PROFa. VERA MARIA CORRÊA QUEIROZ
Mestre em Direito Previdenciário PUC/SP
Especialista em Direito Previdenciário pela EPD Advogada e Consultora Jurídica
Professora de Direito Previdenciário Ex Servidora do INSS
E-mail: [email protected]
Face: Vera Queiroz
SEGURIDADE SOCIAL
• CONCEITO
• Art. 194 da CF: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social.
PRINCÍPIOS QUE REGEM O CUSTEIO
• Equidade na forma de participação no custeio: igualdade tributária que leva em conta a capacidade contributiva- Art. 194, § único, V da CF.
• Diversidade da base de financiamento: diminuição do risco de perda financeira para o sistema protetivo. Art. 194, § único, VI da CF.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL – ART. 195 DA CF
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL – LEI 8.212/91
• Art. 10. A Seguridade Social será financiada por toda sociedade, de forma direta e indireta, nos termos do art. 195 da Constituição Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais.
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE
• Ou solidarismo - ou mutualismo.• Finalidade: realização de justiça social, bem-estar e redução de desigualdades sociais.
• Proporciona a transferência de recursos obtidos com as contribuições de toda a sociedade, em prol daqueles sobre os quais recaiam os infortúnios.
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE
• Forma: toda a sociedade financia (solidariedade compulsória), seja por meio das contribuições, seja por meio de dotação orçamentária específica.
• Garantia do pacto intergeracional (o Estado e toda a sociedade economicamente ativa contribuem para o pagamento dos benefícios dos inativos, garantindo estabilidade social.
FORMA DIRETA E INDIRETA DE
FINANCIAMENTO
• Diretas: financiamentos obtidos mediante contribuições sociais efetivadas pelos trabalhadores e pelos tomadores de serviço. • Indiretas: mediante receitas orçamentárias da
União, Estado, Distrito Federal e Municípios. Previsão nos arts. 11, 16, 17 e 19 da Lei 8.212/91.
RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS
• recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios – Art. 195, caput, CF.
• As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União – Art. 195, § 1º, CF.
RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS
• PRECEDÊNCIA DA FONTE DE CUSTEIO - art. 195, § 5º, CF
• § 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
• 1 - De Repartição
• 2 - De Capitalização
• 3 - Não Contributivos
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
Sistema Contributivo Brasileiro:Contribuições Sociais Obrigatórias. Previdência Complementar.
Características:
Legislação específica de qualificação dos contribuintes;
Forma de aporte diferente dos tributos em geral; Contribuições previdenciárias e securitárias;
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
SISTEMA DE REPARTIÇÃO: aportes para um único fundo.
Atende os beneficiários que preencham os requisitos legais, mesmo quando a participação é irrisória ou inexiste.
O Estado participa intensamente do orçamento.
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO: aportes para fundo individual, com cotas particulares ou coletivas. Exemplo: Suécia.
As cotas devem suprir as necessidades dos seus integrantes.
Participação do Estado quase não existe.
Participação do empregador depende de cada sistema.
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
SISTEMA NÃO CONTRIBUTIVO: aportes decorrentes da arrecadação tributária geral. Exemplo: Dinamarca, Austrália.
Não há identificação dos contribuintes: se pagou tributo, automaticamente contribuiu para o sistema previdenciário.
SISTEMAS CONTRIBUTIVOS
SISTEMA PRIVADO: aportes individuais e compulsórios para instituições privadas de previdência. Exemplo: México, Peru, Chile.
ausência da participação do Estado e do Empregador.
Regulamentação Estatal estabelecendo a compulsoriedade da vinculação a um plano de previdência privada.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL – LEI 8.212/91
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas:
I - receitas da União;
II - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes.
CONTRIBUIÇÕES DA UNIÃO
• Art. 16. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados obrigatoriamente na lei orçamentária anual.
