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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Projeto Curricular – Levantamento topográfico e implementação de um plano de observações.

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Academic year: 2021

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Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Instituto Politécnico da Guarda

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FICHA IDENTIFICAÇÃO

Aluno: Tiago Dias Afonso Número: 1009833

Escola: Escola Superior de Tecnologia e Gestão – Instituto Politécnico da Guarda Curso: Licenciatura Engenharia Topográfica

Correio eletrónico: [email protected]

Orientadora: Eng.ª Eufémia da Glória Rodrigues Patrício Cargo/Função: Docente na ESTG- IPG

Correio eletrónico: [email protected]

Coorientadora: Eng.ª Maria Elisabete Santos Soares Cargo/Função: Docente na ESTG- IPG

Correio eletrónico: [email protected]

Início do projeto: março 2013 Fim do projeto: setembro 2013

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PLANO DO PROJETO

Na realização deste projeto pretende-se efetuar o Levantamento Topográfico da envolvente à zona onde irá ser implementado um Plano de Observações Topográfico/ Geodésico, para controlo de algumas estruturas no parque verde do Polis, na cidade da Guarda.

Metodologia a utilizar no levantamento e na Observação do Plano de observações Topográfico

 Coordenação de pontos de apoio/referência com GPS;

 Observações topográficas das infraestruturas a observar com estação total, usando o método da irradiação;

 Comparação de coordenadas das várias épocas de observação onde vai ser necessário criar tabelas de diferenças de coordenadas;

 Elaboração de gráficos com os resultados das observações e respetiva análise.

Etapas de trabalho

 1ª Etapa - Reconhecimento do terreno, coordenação de pontos de apoio e levantamento topográfico;

 2ª Etapa - Implementação do plano de observações;  3ª Etapa - Observação dos pontos de controlo;  4ª Etapa - Análise e conclusão de resultados;

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RESUMO

O presente relatório realiza-se no âmbito da unidade curricular de Projeto lecionada no curso de Engenharia Topográfica.

Como referido no plano do projeto realizou-se um levantamento topográfico da zona a estudar e efetuou-se a implementação de um plano de observações no parque verde Polis localizado na cidade da Guarda.

Foram monitorizadas três plataformas de madeira situadas no lago do parque e um talude que suporta o troço da Via de Cintura Externa da Guarda (VICEG) adjacente ao parque.

No total foram observados 29 alvos topográficos (dianas refletoras) distribuídos estrategicamente pelas infraestruturas a controlar.

Na parte final do relatório é apresentada a análise dos resultados, de acordo com as observações efetuadas ao longo de 4 meses, onde se pode visualizar graficamente informação relativa à diferença das coordenadas, que serão os valores indicativos de possíveis movimentos das estruturas.

(7)

AGRADECIMENTOS

Quero agradecer e manifestar o meu apreço a todos aqueles que colaboraram direta ou indiretamente no meu estágio.

Aos meus colegas de trabalhos, João Fonseca e Gonçalo Santos por fazerem parte do grupo de trabalho de campo.

Ao Instituto Politécnico da Guarda em especial a minha orientadora Professora Glória Patrício e coorientadora Professora Elisabete Soares pela disponibilidade e ajuda que me tem oferecido.

Aos restantes docentes, em especial ao Professor José Gonzales pela disponibilidade de se deslocar connosco ao campo.

Aos meus colegas de turma e também aos outros um obrigado pelo apoio que me deram.

À Camara Municipal da Guarda pela disponibilização de informação pertinente para a execução deste projeto.

À minha família em especial os meus pais pelo apoio e motivação que me deram e por suportarem os custos da minha formação académica.

À Adriana, pela paciência demonstrada e pelo ânimo e força que muito me ajudou durante todo o meu percurso académico.

(8)

ÍNDICE GERAL

FICHA IDENTIFICAÇÃO ... I PLANO DO PROJETO ... II RESUMO ... III AGRADECIMENTOS ... IV ÍNDICE GERAL ... V ÍNDICE IMAGENS ... VII ÍNDICE TABELAS ...IX ÍNDICE GRÁFICOS ...XI

1 INTRODUÇÃO ... 1

2 CONCEITOS TEÓRICOS ASSOCIADOS AO PROJETO ... 3

2.1 TOPOGRAFIA ... 3

2.2 MONITORIZAÇÃO ... 3

2.2.1 Tipos De Monitorização ... 4

2.2.1.1 Métodos Geodésicos ... 5

2.3 ERROS INERENTES AO PROCESSO DE MEDIÇÃO... 11

2.3.1 Erros grosseiros ... 11

2.3.2 Erros sistemáticos ... 11

2.3.3 Erros aleatórios ... 12

2.4 ESTABILIDADE E CONTROLO DE TALUDES ... 12

2.4.1 Causas gerais dos movimentos ... 12

2.4.2 Solo ... 13

2.4.3 Movimentos esperados ... 14

2.5 SISTEMA DE COORDENADAS ... 15

(9)

4.2.2 Material de gabinete ... 25

4.2.3 Softwares ... 26

5 PONTOS DE APOIO ... 27

5.1 CRIAÇÃO DA REDE DE PONTOS DE APOIO ... 27

5.2 GEORREFERENCIAÇÃO DOS PONTOS DE APOIO ... 28

5.3 PÓS-PROCESSAMENTO ... 29

6 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO ... 33

7 IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE OBSERVAÇÕES GEODÉSICAS... 36

7.1 COLOCAÇÃO DOS PONTOS DE CONTROLO ... 36

7.1.1 Pontos de observação nas plataformas e sua nomenclatura ... 37

7.1.2 Pontos de observação do talude ... 39

7.2 OBSERVAÇÕES ... 40

7.2.1 Dados das leituras das plataformas ... 42

7.2.3 Dados das leituras do talude ... 47

8 ÁNALISE DE RESULTADOS... 52

8.1 MOVIMENTOS ESPERADOS NAS PLATAFORMAS ... 53

8.1.1 Plataforma 1 ... 55

8.1.2 Plataforma 2 ... 58

8.1.3 Plataforma 3 ... 61

8.2 MOVIMENTOS ESPERADOS NO TALUDE ... 64

8.2.1 Talude ... 67

8.3 ERRO MÍNIMO E MÁXIMO DOS ALVOS... 71

8.4 MÉDIA E DESVIO PADRÃO DOS ALVOS ... 75

8.4.1 Gráficos do desvio padrão ... 76

9 CONCLUSÕES ... 79 10 REFERÊNCIAS ... 81 10.1 LIVROS CONSULTADOS ... 81 10.2 SITES CONSULTADOS ... 81 10.3 OUTROS ... 81 11 ÍNDICE ANEXOS ... 82

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ÍNDICE IMAGENS

Imagem 1 – Exemplo de observações de controlo periódico ... 4

Imagem 2 – Exemplo de poligonal fechada ... 6

Imagem 3 - Sistema Móvel de Medição Tridimensional ... 7

Imagem 4 - Exemplo nivelamento geométrico ... 8

Imagem 5 – Exemplo de nivelamento trigonométrico ... 9

Imagem 6 – Laser Scanning ... 10

Imagem 7 – Extrato da planta de tipos de cobertura de solos ... 13

Imagem 8 – Vista geral do talude ... 14

Imagem 9 – Movimento esperado de um talude ... 15

Imagem 10 – Sistema de coordenadas PT-TM06/ETRS89 ... 16

Imagem 11 – Bacia hidrográfica do Douro e bacias hidrográficas de Portugal .. 18

Imagem 12 - Vista aérea da zona antes das intervenções ... 19

Imagem 13 - Vista aérea da zona depois das intervenções ... 19

Imagem 14 – localização do Parque Polis ... 20

Imagem 15 - Estação Total Leica TCR 803 Ultra ... 22

Imagem 16 - Recetor móvel GPS Leica GS20 ... 22

Imagem 17 - Recetor base GNSS Topcon GR-3... 23

Imagem 18 - Alvo refletor autoadesivo «S3» ... 24

Imagem 19 – Vários acessórios e ferramentas de campo ... 25

Imagem 20 – Análise de dados ... 26

Imagem 21 – Croqui de pontos de apoio ... 27

Imagem 22 - João a materializar um ponto de apoio ... 27

(11)

