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Em Busca de Nossos Antepassados Cósmicos - Maurice Chatelain

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Academic year: 2021

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ABAS

Em Busca de Nossos Antepassados Cósmicos

"Sempre   achei   que   deviam   existir   outros   mundos   e   outras   civilizações   no   espaço",  confessa  Maurice  Chatelain,  autor  deste  livro.  "Hoje,  após  uma  vintena   de   anos,   acredito   que   astronautas   pertencentes   a   essas   civilizações   visitaram   nossos   ancestrais   no   passado   e   continuam   a   nos   visitar   no   presente.   Acredito   também",   continua,   "que   as   primeiras   civilizações   humanas   foram   criadas   por   tais  visitantes  vindos  de  algures.  Nesta  obra,  tentarei  provar  o  que  digo,  mesmo   que  para  tanto  me  seja  preciso  recuar  ao  fundo  da  noite  dos  tempos!"  

Depois  destas  palavras,  começa  a  viagem  de  volta  ao  passado.  Ou  ao  futuro.   O   leitor   que   embarcar   na   nave   expedicionária   de   Chatelain   conhecerá   novas   arqueologias   —   a   psíquica,   a   submarina,   a   matemática,   a   geodésica   e   a   astronômica   —   que   se   utilizam   não   apenas   dos   métodos   tradicionais,   mas   também   da   clarividência,   da   psicologia   e   do   mergulho   submarino.   Conhecerá   também  a  astronomia  neolítica  e  a  astrologia  pré-­‐histórica.  Velhas  ciências  que   produzem  novas  respostas.  

O  homem,  esse  desconhecido,  começa  agora  a  se  revelar.  As  últimas  pesquisas   neste   domínio   sugerem   que   há   trezentos   mil   anos   já   existiam   no   continente   americano   homens   civilizados   dotados   de   conhecimentos   científicos   surpreendentes  e  absolutamente  incompatíveis  com  as  teorias  atuais  da  ciência   oficial.   Isso   quase   garante   que   esses   ancestrais   foram   visitados,   há   muitíssimo   tempo,   por   astronautas   de   um   outro   mundo,   pelos   quais   foram   inseminados,   civilizados   e   instruídos,   conforme   evocam   textos   antigos   e,   para   muitos,   sagrados,  como  a  Bíblia,  as  tabuinhas  sumérias  e  as  mitologias  dos  índios  hopis  e   dos  maias.  

Maurice   Chatelain,   ex-­‐cientista   da   NASA,   nos   conduz   aos   traços   desses   astronautas,  apelando  para  técnicas  e  conhecimentos  científicos  que  eles  haviam   ensinado   a   nossos   antepassados.   A   coletânea   desses   documentos   permitiu   que   este  livro  se  tornasse  uma  inestimável  obra  de  referência,  a  qual  nos  mostra  que   esses  astronautas  vindos  de  um  outro  mundo  foram  nossos  ancestrais  cósmicos.  

Nesta  viagem  vertiginosa  como  um  transe  conheceremos  nossa  origem  e,  quem   sabe,  vislumbraremos  nosso  porvir.  

 

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Maurice Chatelain

Em Busca de

Nossos Antepassados

Cósmicos

Tradução de LUÍZA IBAÑEZ Editora Record

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Título original francês

À LA RECHERCHE DE NOS ANCÊTRES COSMIQUES

Copyright © 1980 by Maurice Chatelain Copyright © 1981 by Éditions du Rocher

Direitos de publicação em língua portuguesa reservados pela DISTRIBUIDORA RECORD DE SERVIÇOS DE IMPRENSA S.A.

Rua Argentina 171 — 20921 Rio de Janeiro, RJ — Tel.: 580-3668 que se reserva a propriedade literária desta tradução

Impresso no Brasil

PEDIDOS PELO REEMBOLSO POSTAL Caixa Postal 23.052 — Rio de Janeiro, RJ — 20922 Este livro foi impresso nas oficinas gráficas da

Editora Vozes Ltda.,

Rua Frei Luís, 100 — Petrópolis, RJ, com filmes e papel fornecidos pelo editor.

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SUMÁRIO

Introdução ... 7 Arqueologia psíquica ... 17 Arqueologia submarina... ... 33 Astronomia neolítica ... ... 49 Astrologia pré-histórica ... 61 Arqueologia geodésica ... 75 Arqueologia matemática ... 87 Arqueologia astronômica ... 97

Nossos ancestrais europeus ... 109

Nossos ancestrais africanos ... 125

Nossos ancestrais asiáticos . . ... 135

Nossos ancestrais polinésios ... 149

Nossos ancestrais sul-americanos ... 159

Nossos ancestrais norte-americanos ... 171

Nossos ancestrais oceânicos ... 183

Conclusão ... 195

Bibliografia ... 205

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Introdução

Sempre achei que deviam existir outros mundos e outras civilizações no espaço. Hoje, após uma vintena de anos, acredito que astronautas pertencentes a essas civilizações visitaram nossos ancestrais no passado e continuam a nos visitar no presente. Acredito também que as primeiras civilizações humanas foram criadas por tais visitantes vindos de algures. Nesta nova obra, tentarei provar o que digo, mesmo que para tanto me seja preciso recuar ao fundo da noite dos tempos.

Durante cerca de dois mil anos, judeus e cristãos têm acreditado que Deus criou o mundo em seis dias, mais ou menos há seis mil anos. Depois, durante duzentos anos, evolucionistas e racionalistas acreditaram que o mundo se criara por si mesmo e que, no correr de uma lenta evolução que teria durado vários milhões de anos, uma longa série sucessiva de animais finalmente resultou no surgimento do macaco e, em seguida, no do homem.

Sabemos hoje que estas duas teorias são, sem dúvida, tão falsas uma quanto a outra, em prmeiro lugar, porque o mundo foi criado há cerca de cinco bilhões de anos e ninguém jamais conseguiu provar a existência de Deus; em segundo, porque atualmente é quase certo que o homem não descende do macaco e que a evolução dos animais e dos homens primitivos foi várias vozes interrompida por cataclismos terríveis, os quais destruíram praticamente tudo que possuía vida sobre a Terra.

Não obstante, existe outra terceira teoria que, a meu ver, é muito mais verossímil, porque não exige a intervenção divina

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nem a evolução lenta e regular dos animais e dos homens. Esta teoria, que já discuti em três obras precedentes, não entra em contradição formal com as duas anteriores. Ela apenas as interpreta de maneira diferente, acrescentando um novo elemento revolucionário, a possibilidade de uma intervenção extraterrestre no quotidiano do homem.

Segundo esta terceira teoria, no decorrer de uma lenta evolução, que teria durado mais de quatro bilhões de anos, a Terra chegaria ao ponto em que, primeiro as plantas, depois os animais e finalmente os homens, nela poderiam viver. Contudo, esses primeiros homens que viveram na Terra há alguns milhões de anos, evidentemente eram muito primitivos, ignorando como fazer o fogo, não sabendo falar nem contar. Como os animais, eles se nutriam da coleta de alimentos, da pesca e da caça.

Foi então que chegaram à Terra astronautas, vindos de um outro mundo e uma outra civilização do espaço, dotados de inteligência e conhecimentos muito superiores aos daqueles seres primitivos. Por motivos que possivelmente jamais ficaremos conhecendo, esses astronautas decidiram melhorar e educar a raça

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humana, antes de partirem em sua nave resplandecente para o mundo longínquo ao qual pertenciam, no fundo do espaço, ante os olhos maravilhados dos humanos, que os adoravam como deuses. Esta versão da história é encontrada em todas as lendas e em todos os textos sagrados através do mundo, inclusive na Bíblia, onde os profetas e patriarcas subiam ao céu e dele desciam, tão facilmente como hoje podemos fazer.

Sendo sua primeira providência a de aperfeiçoar a raça humana, esses astronautas escolheram as mulheres menos repelentes e menos estúpidas no grupo humano, com elas tendo filhos que eram ainda menos repelentes e menos estúpidos do que suas mães. Negligenciando os filhos homens e repetindo a operação várias vezes com as filhas e netas dessas mulheres, os visitantes terminaram obtendo uma nova raça humana, já possuindo uma parte de sua inteligência e sua beleza.