• Parágrafo único. A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da Previdência Social, na forma da Lei Orçamentária Anual.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
• NATUREZA JURÍDICA para a corrente majoritária é tributo, pois estão sujeitas ao regime jurídico tributário, devendo obeceder aos princípios constitucionais da legalidade, irretroatividade, não-confisco.
• STF - RE 217.252-1/MG e o AGRAG 174.540-2/AP que as contribuições sociais são, indiscutivelmente, modalidade de tributo.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
• ART. 195, § 6º DA CF - PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL.
• As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b“ (anualidade tributária).
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO ART. 195, CF
• I - do empregador, da empresa e da entidade a
ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento; c) o lucro.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO ART. 195, CF
• II - do trabalhador e dos demais segurados da
previdência social, não incidindo contribuição
sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
• III - sobre a receita de concursos de
prognósticos.
• IV - do importador de bens ou serviços do
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO ART. 195, CF
• CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS:
CF, Art. 195: inciso I, alínea “a” e inciso II destinam-se ao pagamento dos benefícios previdenciários.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO ART. 195, CF
• CONTRIBUIÇÕES SECURITÁRIAS:
CF, Art. 195: inciso I, alínea “b, c” e incisos III e IV
destinam-se ao pagamento das demais despesas da seguridade social.
são geridas pela Receita Federal do Brasil.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
ART. 195, INCISO II DA CF
• 1) DO TRABALHADOR – Trata-se da contribuição social do segurado obrigatório: empregado, empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso e segurado especial.
• 2) DOS DEMAIS SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA
SOCIAL – Trata-se da contribuição social do
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO – Art. 20, Lei 8.212/91
• Alíquota não cumulativa sobre o salário de contribuição:
• SC até R$ 1.693,72 8%
• SC de R$ 1.693,73 a R$ 2.822,90 9% • SC de R$ 2.822,91 a R$ 5.645,80 11%
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO – Art. 20, Lei 8.212/91 • Exceção: A contribuição do segurado
trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física para exercício de atividades de natureza temporária, na forma do art. 14A da Lei 5.889/1973 acrescentado pela Lei 11.718/2008, é de 8% sobre o respectivo salário de contribuição definido no inciso I do caput do art. 28 da Lei 8.212/1991.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• PARA EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO: é a
remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. Art. 28, I da Lei 8.212/91
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• PARA O EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO, na
condição de dirigente sindical, a remuneração efetivamente auferida na entidade sindical ou empresa de origem. Art. 28, § 10 da Lei 8.212/91.
• PARA EMPREGADO DOMÉSTICO: é a remuneração
registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração. Art. 28, II da Lei 8.212/91.
• Art. 214, II do Decreto 3.048/99: Carteira Profissional e/ou Carteira de Trabalho e Previdência Social.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• LIMITES:
• MÍNIMO piso salarial da categoria e, na falta deste, o salário mínimo.
- Para o menor aprendiz: remuneração mínima definida em lei.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• PROPORCIONALIDADE:
• Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado ocorrer no curso do mês, o salário de contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo. Art. 28, §
1º da Lei 8.212/91.
• Art. 214, § 1º do Decreto 3.048/99 – empregado,
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO Art. 21 da Lei 8.212/91 e art. 199, RPS
Alíquota: 20% sobre o salário de contribuição Exceção: SEIPREV – Art. 201, § 12, CF (EC 47)
SC = 1 salário mínimo
Exclusão do direito à aposentadoria por tempo de contribuição
Exclusão do direito à certidão de contagem recíproca.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO
Alíquota: 11% sobre o salário de contribuição
Contribuinte individual que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado.
Segurado facultativo em geral SC = 1 salário mínimo
Exclusão do direito à aposentadoria por tempo de contribuição e à certidão de contagem recíproca.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO Alíquota: 11% sobre o salário de contribuição Contribuinte individual que preste serviço
eventual à empresa
SC = qualquer valor* até o limite máximo.
* Complementação obrigatória se for inferior ao salário mínimo.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO
Alíquota: 5% sobre o salário de contribuição
Contribuinte individual como MEI ( art. 18-A da LC 123/2006)
Segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.
