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Uma aventura na Amareleja

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Academic year: 2021

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Uma aventura na Amareleja 1º Capítulo

Era uma vez uma rapariga chamada Teresa que adorava ir ao facebook, adorava falar com os amigos e ver as fotos e os comentários sobre eles.

A Teresa morava no Montijo, mas tinha raízes no Alentejo, mais propriamente no Redondo e na Amareleja e as suas férias de verão eram sempre passadas por lá. Teresa adorava a paisagem alentejana e nas suas viagens de carro até ao Redondo e à Amareleja adorava ver os sobreiros, as oliveiras, as vacas, os cavalos, as ovelhas e os porcos pretos, principalmente a caminho do Redondo. Ela adorava os animais e a natureza e sonhava um dia ter uma profissão ligada à ecologia e à protecção dos animais.

Um dia, Teresa estava a falar com a Conceição, a sua melhor amiga que tal como ela, adorava a natureza e os animais. Elas estavam a falar através do facebook:

- Lembras-te do Néné, que mora no Alentejo numa terra que eu agora não me consigo lembrar do nome? - perguntou a Conceição.

- Sim, claro! É aquele meu primo preferido, aquele que eu te apresentei na minha festa de anos! Eu já não o vejo há bué tempo mas sabes, parece que adivinhaste! Recebi uma mensagem dele ontem à noite. - acrescentou a Teresa.

- E o que é que ele queria?

- Queria convidar-nos para a festa de anos dele e saber como te poderia contactar. Posso dar-lhe o teu número de telemóvel?

- Ok!

Passado um bocadinho o telemóvel toca e Conceição atende: - Estou?

- Olá Conceição, é o António Mataloto! - Desculpa, quem?

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-Ah! Oi, tudo bem?

-Sim, sim… - e assim continuaram a falar.

Já era tarde e a mãe da Conceição entrou no quarto com uma cara um pouco aborrecida.

Conceição disse adeus ao Néné e a mãe perguntou-lhe:

-O que é que ainda estas a fazer acordada? Já são onze da noite e amanhã tens aulas às oito e quinze!

- Estava a falar com um primo da Teresa que nos convidou para a festa de anos dele.

- E quando é essa festa? - No próximo fim -de semana.

- Bom, amanhã falamos disso porque já é muito tarde. – respondeu a mãe de Conceição.

Então, entretanto a Conceição foi deitar-se.

No dia seguinte, uma Terça-feira, Conceição já estava na escola às oito horas e ela e a Teresa só falavam da festa de anos do Néné:

- Então Conceição os teus pais deixam-te ir à festa? – Perguntou a Teresa.

-Ainda não sei bem porque ontem já era tarde de mais e não deu para falar sobre o assunto. Hoje falo com os meus pais e depois digo-te qualquer coisa.

-Gostava tanto que fosses, iria ser muita fixe! – exclamou a Teresa.

Entretanto tocou e elas foram para as aulas. Passado algum tempo, já na hora de almoço a Conceição aproveitou para falar com os seus pais:

-Mãe, a Teresa hoje perguntou-me se posso ir com ela à festa do Néné. Posso mãe? -Então e, quando é a festa?

- No próximo fim-de-semana. -Aonde é a festa?

- É na Amareleja.

-Na Amareleja! Fica muito longe do Montijo! -Então mãe, posso ir ou não?

-Podes, mas temos de comprar uma prenda.

Então como a Conceição tinha tarde livre, foram comprar a prenda para oferecer ao Néné. Entraram numa loja de brinquedos e a mãe perguntou:

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-Parece-me uma boa ideia!

A Conceição e a mãe acabaram por comprar uma bola de futebol.

Depressa o fim-de-semana chegou. Conceição estava a preparar-se e entretanto toca a campainha. Era a Teresa e os pais que a vinham buscar e tinham que se despachar porque ainda tinham um longo caminho a percorrer. A festa era às quatro e eles abalaram do Montijo ao Meio-Dia.

Quando se sentaram no carro já com os cintos postos, a Conceição e a Teresa começaram a falar como seria a festa e a Conceição estava bastante curiosa porque ela nunca tinha ido à Amareleja. A entrar nas portagens da auto-estrada a Teresa perguntou à Conceição o que ela tinha comprado para oferecer ao Néné. A Conceição respondeu-lhe que tinha comprado uma bola de futebol e a Teresa com as mãos na cabeça disse:

-Oh não! Eu também comprei uma bola de futebol!...

A Teresa e Conceição já estavam a ficar com fome, então os pais da Teresa decidiram parar a meio do caminho para comerem qualquer coisa. Pararam no parque de Vendas-Novas e comeram uma canja de galinha e uma bifana acompanhada de uma Coca-cola. Desejosas de chegar, assim que acabaram de comer, meteram-se logo no carro para continuar a viagem. Já a andar começaram a perguntar uma à outra como eram as bolas que tinham comprado. Conversa puxa conversa, acabaram por descobrir que as bolas eram exactamente iguais! Ficaram um pouco chateadas.

Às quatro da tarde a Conceição, a Teresa e os seus pais chegaram a casa do Néné. Estavam todos um pouco cansados da viagem mas assim que estacionaram, Teresa e Conceição saíram a correr do carro e foram logo cumprimentar o Néné que as esperava. Deram -lhe os parabéns com muito entusiasmo!

-Esta prenda é para ti! - disse a Teresa.

-E esta é para ti! – disse logo de seguida a Conceição. -Muito obrigado! – disse o Néné

Depois Néné abriu as prendas e viu que eram bolas de futebol exactamente iguais. -Olha são iguais! Não faz mal, o que conta é a intenção e poder estar aqui com vocês!

-Pois é, pedimos desculpa. – respondeu a Teresa

-Querem dar um passeio para conhecerem melhor a quinta? – perguntou o Néné

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-Sim, vamos! – Responderam elas.

E lá foram eles, todos animados dar uma volta à quinta. Viram muitas árvores, sobretudo sobreiros e azinheiras e muitos animais e ficaram encantadas com tudo. Jogaram à bola, à cabra-cega, cantaram e contaram anedotas.

A certa altura a Conceição afirmou:

-Nunca estive numa quinta como esta. É enorme estou a adorar esta paisagem, nunca vi um sobreiro deste tamanho!

-Uau é enorme!

-Sabes, este sobreiro já tem à volta de cento e cinquenta anos! – disse o Néné

-E pá isso é bué! – disse a Conceição -Este sobreiro é do tempo do meu bisavô!

-Sabes Néné eu adoro a Natureza, e o que mais me encanta aqui é o montado de sobro.

Depois de terem dado mais uma volta pela quinta o Néné apresentou mais uns amigos seus que estavam a lanchar à sombra do enorme sobreiro centenário.

Ao ar livre estava montada uma enorme mesa cheia de uma grande variedade de bolos, bombons, sandes, sumos, gomas e chocolates e como estavam no Alentejo, não faltavam os doces típicos do Alentejo e a Teresa deitou logo o olho à sericaia que ela adorava e sabia que era especial, porque era feita pela tia Alice.

Após o lanche foram todos andar de cavalo pela quinta. Conceição e Teresa estavam a adorar e sobretudo a Conceição perguntava sobre tudo o que via:

-O que é aquilo ali? – perguntou a Conceição ao Néné. -Então não sabes?....

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