Aqui não se trata de ficção científica, porque encontramos esta história nas tabuinhas cuneiformes dos sumérios (datando de seis mil anos) e mesmo na Bíblia que, sem dúvida, nelas se

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inspirou, vários milhares de anos mais tarde. Ademais, a Bíblia é um livro apaixonante, desde que se saiba interpretá-la corretamente, não se traduzindo por Deus, no singular, a palavra hebraica ELOHIM, que está no plural e significa "aqueles que vieram do céu".

É então que se inicia a educação da nova raça humana. A esses homens tornados inteligentes, os astronautas ensinaram sucessivamente o cálculo, a escrita e a leitura, depois a astronomia, matemática e física, assim como as artes e ciências que formam a base de toda civilização. É, portanto, esta parte da história a que mais me interessa, porque se as lendas e textos antigos já nos provaram que esta hipótese é a correta, foram os conhecimentos científicos de nossos longínquos ancestrais (que nunca poderiam ser adquiridos por eles sozinhos), que provam, sem discussão possível, o fato de haverem sido visitados por astronautas, vindos de algures.

Esta não é uma teoria nova. Já foi proposta e discutida por vários autores que, para demonstrá-la, baseavam-se nos textos sagrados, em lendas folclóricas ou nas dimensões gigantescas de monumentos. Entretanto, creio ter sido o primeiro a tentar demonstrar a veracidade desta teoria, provando que nossos ancestrais possuíam conhecimentos científicos, principalmente no campo da astronomia, matemática e física nuclear, conhecimentos estes que eles jamais teriam adquirido por seus próprios meios, sem instrumentos e qualquer ajuda exterior, há vários milhares de anos.

Em uma primeira obra, escolhi um certo número de lugares arqueológicos, em que a orientação e cálculo de dimensões demonstravam conhecimentos científicos absolutamente inexplicáveis para os homens que viviam naquela época distante. Em uma segunda obra, procurei demonstrar a existência de uma co-nexão, talvez mesmo uma origem comum entre os métodos de cálculo e os

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números utilizados através do mundo pelos ancestrais separados no tempo por milhares de anos ou, no espaço, por milhares de quilômetros. E, pela primeira vez, imaginei a possibilidade de que as primeiras civilizações humanas pudessem ter sido criadas no continente americano.

Finalmente, em uma terceira obra, tentei provar, com fa- 9

tos precisos, que astronautas extraterrestres atualmente continuam a visitar-nos e que, por conseguinte, jamais deixaram de fazê- lo, em milhares de anos. E, neste caso, é quase certo terem sido esses visitantes, vindos de um outro mundo, que melhoraram e educaram nossos ancestrais distantes, os quais são a origem de nossa atual civilização.

Nesta nova obra, procurei ordenar todas as descobertas por mim feitas em vinte anos, bem como outras além das efetuadas recentemente e que já foram mencionadas. Nos sete primeiros capítulos, tento expor o conhecimento científico de nossos ancestrais, mas sem especificação de país ou de época, ao mesmo tempo descrevendo os conhecimentos e modernos métodos arqueológicos que nos permitiram descobri-los.

No decorrer destes últimos anos, vimos surgirem novas técnicas de arqueologia, baseadas não somente na enxada e na picareta do passado, mas que fazem apelo às ciências exatas, como a astronomia, a matemática, física e informática, bem como a técnicas menos exatas, tais como a astrologia, psicologia ou mergulhos submarinos, por exemplo. Em resultado, os primeiros sete capítulos desta obra foram consagrados aos conhecimentos científicos de nossos ancestrais, descobertos através da utilização destas ciências ou novas técnicas na busca arqueológica.

A arqueologia psíquica, por exemplo, permitiu a descoberta no Arizona, a dez metros de profundidade, de três civilizações pré-históricas superpostas, que remontam a doze mil, vinte mil e cem mil anos. O mais extraordinário é que, entre os utensílios de sílex talhado que foram encontrados, os mais antigos eram mais numerosos e de qualidade bem melhor do que os recentes. Esta nova técnica permitiu, igualmente, a descoberta das fundações da abadia de Glastonbury, graças a um contato psíquico com os monges que a tinham construído, os quais forneceram um mapa detalhado, através da psicografia.

Na Polônia, esta nova forma de arqueologia propiciou a identificação de uma ponta de flecha em sílex, que havia sido talhada há quinze mil anos por homens pré-históricos residentes na Madeleine, ao norte da França. O médium chegou mesmo a descrever, sem jamais haver estado lá, tudo quanto foi desco-

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berto nesse local tão antigo, bem como a aparência, vestimentas e habitações dos homens e mulheres dessa época pré-histórica. Ainda na Inglaterra, a arqueologia psíquica permitiu que se descobrisse, sob vários metros de terra, um círculo megalítico semelhante ao de Stonehenge, porém ainda mais antigo.

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Na Rússia, esta nova técnica permitiu a descoberta das fundações do palácio de Boris Godunov e as do campo entrincheirado de Napoleão, antes da batalha de Borodine. Ela permitiu, igualmente, que se pudesse datar e identificar objetos índios pré-históricos descobertos no Canadá, inclusive que se descobrisse um novo sítio arqueológico maia no México, ignorado pelos arqueólogos oficiais. É tamanha a quantidade de exemplos deste gênero, que seria tedioso enumerá-los aqui.

Foi ainda graças às mensagens psíquicas que Edgar Cayce anunciou, em 1923, que em 1968 seriam descobertos vestígios da Atlântida em Bimini, isto permitindo que eu próprio descobrisse muitos números sagrados, desconhecidos dos arqueólogos oficiais que eram os números de base para todos os cálculos as-tronômicos ou matemáticos de nossos ancestrais. Portanto, é incontestável que a arqueologia psíquica seja considerada uma ciência, devendo ser utilizada sobre todos os sítios arqueológicos que foram descobertos até agora, bem como sobre todos os que forem descobertos no futuro.

A grande descoberta da arqueologia submarina foi, evidentemente, a das ruínas de Bimini, na data e local precisos anunciados por Edgar Cayce. Entretanto, isto não nos faz esquecer a descoberta do relógio astronômico de dois mil anos, encontrado em Anticitera, no fundo do mar Egeu, ou a da vila pré- histórica a mil metros de profundidade, ao largo do porto de Callao, no Peru. Se considerarmos que o nível dos oceanos desceu e subiu várias vezes muitas centenas de metros no correr dos cem últimos milênios ou que os polos mudaram de lugar várias vezes no decorrer do mesmo período, é evidente que a maioria das descobertas arqueológicas nos anos vindouros serão no fundo dos oceanos ou sob o gelo dos polos. E, talvez, essas novas descobertas nos tragam a prova de que as primeiras civilizações humanas foram criadas por visitantes vindos de um outro mundo.

A astronomia neolítica é um novo método de busca arqueo- 11

lógica, permitindo a determinação dos conhecimentos astronômicos de nossos ancestrais que viveram há algumas dezenas de milhares de anos. Foi assim que se descobriu que eles observavam e registravam os movimentos relativos da Lua e do Sol, há mais de trinta mil anos. Entre esses ancestrais, alguns conheciam cerca de cinquenta ciclos astronômicos diferentes, que eram calculados em dias inteiros, com números que eram sempre múltiplos dos mesmos números básicos. Alguns desses ciclos diziam respeito aos planetas ou fenômenos invisíveis a olho nu, isto parecendo provar que tinham sido calculados por visitantes vindos do espaço.

A astrologia pré-histórica também é uma nova forma de arqueologia, propiciando descobrir-se como nossos ancestrais utilizavam os números que tinham encontrado nos ciclos astronômicos, para cálculo da duração de seus calendários em dias, ou as dimensões, em pés, de seus monumentos. Esta nova técnica permite descobrir que tais números, como os ciclos astronômicos dos quais eram derivados, eram sempre múltiplos dos mesmos números básicos,

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qualquer que fosse a época e qualquer que fosse a parte do mundo onde eram empregados.

Uma vez que alguns de tais calendários representam períodos enormes de tempo, com vários milhões de anos, fica bem evidente que humanos vivendo sobre a Terra não haviam tido necessidade nem meios para calcular semelhantes períodos de tempo. Portanto, é quase certo que tais períodos foram calculados por visitantes extraterrestres, que talvez tentaram descobrir, para ensinar aos homens, quantos anos ou dias eram necessários para que todos os planetas e todos os satélites se encontrassem de novo perfeitamente alinhados ao mesmo lado do Sol.