Imagem 31 – Designação dos alvos ... 37

Imagem 32 – Extrato das plataformas do levantamento topográfico ... 38

Imagem 33 – Localização dos pontos de controlo na plataforma 1 ... 38

Imagem 34 - Localização dos pontos de controlo na plataforma 2 ... 38

Imagem 35 – Localização dos pontos de controlo na plataforma 3 ... 38

Imagem 36 - Extrato do talude do levantamento topográfico ... 39

Imagem 37 – Equipa de trabalho na colocação dos alvos ... 39

Imagem 38 - Tiago a fazer observações para a plataforma 2... 40

Imagem 39 – Movimentos das plataformas ... 53

(12)

ÍNDICE TABELAS

Tabela 1 – Causas de instabilidade de taludes ... 12

Tabela 2 – Parâmetros do sistema de referência ETRS89 ... 16

Tabela 3 - Recursos humanos ... 21

Tabela 4 – Acessórios e ferramentas de campo ... 24

Tabela 5 - Material de gabinete ... 25

Tabela 6 - Softwares utilizados ... 26

Tabela 7 – Referências geográficas ... 29

Tabela 8 – Coordenadas VG Galegos ... 30

Tabela 9 – Coordenadas dos pontos de apoio ... 32

Tabela 10 – Datas das observações ... 36

Tabela 11 – Lista de alvos observados nos diferentes pontos de apoio ... 41

Tabela 12 – Dados das leituras da 1ª campanha (zeragem) nas plataformas .... 42

Tabela 13 – Dados das leituras da 2ª campanha nas plataformas ... 43

Tabela 14 – Dados das leituras da 3ª campanha nas plataformas ... 44

Tabela 15 – Dados das leituras da 4ª campanha nas plataformas ... 45

Tabela 16 – Dados das leituras da 2ª campanha nas plataformas ... 46

Tabela 17 – Dados das leituras da 1ª campanha (zeragem) no talude ... 47

Tabela 18 - Dados das leituras da 2ª campanha do talude ... 48

Tabela 19 - Dados das leituras da 3ª campanha do talude ... 49

Tabela 20 - Dados das leituras da 4ª campanha do talude ... 50

Tabela 21 - Dados das leituras da 5ª campanha do talude ... 51

Tabela 22 – Diferenças das plataformas entre a 2ª campanha e a zeragem ... 53

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(14)

ÍNDICE GRÁFICOS

Gráfico 1 – Movimentos da plataforma 1 no eixo dos XX ... 55

Gráfico 2 – Movimentos da plataforma 1 no eixo dos YY ... 56

Gráfico 3 – Movimentos da plataforma 1 no eixo dos ZZ ... 57

Gráfico 4 – Movimentos da plataforma 2 no eixo dos XX ... 58

Gráfico 5 – Movimentos da plataforma 2 no eixo dos YY ... 59

Gráfico 6 – Movimentos da plataforma 2 no eixo dos ZZ ... 60

Gráfico 7 – Movimentos da plataforma 3 no eixo dos XX ... 61

Gráfico 8 – Movimentos da plataforma 3 no eixo dos YY ... 62

Gráfico 9 – Movimentos da plataforma 3 no eixo dos ZZ ... 63

Gráfico 10 – Movimentos do talude no eixo dos XX ... 67

Gráfico 11 – Movimentos do talude no eixo dos YY ... 68

Gráfico 12 – Movimentos do talude no eixo dos ZZ ... 69

Gráfico 13 – Valores mínimos, médios e máximos no eixo do XX ... 72

Gráfico 14 – Valores mínimos, médios e máximos no eixo do YY ... 73

Gráfico 15 – Valores mínimos, médios e máximos no eixo do ZZ ... 74

Gráfico 16 – Desvio padrão no eixo do XX ... 76

Gráfico 17 – Desvio padrão no eixo do YY ... 77

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1 INTRODUÇÃO

A monitorização de estruturas é de vital importância, tendo em conta o elevado número de construções feitas pelo homem que necessitam de controlo. A necessidade de prevenir acidentes e evitar fazer de novo obras que possam ser recuperadas, leva a que a monitorização esteja atualmente numa fase de grande expansão.

Com a realização deste Projeto final de curso que é descrito neste relatório, pretende-se transmitir conhecimentos adquiridos no decorrer da licenciatura em Engenharia Topográfica, visto que a Implementação de um Plano de Observações para monitorizar obras, envolve matérias que foram lecionadas em várias Unidades Curriculares da licenciatura. Este projeto visa também de forma académica dar a conhecer técnicas de observação que podem ser utilizadas ao longo do tempo em obras de engenharia civil e de origem natural como por exemplo parques, pequenas plataformas e taludes visto que pode posteriormente ser reutilizado e continuado de maneira a continuar a garantir-se o controlo destas mesmas estruturas.

De acordo com o trabalho de campo e também alguma pesquisa efetuada sobre o tema em questão, organizou-se este relatório com 9 Capítulos

O primeiro capítulo diz respeito à Introdução.

O segundo capítulo faz uma abordagem a Conceitos Teóricos associados à topografia e à monitorização.

O terceiro capítulo descreve uma pequena parte do programa Polis especialmente o desenvolvido no parque verde do Polis na cidade da Guarda e as plantas de localização

(17)

No oitavo capítulo é feita uma análise tão exaustiva quanto se conseguiu sobre os dados recolhidos em campo nas várias campanhas de observação resultando gráficos e tabelas comparativas.

O nono capítulo diz respeito a conclusões resultantes de todo o projeto. Por fim são apresentadas as referências e os anexos.

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2 CONCEITOS TEÓRICOS ASSOCIADOS AO PROJETO

2.1 Topografia

Etimologicamente a palavra TOPOS, em grego, significa lugar e GRAPHEN descrição, assim, de uma forma bastante simples, Topografia significa descrição do lugar. A seguir são apresentadas algumas de suas definições:

“A Topografia tem por objetivo o estudo dos instrumentos e métodos utilizados para obter a representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana” DOUBEK (1989).

“A Topografia tem por finalidade determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a curvatura resultante da esfericidade terrestre” ESPARTEL (1987).

2.2 Monitorização

A ideia fundamental de uma monitorização estrutural é que esta seja capaz de detetar: deterioração progressiva ao longo do tempo devido aos efeitos ambientais, e danos devido a catástrofes naturais, tais como sismos e tornados.

A avaliação da integridade estrutural pode ser realizada recorrendo separadamente ou em conjunto a uma monitorização periódica ou continua. A

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Os Sistemas de Observação Geodésicos são normalmente compostos por dois sistemas independentes - planimétrico e altimétrico - de modo a quantificar separadamente os deslocamentos horizontais e verticais.

Imagem 1 – Exemplo de observações de controlo periódico

2.2.1 Tipos De Monitorização

São vários os métodos existentes para o controlo de deformações de origem natural nas obras de engenharia civil:

 Métodos Geodésicos;

 Métodos Mecânico-Físicos;

Usualmente os processos de análise das deformações são feitos em diferentes alturas e por técnicos de diferentes áreas profissionais, normalmente os métodos mecânico – físicos são aplicados pelos engenheiros civis e as medições geodésicas realizadas pelos engenheiros das áreas das ciências geográficas.

Para uma análise mais cuidada e precisa deve fazer-se o cruzamento entre os resultados obtidos pelos diversos métodos de maneira a garantir resultados mais corretos.

(20)

2.2.1.1 Métodos Geodésicos

Métodos geodésicos são utilizados para detetar movimentos absolutos, estes métodos consistem em determinar e comparar variáveis observadas de pontos em épocas distintas. Estas variáveis podem ser ângulos, distâncias horizontais, distâncias verticais, coordenadas, etc..

A monitorização pode ser planimétrica quando se avaliam os deslocamentos no plano horizontal, ângulos e distâncias e altimétrica quando se avaliam os deslocamentos no plano vertical, nivelamento geométrico. Desta forma a monitorização geodésica de uma estrutura envolve a realização de campanhas periódicas de observação dos pontos de controlo materializados na estrutura onde se pretende verificar a existência de possíveis deslocamentos a partir dos pontos de apoio/referência.

