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Educ. rev. vol.27 número2

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Academic year: 2018

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SEM PERDER A ALEGRIA

Cantiga triste, pode com ela é quem não perdeu a alegria. [Toada, de Adélia Prado]

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A alegria na vida acadêmica, na convivência com os colegas e no trabalho na Faculdade de Educação foi a tônica da vida de Marildes Marinho, professora Associada da FaE/UFMG, colega que tão cedo par-tiu do nosso convívio. Embora doa o emprego do verbo no passado – quase inacreditável –, aquela alegria ainda se mantém viva entre nós. Impossível, mesmo nas atividades que mais exigiam rigor e seriedade, fal-tar uma pitada de riso, de brincadeira saudável e inteligente, quando na sua presença. Incansável batalhadora, Marildes não poupava esforços para desenvolver projetos, mas apenas aqueles em que acreditava. Dessa forma, ela foi responsável pela criação de muitas frentes que hoje fazem da FaE uma referência nacional para ações educacionais de inclusão social. Marildes foi também membro da Comissão Editorial da Educação em Revistanos triênios 2003/2004/2005 e 2008/2009/2010.

Graduada em Letras pela UFMG, com doutorado em Linguística pela Unicamp e pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Socialesem Paris e no Centre for Language, Discours and Communication do King’s College de Londres, nos últimos anos, vinha incansavelmente orga-nizando, no Setor de Linguagens do DMTE, grupos de professores para atuarem nas licenciaturas do campo e indígena, sem descuidar, nesse pro-cesso de ampliação, das discussões concernentes às licenciaturas em letras e à pedagogia. À sua volta, ela conseguia reunir pessoas, estimulando o diálogo entre diferentes áreas de conhecimento, com grande capacidade de tecer relações entre elas, o que nem sempre é fácil de se conseguir com êxito no meio acadêmico. Tal cuidado se explica porque Marildes não separava inteligência reflexiva à práxis da ação educativa, com invenção e inquietação teórica, ingredientes básicos que moviam suas produções.

Encontrava-se a nossa colega no auge da sua produção acadêmi-ca, à frente do Colóquio Internacional Letramento e Cultura Escrita; em produ-tivos diálogos com instituições internacionais, interessada sobretudo no que diz respeito à temática dos letramentos acadêmicos; na atuação per-manente no GT de Alfabetização, Leitura e Escrita da ANPEd; em ativi-dades acadêmicas junto ao Ceale, centro de pesquisa que ajudou a fundar; na consolidação da linha de pesquisa Educação e Linguagem, do Programa de Pós-Graduação em Educação; na articulação nacional e internacional com grupos de pesquisa voltados para a educação intercul-tural, coordenando o FIEI – Formação Intercultural para Educadores Indígenas; dentre tantas outras atividades recentes.

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São inúmeros os depoimentos de amigos e amigas que trazem boas lembranças, que jamais serão esquecidas, dos momentos vividos na companhia de Marildes. Companhia que se estendia além da FaE, ao divi-dir conosco outros espaços de convivência, de preferência curtindo uma saborosa refeição, uma cachoeira, um bom bate-papo, uma paisagem. Soube viver essa querida “pau-de-enchente” – expressão mineira que caracteriza a pessoa que não consegue seguir em linha reta até o seu des-tino e vai parando pelo caminho conversando com um e com outro, tal como um pau de enchente seguindo rio abaixo – como ela mesma gosta-va de se chamar. Como nos versos da toada, aprendemos com ela, que nunca perdeu a alegria, a suportar a imensa tristeza da sua falta.

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