Medição da Qualidade
da Internet no Brasil
Internet nas Cidades Digitais : Empreendedorismo e Gestão
Diretoria de Projetos
20 de Outubro de 2011
Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
Criado em maio de 1995
Pela Portaria Interministerial Nº 147 de 31/05/1995, alterada pelo Decreto Presidencial Nº 4.829 de 03/09/2003
Responsável pela coordenação e integração dos serviços Internet no país
Modelo multistakeholder composto por membros do governo, e membros eleitos dos setores empresarial, terceiro setor e da comunidade acadêmica.
1 – Min. da Ciência e Tecnologia 2 – Min. das Comunicações
3 – Casa Civil da Presidência da República 4 – Min. do Planejamento, Orçamento e Gestão
5 – Min. do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 6 – Min. da Defesa
7 – Agência Nacional de Telecomunicações
8 – Conselho Nacional de Desenv. Científico e Tecnológico
9 – Conselho Nac. Secretários Estaduais p/ Assuntos de Ciência e Tecn.
10 – Notório Saber
11 – Provedores de acesso e conteúdo 12 – Provedores de infra de telecom 13 – Indústria TICs e software 14 – Empresas usuárias 15 – Terceiro setor 16 – Terceiro setor 17 – Terceiro setor 18 – Terceiro setor 19 – Academia 20 – Academia 21 – Academia Sobre o CGI.br
Principais atribuições do CGI.br
Fomentar o desenvolvimento de serviços Internet no Brasil
Recomendar padrões e procedimentos técnicos operacionais para a Internet no Brasil
Coordenar a atribuição de endereços Internet (IPs) e o registro de nomes de domínios usando ccTLD <.br>
Coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços Internet – indicadores e estatísticas
http://www.cgi.br
NIC.br
Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR
Entidade civil, sem fins lucrativos, criada em 2003 e começando a atuar em 2005 (delegação do CGI.br)
Conselho de Administração composto por 7 membros: 3 do governo, escolhidos entre os componentes do CGI.br; 4 do setor privado indicados pelo CGI.br.
Assembléia Geral formada pelo pleno do CGI.br
Braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil
Coordena as atividades do Registro, do CERT, do CETIC e do CEPTRO.
http://www.nic.br
DE ONDE VEM OS RECURSOS ?
.br DNS infrastructure$
...
.br
IP
ASN
Como medir a qualidade técnica da
Internet brasileira ?
•
Medir a qualidade técnica da internet
brasileira significa medir a qualidade da
conectividade entre todos os ISP´s
nacionais, o interior da rede de cada um
e sua conectividade para com o mundo.
•
Variáveis a considerar entre dois pontos
de medição: atraso em uma direção
(“one-way delay”), variação do atraso (“jitter”),
número de saltos (“number-of-hops”),
perda de pacotes (“packet loss”)
O processo de medição foi dividido em três
etapas:
•
Medição da rede do ISP (Prestadora)
•
Medição entre redes dos ISPs (medição
nacional)
•
Medição da rede do ISP a redes fora do país
(medição internacional)
Pontos a considerar: • Por que medir ?
Para se poder avaliar a qualidade do acesso do Assinante e permitir a identificação de medidas que possam melhorar a qualidade do serviço;
• Onde medir ?
A medição deve ocorrer entre o Assinante e um ponto fora do ISP, especificamente no PTT (Ponto de Troca de Tráfego) mais
próximo;
• Quando medir ?
Processo de realização das medições deve se dar a qualquer instante e constantemente;
• O que medir ? (no mínimo)
largura de banda (velocidade) de upload e download, latência (RTT),
jitter,
perda de pacotes e disponibilidade;
• Que valores devem-se usar na avaliação dos resultados?
Após extensiva análise, foram estabelecidos critérios consensuais entre as Prestadores, a Anatel, o Inmetro e o CGI.br/NIC.br para avaliar a metodologia e os resultados obtidos no processo de
medição. Os valores para análise de qualidade de acesso à
Internet em Banda Larga Fixa do Inmetro em conjunto com CGI.br/ NIC.br e Anatel estão em
http://www.ceptro.br/CEPTRO/BandaLarga#Crit_rios_de_avalia_o
• Como será feita a medição?
Há três formas de medir, que se complementam:
1- com o uso de equipamentos desenvolvidos e configurados
especificamente para executar a medição (appliances), ou
2- com equipamentos de rede, localizados na ponta do acesso do
usuário/assinante, com "firmware" modificado para realizar medição
(CPE - Customer Premises Equipment), ou
3- com programa (software) de medição, com alta disseminação e
baixo custo, a ser tornado disponível a todos os assinantes que queiram participar da avaliação.
A opção para dar prioridade a um dos critérios acima é uma decisão que afeta diretamente prazos e custos do programa. A medição que o CEPTRO realizou decidiu-se por um misto das abordagens 1 e 3. Em princípio a abordagem 2, por depender de recursos em
equipamentos de obtenção mais difícil, acesso a instalações e tempo de implantação elevado, foi deixada à margem para futura reavaliação.