SC = 1 salário mínimo
Exclusão do direito à aposentadoria por tempo de contribuição e à certidão de contagem recíproca.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO
• COMPLEMENTAÇÃO DA DIFERENÇA PARA
OBTENÇÃO DA APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO OU DA CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO: será valor do
limite mínimo mensal do salário de contribuição em vigor na competência a ser complementada, acrescido dos juros moratórios, sob pena de indeferimento do benefício.
• BAIXA RENDA: a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico cuja renda mensal seja de até 2 (dois) salários mínimos.
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• Para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês. Art. 28, III da Lei 8.212/91.
• Para o segurado facultativo: o valor por ele declarado. Art. 28, IV da Lei 8.212/91.
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• LIMITES:
• MÍNIMO o salário mínimo.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E
FACULTATIVO
• RECOLHIMENTO TRIMESTRAL: SC = 1 salário mínimo
Trimestre civil
• Art 216, § 15, RPS. É facultado aos segurados contribuinte individual e facultativo, cujos salários de contribuição sejam iguais ao valor de um salário mínimo, optarem pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias, com vencimento no dia quinze do mês seguinte ao de cada trimestre civil, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subsequente quando não houver expediente bancário no dia quinze.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
• Art. 45-A da Lei 8.212/91
O contribuinte individual que pretenda
contar como tempo de contribuição, para
fins de obtenção de benefício no Regime
Geral
de
Previdência
Social
ou
de
contagem
recíproca
do
tempo
de
contribuição,
período
de
atividade
remunerada alcançada pela decadência
deverá indenizar o INSS.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
• O valor da indenização corresponderá a 20%:
I – da média aritmética simples dos maiores
salários de contribuição, reajustados,
correspondentes a 80% de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho/94; ou
II – da remuneração sobre a qual incidem as
contribuições para o regime próprio de
previdência social a que estiver filiado o interessado, no caso de indenização para fins da contagem recíproca, observados o limite máximo do salário de contribuição.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
• Sobre os valores apurados incidirão juros
moratórios de 0,5% ao mês, capitalizados
anualmente, limitados ao percentual máximo de 50%, e multa de 10%.
• Essa regra não se aplica aos casos de
contribuições em atraso não alcançadas pela decadência do direito de a Previdência constituir
o respectivo crédito, obedecendo-se, em relação a elas, as disposições aplicadas às empresas em geral.
SEGURADO ESPECIAL E PRODUTOR
RURAL PESSOA FÍSICA
EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA* E SEGURADO ESPECIAL:
Art. 25 da Lei 8.212/91
I – 1,2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção (Lei 13.606/2018).
SEGURADO ESPECIAL E PRODUTOR
RURAL PESSOA FÍSICA
INTEGRAM A PRODUÇÃO:
os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos.
SEGURADO ESPECIAL E PRODUTOR
RURAL PESSOA FÍSICA
NÃO INTEGRA A BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO:
a produção rural destinada ao plantio ou reflorestamento, nem o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando vendido pelo próprio produtor e por quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País.
SEGURADO ESPECIAL E PRODUTOR
RURAL PESSOA FÍSICA
CONTRIBUIÇÃO FACULTATIVA DO SEGURADO ESPECIAL:
Art. 25, § 1º da Lei 8.212/91 - O segurado especial de que trata este artigo, além da contribuição obrigatória referida no caput, poderá contribuir, facultativamente, na forma do art. 21 desta Lei.
*FACULTATIVAMENTE = OPCIONALMENTE
Art. 9º, § 11. O segurado especial fica excluído dessa categoria: I – a contar do primeiro dia do mês em que:
b) enquadrar-se em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social.
SEGURADO ESPECIAL E PRODUTOR
RURAL PESSOA FÍSICA
PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA:
É contribuinte individual.
Art. 25 da Lei 8.212/91 - § 2º A pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 contribui,
também, obrigatoriamente, na forma do art. 21 desta Lei.
