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Análise das relações comerciais entre Brasil e China de 2003 a 2014
Daiane Souza dos Reis (Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste – Campus Cascavel) [email protected]
Rosangela Maria Pontili (Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste – Campus Cascavel) [email protected]
Resumo
Os países não conseguem produzir tudo o que necessitam, com isso, o comércio internacional que se baseia no intercâmbio de bens e serviços possibilita que as nações possam desfrutar de uma cesta de bens e serviços mais diversificada. Neste aspecto, o presente artigo teve como objetivo analisar as informações do comércio entre Brasil e China, no período de 2003 a 2014. Os resultados mostraram que a maior parte das exportações do Brasil para a China é dada por produtos básicos, de baixa intensidade tecnológica. Por outro lado, as importações brasileiras deste parceiro comercial são representadas, em sua maioria, por bens industrializados de alta intensidade tecnológica. Concluiu-se, assim, que o Brasil precisa diversificar sua pauta de exportações, incluindo nas negociações internacionais com a China, produtos com um maior valor agregado.
Palavras-chave: Comércio Internacional. Exportações. Importações.
Área Temática: 7 – Economia Internacional
1 Introdução
O comércio internacional pode ser caracterizado como o conjunto de operações realizadas entre países onde há intercâmbio de bens e serviços. Os países não conseguem produzir tudo o que necessitam, desta maneira, por meio do comércio internacional é possível ampliar a gama de bens e serviços de uma determinada economia. Com o processo da globalização e a interdependência entre os países, esse fluxo de bens e serviços vem aumentando consideravelmente.
2 No Brasil, o comércio exterior possui características intrínsecas à estrutura econômica do país. Assim como a economia de outros países da América Latina, estas características contrastam-se com outras regiões desenvolvidas no mundo. Furtado (2007), enfatizou que a economia brasileira esteve fundamentada em ciclos econômicos e também na dependência do país em relação às nações mais desenvolvidas. Esta dependência tem forte relação com a produção voltada aos produtos primários.
Quanto às relações comerciais recentes do Brasil, conforme o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IED, 2014), em 2012 o país ocupava a 220ª colocação entre os maiores exportadores de mercadorias do mundo e também estava na 220º colocação do ranking de maiores importadores do mundo. No entanto, ao analisar o ranking de exportação de bens manufaturados, em 2012 o Brasil esteve na 300º posição, enquanto as importações aumentaram significativamente ano a ano, com o país ocupando o 20º lugar do ranking, também em 2012.
Com relação às exportações do Brasil em 2012, calculada em bilhões de dólares, 37% das negociações era composta por produtos agrícolas, seguidas das manufaturas, com 35% e dos combustíveis e minérios, com 28%. Ao fazer uma comparação com a pauta de exportações do mundo, 66% era representada por manufaturas, 24% por combustíveis e minérios e apenas 10% por produtos agrícolas.
Ainda levando em consideração dados do IED (2014), no lado das importações, estas vêm aumentando gradativamente, em partes pelo aumento da demanda interna, pois a oferta doméstica não consegue atender determinadas necessidades desta demanda, as quais são supridas pelo mercado externo. Em 2012, a pauta de importações, em bilhões de dólares, era composta pelas manufaturas em 73,2%, enquanto combustíveis e minérios compunham 21% e os produtos agrícolas eram responsáveis por 5,9%. Esses resultados demonstram a necessidade que o país tem do suprimento das manufaturas por meio do mercado externo. Neste cenário, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior - MDIC (Brasil, 2014) a China destaca-se como principal parceiro comercial do Brasil, seguida dos Estados Unidos e da Argentina.
A recente parceria comercial sino-brasileiro se intensificou no decorrer da década de 1990 e início do século XXI. Segundo Carneiro (2014), é evidente a importância da China como parceiro comercial, sendo que, desde 2009, este é o país com maior volume de exportações de todo o mundo. O gigante asiático, desta maneira, vem contribuindo decisivamente para a expansão econômica brasileira, o qual absorve recursos naturais e
3 exporta produtos industrializados. O Brasil, como um grande exportador de produtos primários, importa crescente volume de produtos manufaturados de seu principal parceiro comercial. Diante deste cenário, o objetivo geral deste artigo foi o de analisar as relações comerciais entre Brasil e China de 2003 a 2014.
2 Metodologia
Para analisar as informações referentes ao comércio entre Brasil e China, fez-se uso da estatística descritiva (análise tabular), para verificar o quantitativo das exportações e importações entre os dois parceiros selecionados.