Com as medições realizadas, atualmente com estação total que associa as informações angulares e lineares para calcular as coordenadas retangulares (M,P,Cota). Como já referido a determinação de coordenadas de pontos empregando-se técnicas geodésicas convencionais está fundamentada na medição de grandezas como ângulos horizontais, ângulos verticais, distâncias e desníveis, a partir das quais, indiretamente é possível calcular as coordenadas de um ponto.

Para isso são utilizados diferentes métodos:

 Poligonais,  Triangulação,  Irradiação,  Topometria,  Nivelamento geométrico,  Nivelamento geodésico,

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De seguida vão ser descritos os diferentes métodos:

i. Poligonação

O método da Poligonação consiste no estabelecimento, observação e cálculo de poligonais.

As poligonais são um conjunto de sucessivos segmentos de reta, formando uma linha poligonal da qual em campo, se medem o comprimento dos seus lados e os ângulos formados por esses lados. Como norma uma rede de poligonais deve sempre apoiar-se em vértices de triangulações topográficas.

O objetivo deste método é densificar a rede de pontos de apoio numa dada região.

Imagem 2 – Exemplo de poligonal fechada

Como mostra a imagem acima nós conhecemos as coordenadas dos pontos A’,A,B e B’, depois em campo são feitas observações dos ângulos (α) e das distâncias entre os vários pontos constituintes da poligonal.

ii. Triangulação

Este método consiste na medição de distância e de ângulos horizontais e verticais, de acordo com sequências e regras de operações previamente planeadas. Os quais são de seguida ajustados, validados e transformados em deslocamentos, com base em modelos matemáticos apropriados

(22)

iii. Irradiação

Este processo é utilizado para levantamento de pequenas áreas ou, principalmente como método auxiliar à Poligonação, e consiste em escolher um ponto conveniente para instalar o aparelho tomando nota dos azimutes e distâncias entre a estação do teodolito e cada ponto visado.

iv. Topometria

Topometria pode entender-se como sendo um ramo da Topografia que consiste no conjunto de operações de campo e gabinete necessárias para definir tridimensionalmente um qualquer objeto do espaço físico.

Para tal, recorre-se à definição de um referencial local ao objeto, onde a partir da medição de ângulos, distâncias e diferenças de nível se consegue chegar às coordenadas tridimensionais (X, Y, Z) de pontos do objeto.

O Sistema Móvel de Medição Tridimensional é um dos métodos utilizados na Topometria.

A primeira coisa a fazer será definir o sistema de coordenadas ligado ao SMMT (Sistema Móvel de Medição Tridimensional). Para isso consideremos a Imagem 3 em que P é o ponto de coordenadas a determinar e os pontos A e B são os respetivos centros dos teodolitos.

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De uma forma geral, as coordenadas de P são consideradas em relação ao sistema de referência direto (O, 𝑖⃗, 𝑗⃗, 𝑘⃗⃗), com origem (O) coincidente com o ponto A e plano O 𝑖⃗ 𝑘⃗⃗ vertical, contendo os pontos A e B , sendo 𝑘⃗⃗ o vetor diretor da vertical de A no sentido ascendente e 𝑖⃗ o vetor horizontal apontado de A para a vertical de B.

As coordenadas do ponto P são obtidas através de ângulos horizontais e verticais medidos por teodolitos.

v. Nivelamento geométrico

É o mais preciso dos nivelamentos realizado através de visadas horizontais com recurso a um nível com visadas não superiores a 50m.

Neste tipo de nivelamento os dados são recolhidos através de visadas horizontais e consiste em criar um plano horizontal e determinar as interseções deste plano com uma série de outros planos verticais levantados nos pontos a nivelar e em seguida obter a distância vertical destes pontos ao plano de referência.

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vi. Nivelamento geodésico ou trigonométrico

É um nivelamento menos preciso que o nivelamento geométrico.

Neste nivelamento realizam-se visadas inclinadas, sendo as diferenças de nível determinadas pela resolução de triângulos retângulos, conhecendo-se a base e o ângulo zenital.

DN=h +i-Av h= DH * cot (Z)

Imagem 5 – Exemplo de nivelamento trigonométrico

vii. Técnica de GNSS para topografia

Rapidamente o GNSS se revelou como um método muito útil para determinar coordenadas de pontos de redes de apoio, dispensando a execução de poligonais longas, normalmente consumidoras de muito tempo de trabalho de campo.

O método de levantamento de pontos, a utilização do GNSS em modo estático, ou outros em que se exige um posterior processamento de dados em gabinete, revela-se muito preciso para os trabalhos de monitorização.

(25)

sendo a informação processada automaticamente, contrariamente aos métodos topográficos, também não é necessário hardware específico. É um método que pode ser utilizado em qualquer uma das situações em que os métodos tradicionais se revelem inadequados, devido a dificuldades de posicionamento, como no caso das pontes e dos taludes, ou devido a condições particulares extremas.

ix. Laser scanning

São sistemas que utilizam o método de irradiação tridimensional, determinando as coordenadas X, Y e Z de pontos a partir de um sistema de varrimento laser de alta velocidade. É possível determinar milhares de pontos por metro quadrado, e em poucos segundos. Um equipamento emite um feixe laser que tem a sua posição alterada automaticamente a cada medida através de um conjunto de espelhos, fazendo assim um perfil chamado laser da estrutura. Este sistema pode ser terrestre ou aerotransportado.

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2.3 Erros inerentes ao processo de medição

Como a representação da superfície da Terra envolve processos de medição estes inevitavelmente estão afetadas por erros.

Os erros podem ser considerados como:  Erros grosseiros ou acidentais  Erros sistemáticos

 Erros aleatórios

As fontes dos erros sistemáticos são de diversas naturezas:

 Erros causados pelas Condições ambientais -Causados pelas variações das condições ambientais, como vento, temperatura, pressão.

 Erros Instrumentais -Causados por problemas como a imperfeição na construção do equipamento ou ajuste do mesmo.

 Erros Pessoais - Causados por falhas humanas, como falta de atenção ao executar uma medição, cansaço, etc.

2.3.1 Erros grosseiros

Causados por engano na medição, leitura errada nos instrumentos, identificação de alvo, etc., normalmente relacionados com a distração do observador ou uma falha no equipamento.

2.3.2 Erros sistemáticos

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2.3.3 Erros aleatórios

Não se conseguem eliminar e permanecem após os erros sistemáticos serem eliminados.

São erros que não seguem nenhum tipo de lei e tendência, apesar disso tendem a neutralizar-se quando o número de observações é grande.

2.4 Estabilidade e controlo de taludes

Um talude pode ser considerado como potencialmente instável a partir do momento em que existam tensões que causem instabilidade

Como este projeto incide no controlo de um talude é importante saber e salientar diversos fatores que nos ajudem a elaborar uma melhor observação e controlo da estrutura.

2.4.1 Causas gerais dos movimentos

A instabilidade de um talude pode dever-se:

 Causas externas - associadas a diversas ações do exterior do talude  Causas internas - associada a ações no interior do próprio talude

 Causas intermédias - associada a ações exteriores ao maciço e estas desencadeiam mecanismos de instabilização que atuam no seu interior.

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2.4.2 Solo

Em relação ao solo vou só falar do solo que se encontra na nossa área de intervenção, com base na informação disponibilizada pela Câmara Municipal da Guarda, que consta no CD (Anexo II) a planta dos tipos de solos.

Numa análise mais alargada o Polis era constituído por terrenos agrícolas os quais, na sua maioria, se encontravam ocupados com vegetação de menor valia com giestas e poucos pinheiros. Junto ao leito do Rio Diz, localizam-se as zonas mais férteis, que se destinavam a lameiros para pastagem e pequenas hortas para cultivo de produtos destinado a consumo próprio. Na peça desenhada nº2.2 que consta no CD, apresentam-se de uma forma esquemática, os diversos tipos de ocupação do solo.

