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SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES

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Academic year: 2019

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Texto

(1)

Álgebra Linear III

(2)

i

ÍNDICE

MATRIZES

Definição 1

Igualdade 2

Matrizes Especiais 2

Operações com Matrizes 3

Classificação de Matrizes Quadradas 9

Operações Elementares 11

Matriz Equivalente por Linha 11

Matriz na Forma Escalonada 11

Aplicações de Operações Elementares 12

Exercícios 15

Respostas 18

Apêndice A – Determinante 19

SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES

Definição 24

Matrizes Associadas a um Sistema Linear 24

Classificação de Sistemas 25

Resolução de Sistemas utilizando o Método de Eliminação Gaussiana 25

Resolvendo e Interpretando Geometricamente Sistemas Lineares no R2 26

Resolvendo e Interpretando Geometricamente Sistemas Lineares no R3 28

Sistema Homogêneo 37

Resolução de Sistemas utilizando Inversão de Matrizes 38

Exercícios 39

Respostas 40

ESPAÇO VETORIAL REAL DE DIMENSÃO FINITA

Definição 41

Subespaço Vetorial 42

Combinação Linear 43

Subespaço Vetorial Gerado e Conjunto Gerador 44

Vetores Linearmente Independentes e Dependentes 45

Base e Dimensão de um Espaço Vetorial 46

Operações com Subespaços Vetoriais 47

Coordenadas de um Vetor em relação a uma Base Ordenada 49

Matriz de Transição de uma Base para uma outra Base 50

Exercícios 51

Respostas 54

(3)

ii

TRANSFORMAÇÕES LINEARES

Transformação Linear 58

Operadores Lineares no Espaço Vetorial R2 59

Núcleo e Imagem de uma Transformação Linear 62

Transformação Linear Injetora 64

Transformação Linear Sobrejetora 64

Transformação Linear Bijetora – Isomorfismo 65

Matriz Associada a uma Transformação Linear 66

Operações com Transformações Lineares 68

Exercícios 69

Respostas 73

Apêndice C – Teoremas 74

PRODUTO INTERNO

Definição 76

Norma de um Vetor 76

Distância entre dois Vetores 77

Ângulo entre dois Vetores 77

Ortogonalidade 77 Processo de Ortogonalização de Gram-Schmidt. Projeção de um Vetor sobre um

Subespaço. 77

Complemento Ortogonal 80

Exercícios 81

Respostas 83

Apêndice D – Teoremas 84

AUTOVALORES E AUTOVETORES

Definição 86

Cálculo de Autovalores, Autovetores e Autoespaços 87

Multiplicidade de Autovalores 89

Diagonalização de Operadores Lineares 90

Exercícios 91

Respostas 91

Apêndice E – Teoremas 92

ESPAÇOS VETORIAS COM PRODUTO INTERNO E OPERADORES LINEARES

Operador Adjunto 93

Operador Auto-Adjunto 93

Operador Ortogonal 93

Operador Normal 93

Exercícios 94

Apêndice F – Teoremas 95

BIBLIOGRAFIA

96

(4)

1

MATRIZES

Definição

Conjunto de números reais (ou complexos) dispostos em forma de tabela, isto é, distribuídos em m linhas e n colunas, sendo m e n números naturais não nulos.

   

 

   

 

=

mn m

m

n n

a ... a a

... ... ... ...

a ... a a

a ... a a

A

2 1

2 22

21

1 12

11

Notação: A=(aij)m×n com i=1,2,...,me j=1,2,...,n ij

a - elemento genérico da matriz A

i - índice que representa a linha do elemento aij j - índice que representa a coluna do elemento aij

n

m× - ordem da matriz. Lê-se “m por n”. Representações: A=

( )

A=

[ ]

A=

Exemplos:

1) A representação de um tabuleiro de xadrez pode ser feita por meio de uma matriz 8×8.

2) A matriz A=(aij)2×3 onde aij =i2 + j é 2 3 4 5 6 7 

 

 .

3) A matriz abaixo fornece (em milhas) as distâncias aéreas entre as cidades indicadas:

cidade A cidade B cidade C cidade D

   

 

   

 

0 1036 2704

957

1036 0

3572 1244

2704 3572

0 638

957 1244 638

0

D cidade

C cidade

B cidade

A cidade

Esta é uma matriz 4×4(quatro por quatro).

4) A matriz abaixo representa a produção (em unidades) de uma confecção de roupa feminina distribuída nas três lojas encarregadas da venda.

shorts blusas saias jeans

  

 

  

 

25 70 120 30

60 0 100 70

40 25 80 50

III loja

II loja

I loja

(5)

2

Igualdade

Duas matrizes de mesma ordem A=(aij)m×n e B=(bij)m×n são iguais quando aij =bij para todo m

i=1,2,..., e para todo j=1,2,...,n.

Matrizes Especiais

1. Matriz Linha

Uma matriz A é denominada matriz linha quando possuir uma única linha. Notação: A=(aij)1×n

Exemplo:

(

−8 3 4

)

1×3

2. Matriz Coluna

Uma matriz A é denominada matriz coluna quando possuir uma só coluna. Notação: A=(aij)m×1

Exemplo: 1 3 1 9 3

×   

 

  

 

3. Matriz Nula

Uma matriz A é denominada matriz nula quando todos os seus elementos forem nulos, isto é, 0

= ij

a para todo i=1,2,...,m e para todo j=1,2,...,n. Notação: 0m×n

Exemplo:

3 2 0 0 0

0 0 0

×    

 

4. Matriz Quadrada

Uma matriz A é uma matriz quadrada quando possuir o mesmo número de linhas e de colunas, isto é, m=n.

Notação:

   

 

   

 

=

= ×

nn n

n

n n

n n ij

a a

a

a a

a

a a

a

a A

... ... ... ... ...

... ...

) (

2 1

2 22

21

1 12

11

Diagonal Principal: são os elementos da matriz A onde i= j para todo i, j=1,2,...,n.

Diagonal Secundária: são os elementos da matriz A onde i+ j=n+1 para todo i, j=1,2,...,n.