As bases de dados para calcular as estimativas foram retiradas da página eletrônica da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), mais especificamente, as Estatísticas de Comércio Exterior (DEAEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
3 Análise dos resultados
A partir dos dados retirados da página da SECEX, os dados da Tabela 1 apresentam as exportações do Brasil para a China, nos anos de 2003 a 2014, por fator agregado. Segundo explicação da SECEX (BRASIL, 2015), no conceito de fator agregado, as mercadorias são classificadas como produtos básicos, ou industrializados, sendo que este último grupo é subdividido em semimanufaturados e manufaturados.
Seguindo este critério, os produtos básicos correspondem àqueles que guardam suas características próximas ao estado em que são encontrados na natureza, consequentemente, com baixo grau de elaboração. São exemplos deste grupo minérios, produtos agrícolas (café em grão, soja em grão, carne in natura, milho em grão, trigo em grão, etc.).
Ainda conforme a SECEX (BRASIL, 2015), os produtos industrializados são os que sofreram transformações vultuosas. Dentro desses últimos, os produtos semimanufaturados são aqueles que ainda não estão em sua forma definitiva de uso, pois deverão passar por outro processo produtivo para serem transformados em produto manufaturado (ex.: açúcar em bruto => açúcar refinado; óleo de soja em bruto => óleo de soja em refinado; produtos semimanufaturados de ferro/aço => laminados planos; celulose => papel, etc.). O produto que
4 se caracteriza como manufaturado possui maior tecnologia, consequentemente, com maior valor agregado, como por exemplo, televisores, chip de computador, automóvel.
Dessa forma, conforme a Tabela 1, no ano de 2007 o total das exportações brasileiras para a China eram de US$ 10.748.813.792 dólares, sendo que os produtos básicos correspondiam a 73,75% do total exportado pelo país e os produtos industrializados compunham 26,09% do total. Analisando o ano de 2009, das exportações totais para a China que somam US$ 21.003.886.286 dólares, 77,65% eram representadas pelos produtos básicos, enquanto 22,30% somavam os industrializados compostos pelos produtos semimanufaturados e manufaturados, ou seja, entre 2007 e 2009 houve um aumento na participação dos produtos básicos exportados e uma queda na representatividade dos produtos industrializados.
Já no ano de 2011, 84,95% das exportações do Brasil eram representadas pelos produtos básicos, enquanto os produtos semimanufaturados participavam com 10,36% das exportações do país. Com relação aos produtos manufaturados, 4,58% fazia parte do volume exportado. Consequentemente, os produtos industrializados totalizavam 14,95%. Tais resultados mostram, novamente, um crescimento na participação dos produtos básicos e uma queda no volume de exportações de bens industrializados. Em 2013, 84,67% dos produtos enviados para a China estavam relacionados a produtos básicos, valor muito similar ao verificado em 2011. Os produtos semimanufaturados abasteciam 11,85% do mercado exportador, simbolizando um pequeno aumento, comparado a 2011. Enquanto isso, os produtos manufaturados tiveram uma queda na sua participação com relação ao volume exportado, passando para 3,38%.
Outro fator a ser ressaltado, é que, no decorrer dos anos listados na Tabela 1, há um crescente aumento das exportações brasileiras para a China, evidenciando que a parceria comercial foi se intensificando.
5 Tabela 1 – Exportação brasileira para a China (totais por fator agregado)
Ano/Mês
TOTAL Básicos Semimanufaturados Manufaturados Industrializados Operações Especiais
US$ FOB Var.% US$ FOB Var.% US$ FOB (A) Var.% US$ FOB (B) Var.% US$ FOB (A) + (B) US$ FOB Var.% 2003 4.533.363.162 79,83 2.266.346.265 46,16 1.079.703.304 144,04 1.174.677.254 125,84 2.254.380.558 12.636.339 62,12 2004 5.441.405.712 20,03 3.231.762.245 42,60 1.234.104.538 14,30 966.165.546 -17,75 2.200.270.084 9.373.383 -25,82 2005 6.834.996.980 20,03 4.673.891.426 44,62 1.004.870.767 -18,57 1.140.455.326 18,04 2.145.326.093 15.779.461 68,34 2006 8.402.368.827 20,03 6.213.222.707 32,93 1.275.409.848 26,92 879.401.653 -22,89 2.154.811.501 34.334.619 117,59 2007 10.748.813.792 20,03 7.927.295.420 27,59 1.937.018.282 51,87 867.023.992 -1,41 2.804.042.274 17.476.098 -49,10 2008 16.522.652.160 20,03 12.830.029.631 61,85 2.586.108.542 33,51 1.094.981.406 26,29 3.681.089.948 11.532.581 -34,01 2009 21.003.886.286 20,03 16.310.729.663 27,13 3.262.093.682 26,14 1.422.159.602 29,88 4.684.253.284 8.903.339 -22,80 2010 30.785.906.442 20,03 25.755.497.382 57,91 3.622.162.457 11,04 1.394.598.328 -1,94 5.016.760.785 13.648.275 53,29 2011 44.314.595.336 20,03 37.661.364.579 46,23 4.594.429.186 26,84 2.031.453.442 45,67 6.625.882.628 27.348.129 100,38 2012 41.227.540.253 20,03 34.147.262.539 -9,33 4.671.421.501 1,68 2.373.217.008 16,82 7.044.638.509 35.639.205 30,32 2013 46.026.153.046 20,03 38.973.235.177 14,13 5.458.253.193 16,84 1.559.068.576 -34,31 7.017.321.769 35.596.100 -0,12 2014 40.616.107.929 20,03 34.291.878.256 -12,01 4.667.785.490 -14,48 1.625.324.443 4,25 6.293.109.933 31.119.740 -12,58 Fonte: SECEX/MDIC (2014)