Nesse desenho como mostra a Imagem 7 que é um extrato da planta consegue-se identificar o tipo de solo existente no nosso talude, consegue-sendo que consegue-se identificam, consegue-segundo a legenda da planta, os seguintes tipos de cobertura de solos:

 II2 - Vegetação arbustiva baixa- matos

 IP0 - Vegetação arbustiva alta e floresta degradada ou de transição Sendo mais predominante no local a cobertura de solo do tipo II2.

(29)

O talude era ainda composto por maciços rochosos, embora o terreno superior ser de tal maneira instável que dificultou a colocação de estacas corretamente. Apesar disso havia os afloramentos rochosos onde se colocaram alguns alvos.

Imagem 8 – Vista geral do talude

2.4.3 Movimentos esperados

São vários os tipos de movimentos que se podem esperar de um talude, pode ocorrer um desprendimento de uma porção maciça que cai livremente e rapidamente que se vai acumular no fundo, pode existir um escorregamento rápido da massa de solo ou rocha. Estes deslizes normalmente ocorrem de cima para baixo ao longo da superfície de deslizamento. Um outro tipo de deslocamento pode ser um deslize lento e contínuo das camadas superficiais. Outros indicadores deste tipo de deslocamento são a curvatura dos troncos de árvores, inclinação de objetos, fendas no solo.

(30)

Imagem 9 – Movimento esperado de um talude

2.5 Sistema de coordenadas

Existem em Portugal e no mundo vários sistemas de coordenadas referidos a Data Locais e Globais. Sendo um dos principais objetivos da topografia a determinação de coordenadas relativas de pontos, é necessário que estas constem num sistema de coordenadas conhecidas. O mesmo acontece com os SOG (Sistemas de Observação Geodésica) que devem ser georreferenciados.

Neste projeto o sistema de coordenadas utilizado foi o PT-TM06/ETRS89 e por isso só esse vai ser descrito neste trabalho.

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O estabelecimento do ETRS89 em Portugal Continental foi efetuado com base em campanhas internacionais (realizadas em 1989, 1995 e 1997), que tiveram como objetivo ligar convenientemente a rede portuguesa à rede europeia.

Desde 2006, para o Território Continental, os parâmetros da projeção Transversa de Mercator referida são os que constam na Tabela 2.

European Terrestrial Reference System – ETRS89

Elipsoide de referência: GRS80 Semi-eixo maior: a = 6 378 137 m Achatamento: f = 1 / 298,257 222 101 Projeção cartográfica: Transversa de Mercator

Latitude da origem das

coordenadas retangulares: 39

o 40’ 05’’,73 N Longitude da origem das

coordenadas retangulares: 08

o 07’ 59’’,19 W Falsa origem das coordenadas

retangulares:

Em M (distância à Meridiana): 0 m Em P (distância à Perpendicular): 0 m Coeficiente de redução de escala no

meridiano central: 1,0

Tabela 2 – Parâmetros do sistema de referência ETRS89

Este sistema deverá substituir completamente os anteriormente usados, que se consideram obsoletos.

O ponto central coincide com a origem das coordenadas retangulares que têm:  Latitude: 39 o 40’ 5’’.73 N

 Longitude: 8 o 7’ 59’’.19 W

Imagem 10 – Sistema de coordenadas PT-TM06/ETRS89

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3 PROGRAMA POLIS

O Programa Polis provém de uma sociedade entre o Estado (Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente) e as Câmaras Municipais das várias cidades em que intervém (Autarquias Locais) com o objetivo de intervir as vertentes urbanísticas e ambientais das cidades aumentando a atratividade das cidades. O Estado contribui com 60% do capital e as autarquias locais com os restantes 40%.

3.1 Os principais objetivos do Programa Polis são:

 A requalificação urbana tendo sempre em conta a valorização ambiental;

 Promover a multifuncionalidade e revitalizar e requalificar as cidades desenvolvendo ações que contribuam para tal;

 Melhorar a qualidade do ambiente urbano e valorizar a presença de elementos ambientais tais como frentes de rio apoiando ações de requalificação;

 Aumentar os espaços verdes, as áreas pedonais e diminuir o tráfego automóvel no interior das cidades apoiando iniciativas que contribuam para tal.

3.2 Polis na Guarda

A intervenção do Programa Polis na Cidade da Guarda abrange uma área de

aproximadamente 176 hectares, compreendendo a zona envolvente do Rio Diz e o Centro Histórico da Cidade.

A área nuclear e de maior expressão da intervenção assenta na valorização ambiental do Rio Diz, materializada pela criação de um Parque Urbano cuja estrutura

(33)

3.3 Localização

A zona em estudo e conforme demarcação em carta na peça desenhada nº2 (do CD no Anexo II), caracteriza-se por uma vasta extensão de terreno com cerca de 800 hectares de solo, na sua maioria destinado a agricultura.

Citando o parecer do INAG (Instituto Nacional da Água) relativo ao Plano de Pormenor do Parque Urbano do Rio Diz:

“O Plano de Pormenor do Parque Urbano do Rio Diz incide sobre uma zona de vale com uma área com 81.4 hectares, dos quais 44,30 hectares encontram-se abrangidos pela REN sendo estes, na sua totalidade, classificados como zonas ameaçadas pelas cheias. ”

A cabeceira do Rio Diz, local onde se integra a zona de intervenção do “Programa Polis” muito embora esteja próximo do Mondego, faz parte da bacia hidrográfica do Douro, conforme se pode ver na Imagem 11.

(34)

O parque urbano do Rio Diz situa-se na Rua da Direção Geral de Viação da cidade da Guarda.

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Imagem 14 – localização do Parque Polis

Na imagem acima pode localizar-se o Parque Polis e o vértice geodésico “GALEGOS” da RGN.

Para uma melhor localização consta junto das peças desenhadas deste relatório, desenho nº1, uma planta de localização onde está identificado o local do parque na carta militar nº 203 à escala 1/25000.

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4 RECURSOS

Os recursos utilizados vão ser divididos em humanos e materiais.

Sempre que existia uma deslocação a campo era utilizada uma folha onde se fazia o registo de todos os detalhes inclusive os recursos utilizados, essas folhas constam no anexo III.

4.1 Recursos humanos

Várias foram as pessoas que contribuíram na execução deste projeto, os colegas de trabalho que participaram nos trabalhos de campo, e as orientadoras que ajudaram em todo o trabalho.

Tabela 3 - Recursos humanos

Colegas Número

Tiago Dias Afonso 1009833 João Saraiva Fonseca 1009868 Gonçalo Almeida Santos 1010003

Orientadores

Eng.ª Eufémia da Glória Rodrigues Patrício Eng.ª Maria Elisabete Santos Soares

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4.2 Recursos materiais

Foram vários os recursos materiais utilizados para execução deste projeto, encontram-se de seguida divididos em material de campo, material de gabinete e softwares utilizados.

4.2.1 Material de campo

i. Estação Total Leica TCR 803 Ultra

Imagem 15 - Estação Total Leica TCR 803 Ultra

Para mais rigor nas medições de controlo a estação total escolhida tinha de precisão angular 3’’ do grau (1 mgrado) e precisão de medição de distância 2mm+2ppm. De modo a garantir estas precisões a estação total foi ajustada e calibrada para os seus parâmetros de origem, os parâmetros e o certificado contam no anexo IV.

ii. Recetor GPS Leica GS20 (Base e Rover)

(38)

Este equipamento foi utilizado em pós-processamento e em modo estático.

Características dos recetores  Modelo de antena: AT501

 Precisão com fase: “modo estático” 10 mm + 2 ppm

iii. Recetor GNSS Topcon GR-3 (Base e Rover)

Imagem 17 - Recetor base GNSS Topcon GR-3

Este equipamento foi utilizado em RTK com precisão de 3mm + 5 ppm horizontal e 5mm + 5 ppm vertical.

(39)

iv. Alvo refletor

Imagem 18 - Alvo refletor autoadesivo «S3»

Os alvos utilizados eram autoadesivos, tinham 40x40 mm de tamanho e uma constante 34.4 mm, permitem uma medição de 20 m até 100 m de distância.

