• Nenhum resultado encontrado

Universidade Estadual de Londrina

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Universidade Estadual de Londrina"

Copied!
43
0
0

Texto

(1)

Universidade

Estadual de Londrina

CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE

CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

FATORES REFERIDOS PARA A DESISTÊNCIA DOS

FREQÜENTADORES DE PROGRAMAS DE

TREINAMENTO COM PESOS EM UMA ACADEMIA

DE LONDRINA-PR

Murilo Garcia Quesada

LONDRINA – PARANÁ

2010

(2)
(3)

DEDICATÓRIA

A Deus, por ser extremamente paciente e piedoso comigo... Aos meus pais, familiares e amigos que me motivaram

(4)

AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Ms. Mathias Roberto Loch, pelo incentivo, pela disponibilidade, liberdade de ação, confiança e respeito acima de tudo, braço amigo de todas as etapas deste trabalho.

Aos meus pais Suely e Osmair, pela confiança, motivação, apoio e amor incondicional. Pessoas sem as quais não poderia viver, tão pouco chegar onde estou hoje.

Aos amigos, pela força e pela vibração em relação a esta jornada.

Aos professores e colegas de Curso que cruzaram meu caminho até aqui, pois juntos trilhamos uma importante etapa de nossas vidas.

Aos entrevistados, pela concessão de informações valiosas para a realização deste estudo.

(5)

EPÍGRAFE

“A prática dos exercícios físicos vem da Pré-História, afirma-se na Antiguidade, estaciona na Idade Média e sistematiza-se nos primórdios de Idade Contemporânea”.

(6)

QUESADA, Murilo Garcia. Fatores referidos para a desistência dos freqüentadores de

programas de treinamento com pesos em uma academia de Londrina-PR. Trabalho de

Conclusão de Curso. Curso de Bacharelado em Educação Física. Centro de Educação Física e Esporte. Universidade Estadual de Londrina, 2010.

RESUMO

A prática de exercício físico regular tem sido referida como um comportamento benéfico para a saúde. Apesar disso, sabe-se que existe elevada taxa de desistência entre os freqüentadores de exercícios físicos. Este estudo buscou identificar os principais motivos referidos para desistência de uma academia de Londrina, PR. A amostra contou com 61 indivíduos com idade entre 18 e 67 anos, de ambos os gêneros. Para a coleta dos dados foi aplicado questionário por telefone, que continha questões previamente formuladas. Calculou-se o percentual de freqüência com que os fatores aparecem nas respostas dos sujeitos entrevistados, fatores estes agrupados, posteriormente, em classes. O fator mais citado, pela amostra em geral e considerando somente as mulheres, para adesão foi emagrecer, enquanto que entre os homens o motivo mais citado foi hipertrofia. Em relação à desistência o fator mais referido, em ambos os gêneros foi falta de tempo e “Fatores Ambientais” foi a classe mais freqüente. O motivo mais relatado para desistência pelos indivíduos com idade de 18 a 49 anos foi falta de tempo, pelos de idade entre 50 e 59 anos foram falta de dinheiro e falta de companhia e pelos indivíduos acima de 60 anos foi falta de companhia. A classe “Fatores Ambientais” foi a mais citada pelas pessoas com idade entre 18 a 49 anos, bem como entre os sujeitos com mais de 60 anos. A classe “Fatores Pessoais” foi a mais mencionada entre sujeitos com idade entre 50 e 59. Conclui-se que a adesão foi relacionada às questões estéticas, em relação à desistência os motivos estão relacionados principalmente com fatores ambientais ou pessoais, contudo, tanto o profissional em Educação Física quanto os gerenciadores de academia devem ter claro que também possuem responsabilidade nas desistências dos freqüentadores, e não apenas o cliente.

(7)

ABSTRACT

The practice of regular physical exercise has been referred to as a behavior beneficial to health. Nevertheless, it is known that there is a high dropout rate among participants in physical exercises. This study sought to identify the main reasons cited for waiver of an academy of Londrina, PR. The sample included 61 subjects aged between 18 and 67 years, of both genders. For data collection questionnaire was administered by telephone, which contained questions previously formulated. It was calculated the percent frequency with which the factors appear in the responses of interviewees, these factors clustered, later, into classes. The factor most often cited for the general sample and considering only women to adhesion was weight loss, while among men the most cited reason was hypertrophy. Regarding the factor most frequently reported waiver, in both genders was lack of time and "Environmental Factors" was the most frequent class. The most reported reason for withdrawal by individuals aged 18 to 49 years was lack of time, by the age between 50 and 59 years were lack of money and lack of company and for individuals over 60 years was lack of company. The class "Environmental Factors" was most cited by people aged 18 to 49 years, and among subjects over 60 years. The class "Personal Factors" was the most mentioned among subjects aged between 50 and 59. It was concluded that adhesion was related to aesthetic issues in relation to waiver the reasons are mainly related to personal or environmental factors, however, both professionals in Physical Education and the managers academy should be clear that also have responsibility in the dropouts of the goers, and not just the client.

