademais, admitir a simultaneidade de processamento e de julgamento entre ambas as demandas executivas representaria, em verdade, retirar toda a finalidade do art. 23 do EOAB, a qual consiste na independência de execução dos honorários, justamente, para imprimir maior celeridade no pagamento desta verba em prol dos advogados, inclusive, pelo seu caráter alimentar e, por isso, mais prioritário. 7. A solução mais razoável ao presente caso diante da continência entre os feitos

executivos é a reunião das demandas com a formação de processos apensados e apartados, sendo que o juízo a quo deve proceder a execução da seguinte forma: (i) nos autos desta ação de execução autônoma, deve realizar a execução, sob o rito do ?cumprimento de sentença–, nos termos dos dos arts. 475-I a 475-R do CPC; e (ii) nos autos da ação popular, deve, após descontar a verba honorária já executada nos autos da presente ação de execução individual, realizar a execução, sob a forma coletiva, dos art. 16 c/c art. 22, da Lei n.º 4.717/65 c/c art. 103 do CDC. 8. Apelação conhecida e provida. Sentença reformada.”

Opostos embargos de declaração, restaram os mesmos desprovidos. Sustenta o Recorrente que o acórdão contrariou o disposto nos arts. 518 e 244 do Codex Processual.

Contrarrazões às fls. 1031/1040.

Complementado o preparo às fls. 1190/1191. É o Relatório. Decido.

Inicialmente, o exame dos autos demonstra o inatendimento ao requisito extrínseco da regularidade formal, na medida em que, no momento da interposição do recurso, não houve indicação do permissivo constitucional em que se funda o recurso extraordinário.

Noutro eito, o acórdão recorrido não tratou da matéria concernente aos dispositivos apontados como violados, faltando-lhe, assim, o indispensável prequestionamento viabilizador da instância especial, o que atrai os verbetes nº 98, 211 e 320 da Súmula do STJ.

Verifica-se, ainda, in casu, que o órgão julgador decidiu após análise dos fatos e das provas relacionados à causa, sendo que, para se chegar à conclusão diversa acerca da nulidade acerca da intimação da IPT para apresentação de contrarrazões em sede de apelo nos autos da presente execução autônoma de honorários, tornar-se-ia imprescindível reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, a teor do enunciado no verbete nº 7 da Súmula do STJ.

Outrossim, mesmo que viável o argumento do Recorrente, descabida sua irresignação diante do disposto no verbete nº 126 da Súmula do Eg. Superior Tribunal de Justiça, que estabelece a inadmissibilidade do Recurso Especial, quando o acórdão recorrido assenta em mais de um fundamento suficiente, por si só, para mantê-lo.

Por derradeiro, quanto aos petitórios de fls. 1179/1188, e fls. 1193/1194, são inacolhíveis, aquele por se tratar de tema devolvido, eventualmente, à Instância Superior, e este por encontrar amparo no §2º do art. 511 do CPC, pelo que nada a prover.

Ante o exposto, INADMITO o Recurso Especial. Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2013. POUL ERIK DYRLUND

VICE-PRESIDENTE

SUBSECRETARIA DO TRIBUNAL PLENO BOLETIM: 147376

XIII - PETIÇÃO (PRESIDÊNCIA) 2007.02.01.009858-8 Nº CNJ :0009858-19.2007.4.02.0000

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE

REQUERENTE :UNIAO FEDERAL

REQUERIDO :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL DE ANGRA DOS REIS-RJ

LITISCONSORT

E :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL ASSISTENTE :INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL

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Caderno Judicial TRF

E AMBIENTAL - IARA E OUTROS ADVOGADO :HUMBERTO ADAMI SANTOS

JUNIOR E OUTROS

ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE ANGRA DOS REIS (200251110001182) DESPACHO

À fl. 1011, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA peticionou requerendo o desarquivamento dos autos e a intimação da Autarquia, por não ter sido intimada de decisão proferida no incidente de suspensão.

À fl. 1013, foi determinado o desarquivamento dos autos, bem como a intimação pessoal do Procurador Pessoal da Autarquia para vista no prazo de 05 (cinco) dias.

Cumprido o despacho de fl. 1013, tendo o Procurador Federal da Autarquia exarado ciente à 1016v e devolvido os autos em 12/08/2013 sem nenhuma manifestação, arquivem-se os autos com baixa na distribuição.

Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2013. SERGIO SCHWAITZER

Presidente

SUBSECRETARIA DAS SEÇÕES - 1A SEÇÃO ESPECIALIZADA

Tribunal Regional Federal da 2ª Região

SUBSECRETARIA DAS SEÇÕES ESPECIALIZADAS 1ª SEÇÃO ESPECIALIZADA

E D I T A L D E C I T A Ç Ã O (20 dias)

Nº 002/2013

1ª Seção Especializada

O Excelentíssimo M.M. Desembargador Federal PAULO ESPIRITO SANTO, Relator da Ação Rescisória nº 4137, registro nº 2012.02.01.019971-6, tendo em vista os dispositivos legais pertinentes FAZ SABER a todos quantos o presente EDITAL virem e dele conhecimento tiverem, especialmente da ré TAWANA BARCELOS DA SILVA, que tramita neste Tribunal (Subsecretaria das Seções Especializadas), a AÇÃO RESCISÓRIA N.º 4137, REGISTRO N.º 2012.02.01.019971-6, em que figuram, como Autor, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS e, como Ré, TAWANA BARCELOS DA SILVA, como foi determinada a citação da ré TAWANA BARCELOS DA SILVA, pelo presente CITA-A, para contestar, no 20 ( vinte) dias, ficando advertida de que não sendo

contestada a ação, presumirão verdadeiros os fatos articulados pela Autora, conforme dispõe o artigo 285 do CPC. E, para que chegue ao

conhecimento da interessada, expediu-se, o qual será afixado no local de costume, na sede do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, sito na Rua Acre, 80 (Subsecretaria das Seções Especializadas – 3º andar do Anexo I, sala 303, com expediente externo das 12:00 às 17:00 horas), Centro, na Cidade do Rio de Janeiro e publicado no Diário Eletrônico da 2ª Região (e-DJF2R) e em jornal local. DADO E PASSADO nesta Cidade do Rio de Janeiro, aos 12 dias do mês de agosto do ano de dois mil e treze. Eu, (Edson Nunes Barbosa), Técnico Judiciário, digitei. Eu, (Luiz Eduardo Moreira da Silva), Supervisor da Seção de Processamento das 1ª e 2ª Seções Especializadas, conferi. E eu, (Luis Miguel Ramos Y Cerón), Diretor da Subsecretaria das Seções Especializadas, visei.

