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o crescimento da miscigenação racial no ambiente colonial.

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Academic year: 2021

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TD HISTÓRIA DO BRASIL – PROF. RAONI MACIEL

01.

(PUC – SP) “Assim confabulam, os profetas, numa reunião fantástica, batida pelos ares de Minas. Onde mais poderíamos conceber reunião igual, senão em terra mineira, que é o paradoxo mesmo, tão mística que transforma em alfaias e púlpitos e genuflexórios a febre grosseira do diamante, do ouro e das pedras de cor?” (ANDRADE, Carlos Drummond de. Colóquio das Estátuas. In: MELLO, S. Barroco mineiro. São Paulo: Brasiliense, 1985.)

A origem desse traço contraditório que o poeta afirma caracterizar a sociedade mineira remete a um contexto no qual houve:

a) a reafirmação bilateral do Tratado de Tordesilhas entra Portugal e Espanha e

o crescimento da miscigenação racial no ambiente colonial.

b) o rebaixamento na política de distribuição de terras na colônia e a vigência de uma concepção racionalista de planejamento das cidades.

c) a diversificação das atividades produtivas na colônia e a construção de um conjunto artístico e arquitetônico que singularizou a principal região da mineração.

d) o deslocamento do eixo produtivo do nordeste para as regiões centrais da colônia e o desenvolvimento de uma estética que procurava reproduzir as construções românicas europeias.

e) a expansão do território colonial brasileiro e a introdução, em Minas, da arte conhecida como gótica,

especialmente na decoração dos interiores das igrejas.

02. (Fuvest) No século XVIII a produção do ouro provocou muitas transformações na colônia. Entre elas podemos destacar:

a) a urbanização da Amazônia, o início da produção do tabaco, a introdução do trabalho livre com os imigrantes.

b) a introdução do tráfico africano, a integração do índio, a desarticulação das relações com a Inglaterra.

c) a industrialização de São Paulo, a produção de café no Vale do Paraíba, a expansão da criação de ovinos em Minas Gerais.

d) a preservação da população indígena, a decadência da produção algodoeira, a introdução de operários europeus. e) o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da

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pecuária e do comércio, a mudança do eixo econômico para o Sul.

03.

“Entre 1740 e 1771, a região,

inteiramente demarcada pelas

autoridades e já constituindo o 'distrito

diamantino', foi entregue a

contratadores, como o famoso João Fernandes de Oliveira. Problemas de administração e contrabando crescente, além das sempre presentes dificuldades de comercialização no mercado mundial, fizeram com que o Estado assumisse a exploração da área. A Real Extração passou a ser regulamentada por um severo regimento, chamado “Livro da Capa Verde”, ficando o distrito sob a responsabilidade de um intendente nomeado pelo governo metropolitano”.

(Wehling, Arno. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. p. 213.) O texto acima aponta uma mudança substancial na administração da extração de pedras preciosas na região do Distrito Diamantino a partir de 1640. Essa mudança foi possível, sobretudo, pela instituição:

a) da Intendência das Minas

b) dos Regulamentos do Marquês de Pombal

c) dos Contratos de Monopólio

d) da Casa de Fundição e) do sistema de capitação.

04. (Fuvest) A elevação de Recife à condição de vila; os protestos contra a implantação das Casas de Fundição e contra a cobrança de quinto; a extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, no final do século XVIII, foram episódios que colaboraram, respectivamente, para as seguintes sublevações coloniais:

a) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e Conjura dos Alfaiates.

b) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e Revolta dos Malês.

c) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência Mineira e Revolta do Maneta.

d) Confederação do Equador, Revolta de Felipe dos Santos e Revolta dos Malês.

e) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos Santos e Conjura dos Alfaiates.