A arqueologia geodésica é uma ciência tão antiga que Platão já dizia, em

Timeu, que a Terra vista do espaço assemelhava-se a uma bola de couro, feita de

doze pedaços em forma de pentágonos ou de vinte pedaços em forma de triângulos equilaterais. Essa ciência, no entanto, tombou inteiramente no esqueci-mento. Foi descoberta recentemente por vários pesquisadores, ao se aperceberem de que, traçando sobre a superfície terrestre uma rede de doze pentágonos e uma outra de vinte triângulos equiláteros, poder-se-ia obter uma coincidência dos pontos de

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junção das duas redes, com um grande número de sítios arqueológicos conhecidos.

Isto poderia indicar que essas redes geodésicas tinham sido calculadas antecipadamente e que os sítios arqueológicos foram construídos depois, em todos os pontos de junção das duas redes. Por extraordinária coincidência, quando meu amigo Fumoux teve a idéia de marcar em um mapa da França, e eu em um mapa dos Estados Unidos, todos os pontos de aterrissagem de OVNIs, em seguida ligando esses pontos em traços para formar triângulos, tivemos a surpresa de constatar que uma impressionante porcentagem desses triângulos eram isósceles ou equiláteros — como se os visitantes do espaço que pilotam esses engenhos, há muito conhecessem a divisão geodésica da superfície terrestre, já conhecida por Platão há dois mil anos.

A arqueologia matemática consiste em tentar descobrir, nos números empregados por nossos ancestrais, funções ou relacionamentos matemáticos conhecidos por nós, mas que eles jamais poderiam conhecer sem alguma ajuda externa. Esta nova forma de arqueologia produziu resultados sensacionais, primeiro, porque provou que nossos ancestrais conheciam a maioria dos fatores matemáticos por nós utilizados, em seguida, por haver demonstrado que esses mesmos ancestrais possuíam avançados conhecimentos em física nuclear, algo absolutamente inverossímil, uma vez que eles não dispunham de microscópios.

Enfim, a arqueologia astronômica consiste em tentar demonstrar que a orientação dos monumentos antigos não era escolhida ao acaso, mas, muito ao contrário, que cada um desses monumentos comportava inúmeros alinhamentos de pedras, de colunas e mesmo de buracos, correspondendo exatamente às di-reções de certos astros, em certas épocas do ano, no momento de sua construção.

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Esta apaixonante ciência também permite determinar quais astros eram importantes para esses astrônomos pré-históricos, inclusive calcular, por meio de um ordenador, segundo seus alinhamentos, as datas precisas da construção desses monumentos.

Os sete últimos capítulos desta obra são uma espécie de excursão pelo mundo arqueológico, levando-nos sucessivamente a locais antigos da Europa, África, Ásia, Polinésia, América do

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Sul, América do Norte, e do Atlântico, para aí tentarmos encontrar traços seguros dos conhecimentos científicos de nossos ancestrais pré-históricos, discutidos nos sete primeiros capítulos, mas sem especificação de data ou país de origem.

Na Europa, evidentemente falaremos de Stonehenge, que é o ponto mais conhecido, porém falaremos ainda de Barnenez, de Glozel, da Maiorca, da Córsega, de Malta e do mar Egeu. Na África, citaremos os sítios de Boussoura e Diem Diem Sali, no Senegal, os dogons do Níger e os ituris do Congo, mas tam-bém discutiremos a cronologia egípcia, o tesouro dos faraós e as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Na Ásia falaremos evidentemente dos hebreus, das cronologias hebraicas e sumérias, da descoberta da Constante de Nínive dos sumérios, no Evangelho, mas falaremos igualmente de Ebla, na Síria, de Mohenjo Daro e Harappa, no Paquistão, e das ruínas de Angkor, no Camboja.

Na Polinésia, falaremos de Tonga Tapu, no arquipélago de Tonga, de Savaii, no de Samoa, de Rarotonga, Aitutaki e Mangaia, no de Cook, do Taiti, Moorea, Raiatea, Raivavae, Rurutu, Rapa Iti, Nuku Hiva, e Hiva Hoa na Polinésia francesa, bem como das ilhas Havaí e de Páscoa, que também se chamava Rapa Nui ou Matakiterani.

Na América do Sul, falaremos das pedras gravadas de Ica, das estatuetas e barras de ouro maciço de Cuenca, e das ruínas fabulosas de Tiahuanaco, onde o célebre calendário de pedra parece indicar que essa cidade foi construída há vinte e sete mil anos (podendo muito bem ser a mais antiga cidade do mundo, ainda mais antiga do que Jericó, na Palestina, ou Mohenjo Daro, no vale do Indo).

Na América do Norte, falaremos das estatuetas em cerâmica que foram descobertas em Acámbaro, no México, e das três cidades pré-históricas superpostas, descobertas sob o vale do México. Falaremos ainda das ruínas de Teotihuacán, quase tão antiga como Tiahuanaco e que, sem dúvida, representa o maior calculador astronômico já construído pelo homem, e do calendário dos maias, cujo mistério ainda não foi totalmente esclarecido.

Finalmente, no capítulo sobre nossos ancestrais oceânicos, 14

abordaremos a questão de nossos atuais conhecimentos sobre o desaparecimento do continente da Atlântida, que aumentam a cada dia, bem como do desaparecimento do continente de Mu ou Lemúria, de que pouco sabemos. Nos

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dois casos, nossa única esperança se baseia na exploração submarina que, graças às prospecções mineiras e petrolíferas, obtém constantes e fantásticos progressos.

Como podemos ver, esta obra é uma verdadeira enciclopédia-miniatura de nossos conhecimentos atuais envolvendo as civilizações antigas que nos precederam neste planeta e sobre a possibilidade de que tenham sido criadas, há muitíssimo tempo, por visitantes oriundos de um outro mundo e de uma outra civilizarão do espaço. Talvez eu ainda não tenha conseguido provar a exatidão desta teoria, porém creio ter demonstrado que se torna cada vez mais verossímil. 15

16 página em branco

Arqueologia Psíquica

No correr do mês de março de 1971, um jovem estudante americano, chamado Jeffrey Goodman, teve um sonho estranho. Ele sonhou que estava prestes a trabalhar em um local arqueológico, escavando o solo em um determinado ponto que lhe havia sido designado, mas pensando em pedir ajuda a seu primo Jay, a fim de cumprir a tarefa dentro dos prazos previstos. Em seu sonho, ele viu também uma carta geográfica de uma região peculiar do território americano, denominada Four Corners (Quatro Esquinas) sem dúvida por ser o único local dos Estados Unidos em que existe a junção de quatro estados diferentes, isto é, Arizona, Novo México, Colorado e Utah.

Algumas semanas mais tarde, a 30 de abril de 1971, Jeffrey teve outro sonho parecido. Ele estava sozinho com seu cão em um terreno rochoso, com enormes blocos de pedra arredondados, sem dúvida de origem glaciária, entre duas fileiras de penedias vermelhas, sobre as quais encontravam-se pinheiros de exuberante verdor. No sonho, Jeffrey sabia que estava em busca de vestígios de seus ancestrais longínquos, dos caçadores pré-históricos cuja cabeça tinha um formato estranho. De repente, ele avistou o leito seco de um rio no fundo do vale e, imediatamente, compreendeu ser aquele o local que procurava.

Antecipadamente, ele sabia que encontraria esqueletos inteiros, enegrecidos pelo tempo e ornados de diamantes e outras pedras preciosas. Jeffrey percebeu que agora estava rodeado por um grupo de arqueólogos parecendo incrédulos. Sem dúvida que-

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rendo demonstrar a eles que tinha razão, o rapaz cruzou horizontalmente o leito do rio, ergueu uma grande lousa de lama petrificada e, como se abrisse um

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alçapão, descobriu toda uma série de esqueletos, enfileirados em uma estranha terra negra, semelhante à carbonífera ou turfosa. Foi então que acordou.