DOS TOMADORES DE SERVIÇO
1. DO EMPREGADOR DOMÉSTICO
2. DA EMPRESA E PESSOA À ELA
EQUIPARADA
DO EMPREGADOR DOMÉSTICO
• CONCEITO: a pessoa ou família que admite a seu serviço,
sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. (Art. 15, II da Lei 8.212/91).
• ALÍQUOTA -ART. 24 DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO DA LEI
13.202/2015)
I - 8% (oito por cento); e
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho.
DO EMPREGADOR DOMÉSTICO
• BASE DE INCIDÊNCIA: o salário de contribuição do
empregado doméstico a seu serviço (remuneração registrada em CP e/ou CTPS).
• OBRIGAÇÃO: arrecadar e a recolher a contribuição do
segurado empregado a seu serviço, assim como a parcela a seu cargo.
DO EMPREGADOR DOMÉSTICO
• PRAZO DE RECOLHIMENTO:
• até o dia 7 do mês seguinte ao da competência (art. 30 da Lei
8.212/91 – redação da LC 150/2015), antecipando-se o vencimento para o dia útil anterior se não houver expediente bancário.
• até 20 de dezembro: a competência novembro e a
contribuição referente à gratificação natalina - décimo terceiro salário - utilizando-se de um único documento de arrecadação. (art. 216, § 1º-A do Decreto 3.048/99)
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
- CONCEITO: Art. 15, inciso I da Lei 8.212/91
Empresa - a firma individual ou sociedade que
assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
Pessoa Equiparada - o contribuinte individual e a
pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras, o operador portuário e o Órgão Gestor de Mão de Obra.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
MATRÍCULA: – Art. 49 da Lei 8.212/91
Art. 256 do Decreto 3.048/99
simultaneamente com a inscrição no CNPJ, ou
perante o INSS, quando não sujeita a inscrição no
CNPJ MATRÍCULA CEI
>> prazo de 30 dias contados do início de suas atividades.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
1) APORTE PATRONAL NA CONTRATAÇÃO DE
EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO:
Art. 22, I e II da Lei 8.212/91
BASE DE INCIDÊNCIA: TOTAL DAS REMUNERAÇÕES PAGAS, DEVIDAS OU CREDITADAS A QUALQUER TÍTULO, DURANTE O MÊS.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
ALÍQUOTAS:
A) 20% + 2,5%* (adicional de bancos etc.)
B) GIILRAT – 1% ou 2% ou 3%
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
GIILRAT (SAT/RAT) – GRAU DE INCIDÊNCIA DE INCAPACIDADE
LABORATIVA DECORRENTE DOS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO, de acordo com a atividade preponderante da empresa).
1% o risco de acidentes do trabalho é considerado LEVE 2% o risco de acidentes do trabalho é considerado MÉDIO
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
ATIVIDADE PREPONDERANTE DA EMPRESA:
Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos.
O Risco Ambiental de Trabalho é atribuído a cada atividade discriminada Anexo V do RPS, que representa o chamado CNAE – Cadastro Nacional de Atividade Econômica.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
RISCO AMBIENTAL DO TRABALHO – FUNDAMENTAÇÃO
Art.195, § 9º da CF - As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005).
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
FAP – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO Art. 202-A do Decreto 3.048/99
O FAP consiste num multiplicador variável num intervalo contínuo de cinco décimos (0,5000) a dois inteiros (2,0000), aplicado com quatro casas decimais, considerado o critério de arredondamento na quarta casa decimal, a ser aplicado à respectiva alíquota (1% ou 2% ou 3%).
Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados os dados de janeiro a dezembro de cada ano, a contar do ano de 2004, até completar o período de cinco anos, a partir do qual os dados do ano inicial serão substituídos pelos novos dados anuais incorporados.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
FAP – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO - Art. 202-A do RPS
ALTERAÇÃO DO ENQUADRAMENTO DA EMPRESA
visa estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais no trabalho, desde que a empresa demonstre a melhoria das condições do trabalho, com redução dos agravos à saúde do trabalhador, obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco, mas está condicionada à inexistência de débitos em relação às contribuições, bem como o cumprimento das obrigações previdenciárias.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
ADICIONAL DE GIILRAT – Grau de Incidência de Incapacidade
Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho, de acordo com a atividade preponderante da empresa).
se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa
ensejar a concessão de aposentadoria especial: 6% após vinte e cinco anos de contribuição. 9% após vinte anos de contribuição.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
2) APORTE PATRONAL NA CONTRATAÇÃO DE
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL:
Art. 22, III da Lei 8.212/91
BASE DE INCIDÊNCIA: TOTAL DAS REMUNERAÇÕES PAGAS, DEVIDAS OU CREDITADAS A QUALQUER TÍTULO, DURANTE O MÊS.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
• CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL DE 2,5%: Art. 22, § 1º da Lei 8.212/91
• No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco por cento sobre o total da remuneração.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
3) APORTE PATRONAL NA CONTRATAÇÃO DE
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
Art. 201, III do Decreto 3.048/99
COM INTERMEDIAÇÃO DE COOPERATIVA DE TRABALHO:
BASE DE INCIDÊNCIA: NOTA FISCAL, FATURA OU RECIBO ALÍQUOTA: 15%
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
4) CONTRIBUIÇÕES SUBSTITUTIVAS Quando ocorre mudança na base de incidência.
Hipóteses:
A) Associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional
B) Produtor rural
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
A) Associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional – Art. 22,§ 6º e 11-A da Lei 8.212/91:
Alíquota: 5% da receita bruta
Base de incidência: espetáculos desportivos, patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos.
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
B) Produtor rural – Art. 201,§ 4º e 201-A do RPS:
Agroindústria e Produtor Rural Pessoa Jurídica
Base de incidência: receita bruta proveniente da
comercialização da produção rural.
Alíquotas:
EMPRESA E PESSOA EQUIPARADA
C) Microempreendedor – Art. 201,§ 7º do RPS
A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou de empresa de pequeno porte, na forma do art. 2º da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, contribuirá na forma estabelecida no art. 23 da referida Lei.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÃO PRINCIPAL – Art. 30 da Lei 8.212/91
• a) arrecadar as contribuições dos segurados a seu
serviço, descontando-as da respectiva remuneração;
• b) recolher os valores arrecadados, assim como as
contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÃO PRINCIPAL – Art. 30 da Lei8.212/91
• PRAZO DE RECOLHIMENTO: até o dia 20 do mês seguinte ao da competência (antecipa-se se não for dia útil).
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei 8.212/91 e Art.
225 do RPS
1) Elaborar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos.
1) Lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei 8.212/91
e Art. 225 do RPS
3) Prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização;
4) Informar mensalmente ao INSS, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto;
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei 8.212/91 e Art. 225 do RPS
3) Prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização;
4) Encaminhar ao sindicato representativo da categoria profissional mais numerosa entre seus empregados, até o dia dez de cada mês, cópia da Guia da Previdência Social relativamente à competência anterior.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei 8.212/91 e Art.
225 do RPS.
5) Afixar cópia da Guia da Previdência Social, relativamente à competência anterior, durante o período de um mês, no quadro de horário de que trata o art. 74 da CLT.