6 A Tabela 2 apresenta as importações brasileiras do mercado chinês, de 2003 a 2014. No ano de 2006, o percentual de produtos básicos, era composto por 2,53% do total importado pelo Brasil. Os produtos semimanufaturados correspondiam a 1,06%, enquanto os manufaturados movimentavam 96,40% do volume importado. Em 2008, os produtos básicos correspondiam a 4,31% do total exportado do mercado chinês para o Brasil. Os semimanufaturados possuíam uma participação pequena também, com apenas 0,53%. Já os manufaturados, do mesmo modo que no ano de 2006, em 2008 esses bens compunham, praticamente a totalidade dos produtos importados da China, equivalente a 95,15%. Em 2013, o cenário seguia no mesmo sentido, com os produtos básicos ocupando 2,28% do total importado, os semimanufaturados com apenas 0,17% e os manufaturados eram equivalentes a 97,53%. Entre os anos de 2003 a 2014, assim como nas exportações brasileiras para a China, as importações brasileiras deste parceiro aumentaram no período analisado.
Pelos dados apresentados na Tabela 1 é possível dizer que quase a totalidade dos bens exportados são produtos com baixa intensidade tecnológica, ou seja, produtos básicos. Além disso, a trajetória da expansão foi basicamente centrada na elevação do quantum exportado de produtos primários. Enquanto isso, pela análise da Tabela 2, verifica-se o processo inverso, isto é, quase a totalidade dos produtos importados da China são compostos por manufaturas, consequentemente, produtos com maior nível tecnológico empregado. Com isso, percebe-se que há uma complementariedade no comércio entre estes dois parceiros comerciais, em que um exporta em sua maioria produtos com baixo valor tecnológico empregado e o outro exporta bens altamente tecnológicos.
7 Tabela 2 – Importação brasileira da China (totais por fator agregado)
Ano/Mês
TOTAL Básicos Semimanufaturados Manufaturados Industrializados Operações
Especiais
US$ FOB Var.% US$ FOB Var.% US$ FOB (A) Var.% US$ FOB (B) Var.% US$ FOB (A) + (B) US$ FOB Var.% 2003 2.147.801.000 38,21 326.212.087 43,51 26.514.858 42,99 1.795.074.055 37,22 1.821.588.913 - 0,00 2004 3.710.477.153 72,76 389.370.734 19,36 51.009.658 92,38 3.270.096.761 82,17 3.321.106.419 - 0,00 2005 5.354.519.361 44,31 245.778.933 -36,88 67.433.753 32,20 5.041.306.675 54,16 5.108.740.428 - 0,00 2006 7.990.448.434 49,23 202.519.041 -17,60 85.123.377 26,23 7.702.806.016 52,79 7.787.929.393 - 0,00 2007 12.621.273.347 57,95 321.506.433 58,75 92.063.961 8,15 12.207.702.953 58,48 12.299.766.914 - 0,00 2008 20.044.460.592 58,81 864.485.183 168,89 106.325.973 15,49 19.073.649.436 56,24 19.179.975.409 - 0,00 2009 15.911.133.748 -20,62 255.852.321 -70,40 42.837.706 -59,71 15.612.443.721 -18,15 15.655.281.427 - 0,00 2010 25.595.419.005 60,86 535.605.508 109,34 104.595.944 144,17 24.955.217.553 59,84 25.059.813.497 - 0,00 2011 32.790.634.943 28,11 887.588.382 65,72 103.417.940 -1,13 31.799.628.621 27,43 31.903.046.561 - 0,00 2012 34.251.274.099 4,45 723.867.164 -18,45 104.266.004 0,82 33.423.140.931 5,11 33.527.406.935 - 0,00 2013 37.303.817.486 8,91 852.482.834 17,77 65.311.110 -37,36 36.386.023.542 8,86 36.451.334.652 - 0,00 2014 37.340.607.027 0,10 672.729.899 -21,09 92.867.380 42,19 36.575.009.748 0,52 36.667.877.128 - 0,00 Fonte: SECEX/MDIC (2014)
8 A Tabela 3 apresenta os dez principais produtos exportados para a China, nos anos de 2014 e 2013. Dos cem produtos mais exportados para este parceiro comercial, em 2014 os dez mais compunham 88,67%, ou seja, a pauta exportadora era concentrada, em sua maioria, em apenas alguns produtos. Só a soja, que é o principal produto exportado, somava 40,91% dos produtos enviados para a China. Segundo Trindade e Oliveira (2014), esta commodity, nas últimas duas décadas tem apresentado grande expansão no mercado internacional, consequentemente, seu preço internacional permanece regular, atraindo novos produtores brasileiros a ofertarem este grão.