Foram também utilizados vários acessórios e ferramentas utilizadas em campo que constam na Tabela 4.

Designação

Tripe de madeira de base triangular Maquina fotográfica D-SLR Sonyα 100 Tripe de pinças EPI – Colete refletor, luvas de proteção Prisma circular Leica, constante 30 mm Fita métrica

Bastão extensível de alumínio e carbono Base para VG

Maceta Estacas

Pregos de aço, Geoprego Sprays, Marcadores, Bill grafe Tabela 4 – Acessórios e ferramentas de campo

(40)

Imagem 19 – Vários acessórios e ferramentas de campo

4.2.2 Material de gabinete

O material utilizado em gabinete foi essencialmente o que está descrito na Tabela 5.

Designação

Portátil Acer Aspire 5742G Impressoras

Ploter

(41)

4.2.3 Softwares

Os softwares utilizados durante a elaboração deste projeto foram:

Software Descrição

Windows 8 Pro Sistema operativo do portátil Microsoft Office Word 2013 Criação de relatório e modelos

Microsoft Office Excel 2013 Análise das várias leituras Autocad Civil 3D 2014 Criação dos desenhos topográficos

Leica Survey Office Transferência de dados da ET para o PC GIS DataPRO 3.0 Pós-processamento dos dados do GPS Google Ozi 1.2.12 Criação de ortofotos (Google maps)

PDF Creator Criação de documentos em PDF Tabela 6 - Softwares utilizados

(42)

5 PONTOS DE APOIO

5.1 Criação da rede de pontos de apoio

Com recurso a um ortofoto do Google maps, Imagem 21, e uma ida ao local foi feita uma análise sobre a melhor localização dos pontos de apoio.

Imagem 21 – Croqui de pontos de apoio

A localização de todos os pontos foi feita tendo em consideração vários aspetos:  Visibilidade de pelo menos outro ponto de apoio;

 A visada para os alvos refletores fosse o mais perpendicular possível;  O local de colocação ser estável;

 Se tem boa receção de sinal de GPS para a sua coordenação.

(43)

5.2 Georreferenciação dos pontos de apoio

Para ligação do trabalho à RGN (Rede Geodésica Nacional) na georreferenciação dos pontos foi utilizado o recetor GPS Leica GS20 em pós-processamento e modo estático relativo, sendo que o recetor base foi colocado no VG Galegos (ANEXO V). A escolha deste VG deveu-se ao fato da distância entre ele e a zona de coordenação dos pontos de apoio ser relativamente pequena cerca de 2km.

O recetor rover era colocado em cada ponto de apoio durante 20 minutos de modo a conseguir-se uma melhor precisão.

Na recolha dos dados os recetores estavam configurados para receber dados no sistema de referência WGS84 sendo posteriormente transformados para ETRS89 com o pós-processamento.

(44)

5.3 Pós-processamento

O pós-processamento foi realizado com recurso ao software GIS DataPro. Para dar inicio ao processamento foi criado um novo trabalho e definido o sistema de coordenadas em PT-TM06/ETRS89, a cota utilizada foi a elipsoidal.

Sistema de referência PT-TM06/ETRS89

European Terresterial Reference System 1989 Elipsoide - GRS 1980

Cotas elipsoidais Tabela 7 – Referências geográficas

Posteriormente foram importados todos os dados de campo, do recetor base e do recetor rover como vemos na Imagem 24.

(45)

De seguida nas propriedades do ponto de controlo (ponto fixo), VG Galegos, foram colocadas as coordenadas da Tabela 8 obtidas a partir do site do IGP – Instituto Geográfico Português como mostra a Imagem 25.

VG GALEGOS - PT-TM06/ETRS89

X Y Cota Elipsoidal

76068.80 m 95829.70 m 902.11 m Tabela 8 – Coordenadas VG Galegos

Imagem 25 – Propriedades do ponto – GIS Data PRO

Depois de processados os dados verificamos através dos relatórios (Anexo VI) que o Software GIS Data PRO disponibiliza.

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O resultado do pós-processamento foram as coordenadas dos pontos de apoio corrigidas, as coordenadas e o erro associado a cada uma consta no Anexo VII.

Na Tabela 9 constam as coordenadas corrigidas e utilizadas em campo:

POLIS_1 M=75601.826 m P=98057.371 m H=861.248 m Geoprego POLIS_2 M=75588.489 m P=97998.057 m H=860.599 m Prego de aço POLIS_3 M=75539.565 m P=97946.192 m H=862.143 m Prego de aço POLIS_4 M=75234.981 m P=98048.658 m H=863.614 m Geoprego

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POLIS_6 M=75354.760 m P=98035.680 m H=861.953 m Geoprego POLIS_7 M=75440.746 m P=98021.356 m H=861.028 m Geoprego

Tabela 9 – Coordenadas dos pontos de apoio

(48)

6 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

O levantamento topográfico foi realizado com recurso ao Recetor GNSS Topcon GR-3 (Base+Rover) em tempo real (RTK), o recetor base foi colocado no ponto de apoio POLIS_2.

Foi levantada a envolvente da área onde foi implementado o Plano de Observações Geodésicas como se pode ver no anexo VIII onde está delimitada a zona levantada.

Durante o levantamento topográfico foram levantados todos os elementos considerados pertinentes para este trabalho, como por exemplo as plataformas de madeira, o talude, muro de suporte, separadores, etc.. Verificou-se alguma dificuldade de levantamento junto aos muros de suporte por falta de qualidade do sinal GNSS, este problema resolveu-se recorrendo à estação total posteriormente.

(49)

Imagem 28 - Malha de pontos – Autocad Civil 3D 2014

A partir dos pontos foi realizado o desenho topográfico, para organizar melhor o desenho criaram-se layers para cada uma das entidades do desenho.

Depois de finalizado, o desenho topográfico ficou com uma aparência como mostra a Imagem 29.

(50)

Com o desenho pronto para impressão colocaram-se tramas em alguns elementos como os edifícios e o lago.

Sendo este um trabalho georreferenciado foi criada uma grelha de coordenadas para posteriormente se poderem localizar coordenadas no desenho em papel.

Criaram-se as legendas e criaram-se os layouts de impressão como mostra a Imagem 30.

(51)

7 IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE OBSERVAÇÕES GEODÉSICAS

Nesta etapa do trabalho pretendeu-se verificar se existiam deslocamentos nas diferentes estruturas observadas (plataformas de madeira sobre o lago, talude e separador), para tal foram colocados 30 alvos refletores (dianas refletantes) que foram colocados estrategicamente de acordo com os movimentos esperados.

Nas plataformas foram colocados 11 alvos, no separador 6, no muro de suporte 5 e no talude 7.

Estes alvos foram observados em diferentes campanhas como mostra a Tabela 10, a 1ª campanha foi tomada como a campanha de referência (zeragem).

Campanha Data 1ª Campanha (zeragem) 03/06/2013 2ª Campanha 02/07/2013 3ª Campanha 29/07/2013 4ª Campanha 26/08/2013 5ª Campanha 23/09/2013 Tabela 10 – Datas das observações

Definiram-se como grandezas a observar as coordenadas dos pontos (M,P,Cota) para os quais foi utilizada a estação total e posteriormente foi utilizado o método de comparação de coordenadas.

7.1 Colocação dos pontos de controlo

Para observação dos pontos de controlo foram escolhidos alvos refletores autoadesivos, como referido anteriormente, que foram colados em estacas, ou na própria infraestrutura. Os alvos foram colocados em pontos estratégicos das diferentes estruturas tendo em consideração que o alvo era colado numa superfície limpa, estável e que a visada a partir dos pontos de apoio fosse o mais perpendicular possível ao alvo, o que nem sempre se conseguiu.

(52)

De referir que antes da colocação definitiva dos alvos, foi efetuado um teste, colocando um alvo numa das plataformas durante uma temporada, para verificar qual o seu comportamento nas diferentes condições atmosféricas e diferentes suportes.

Aparentemente o alvo não sofreu qualquer alteração, procedendo-se à colocação definitiva dos alvos.