(8)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Dados pessoais e distribuição da amostra entre as faixas

etárias... 26 Tabela 2 - Histórico da amostra na prática de exercício físico... 27 Tabela 3 - Motivos referidos para adesão à academia... 28 Tabela 4 - Motivos referidos para desistência da academia de acordo com

o gênero... 29 Tabela 5 - Distribuição entre as classes dos motivos para desistência

segundo o gênero... 30 Tabela 6 - Motivos referidos para desistência da academia de acordo com

a faixa etária... 31 Tabela 7 - Distribuição entre as classes dos motivos para desistência

(9)

LISTA DE FIGURAS

Gráfico 1 - Fluxo de clientes na academia... 27

(10)

LISTA DE ANEXOS

(11)

SUMÁRIO

RESUMO iv

LISTA DE TABELAS v

LISTA DE FIGURAS vi

LISTA DE ANEXOS vii

1 INTRODUÇÃO... 12 1.1 Problema... 12 1.2 Objetivos... 14 1.2.1 Objetivo Geral... 14 1.2.2 Objetivos Específicos... 14 2 REVISÃO DE LITERATURA... 16

2.1 Benefícios da Prática de Exercícios Físicos e seu Conhecimento por Parte da População... 16

2.2 Barreiras Para a Prática de Exercícios Físicos e Prevalência de Sedentarismo... 18

2.3 Adesão e Desistência de Programas de Exercícios Físicos... 19

3 MÉTODOS... 23

3.1 Caracterização do Estudo... 23

3.2 População e Amostra... 23

3.3 Instrumentos... 24

3.4 Procedimentos para Coleta de Dados... 24

3.5 Variáveis de Estudo... 25

3.6 Análise Estatística... 25

4 RESULTADOS... 26

(12)

6 CONCLUSÃO... 36

REFERÊNCIAS 38

(13)

12 1 INTRODUÇÃO

1.1 Problema

A prática de exercício físico tem sido referida como um comportamento desejável do ponto de vista da saúde (POLITO, 2010), além de fazer parte da cultura desenvolvida pelo ser humano. A maneira como os sujeitos irão se relacionar com a prática destas atividades dependerá dos seus interesses, necessidades e oportunidades.

Contudo, o ambiente em que vive a maior parte da humanidade, tende a tornar as pessoas pouco saudáveis, uma vez que o estresse, violência, cansaço psicológico e excesso de trabalho fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. Outro fator que pode ser citado é o desenvolvimento tecnológico, que faz com que a sociedade torne-se menos ativa, uma vez que muitos, em seu tempo livre, priorizam a realização de atividades como jogos eletrônicos, internet ou assistir televisão. Além disso, surgem as facilidades e comodidades do estilo de vida moderno para se realizar tarefas antes feitas manualmente (POLITO, 2010).

A realização de exercícios físicos de forma não regular embora possa promover melhoras importantes na saúde do indivíduo, a sua prática de forma bem estruturada e periodizada parece ser mais eficaz para a maior parte dos desfechos de saúde (ASSUMPÇÃO, 2008; POLITO, 2010). A população cada vez mais se convence sobre a importância de se adotar uma vida fisicamente ativa para a aquisição e manutenção da boa saúde (KNUTH et al., 2009).

A sociedade vem se conscientizando sobre o papel que a prática regular de exercícios físicos exerce como parte do tratamento de inúmeras doenças como obesidade, atuando como auxiliar na redução de gordura corporal (MONTEIRO; RIETHER; BURINI, 2004; SILVA; LIMA, 2002; POLITO, 2010), diabetes, favorecendo a redução de glicose presente na corrente sanguínea (SILVA; LIMA, 2002; POLITO, 2010), hipertensão arterial, auxiliando no controle da pressão arterial (CUNHA et al., 2006; POLITO, 2010), além de atuar como agente de prevenção de outras enfermidades e diminuir a probabilidade de morte entre jovens e adultos.

O envolvimento regular na prática de exercícios físicos pode, também, retardar o declínio normal relacionado à idade na função dos diferentes sistemas do

(14)

13 organismo. Além dos benefícios físicos citados anteriormente, a prática de exercícios físicos pode proporcionar melhora na saúde mental e psicológica como memória e atenção (ANTUNES et al., 2001), oferecendo sensação de bem-estar, relaxamento, redução do estresse, maior interação social, reequilíbrio emocional, entre outros benefícios (STELLA, 2002; SILVA; LIMA, 2002).

Com tantos benefícios proporcionados, um dos locais mais procurados pela sociedade para a prática regular de exercícios físicos orientados por profissionais são as academias. Entre as atividades mais visadas pelos praticantes de exercícios físicos aparece como a principal o treinamento com pesos (TAHARA; SCHWARTZ; SILVA, 2003). Essa atividade se mostra para as academias como importante ponte de investimento para conquista de novos clientes.

Os gerenciadores de academias têm se mostrado muito interessados na conquista de cada vez mais clientes com objetivos dos mais variados. Para tal fim, ampliam seus espaços, inauguram filiais e se utilizam de aulas cada vez mais diferenciadas como, por exemplo, lutas, natação, alongamento e relaxamento, além do já mencionado treinamento com pesos. No contexto histórico, nunca foram vistos tantos locais especialmente destinados à prática do exercício físico, mesmo em termos proporcionais (SABA, 2001).

Mesmo o exercício físico proporcionando inúmeros benefícios, a prevalência de sedentarismo parece ser bem elevada. Esse fato pode ocorrer por uma gama de fatores como, por exemplo, falta de tempo, falta de força de vontade, experiências anteriores, insatisfação corporal (GONÇALVES et al., 2010).

Parte da população, apesar disso, consegue ou tenta manter uma vida fisicamente ativa, aderindo a clubes, academias de ginástica e musculação e em diversos outros ambientes propícios a prática de exercícios físicos. Essa inserção a programas de exercícios físicos pode ser influenciada por inúmeros fatores como: mídia, da família, dos amigos, dos colegas de prática, sucesso pessoal, entre muitos outros (SABA, 2001).

Os determinantes podem ser separados em três classes: a) Fatores pessoais, que incluem: ocupação, presença ou não de enfermidades, conhecimento dos benefícios, idade, auto motivação e histórico pessoal em relação à prática; b) Fatores ambientais, como facilidade de acesso ao local de prática, influência de familiares e amigos, percepção do tempo disponível e apoio de um companheiro; c)

(15)

14 Características do Exercício Físico: como percepção da intensidade e o profissional responsável pela prescrição e orientação (SABA, 2001).

Dentre os participantes de programas de treinamento em academias, há elevada taxa de desistência, que pode ser explicada por diversos fatores, como problemas financeiros, não alcance do objetivo esperado, lesões, mudanças de local de moradia ou trabalho, entre outros (BRAGA, 2003; LIZ, 2010).

Devido ao cenário exposto e apesar do volume de informações presentes na literatura principalmente no que diz respeito à adesão, se fazem necessárias maiores investigações com enfoque principal no abandono aos programas de exercício físico em academias. Uma vez que tal fato se configura como um importante problema para os profissionais de Educação Física atuantes nesses estabelecimentos. Dado este contexto, este estudo busca fornecer à comunidade acadêmica, praticantes em geral e proprietários de academias informações sobre este assunto, de modo que estratégias possam ser pensadas para reduzir a evasão nas academias.

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo Geral

Identificar os principais motivos referidos para desistência em programas de treinamento com pesos oferecidos em uma academia de Londrina, PR.

1.2.2 Objetivos Específicos

 Diferenciar por gênero os principais motivos referidos pelos sujeitos participantes de estudo para o abandono do programa de treinamento com pesos na academia;

 Demonstrar os fatores associados à desistência da academia de acordo com a faixa etária;

(16)

15  Separar em classes os fatores mencionados para a desistência da academia

segundo o gênero e faixa etária;

 Descrever o fluxo de clientes (adesão e desistência) na academia durante o período de estudo.

(17)

16 2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Benefícios da Prática de Exercícios Físicos e seu Conhecimento por Parte da População

Nos últimos anos houve aumento do número de estudos relatando os benefícios do exercício físico para melhoria da saúde das pessoas. Um estudo avaliou o efeito de um programa misto de intervenção nutricional e exercício físico sobre a composição corporal e hábitos alimentares de mulheres obesas. Após 40 semanas, verificou-se que o grupo que realizou o programa de exercício físico associado a restrição alimentar teve redução média no peso corporal de 3kg e de 2,8 cm na circunferência de cintura a mais em relação ao grupo que apenas realizou a restrição alimentar (MONTEIRO; RIETHER; BURINI, 2004).

Outro trabalho que procurou verificar as influências benéficas do exercício físico regular sobre a obesidade selecionou 33 indivíduos sedentários de ambos os gêneros. Após 10 semanas, com avaliação antes e após o período de treinamento, os resultados apontados indicaram que, segundo os autores, o efeito do treinamento no índice de massa corporal dos sujeitos participantes foi significativo, uma vez que houve uma redução de 0,65Kg/m2 na média do grupo (SILVA; LIMA, 2002).

Esse mesmo estudo apontou também em seus resultados o efeito do programa de exercícios físicos no controle metabólico do Diabetes Mellitus Tipo 2 em indivíduos tratados e não-tratados com insulina. Os resultados indicaram uma redução de 31mg/dl na concentração de glicemia capilar. Esses resultados permitem concluir que o exercício físico é de grande importância no controle glicêmico do indivíduo diabético tipo 2, tratado ou não-tratado com insulina (SILVA; LIMA, 2002).

Outro efeito benéfico do exercício físico regular que pode ser mencionado é em relação ao controle da hipertensão arterial, já que o exercício agudo pode resultar em hipotensão pós-exercício principalmente em intensidade baixa a moderada. Em virtude desse fato houve um crescimento no interesse da literatura em pesquisar esse assunto, em razão de sua importância e relevância para a área.

Cunha et al. (2006), nesse sentido, objetivaram comparar os efeitos hipotensores de exercícios aeróbios em esteira ergométrica de intensidade

(18)

17 constante e variada, além de verificar se o último potencializa a hipotensão pós-exercício. Para tal fim, selecionou-se 11 indivíduos hipertensos com a pressão arterial controlada por medicamentos idade média de 56 anos. Os sujeitos realizaram uma sessão de exercício até a exaustão e outras duas sessões de 45 minutos com intensidade constante e variada de forma randomizada. Os resultados evidenciaram em até duas horas hipotensão pós-exercício de pressão arterial sistólica após ambas as sessões. A pressão arterial diastólica apresentou em até 30 minutos hipotensão pós-exercício apenas após o exercício de intensidade constante. Além dos efeitos na saúde física citados anteriormente o exercício físico regular tem a capacidade de propiciar aos seus praticantes benefícios para a saúde mental. Nesse sentido, Antunes et al. (2001) procuraram verificar o desempenho de idosas em testes neuropsicológicos antes e após um programa de condicionamento físico aeróbio. Para isso, os autores selecionaram 40 voluntárias, na faixa etária de 60 a 70 anos. Após seis meses os autores relataram que o grupo experimental melhorou significativamente a atenção e memória, entre outros, quando comparado com o grupo controle.

Essas informações, para se tornarem importantes na sociedade, precisam ser conhecidas por parte da mesma. Diante desse cenário, estudos procuram investigar se esses determinantes para saúde, altamente destacadas no meio acadêmico, estão “alcançando” a população geral.

Knuth et al. (2009) objetivaram avaliar o conhecimento de adultos sobre o papel da atividade física na prevenção e tratamento de diabetes e hipertensão arterial por meio de um estudo transversal. Os autores avaliaram 972 indivíduos com idade variando de 20 a 69 anos. O conhecimento dos efeitos do exercício físico na prevenção e tratamento da hipertensão atingiu 82% da amostra, já para diabetes a prevalência foi de 47,2%. Este estudo aponta o grande percentual da população pesquisada que detém o conhecimento dos benefícios causados pela prática regular de exercícios físicos, principalmente em relação à hipertensão arterial.

O conhecimento por parte da população também foi considerado satisfatório segundo os autores no que diz respeito à freqüência semanal mínima para que o exercício físico gere os benefícios à saúde, ao melhor tipo de exercício para perda de peso e redução da gordura corporal. Entretanto, fora considerado insatisfatório o conhecimento da amostra com relação aos benefícios que o exercício físico pode

(19)

18 oferecer no tratamento de diabetes, osteoporose e complicações cardíacas (DOMINGUES; ARAÚJO; GIGANTE, 2004).

2.2 Barreiras Para a Prática de Exercícios Físicos e Prevalência de Sedentarismo

Apesar do conhecimento sobre os benefícios que o exercício físico pode oferecer aos seus praticantes ser importante, há inúmeros outros fatores que influenciam na prática do exercício físico pela população.

O estudo de Domingues, Araújo e Gigante (2004) em seu estudo realizado no Rio Grande do Sul contaram com uma amostra composta por 3182 pessoas de ambos os gêneros e com idade superior a 20 anos. A partir da aplicação de um questionário, os autores verificaram, entre outras coisas, que as barreiras percebidas pela população amostral para a prática de exercícios físicos são fatores como osteoporose, problemas cardíacos, idade avançada.

Santos e Knijnik (2006), contando com uma amostra composta por 30 indivíduos de ambos os gêneros, após a aplicação de um questionário relataram que os motivos mais citados pela amostra como barreiras para iniciar a prática de exercícios físicos foram falta de tempo (30%), variação climática (23%).

Em função dos motivos citados anteriormente e tantos outros a população se torna cada vez menos ativas no seu cotidiano. Por conseqüência disto a prevalência de sedentarismo é bastante elevada.

Hallal et al. (2007), objetivando descrever a evolução da pesquisa epidemiológica em atividade física no Brasil realizaram uma revisão sistemática da literatura realizada em bases eletrônicas. A partir disso, os autores apresentaram como resultado que a prevalência de sedentarismo entre os estudos oscila de 26,7% a 78,2%. Quando considerada apenas a atividade física realizada no tempo de lazer, esta prevalência varia de 55,3% a 96,7%. Esses resultados demonstram altos percentuais de sedentarismos em determinadas populações, principalmente em relação ao tempo livre.

Pitanga e Lessa (2005), em seu estudo realizado em Salvador, contaram com uma amostra composta por 2292 sujeitos de ambos os gêneros com idade entre 20 e 94 anos. Após aplicação de um questionário, os autores relataram em seu estudo

(20)

19 que a prevalência do sedentarismo no lazer foi de 72,5%. o maior percentual de sedentarismo no lazer, em relação ao gênero, foi observado entre as mulheres e em relação a idade foi identificado na faixa etária entre 40 e 59 anos.

2.3 Adesão e Desistência de Programas de Exercícios Físicos

Inicialmente é importante ressaltar que “problemas” com adesão e desistência não são exclusivos da Educação Física. Em inúmeras outras áreas essa questão apresenta-se de forma preocupante para os profissionais atuantes.

Santos et al. (2005) analisaram a adesão do cliente hipertenso ao tratamento com abordagem interdisciplinar, o estudo desenvolveu-se com 50 sujeitos de diferentes faixas etárias e hipertensos de um hospital de Fortaleza. Após a entrevista semi-estruturada os autores chegaram ao resultado de que a adesão ao tratamento foi considerada insatisfatória, principalmente em relação às condutas higienodietéticas. A irregularidade ao tratamento medicamentoso, segundo os autores, esteve associada ao custo e aos efeitos colaterais.

Outro estudo objetivou averiguar a adesão ao tratamento farmacológico e não farmacológico de pacientes de um ambulatório de prevenção secundaria da doença arterial coronariana. Para tal fim, responderam o questionário 92 pacientes de ambos os gêneros e com idade média de 56 anos. Diante desses procedimentos, as autoras chegaram ao resultado de que a adesão ao tratamento farmacológico teve 56,5% e a adesão não farmacológica foi observada em 40,2% dos pacientes. Concluiu-se que a adesão ao tratamento da doença arterial coronariana foi baixa, principalmente em relação ao não farmacológico (LUNELLI et al., 2009).

Seguindo esta linha de raciocínio Chatkin et al. (2006) realizaram um estudo para avaliar adesão ao tratamento preventivo de asma moderada e grave. Para isso, selecionou-se 131 pacientes oriundos de 15 diferentes estados, que foram avaliados por telefone. Os autores consideraram como aderente ao tratamento o asmático que utilizou no mínimo 85% das doses medicamentosas prescritas. Assim sendo, a adesão ao tratamento foi de 51,9%.

Em relação à área especificamente de educação física, à adesão e desistência de programa de exercícios físicos aprecem como questões importantes a serem investigadas. Afinal, o grande desafio que se impõe para o desenvolvimento

(21)

20 de um recomendável nível de prática do exercício físico é fazê-lo parte constante do cotidiano de toda pessoa (SABA, 2001). Seguindo essa linha de raciocínio há inúmeros estudos que procuraram investigar os fatores que podem influenciar para tal fato.

Em virtude disso Braga (2003) objetivou, entre outras coisas, analisar a influência da academia nas desistências da prática de treinamento com pesos. Para isso, aplicou-se um questionário em 44 indivíduos de ambos os gêneros. O motivo mais relatado por homens foi pouco resultado (37%), já em relação às mulheres o fator mais citado foi falta de tempo com 35,3%. Esses resultados demonstram certa discrepância entre homens e mulheres. Tal fato ressalta a hipótese deste projeto de que em relação ao gênero haverá divergências entre os motivos referidos para a desistência de programas de exercícios físicos.

Cardoso et al. (2008) investigaram os motivos que influenciam na adesão e desistência em um programa de exercício físico realizou-se com 13 idosos de Florianópolis de ambos os gêneros com idade de 60 a 82 anos. Ao realizarem uma entrevista semi-estruturada os autores relataram como o principal fator para iniciação no programa de exercícios físicos o relacionamento com as outras pessoas com 47%. Em relação à desistência do programa de ginástica, os mesmos foram agrupados em três principais categorias, no qual a com maior ocorrência foi problemas pessoais, seguida por problemas de saúde e problemas relacionados ao exercício. Deve-se levar em consideração neste estudo o número reduzido de participantes da amostra, esse fato pode provocar resultados que não condizem com a realidade da população em geral.

A respeito do tema em questão, Tahara, Schwartz e Silva (2003) objetivaram identificar os principais fatores de aderência e manutenção de programas de exercícios físicos regulares, realizados em academias. Para isso, utilizou como instrumento um questionário aberto e como amostra 50 alunos de uma academia com idade variando até 24 anos e de ambos os gêneros. Por meio desses procedimentos, segundo os autores, o fator mais importante para adesão aos programas de exercícios físicos são questões estéticas com 26,7%, o fator menos citado foi reabilitação de lesões com 3,3%.

Costa, Bottcher e Kokubun (2009) procuraram investigar a aderência de participantes em um programa de exercício físico e, também, a relação com idade, Índice de Massa Corporal e aptidão funcional. Para tal propósito, participaram 122

(22)

21 indivíduos de ambos os gêneros com idade média de 58 anos. Desistiram do programa de exercícios físicos 49,2% dos indivíduos num período de 62 meses. A prevalência de aderência de pessoas com mais de 60 anos foi de 54,3% e de pessoas com menos de 60 anos foi de 50,8%.

O estudo realizado por Freitas et al. (2007) objetivou identificar, classificar e discutir os aspectos socioculturais e educativos ligados à saúde e a qualidade de vida do idoso, estabelecendo relações com os motivos de adesão e permanência, na prática regular de exercícios físicos realizados em espaços públicos. Para tal propósito, entrevistou-se 120 usuários de ambos os gêneros e com idade entre 60 e 85 anos. O fator mais importante para adesão foi melhorar a saúde com 84,2%. Para permanência os fatores mais relevantes foram melhorar a postura com 75% e sentir prazer ao praticar o exercício com 66,7%, entre outros. Esses resultados demonstram a preocupação dos idosos com a melhoria da saúde para iniciar a prática de exercícios físicos regulares e o bem-estar como o principal motivo para a permanência no programa de exercícios físicos.

No intuito de investigar os determinantes para adesão, manutenção e desistência de um Programa de Reabilitação Cardiovascular, Ramos (2000) contou com 78 indivíduos de ambos os gêneros e com idade média de 55 anos como amostra. O resultado apontado como o principal para a adesão foi melhoria da saúde com 60,3%. A saúde e o convívio social com 25,9% e 21,3% respectivamente foram os mais citados como motivos para a permanência. Em relação à desistência os motivos mais citados foram horários das sessões e distância com 23% cada.

Com resultados divergentes para os fatores determinantes na adesão à prática de exercícios físicos regulares, Santos e Knijnik (2006) realizaram um estudo com 30 indivíduos adultos de ambos os gêneros com idade entre 40 e 60 anos utilizando de um questionário com questões abertas e fechadas. Assim sendo, os resultados apresentados pelos autores como os motivos mais importantes para adesão foram lazer e qualidade de vida com 44%, seguidos por orientação médica com 34% e estética com 11%.

Os estudos citados mostram diferenças importantes, o que pode ser explicado pela disparidade entre as amostras principalmente em relação à faixa etária, gênero estudado, número de participantes, além do uso de diferentes instrumentos. Esta observação reforça a idéia que as características específicas de cada ambiente

(23)

22 devem ser consideradas ao se investigar os motivos para adesão e abandono aos programas de exercício físico.

(24)

23 3 MÉTODOS

3.1 Caracterização do Estudo

O presente estudo possui caráter descritivo e fora realizado de forma transversal através da aplicação de um questionário, no qual foram mencionados, principalmente, os fatores que levaram o sujeito a desistir do seu programa de treinamento com pesos, posteriormente fora feito o agrupamento das respostas referidas em categorias de acordo com a literatura.

3.2 População e Amostra

Foi escolhida por conveniência uma academia da cidade de Londrina-PR que atende diversificados públicos de todas as faixas etárias de modo a atender os objetivos iniciais do estudo

A população escolhida para o estudo foram os ex-freqüentadores de programas de treinamento com pesos da academia participante da pesquisa.

A seleção da amostragem levou como critério de inclusão os freqüentadores das academias maiores de 18 anos, de ambos os gêneros e que deixaram de freqüentar o estabelecimento para realização de seus programas de treinamento com pesos por mais de um mês no período compreendido entre os meses de Fevereiro e Maio de 2010.

A população inicialmente contava com 68 sujeitos, 39 mulheres e 29 homens. Contudo, participaram do estudo efetivamente 61 indivíduos 36 (59%) mulheres e 25 (41%) homens com idade variando de 18 a 67 anos. Das 68 pessoas identificadas como ex-freqüentadores cinco não participaram do estudo pelo fato de não serem localizadas nas três tentativas de contato e duas por se recusarem a participar da pesquisa.

Foram assumidos como perdas amostrais os praticantes desistentes que não aceitaram participar do estudo bem como os sujeitos que não foram localizados nas três tentativas de contato realizadas em diferentes oportunidades.

(25)

24 3.3 Instrumentos

Foi utilizado um questionário e um termo de consentimento, ambos aplicados por telefone. A entrevista contou com perguntas anteriormente formuladas pelo pesquisador de acordo com a revisão de literatura realizada, além de outras questões que o mesmo julgou importante de acordo com o decorrer da conversa. O principal questionamento da entrevista fora o (s) motivo (s) que levou (aram) o Sr (a) deixar de freqüentar a academia. Posteriormente à coleta das informações, seguiu-se a orientação de Saba (2001), para o melhor agrupamento das categorias e entendimento dos resultados (ficando assim em “Fatores Pessoais”, “Fatores Ambientais” e “Características do Exercício Físico”).

As principais questões que formaram o questionário foram:

 Qual (is) o (s) motivo (s) que o(a) levou (aram) à deixar de freqüentar a academia?

 Qual (is) o (s) motivo (s) que o(a) levou (aram) à iniciar seu programa de treinamento com pesos na academia?

 O(a) Sr(a) já havia realizado exercícios físicos antes de ingressar na academia?

 O(a) Sr(a) continua realizando algum tipo de exercício físico?  Qual a idade do (a) Sr (a)?

3.4 Procedimentos para Coleta de Dados

Inicialmente foi feito contato com a academia participante do estudo a fim de se obter a autorização para a realização da pesquisa no local. Após concordar com os termos do estudo, o estabelecimento solicitou uma semana para o levantamento da lista de matriculados na área de treinamento com pesos.

No segundo contato com a academia a lista com todos os alunos matriculados no período compreendido entre os meses de Fevereiro e Maio de 2010 foi fornecida como acordado anteriormente. Através destas listas foram identificados os sujeitos desistentes.

Após a identificação dos desistentes foi feito um terceiro contato com a academia a fim de se obter o telefone dos sujeitos para um futuro contato. Nesse

(26)

25 momento o estabelecimento solicitou duas semanas para fornecer as informações. No quarto contato com a academia a lista com o nome e telefone de cada sujeito foi fornecida, a partir disso, o contato com os sujeitos fora possível.

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, por se tratar de entrevista por telefone, foi substituído pelo consentimento verbal obtido por ocasião dos contatos telefônicos com os entrevistados, seguindo o mesmo procedimento do VIGITEL – Sistema de Monitoramento de Doenças Crônicas não Transmissíveis por Inquérito Telefônico (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008).

Durante as entrevistas os sujeitos responderam um questionário previamente elaborado pelo pesquisador de acordo com a revisão de literatura realizada. As respostas referidas pelo individuo foram agrupadas em categorias de acordo com a literatura e em seguida passaram por análise realizada pelo autor do estudo.

3.5 Variáveis de Estudo

As variáveis independentes são os motivos referidos pelos participantes do estudo como influenciáveis para a desistência de seus respectivos programas de treinamento com pesos. As variáveis dependentes adotadas são a faixa etária e o gênero.

3.6 Análise Estatística

Para análise dos dados utilizou-se elementos da estatística descritiva, na qual se calculou a freqüência absoluta, bem como o percentual.

(27)

26 4 RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta os dados pessoais da amostra participante do estudo. Dados estes separados por gênero e distribuídos de acordo com o nível de escolaridade e entre as faixas etárias dos indivíduos.

Tabela 1 – Dados pessoais e distribuição da amostra entre as faixas etárias. Variável

Masculino Feminino Total

n % n % n % Gênero 25 41,0 36 59,0 61 100,0 Escolaridade Até Ensino Médio Ensino Superior Incompleto Superior Completo 7 28,0 13 52,0 5 20,0 5 13,9 23 63,9 8 22,2 12 19,7 36 59,0 13 21,3 Faixa Etária (anos)

18 – 29 30 – 39 40 – 49 50 – 59 Acima de 60 14 56,0 4 16,0 3 12,0 2 8,0 2 8,0 16 44,5 10 27,8 3 8,3 3 8,3 4 11,1 30 49,2 14 23,0 6 9,8 5 8,2 6 9,8

Através da análise da tabela 1 pode-se perceber que a maioria da amostra foi formada por mulheres, possui ensino superior incompleto e que cerca de metade dos sujeitos tinha entre 18 e 29 anos.

A Tabela 2 apresenta o histórico da prática de exercício físico da amostra. As informações são expostas através das respostas dos sujeitos para as questões relacionadas à prática de exercício antes da adesão a academia, bem como a prática de exercício após o abandono de seu programa de exercício físico no estabelecimento.

(28)

27 Tabela 2 – Histórico da amostra na prática de exercício físico.

Variável

Masculino Feminino Total

n % n % n %

Já havia feito exercícios físicos Sim Não 17 68,0 8 32,0 24 66,7 12 33,3 41 67,2 20 32,8 Continuou realizando

exercício físico após o abandono Sim Não 14 56 11 44 23 63,9 13 36,1 37 60,7 24 39,3

Após analise da Tabela 2 observa-se que a maioria da amostra relatou que já havia realizado exercício físico antes de iniciar seu programa na academia e afirmaram que se mantiveram fisicamente ativos mesmo após abandoná-lo.

O Gráfico 1 demonstra o fluxo de clientes na academia durante o período em que o estudo foi realizado. Os dados são apresentados de acordo com o gênero.

(29)

28 Entre as 155 pessoas que entraram na academia 68 (43,8%) abandonaram seu programa de exercício físico. Desse total de 68 pessoas que saíram 27 (39,7%) entraram no período em que o estudo foi realizado, ou seja, permanecem menos de quatro meses na academia.

A Tabela 3 apresenta os motivos relatados pelos sujeitos para a adesão à academia. Os dados são expostos em relação ao total da amostra, bem como de acordo com o gênero.