O minério de ferro, segundo produto mais exportado, ocupava 28,91% do mercado exportador em 2014, um valor muito significativo também, o qual somado ao mercado da soja chegava a 69,82% do total exportado. Nesse sentido, os outros produtos da pauta exportadora, compunham pouco mais de 30% do total.
Conforme os dados da Tabela 4, que apresenta os dez principais produtos importados pelo Brasil da China, é possível perceber que há uma desagregação maior na pauta importadora. Os dez principais produtos somavam 15,64% do mercado importador da China em 2014. Assim, as exportações do Brasil eram mais concentradas e as importações desagregadas. O principal produto importado, que correspondia ao grupo de aparelhos de telefonia era dado por apenas 3,91% do total em 2014. O segundo grupo de produtos mais importados referia-se aos televisores e era equivalente a 3,74% do total.
As diferenças entre as importações e as exportações realizadas por Brasil e China podem ser explicadas em função da distinção para os mercados selecionados, pois enquanto o Brasil é caracterizado como um país agroexportador, a China, apesar de ser um país emergente assim como o Brasil, produz e exporta, em sua maioria, produtos com alto valor tecnológico.
Conforme Magalhães (2008), o Brasil não deve abdicar de sua grande riqueza que o coloca como o primeiro ou segundo exportador da maioria das commodities mundiais, todavia, é necessário adotar políticas claras de mudança das exportações, para que o país deixe de ser mero exportador de commodities e converta-se, gradualmente, em exportador com capacidade de competição no mercado internacional de bens de maior valor agregado.
Tavares (1983), expõe que o problema estratégico do Brasil estaria na adoção de um novo modelo de desenvolvimento, com enfoque mais autônomo, dado por um impulso que surgisse de dentro do sistema econômico.
9 Tabela 3 – Exportação brasileira para a China (principais produtos)
2014 (JAN/DEZ) 2013 (JAN/DEZ)
Ord NCM Descrição Valor Peso Valor Peso
US$ FOB Part % Kg US$ FOB Part % Kg TOTAL GERAL 40.616.107.929 100,00 229.380.984.550 46.026.153.046 100,00 221.001.453.593
TOTAL DOS PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS 36.016.161.379 88,67 219.312.084.817 41.124.394.901 89,35 210.990.614.834
1 12019000 SOJA, MESMO TRITURADA, EXCETO PARA SEMEADURA 16.615.105.360 40,91 32.664.301.940 17.145.722.080 37,25 32.247.279.317 2 26011100 MINÉRIOS DE FERRO NAO AGLOMERADOS E SEUS
CONCENTRADOS 11.744.118.112 28,91 174.877.232.363 15.227.156.285 33,08 165.751.178.837 3 27090010 ÓLEOS BRUTOS DE PETRÓLEO 3.472.942.587 8,55 5.576.295.192 4.034.516.244 8,77 5.976.294.034 4 47032900 PASTA QUIM.MADEIRA DE N/CONIF.A SODA/SULFATO,
SEMI/BRANQ 1.424.041.355 3,51 3.061.138.471 1.344.596.719 2,92 2.674.240.035 5 17011400 OUTROS AÇÚCARES DE CANA 875.853.017 2,16 2.271.547.258 1.419.631.336 3,08 3.464.416.620 6 02071400 PEDACOS E MIUDEZAS, COMEST. DE GALOS/GALINHAS,
CONGELADOS 518.794.388 1,28 227.547.819 440.794.294 0,96 190.322.139 7 72029300 FERRONIOBIO 364.280.362 0,90 15.285.000 362.315.205 0,79 14.366.599 8 15071000 ÓLEO DE SOJA, EM BRUTO, MESMO DEGOMADO 338.901.715 0,83 395.087.975 507.163.277 1,10 520.033.845 9 52010020 ALGODÃO SIMPLESMENTE DEBULHADO, NÃO CARDADO NEM