05. (FGV) "A confrontação entre a loja e o engenho tendeu principalmente a assumir a forma de uma contenda municipal, de escopo jurídico-institucional, entre um Recife florescente que aspirava à emancipação e uma Olinda decadente que procurava mantê-Io numa sujeição irrealista. Essa ingênua fachada municipalista não podia, contudo, resistir ao embate dos interesses em choque. Logo revelou-se o que realmente era, o jogo de cena a esconder uma luta pelo poder entre o credor urbano e o devedor rural."

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(Evaldo Cabral de Mello. A fronda dos mazombos, São Paulo, Cia. das Letras, 1995, p. 123). O autor refere-se:

a) ao episódio conhecido como a Aclamação de Amador Bueno.

b) à chamada Guerra dos Mascates. c) aos acontecimentos que precederam a invasão holandesa de Pernambuco. d) às consequências da criação, por Pombal, da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco.

e) às guerras de Independência em Pernambuco.

06. (UFPA) A chamada Revolta de

Beckman, no Maranhão (1684), ilustra uma realidade produzida pelas peculiaridades do sistema colonial no Brasil. Sustenta-se, nesse sentido, que: a) o movimento revelou os sérios problemas de mão-de-obra enfrentados pelo Maranhão, à época, limitando as próprias possibilidades econômicas da capitania.

b) tratou-se de um movimento nascido no interior da crise da política pombalina para o Brasil, traduzi-da, no caso, pelo fechamento da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. c) a revolta revelou o descontentamento das elites locais diante da proibição, estabelecida pelo governo de D. João IV, para o funcionamento das manufaturas no Maranhão.

d) o movimento buscou, contrariando os interesses de Portugal, o concurso de capitais holandeses para a agricultura maranhense, recursos esses não proporcionados por Lisboa.

e) o contexto da revolta foi o da

marginalização eco-nômica do

Maranhão, produzida pela decadência da sua mineração, o que afastou Portugal da capitania.

07. (PUC-PR/16) Discutiu-se muito, no segundo semestre de 2015, no Brasil, a problemática do aumento dos impostos devido ao deficit de 30 milhões nas contas públicas. Nesse debate é possível visualizar recorrências a episódios da história política brasileira, conforme observamos na charge a seguir:

A charge faz menção:

a) à Conjuração Baiana, evento que

também ficou conhecido como

Rebelião dos Alfaiates, na qual os revoltosos, além de questionarem os altos impostos, buscaram fundar um governo monárquico no Brasil independente de Portugal.

b) à marca do pensamento católico no contexto do Brasil Colonial, que deu base ideológica para criminalizar e punir os políticos corruptos.

c) à Revolução Pernambucana, que eclodiu devido ao aumento de impostos que foi decretado com a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Esse movimento também foi marcado pela luta pelo fim da escravidão.

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d) à Conjuração Mineira, revolta que ocorreu em Minas Gerais devido à derrama declarada pela Coroa Portuguesa e aos preços abusivos que eram cobrados pelas mercadorias importadas.

e) à restrição da liberdade de imprensa, no contexto do século XIX, que

dificultou a emergência de

movimentos contrários à excessiva cobrança de impostos pela Coroa Portuguesa.

08. (UFSM) Analise o texto e a imagem:

Seus objetivos foram mais abrangentes, não se limitando apenas aos ideais de liberdade e independência. O levante do final do século XVIII propunha

mudanças verdadeiramente

revolucionárias na estrutura da colônia. Pregava a igualdade de raça e de cor, o fim da escravidão, a abolição de todos os privilégios, podendo ser considerada a primeira tentativa de revolução social brasileira.

Assinale a alternativa que contém o nome do movimento e indica a fonte influências externas.

a)Guerra dos Mascates – Revolução Inglesa

b)Inconfidência Mineira – Independência dos Estados Unidos

c)Conjuração Baiana – Revolução Francesa

d)Confederação do Equador – Congresso de Viena

e)Revolta dos Malês – Revolução Independentista do Haiti

09.