PAULO ESPIRITO SANTO Desembargador Federal

Relator

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 2a.SEÇÃO ESPECIALIZADA PAUTA DE JULGAMENTOS

Determino a inclusão dos processos abaixo relacionados na Pauta de Julgamentos ORDINARIA do dia 12 de SETEMBRO de 2013, QUINTA-FEIRA, às 13:00 horas, podendo, entretanto, nessa mesma Sessão ou Sessões subseqüentes, ser julgados os processos adiados ou constantes de Pautas já publicadas.

00001 2010.02.01.013559-6 AR RJ 3689 CNJ : 0013559-80.2010.4.02.0000 RELATORA : DES. FED. LANA REGUEIRA AUTOR : CERVEJARIAS REUNIDAS SKOL

CARACU S/A

ADV : MAURICIO PEREIRA FARO E OUTROS REU : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL 00002 2010.02.01.013559-6 AR RJ 3689

CNJ : 0013559-80.2010.4.02.0000 RELATORA : DES. FED. LANA REGUEIRA AUTOR : CERVEJARIAS REUNIDAS SKOL

CARACU S/A

ADV : MAURICIO PEREIRA FARO E OUTROS REU : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL INCID. : 2010078545 - AGRAVO INTERNO

AGRTE : CERVEJARIAS REUNIDAS SKOL CARACU S/A

AGRVDO : R. DECISÃO DE FLS. 326/330 00003 2007.02.01.009978-7 AR RJ 3011 CNJ : 0009978-62.2007.4.02.0000

RELATOR : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES AUTOR : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL

ADV :

REU : ASSOCIACAO SALGADO DE OLIVEIRA DE EDUCACAO E CULTURA

ADV : WALLACE SALGADO DE OLIVEIRA E OUTRO

ADV : GABRIELA VITORIANO ROCADAS PEREIRA

00004 2009.02.01.015005-4 AR RJ 3498 CNJ : 0015005-55.2009.4.02.0000

RELATOR : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES AUTOR : OSCAR MASAO MASUDA E OUTROS ADV : LUIZ ANTONIO CABRAL E OUTRO REU : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL 00005 98.02.27064-4 EINF RJ 174717

CNJ : 0027064-61.1998.4.02.0000

RELATOR : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES EMBGTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL EMBGTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL

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Caderno Judicial TRF

ADV : PAULINO GONCALVES M. LEITE NETO E OUTROS

Juizes impedidos

RICARDO PERLINGEIRO

00006 2013.02.01.007307-5 AR RJ 4226 CNJ : 0007307-56.2013.4.02.0000

RELATOR : J.F.CONV. RICARDO PERLINGEIRO AUTOR : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL REU : H.STERN COMERCIO E INDUSTRIA S/A ADV : TATIANA DE MELLO BIAR E OUTROS 00007 2003.51.01.008444-6 EINF RJ 360421 CNJ : 0008444-48.2003.4.02.5101

RELATORA : J.F.CONV. CLAUDIA NEIVA

EMBGTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL EMBGDO : GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA ADV : NANCI GAMA E OUTROS

RIO DE JANEIRO, 28 DE AGOSTO DE 2013.

DESEMBARGADORA FEDERAL LANA REGUEIRA

PRESIDENTE

BOLETIM: 147353

II - AÇÃO RESCISÓRIA 4169 2013.02.01.001227-0 Nº CNJ :0001227-76.2013.4.02.0000 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

MARCELO PEREIRA DA SILVA AUTOR :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO

SOCIAL - INSS

PROCURADOR :MARIA CLARA DE M. COSENDEY REU :ODACYR MONTEIRO

ADVOGADO :LUCIANA DUARTE BATISTA DOS SANTOS E OUTROS

ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE SÃO JOÃO DE MERITI (200651100042818) DESPACHO

Conforme entendimento consagrado pelo STF, "a garantia constitucional do contraditório impõe que se ouça previamente a parte embargada, na hipótese excepcional de os embargos de declaração haverem sido interpostos com efeito modificativo". (DJU - II 18/10/95).

Assim sendo, sobre os embargos de declaração apresentados pelo INSS às fls. 639/641, manifeste-se a parte embargada.

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2013 MARCELO PEREIRA DA SILVA Desembargador Federal

BOLETIM: 147396

AÇÃO RESCISÓRIA 4116/RJ 2012.02.01.018346-0 Nº CNJ :0018346-84.2012.4.02.0000 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO AUTOR :JORGE LUIZ DE PAULA

ADVOGADO :LEANDRO FERREIRA DE MATOS MAGALHAES

REU :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :SEM PROCURADOR

ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (200851018160230) D E S P A C H O

Certificado o trânsito em julgado, como se depreende da certidão acostada às folhas 272, arquivem-se os autos.

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO

AÇÃO RESCISÓRIA 4101//RJ 2012.02.01.016442-8 Nº CNJ :0016442-29.2012.4.02.0000 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO AUTOR :CARLOS ALBERTO COELHO ADVOGADO :BRUNA ROCHA NOGUEIRA

REU :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :SEM PROCURADOR

ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (200751018054266) D E S P A C H O

Certificado o trânsito em julgado, como se depreende da certidão acostada às folhas 489, arquivem-se os autos.

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO

SUBSECRETARIA DAS SEÇÕES - 3A SEÇÃO ESPECIALIZADA

(6)

Caderno Judicial TRF

SUBSECRETARIA DA SEÇÕES ESPECIALIZADAS EDITAL DE CITAÇÃO

COM PRAZO DE 20 (VINTE) DIAS Nº 005/2013

3ª Seção Especializada

O DR. LUIZ PAULO DA SILVA ARAÚJO FILHO,

DESEMBARGADOR FEDERAL DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO, nos autos da Ação Rescisória nº 2011.02.01.004570-8, tendo em vista os dispositivos legais pertinentes,