Estes dois sonhos singulares nos são contados em um livro apaixonante, publicado em inglês há poucos anos55*. Isto, contudo, nada representa, frente ao seguimento da história: os dois sonhos foram realizados, tendo sido feitas descobertas arqueológicas incríveis, dando origem a um novo ramo da ciência que agora chamamos de arqueologia psíquica.

Após tão estranhos sonhos, Jeffrey imediatamente acreditou que representassem uma mensagem vinda de um outro mundo, porém relacionada à sua existência. Com efeito, ele entrou para um curso de arqueologia na Universidade de Tucson, Arizona, após ter efetuado pesquisas de jazidas petrolíferas durante cinco anos. Contou seus sonhos a alguns amigos que não os levaram muito a sério, mas o aconselharam a consultar Aron Abrahamsen, um engenheiro em astronáutica que residia no Oregon, que tinha a reputação de possuir extraordinários dons psíquicos. Talvez Abrahamsen lhe pudesse fornecer uma explicação sobre seus sonhos.

Embora bastante cético, Jeffrey escreveu para esse psíquico e lhe relatou detalhadamente os dois sonhos. Esperou pacientemente uma resposta. De início, recebeu de seu correspondente uma agradável carta, anunciando-lhe a remessa de uma fita gravada, na qual estava a explicação daqueles sonhos. A seguir, Jeffrey recebeu a fita, que chegou às suas mãos em 25 de maio de 1971. Aqui, teve início real uma história inverossímil, que deveria durar vários anos e transformar inteiramente a vida de Jeffrey Goodman.

Com efeito, desde os primeiros minutos de escuta, ficou evidente que o psíquico sabia do que falava. O fato dele falar sobre os primeiros habitantes do continente americano, em precisos termos científicos, parecia perfeitamente verossímil, embo-

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*Ver a bibliografia no fim do livro 18

ra em absoluta contradição com as teorias da ciência oficial. Segundo estas, os primeiros índios americanos eram de origem asiática, tendo chegado à América através do estreito de Bering, então fechado pelo gelo, há quinze mil anos. Segundo Abrahamsen, esses primeiros índios eram de origem insular e tinham chegado havia mais de cem mil anos, o que corresponde exatamente a todas as lendas indígenas e, em especial, à dos hopis.

De acordo com os hopis, havia três mundos diferentes, antes desse em que ora vivemos. O primeiro mundo foi destruído pelo fogo, o que corresponde perfeitamente ao período de atividade vulcânica que teve lugar no Arizona, há cerca de 250.000 anos e do qual restaram traços indiscutíveis. O segundo mundo foi destruído pelo gelo, o que corresponde exatamente à terrível invasão glaciária que desceu até o Arizona, há cerca de 100.000 anos. Quanto ao terceiro mundo, foi destruído pela água, o que corresponde perfeitamente ao dilúvio universal, que

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recobriu o próprio Arizona, há cerca de doze mil anos, quando se derreteram os gelos do período glaciário precedente.

Segundo Aron Abrahamsen, ainda havia traços desses primitivos ancestrais na região vulcânica de Flagstaff, Arizona, sob o leito de um rio seco que outrora descia da montanha, em meio a uma floresta de pinheiros e ao lado de uma fissura granítica, de origem vulcânica. Assim que recebeu a fita, Jeffrey partiu em busca daquele preciso local, cuja descrição correspondia por inteiro à vista no sonho, embora com um número maior de detalhes, não percebidos por ele enquanto sonhava. De início, Jeffrey descobriu o local em um mapa geológico que mostrava, ao mesmo tempo, as rochas vulcânicas e terras de aluvião que se haviam lentamente transformado em arenito, no correr dos milênios.

A seguir, descobriu o local no próprio terreno, a 2.400 medos de altitude — e justamente como o vira em sonho. Foi quando começaram as dificuldades, porque aquelas terras pertenciam ao Estado do Arizona e seria necessária uma permissão para pesquisa geológica, o que demorou algum tempo. Nesse ínterim, Jeffrey enviou a Abrahamsen o mapa geológico que encontrara, pedindo-lhe para tentar indicar, com maior precisão, o ponto exato em que deveria começar a escavar. Abrahamsen respon-

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deu, marcando no mapa o local preciso que Jeffrey tinha visto, primeiro no sonho, depois no terreno. Não havia mais qualquer dúvida possível. Aron Abrahamsen vira o local mentalmente, sem jamais ter ido lá, o que era absolutamente incrível.

O psíquico também forneceu detalhes mais minuciosos sobre os primeiros habitantes daquela região. Tais detalhes pareciam explicar por que os índios americanos têm sangue diferente do de qualquer outra raça, por que as dimensões de seu crânio e a implantação de seus dentes também são diferentes, por que falam duzentos idiomas diversos, nenhum deles semelhante a uma linguagem asiática, e por que foi descoberto no México pólen de milho com mais de 80.000 anos, quando a ciência oficial afirma que o milho só surgiu na Ásia há cerca de nove mil anos.

Em 1973, com dois anos de atraso, finalmente Jeffrey obteve a permissão para pesquisas geológicas. Foi quando ficou sabendo que seu professor de arqueologia poderia tê-la obtido quase imediatamente, através de uma simples ligação telefônica. No entanto, justamente esse professor é que atrasou o mais possível a permissão, acreditando que sua teoria de arqueologia psíquica fosse correta e que ele acabaria demonstrando sua validez, ao descobrir um lugar pré-histórico desconhecido, no local visto em sonhos e que lhe fora confirmado pelas visões de um psíquico.

As escavações começaram imediatamente, em um quadrado de seis metros de lado indicado por Abrahamsen, onde ele havia predito a descoberta de utensílios primitivos de sílex a menos de dois metros de profundidade, com deslocamentos de camadas geológicas a 2,40m e a 4,50m de profundidade, a última remontando a cerca de vinte e cinco mil anos. Segundo Abrahamsen, Jeffrey deveria

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encontrar, naquele local, as ossadas de um cavalo e de três seres humanos — uma mulher e seus dois filhos — que tinham sido soterrados por uma avalanche de ter-ra e gelo, caindo do penhasco em que se tinham refugiado. Tais predições caíam em contradição formal com as teorias da ciência oficial, pelas quais os índios americanos só teriam aparecido na região quinze mil anos mais tarde, e os cavalos após sete mil anos.

Não obstante, Jeffrey encontrou, a l,50m de profundida- 20

de, utensílios primitivos em sílex talhado, dos quais alguns tinham sido retalhados uma segunda vez, para ficarem amolados. Em seguida, a 2,40m, ele encontrou uma camada argilosa, correspondente aos aluviões da torrente e a alguns milhares de anos. Depois, a 4,50m, após ter feito saltar com dinamite uma enorme rocha de origem glaciária, descobriu uma segunda camada argilosa, idêntica à primeira, porém contendo pedaços de carvão de madeira. Estes foram analisados através do carbono 14, para avaliação de sua radiação remanescente. Sua idade foi assim estimada em cerca de 25.470 anos, o que confirmava as predições de Abrahamsen. A esta altura, os trabalhos tiveram que ser interrompidos, por causa do frio e da neve, intensos durante vários meses do ano naquela altitude de 2.400 metros, mesmo no Arizona, onde o calor é tórrido durante o verão. Naquele momento, trinta e duas em trinta e quatro das predições geológicas de Aron Abrahamsen e dezoito em vinte e três de suas predições arqueológicas se tinham revelado exatas. Isto já provava, sem discussão possível, a exatidão da arqueologia psíquica.

Em seguida, Jeffrey passou uma parte do inverno procurando obter ajuda financeira para continuar suas pesquisas. Ele se dirigiu às principais fundações americanas de pesquisa científica que, todos os anos, dispõem de milhões de dólares destinados justamente a atividades arqueológicas, desde que nada se des-cubra com possibilidade de transtornar teorias solidamente estabelecidas. Jeffrey foi muito bem acolhido em todas as partes, mas sempre que julgava a ajuda concedida, seu pedido era bruscamente rejeitado, sem qualquer explicação. A máfia da ciência oficial, que em vão tentara impedi-lo de conseguir a permissão para pesquisa arqueológica e que jamais o perdoara por havê-la conseguido, agora fazia o possível para que ele não pudesse continuar seu trabalho, por falta de dinheiro. Essa máfia foi muito bem-sucedida, porque Jeffrey teve que deixar passar o verão de 1974 sem poder continuar suas escavações.