Traço: é o somatório dos elementos da diagonal principal da matriz A, denotado por trA. nn

n

k

kk a a a

a

trA=

= + + + =

... 22 11 1

Exemplo:

− =

× 9 1 10

0 7 5

4 3 2

3 3

A

Elementos da diagonal principal: 2, 7 e 9. Elementos da diagonal secundária: 4, 7 e 10.

18 9 7 2+ + = =

(6)

3

5. Matriz Diagonal

Uma matriz quadrada A é chamada de matriz diagonal quando todos os elementos que não pertencem à diagonal principal são nulos, isto é, aij =0quando ij para todo i, j=1,2,...,n.

Exemplo:

3 3 3 0 0

0 1 0

0 0 2

×   

 

  

 

6. Matriz Identidade

Uma matriz diagonal A é chamada de matriz identidade quando os elementos da diagonal principal forem todos iguais a um.

Notação: In Exemplo:

2 2 2

1 0

0 1

×       =

I

7. Matriz Triangular Superior

Uma matriz quadrada A é uma matriz triangular superior quando os elementos abaixo da diagonal principal são nulos, isto é, aij =0quando i> j para todo i, j=1,2,...,n.

Exemplo:





− −

× 2 0 0 0

0 1 0 0

7 6 5 0

4 3 2 1

4 4

8. Matriz Triangular Inferior

Uma matriz quadrada A é chamada de matriz triangular inferior quando os elementos acima da diagonal principal são nulos, isto é, aij =0quando i< j para todo i,j=1,2,...,n.

Exemplo:





−3 0 × 7

0 8 4

0 0 1

3 3

Operações com Matrizes

1. Adição

Sejam A=(aij)m×n e B=(bij)m×n matrizes de mesma ordem, define-se a matriz soma C =A+B tal que C=(cij)m×n e cij =aij +bij para todo i=1,2,...,m e para todo j=1,2,...,n.

Exemplos:

1) Sejam 

  

 −

=

4 3 5

1 2 1

A e 

  

  −

− =

5 5 , 0 4

5 , 2 7 0

B .

Então 

  

  − =    

 

+ +

+ − − +

= +

9 5 , 3 1

5 , 1 5 1 5

4 5 , 0 3 4 5

5 , 2 1 7 2 0 1 B

(7)

4 2) Um laboratório farmacêutico produz um certo medicamento. Os custos relativos à compra e

transporte de quantidades específicas da substância necessárias para a sua elaboração, adquiridas em dois fornecedores distintos são dados (em reais) respectivamente pelas seguintes matrizes. preço custo preço custo

compra transporte compra transporte

  

 

  

 

2 5

8 12

15 3

C substância

B substância

A substância

  

 

  

 

5 3

9 9

8 6

C substância

B substância

A substância

Fornecedor 1 Fornecedor 2

A matriz que representa os custos totais de compra e de transporte de cada uma das substâncias A, B e C é dada por:

  

 

  

 

7 8

17 21

23 9

Propriedades da Operação de Adição

A1. Associativa: para quaisquer matrizes A, B e C de mesma ordem, (A+B)+C= A+(B+C). A2. Comutativa: para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem, A+B=B+ A.

Dem.: Considere matrizes de ordem m×n, A+B=C e B+A=D. ij

ij ij ij ij

ij a b b a d

c = + = + = para todo i=1,...,m e para todo j=1,...,n. Assim, C=D.

Logo, a operação de adição é comutativa.

A3. Elemento Neutro: para toda matriz A, AA+0m×n =0m×n +A= .

A4. Elemento Simétrico:para toda matriz A de ordem m×n existe uma matriz S de mesma ordem tal que A+S =S+ A=0m×n.

Sendo A=(aij)m×n tem-se S=(sij)m×n =−(aij)m×n. Notação: S=−A

Assim, A+(−A)=(−A)+ A=0m×n. Além disso, A+(−B)= AB.

A5. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem, tr(A+B)=trA+trB. Dem: Considere as matrizes de ordem n.

) ( ) ( ) ... (

) ... (

) (

... ) (

)

(A B a11 b11 a b a11 a b11 b tr A tr B

(8)

5

2. Multiplicação por Escalar

Sejam A=(aij)m×n uma matriz e kR um escalar, define-se a matriz produto por escalar B=kA tal que B=(bij)m×n e bij =kaij para todo i=1,2,...,m e para todo j=1,2,...,n.

Exemplos:

1) Sejam e 3

7 1

5 3

0 1

− =   

 

  

 

− −

= k

A .

Então

  

 

  

 

− − − =   

 

  

 

− −

− − −

− −

= ⋅ −

21 3

15 9

0 3

7 ). 3 ( ) 1 ).( 3 (

) 5 ).( 3 ( 3 ). 3 (

0 ). 3 ( 1 ). 3 ( )

3

( A

2) O quadro abaixo mostra a produção de trigo, cevada, milho e arroz em três regiões, em uma determinada época do ano.

TRIGO CEVADA MILHO ARROZ

REGIÃO I 1200 800 500 700

REGIÃO II 600 300 700 900

REGIÃO III 1000 1100 200 450

Com os incentivos oferecidos, estima-se que a safra no mesmo período do próximo ano seja duplicada. A matriz que representa a estimativa de produção para o próximo ano é:

  

 

  

 

900 400

2200 2000

1800 1400

600 1200

1400 1000

1600 2400

Propriedades da Operação de Multiplicação por Escalar

E1. Para toda matriz A e para quaisquer escalares k1,k2R, (k1 +k2)⋅A=k1A+k2A. E2. Para toda matriz A e para quaisquer escalares k1,k2R, (k1k2)⋅A=k1 ⋅(k2A).

E3. Para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem e para qualquer escalar kR, B

k A k B A

k⋅( + )= ⋅ + ⋅ .

Dem.: Considere matrizes de ordem m×n,k⋅(A+B)=kC=D e kA+kB=E+F =G. ij

ij ij ij ij

ij ij ij

ij k c k a b k a k b e f g

d = ⋅ = ⋅( + )= ⋅ + ⋅ = + = , para todo i=1,...,m e para todo j=1,...,n.

Assim, D=G.

Logo, vale a propriedade.

E4. Para toda matriz A de ordem m×n, 0⋅A=0m×n. E5. Para toda matriz A de ordem m×n, 1⋅A=A.