6) Informar, anualmente, à Secretaria da RFB o nome, o número de inscrição na previdência social e o endereço completo dos segurados comerciante ambulante, por ela utilizados no período, a qualquer título, para distribuição ou comercialização de seus produtos, sejam eles de fabricação própria ou de terceiros, sempre que se tratar de empresa que realize vendas diretas.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei 8.212/91
7) Comunicar, mensalmente, aos empregados, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, os valores recolhidos sobre o total de sua remuneração ao INSS.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – Art. 32 da Lei
8.212/91
GFIP – As informações servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo INSS, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir-se-ão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não-recolhimento.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• RECOLHIMENTO PRESUMIDO
Art. 33, § 5º da Lei 8.212/91 e Art. 216, § 5º do RPS
O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
Art. 31 da Lei 8.212/91 e Art. 219 do RPS
A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida, em nome da empresa cedente da mão de obra.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
Art. 31 da Lei 8.212/91 e Art. 219 do RPS
Entende-se como cessão de mão de obra a
colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados
que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
SERVIÇOS REALIZADOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO DE OBRA:
I - limpeza, conservação e zeladoria II - vigilância e segurança
III - construção civil IV - serviços rurais
V - digitação e preparação de dados para processamento
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
VII - cobrança
VIII- coleta e reciclagem de lixo e resíduos IX- copa e hotelaria
X- corte e ligação de serviços públicos XI - distribuição
XII - treinamento e ensino
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
XIV - ligação e leitura de medidores
XV - manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos
XVI - montagem
XVII - operação de máquinas, equipamentos e veículos XVIII - operação de pedágio e de terminais de transporte
XIX - operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou sub-concessão
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
XXI- portaria, recepção e ascensorista
XXI - recepção, triagem e movimentação de materiais;
XXII - promoção de vendas e eventos;
XXIII - secretaria e expediente;
XXIV - saúde; e
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NA
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
• Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NA
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
• § 1o Nas sentenças judiciais ou nos acordos
homologados em que não figurarem,
discriminadamente, as parcelas legais relativas às contribuições sociais, estas incidirão sobre o
valor total apurado em liquidação de sentença ou sobre o valor do acordo homologado.
• § 2o Considera-se ocorrido o fato gerador das
contribuições sociais na data da prestação do
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NA
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
• § 4o No caso de reconhecimento judicial da prestação de serviços em condições que permitam a aposentadoria especial após 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, serão devidos os acréscimos de contribuição de que trata o § 6o do art. 57 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO
• As empresas que integram grupo econômico
de qualquer natureza, bem como os
produtores rurais integrantes do consórcio
simplificado respondem entre si,
solidariamente, por todas as obrigações.
• O operador portuário e o OGMO são
solidariamente responsáveis pelo pagamento das contribuições previdenciárias e demais obrigações, inclusive acessórias, devidas à seguridade social.
CONCURSO DE PROGNÓSTICOS
• Art. 26 da Lei 8.212/91
• § 1º O produto da arrecadação da
contribuição será destinado ao
financiamento da Seguridade Social.
• § 2º A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias.
CONCURSO DE PROGNÓSTICOS
• Art. 26 da Lei 8.212/91 e Art. 212, RPS
• Constitui receita da seguridade social a renda
líquida dos concursos de prognósticos, excetuando-se os valores destinados ao Programa de Crédito
Educativo.
• Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis.
CONCURSO DE PROGNÓSTICOS
• A contribuição constitui-se de:I - renda líquida dos concursos de prognósticos realizados pelos órgãos do Poder Público destinada à seguridade social de sua esfera de governo.
Renda líquida - o total da arrecadação, deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com administração.
CONCURSO DE PROGNÓSTICOS
II - cinco por cento sobre o movimento
global de apostas em prado de corridas.
Movimento global das apostas - total das
importâncias
relativas
às
várias
modalidades de jogos, inclusive o de
acumulada, apregoadas para o público no
prado de corrida, subsede ou outra
dependência da entidade.
CONCURSO DE PROGNÓSTICOS
III - cinco por cento sobre o movimento
global de sorteio de números ou de
quaisquer modalidades de símbolos.
Movimento global de sorteio de números
- o total da receita bruta, apurada com a
venda de cartelas, cartões ou quaisquer
outras modalidades, para sorteio realizado
em qualquer condição.
OUTRAS RECEITAS
• Art. 27 da Lei 8.212/91
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios;
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros;
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras;
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;
OUTRAS RECEITAS
VI - 50% (cinquenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 243 da CF
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal;
VIII - outras receitas previstas em legislação específica.
Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito.