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André: Beleza. Ô Hanna, você tem pouco tempo que tá morando aqui em Divinópolis, né?

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Academic year: 2021

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Subjects on this conversation: Hanna’s Life.

Context: In this episode, Andre and Hanna talk about her life. She

moved to Divinópolis – MG recently and discuss the challenges of

living outside of her hometown.

Transcrição:

André: Oi pessoal, sejam bem-vindos a mais um Real Brazilian Conversations, do Brazilian Portuguese Podcast e do reallearnpostuguese.com. Meu nome é André Barbosa e hoje eu tenho a honra de conversar com a Hanna Montana. ((risos)) Tô brincando gente, não é a Montana não, mas ela é Hanna mesmo. E aí Hanna, tudo bem?

Hanna: Tudo ótimo, e você?

André: Beleza. Ô Hanna, você tem pouco tempo que tá morando aqui em Divinópolis, né?

Hanna: Sim, vai fazer dois meses.

André: Dois meses. Eu acho que o pessoal que vai tá ouvindo a gente vai perceber uma diferença gritante entre o meu e o seu sotaque, né? Por que será?

Hanna: Verdade. Isso é em consequência dos lugares que eu já morei. Na verdade, eu nasci na Bahia.

André: Uhum.

Hanna: E depois eu fui criada em Montes Claros, que é no norte de Minas Gerais.

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Hanna: E depois eu morei no Rio de Janeiro, morei em Búzios três anos e em Niterói dois anos.

André: Uhum.

Hanna: Aí, com essa sequência de mudanças, aconteceu essa fusão, né? Esse sotaque louco.

André: Mas eu acho que você tá mais puxada pro baiano do que pros outros, viu?

Hanna: Verdade, todo mundo fala isso mesmo, aqui na faculdade mesmo o pessoal fala que eu sou a baianinha.

André: Baianinha? Já ganhou até apelido então. Hanna: Verdade.

André: E você faz faculdade de que Hanna?

Hanna: Eu faço faculdade de Direito, vim pra Divinópolis justamente pra isso, pra estudar, que eu passei numa faculdade aqui e ganhei uma bolsa 100%.

André: Sem contar que tem outro motivo, né? Que inclusive já fez entrevistas aqui conosco, que é o Thiago, meu primo.

Hanna: Verdade, eu sou a namorada do Thiago e ele veio morar aqui em Divinópolis, aí aguentamos um tempinho de saudade e aí eu vim aqui morar, e aí tá bom demais que agora eu tô ficando bem próxima dele.

André: Eu já morei a... eu já namorei à distância antes e não... não é muito legal.

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Hanna: É horrível porque a gente tem vontade de fazer as coisas juntos, de passear e não pode fazer nada, tem que aguentar meses, às vezes, por exemplo, a gente ficava dois meses sem se ver. É horrível.

André: Uhum. E assim, você falou, você comentou de fazer coisas juntos, né? Como é que você tá se adaptando à Divinópolis, o que que você tem feito em Divinópolis e que... como que a cidade tá parecendo pra você?

Hanna: Bem, eu gostei bastante da cidade porque aqui o perto... é tudo pertinho, não tem nada que seja muito longe, você consegue deslocar de um lugar pro outro tranquilamente, sem perder muito tempo.

André: Uhum.

Hanna: E aqui na verdade, como minha vida é mais estudar mesmo eu não tenho feito muitas outras coisas, mas eu vou na faculdade de manhã.

André: Uhum.

Hanna: Aí volto pra casa e como eu moro em república, no caso eu que faço tudo, aí eu faço meu almoço, aí depois eu chego e estudo mais um pouco e depois eu vou pra academia e final de semana é mais que eu vejo o Thiago, né?

André: Uhum.

Hanna: Mas eu tenho conhecido bastante a cidade, gostei, o centro de Divinópolis é supermovimentado, aqui é bem conhecido como a Princesinha do Norte que as roupas...

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André: Do Oeste.

Hanna: Do Oeste, isso, verdade. André: Do Norte é Montes Claros.

Hanna: Verdade, do Oeste, que as roupas aqui são muito baratas e são lindas, então você fica louco no Centro, quer comprar tudo.

André: Ai, tenho dó de Thiago quando sai pra fazer compra com você. Bom...

Hanna: Bom que é tudo baratinho, aí dá pra comprar bastante e não gasta muito.

André: Pois é. Bom, e assim, a geografia da cidade é um pouco diferente, né? De Montes Claros.

Hanna: Verdade, bem diferente, começando porque a cidade tem muito morro.