FAZ SABER a todos quanto o presente EDITAL virem e dele conhecimento tiverem, especialmente as rés RITA FARIAS COSTA PALMEIRA e IVONE DA SILVA BADARÓ, situadas em lugar incerto e não sabido, que tramita neste Tribunal (Subsecretaria das Seções Especializadas), a AÇÃO RESCISÓRIA nº 3813, Registro nº 2011.02.01.004570-8, em que são partes, como Autora, UNIÃO FEDERAL, e como Réus, ROSANE MOTTA SIMÕES e Outros, objetivando desconstituir o v. acórdão proferido pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região na Apelação Cível nº 1999.51.01.022827-0. E, como foi determinada a citação por edital das rés supracitadas, pelo presente, CITA-AS, para contestar a referida ação, no prazo de 20 (vinte) dias, ficando advertidos(a)de que não sendo contestada a ação, se presumirão verdadeiros os fatos articulados pelo(a) Autor(a), conforme dispõe o artigo 285 do CPC. E, para que chegue ao conhecimento dos interessados, expediu-se o presente Edital, o qual será afixado no local de costume, na sede do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, sito na Rua Acre nº 80 (Subsecretaria das Seções - 3º andar do Anexo I, sala 303, com expediente externo das 12:00 às 17:00 horas, Centro, na Cidade do Rio de Janeiro e publicado no Diário de Justiça Eletrônico e em jornal local. DADO E PASSADO nesta Cidade do Rio de Janeiro, aos dezenove dias do mês de agosto do ano de dois mil e treze. Eu, (Cláudia Santos Araújo), Supervisora da Seção de Processamento da 3ª Seção Especializada, digitei e conferi. E eu, (Luis Miguel Ramos Y Cerón), Diretor da Subsecretaria das Seções, visei.

LUIZ PAULO DA SILVA ARAÚJO FILHO Desembargador Federal

Relator

BOLETIM: 147216

II - AÇÃO RESCISÓRIA 2013.02.01.006887-0 Nº CNJ :0006887-51.2013.4.02.0000

RELATORA :JUÍZA FEDERAL CONVOCADA CARMEN SILVIA LIMA DE ARRUDA AUTOR :UNIAO FEDERAL

REU :ROBERTO REIS DE AZEREDO

ADVOGADO :RITA BEATRIZ COSTA DA MOTTA E OUTROS

REU :JOSE ALBERTO DOS SANTOS E OUTROS

ADVOGADO :BRUNO RAFAEL OLIVEIRA GOMES

E OUTROS

REU :UBIRAJARA DA SILVA FERREIRA E OUTRO

ADVOGADO :MIGUEL CENTENO SAGNELLI E OUTRO

REU :ANTONIO ALMEIDA RODRIGUES ADVOGADO :EVERTON FERREIRA JORDAO ORIGEM :VIGÉSIMA SÉTIMA VARA FEDERAL

DO RIO DE JANEIRO (9200730680) despacho

1. Cite-se, por mandado, Heraldo José Gonçalves da Silva eis que o A.R. juntado à fl. 229 v. não se encontra assinado.

2. Intimem-se Ubirajara da Silva Ferreira e Antonio Almeida Rodrigues para que regularizem sua representação judicial trazendo aos autos instrumento de mandato atualizado.

Após, voltem conclusos. P.I.

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2013. CARMEN SILVIA LIMA DE ARRUDA Juíza Federal Convocada

Relatora

II - AÇÃO RESCISÓRIA 2013.02.01.011161-1 Nº CNJ :0011161-58.2013.4.02.0000

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL MARCUS ABRAHAM

AUTOR :RICARDO DO NASCIMENTO VIANA ADVOGADO :JOSE BEZERRA DA SILVA

REU :UNIAO FEDERAL

ORIGEM :1ª VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO/RJ (200551010192124) DESPACHO

Nos termos da certidão de fls. 289, deixou o Autor de comprovar o recolhimento das custas e da multa de que trata o inciso II do art. 488 do Código de Processo Civil, haja vista requerimento de gratuidade de justiça.

Ausentes quaisquer elementos aptos a demonstrar a condição econômica da parte, indefiro, ao menos por ora, o pleiteado benefício. Intime-se o Autor a apresentar, no prazo de dez dias, prova hábil a embasar seu pedido, ou a proceder, no mesmo prazo, ao recolhimento das custas, estabelecidas de modo bastante parcimonioso pela Lei nº 9.289/96, e do depósito de cinco por cento, de diminuta monta, ante o valor atribuído à causa.

Com sua manifestação, voltem conclusos. Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2013. MARCUS ABRAHAM

Desembargador Federal Relator

SUBSECRETARIA DA 1A.TURMA ESPECIALIZADA BOLETIM: 147336

(7)

Caderno Judicial TRF

Nº CNJ :0808081-47.2011.4.02.5101 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO APELANTE :TOTAL S.A.

ADVOGADO :GUILHERME DE MATTOS ABRANTES E OUTROS APELADO :INSTITUTO NACIONAL DE

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI PROCURADOR :JANE MARIA DE MACEDO MIDOES APELADO :R. LIGUORI LTDA

ADVOGADO :FERNANDA DE OLIVEIRA RAMOS E OUTROS

REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 25A VARA-RJ ORIGEM :VIGÉSIMA QUINTA VARA FEDERAL

DO RIO DE JANEIRO (201151018080815)

ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 1A.TURMA ESPECIALIZADA

RESP :TOTAL S.A. ATO ORDINATÓRIO (Art. 542, CPC)

Os presentes autos encontram-se nesta E. Subsecretaria da 1ª Turma Especializada, 9º andar, para Vista ao(s) Recorrido(s) R. LIGUORI LTDA para CONTRARRAZÃO ao Recurso Especial interposto por TOTAL S.A, pelo prazo de 15 dias.(Res. TRF2-RSP-2013/00030 de 31/05/2013 – e-DJF2R de 06/06/2013).

IV - APELACAO CIVEL 2012.51.01.016792-4 Nº CNJ :0016792-40.2012.4.02.5101 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO

APELANTE :SERVLIMP SERVICOS GERAIS LTDA ADVOGADO :MARIA ALICE MAIA DA ROCHA APELADO :INSTITUTO NACIONAL DE

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI PROCURADOR :ROSA MARIA RODRIGUES MOTTA APELADO :LIMP SERV CONSERVACAO E

SERVICOS LTDA

ADVOGADO :MARCELO MANOEL BARBOSA E OUTROS

ORIGEM :VIGÉSIMA QUINTA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

(201251010167924)

ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 1A.TURMA ESPECIALIZADA

RESP :SERVLIMP SERVICOS GERAIS LTDA RE :SERVLIMP SERVICOS GERAIS LTDA ATO ORDINATÓRIO (Art. 542, CPC)

Os presentes autos encontram-se nesta E. Subsecretaria da 1ª Turma Especializada, 9º andar, para Vista ao(s) Recorrido(s) LIMP SERV CONSERVAÇÃO E SERVIÇOS LTDA para CONTRARRAZÃO aos Recursos Especial e Extraordinário interpostos por SERVLIMP SERVIÇOS GERAIS LTDA, pelo prazo de 15 dias.(Res. TRF2-RSP-2013/00030 de 31/05/2013 – e-DJF2R de 06/06/2013).