(9)

6

3. Multiplicação

Sejam as matrizes A=(aij)m×p e B=(bij)p×n, define-se a matriz produto C= AB tal que

n m ij c

C=( ) × e

= ⋅ = p k kj ik

ij a b

c

1

, isto é, cij =ai1b1j +ai2b2j +...+aipbpj para todo i=1,2,...,m e para todo j=1,2,...,n.

Exemplos: 1) Sejam           − = 4 1 1 2 0 1

A e 

     − = 1 0 1 1 3 2 B . Então           − + − + − + − − + + + − + + + = ⋅ ) 1 .( 4 1 ). 1 ( 0 . 4 3 ). 1 ( 1 . 4 2 ). 1 ( ) 1 .( 1 1 . 2 0 . 1 3 . 2 1 . 1 2 . 2 ) 1 .( 0 1 . 1 0 . 0 3 . 1 1 . 0 2 . 1 B A           − − = 5 3 2 1 6 5 1 3 2

Observe que A=(aij)3×2 ,B=(bij)2×3eC=(cij)3×3.

2) A matriz abaixo nos fornece as quantidades de vitaminas A, B e C obtidas em cada unidade dos alimentos I e II.

A B C       1 0 5 0 3 4 II alimento I alimento

Ao serem ingeridas 5 unidades do alimento I e 2 unidades do alimento II a quantidade consumida de cada tipo de vitamina é dada por:

(

)

(

5 4 2 5 5 3 2 0 5 0 2 1

) (

30 15 2

)

1 0 5 0 3 4 2

5 = ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ =

     ⋅

Serão consumidas 30 unidades de vitamina A, 15 unidades de vitamina B e 2 unidades de vitamina C.

Propriedades da Operação de Multiplicação

M1. Associativa: para quaisquer matrizes A, B e C de ordens m×p ,p×lel×n, respectivamente, )

( )

(ABC= ABC .

Dem.: Considere (AB)⋅C=DC=E e A⋅(BC)=AF =G. = ⋅ ⋅ = ⋅ =

∑ ∑

= = = l k kj p t tk it l k kj ik

ij d c a b c

e 1 1 1 ) ( lj pl ip l i j p ip i j p ip

i b a b c a b a b c a b a b c

a ... ) ( ... ) ... ( ... )

( 1 11 + + 1 1 + 1 12 + + 2 2 + + 1 1 + +

= lj pl ip lj l i j p ip j i j p ip j

i b c a b c a b c a b c a b c a b c

a + + + + + + + + +

= 1 11 1 ... 1 1 1 12 2 ... 2 2 ... 1 1 ... ) ... ( ... ) ...

( 11 1 12 2 1 1 1 2 2

1 j j l lj ip p j p j pl lj

i b c b c b c a b c b c b c

a + + + + + + + +

= ij p t tj it p t l k kj tk

it b c a f g

a ⋅ ⋅ = ⋅ =

=

=

=1 =1 1

)

( para todo i=1,...,m e para todo j=1,...,n. Assim, E=G.

(10)

7 M2. Distributiva da Multiplicação em relação à Adição: para quaisquer matrizes A e B de ordem

p

m× , para toda matriz C de ordem p×n e para toda matriz D de ordem l×m, C

B C A C B

A+ )⋅ = ⋅ + ⋅

( e D⋅(A+B)=DA+DB.

M3. Elemento Neutro: para toda matriz quadrada A de ordem n, AIn =InA=A M4. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem, tr(AB)=tr(BA).

M5. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem e para todo kR, )

( )

( )

(A B k A B A k B

k⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅

M6. Para toda matriz quadrada A de ordem n, A.0n×n =0n×nA=0n×n

Em geral, não vale a propriedade comutativa para a operação de multiplicação. Assim, ABBA.

Quando AB=BA, diz-se que A e B são matrizes comutáveis, ou ainda que A e B são matrizes que comutam entre si.

Por M6, qualquer matriz quadrada comuta com a matriz quadrada nula de mesma ordem. Exemplos:

1) Sejam as matrizesA=(aij)2×3 e B=(bij)3×2. A B D d

c C B

A⋅ = =( ij)2×2 ≠( ij)3×3 = = ⋅ .

2) Sejam as matrizes A=(aij)2×3 e B=(bij)3×1. 1

2 )

( ×

= =

B C cij

A e a matriz produto BA não é definida.

3) Sejam 

     =

4 3

2 1

A e 

  

 − =

2 1

0 1

B .

A B B

A = ⋅

  

 − − ≠

      = ⋅

10 7

2 1 8

1 4 1

4) Sejam 

  

  − =

1 2

2 1

A e 

  

  − =

1 1

1 1

B .

Assim, A B =BA

 

  − = ⋅

3 1

1 3

.

Logo, as matrizes A e B comutam entre si.

Potência de uma Matriz Quadrada de Ordem n.

n I A0 =

A A1 =

A A A2 = ⋅

... A A A A

Ak = ⋅ k−1 = k−1⋅

(11)

8 Exemplos:

1) Seja 

     =

1 0

3 1

A .

Então 

     =       ⋅       = ⋅ =

1 0

6 1 1 0

3 1 1 0

3 1 2

A A

A .

2) Sejam o polinômio f(x)=x2 +2x−11 e a matriz    

 

− =

3 4

2 1

A .

Determinando o valor f(A):

0 1

2 2

11 2

11 2 )

(x x x x x x

f = + − = + −

2 1

2 0 1

2

11 2

11 2

)

(A A A A A A I

f = + ⋅ − ⋅ = + ⋅ − ⋅

      ⋅ −    

 

− ⋅ +    

  −

− =

1 0

0 1 11 3 4

2 1 2 17 8

4 9 ) (A

f 

     =    

 

− − +    

 

− +    

  −

− =

0 0

0 0 11 0

0 11 6

8 4 2 17 8

4 9

A matriz A é uma raiz do polinômio, já que f(A)=02×2.

Matriz Idempotente

Uma matriz quadrada A é idempotente quandoA2 = A.

Exemplo: A matriz

  

 

  

 

− −

− −

4 5 5

3 4 3

1 1 2

é idempotente. (Verifique!)