Quando, finalmente, conseguiu alguma ajuda financeira, no começo do verão de 1975, Aron Abrahamsen o informou de que encontrara outras atividades psíquicas no Stanford Research Institute e que não mais dispunha de tempo para ocupar-se de ar-

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queologia. Na mesma ocasião o chefe do serviço arqueológico do Arizona comunicou-lhe que ele obtivera apenas uma permissão para pesquisas geológicas,

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já que os objetos descobertos eram resultantes de pesquisa arqueológica, para a qual não havia autorização. Não obstante, esse funcionário o autorizou a prosse-guir com as buscas em caráter provisório, enquanto não obtivesse a permissão para pesquisa arqueológica.

Quando tornou a abrir o poço das pesquisas — agora com cinco metros de profundidade, Jeffrey teve a satisfação de constatar que as paredes tinham resistido bem ao inverno e que o fundo permanecia inteiramente seco. Então, viu chegar uma delegação amistosa de índios hopis, que lhe disseram ser o ponto das escavações sempre conhecido como lugar favorito de residência dos kachinas, os deuses benfeitores dos hopis, após a criação do mundo. Acrescentaram que suas buscas não contrariavam a religião deles, porque talvez lhes permitissem saber um pouco mais sobre seus ancestrais. O mais curioso é que esses mesmos deuses benfeitores são chamados de kahinas na Polinésia, o que poderia indicar um contato ou mesmo uma origem comum entre as duas civilizações.

Uma vez que seus recursos eram muito reduzidos e não lhe restavam mais do que seis semanas antes do inverno, a fim de escavar os dois últimos metros, Jeffrey resolveu reduzir a superfície escavada à décima oitava parte, isto é, mais ou menos a dois metros quadrados. Os trabalhos foram reiniciados, porém a 6,30m de profundidade surgiu um novo obstáculo, um segundo rochedo, também de origem glaciária, mas felizmente de menor tamanho. Ainda assim, foi preciso o uso da dinamite. Por fim, Jeffrey obteve a recompensa de seus esforços, de todos os seus problemas financeiros e administrativos.

A sete metros de profundidade e exatamente conforme predissera Abrahamsen, Jeffrey afinal encontrou o paleossolo, isto é, o solo original remontando a várias centenas de milhares de anos, uma descoberta muito rara em arqueologia. Um paleossolo representa um período de estabilidade geológica, fascinante para um arqueólogo, porque só aí ele pode esperar encontrar o traço dos primeiros homens e dos primeiros animais que viveram na superfície terrestre, talvez há milhões de anos. Com efeito,

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era evidente que as três camadas de argila muito fina, descobertas a 2,40m, 4,50m e sete metros, representavam períodos geológicos calmos e quentes, o primeiro sem dúvida remontando a doze mil anos, o segundo a vinte mil e o terceiro a mais de cem mil anos.

O fato mais extraordinário era que os utensílios de sílex talhado, descobertos a sete metros de profundidade, eram mais abundantes e de qualidade bem melhor do que os encontrados nos níveis superiores, o que parecia contradizer a teoria da evolução das civilizações humanas, a menos que ela não houvesse marchado no outro sentido, naquela época distante. A oito metros de profundidade, uma ponta de flecha tinha o comprimento e a frágil espessura comparáveis aos das amostras de melhor qualidade encontradas na Europa e geralmente atribuídas a uma época bem mais recente.

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Infelizmente, a essa profundidade ainda não foi descoberto nenhum vestígio humano, pois o poço teve sua superfície reduzida a dois metros quadrados, por motivos financeiros, quando Abrahamsen havia indicado um setor de seis metros por seis, isto é, dezoito vezes maior. Assim, é muito possível que os vestígios humanos vistos em sonho e preditos por Abrahamsen estejam alguns metros à direita ou à esquerda, talvez um pouco mais abaixo. Em todo caso, as pesquisas de Jeffrey Goodman possuem um grande valor do ponto de vista arqueológico, pois demonstram que a superfície terrestre foi devastada pelo menos três vezes, em um passado relativamente recente, por terríveis cataclismos que a recobriram de vários metros de argila e enormes rochedos, trazidos pelas geleiras. Consequentemente, se quisermos encontrar os traços de nossos ancestrais distantes, cósmicos ou não, seremos obrigados a escavar ainda mais fundo do que Jeffrey, a fim de alcançarmos o paleossolo em toda parte, sob as diferentes camadas de aluviões e vestígios glaciários.

Por outro lado, uma psíquica chamada Fran Farley, que vive na Flórida, e a quem Jeffrey enviara um utensílio de sílex encontrado no fundo do poço, sem lhe dar qualquer explicação, declarou que tal objeto remontava a mais de sessenta mil anos e que, se ele continuasse escavando, encontraria as ossadas de um pequeno cavalo e de três seres humanos, a uma profundida-

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de de mais ou menos doze metros. Excetuando-se a profundidade, isso correspondia exatamente à predição de Aron Abrahamsen.

Jeffrey persiste à procura de uma ajuda financeira séria, que lhe permita empreender uma verdadeira escavação arqueológica em uma superfície mais ampla e em maior profundidade. Desejo sinceramente que a obtenha o mais breve possível. Creio, no entanto, que ele já demonstrou todas as vantagens que a ciên-cia verdadeira pode tirar da arqueologia psíquica, mesmo com meios muito reduzidos e apesar da oposição quase unânime da ciência oficial. Veremos, agora, que ele não foi o primeiro a utilizar dons psíquicos na arqueologia.

De fato, a arqueologia psíquica parece ter surgido na Inglaterra, em 1907, quando um arquiteto chamado Bligh Bond pediu a um amigo de nome John Bartlett, possuidor de evidentes dotes psíquicos, que o ajudasse a encontrar, sob vários metros de terra, as ruínas e fundações da célebre abadia de Glastonbury 93. A construção dessa abadia, sobre as ruínas de vários e sucessivos templos pagãos, fora iniciada no ano 166 de nossa era, por uma capela dedicada à Virgem Maria, tendo sido a primeira igreja cristã da Inglaterra. Segundo a lenda, José de Ari- matéia teria introduzido o cristianismo na Inglaterra, ao levar o sangue de Jesus para Glastonbury, no início da era cristã. Uma outra lenda mais recente pretende que esse lugar sagrado teria sido Avalon, residência do Rei Artur e localização de sua sepultura.

A abadia foi construída no século VIII pelo rei de Wessex e um incêndio a destruiu inteiramente em 1184. A seguir, foi reconstruída pelo rei Henrique II. O templo aumentou sem cessar, tornando-se mais e mais rico, através de doações de

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príncipes e peregrinos, possuindo uma centena de dependências para abrigo de quinhentos monges e dois mil artesãos. Ele possuía, inclusive, uma universidade que tentava preservar os conhecimentos greco-romanos e protegê-los contra o obscurantismo medieval e o fanatismo religioso dos monges, para os quais qualquer ciência só podia ser obra do demônio.

Foi então que o rei Henrique VIII, tendo dissabores com o papa, decidiu criar sua própria religião e suas próprias igre-

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jas, para tanto ordenando que fossem destruídos todos os templos católicos. Desta maneira, Glastonbury foi demolida até o solo em 1539 e, para que não restasse o menor vestígio, as pedras de suas dependências foram empregadas na pavimentação de estradas e construção de pontes ou casas. A localização das ruínas, que pertenciam a um particular, foi resgatada em 1907 pela Igreja da Inglaterra e colocada sob o controle do Arcebispo de Canterbury.

Este decidiu, então, descobrir as fundações da abadia, agora sepultadas sob vários metros de terra. Uma sociedade histórica de Somerset foi incumbida dos trabalhos e, por seu turno, designou Bligh Bond para dirigi-los, sem saber que sua paixão pelas ciências psíquicas era praticamente igual a seu misticismo religioso. Não tendo a menor ideia sobre o local exato em que estariam as fundações da abadia, Bond resolveu pedir a seu amigo Bartlett, que se dizia em permanente contato com os seres do além, para fazer perguntas aos espíritos, as quais eles responderiam através da psicografia, traçada pela própria mão de Bartlett.