7.1.1 Pontos de observação nas plataformas e sua nomenclatura

A designação dos alvos das plataformas foi feita de maneira a que através da designação do alvo se pudesse identificar qual a plataforma a que corresponde como mostra a Imagem 31

A distribuição pelas várias plataformas é a que se encontra na Imagem 32, onde podemos observar que a plataforma 1 tem os alvos colocados do lado norte, isto porque foram observados do ponto POLIS_1,a cerca de 40 m, ainda nesta plataforma foi colocado o alvo P15 nas grades de segurança mesmo acima do ponto P14 que se encontra na madeira. Esta colocação foi feita para podermos analisar o movimento dos alvos em diferentes superfícies (madeira e ferro).

Nas plataformas 2 e 3 os alvos foram colocados do lado sul porque foram ambas observadas do ponto POLIS_3, a cerca de 60 m da plataforma 2 e a cerca de 30 m da plataforma 3.

Na plataforma 3 o alvo P31 foi colocado nas grades devido a problemas de visibilidade.

(53)

Imagem 32 – Extrato das plataformas do levantamento topográfico

Nas imagens seguintes contam a localização visual dos pontos de observação:

Imagem 33 – Localização dos pontos de controlo na plataforma 1

Imagem 34 - Localização dos pontos de controlo na plataforma 2

(54)

7.1.2 Pontos de observação do talude

Para melhor análise, o talude foi dividido em três partes. O Talude (T), que diz respeito à parte coberta com vegetação, o Muro suporte (M), construção em betão e o Separador (S), na parte de cima junto à VICEG. Os alvos foram identificados através da letra e da numeração que seguiu uma ordem de oeste para este. A colocação dos alvos no caso do muro e do separador foi feita colando os alvos diretamente na superfície de betão, no restante talude foram colocados em afloramentos rochosos e em estacas. A sua distribuição foi feita da forma que melhor se conseguiu, tendo em conta a dificuldade de se conseguir uma boa estabilidade, como mostra a Imagem 36.

Imagem 36 - Extrato do talude do levantamento topográfico

Na colocação dos alvos foi também considerado o movimento esperado do talude, tendo sido colocados nos locais mais óbvios de movimento, como por exemplo nas zonas mais salientes também designadas por “barrigas” do talude.

(55)

7.2 Observações

Depois de programadas as datas das leituras, foram efetuadas as observações de todos os alvos nas datas referidas na Tabela 10, referida no início deste capítulo.

Imagem 38 - Tiago a fazer observações para a plataforma 2

Em cada um dos alvos utilizou-se o método das leituras conjugadas (direta e inversa).

Para melhores resultados das observações teve-se em conta vários aspetos:  Serem realizadas à mesma hora para tentar obter as mesmas condições

atmosféricas;

 Serem efetuadas sempre que possível pelo mesmo operador;  Cuidado na orientação da estação total;

 Sempre que necessário desobstruir a linha de pontaria para uma visada 100% limpa e sem interrupções;

 Leitura realizada sempre do mesmo ponto de apoio como mostra a Tabela 11.

(56)

Ponto apoio Alvos POLIS_1 P11;P12;P13;P14;P15 POLIS_3 P21;P22;P23;P24;P31;P32;P33 POLIS_4 S1;S2;M1;M2;M3 POLIS_5 S3;M4;M5 POLIS_6 S4;S5;T1;T2;T3;T4 POLIS_7 S6;T5;T6;T7

Tabela 11 – Lista de alvos observados nos diferentes pontos de apoio

Na plataforma 2 o ponto P22 não tem resultados devido a impossibilidade da sua observação que coincide com a direção de um arbusto.

De referir que a precisão interna do aparelho para a distancia maior entre as visadas vai ser de:

Apesar do erro ser de 2.12 mm ainda é necessário incrementar a este o erro angular de 3´´ do grau e também da diana refletora no cálculo das coordenadas de cada ponto. Seguindo o mesmo raciocínio para o valor menor da distância igual a 24m, o erro resultante é de 2.048mm.

Em todas as campanhas era feita a transferência de dados da estação total e importadas para uma folha de cálculo onde se realizou a primeira e análise dos dados obtidos.

(57)

7.2.1 Dados das leituras das plataformas

Nas tabelas encontra-se do lado esquerdo as leituras diretas e as leituras inversas de todos os pontos de observação, na parte da direita conta as médias da leitura direta e da leitura inversa.

1ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Pl ataform a 1 P11D 75562.416 98035.978 861.117 P11 75562.417 98035.977 861.119 P11I 75562.418 98035.976 861.121 P12D 75570.637 98034.671 861.079 P12 75570.637 98034.671 861.080 P12I 75570.637 98034.670 861.081 P13D 75574.806 98032.242 861.097 P13 75574.806 98032.242 861.098 P13I 75574.805 98032.242 861.098 P14D 75577.666 98027.066 861.128 P14 75577.667 98027.066 861.129 P14I 75577.668 98027.065 861.130 P15D 75577.589 98027.231 862.313 P15 75577.589 98027.231 862.314 P15I 75577.589 98027.230 862.315 Pl ataform a 2 P21D 75546.765 98009.197 860.784 P21 75546.765 98009.197 860.785 P21I 75546.765 98009.197 860.786 P22D P22 P22I P23D 75549.854 97999.136 860.788 P23 75549.855 97999.136 860.787 P23I 75549.855 97999.136 860.786 P24D 75562.747 97999.793 860.793 P24 75562.747 97999.793 860.791 P24I 75562.747 97999.792 860.789 Pl ata fo rma 3 P31D 75532.007 97984.305 861.662 P31 75532.006 97984.305 861.661 P31I 75532.004 97984.304 861.660 P32D 75540.994 97978.846 860.779 P32 75540.994 97978.845 860.779 P32I 75540.994 97978.844 860.779 P33D 75551.561 97972.672 860.773 P33 75551.561 97972.672 860.773 P33I 75551.561 97972.672 860.772

(58)

2ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Pl ata fo rma 1 P11D 75562.413 98035.982 861.118 P11 75562.414 98035.982 861.119 P11I 75562.414 98035.982 861.119 P12D 75570.633 98034.674 861.079 P12 75570.634 98034.674 861.079 P12I 75570.634 98034.674 861.078 P13D 75574.801 98032.247 861.094 P13 75574.801 98032.247 861.096 P13I 75574.801 98032.246 861.097 P14D 75577.662 98027.069 861.128 P14 75577.663 98027.069 861.129 P14I 75577.663 98027.069 861.129 P15D 75577.585 98027.234 862.314 P15 75577.586 98027.233 862.315 P15I 75577.586 98027.232 862.315 Pl ata fo rma 2 P21D 75546.776 98009.198 860.786 P21 75546.777 98009.198 860.782 P21I 75546.777 98009.197 860.778 P22D P22 P22I P23D 75549.869 97999.136 860.787 P23 75549.867 97999.137 860.786 P23I 75549.864 97999.137 860.784 P24D 75562.756 97999.792 860.792 P24 75562.756 97999.792 860.792 P24I 75562.756 97999.792 860.792 Pl ata fo rma 3 P31D 75532.010 97984.307 861.660 P31I 75532.010 97984.306 861.658 P31 75532.010 97984.307 861.659 P32D 75541.000 97978.847 860.777 P32 75540.999 97978.847 860.776 P32I 75540.998 97978.846 860.775 P33D 75551.566 97972.672 860.771 P33 75551.566 97972.672 860.771 P33I 75551.565 97972.672 860.770

(59)

3ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Pl ata fo rma 1 P11D 75562.417 98035.974 861.118 P11 75562.417 98035.975 861.118 P11I 75562.417 98035.975 861.117 P12D 75570.636 98034.669 861.079 P12 75570.638 98034.667 861.080 P12I 75570.639 98034.665 861.080 P13D 75574.807 98032.240 861.092 P13 75574.808 98032.239 861.094 P13I 75574.808 98032.238 861.096 P14D 75577.668 98027.063 861.127 P14 75577.669 98027.062 861.128 P14I 75577.670 98027.061 861.129 P15D 75577.592 98027.226 862.313 P15 75577.588 98027.228 862.312 P15I 75577.583 98027.230 862.311 Pl ata fo rma 2 P21D 75546.769 98009.197 860.783 P21 75546.768 98009.197 860.782 P21I 75546.766 98009.197 860.781 P22D P22 P22I P23D 75549.863 97999.136 860.787 P23 75549.861 97999.137 860.784 P23I 75549.859 97999.137 860.781 P24D 75562.749 97999.793 860.790 P24 75562.748 97999.794 860.790 P24I 75562.747 97999.794 860.790 Pl ata fo rma 3 P31D 75532.005 97984.304 861.660 P31 75532.005 97984.304 861.659 P31I 75532.005 97984.304 861.657 P32D 75540.996 97978.845 860.775 P32 75540.995 97978.845 860.775 P32I 75540.994 97978.844 860.775 P33D 75551.563 97972.671 860.770 P33 75551.562 97972.671 860.770 P33I 75551.561 97972.671 860.770

(60)

4ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Pl ata fo rma 1 P11D 75562.420 98035.970 861.116 P11 75562.420 98035.969 861.118 P11I 75562.419 98035.967 861.119 P12D 75570.640 98034.665 861.076 P12 75570.641 98034.664 861.078 P12I 75570.642 98034.663 861.079 P13D 75574.809 98032.240 861.092 P13 75574.810 98032.239 861.093 P13I 75574.810 98032.238 861.093 P14D 75577.673 98027.061 861.125 P14 75577.674 98027.061 861.127 P14I 75577.675 98027.060 861.128 P15D 75577.596 98027.225 862.312 P15 75577.597 98027.225 862.314 P15I 75577.597 98027.224 862.316 Pl ata fo rma 2 P21D 75546.768 98009.196 860.782 P21 75546.767 98009.196 860.781 P21I 75546.765 98009.196 860.780 P22D P22 P22I P23D 75549.862 97999.135 860.786 P23 75549.860 97999.136 860.783 P23I 75549.858 97999.136 860.780 P24D 75562.748 97999.792 860.789 P24 75562.747 97999.793 860.789 P24I 75562.746 97999.793 860.789 Pl ata fo rma 3 P31D 75532.004 97984.303 861.659 P31 75532.004 97984.303 861.658 P31I 75532.004 97984.303 861.656 P32D 75540.995 97978.844 860.774 P32 75540.994 97978.844 860.774 P32I 75540.993 97978.843 860.774 P33D 75551.562 97972.670 860.769 P33 75551.561 97972.670 860.769 P33I 75551.560 97972.670 860.769

(61)

5ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Pl ata fo rma 1 P11D 75562.413 98035.981 861.119 P11 75562.413 98035.982 861.120 P11I 75562.412 98035.983 861.121 P12D 75570.633 98034.674 861.079 P12 75570.634 98034.673 861.080 P12I 75570.635 98034.671 861.081 P13D 75574.803 98032.245 861.096 P13 75574.806 98032.242 861.096 P13I 75574.808 98032.238 861.095 P14D 75577.666 98027.065 861.128 P14 75577.674 98027.060 861.129 P14DI 75577.681 98027.054 861.129 P15D 75577.597 98027.223 862.315 P15 75577.600 98027.221 862.316 P15I 75577.602 98027.219 862.316 Pl ata fo rma 2 P21D 75546.781 98009.196 860.784 P21 75546.781 98009.196 860.781 P21I 75546.780 98009.196 860.778 P22D P22 P22I P23D 75549.873 97999.136 860.789 P23 75549.872 97999.136 860.787 P23I 75549.870 97999.136 860.785 P24D 75562.766 97999.788 860.796 P24 75562.765 97999.789 860.806 P24I 75562.764 97999.790 860.816 Pl ata fo rma 3 P31D 75532.016 97984.307 861.661 P31 75532.015 97984.307 861.660 P31I 75532.014 97984.307 861.659 P32D 75541.004 97978.846 860.778 P32 75541.004 97978.846 860.777 P32I 75541.003 97978.846 860.775 P33D 75551.569 97972.670 860.772 P33 75551.569 97972.670 860.771 P33I 75551.569 97972.670 860.770

(62)

7.2.3 Dados das leituras do talude

1ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Se p ar ad o r S1D 75205.748 98006.988 875.781 S1 75205.752 98006.986 875.780 S1I 75205.755 98006.983 875.779 S2D 75241.416 98003.258 875.808 S2 75241.418 98003.258 875.808 S2I 75241.420 98003.257 875.807 S3D 75276.332 97999.598 875.174 S3 75276.333 97999.598 875.174 S3I 75276.333 97999.597 875.173 S4D 75322.721 97994.194 875.823 S4 75322.722 97994.193 875.822 S4I 75322.723 97994.191 875.820 S5D 75360.622 97989.014 875.301 S5 75360.624 97989.014 875.300 S5I 75360.626 97989.013 875.299 S6D 75404.539 97981.055 874.405 S6 75404.538 97981.056 874.403 S6I 75404.536 97981.056 874.401 Tal u d e T1D 75308.217 98012.460 869.291 T1 75308.218 98012.459 869.291 T1I 75308.218 98012.457 869.290 T2D 75327.576 98011.072 868.713 T2 75327.576 98011.072 868.714 T2I 75327.575 98011.071 868.714 T3D 75341.737 98017.531 864.685 T3 75341.738 98017.530 864.685 T3I 75341.738 98017.529 864.685 T4D 75373.536 97999.487 869.831 T4 75373.536 97999.487 869.830 T4I 75373.536 97999.487 869.829 T5D 75395.230 97994.608 870.081 T5 75395.231 97994.606 870.082 T5I 75395.232 97994.604 870.082 T6D 75412.459 97998.917 866.909 T6 75412.459 97998.918 866.909 T6I 75412.458 97998.918 866.909 T7D 75414.213 97996.698 868.131 T7 75414.213 97996.698 868.131 T7I 75414.213 97996.697 868.131

(63)

2ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Se p ar ad o r S1D 75205.756 98006.984 875.772 S1 75205.756 98006.982 875.771 S1I 75205.756 98006.980 875.769 S2D 75241.418 98003.260 875.802 S2 75241.420 98003.260 875.800 S2I 75241.421 98003.259 875.798 S3D 75276.333 97999.597 875.174 S3 75276.334 97999.596 875.173 S3I 75276.335 97999.595 875.171 S4D 75322.724 97994.191 875.821 S4 75322.724 97994.190 875.822 S4I 75322.724 97994.189 875.822 S5D 75360.624 97989.014 875.305 S5 75360.627 97989.014 875.304 S5I 75360.630 97989.013 875.302 S6D 75404.542 97981.052 874.401 S6 75404.542 97981.051 874.402 S6I 75404.542 97981.050 874.403 Ta lu d e T1D 75308.220 98012.452 869.295 T1 75308.220 98012.451 869.292 T1I 75308.219 98012.449 869.288 T2D 75327.580 98011.065 868.712 T2 75327.580 98011.066 868.713 T2I 75327.579 98011.066 868.713 T3D 75341.738 98017.529 864.685 T3 75341.739 98017.528 864.685 T3I 75341.740 98017.527 864.685 T4D 75373.515 97999.478 869.835 T4 75373.527 97999.484 869.834 T4I 75373.539 97999.489 869.833 T5D 75395.234 97994.601 870.080 T5 75395.234 97994.601 870.081 T5I 75395.234 97994.601 870.082 T6D 75412.461 97998.913 866.908 T6 75412.462 97998.912 866.908 T6I 75412.462 97998.911 866.908 T7D 75414.216 97996.694 868.131 T7 75414.215 97996.695 868.131 T7I 75414.214 97996.695 868.131 M u ro M1D 75214.897 98027.400 867.346 M1 75214.895 98027.401 867.346 M1I 75214.893 98027.401 867.345 M2D 75234.200 98024.516 867.537 M2 75234.200 98024.516 867.537 M2I 75234.199 98024.516 867.536 M3D 75251.056 98021.990 867.500 M3 75251.056 98021.990 867.500 M3I 75251.056 98021.990 867.500 M4D 75263.430 98020.094 866.953 M4 75263.430 98020.093 866.951 M4I 75263.430 98020.092 866.949 M5D 75278.669 98017.796 866.839 M5 75278.669 98017.796 866.838 M5I 75278.669 98017.796 866.836