André: Aham.

Hanna: Nosso Deus, pra subir esses morros dói demais as pernas, a gente cansa muito, mas já vai exercitando durante o dia, né?

André: Uhum.

Hanna: E assim, eu percebi que a cidade também é bem fria. Lá em Montes Claros é bem quente, é sol o tempo inteiro, até no inverno lá é quente, e aqui não, aqui nem começou mesmo o inverno direito e já tá frio já.

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Hanna: Já até comprei minhas luvinhas, já tô dando um jeito no meu guarda-roupa porque eu não tinha muita roupa de frio e agora eu vou ter que comprar.

André: Eu costumo dizer pra quem conhece Divinópolis, assim, a primeira vez, que aqui é onde o Brasil começa a ter as quatro estações do ano porque quando faz... quando tá no verão aqui faz muito calor também, às vezes comparável a Montes Claros, no outono as flores caem, na primavera as flores nascem, então é muito... dá pra ver assim, com bastante clareza o clima mudando na cidade.

Hanna: Sim, sim, mas eu gostei bastante, sabe? Porque como eu morei no Rio, lá é... na cidade que eu morava, em Búzios, tinha 23 praias.

André: Uau!

Hanna: Então, lá era um lugar paradisíaco e o clima de lá já era assim, bem fresquinho, quando dava seis horas da tarde ficava bem frio. André: Uhum.

Hanna: Então eu senti muita falta disso quando eu fui embora pra Montes Claros, porque lá o tempo sempre tá muito quente, abafado e a gente acaba sofrendo demais com isso, não questão só do calor, mas acaba atrapalhando mesmo a saúde, diversos fatores. Mas aqui, nossa, tô adorando a cidade, a cidade é incrível, supertranquila, pessoal aqui também super receptivo, Brasil, né, gente? Supercaloroso.

André: Pois é, a hospitalidade brasileira, a alegria é bem marcante na nossa cultura. Bom, e o seu trabalho?

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Hanna: Então, eu trabalho como modelo desde quando eu tinha sete anos de idade.

André: Ah é? Eu não sabia que era tão... foi tão cedo assim não.

Hanna: Tem muito tempo, aí eu comecei com uns concursos pequenos em Montes Claros mesmo e depois eu fiquei mais conhecida, aí eu comecei a fazer mais coisas, aí no Rio eu tive umas oportunidades maiores, aí eu fiz até uma capa de uma revista que chama “Quem” com algumas atrizes e quando eu voltei pra Montes Claros acabei sendo muito bem recebida também e eu fiz bastante trabalho, fiz revista também, fiz outdoor.

André: Uhum.

Hanna: Eu gosto demais, muito dessa área, só que agora, atualmente, eu tô preferindo mais dedicar meus estudos, minha faculdade que é de fato o que eu quero pra minha vida.

André: Uhum, entendi. Mas você já fez um trabalho aqui, né? Na... Hanna: Na Zephora.

André: Na Zephora, na empresa que a minha esposa trabalha. Hanna: Sim.

André: Inclusive foi ela que conseguiu pra você, né?

Hanna: Exatamente. Inclusive a... o Thiago na verdade antes de eu vir pra cá eu tinha mandado umas fotos pra Flávia, a esposa do André, e ela passou essas fotos pra frente e tal e acabou que o pessoal da loja dela, da empresa da Zephora gostou bastante que é vestidos de festa

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e de noiva, e aí eu fiz, eu gravei na verdade, um programa deles que vai inaugurar esse mês, o Zephora em casa, no Youtube.

André: Ah, eu vi parte. Hanna: Sim, aí...

André: Eu não vi você lá não, mas eu vi... Hanna: Não, o primeiro...

André: Vi o Eduardo e a Cida.

Hanna: Isso, isso. O primeiro episódio já foi lançado essa semana que foi o dia das noivas parece, uma coisa assim, aí eu vou entrar nessa... nesse vídeo eu acho que é no próximo capítulo que vai tá mostrando vestido de festa com a (Karitas) que é uma das mais influentes aqui de Divinópolis.

André: Hum, interessante. (Karitas) é o que mesmo? Hanna: Ela mexe com moda, conceito de moda.

André: Hum, entendi, conceito de moda, legal. Bom, como que você compara Divinópolis com... você morou mais tempo em Montes Claros, né?

Hanna: Mais em Montes Claro.

André: Como... como que você compara as duas cidades?

Hanna: Nossa, completamente diferente, em tudo. Montes Claros assim, começando pelo clima, como eu já disse antes, lá é mais quente, abafado, aqui já é mais friozinho, bem friozinho, viu gente?

