1 DESENVOLVIMENTO DE MELHORIAS PARA O SISTEMA DE AVALIAÇÃO E
ACOMPANHAMENTO DE ATIVIDADES FÍSICAS
Adelson Florindo dos Santos1, Vinicius de Araújo Maeda 1, Pablo Teixeira Salomão 1 1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul – Aquidauana
– MS
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Resumo
Este projeto foi desenvolvido com o intuito de dar continuidade a um projeto anterior, onde foi desenvolvido um protótipo de avaliação física no IFMS, campus Aqui-dauana, no período entre 2013 e 2014. Nes-te projeto foram acrescentadas novas fun-cionalidades e modificações no protótipo desenvolvido, visando torna-lo mais efici-ente, tais como: instruções de uso, imagens de exemplo, textos de ajuda, dentre outros. Assim como em seu protótipo anterior, ele permite o cálculo de índices, como: por-centagem e peso de gordura, massa corpo-ral magra, peso residual, peso ósseo, volu-me máximo de oxigênio (VO2 máximo), etc. Esses índices, agora mais precisos, possibilitam ao profissional de educação física, a elaboração de um programa de exercícios apropriado para as característi-cas do indivíduo a ser avaliado, garantindo sua saúde e obtendo melhores resultados.
Palavra-chave: Java, Software, Avaliação Física.
Introdução
A população está cada vez mais se preocu-pando com a melhoria da qualidade de vida e essa conscientização, a respeito da impor-tância do exercício físico, vem
proporcio-nando um grande aumento de público nas academias de ginástica e parques públicos (GUARNIERI, 1997).
Atualmente, cada vez mais pessoas no mundo são completamente sedentárias, sendo, justamente, estas as que mais teriam a ganhar com a prática regular de atividade física, seja como forma de prevenir doen-ças, promover saúde ou sentir-se melhor (TAHARA et al., 2006).
Porém, a falta de orientação especializada e adequada aos objetivos e limitações do indivíduo, acaba por conduzi-lo à prática de exercícios sem a devida orientação, sem passar por uma avaliação criteriosa a res-peito de suas condições atuais, colocando em risco sua saúde.
Os objetivos da avaliação física são: avali-ar, diagnosticavali-ar, sondavali-ar, mensuravali-ar, investi-gar, detectar tudo em relação às capacida-des, compleições, aptidões físicas, biológi-cas, fisiológibiológi-cas, doenças e saúde (BER-NADO, 2012).
São realizados diferentes medidas, testes e avaliações para investigar e possibilitar o enquadramento do mesmo nos padrões de normalidade preconizados pela Organiza-ção Mundial de Saúde(2002).
O projeto desenvolvido teve como princi-pal objetivo, fornecer melhorias no protóti-po construído protóti-por Carvalho et. al. (2014) e
2 incrementar novas funcionalidades a fim de
torna-lo mais eficiente.
As adaptações realizadas utilizou a mesma linguagem de programação, porem toda interface foi reconstruída e foram adicio-nadas novas avalições tornando o projeto anterior ainda mais rico em detalhes e fun-cionalidade.
Metodologia
Pesquisa classificada com o método de engenharia, que parte de uma necessidade ou um problema e tem o objetivo de trazer soluções, com o produto final que atenda às necessidades iniciais.
Segue abaixo os passos realizados para as alterações no protótipo modificado: 1- Escolha do modelo desenvolvimento Primeiramente, foi selecionado o modelo de ciclo de vida de prototipação evolutiva, devido ao fato desse modelo ser o mais apropriado para o projeto visto que o mo-delo de prototipação evolutivo descreve um processo na qual o software deve ser de-senvolvido de forma a evoluir a partir de protótipos iniciais.
2 - Especificação de requisitos
Foi realizada a especificação de requisitos do software, onde foram selecionadas as ferramentas que foram utilizadas durante o desenvolvimento do projeto, como a IDE Eclipse, a linguagem de programação Java, etc. Na figura 1 é possível visualizar um diagrama de Caso de Uso, criado durante a fase de especificação de requisitos.
Figura 1. Diagrama de Caso de Uso.
3 – Desenvolvimento
Por fim, foi realizado o processo de desen-volvimento do projeto com base no docu-mento de requisitos elaborado, fazendo as alterações conforme o que havia sido regis-trado na especificação de requisitos. Nessa etapa iniciou-se a codificação do protótipo. Abaixo a figura do mockup que foi desen-volvido durante a fase de especificação dos requisitos.
Figura 2. Mockup criado durante a fase de especificação dos requisitos.
