Como surgiu a
biodiversidade?
Origem da biodiversidade
Existiram duas formas gerais para a
explicação da origem da biodiversidade
Fixismo
Os organismos sempre existiram desde a “criação”da Terra
Evolução
Evolução é um processo histórico
O processo evolutivo é histórico
Ele pode apenas ser observado e inferido
Em pequena escala ele pode ser observado
Resistência a antibióticos por microrganismos
Melanismo industrial
Em larga escala ele pode apenas ser inferido
Evolução em pequena escala
Evolução em larga escala
Como e porque ocorre a evolução?
Esta pergunta já intrigava o meio científico antes de
Darwin lançar sua teoria
Muitas teorias foram propostas:
Cada uma se baseava num grupo de evidências e influências filosóficas
Algumas entravam em conflito com as idéias originais de Darwin, outras absorveram parte de suas idéias
Um consenso só foi obtido na década de 40 (Teoria Sintética de Evolução)
Dogmas filosóficos
Vários dogmas filosóficos estavam enraizados na
sociedade dos séc. XVIII e XIX
Dois destes dogmas tiveram grande influencia na
ideia de evolução biológica da época:
1.
O pensamento tipológico
Essencialismo
Pensamento tipológico (essencialismo)
Proposto por Pitágoras e Platão
Afirmava que todos os fenômenos naturais podiam ser organizados em classes (inclusive a biodiversidade)
Cada classe era caracterizada por sua definição ou essência (eidos)
Finalismo
Criado por Aristóteles e se fortaleceu com o
desenvolvimento das ciências exatas (ex: física newtoneana)
Nesta época pensava-se que tudo poderia ser explicado por meio de leis físico-químicas
Os finalistas acreditavam que a evolução biológica tende a mover-se em direção a um perfeição cada vez maior
Esta tendência geral era movida por uma força interna de cada espécie
Primeiras explicações para a evolução
Duas correntes de explicação de como a evolução
ocorre ganharam importância ao final do séc. XIX
1.
Transmutacionismo
Transmutacionismo
Apoia-se no princípio do essencialismo
Os tipos (espécies) são constantes e as variações dentro dos tipos são irrelevantes
As mudanças só podem acontecer com o surgimento de novos tipos através de “saltos”
A causa destes “saltos” são mutações individuais que levam a grandes alterações morfológicas
(macromutações)
O suporte desta teoria seria a descontinuidade de formas apresentada pela biodiversidade atual
Transmutacionismo
O avanço da ciência trouxe argumentos contra o
transmutacionismo
Ausência de evidências da existência dos macromutantes que não deram certo (a maioria)
Avanço do pensamento populacional
O novo tipo teria dificuldades de se multiplicar em meio às formas pré-existentes
Desenvolvimento da taxonomia
Transformacionismo
Não tem base essencialista, porém assume alguns
aspectos finalistas
Afirmava que o tipo se transformaria gradualmente
com o passar do tempo
Duas correntes divergiam quanto ao que dirigia as
modificações:
1. Ambiente
Transformacionismo
A corrente que acreditava no ambiente como causa
das modificações era chamada de Lamarckiana
O nome vem de seu principal defensor: Jean Baptist Lamarck
Esta teoria propõe que o material genético do indivíduo é “plástico” (moldável pelas pressões ambientais)
A forma que este material genético é moldado seguiria a lei
do uso e desuso:
“Estruturas mais funcionais se aperfeiçoariam e aquelas menos
Transformacionismo
A corrente que acreditava na busca pela perfeição
era conhecida pela teoria de ortogênese
Propõe que todos os organismos têm a tendência natural de se aperfeiçoar
Novos tipos são formas aperfeiçoadas das anteriores
O transformacionismo entra em declínio com a
elucidação dos padrões de herança
A genética mendeliana não permite a plasticidade do material genético
Experimentos de Weismann também rejeitam a idéia de transmissão de caracteres hereditários
Teoria Darwiniana de evolução
O modelo de evolução biológica por meio