A primeira sessão teve lugar a 17 de novembro de 1907. Colocando um bloco de papel sobre a mesa, Bartlett segurou um lápis, sobre o qual Bond pousou os dedos de leve. Bond fez a primeira pergunta: "Poderiam dizer-nos alguma coisa referente à abadia de Glastonbury?" A mão de Bartlett entrou em movimento e escreveu: "O conhecimento é eterno e está à disposição de qualquer simpatia mental. Eu não tinha a menor simpatia pelos monges e ainda não pude encontrar nenhum", o que não era realmente muito encorajador, para uma primeira experiência.

Entretanto, a mão do médium começou a mover-se novamente e desenhou um bem proporcionado plano global da abadia, com a assinatura do autor, um certo Guglielmus Monachus ou Guilherme, o Monge. Um segundo desenho, traçado em seguida, dava o detalhe da igreja da abadia. Bond ficou bastante surpreso, porque o primeiro desenho indicava, a leste da abadia, uma capela da qual jamais se ouvira falar e cuja posição ficava em formal contradição com as regras da arquitetura religiosa da época. Ele pediu então um novo desenho, mais preciso, sobre a parte oriental da abadia, bem como o nome do aba-

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de que construíra aquela capela desconhecida. Um terceiro desenho confirmou, com segurança, que havia uma capela naquele local, construída pelo abade Beere, aumentada pelo abade Whiting e dedicada ao rei Edgar.

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Bond não avançara mais do que antes, com aquela capela imprevista. Os dois amigos separaram-se, para cada um encontrar trabalhos mais sérios. Bligh Bond assumiu oficialmente suas funções em 1908 e iniciou os trabalhos de desentulho e terraplanagem, no correr do verão de 1909. Para sua estupefação, pôde então constatar que as plantas traçadas por um ser desconhecido, vindo do além, correspondiam exatamente à disposição das fundações que descobriu sob a terra, nelas compreendida a capela de Edgar, cujas dimensões relativas eram exatamente as mesmas do desenho. Tal descoberta era absolutamente inexplicável, porque ninguém jamais ouvira falar da tal capela misteriosa, que não constava nem mesmo dos antigos planos de construção da abadia, que Bond terminara encontrando nos arquivos do arcebispado, e nas celas do condado de Somerset.

Os trabalhos de desentulho continuaram por nove anos, sob a direção psíquica dos monges que tinham construído a abadia, sob o nome de Companhia d'Avalon. Infelizmente, Bond não podia fornecer qualquer explicação lógica para a precisão fantástica com que sempre escavava no lugar certo, desde o primeiro momento, descobrindo vestígios desconhecidos. Evidentemente, ele não podia procurar o Arcebispo de Canterbury e comunicar-lhe que eram os monges, mortos há mais de mil anos, que dirigiam os trabalhos em seu lugar.

Um belo dia, no entanto, aquilo foi mais forte do que ele. Em 1918, publicou um livro intitulado La porte du souvenir, no qual revelava a fonte psíquica de suas informações e de suas inexplicáveis descobertas. O livro teve o efeito de uma bomba nos meios eclesiásticos da época, os quais reduziram seus créditos, impuseram-lhe um outro diretor dos trabalhos e procuraram desembaraçar-se dele. Finalmente, em 1922, Bond foi despedido, as pesquisas suspensas, as trincheiras em trabalho de desentulhamento novamente entulhadas e esquecidas.

Alguns pensaram que, como Henrique VIII em 1539, a Igreja da Inglaterra queria fazer desaparecer qualquer traço da abadia

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maldita que tentava emergir à superfície, para lembrar que fora a primeira igreja edificada no país, aquela para onde o próprio José de Arimatéia levara o sangue de Cristo. Disso, resultou que as experiências incríveis de Bligh Bond e John Bartlett deram nascimento a uma nova ciência denominada arqueologia psíquica e que, hoje, é aceita por um certo número de arqueólogos corajosos93.

O psíquico polonês Stefan Ossowiecki, nascido em 1877 e fuzilado pelos alemães em 1944, possuía um dom de clarividência realmente extraordinário. Em outubro de 1941, seis arqueólogos profissionais da Universidade de Varsóvia remeteram-lhe uma ponta de flecha em sílex talhado, da qual conheciam a origem e data aproximada de fabricação, dados que ele ignorava por completo. Após segurar o objeto durante vinte minutos, Ossowiecki lhes disse que via uma região de colinas cobertas de florestas, nos limites entre a França e a Bélgica.

Quanto à ponta de flecha, havia sido talhada por homens pré-históricos que viviam em cabanas, de formato circular, construídas com ramos de árvore e recobertas de argila, medindo cerca de três metros de altura por cinco de

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diâmetro, com um furo no meio do teto, para expulsar a fumaça da moradia. Tais homens, vestidos de peles, eram de pequena estatura, atarracados, muito morenos, com pés grandes e mãos enormes, possuindo uma testa baixa, que avançava acima dos olhos. As cabanas pareciam confortáveis, com o solo e paredes cobertos de peles e um fogão no meio. As mulheres tinham os seios nus e ancas muito largas.

Ignorando tudo da pré-história, Ossowiecki descrevera, sem saber, exatamente a existência dos homens pré-históricos que tinham vivido há mais de quinze mil anos nos arredores do local arqueológico da Madeleine, no norte da França, onde tinha sido encontrada a ponta de flecha de sílex. Várias experiências semelhantes foram feitas em seguida e, de cada vez, Ossowiecki indicava a idade e origem dos objetos, além de uma completa descrição dos homens pré-históricos que viviam na mesma época, o que em seguida era sempre confirmado. Por acaso, ele também havia descoberto as fontes da arqueologia psíquica.

Scott Elliott era um general escocês que se descobriu possuidor de dons extraordinários para a radiestesia. Ele conseguia

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encontrar pontos arqueológicos sobre o terreno, auxiliado por sua varinha de feiticeiro ou mesmo sobre um mapa, através de um pêndulo. Foi assim que se descobriu, em 1974, primeiro no mapa e depois no local, sob vários metros de terra, um templo pré-histórico circular, semelhante ao de Stonehenge, porém ain-da mais antigo. Este templo astronômico, que parece remontar a cinco mil anos, compreendia três círculos concêntricos de menires que, como os de Stonehenge, deveriam servir para calcular os ciclos do Sol, da Lua e dos planetas. Tal lugar jamais poderia ser descoberto sem as fontes da arqueologia psíquica.

Alexandre Pluznikov era um estudante russo, preparando seu doutorado em ciências, mas também possuidor de dotes psíquicos absolutamente incríveis. Em 1970, com ajuda de um grupo de arqueólogos e arquitetos historiadores, ele pôde descobrir, a vários metros debaixo da terra, a localização e configuração exata do campo de Napoleão antes da batalha de Borodine, que teve lugar a 12 de setembro de 1812, cento e vinte quilômetros a oeste de Moscou, na qual perderam a vida 58.000 soldados franceses e 44.000 soldados russos.

Apenas algumas horas após sua chegada ao local, Pluznikov e seus assistentes feiticeiros descobriram os traços de um conjunto de trincheiras, paliçadas e fortificações, absolutamente invisíveis da superfície do solo. Descobriram também várias sepulturas comuns de soldados franceses mortos durante a batalha, detalhe indicando, indubitavelmente, que haviam encontrado o campo de Napoleão.

Pluznikov então decidiu tentar esclarecer um dos maiores mistérios da arqueologia russa, isto é, a localização e fundações de um palácio de verão que havia sido construído para um dos mais importantes czares da Rússia, o célebre Boris Godunov. Este era um tártaro, cujos ancestrais tinham invadido as grandes planícies da Rússia central no século XIII, que se tornaram um reino tártaro. Boris

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iniciou sua carreira na corte do rei Ivan, o Terrível, tornando-se um príncipe de grande poder, até finalmente ser eleito czar, a 21 de janeiro de 1598.

Durante seu reinado de sete anos, Boris Godunov abriu a Rússia à civilização ocidental e elevou a Igreja Ortodoxa ao mesmo nível do de outras igrejas cristãs do Oriente. Durante este

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período, ele fez construir um enorme palácio de verão, que incluía igrejas, fortificações e toda uma série de torres, munidas de sinos. Contudo, em menos de quatrocentos anos, esse palácio maravilhoso caiu em ruínas e desapareceu pouco a pouco, a ponto de ninguém saber exatamente onde fora construído.