PENTEADO 332.704.795 0,82 180.643.199 189.243.739 0,41 96.647.408 10 24012030 FUMO N/MANUF. TOTAL/PARC. DESTAL. FLS.SECAS, ETC.VIRGINIA 329.419.688 0,81 43.005.600 453.255.722 0,98 55.836.000
DEMAIS PRODUTOS 4.599.946.550 11,33 10.068.899.733 4.901.758.145 10,65 10.010.838.759
10 Tabela 4 – Importação brasileira da China (principais produtos)
2014 (JAN/DEZ) 2013 (JAN/DEZ)
Ord NCM Descrição Valor Peso Valor Peso
US$ FOB Part % Kg US$ FOB Part % Kg
TOTAL GERAL 37.340.607.027 100,00 12.577.074.724 37.303.817.486 100,00 11.445.995.646
TOTAL DOS PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS 5.841.405.715 15,64 1.054.151.606 5.205.482.550 13,95 691.404.991
1 85177099 OUTS.PARTS. P/APARS. D/TELEFONIA/TELEGRAFIA 1.460.844.657 3,91 6.621.210 1.004.579.480 2,69 5.419.798 2 85299020 OUTS. PARTES P/APARELHOS RECEPT. RADIODIF.
TELEVISÃO, ETC. 1.397.073.347 3,74 55.764.561 1.716.918.738 4,60 65.717.835 3 85171231 TERMINAIS PORTÁTEIS DE TELEFONIA CELULAR 537.343.680 1,44 1.778.259 465.875.657 1,25 1.869.350 4 84733092 TELA P/MICROCOMPUTADORES PORTATEIS,
POLICROMÁTICA 417.895.694 1,12 5.068.816 479.697.949 1,29 5.156.573 5 89059000 BARCOS-FAROIS/QUINDASTES/DOCAS/DIQUES
FLUTUANTES, ETC. 379.014.904 1,02 113.680 --
6 85423120 MICROPROCESSADORES MONT. P/SUPERF. (SMD) 367.129.983 0,98 146.719 355.394.485 0,95 158.872 7 84159090 OUTRAS UNIDADES DE AR CONDICIONADO 360.301.451 0,96 69.045.771 299.909.160 0,80 63.462.831 8 29319032 GLIFOSATO E SEU SAL DE MONOISOPROPILAMINA 323.469.497 0,87 58.572.908 373.269.716 1,00 59.947.400 9 85393100 LAMPADAS/TUBOS DESCARGA, FLUORESCENTE, DE
CATODO QUENTE 300.143.638 0,80 32.903.002 325.158.737 0,87 36.343.373 10 31055900 OUTS. ADUBOS/FERTILIZ.MINER. QUIM. C/NITROGÊNIO E
FÓSFORO 298.188.864 0,80 824.136.680 184.678.628 0,50 453.328.959 DEMAIS PRODUTOS 31.499.201.312 84,36 11.522.923.118 32.098.334.936 86,05 10.754.590.655
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Conclusão
A partir dos dados analisados nesta pesquisa evidenciou-se que o Brasil possui uma base exportadora de baixa intensidade tecnológica em suas relações comerciais com a China, exportando em sua maioria produtos primários, vis-à-vis à importação de bens com conteúdo tecnológico intensivo, denotando a velha questão da “dependência externa”. A China por sua vez, apesar de ser um país emergente, exporta basicamente manufaturas, que é a base importadora do mercado brasileiro. Isso denota a uma complementariedade no comércio entre os dois parceiros, auxiliando na corrente de comércio destes.
Entretanto, a posição do Brasil, na condição de exportador de produtos básicos e importador de bens industrializados, coloca-o em situação frágil, uma vez que o país é facilmente afetado pelas oscilações dos preços das commodities, ao mesmo tempo em que tem pouco espaço para negociar os valores agregados dos bens que importa.
O Brasil, neste sentido, necessita construir uma base econômica sólida, a fim de não abdicar sua liberdade no processo de desenvolvimento econômico. Tal processo deveria sustentar-se na diversificação da produção e das exportações, o que tornaria o país mais competitivo, gerando mais produtividade e renda.
Referências
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