Assim como na sua versão anterior, para realizar as avaliações físicas são necessá-rios alguns equipamentos para coletar os dados necessários dos indivíduos a serem
3 avaliados como: o paquímetro ósseo, para
coletar as medidas dos diâmetros ósseos; um adipômetro analógico para coletar as medidas das dobras cutâneas; e uma fita métrica, para obter as medidas perimétri-cas.
Resultados e Discussão
Buscando uma melhor funcionalidade do protótipo em relação as avaliações físicas, o protótipo agora possui algumas melhorias permitindo auxiliar os profissionais da educação física e adeptos a esta pratica, com as seguintes inserções nos protocolos de medidas:
a) 1 – Explicitação do protocolo de dobras cutâneas: peitoral, subesca-pular, abdominal, coxa, axilar-medial, bicipital, axilar média, supra ilíaca e supra espinhal.
b) 2 – Explicitação dos protocolo de diâmetros ósseos: diâmetro biesti-lóide rádio ulnar, diâmetro biepicôn-dilo femural, diâmetro biepicôndilia-no umeral.
c) 3 – Explicitação das avaliações Pe-rimétricas: punho, abdômen, braço, panturrilha.
Os protocolos de medidas são compostos por textos e ilustrações, como podemos observar a figura abaixo (Figura3).
Figura 3. Explicitação dos protocolo: das dobras cutâneas, dos diâmetros ósseos e perimétricos.
No que diz respeito as avaliações de per-centual de gordura nos seguintes protoco-los: Guedes, Pollock (3 dobras, 7 dobras), Penroe passaram a ter fórmulas específicas para homens e mulheres, possibilitando maior especificidade nas avaliações. Outro ponto significativo de acréscimo de infor-mações, buscou possibilitar as classifica-ções dos resultados através de tabelas de normalidade, nas avaliações de percentual de gordura, IMC e somatotipia.
Uma das novas inserções foi a adição da Zona Alvo de Treinamento (Figura 4), pos-sibilitando o controle de treinamento de indivíduos a partir da frequência cardíaca. Sendo importante parâmetro para a cons-trução e controle de intensidade da capaci-dade aeróbica dos indivíduos.
4 Figura 4. Zona alvo de Treinamento.
Outra nova funcionalidade adicionada foi o Teste de Cooper, utilizado para determinar o VO2 máximo de uma pessoa que, em termos práticos, é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo, possibilitando ao profissional de educação física periodizar melhor o treino de uma pessoa de acordo com seus objeti-vos pessoais (JUNQUEIRA, 2012). No protótipo foi adicionado o Teste de Cooper clássico e o adaptado para quadra. O Teste de Cooper clássico, possuí como dados de entrada, a quantidade de metros percorridos por uma pessoa durante 12 minutos em uma pista de atletismo de 400 metros, ou em uma área plana. Já o Teste de Cooper adaptado por Osieck (2002), possuí como dados de entrada, o números de voltas realizados por um pessoa, em uma quadra 10x20, em 12 minutos. A interface do protótipo foi reconstruída, demonstrado nas figuras 3 e 4, com intuito de torná-la mais acessível e proporcionan-do maior aplicabilidade e praticidade.
Outra modificação efetuada foi a troca da fórmula do IMC, que foi substituída pela nova fórmula proposta por Nick Trefethen (2013), que segundo ele, a fórmula atual do cálculo não leva em conta o ganho de peso natural de uma pessoa mais alta. Portanto, a partir dessa nova fórmula, pretende-se obter dados mais próximos da realidade. Um dos resultados mais significativas do novo protótipo, é a possibilidade de reali-zar uma das avaliações isoladamente (figu-ra 4), sem a necessidade de preencher os dados de todas as outras avaliações como no protótipo anterior.
Conclusão
Durante a realização dos testes, a utilização do novo protótipo com suas novas avalia-ções, melhorias, classificação dos resulta-dos e interface mais acessíveis, demons-trou-se ser mais eficaz que sua versão ante-rior, podendo ter maior precisão na classi-ficação dos indivíduos em relação a popu-lação geral. Garantindo maior controle das variáveis analisadas por profissionais da área da educação física, diminuindo o tem-po com cálculos, dificuldade de verificação de resultados e diminuição da complexida-de da aplicação complexida-de fórmulas matemáticas. O novo protótipo ainda está em sua fase de testes, onde está sendo levantado um rela-tório de seu funcionamento, sobre as me-lhorias e funções. Terminada a fase de tes-tes, pretende-se disponibilizar o novo pro-tótipo gratuitamente para o uso dos profis-sionais da área de educação físicas e inte-ressados.
5 Agradecimentos
Ao CNPq, pela bolsa de Iniciação Científi-ca concedida durante a realização da pes-quisa.
Ao IFMS, campus de Aquidauana, pelo suporte e o uso do laboratório de pesquisas.
Referências
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