4. Transposição

Seja a matriz A=(aij)m×n, define-se a matriz transposta B tal que B=(bij)n×m e bij =aji, isto é, é a matriz obtida a partir da matriz A pela troca de suas linhas pelas colunas correspondentes.

Notação: B=At

Propriedades da Operação de Transposição

T1. Involução: para toda matriz A, A(At)t = .

T2. Para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem, (A+B)t = At +Bt.

Dem.: Considere matrizes de ordem m×n,(A+B)t =Ct =D e At +Bt =E+F =G. ij

ij ij ji ji ji

ij c a b e f g

d = = + = + = para todo i=1,...,m e para todo j=1,...,n. Assim, D=G.

T3. Para toda matriz A e para todo escalar kR, (kA)t =kAt.

T4. Para toda matriz A de ordem m×p e para toda matriz B de ordem p×n, (AB)t =BtAt.

(12)

9

Classificação de Matrizes Quadradas

1. Matriz Simétrica

Uma matriz quadrada A é denominada simétrica quando At = A.

Exemplo:           − − 5 0 1 0 2 3 1 3 4

Os elementos da matriz dispostos simetricamente em relação à diagonal principal são iguais.

2. Matriz Anti-simétrica

Uma matriz quadrada A é denominada anti-simétrica quando At =−A.

Exemplo:           − − − 0 7 1 7 0 3 1 3 0

Todos os elementos da diagonal principal são iguais a zero e os elementos simetricamente dispostos em relação à diagonal principal têm sinais contrários.

3. Matriz Invertível ou Não-singular

Uma matriz quadrada A de ordem n é dita invertível se existir uma matriz quadrada B de mesma ordem tal que AB=BA=In. A matriz B é dita matriz inversa da matriz A.

Notação: B=A−1

n I A A A

A⋅ −1 = −1⋅ = Exemplos:

1) A matriz       3 1 5 2

é invertível e sua inversa é       − − 2 1 5 3 pois:       =       ⋅       − − =       − − ⋅       1 0 0 1 3 1 5 2 2 1 5 3 2 1 5 3 3 1 5 2

2) Obtendo a matriz inversa da matriz       − = 0 1 1 2 A

Considere 

     = t y z x B

Se AB=In então 

     =       − − =       ⋅       − 1 0 0 1 2 2 0 1 1 2 z x t z y x t y z x Assim,       = = − = = − 1 0 2 0 1 2 z t z x y x

Desta forma, 

(13)

10 Verifica-se também que BA=In.

Então a matriz inversa da matriz A é    

  − = −

2 1

1 0 1

A .

3) A matriz





9 8 7

6 5 4

3 2 1

não possui inversa.

Propriedades das Matrizes Invertíveis

I1. Involução: (A−1)−1 = A.

I2. (AB)−1 =B−1⋅A−1.

dem.: (AB)⋅(B−1⋅A−1)=(A⋅(BB−1))⋅A−1 =(AIn)⋅A−1 = AA−1 =In.

Analogamente, (B−1 ⋅A−1)(AB)=(B−1⋅(A−1 ⋅A))B=(B−1⋅In)B=B−1⋅B=In. Logo, o produto é invertível.

I3. (At)−1 =(A−1)t.

Semelhança de Matrizes

Duas matrizes A,BMatn(R) são semelhantes quando existe uma matriz invertível PMatn(R) tal que B=P−1AP.

Exemplo: As matrizes      

0 1

1 0

e 

  

 

−1 1

0 1

são semelhantes.

Considere 

  

  − =

1 1

1 2

P e 

  

  − = −

3 2 3 1

3 1 3 1 1

P . Assim, 

  

  − ⋅       ⋅    

  − =    

 

− 1 1

1 2 0 1

1 0 1

1 0 1

3 2 3 1

3 1 3 1

.

4. Matriz Ortogonal

Uma matriz quadrada A de ordem n invertível é denominada ortogonal quando A−1 = At.

Exemplo: 

  

 −

θ θ

θ θ

cos cos

sen

sen

5. Matriz Normal

Uma matriz quadrada A de ordem n é dita normal quando comuta com sua matriz transposta, isto é, A

A A

At = t ⋅ .

Exemplo:    

  −

6 3

(14)

11

Operações Elementares

São operações realizadas nas linhas de uma matriz. São consideradas operações elementares: OE1. A troca da linha i pela linha j.

j

i L

L ↔

OE2. A multiplicação da linha i por um escalar kR não nulo. i

i k L L ← ⋅

OE3. A substituição da linha i por ela mesma mais k vezes a linha j, com kR não nulo. j

i

i L k L

L ← + ⋅

Exemplo:

  

 

  

 

5 1

4 2

0 0

L1↔L3

1 5 2 4 0 0 

   

   L2←

1 2L2

1 5 1 2 0 0 

   

  

L2←L2+(-1)L1  

 

  

 

− 0 0

3 0

5 1

Matriz Equivalente por Linha

Sejam A e B matrizes de mesma ordem. A matriz B é denominada equivalente por linha a matriz A, quando for possível transformar a matriz A na matriz B através de um número finito de operações elementares sobre as linhas da matriz A.

Exemplo: A matriz 0 0 2 4 1 5 

   

  

é equivalente a matriz  

 

  

 

− 0 0

3 0

5 1

, pois usando somente operações

elementares nas linhas da primeira matriz foi possível transformá-la na segunda.

Matriz na Forma Escalonada

Uma matriz está na forma escalonada quando o número de zeros, que precede o primeiro elemento não nulo de uma linha, aumenta linha a linha. As linhas nulas, se existirem, aparecem abaixo das não nulas.