da seleção natural apoia-se em 5 fatos e
3 inferências:
1º Fato
Na ausência de restrições, as populações tendem a aumentar exponencialmente
Este fato foi verificado por Malthus em seu ensaio sobre as populações
Teoria Darwiniana de evolução
2º Fato
O tamanho das populações tendem a permanecer estável naturalmente
Flutuações sazonais podem ocorrer, mas a longo prazo o tamanho é constante
3º Fato
Os recursos disponíveis para uma espécie são limitados
Observação também citada no ensaio de Malthus sobre as populações
Teoria Darwiniana de evolução
1ª Inferência
Existe uma intensa competição entre os membros de uma espécie
Teoria Darwiniana de evolução
4º Fato
Não existem dois indivíduos iguais numa população
Observação já relatada por taxonomistas e criadores de animais
Teoria Darwiniana de evolução
2ª Inferência
Os indivíduos da população possuem diferentes probabilidades de sobrevivência numa população
Teoria Darwiniana de evolução
5º Fato
Muitas das diferenças entre os indivíduos de uma população são hereditárias
Teoria Darwiniana de evolução
3ª Inferência
Quando uma população é submetida à seleção natural, o resultado são populações sob modificação (evolução)
Desdobramentos do darwinismo
O avanço da ciência tornou inedequadas as
correntes transmutacionistas e transformacionista
A teoria darwiniana tornou-se a única capaz de
explicar a evolução biológica
Quais foram os pontos-chave da teoria
darwiniana?
A importância da variação dentro das populações
A seleção natural agindo sobre cada população de forma independente
Evolução por seleção natural
Darwin propôs que a evolução por meio de seleção natural apresenta dois componentes temporais:
1º Componente (“pré-seleção”)
Abrange todos os fatores envolvidos com a geração da variação dentro das populações
Os principais fatores são:
Mutações
Recombinação gênica
Evolução por seleção natural
2º Componente
Abrange aspectos relacionados com a sobrevivência e/ou reprodução dos indivíduos da população
Se cada indivíduo é diferente, cada um tem uma habilidade de sobreviver naquele ambiente
Eles variam na capacidade encontrar parceiros e deixar descendentes
Evolução por seleção natural
Os individuos que tem maior probabilidade de deixar
descendentes são os mais “aptos” (maior fitness)
Ao longo das gerações os indivíduos com menores habilidades são eliminados ou não se reproduzem
Evolução por seleção natural
A cada geração o ambiente determina quem são
os mais adaptados
A cada geração o “jogo” recomeça (não existe um princípio finalista na seleção natural)
Não há uma tendência em se gerar variações mais adaptativas
Fatores estocásticos podem mudar o curso do
processo evolutivo
A eliminação de indivíduos por catástrofes naturais não “escolhe” suas vítimas
Já a permanência dos sobreviventes está sobre efeito da seleção natural
Desdobramentos do Darwinismo
A teoria darwiniana de evolução biológica se
apóia em 5 premissas principais:
1. As espécies não são constantes
2. Todos os organismos descendem de um ancestral comum
3. A evolução é gradual
4. As espécies tendem a se multiplicar (diversificar)
Desdobramentos do Darwinismo
O princípio de anagênese proposto por Darwin
coloca as populações como unidades operacionais
As populações se modificam ao longo das gerações
As modificações são o resultado da seleção natural agindo sobre a variação herdável (genética)
Em cada população a seleção natural age de maneira
diferente, moldando cada população de maneira diferente
A forma com que a seleção molda a variação das populações pode se alterar ao longo das gerações
Desdobramentos do Darwinismo
Apenas a seleção natural é capaz de moldar a
variabilidade genética numa população?
A resposta é não
De maneira geral , existem cinco fatores que
influenciam a distribuição dos alelos numa população
Acasalamentos não-aleatórios
Mutações e recombinações
Deriva Genética