Pontos a considerar: • Por que medir ?
Para se poder avaliar a qualidade da interconexão entre os ISPs e, caso necessário, apontar necessidade de melhorá-la;
• Onde medir ?
A medição deve ocorrer entre os POPs com interconexão nacional e/ou internacional do ISP e os POPs com interconexão nacional e/ ou internacional de outros ISPs avaliados;
• Quando medir ?
Deve-se medir a qualquer instante e continuamente;
• O que medir ? (no mínimo) latência unidirecional,
RTT (“round trip time”) - latência de laço jitter,
traceroute,
perda de pacotes,
pacotes fora de ordem e disponibilidade;
• Que valores devem-se usar na avaliação dos resultados?
Como no caso da metodologia anterior, há critérios estabelecidos em conjunto com as Prestadoras para análise de qualidade de
acesso à Internet em Banda Larga Fixa no projeto Inmetro, CGI.br/ NIC.br e Anatel em
http://www.ceptro.br/CEPTRO/BandaLarga#Crit_rios_de_avalia_o
• Como será feita a medição?
Com o uso de equipamentos desenvolvidos e configurados especificamente para executar a medição (appliances). É
fundamental que o equipamento conte com um “hardware” de GPS acoplado. Mesmo trazendo algum custo adicional, é uma adição importante dado o pequeno número de Prestadoras a serem
avaliadas.
Pontos a considerar: • Por que medir ?
Para se poder avaliar a qualidade da conexão internacional do ISP e, caso necessário, apontar necessidade de melhorá-la;
• Onde medir ?
A medição deve ocorrer do POP com interconexão nacional e/ou internacional do ISP a redes fora do país;
• Quando medir ?
Deve-se medir a qualquer instante e continuamente;
Medição da rede do ISP a redes fora do país
(medição internacional)
• O que medir ? (no mínimo) latência unidirecional,
RTT (“round trip time”) - latência de laço jitter,
traceroute,
perda de pacotes,
pacotes fora de ordem e disponibilidade;
• Que valores devem-se usar na avaliação dos resultados?
Como no caso da metodologia anterior, há critérios estabelecidos em conjunto com as Prestadoras para análise de qualidade de
acesso à Internet em Banda Larga Fixa no projeto Inmetro, CGI.br/ NIC.br e Anatel em
http://www.ceptro.br/CEPTRO/BandaLarga#Crit_rios_de_avalia_o
Medição da rede do ISP a redes fora do país
(medição internacional)
• Como será feita a medição?
Com o uso de TTM-box do projeto RIPE e/ou equipamentos
desenvolvidos e configurados especificamente para executar a medição (appliances). É fundamental que os equipamentos contem com um “hardware” de GPS acoplado. Mesmo trazendo algum
custo adicional, é uma adição importante dado o pequeno número de Prestadoras a serem avaliadas.
Medição da rede do ISP a redes fora do país
(medição internacional)
Porque utilizar o projeto TTM do RIPE
•
Atende as características desejáveis de
medição
•
RIPE é uma entidade neutra e imparcial,
sem interesse comercial, assim como o
NIC.br
•
RIPE pode ter acesso aos POP´s dos
competidores assim como o NIC.br
•
O projeto iniciou em 1997 e o serviço está
regular para a comunidade Internet desde
outubro de 2000. Portanto estável.
•
Base de dados coletados é disponibilizado
crú para os participantes, caso deseje.
Porque utilizar o projeto TTM do RIPE
•
Padrões RFC 2330, 2678-2681 e 3393
•
Tem quase uma centena de pontos de medição
(“test-boxes”) espalhados pelo mundo: Europa,
América e Ásia
•
Os equipamentos são de fácil instalação e baixa
manutenção
•
Medições bastante precisas, erros da ordem de
10 us (uso de GPS para time-stamp)
•
Custos para 6 “test-boxes” :
–
Infra-estrutura : ~ € 15.000,00 (1x)
Memorando de Entendimentos
-
Agencia Nacional de Telecomunicações
(ANATEL)
-
Comitê Gestor da Internet no Brasil
(CGI.BR)/NIC.br
-
Instituto Nacional de Metrologia,
Normatização e Qualidade Industrial
(INMETRO)
Memorando de Entendimentos
-
Interesse mútuo de aprimorar a
capacidade de avaliação crítica da
sociedade brasileira frente à performance
técnica dos serviços de acesso à Internet
em Banda Larga ofertado no Brasil
-
Complementariedade das atribuições
legais e regulamentares das Partes frente
ao tema
Memorando de Entendimentos
-
Criação de métodos de medição de
desempenho técnico da prestação do
serviço
-
Medições periódicas
-
Divulgação à sociedade em geral dos
resultados destas medições
-
Proposição de medidas com vistas à
Internet ISP A Entidade AS AS X PTT AS Y AS B $$$$$ $$$ $
“Esquema Simplificado da Medição da
Banda Larga Fixa”
NIC.br
(Banda larga fixa)
PTT.br Acesso Banda
Medição da última milha com Thin Client + GPS
•
Medidas consideradas :
•
Largura de banda disponível na última milha
(upload TCP e UDP, download TCP e UDP)
•
Perda de pacotes
•
RTT (“round trip time”)
•
“One way delay” (latência), quando possível
•
“Jitter” (variação do atraso)
•
Pacotes fora de ordem
•
Tempo de resposta e funcionalidade DNS
•
Disponibilidade
Programa de Qualidade de Produtos – Inmetro
• Reuniões com as empresas e associações que asrepresentam para acordar os parametros e locais de medição
(bairros onde há competição, provedores com mais de 10% dos assinantes de banda larga na cidade,...)