BOLETIM: 147343

X - HABEAS CORPUS 8823 2013.02.01.008901-0 Nº CNJ :0008901-08.2013.4.02.0000 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO

IMPETRANTE :FLAVIO CAUTIERO HORTA JARDIM IMPETRADO :JUIZO DA 3A VARA FEDERAL DE

VOLTA REDONDA-RJ

PACIENTE :HERCULES ANTON DE ALMEIDA ADVOGADO :FLAVIO CAUTIERO HORTA JARDIM PACIENTE :ANTONIO JOSE DE ALMEIDA ADVOGADO :FLAVIO CAUTIERO HORTA JARDIM ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE

VOLTA REDONDA (201351040036046)

E M E N T A

HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. INQUÉRITO CIVIL. DENÚNCIA. JUSTA CAUSA. ARTIGO 333 DO CÓDIGO PENAL. PRESCRIÇÃO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.

- Declarada a extinção da punibilidade do paciente ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA, com supedâneo no artigo 107, IV, do Código Penal. - Por outra aresta, não há prescrição a ser reconhecida quanto ao paciente HÉRCULES ANTON DE ALMEIDA.

- Não há que se falar em idoneidade das peças produzidas no inquérito civil e utilizadas para embasar a denúncia, eis que a matéria em debate resta superada e aceita pela jurisprudência.

- A denúncia não é inepta, eis que pela simples leitura da peça, extrai-se que foram devidamente obedecidas as exigências do artigo 41 do Código de Processo Penal, propiciando aos acusados o exercício dos princípios da ampla defesa e do contraditório.

- Resta cristalino que, de acordo com a inicial acusatória, aos pacientes foi imputado o fato de terem oferecido, em 2002, vantagem indevida à juíza trabalhista, consistente na construção de um alambrado em sua propriedade, com o objetivo de obter decisões favoráveis em seu favor. - As teses sustentadas pelo Impetrante, quanto à ausência de justa causa, necessitam de dilação probatória, o que é inviável nesta via estreita do habeas corpus.

- Precedentes jurisprudenciais.

- Ordem parcialmente concedida para declarar a extinção da punibilidade do paciente ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA, com supedâneo no artigo 107, IV, do Código Penal.

“A C Ó R D Ã O

Vistos, relatados e discutidos, acordam os Desembargadores Federais da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, na forma do voto do Relator, conceder a ordem de

“habeas corpus” para decretar a extinção da punibilidade de

ANTONIO JOSÉ DE ALMEIDA, nos termos do voto do Relator, e, por maioria, denegar a ordem em relação a HERCULES ANTON DE ALMEIDA, nos termos do voto do Relator, acompanhado pelo Exmo. Sr. Desembargador Federal Abel Gomes, vencido o Exmo. Sr. Desembargador Federal Ivan Athié que concedia a ordem. “

Rio de Janeiro, 07 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO

BOLETIM: 147345

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 596998 2012.50.01.005377-1

(8)

Caderno Judicial TRF

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO

APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :FLAVIO TELES FILOGONIO APELADO :GERALDO BATISTA DE OLIVEIRA ADVOGADO :JOYCE DA SILVA PASSOS

REMETENTE :JUIZO DA 6A VARA FEDERAL CIVEL DE VITORIA-ES

ORIGEM :6ª VARA FEDERAL CÍVEL DE VITÓRIA/ES (201250010053771)

D E S P A C H O

Uma vez que a matéria versada nos autos que trata de desaposentação encontra-se sob análise perante a E. Suprema Corte através do Recurso Extraordinário nº 661256, determino o sobrestamento do presente feito, objetivando aguardar a decisão a ser proferida pelo C. STF, por se tratar de matéria sob repercussão geral.

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO Relator

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 593237 2012.50.01.100203-5

Nº CNJ :0100203-87.2012.4.02.5001 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO

APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :AFONSO CEZAR CORADINE APELADO :JOAO CARLOS DE OLIVEIRA ADVOGADO :CASSIA BERTASSONE DA SILVA E

OUTROS

REMETENTE :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL CIVEL DE VITORIA-ES

ORIGEM :2ª VARA FEDERAL CÍVEL DE VITÓRIA/ES (201250011002035) D E S P A C H O

Uma vez que a matéria versada nos autos que trata de desaposentação encontra-se sob análise perante a E. Suprema Corte através do Recurso Extraordinário nº 661256, determino o sobrestamento do presente feito, objetivando aguardar a decisão a ser proferida pelo C. STF, por se tratar de matéria sob repercussão geral.

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO Relator

IV - APELACAO CIVEL 596197 2013.51.01.003615-9 Nº CNJ :0003615-72.2013.4.02.5101 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO APELANTE :JOEL PEREIRA DE SOUZA ADVOGADO :CARLOS VARGAS FARIAS E

OUTROS

APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :JULIANA MALTA

ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (201351010036159) D E S P A C H O

Uma vez que a matéria versada nos autos que trata de desaposentação encontra-se sob análise perante a E. Suprema Corte através do Recurso Extraordinário nº 661256, determino o sobrestamento do presente feito, objetivando aguardar a decisão a ser proferida pelo C. STF, por se tratar de matéria sob repercussão geral.

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO Relator

BOLETIM: 147346

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 565999 2011.51.01.802696-1

Nº CNJ :0802696-21.2011.4.02.5101 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DE

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI PROCURADOR :RICARDO LUIZ SICHEL

APELANTE :DENISE MAGGION DAMBRUSKAS ADVOGADO :MARCIO VALENTIR UGLIARA APELADO :ELEMENTHOS COM/ E SERVICOS

LTDA ME

ADVOGADO :LUCAS GEBAILI DE ANDRADE REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 25A VARA-RJ ORIGEM :VIGÉSIMA QUINTA VARA FEDERAL

DO RIO DE JANEIRO (201151018026961) D E S P A C H O

Trata-se de requerimento formulado por ELEMENTHOS COM/ E SERVIÇOS LTDA ME (parte autora) e DENISE MAGGION DAMBRAUSKAS (litisconsorte ré), às fls. 63/64, que, após o julgamento do feito, declara a existência de acordo acerca do pagamento das verbas sucumbenciais, sem prejuízo das quantias devidas pelo INPI (litisconsorte réu).

Requerem as peticionárias, assim, a homologação do referido acordo e a extinção do feito com relação a ré DENISE MAGGION, com sua baixa definitiva.

Nada a prover.

Finda a atividade jurisdicional deste Tribunal, após as providências cabíveis, retornem os autos à Vara de origem.

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 593829 2012.51.09.000635-5

Nº CNJ :0000635-65.2012.4.02.5109 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

PAULO ESPIRITO SANTO

APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

(9)

Caderno Judicial TRF

APELADO :FRANCISCO GABRIEL DE ALMEIDA ADVOGADO :JOCELIO COUTINHO DA SILVA

OLIVEIRA

REMETENTE :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL DE RESENDE-RJ

D E S P A C H O

Diga o Apelado, em face dos cálculos de fls. 11/16. Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2013.

DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO Relator

BOLETIM: 147348

III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.010176-9 Nº CNJ :0010176-89.2013.4.02.0000

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ANTONIO IVAN ATHIÉ AGRAVANTE :ORLANDO BURBES DE SOUZA ADVOGADO :ANGELA MARIA FELITTE E OUTRO AGRAVADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO

SOCIAL - INSS PROCURADOR :SEM PROCURADOR

ORIGEM :2A VARA DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE SAO JOAO DE (201351601125336)

DECISÃO

Trata-se de agravo de instrumento interposto por ORLANDO BURBES DE SOUZA contra a decisão interlocutória proferida pelo 2º Juizado Especial Federal de São João de Meriti/RJ (fl. 09) que, nos autos de ação proposta em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, declarou deserto o recurso interposto.

Alega o agravante, em resumo, que a decisão agravada deve ser reformada para que o recurso inominado possa prosseguir.

É o relatório. Decido.

Da leitura dos autos, constata-se que a decisão de fl. 09, ora agravada, foi proferida por magistrado com atuação em Juizado Especial Federal, circunstância essa que retira desta Corte a competência para exame do agravo de instrumento uma vez que o órgão revisor, in casu, é a Turma Recursal.

Considerando, portanto, que as Turmas Recursais são competentes para o conhecimento dos agravos de instrumento porventura interpostos contra decisões proferidas pelos Juizados Especiais, conclui-se que falece a esta Corte competência para o julgamento do presente agravo, o qual deverá ser submetido à análise pelo órgão competente. Neste sentido, confiram-se os seguintes precedentes:

PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM FACE DE DECISÃO PROFERIDA POR JUIZ DE JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. INCOMPETÊNCIA DESTE TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO PARA JULGAMENTO. COMPETÊNCIA DA TURMA RECURSAL RESPECTIVA.

I - Insurge-se o agravante contra decisão proferida por Juiz Federal da 2ª Turma Recursal da Seção Judiciária do Rio de janeiro, que, nos autos de ação revisional de benefício previdenciário, inadmitiu o recurso extraordinário apresentado pelo ora agravante.

II - A Constituição Federal estabelece, ao dispor sobre a criação dos Juizados Especiais, no inciso I do art. 98, que os julgamentos de seus recursos serão realizados por Turmas de Juízes de primeiro grau.

III - De acordo com a estrutura formal prevista nas Leis nºs. 10.259/2001 e 9.099/95, bem como na Resolução nº 30, da Presidência desta Corte, as decisões proferidas pelos magistrados dos Juizados Especiais somente podem ser revistas no âmbito de suas respectivas Turmas Recursais, competentes que são para reapreciar as questões que lhes forem devolvidas pelas partes. Precedentes.

IV - Não compete a esta Corte o julgamento dos recursos interpostos contra decisões proferidas pelos juízes federais em exercício nos Juizados Especiais. A competência para rever as decisões do JEF, cuja competência é absoluta, é da Turma Recursal (art. 3º, § 3º, da Lei nº 10.259, de 2001).

V - Agravo de instrumento não provido.

(TRF-2ª Região, AG 201102010155915, Primeira Turma Especializada, E-DJF2R de 11/05/2012, p. 111/112.)

PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. DEFERIMENTO DE PENSÃO POR MORTE POR JUIZ DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. REMESSA DOS AUTOS À TURMA RECURSAL COMPETENTE.

1. Em se tratando de recurso contra decisão de Juiz do Juizado Especial Federal que defere pedido de antecipação de tutela para determinar a implantação de benefício previdenciário de pensão por morte, a competência para o processo e julgamento é da Turma Recursal Federal competente, e não desta Corte. Precedentes.

2. Reconhecida, de ofício, a incompetência desta Corte para processar e julgar o presente feito, determinando-se a remessa dos autos à Turma Recursal Federal do Maranhão.

(TRF-1ª Região, AG 200901000503803, Segunda Turma, e-DJF1 de 16/06/2011, p. 126.)

Do exposto, declaro a incompetência deste Tribunal para o conhecimento e julgamento do presente agravo de instrumento, determinando a remessa dos autos para uma das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Federais do Rio de Janeiro.

Publique-se. Intimem-se.

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2013. ANTONIO IVAN ATHIÉ

Desembargador Federal – Relator

BOLETIM: 147349

APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 544154/ES 2010.50.01.001031-3

Nº CNJ :0001031-46.2010.4.02.5001 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

ANTONIO IVAN ATHIÉ

APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :DALTON SANTOS MORAIS APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL REMETENTE :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL CIVEL

DE VITORIA-ES

ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CÍVEL DE VITÓRIA/ES (201050010010313) D E S P A C H O

Presentes os requisitos legais, admito os embargos infringentes de fls. 463/471.

Redistribua-se.

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2013.

(10)

Caderno Judicial TRF

BOLETIM: 147350

XII - APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA 1999.50.01.009499-7

Nº CNJ :0009499-82.1999.4.02.5001 RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL

ANTONIO IVAN ATHIÉ

APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

PROCURADOR :SERGIO ROBERTO LEAL DOS SANTOS

APELADO :ROSANGELA MORELLATO RAMOS ADVOGADOS :SIMONE GUDDI DA SILVA

ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE VITÓRIA (199950010094997) DECISÃO

À DIDRA para anotar o nome da sucessora do autor ROSANGELA MORALLATO RAMOS.

Trata-se de mandado de segurança impetrado, originariamente por JOSÉ TADEU FERNANDES RAMOS em face de ato da GERENTE EXECUTIVA DO INSS NO ESPÍRITO SANTO, visando o restabelecimento de sua aposentadoria, que foi suspensa em razão de irregularidade na sua concessão, consistente na não confirmação do vínculo empregatício, no período de 20/03/67 a 30/06/72, na empresa Silvantec Com. Equipamentos Ltda.

A sentença de fls. 80/84 concedeu a segurança, determinando que a autoridade impetrada restabeleça a aposentadoria do impetrante, com efeitos retroativos a 05/11/99, data da impetração do mandado de segurança, ao argumento de que, a despeito da inexistência do vínculo empregatício na empresa Silvantec Comércio de Equipamentos Ltda, o reconhecimento e a conversão dos períodos trabalhados em condições especiais, de 08/01/73 a 18/10/88, como professor e, de 15/04/92 a 29/07/98, na empresa Nacional Gás Butano, eram suficientes para a implementação de tempo de serviço equivalente àquele que ensejou a concessão do benefício.

A decisão de fls. 105/108, além de manter a sentença, acrescentou que, com excessão do vínculo com a empresa Sivantec Comércio de Equipamentos Ltda, cuja inexistência foi confirmada pelo próprio autor (fls. 18/19), todos os demais vínculos foram confirmados, inclusive com a apresentação de certidão de tempo de serviço como professor, além de formulários e laudos (fls. 24/46 e 49/52, os quais não foram impugnados pelo INSS, comprovando que o Impetrante laborou sob condições especiais, na função de professor, sujeito aos agentes agressivos pó de giz e ruído, bem como a hidrocarbonetos, quando laborou na empresa Nacional Gás Butano Distribuidora Ltda.

Inconformado, o INSS interpôs agravo interno, às fls. 111/116, impugnando a conversão em tempo comum do tempo de serviço de professor, com base nas novas regras estabelecidas na Emenda Constitucional nº 18/81 e no fato de o laudo de fls. 8/43 não demonstrar o nível de ruído de cada área, bem como mencionar atividades de corrdenação e controle, de natureza ocasional. Tal recurso foi desprovido (fl. 123), nos mesmos termos da decisão de fls. 105/108, o que levou o impetrado a apresentar os embargos de declaração de fls. 125/127, alegando a inexistência de pronunciamento sobre os argumentos aduzidos no agravo interno.

O acórdão de fls. 134/135 negou provimento aos embargos de declaração, e contra este o INSS interpôs Recurso Especial, que, embora inadmitido (fls. 167/171), por meio do agravo de instrumento

de fls. 251/252 o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para acolher a preliminar de negativa de prestação jurisdicional, anular o acórdão de fls. 134/135 e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para se manifestar acerca das questões omitidas.

É o relatório. DECIDO:

De fato, somente é admitida a conversão para tempo comum de período trabalhado no magistério até a data da vigência da Emenda Constitucional nº 18/81, que criou forma especial de aposentadoria aos professores, ou seja, somente os professores que se mantiveram na atividade docente durante todo o período constitucionalmente exigido fazem jus à aposentadoria com tempo de serviço reduzido. Neste sentido, veja-se o seguinte julgado do Superior Tribunal de Justiça: REsp nº 988.986; DJ de 2/8/2010.

Por sua vez, a comprovação da efetiva exposição ao agente nocivo ruído exige a apresentação de laudo técnico pericial individualizado, uma vez que a simples menção em formulário padronizado ou uma informação generalizada, indicando a presença do referido agente no ambiente de trabalho não é capaz de imprimir certeza e precisão necessárias para caracterizar a insalubridade, haja vista que os níveis de exposição são registrados por equipamentos próprios de medição, que exigem conhecimento técnico e específico, restando, assim, insuficiente apenas a apresentação de formulário e laudo generalizado. Sobre o tema, confiram-se os seguintes julgados do STJ: AgRg no REsp nº 941.885/SP, DJe de 04/08/2008; REsp nº 639.066/RJ, DJ de 07/11/2005.

Contudo, a decisão de fls. 105/108, além de considerar o período em que o autor laborou como professor, posterior à Emenda Constitucional nº 18/81, como trabalhado em condições especiais por conta da atividade de professor e pela exposição a ruído, considerou a exposição a pó de giz apta a ensejar o reconhecimento da atividade como especial. Tal exposição foi demonstrada pelo formulário de fl. 24 que, ao contrário do que considerou o INSS, é prova pré-constituída hábil a comprová-la.

Cumpre ressaltar que a orientação do Superior Tribunal de Justiça é de que o rol de categorias profissionais danosas previsto nos Decretos 53.831/64 e 83.080/79 é meramente exemplificativo, podendo ser também considerada especial a atividade comprovadamente exposta a agentes nocivos, mesmo que não conste no regulamento. A exemplificar: REsp 658.016/SC, DJ 21/11/2005.

A corroborar com a prejudicialidade à saúde da exposição a pó de giz, a certidão de óbito do autor, anexada às fls. 162, atestando a causa da morte: "insuficiência respiratória aguda" e "pneumopatia à esclarecer". Observe-se que a referida certidão de óbito, ainda que anexada aos autos posteriormente, também constitui prova suficiente de que o exercício da atividade foi prejudicial à saúde.

Desse modo, considerando o quadro analítico de cálculo de tempo de serviço apresentado na sentença (fl. 83), com o reconhecimento do período laborado como professor, posterior à vigência da Emenda Constitucional nº 18/81, como trabalhado em condições especiais, totaliza o impetrante mais de 30 anos de tempo de serviço, o que é suficiente para o restabelecimento do benefício, conforme confirmado na decisão de fls. 105/108.

Ante o exposto, dou provimento aos embargos de declaração de fls. 125/127, para esclarecer que o período posterior a data da vigência da Emenda Constitucional nº 18/81, foi considerado especial em razão da exposição a pó de giz, devidamente comprovada por provas pré-constituídas, restando mantida a decisão de fls. 105/108.

P. I.

Decorrido o prazo legal sem a interposição de recurso, baixem os autos à vara de origem, observadas as cautelas de praxe.

Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2013. ANTONIO IVAN ATHIÉ

(11)

Caderno Judicial TRF

BOLETIM: 147351

V - APELACÕES CRIMINAIS 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2

Nº CNJ :0804084-27.2009.4.02.5101

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES

APELANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL APELADO :MANOEL BEZERRA DA COSTA ADVOGADO :JOSE ESTIGARRIBIA CAMPOS

OLIVEIRA (RJ131576) E OUTRO ORIGEM :NONA VARA FEDERAL CRIMINAL

DO RIO DE JANEIRO (200951018040847) DECISÃO

Trata-se de três apelações criminais julgadas em conjunto, por conexão, interpostas pelo Ministério Público Federal (fls. 346/359, 159/163, 147/161, respectivamente, dos autos n. 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2) em face da sentença única proferida pelo Dr. JOSÉ EDUARDO NOBRE MATTA, Juiz Federal da 9ª Vara Federal Criminal/SJRJ (fls. 335/341, 139/145 e 136/142 dos autos correspondentes), que absolveu MANOEL BEZERRA DA COSTA da imputação de prática do crime previsto no art. 334, §1º, “c” e "d", do CP, com fulcro no art. 386, III do Código de Processo Penal.

Segundo as denúncias (fls. 02/04 nos autos n. 2009.51.01.804084-7 e 2009.51.01.804344-7 e 02-A/02-D dos autos n. 2009.51.01.811914-2), foram apreendidas, no estabelecimento comercial do denunciado (CAFÉ E BAR ALFARELA LTDA ME), máquinas eletrônicas programadas para exploração do jogo de azar conhecidas como

caça-níquel ou vídeo-bingo, com componentes eletrônicos estrangeiros de

importação proibida estando previamente ajustadas de modo sempre dar lucro, ou seja, programadas para que o ganho ou perda do jogador não constituísse de fato um mero evento da sorte.

A primeira apreensão ocorreu em 18/03/2008, tendo sido encontrada uma máquina eletrônica no local (processo n. 2009.51.01.804084-7 - fls. 226/228). A segunda apreensão se deu em 11/06/2008, também contando com a apreensão de uma MEP (processo n. 2009.51.01.804344-7 - fls. 46/48). A terceira foi em 28/01/2009, com a apreensão de outras cinco máquinas caça-níqueis (processo n. 2009.51.01.811914-2 - fls. 04/14).

Denúncias recebidas em 03/03/2009 (fls. 06 - autos n. 2009.51.01.804084-7), em 20/05/2009 (fls. 10/11 - autos n. 2009.51.01.804344-7) e em 27/11/2009 (fls. 42/43 - autos n. 2009.51.01.811914-2).

Em 26/06/2013, esta E. Primeira Turma Especializada, por maioria, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, vencido o Desembargador Federal Ivan Athié, que lhe negava provimento, para condenar MANOEL BEZERRA DA COSTA, pela prática do crime tipificado no art. 334,§ 1º do Código Penal (acórdão de fls. 414/415). Conforme certificado à fl. 420, o referido acórdão transitou em julgado para o Ministério Público Federal, em 04/07/2013 e para defesa de MANOEL BEZERRA DA COSTA, em 25/07/2013.

É o relatório. DECIDO.

Ab initio, cabe ressaltar que, na forma do autorizativo legal inserto no

art. 61 do Código de Processo Penal, deve ser aferida se a pretensão punitiva estatal se mantém incólume, já que a declaração de extinção da punibilidade deve se dar em qualquer fase processual.

A pena privativa de liberdade aplicada ao acusado, excetuado o aumento decorrente da continuidade delitiva (art. 119 do CP), ficou em 01 (um) ano de reclusão. Isso acarreta prazo prescricional de 4 (quatro) anos, a teor do art. 109, inciso V do Código Penal.

Ocorre que esse lapso já decorreu entre as datas dos recebimentos das denúncias, em 03/03/2009 (1ª apreensão/processo n. 2009.51.01.804084-7) e em 20/05/2009 (2ª apreensão/ processo n. 2009.51.01.804344-7), e a data em que foi publicado o acórdão condenatório, em 09/07/2013 (fl. 419).

Vale ressaltar que a Lei nº 12.234, de 05/05/2010, mais gravosa ao acusado, não se aplica no presente caso, considerando a irretroatividade da lei penal in malam partem.

Cabe esclarecer, contudo, que remanesce a condenação quanto à terceira apreensão (processo n. 2009.51.01.811914-2), ocorrida em 28/01/2009, cujo recebimento da denúncia se deu em 27/11/2009 (fls. 42/43) e a publicação do acórdão condenatório em 09/07/2013 (fl. 419).

Ante o exposto, declaro extinta a punibilidade de MANOEL BEZERRA DA COSTA, apenas em relação às duas primeiras apreensões, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva estatal, na forma dos arts. 107, inciso IV; 109, inciso V e 110, §§1º e 2º, todos do Código Penal.

Intimem-se.

Com o trânsito em julgado desta decisão, baixem os autos à Vara de origem, com as cautelas de estilo.

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2013. ABEL GOMES Desembargador Federal Relator V - APELACAO CRIMINAL 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2 Nº CNJ :0804344-07.2009.4.02.5101

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES

APELANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL APELADO :MANOEL BEZERRA DA COSTA ADVOGADO :JOSE ESTIGARRIBIA CAMPOS

OLIVEIRA (RJ131576) E OUTRO ORIGEM :NONA VARA FEDERAL CRIMINAL

DO RIO DE JANEIRO (200951018043447) DECISÃO

Trata-se de três apelações criminais julgadas em conjunto, por conexão, interpostas pelo Ministério Público Federal (fls. 346/359, 159/163, 147/161, respectivamente, dos autos n. 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2) em face da sentença única proferida pelo Dr. JOSÉ EDUARDO NOBRE MATTA, Juiz Federal da 9ª Vara Federal Criminal/SJRJ (fls. 335/341, 139/145 e 136/142 dos autos correspondentes), que absolveu MANOEL BEZERRA DA COSTA da imputação de prática do crime previsto no art. 334, §1º, “c” e "d", do CP, com fulcro no art. 386, III do Código de Processo Penal.

Segundo as denúncias (fls. 02/04 nos autos n. 2009.51.01.804084-7 e 2009.51.01.804344-7 e 02-A/02-D dos autos n. 2009.51.01.811914-2), foram apreendidas, no estabelecimento comercial do denunciado (CAFÉ E BAR ALFARELA LTDA ME), máquinas eletrônicas programadas para exploração do jogo de azar conhecidas como

caça-níquel ou vídeo-bingo, com componentes eletrônicos estrangeiros de

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Caderno Judicial TRF

dar lucro, ou seja, programadas para que o ganho ou perda do jogador não constituísse de fato um mero evento da sorte.

A primeira apreensão ocorreu em 18/03/2008, tendo sido encontrada uma máquina eletrônica no local (processo n. 2009.51.01.804084-7 - fls. 226/228). A segunda apreensão se deu em 11/06/2008, também contando com a apreensão de uma MEP (processo n. 2009.51.01.804344-7 - fls. 46/48). A terceira foi em 28/01/2009, com a apreensão de outras cinco máquinas caça-níqueis (processo n. 2009.51.01.811914-2 - fls. 04/14).

Denúncias recebidas em 03/03/2009 (fls. 06 - autos n. 2009.51.01.804084-7), em 20/05/2009 (fls. 10/11 - autos n. 2009.51.01.804344-7) e em 27/11/2009 (fls. 42/43 - autos n. 2009.51.01.811914-2).