(FGV) Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal – conde de Assumar – se casou em 1715 com D. Maria José de Lencastre. Daí a dois anos partiria para o Brasil como governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Nas Minas, não teria sossego, dividido entre o cuidado ante virtuais levantes escravos e efetivos levantes de poderosos; o mais sério destes o celebrizaria como algoz: foi o conde de Assumar que, em 1720, mandou executar Felipe dos Santos sem julgamento, sendo a seguir chamado a Lisboa e amargurado um longo ostracismo.

(Laura de Mello e Souza, Norma e conflito: aspectos da história de Minas no século XVIII)

A morte de Felipe dos Santos esteve vinculada a:

a) uma sublevação em Vila Rica, que envolveu vários grupos sociais, descontentes com a decisão de levar todo ouro extraído para ser quintado nas Casas de Fundição.

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b) um movimento popular que exigia a autonomia das Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro e o imediato cancelamento das atividades da Companhia de Comércio do Brasil. c) uma revolta denominada Guerra do

Sertão, comandada por potentados locais, que não aceitavam as imposições colonialistas portuguesas, como a proibição do comércio com a Bahia.

d) uma insurreição comandada pela elite colonial, inspirada no sebastianismo, que defendia a emancipação da região das Minas do restante da América portuguesa, com a criação de uma nova monarquia.

e) uma rebelião, que contrapôs os paulistas – descobridores das minas e primeiros exploradores – e os chamados emboabas ou forasteiros – pessoas de outras regiões do Brasil, que vieram atrás das riquezas de Minas.

10. Apesar das concessões liberais do

Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, os problemas sociais, políticos e econômicos que o Brasil herdou do período colonial persistiram. Grande parte deles resultava da continuidade da escravidão, do abandono em que viviam as populações do interior, das profundas desigualdades sociais, da má distribuição das terras e do crescimento da população urbana. A partir de 1835, alimentada pela crise econômico-financeira decorrente de arrecadações insuficientes, da queda das exportações e da elevação do custo de vida, a insatisfação generalizada explodiu na forma de inúmeras revoltas provinciais. Assinale a alternativa em que são apresentadas as revoluções provinciais que se destacaram:

a) Cabanagem, Balaiada e Sabinada. b)Canudos, Contestado e Farrapos. c) Cabanagem, Canudos e Contestado. d)Revolta da Vacina, Revolta da Chibata e Canudos.

e)Sabinada, Balaiada e Revolta da Armada.

11. “Ó vós, Homens cidadãos; ó vós, povos curvados e abandonados pelo Rei, pelos seus despotismos, pelos seus ministros. Ó vós, povo que nascestes para seres livres e para gozardes dos bons efeitos da liberdade... O dia da nossa revolução está para chegar, animai-vos, que sereis felizes para sempre.”

PANFLETO: Aviso ao povo Bahiense. O fragmento acima se refere ao

movimento conhecido como

“Conjuração dos Alfaiates”.

Com relação a esse movimento ocorrido na Bahia em 1798, é correto afirmar que os revoltosos pretendiam:

a) instalar uma República Provisória na cidade de São Salvador, com apoio da elite burocrática e de alguns membros do alto clero;

b)defender o fim da dominação colonial garantindo, porém, a preservação do regime monárquico e a manutenção da escravidão;

c) estabelecer um governo democrático na Capitania da Bahia de Todos os Santos, com igualdade de direitos, sem distinção de cor ou riqueza;

d)protestar contra a política mercantilista portuguesa, buscando conseguir o apoio do governo norte-americano para por fim ao pacto colonial.

12. (ENEM) “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará

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virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil”.

(Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).

O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?

a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.

b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio. c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.

d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional. e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.