• Chamada de voluntários, seleção, obtenção de informações do provedor, contrato para reembolso de despesas
• Instalação do thin client + GPS • Início das medições
• Testes a cada 5 minutos • Testes a cada 30 minutos • Testes a cada 5 horas
Programa de Qualidade do Inmetro
•
Relatório dos testes foram enviados para
manifestação das empresas testadas
•
As empresas testadas se manifestaram e os
questionamentos foram respondidos
•
Os resultados finais dos testes foram
compartilhados com CGI.br/NIC.br e Anatel para
manisfestação antes do envio para a mídia.
•
Os resultados foram divulgados no programa do
Fantástico em 19 junho de 2011
SIMET - Introdução
• Tipos de testes realizados:
Jitter (variação da latência)
Upload e Download
Latência Bidirecional (RTT – Round Trip Time)
Durante o teste de latência é medida a perda
Banda disponível (“velocidade instantânea”)
TCP (Upload e Download) UDP (Upload e Download)
Perda de pacotes
• Durante os testes são fornecidas informações
detalhadas sobre cada um dos testes para o
usuário
SIMET - Introdução
• Disponibilizamos os resultados dos testes
realizados pelos usuários dos ASs aos ASs.
Necessário usuário e senha.
SIMET–Infraestrutura Utilizada
• Utiliza a infra-estrutura dos PTTMetro com apoio da RNP
– 11 localidades com suporte ao SIMET
– as demais localidades do PTTMetro, em implantação
• Servidor público, no NIC.br, para quem não tem acesso aos servidores do PTTMetro
• Testes são feitos automaticamente através do servidor de menor latência
– O cliente pode optar por fazer os testes no servidor público ou em outro PTTMetro que ele tenha acesso
SIMET - Interface
SIMET – Análise dos Testes
Realizados
• Período analisado:
de 01/01/2011 até 30/06/2011
• Utilização dos resultados que tenham as
seguintes características:
Download máximo de 110 Mbps (TCP)
Objetivo de limitar a planos de usuários domésticos
Totais de Testes
Totais de Testes com CEP
Análise dos dados Brasil –
Análise dos dados Brasil –
Médias por Estado - RTT
Análise dos dados Brasil –
Médias por Estado - Jitter
Análise dos dados Brasil –
Análise dos dados Brasil
• Antena GPS
– Trimble – Acutime
2000
• Placa
– Desenvolvida e
• Servidor
Mapa da qualidade da Internet
no Brasil
SAMAS- Sistema de Análise e Medição
de ASs
Seja um voluntário: (http://op.ceptro.br/asn_coletor/)
• NIC.br está distribuindo Computador e GPS para serem instalados nos ASs • O AS terá as informações
relacionadas a sua rede em relação a outros ASs através do portal do AS mediante usuário e senha.
• Participando no SAMAS é possível verificar a qualidade entre a sua rede e a redes onde estão os servidores do SIMET nos PTTs.
• Alerta automático de problemas detectados.
PAS – Portal para visualização de
dados dos ASNs
PAS – Portal para visualização dos
dados dos ASN
• Acesso via
https://pas.nic.br
• Usuário pode se cadastrar e requisitar acesso
aos dados coletados pelo SIMET e SAMAS
referentes ao seu ASN
PAS – Portal para visualização dos
dados dos ASN
• Testes do SIMET
podem ser
exportados de
diversas maneiras
– HTML – XLS – CSV• Pode ser definida
PAS – Portal para visualização dos
dados dos ASN
• Dados exportados do SIMET:
• Local do teste • Horário do Teste • CEP
• IP utilizado
• RTT (Round-Trip Time) feito com UDP • Perda de Pacotes
• Jitter (upload e download)
• Vazão TCP (upload e download) • Vazão UDP (upload e download)
PAS – Portal para visualização dos
dados dos ASN
• Possibilidade de
visualizar dados já
consolidados dos
testes do SIMET
– Comparação pode ser feita entre período
diurno e noturno
– São mostrados dados brutos e percentais