Exemplos:

   

 

   

 

−1 0 0 0

6 2 0 0

5 0 1 0

3 0 1 7

2 0 0 5 0 0 3 1 0 0 0 5 0 0 0 0 

    

    

1 2 3 0 0 0 

 

 

   

 

   

  −

0 0 0 0

0 0 0 0

0 4 1 0

5 0 2 1

1 0 0 0 1 0 0 0 1 

   

(15)

12

Escalonamento por Linha de uma Matriz

Dada uma matriz qualquer, é possível obter uma matriz equivalente por linhas a esta matriz na forma escalonada: Exemplos: 1)           9 8 7 6 5 4 3 2 1 1 2

2 L ( 4)L

L ← + −

          − − 9 8 7 6 3 0 3 2 1 1 3

3 L ( 7)L L ← + −

12 6 0 6 3 0 3 2 1           − − − − 2 3

3 L ( 2)L L ← + −

          − − 0 0 0 6 3 0 3 2 1 2)            

−1 3 0 2 1 0 0 3 0 2 0 0 3 1 L L ↔            

−1 3 0 2 0 0 0 3 0 2 1 0 1 2

2 L ( 3)L

L ← + −

            − − 3 1 0 2 0 0 6 0 0 2 1 0 1 4

4 L L

L ← +

            − 5 0 0 2 0 0 6 0 0 2 1 0 2 6 1 2 ( )L L ← −

0 1 2

0 0 1

0 0 2

0 0 5

            2 3

3 L ( 2)L L ← + −

0 1 2 0 0 1 0 0 0 0 0 5             2 4

4 L ( 5)L

L ← + −

0 1 2

0 0 1

0 0 0

0 0 0

           

A escolha de operações em um escalonamento não é única. O importante é observar que o objetivo é aumentar o número de zeros, que precede o primeiro elemento não nulo de cada linha, linha a linha.

Posto de uma Matriz

O posto de uma matriz A pode ser obtido escalonando-se a matriz A. O número de linhas não nulas após o escalonamento é o posto da matriz A.

Notação: PA

Exemplo: Nos dois exemplos anteriores o posto das matrizes é igual a dois.

Aplicações de Operações Elementares

1. Cálculo da Inversa de uma Matriz Quadrada A de ordem n. Passo 1: Construir a matriz

(

A|In

)

de ordem n×2n.

Passo 2: Utilizar operações elementares nas linhas da matriz

(

A|In

)

de forma a transformar o bloco A na matriz identidade In.

Caso seja possível, o bloco In terá sido transformado na matriz A−1.

Se não for possível transformar A em In é porque a matriz A não é invertível.

Exemplo: Seja           = 1 1 1 0 1 3 2 2 1

A . A matriz inversa é

(16)

13           1 0 0 1 1 1 0 1 0 0 1 3 0 0 1 2 2 1 1 2

2 L ( 3)L

L ← + −

          − − − 1 0 0 1 1 1 0 1 3 6 5 0 0 0 1 2 2 1 1 3

3 L ( 1)L L ← + −

          − − − − − − 1 0 1 1 1 0 0 1 3 6 5 0 0 0 1 2 2 1 3 2 L L ↔           − − − − − − 0 1 3 6 5 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 2 2 1 2 2 ( 1)L

L ← −

          − − − − 0 1 3 6 5 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 2 2 1 2 3 3 L 5L

L ← +

          − − − 5 1 2 1 0 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 2 2 1 2 1

1 L ( 2)L

L ← + −

          − − − − 5 1 2 1 0 0 1 0 1 1 1 0 2 0 1 0 0 1 1 3 3 ( 1)L L ← −

          − − − − 5 1 2 1 0 0 1 0 1 1 1 0 2 0 1 0 0 1 3 2

2 L ( 1)L L ← + −

          − − − − 5 1 2 1 0 0 6 1 3 0 1 0 2 0 1 0 0 1

Justificativa do Método para o Cálculo da Matriz Inversa

Teorema: Uma matriz quadrada A de ordem n é invertível se e somente se a matriz A é equivalente por linha a matriz In.

Desta forma, a seqüência de operações elementares que reduz a matriz A na matriz In, transforma a matriz In na matriz A−1.

Exemplo: Considere a matriz       = 3 0 2 1 A .

A redução da matriz A à matriz identidade é:

      − + ←       ←       1 0 0 1 L ) 2 ( L L 1 0 2 1 L 3 1 L 3 0 2 1 2 1 1 2 2

Aplicando em In a mesma seqüência de operações:

          − + ←         ←       3 1 0 3 2 1 L ) 2 ( L L 3 1 0 0 1 L 3 1 L 1 0 0 1 2 1 1 2 2

Assim, a matriz

          3 1 0 3 2 1

(17)

14

2. Cálculo do Determinante

A qualquer matriz quadrada A podemos associar um certo número real denominado determinante

da matriz.

Notação: detAou A

É importante observar que:

a) Quando trocamos duas linhas de uma matriz A, seu determinante troca de sinal.

b) O determinante da matriz fica multiplicado pelo escalar não nulo k quando todos os elementos de uma certa linha forem multiplicados por k.

c) O determinante não se altera quando utilizamos a operação elementar do tipo Li ←Li +k⋅Lj. (Teorema de Jacobi).

d) O determinante de uma matriz triangular é igual ao produto dos elementos da diagonal principal. O cálculo do determinante de uma matriz quadrada, utilizando-se operações elementares nas linhas da matriz, consiste em encontrar uma matriz triangular equivalente por linha à matriz dada, respeitando-se as propriedades de determinantes acima.

Exemplos: 1) =           − 1 6 2 9 6 3 5 1 0 det =           − 1 6 2 3 2 1 5 1 0 det 3 =           − − 1 6 2 5 1 0 3 2 1 det ) 3 ( =           − − − 5 10 0 5 1 0 3 2 1 det ) 3 ( 165 ) 55 ( 1 1 ) 3 ( 55 0 0 5 1 0 3 2 1 det ) 3 ( = − ⋅ ⋅ ⋅ − =           − − −

2) =

            − − − − 3 2 1 0 5 2 1 1 3 0 0 2 1 4 3 2 det =             − − − − − 3 2 1 0 1 4 3 2 3 0 0 2 5 2 1 1 det ) 1 ( =             − − − − 3 2 1 0 11 0 1 0 7 4 2 0 5 2 1 1 det ) 1 ( =             − − − 3 2 1 0 7 4 2 0 11 0 1 0 5 2 1 1 det =             − − − 8 2 0 0 29 4 0 0 11 0 1 0 5 2 1 1 det =             − − − − 29 4 0 0 8 2 0 0 11 0 1 0 5 2 1 1 det ) 1 ( =             − − − − 29 4 0 0 4 1 0 0 11 0 1 0 5 2 1 1 det ) 2

( ( 2) 1 1 1 45 90

45 0 0 0 4 1 0 0 11 0 1 0 5 2 1 1 det ) 2 ( = − ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =−             − − − −

(18)

15

3.Resolução de Sistemas

Outra aplicação de operações elementares é na resolução de sistemas, que será visto com detalhes no próximo capítulo.

Exercícios

1) Resolva a equação matricial ,

6 7

1 8 4

2

3 

    =    

 

− +

+ −

d a c d

c b b a

indicando os valores para a, b, c e d.

2) Considere

  

 

  

 

− − =

4 1 2

5 4 0

3 1 2

A ,

  

 

  

 

− − − =

6 7 4

2 1 0

5 3 8

B ,

  

 

  

  − =

9 9 3

4 7 1

3 2 0

C e k =4. Verifique se:

a) (AB)⋅C= A⋅(BC) b) k⋅(BC)=kBkC c) tr(A+B)=trA+trB d) tr(AC)=trAtrC

3) Seja 

     =

6 3

2 1

A . Indique uma matriz quadrada B de ordem 2 não nula tal que AB=02×2.

4) Seja 

     =

1 1

1 2

A . Resolva a equação matricial AX =I2, onde X =(xij)2×2.

5) Mostre que, em geral, A2 −B2 ≠(AB)⋅(A+B), sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem.

6) Seja 

     =

1 0

2 1

A . Encontre An.

7) Verifique que a matriz    

 

−1 8

0 3

é uma raiz do polinômio f(x)=x2 −2x−3.

8) Considere       =

1 4

0 2

A .

a) Indique a matriz A2 −2⋅A+I2

b) A matriz A é invertível? Em caso afirmativo, indique A−3 =(A−1)3.

9) Mostre que as únicas matrizes quadradas de ordem 2 que comutam tanto com a matriz 1 0 0 0  

 

 

quanto com a matriz 0 1 0 0  

 

 são múltiplas de I2.

10) Determine todas as matrizes de ordem 2 que comutam com a matriz    

 

−2 1 2 1

(19)

16

11) Sejam 

  

 

− =

4 3

2 1

A e 

  

  − =

7 6

0 5

B . Verifique a igualdade (AB)t =BtAt.

12) Mostre que se a matriz quadrada A for invertível e AB= AC então B=C. (Lei do Corte)

13) Sejam

  

 

  

 −

=

1 0 0

2 0 1

3 1 2

A e

  

 

  

  =

3 2 1

B . É possível calcular X, na equação AX =B?

14) Sejam A, B, C e X matrizes quadradas de mesma ordem e invertíveis. Resolva as equações, considerando X a variável.

a) ABX =C b) CAXt =C

c) AX2 ⋅C=AXBC d) AB−1 ⋅X =CA e) A2 ⋅Xt = ABA

15) Seja A uma matriz de ordem n tal que a matriz (AtA) é invertível. A matriz A⋅(AtA)−1⋅At é simétrica? E idempotente?

16) Mostre que a matriz    

 −

θ θ

θ θ

cos cos

sen

sen

é uma matriz ortogonal.

17) Determine a, b e c de modo que a matriz

   

 

   

 

c b a

2 1 2 1 0

0 0 1

seja ortogonal.

18) Mostre que a soma de duas matrizes simétricas é também uma matriz simétrica. 19) Mostre que o mesmo vale para matrizes anti-simétricas.

20) Se A e B são matrizes simétricas que comutam entre si então a matriz BA2 também é simétrica? Justifique.

21) Toda matriz ortogonal é também uma matriz normal? Justifique.

22) O produto de duas matrizes ortogonais é uma matriz ortogonal? Justifique.

23) Em uma pesquisa onde foram consideradas 3 marcas de refrigerante, Gelato, Delícia e Suave, o elemento aij da matriz abaixo indica a possibilidade de uma pessoa que consuma o refrigerante i passar a consumir o refrigerante j. O elemento da diagonal principal representa a possibilidade de uma pessoa que consuma um determinado refrigerante permaneça consumindo o mesmo refrigerante.

(20)

17 Gelato Delícia Suave

2 , 0 2 , 0 6 , 0

1 , 0 5 , 0 4 , 0

1 , 0 1 , 0 8 , 0

Suave Delícia

Gelato

  

 

  

 

a) Qual a possibilidade de uma pessoa que consumia o refrigerante Gelato passar a consumir o refrigerante Suave? E a de quem consumia Suave passar a consumir Gelato?

b) Escreva a matriz que indica a possibilidade de se mudar de marca após duas pesquisas.

24)Verifique se a matriz

  

 

  

 

− − −

3 7 2

5 1 1

4 2 1

é invertível. Em caso afirmativo, indique a matriz inversa.

25)Para que valores de a a matriz

  

 

  

 −

a 1 1

1 1 0

1 2 1

admite inversa?

26) Dada a matriz

  

 

  

 

− =

2 1 0

1 5 2

0 3 1

A . Indique a matriz

(

A|I3

)

e determine A−1.

27) Dada a matriz

  

 

  

 

− −

− =

1 2 1

2 1 0

3 3 1 1

A . Indique a matriz A.

28) Determinar o valor de a a fim de que a matriz

  

 

  

 

a 2 1

2 1 2

1 1 1

seja invertível.

29) Calcule o determinante das matrizes

1 2 4

2 3 5

3 4 6

− − − 

  

   e

  

 

  

 

−4 1 2 6 4 2

1 0 3

.

30)Sabendo que A é uma matriz quadrada de ordem n e que detA=5, determine: a) det(3⋅A)

b) detAt c) det(−A) d) detA2

31)Encontre todos os valores de a para os quais 0 3 0

5 1

det =

  

 

+ −

a a

(21)

18

Respostas

1)a=5,b=−3,c=4,d =1

23) a) 0,1 e 0,6 b)

          12 , 0 20 , 0 68 , 0 11 , 0 31 , 0 58 , 0 11 , 0 15 , 0 74 , 0 3)       ∈      − −

= 2 2 *

R ,t,z t z t z B 24)           − − − − − = − 2 1 2 3 2 5 2 1 2 5 2 7 1 3 11 16 A

4) 

     − − = 2 1 1 1

X 25) a≠−2

6) 

     = 1 0 2 1 n An 26)           − − − − = − 1 1 2 1 2 4 3 6 11 1 A

8) a) 1 0 4 0  

 

 b)       − 1 0 2 7 8 1 27)           − − = 6 1 6 5 6 1 3 1 3 2 3 1 2 1 2 1 2 1 A 10)       ∈      

y x ,x,y R y

x

28) a1

13) Sim,          − = 3 0 4

X 29) 0 e 24, respectivamente.

14) a) X =B−1⋅A−1⋅C

b) X =(A−1)t c) X =B

d) X =BA−1⋅CA e) X =(A−1⋅BA)t

30) a) 3n ⋅5 b) 5 c)

  

−5 casocontrário par for se 5 n d) 25

15) Sim. Sim. 31) a=1oua=−3

17) e 22

2

2 =−

= c

b ou e 22

2

2 =

= c

(22)

19

Apêndice A - Determinante

Permutações

Seja um conjunto finito A qualquer, uma permutação em A é qualquer função bijetora f :AA. Sendo n a cardinalidade do conjunto, existem n! permutações possíveis.

Exemplos:

1) Seja }A={a,b e as bijeções abaixo:

a a a a

b b b b

A notação usual é:

     

b a

b a

     

a b

b a

Nesta notação matricial, a primeira linha indica os elementos originais e a segunda os elementos reorganizados.

2) Seja }A={1,2,3 . 1 2 3

2 1 3 

 

, 1 2 3 1 3 2 

 

 e 1 2 3 3 1 2 

 

são três das seis permutações possíveis em A.

3) Seja }A={a,b,c,d .    

 

a d c b

d c b a

é uma das 24 permutações possíveis.

Se A for um conjunto munido de uma relação de ordem, as permutações podem ser classificadas como permutações pares e permutações ímpares. Uma permutação é par quando o número de elementos - dentre os elementos reorganizados - “fora de ordem” for par e é ímpar quando este número for ímpar. Exemplos:

1) Seja A={1,2,3} com a ordem numérica usual, isto é, 1 2≤ ≤3. 1 2 3

2 1 3 

 

e 1 2 3 1 3 2 

 

são permutações ímpares e 1 2 3 3 1 2 

 

é par.

2) Seja }A={a,b,c,d com a ordem lexicográfica (alfabética) usual. 

  

 

a d c b

d c b a

é uma permutação ímpar.

(23)

20

O Determinante

Dada uma matriz quadrada A de ordem n é possível fazer corresponder um certo número denominado

determinante da matriz A.

Notação: detA A det(aij)n×n

Considere, por exemplo, uma matriz quadrada de ordem 3,

  

 

  

  =

33 32 31

23 22 21

13 12 11

a a a

a a a

a a a

A , e as permutações

possíveis no conjunto de índices {1, 2, 3}.

A partir da permutação ímpar 1 2 3 1 3 2 

 

 associa-se o produto “−a11a23a32” , tal que os índices linha correspondem a primeira linha da representação da permutação, os índices coluna são obtidos da segunda linha e o sinal negativo da classificação da permutação.

O determinante de uma matriz de ordem 3 é obtido a partir de todas as seis permutações possíveis no conjunto de índices {1, 2, 3} classificadas e sinalizadas.

Assim, o determinante é dado por:

31 23 13 32 21 13 31 23 12 33 21 12 32 23 11 33 22 11

detA=a a aa a aa a a +a a a +a a aa a a

Genericamente, para uma matriz de ordem n, o determinante é o número obtido do somatório dos produtos sinalizados de elementos aij da matriz, combinados de acordo com as permutações do conjunto de índices {1, 2,..., n}.

Exemplos: 1) det(6)=6

2) ( 1).7 0.2 7

7 2

0 1

det = 11 2212 21 = − − =− 

 

 −

a a a a

3) 11 22 33 11 23 32 12 21 33 12 23 31 13 21 32 13 22 31 2

1 0

0

4 0 1

2 5 2

det =a a aa a aa a a +a a a +a a aa a a

  

 

  

  −

0 . 0 ). 2 ( 2 1 ). 1 ).( 2 ( 0 . 4 . 5 0 ). 1 .( 5 2 1 . 4 . 2 0 . 0 .

2 − − − + + − − − −

=

(24)

21

Desenvolvimento de Laplace

Seja uma matriz quadrada de ordem n,

            = nn n n n n a .... a a .... ... ... .... a .... a a a .... a a A 2 1 2 22 21 1 12 11

Considere um elemento aij qualquer, com i, j=1,...,n e a submatriz Aij de ordem (n−1) obtida a partir da matriz A retirando-se a i-ésima linha e a j-ésima coluna. O determinante da submatriz Aij sinalizado por (−1)i+j é denominado o cofator do elemento aij.

Exemplo: Seja a matriz

          − − 0 0 4 0 1 2 5 2 2 1 .

O cofator do elemento a23, isto é, de 4 é : ( 1).1 1 2 1 0 5 2 det . ) 1

( 2 3 = − =−

        − +

O cofator do elemento a31 =0a31 é: 1.20 20 4 0 2 5 det . ) 1

( 3 1 = =

     − − +

Considere uma certa linha i fixada. O determinante da matriz A fica definido por:

= + − ⋅ = n j ij j i ij A a A 1 det ) 1 ( det

A expressão é uma fórmula de recorrência (faz uso de determinantes de matrizes de ordem menores) conhecida como desenvolvimento de Laplace.

Este desenvolvimento pode ser feito fixando-se uma certa coluna j e a expressão passa a ser:

= + − ⋅ = n i ij j i ij A a A 1 det ) 1 ( det Exemplos:

1) 

    − = 7 2 0 1

A fixada a linha 2.

22 2 2 22 21 1 2

21( 1) det ( 1) det

detA=a − + A +a − + A =2.(−1)3.0 +7.(−1)4.−1 =2.(−1).0+7.1.(−1) =−7

2)           − − = 0 0 4 0 1 2 5 2 2 1

A fixada a linha 1.

13 3 1 13 12 2 1 12 11 1 1

11( 1) det ( 1) det ( 1) det

detA=a − + A +a − + A +a − + A

(25)

22 Fixando ainda a linha 1 para as submatrizes:

+ − + − = + + ] det . ) 1 .( 4 det . ) 1 .( 0 .[ 1 . 2

detA 11 A11 1 2 A12

+ − + − − − + + ] det . ) 1 .( 4 det . ) 1 ).( 1 ).[( 1 .(

5 1 1 A11 1 2 A12

] det . ) 1 .( 0 det . ) 1 ).( 1 .[( 1 ). 2

(− − − 1+1 A11+ − 1+2 A12

] 0 ). 1 .( 0 2 1 . 1 ). 1 .[( 1 ). 2 ( ] 0 ). 1 .( 4 0 . 1 ). 1 ).[( 1 .( 5 ] 2 1 ). 1 .( 4 0 . 1 . 0 .[ 1 .

2 + − + − − + − + − − + −

= 3 1 4 2 1 . 1 ). 2 ( 0 ). 1 .( 5 ) 2 .( 1 .

2 − + − + − =− + =−

=

Propriedades

Considere A e B matrizes quadradas de ordem n e kR não nulo.

D1. Se A é uma matriz triangular superior (inferior) então detA=a11a22...ann.

dem: Considere a matriz

            = nn n n a .... .... ... ... . a .... a a .... a a A 0 0 ..

0 22 2

1 12

11

.

Fixando a coluna 1 para o cálculo dos determinantes,

1 1 1 21 1 2 21 11 1 1 11 1 1 1

1( 1) det ( 1) det ( 1) det ... ( 1) det

det n n n

n

i

i i

i A a A a A a A

a

A + + +

= + = + + + − =

− = + − =             = 1 1 1 1 1 11 3 33 2 23 22

11 ( 1) det

... 0 0 .. ... ... ... 0 ... det n i i i i nn n n A a a a a a a a a a ] det ) 1 ( ... det ) 1 (

[ ( 1)1

1 1 11 1 1 22 11 − + − + + + − = n n nn A a A a a

− = + − =             = 2 1 1 1 1 22 11 4 44 3 34 33 22

11 ( 1) det

... 0 0 .. ... ... ... 0 ... det n i i i i nn n n A a a a a a a a a a a a ] det ) 1 ( ... det ) 1 (

[ 33 1 1 11 2 1 ( 2)1

22 11 − + − + + +

= n n

nn A a A a a a nn a a a11 22...

=

Corolários: i) det0n =0 ii) detIn =1

iii)Se A é uma matriz diagonal então detA=a11a22...ann. D2. detA=0, quando A possuir uma linha (ou coluna) nula. D3. detA=0, quando A possuir duas linhas (ou colunas) iguais. D4. det(kA)=kndetA

(26)

23 D7.Considere a matriz A e B a matriz obtida a partir de A por aplicação de operações elementares:

a) Li ↔Lj : detB=−detA b) Lik.Li : detB=k⋅detA

dem: Considere a matriz

                = nn n n in i i n a a a a a a a a a A ... .... ... ... ... ... ... ... ... 2 1 2 1 1 12 11 .

Fixando a linha i para o cálculo dos determinantes,

= + − = n j ij j i ij A a A 1 det ) 1 ( det

Seja a matriz

                = nn n n in i i n a a a ka ka ka a a a B ... .... ... ... ... ... ... ... ... 2 1 2 1 1 12 11

obtida pela operação elementar Lik.Li.

A k A a k A ka B n j ij j i ij n j ij j i

ij)( 1) det ( 1) det det

( det 1 1 ⋅ = − ⋅ = − =

= + = +

c) Li ←Li + k.Lj : detB=detA

D8. A é uma matriz invertível se e somente se detA≠0. D9. Se A é uma matriz invertível então

A A

det 1 det −1 = . D10. Se A e B são matrizes semelhantes então detA=detB. D11. Se A é uma matriz ortogonal então detA=±1.

Exercícios

1) Calcule o determinante usando permutações.

a) 1 2 3 4  

 

 b)

1 4 7 2 5 8 3 6 9          

2) Calcule o determinante usando desenvolvimento de Laplace.

a)

1 4 7 2 5 8 3 6 9           b)

            − 1 0 2 1 1 4 1 3 1 1 5 2 1 1 0 1

3) Indique o valor de x para que as matrizes sejam invertíveis.

(27)

24

SISTEMA DE EQUAÇÕES LINEARES

Definição

Dados os números reais a1,a2,...,an,b, com n≥1, a equação a1x1 +a2x2 +...+anxn =b onde

n x x

x1, 2,..., são variáveis ou incógnitas, é denominada equação linear nas variáveis x1,x2,...,xn. Os números reais a1,a2,...,an são denominados coeficientes das variáveis x1,x2,...,xn, respectivamente, e b é denominado de termo independente.

Um Sistema Linear sobre R com m equações e n incógnitas é um conjunto de m≥1 equações lineares com n≥1 variáveis, e é representado por:

     

= ⋅ + + ⋅ + ⋅

= ⋅ + + ⋅ + ⋅

= ⋅ + + ⋅ + ⋅

m n mn m

m

n n

n n

b x a ... x a x a

.. ... ... ... ... ..

b x a ... x a x a

b x a ... x a x a

2 2 1 1

2 2

2 22 1 21

1 1

2 12 1 11

...

Com aij,biR, i=1,...,me j=1,...,n.

Matrizes Associadas a um Sistema Linear

Sistemas podem ser representados na forma matricial:

   

 

   

  =    

 

   

  ⋅    

 

   

 

m n

mn m

m

n n

b b b

x x x

a ... a a

... ... ... ...

a ... a a

a ... a a

... ...

2 1 2

1

2 1

2 22

21

1 12

11

4 4

4 3

4 4

4 2

1 { {

C X B

Denominadas, matriz C de Coeficientes, matriz X de Variáveis e matriz B de Termos Independentes.

Assim, um sistema linear com m equações e n incógnitas fica representado pela equação matricial

B X

C⋅ = .

Outra matriz que se pode associar a um sistema linear é a Matriz Ampliada ou Completa do sistema.

   

 

   

  =

m mn m

m

n n

b ... b b

a ... a a

... ... ... ...

a ... a a

a ... a a

A 2

1

2 1

2 22

21

1 12

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