Foi quando Pluznikov chegou à área, com sua equipe de feiticeiros. Quase imediatamente, ele descobriu o local exato onde se encontravam as ruínas do palácio, a vários metros sob a terra, desta maneira realizando uma das mais extraordinárias façanhas de toda a história da arqueologia psíquica. Em menos de oito horas, Pluznikov havia descoberto as fundações do palácio, fortificações, uma igreja de seis torres e uma galeria de colunas entre a igreja e o palácio. Sem dúvida, serão necessários mais de dez anos para a reconstrução deste notável sítio arqueológico, descoberto em oito horas por feiticeiros, mas na Rússia ninguém agora poderá mais duvidar das possibilidades da arqueologia psíquica.

Norman Emerson era professor de Antropologia na Universidade de Toronto quando em março de 1973 anunciou que a maioria dos locais pré-históricos por ele descobertos lhe tinha sido indicada por um psíquico chamado George Mac Mullen, cujas predições eram absolutamente certas em cerca de 80%. Sua declaração explodiu como uma bomba nos meios canadenses da arqueologia e da pré-história, onde quase nove décimos se compunham de antigos alunos seus, que há muito reconheciam-lhe a reputação.

Tudo começou em 1960, quando sua esposa Ann leu a história de Edgar Cayce e se juntou a um grupo de estudos psíquicos. Nesse grupo, ficou conhecendo Lottie Mac Mullen, que lhe falou dos dons psíquicos do marido. Os dois casais tornaram-se amigos, embora Norman jamais acreditasse em uma palavra do que os outros três lhe contavam. Isso continuou até o dia em que George descreveu a Norman as doenças de que este sofria, indicando-lhe a medicação que o curaria por completo.

A partir daí, Norman passou a interessar-se pelas ciências psíquicas. No início de 1971, perguntou a George se ele aceitaria experimentar seus dons psíquicos em objetos índios que possuía. George aceitou de imediato e descreveu com exatidão o lo-

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cal onde os objetos tinham sido encontrados, a data em que haviam sido fabricados e os homens primitivos que os tinham utilizado. Norman ficou fascinado com tamanha precisão, porém não de todo convencido, até que um de

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seus alunos lhe deu para ler um livro sobre Gérard Croiset, o célebre psíquico holandês, versando sobre arqueologia psíquica.

Quando Norman Emerson leu o relato das experiências de Gérard Croiset com o arqueólogo holandês Tenhaeff, convenceu-se imediatamente dos recursos ilimitados que poderia conseguir através dessa nova forma de arqueologia. Decidiu informar a seus colegas e alunos em seguida, arriscando-se a passar por louco e a arruinar definitivamente uma carreira acadêmica que até então era impecável.

Eu gostaria de, agora, falar de um psíquico índio, Emílio Tegoma, que viveu no México, e cuja clarividência permitiu uma descoberta arqueologia de suma importância. Há uns quarenta anos, o estudante americano Weiant, que preparava seu doutorado em arqueologia, estava muito aborrecido. Encontrava-se em Três Zapotes, no México, onde havia sido descoberta sob o solo uma enorme cabeça de basalto, pesando mais de dez toneladas, além de uma estela de pedra, denominada Estela C, à qual fora atribuída a data de 4 de novembro do ano 291 antes da nossa era — a data mais antiga da civilização maia, encontrada até então.

Para seus trabalhos práticos de doutorado, fora exigido a nosso estudante, já na casa dos quarenta anos, que fizesse escavações nas proximidades do local de descoberta da grande cabeça basáltica. Ora, após várias semanas de escavações no lugar indicado, ele nada havia encontrado e começava a inquietar-se seriamente. Foi quando certa noite, um de seus operários chamado Emílio Tegoma, ao vê-lo tão desanimado, propôs-lhe indicar, no dia seguinte, um ponto onde certamente poderia fazer interessantes descobertas. Na manhã do dia seguinte, atendendo às indicações de Tegoma, Weiant começou a cavar em um lugar denominado El Ranchito, embora ninguém jamais houvesse pensado nisso, porque o ponto citado ficava à margem da zona de aluviões do riacho Hueyapa, onde nunca tinha sido encontrada coisa alguma.

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Pois foi justamente ali, vinte minutos após a primeira pazada, que Weiant descobriu a peça inicial de uma extraordinária série de estatuetas maias, encontradas naquele montículo de três metros de altura, que doravante recebeu o nome de montículo C. Evidentemente, jamais saberemos como Emílio Tegoma, um homem analfabeto e ignorando tudo sobre arqueologia, poderia ter adivinhado que aquele montículo era o único a conter estatuetas maias, ali sepultadas há mais de dois mil anos.

O caso mais notável de clarividência arqueológica é, sem dúvida, o de Edgar Cayce, psíquico americano que, em 1923, anunciou para 1968 a descoberta de vestígios da Atlântida nos arredores da ilha de Bimini, nas Baamas, o que efetivamente aconteceu, na data indicada. Entretanto, como essa primeira desco-berta aconteceu no fundo do mar, falaremos a respeito em capítulo próximo, dedicado à arqueologia submarina e descobertas incríveis no fundo do mar, acontecidas recentemente. Enquanto isso, gostaria de falar brevemente de minhas experiências pessoais, em matéria de arqueologia psíquica.

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Não tenho, certamente, a pretensão de atribuir-me dons psíquicos, mas é bem verdade que recebi, por vezes seguidas, mensagens vindas de algures, que me permitiram descobertas muito interessantes. No correr de 1973, por exemplo, acordei certa manhã pensando no número 2.268 que, à primeira vista, não tinha qualquer sentido para mim. Dias mais tarde, no entanto, descobri que a Constante de Nínive dos sumérios continha 2.268 milhões de dias ou 6,3 milhões de anos, com 360 dias cada. Semanas mais tarde, acordei pensando no número 2.592, que tampouco apresentava qualquer nexo para mim. Um pouco mais adiante, contudo, ele me permitiu descobrir que o volume da Grande Pirâmide era originalmente de 2.592.000 metros cúbicos, desde que aí incluído o volume dos alicerces.

Alguns meses depois, foi o número 7.254 que me veio à mente quando acordei. Precisei de algum tempo para descobrir que tal número era a duração, em dias, do ciclo de conjunção dos planetas Júpiter e Saturno, sendo a base do misterioso calendário dos maias, o qual os arqueólogos clássicos julgavam basea-do no número 7.200, isto é, vinte anos, com 360 dias de duração cada um. Isto explicava por que o calendário maia que eles ti-

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nham calculado comportava um erro de cinquenta e quatro dias a cada vinte anos, bem como por que esse erro se tornava cada vez maior à medida que recuavam mais e mais na noite dos tempos.

Por fim, a 3 de fevereiro de 1980, acordei por volta das seis da manhã, pensando no número 9.431. Não se passou muito tempo, e constatei ser esse um número primo, desta forma não se prestando a qualquer combinação astronômica ou matemática. Certamente seria uma data, mais ou menos há doze mil anos. Pensei imediatamente no continente da Atlântida que, segundo dizem, desapareceu em três etapas sucessivas, das quais uma, a de 9792 antes de nossa era, foi descoberta recentemente nas ruínas de Dender47, ao passo que a segunda, a de 9564, nos é indicada no Livro de Dzyan, dos tibetanos32.

Assim, era possível que a data de 9431 fosse a do terceiro cataclismo que submergiu a Atlântida. Poucas são minhas dúvidas a esse respeito, pois descobri que em tal data os três planetas Saturno, Urano e Netuno formavam um soberbo triângulo equilátero em torno do Sol e que a atração combinada desses três enormes planetas poderia ter desencadeado um cataclismo sobre a Terra. Hoje também diminuíram um pouco as dúvidas quanto a eu mesmo não ser psíquico. 32

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Arqueologia Submarina

A maioria das ruínas pré-históricas até aqui descobertas remonta geralmente a menos de dez mil anos, época em que a superfície dos oceanos deveria ter alcançado seu atual nível. Então, certamente existem no fundo dos mares ruínas pré-históricas muito mais antigas, recuando a uma época bem mais distante daquela em que a maior parte da água na Terra estava acumulada nas calotas polares sob a forma de gelo, sendo portanto muito mais baixos os níveis oceânicos.