13. (PUCSP) Entre os eventos que antecederam a independência política do Brasil e propuseram ou criaram condições para a autonomia, podem-se mencionar:

a) as iniciativas da Coroa portuguesa no Brasil, no início do século XIX, como a permissão ao comércio internacional sem mediação da Metrópole e a criação de sistema bancário oficial.

b) as revoltas ocorridas na região das Minas Gerais, no decorrer do século XVIII, com características e projetos,

em todos os casos, emancipacionistas e propositores de um Estado brasileiro autônomo.

c) as mudanças ocorridas no cenário europeu, entre o final do século XVIII e o início do XIX, com a ascensão de Napoleão ao trono francês e a conquista, por suas tropas, de toda a Europa Ocidental e de suas possessões coloniais.

d) as ações de grupos de comerciantes da Colônia, desde o início do século XIX, desejosos de ampliar sua independência comercial e de estabelecer vínculos diretos com países do Ocidente europeu e do Extremo Oriente.

e) as vitórias, no século XVIII, das lutas pela independência nas regiões de colonização espanhola, francesa e inglesa das Américas, gerando um conjunto de impérios autônomos, possíveis parceiros comerciais para o Brasil.

14.

(Fonte: NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 1998.) A charge SATIRIZA:

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a)o estabelecimento de casas comerciais inglesas no Brasil.

b) a procura de produtos ingleses pela população devido aos baixos preços. c) o incremento do comércio de produtos brasileiros devido ao desenvolvimento industrial.

d) a entrada maciça de produtos ingleses no Brasil após a assinatura do Tratado de 1810.

e) a política protecionista adotada por D.João VI através da concessão de privilégios aos produtos portugueses.

15. (PITÁGORAS) Concebida, desde o

século XVII, como solução de emergência em situações de crise, a mudança da Corte para a América voltou a ser considerada pelo anglófilo Rodrigo de Souza Coutinho às vésperas de sua demissão da pasta de secretário da Marinha e Ultramar; em 1803, mas somente entrou na pauta governamental do dia quando sucessivas ameaças da França evidenciaram, a partir de 1807, a iminência da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Convencido de que a integridade da monarquia somente estaria assegurada por meio da preservação dos domínios americanos, cujos recursos naturais e humanos superavam os do reino, D. João e a Corte partiram de Lisboa em 29 de novembro de 1807, compondo uma comitiva de 15 mil pessoas, incluindo apenas uma pequena parte da alta nobreza lusitana.

VAINFAS, Ronaldo. (ORG) Transmigração da Corte. ln Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva. 2000. p. 557. Marque a alternativa que corresponde a um fator determinante para a transferência da Corte portuguesa para o

Brasil e que tenha sido evidenciado pelo texto acima.

A) A necessidade de impedir a prática do contrabando e da corrupção, presentes no Brasil desde o início da colonização.

B) A necessidade de melhorar e modernizar as estruturas políticas e econômicas do Brasil para evitar o

surgimento de movimentos

emancipacionista.

C) A não-adesão de Portugal à política napoleônica que resultou na invasão do país por tropas francesas.

D) A aliança com a Inglaterra como forma de evitar o êxito dos planos de Napoleão Bonaparte na Europa e nas Américas.

16. (PITÁGORAS) As constantes denúncias de que uma rebelião estava sendo tramada levaram o governador de Pernambuco a ordenar a prisão de alguns membros da Maçonaria. Esse fato precipitou a ação dos revoltosos. Em março de 1817, começou a revolta. Os líderes prenderam o governador e instalaram um governo provisório revolucionário. A respeito da Revolução Pernambucana, considera-se como VERDADEIRA a seguinte afirmação: a) O movimento foi motivado pela insatisfação dos pernambucanos devido à crise econômica e aos altos impostos instituídos por D. João VI.

b) O movimento foi apoiado pelas elites mineiras, insatisfeitas com a decadência da mineração e cobranças de abusivos impostos.

c) Os pernambucanos defendiam a adoção de uma monarquia centralizada

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administração pública e contornar a crise econômica.

d) Os revolucionários exigiam o retorno imediato de D. João VI a Portugal e a anulação do

Tratado de 1810 com a Inglaterra.

GABARITO

01. C 02.E 03. C 04.E 05.B

06.A 07. D 08.C 09.A 10.A

11.C 12.B 13.A 14.D 15.C

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