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André: Ah, eu di... eu costumo dizer que aqui é ameno, talvez por você ter vindo de lá e tem pouco tempo...

Hanna: Sim, sim.

André: ...você não acostumou ainda.

Hanna: Verdade, verdade, tem isso também, mas logo, logo eu acostumo. As pessoas também, né? Acaba sendo um pouco diferente, lá assim, ambas são receptivas, mas só que lá, como eu já conhecia mais gente, então você acaba enturmando mais fácil, aqui não, você tem que ir conquistando as pessoas devagarzinho.

André: Ah, mas eu concordo, tipo, eu... eu morei a maior parte da minha vida aqui em Divinópolis, né? Ainda moro, mas eu tive alguns períodos que eu saí, eu fui pra São Paulo, fui pra Montes Claros fazer faculdade, eu considero o pessoal de lá muito mais caloroso e receptivo do que aqui, eu acho o pessoal daqui até um pouco frio. Esses dias eu tava até comentando com alguém que no Brasil é interessante, parece que quanto mais você sobre pro Norte, mais calorosas e alegres ficam as pessoas e enquanto você mais pro Sul o pessoal vai ficando mais frio, mais...

Hanna: Verdade. André: Fechado.

Hanna: É verdade. Sim. Muito até mesmo assim, lá era mais fácil porque você chegava numa academia e um dia você acabava já conhecendo as pessoas.

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Hanna: Aqui não, aqui eu cheguei na academia, as únicas pessoas que eu consegui conversar foram meus próprios personais mesmo, fora isso você não consegue ter um diálogo com ninguém.

André: É, mas é assim mesmo, lá também tipo, eu fiz uma porrada de amizade com gente que eu conheci assim no shopping, alguma pessoa que tava me atendendo.

Hanna: Você tá num ponto de ônibus esperando sua lotação, já começa conversar com todo mundo, já consegue ali abrir um diálogo, já adiciona nas redes sociais e por aí vai.

André: É, foi até interessante você ter falado a lotação, que aqui a gente não tem costumo de falar “lotação” que seria o ônibus público, né? E tem umas outras expressões também que...

Hanna: Nossa, várias.

André: ...que pra você não tem sentido nenhum e pro pessoal de cá não tem sentido nenhum.

Hanna: Quando eu cheguei aqui as meninas falavam bastante a expressão “sa” aí eu fiquei “gente, mas o que é isso?” Aí falaram comigo “ah, mas é o sinônimo de ‘so’”.

André: É a versão feminina de “sa”.

Hanna: Ou então a versão feminina, eu falei “gente, mas... não entendo, não consigo entender” e pra ele, quem tá ouvindo agora mesmo talvez não saiba nem entender o que que é “so” o que que é “sa”.

André: Uhum. Só um segundo, um parêntese aqui pra explicar, “so” e “sa” veio de senhor e de senhora na época da escravatura, os

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empregados e os escravos tinham costume de abreviar palavra e invés de ficar falando toda hora senhor falava “so” e também “sa”, né?

Hanna: Bacana isso porque o senhor eu sabia, mas eu não sabia que era possível colocar o “so” no feminino, transformando pra “sa”, nem imaginava, achava que era uma coisa completamente diferente.

André: Pois é, e isso aqui é mais em Minas Gerais, viu gente? O pessoal tá ouvindo muito sobre Divinópolis, Montes Claros porque, né? A origem dos meus pais, eu sempre tô indo lá em Montes Claros e a gente tá aqui agora, mas... bom, a Hanna, ela é praticamente uma baiana, então foi muito bom ter essa conversa contigo, eu acho que o pessoal vai gostar bastante, eles sempre gostam de ter um temperinho no sotaque. Tem hora que a gente tem dificuldade de achar outras pessoas com outros sotaques e tal, aí quando a gente se conheceu eu já falei, eu acho que eu falei no primeiro dia, “eu vou te entrevistar...”

Hanna: Falou.

André: “...no meu site”. Então muito obrigado, Hanna por ter participado comigo.

Hanna: Por nada. Próxima vez, quando quiser a gente aqui entra em um diálogo, tô superdisposta a contar as aventuras também no Rio que eu sei que o pessoal gosta demais de vir no Rio de Janeiro, então lá é muito...

André: Com certeza.

Hanna: ...bacana também e na próxima entrevista a gente fala um pouco sobre lá.

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André: Então tá marcado já. Hanna: Então tá. Tchau gente. André: Falou galera.

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