(64)

3ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Se p ar ad o r S1D 75205.757 98006.981 875.771 S1 75205.756 98006.980 875.771 S1I 75205.755 98006.978 875.771 S2D 75241.422 98003.259 875.801 S2 75241.423 98003.259 875.801 S2I 75241.424 98003.259 875.801 S3D 75276.329 97999.596 875.173 S3 75276.330 97999.595 875.173 S3I 75276.330 97999.594 875.173 S4D 75322.723 97994.191 875.821 S4 75322.723 97994.191 875.822 S4I 75322.723 97994.190 875.822 S5D 75360.623 97989.013 875.301 S5 75360.625 97989.013 875.303 S5I 75360.627 97989.013 875.304 S6D 75404.539 97981.054 874.396 S6 75404.542 97981.052 874.399 S6I 75404.545 97981.050 874.402 Ta lu d e T1D 75308.217 98012.456 869.292 T1 75308.218 98012.455 869.291 T1I 75308.218 98012.453 869.290 T2D 75327.577 98011.068 868.715 T2 75327.577 98011.068 868.714 T2I 75327.577 98011.067 868.713 T3D 75341.738 98017.529 864.687 T3 75341.739 98017.529 864.687 T3I 75341.739 98017.528 864.687 T4D 75373.539 97999.489 869.833 T4 75373.540 97999.489 869.832 T4I 75373.541 97999.489 869.831 T5D 75395.232 97994.605 870.076 T5 75395.233 97994.603 870.078 T5I 75395.234 97994.600 870.079 T6D 75412.464 97998.910 866.904 T6 75412.464 97998.911 866.905 T6I 75412.463 97998.911 866.905 T7D 75414.219 97996.692 868.131 T7 75414.219 97996.692 868.132 T7I 75414.218 97996.692 868.132 M1D 75214.897 98027.397 867.346 M1 75214.897 98027.397 867.347

(65)

4ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Se p ar ad o r S1D 75205.742 98006.990 875.770 S1 75205.743 98006.989 875.770 S1I 75205.744 98006.988 875.769 S2D 75241.404 98003.260 875.799 S2 75241.406 98003.260 875.799 S2I 75241.408 98003.259 875.798 S3D 75276.332 97999.597 875.174 S3 75276.332 97999.597 875.174 S3I 75276.331 97999.597 875.173 S4D 75322.716 97994.192 875.825 S4 75322.718 97994.191 875.822 S4I 75322.719 97994.189 875.819 S5D 75360.626 97989.012 875.302 S5 75360.626 97989.012 875.302 S5I 75360.625 97989.011 875.301 S6D 75404.541 97981.052 874.400 S6 75404.541 97981.051 874.399 S6I 75404.541 97981.050 874.397 Ta lu d e T1D 75308.217 98012.455 869.292 T1 75308.216 98012.456 869.291 T1I 75308.215 98012.457 869.290 T2D 75327.575 98011.069 868.716 T2 75327.576 98011.067 868.715 T2I 75327.577 98011.065 868.714 T3D 75341.736 98017.528 864.686 T3 75341.737 98017.527 864.686 T3I 75341.738 98017.526 864.685 T4D 75373.539 97999.487 869.833 T4 75373.539 97999.487 869.832 T4I 75373.539 97999.486 869.830 T5D 75395.245 97994.581 870.075 T5 75395.245 97994.581 870.077 T5I 75395.245 97994.580 870.078 T6D 75412.469 97998.903 866.904 T6 75412.470 97998.902 866.904 T6I 75412.470 97998.901 866.903 T7D 75414.223 97996.687 868.129 T7 75414.224 97996.685 868.129 T7I 75414.225 97996.683 868.128 M u ro M1D 75214.888 98027.407 867.343 M1 75214.888 98027.406 867.343 M1I 75214.888 98027.405 867.343 M2D 75234.191 98024.517 867.537 M2 75234.192 98024.517 867.536 M2I 75234.192 98024.517 867.535 M3D 75251.046 98021.985 867.501 M3 75251.047 98021.986 867.500 M3I 75251.048 98021.987 867.499 M4D 75263.428 98020.095 866.954 M4 75263.429 98020.094 866.953 M4I 75263.430 98020.093 866.952 M5D 75278.665 98017.797 866.840 M5 75278.667 98017.797 866.841 M5I 75278.669 98017.797 866.841

(66)

5ª LEITURA

Ponto Coordenadas (m) Ponto Coordenadas médias (m)

E N Z E N Z Se p ar ad o r S1D 75205.750 98006.983 875.775 S1 75205.751 98006.983 875.773 S1I 75205.751 98006.982 875.771 S2D 75241.395 98003.299 875.804 S2 75241.396 98003.299 875.802 S2I 75241.396 98003.298 875.799 S3D 75276.342 97999.594 875.176 S3 75276.342 97999.593 875.176 S3I 75276.341 97999.592 875.175 S4D 75322.717 97994.193 875.826 S4 75322.719 97994.192 875.823 S4I 75322.720 97994.190 875.820 S5D 75360.627 97989.013 875.303 S5 75360.627 97989.013 875.303 S5I 75360.626 97989.012 875.302 S6D 75404.545 97981.051 874.398 S6 75404.546 97981.050 874.400 S6I 75404.547 97981.049 874.401 Ta lu d e T1D 75308.218 98012.456 869.293 T1 75308.217 98012.457 869.292 T1I 75308.216 98012.458 869.291 T2D 75327.576 98011.070 868.717 T2 75327.577 98011.068 868.716 T2I 75327.578 98011.066 868.715 T3D 75341.737 98017.529 864.687 T3 75341.738 98017.528 864.687 T3I 75341.739 98017.527 864.686 T4D 75373.540 97999.488 869.834 T4 75373.540 97999.488 869.833 T4I 75373.540 97999.487 869.831 T5D 75395.243 97994.594 870.080 T5 75395.242 97994.596 870.078 T5I 75395.240 97994.598 870.076 T6D 75412.465 97998.912 866.906 T6 75412.466 97998.911 866.907 T6I 75412.467 97998.909 866.907 T7D 75414.219 97996.695 868.130 T7 75414.219 97996.695 868.130 T7I 75414.219 97996.694 868.130 M1D 75214.900 98027.418 867.348 M1 75214.901 98027.417 867.347

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8 ÁNALISE DE RESULTADOS

A análise dos resultados é feita considerando diferenças em relação à 1ª Campanha como “zeragem” ou campanha de referência.

Neste capítulo vão realizar-se análises comparativas e representá-las em gráficos em função do elemento em questão (talude ou plataformas).

Também se fez o cálculo da média de cada um dos pontos de controlo relativamente a todas as campanhas, o cálculo do desvio padrão e o cálculo do valor máximo e mínimo de desvio em relação à primeira campanha.

A análise gráfica vai ser feita para as diferentes infraestruturas individualmente, ou seja, para as 3 plataformas e para o talude. Para melhor compreensão desta análise são feitas comparações relativas ao eixo dos xx, ao eixo do yy e as cotas (zz).

Numa breve análise geral dos dados obtidos verifica-se que os movimentos aparentemente são mínimos.

De acordo com o referencial estabelecido o eixo do xx é paralelo ao talude, tendo o sentido positivo de Oeste para Este, o eixo dos yy é perpendicular ao eixo do xx, tendo o sentido positivo na direção do Norte e o eixo do zz (cota) tem o sentido da vertical. Relativamente às plataformas o sentido do eixo do xx é de montante para jusante, o sentido do eixo do yy é perpendicular ao eixo do xx, tendo o eixo do zz (cota) o sentido da vertical.

Isto é, o sentido do movimento esperado é diferente para as plataformas e para o talude por causa da organização espacial das infraestruturas.

Tendo em conta este referencial a análise dos resultados para as plataformas e para o talude baseia-se nestas direções.

Referências

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