Até alguns anos, os arqueólogos contentavam-se em escavar alguns metros na terra, negligenciando o fundo dos oceanos, pelo bom motivo de que lhes era impossível chegar até lá. Hoje, no entanto, com os aparelhos de mergulho individual para pequena profundidade, o sonar e câmaras submarinas para pro-fundidades médias e os submarinos para as grandes propro-fundidades, tornou-se possível a exploração do fundo oceânico e a realização de sensacionais descobertas.

Quando das três últimas invasões glaciárias, que parecem ter acontecido mais ou menos há vinte, sessenta e cem mil anos, a Mancha, o mar do Norte e o Báltico não existiam. O golfo do México era reduzido à metade, o Mediterrâneo se resumia em quatro pequenos lagos e os continentes eram muito maiores do que são hoje. Faz alguns anos, a National Geographic Society publicou uma série de mapas do fundo dos oceanos, indicando claramente o contorno dos continentes na época em que os oceanos estavam em seu mais baixo nível. Cada continente era cercado, a várias centenas de metros abaixo do nível atual do mar,

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por uma plataforma continental que aumentava consideravelmente a superfície. Tais mapas nos mostram, portanto, que a Mancha e o mar do Norte nada mais são do que o vale submerso de um enorme rio, ao qual se juntavam o Sena, o Meuse, o Somme, o Reno e o Tâmisa.

Uma vez que certamente havia homens civilizados sobre a Terra há vinte mil anos, sem dúvida também há sessenta mil anos e talvez mesmo há cem mil anos, é absolutamente certo que todas essas plataformas submarinas estarão cobertas de ruínas pré-históricas, cujas pedras resistiriam muito melhor ao desgaste do tempo depositadas no fundo do mar do que se permanecessem à superfície da terra. Assim, as pedras de antigos monumentos recentemente descobertos no fundo do mar — na Flórida ou no Mediterrâneo, por exemplo — apresentam todas um notável estado de conservação, embora algumas delas tenham permanecido submersas durante mais de doze mil anos.

Em vista disto, é bem evidente que os sítios arqueológicos descobertos até hoje nos continentes nada significam, se comparados a ruínas pré-históricas que

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iremos descobrir no fundo dos mares, durante os anos vindouros. Já foram feitas importantes descobertas, como a de uma enorme pirâmide de mais de doze mil anos, ao largo da Flórida, onde a profundidade da plataforma continental varia entre 400 e 800 metros. Foi também descoberta uma cidade inteira, com avenidas e colunas, perto de Callao, no Peru, onde a profundidade chega a quase mil metros61.

Os antigos mapas do oceano Atlântico indicam o nome de numerosas ilhas que não mais são encontradas nos mapas modernos, tais como Brasil, Antilia, Virgens, Saint Brandan ou Sete Cidades, por exemplo. Segundo a inscrição em um desses mapas, teria existido uma centena de tais ilhas misteriosas no oceano a oeste, cada uma tendo aproximadamente a área da Irlanda, o que, evidentemente, parece algo exagerado.

Os historiadores empenharam-se a fundo na decifração dos mapas medievais, geralmente inspirados em mapas ainda mais antigos, tentando compreender a que corresponderiam essas ilhas misteriosas. Algumas delas, como a Madeira, Canárias ou Açores, correspondem a ilhas reais. Outras, como as Antilhas ou as 34

Ilhas Virgens, por exemplo, não se situam no meio do Atlântico, porém muito mais longe. Isto parece indicar que os navegadores pré-históricos conseguiram chegar até lá, sem dúvida impelidos pelos ventos e correntes que vinham do leste, sem que percebessem a enormidade das distâncias percorridas. Esse detalhe talvez explicasse o motivo deles haverem colocado tais ilhas bem mais perto da Europa, ao traçarem seus mapas. Uma outra explicação seria a de que essas ilhas tenham realmente existido no meio do Atlântico, em passado longínquo, mas que, ao desaparecerem sob as águas, há cerca de doze mil anos, seus nomes tivessem sido dados a outras ilhas mais distantes. Neste caso, sobre essas ilhas submersas devem existir ruínas pré-históricas remontando a vários milhares de anos.

Além das ilhas atualmente emersas, ainda existe no meio do Atlântico toda uma série de ilhas submersas, cujo pico se encontra bem próximo da superfície das águas. Nos mapas, estas ilhas têm o nome inglês de sea mount. A menos de cem metros da superfície, encontramos, por exemplo, os nomes de Colômbia, Ampère, Vema, Flemisch e Milne. Porcupine fica a 150 metros, Corner a 200 e Meteoro a 600. Sem dúvida, existem muitas outras que ainda não foram descobertas. É, então, muito provável que todas essas ilhas estivessem emersas quando as invasões glaciárias esvaziaram os oceanos pela metade. Nessa época distante, elas deviam ser habitadas por homens pré-históricos, que teriam construído menires e dólmens ou cromlechs para observar os astros.

Temos, enfim, o famoso continente da Atlântida que, em minha opinião, deve ser a imensa plataforma submarina que, hoje em dia, se estende em torno das Bermudas e das Baamas48. Por outro lado, lá é que foram descobertas uma pirâmide, fundações circulares e retangulares, rotas e instalações portuárias, cons-truídas com enormes blocos de pedra, cada um pesando dezenas de toneladas, que

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atualmente mal poderiam ser deslocados, mesmo com nosso mais moderno equipamento.

Sem ir muito longe, no passado existiram numerosas cidades litorâneas que foram recentemente submergidas, entre elas a cidade d'Ys, no golfo de Morbihan, a de Tartasso, na foz do Guadalquivir, ou ainda Dorestar, na Holanda, que desapareceu

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sob as águas no ano 864 de nossa era. Temos ainda Vineta, no Báltico, fundada em 950 e submersa por um maremoto, em 1100. Pode-se citar, igualmente, o caso recente de Halieis, um pequeno porto do Peloponeso, próximo ao qual foi descoberta, sob uma dezena de metros de água, uma cidade grega muita antiga, que teria sido construída mais ou menos há 5.600 anos, uma época em que ainda não havia gregos, mas que sem dúvida existiam cretenses ou micênios.

É certo que também existiram cidades pré-históricas nas grandes planícies do norte da Europa, antes de serem cobertas pelas águas e dessem lugar à Mancha, ao mar do Norte e ao Báltico. Evidentemente, haveria outras cidades no Mediterrâneo, construídas antes que este mar fosse invadido pelas águas do Atlântico, quando da ruptura do istmo de Gibraltar, há cerca de doze mil anos. Possuímos, atualmente, material e meios técnicos para explorá-las. Trata-se apenas de uma questão de tempo e de dinheiro.

Por outro lado, é costumeiro encontrar-se traços de civilizações desaparecidas, sem necessidade de uma descida ao fundo do mar. Quando foi dragado o porto de Rostock, no Báltico, ficaram a descoberto as ruínas de uma câmara funerária e de uma aldeia megalítica, datando de cerca de doze mil anos atrás. Duzentos quilômetros a oeste da Irlanda, um pescador de arrastão encontrou em sua rede um vaso de terracota coberto de sinais misteriosos. Um outro pescador inglês descobriu em sua rede, certo dia, um bloco de turfa contendo um arpão de osso que, como o vaso, sem dúvida teria vários milhares de anos e pertenceria a uma civilização desconhecida. O exemplo mais sensacional, no entanto, certamente é o do calculador astronômico, com engrenagens em bronze, encontrado no mar Egeu, ao largo da ilha de Anticitera, do qual falaremos mais tarde.

Na ponta sul da Inglaterra, as ilhas Cassitéridas (atualmente Scilly), que forneciam estanho à maioria dos fundidores de bronze, foram despedaçadas pelos maremotos há menos de cinco mil anos. A ponta da Cornualha, onde outrora ficava a cidade de Dunwich, mergulha lentamente nas águas, há milhares de anos. Nesta região, os pescadores costumam encontrar ossadas humanas ou de animais, destroços de casas e mesmo árvores in-

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teiras. Segundo os antigos autores Plínio e Ptolomeu, outras ilhas Cassitéridas ficavam outrora a uma centena de quilômetros além da ponta noroeste da

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