Em 26/06/2013, esta E. Primeira Turma Especializada, por maioria, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, vencido o Desembargador Federal Ivan Athié, que lhe negava provimento, para condenar MANOEL BEZERRA DA COSTA, pela prática do crime tipificado no art. 334,§ 1º do Código Penal (acórdão de fls. 414/415). Conforme certificado à fl. 420, o referido acórdão transitou em julgado para o Ministério Público Federal, em 04/07/2013 e para defesa de MANOEL BEZERRA DA COSTA, em 25/07/2013.

É o relatório. DECIDO.

Ab initio, cabe ressaltar que, na forma do autorizativo legal inserto no

art. 61 do Código de Processo Penal, deve ser aferida se a pretensão punitiva estatal se mantém incólume, já que a declaração de extinção da punibilidade deve se dar em qualquer fase processual.

A pena privativa de liberdade aplicada ao acusado, excetuado o aumento decorrente da continuidade delitiva (art. 119 do CP), ficou em 01 (um) ano de reclusão. Isso acarreta prazo prescricional de 4 (quatro) anos, a teor do art. 109, inciso V do Código Penal.

Ocorre que esse lapso já decorreu entre as datas dos recebimentos das denúncias, em 03/03/2009 (1ª apreensão/processo n. 2009.51.01.804084-7) e em 20/05/2009 (2ª apreensão/ processo n. 2009.51.01.804344-7), e a data em que foi publicado o acórdão condenatório, em 09/07/2013 (fl. 419).

Vale ressaltar que a Lei nº 12.234, de 05/05/2010, mais gravosa ao acusado, não se aplica no presente caso, considerando a irretroatividade da lei penal in malam partem.

Cabe esclarecer, contudo, que remanesce a condenação quanto à terceira apreensão (processo n. 2009.51.01.811914-2), ocorrida em 28/01/2009, cujo recebimento da denúncia se deu em 27/11/2009 (fls. 42/43) e a publicação do acórdão condenatório em 09/07/2013 (fl. 419).

Ante o exposto, declaro extinta a punibilidade de MANOEL BEZERRA DA COSTA, apenas em relação às duas primeiras apreensões, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva estatal, na forma dos arts. 107, inciso IV; 109, inciso V e 110, §§1º e 2º, todos do Código Penal.

Intimem-se.

Com o trânsito em julgado desta decisão, baixem os autos à Vara de origem, com as cautelas de estilo.

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2013. ABEL GOMES Desembargador Federal Relator V - APELACAO CRIMINAL 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2 Nº CNJ :0811914-44.2009.4.02.5101

RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES

APELANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL APELADO :MANOEL BEZERRA DA COSTA ADVOGADO :JOSE ESTIGARRIBIA CAMPOS

OLIVEIRA (RJ131576) E OUTRO ORIGEM :NONA VARA FEDERAL CRIMINAL

DO RIO DE JANEIRO (200951018119142) DECISÃO

Trata-se de três apelações criminais julgadas em conjunto, por conexão, interpostas pelo Ministério Público Federal (fls. 346/359, 159/163, 147/161, respectivamente, dos autos n. 2009.51.01.804084-7, 2009.51.01.804344-7 e 2009.51.01.811914-2) em face da sentença única proferida pelo Dr. JOSÉ EDUARDO NOBRE MATTA, Juiz Federal da 9ª Vara Federal Criminal/SJRJ (fls. 335/341, 139/145 e 136/142 dos autos correspondentes), que absolveu MANOEL BEZERRA DA COSTA da imputação de prática do crime previsto no art. 334, §1º, “c” e "d", do CP, com fulcro no art. 386, III do Código de Processo Penal.

Segundo as denúncias (fls. 02/04 nos autos n. 2009.51.01.804084-7 e 2009.51.01.804344-7 e 02-A/02-D dos autos n. 2009.51.01.811914-2), foram apreendidas, no estabelecimento comercial do denunciado (CAFÉ E BAR ALFARELA LTDA ME), máquinas eletrônicas programadas para exploração do jogo de azar conhecidas como

caça-níquel ou vídeo-bingo, com componentes eletrônicos estrangeiros de

importação proibida estando previamente ajustadas de modo sempre dar lucro, ou seja, programadas para que o ganho ou perda do jogador não constituísse de fato um mero evento da sorte.

A primeira apreensão ocorreu em 18/03/2008, tendo sido encontrada uma máquina eletrônica no local (processo n. 2009.51.01.804084-7 - fls. 226/228). A segunda apreensão se deu em 11/06/2008, também contando com a apreensão de uma MEP (processo n. 2009.51.01.804344-7 - fls. 46/48). A terceira foi em 28/01/2009, com a apreensão de outras cinco máquinas caça-níqueis (processo n. 2009.51.01.811914-2 - fls. 04/14).

Denúncias recebidas em 03/03/2009 (fls. 06 - autos n. 2009.51.01.804084-7), em 20/05/2009 (fls. 10/11 - autos n. 2009.51.01.804344-7) e em 27/11/2009 (fls. 42/43 - autos n. 2009.51.01.811914-2).

Em 26/06/2013, esta E. Primeira Turma Especializada, por maioria, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, vencido o Desembargador Federal Ivan Athié, que lhe negava provimento, para condenar MANOEL BEZERRA DA COSTA, pela prática do crime tipificado no art. 334,§ 1º do Código Penal (acórdão de fls. 414/415). Conforme certificado à fl. 420, o referido acórdão transitou em julgado para o Ministério Público Federal, em 04/07/2013 e para defesa de MANOEL BEZERRA DA COSTA, em 25/07/2013.

É o relatório. DECIDO.

Ab initio, cabe ressaltar que, na forma do autorizativo legal inserto no

art. 61 do Código de Processo Penal, deve ser aferida se a pretensão punitiva estatal se mantém incólume, já que a declaração de extinção da punibilidade deve se dar em qualquer fase processual.

A pena privativa de liberdade aplicada ao acusado, excetuado o aumento decorrente da continuidade delitiva (art. 119 do CP), ficou em 01 (um) ano de reclusão. Isso acarreta prazo prescricional de 4 (quatro) anos, a teor do art. 109, inciso V do Código Penal.

Ocorre que esse lapso já decorreu entre as datas dos recebimentos das denúncias, em 03/03/2009 (1ª apreensão/processo n. 2009.51.01.804084-7) e em 20/05/2009 (2ª apreensão/ processo n. 2009.51.01.804344-7), e a data em que foi publicado o acórdão condenatório, em 09/07/2013 (fl. 419).

Vale ressaltar que a Lei nº 12.234, de 05/05/2010, mais gravosa ao acusado, não se aplica no presente caso, considerando a irretroatividade da lei penal in malam partem.

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