Tabela 3 – Motivos referidos para adesão à academia. Motivos

Masculino Feminino Total

n % n % n % Emagrecer 4 16,0 15 41,7 19 31,1 Hipertrofia 12 48,0 3 8,3 15 24,6 Condicionamento Físico 3 12,0 8 22,2 11 18,1 Qualidade de Vida 2 8,0 6 16,6 8 13,1 Definição Muscular 4 16,0 2 5,6 6 9,8 Indicação Médica 0 0 2 5,6 2 3,3

O motivo mais relatado para a adesão à academia foi emagrecer, seguido de hipertrofia e melhora do condicionamento físico. Quando analisamos de acordo com o gênero encontramos diferenças uma vez que para as mulheres o motivo mais relatado foi emagrecer, seguido de melhora do condicionamento físico e qualidade de vida. Para os homens o motivo mais citado foi hipertrofia, seguido de emagrecer e definição muscular.

A Tabela 4 apresenta os motivos referidos pela amostra para desistência da academia de modo geral e de acordo com gênero.

(30)

29 Tabela 4 – Motivos referidos para desistência da academia de acordo com o gênero.

Motivos

Masculino Feminino Total

n % n % n % Falta de tempo 11 44,0 10 27,8 21 34,4 Falta de dinheiro 5 20,0 10 27,8 15 24,6 Falta de companhia 3 12,0 7 19,4 10 16,4 Falta de resultado 4 16,0 1 2,8 5 8,2 Cansaço 0 0 4 11,1 4 6,6 Não gostou 0 0 3 8,3 3 4,9 Problemas de saúde 2 8,0 1 2,8 3 4,9

O motivo mais relatado pela amostra, em termos gerais, para desistência da academia foi falta de tempo, seguido de falta de dinheiro e falta de companhia. Os motivos menos citados, considerando o total da amostra, foram: não gostou do exercício e problemas de saúde. Em relação ao gênero não houveram muitas diferenças nas repostas, uma vez que para as mulheres os motivos mais relatados foram falta de tempo e falta de dinheiro, seguidos por falta de companhia. Para os homens o motivo mais relatado foi falta de tempo, seguido por falta de dinheiro e falta de resultado. Os motivos cansaço e não gostou do exercício não foram citados pelos homens, enquanto para as mulheres os motivos menos referidos foram falta de resultado e problemas de saúde.

A Tabela 5 apresenta os motivos referidos pelos sujeitos para desistência da academia em relação ao gênero e separados entre as classes de acordo com a sugestão de SABA (2001).

(31)

30 Tabela 5 – Distribuição entre as classes dos motivos para desistência segundo o gênero.

Classes

Masculino Feminino Total

n % n % n % Fatores Ambientais 14 56,0 17 47,2 31 50,8 Fatores Pessoais 7 28,0 15 41,7 22 36,1 Características do Exercício Físico 4 16,0 4 11,1 8 13,1

A classe de motivos para desistência da academia mais relatada foi fatores ambientais (falta de tempo e falta de companhia) atingindo a maioria, seguida pela classe de fatores pessoais (falta de dinheiro, cansaço e problemas de saúde) e a classe características do exercício físico (falta de resultado e não gostou do exercício). Em relação ao gênero não houve diferenças, uma vez que tanto os dados dos homens quanto das mulheres mantiveram a mesma seqüência das classes, houve diferenças apenas na porcentagem de cada classe. Para as mulheres os fatores ambientais foram citados por 47,2% (56% entre os homens). Os motivos relacionados a fatores ambientais foram relatados por 41,7% das mulheres e 28% dos homens, enquanto os motivos relacionados a características do exercício físico foram citados por 16% dos homens e 11,1% das mulheres.

A Tabela 6 apresenta os motivos referidos pelos participantes para a desistência de seus respectivos programas de treinamento com pesos em relação à faixa etária. Os dados são expostos tanto em números totais de pessoas quanto em porcentagem.

(32)

31 Tabela 6 – Motivos referidos para desistência da academia de acordo com a faixa etária. Motivos 18 – 29 anos 30 – 39 anos 40 – 49 anos 50 – 59 anos Acima de 60 anos Total n % n % n % n % n % n % Falta de tempo 13 43,3 5 35,7 3 50,0 0 0 0 0 21 34,4 Falta de dinheiro 8 26,7 4 28,6 0 0 2 40,0 1 16,6 15 24,6 Falta de companhia 2 6,7 2 14,3 1 16,7 2 40,0 3 50,0 10 16,4 Falta de resultado 3 10,0 1 7,1 1 16,7 0 0 0 0 5 8,2 Cansaço 1 3,3 2 14,3 1 16,6 0 0 0 0 4 6,6 Não gostou 2 6,7 0 0 0 0 0 0 1 16,7 3 4,9 Problemas de saúde 1 3,3 0 0 0 0 1 20,0 1 16,7 3 4,9

Analisando a tabela 6 verifica-se que há diferenças entre os motivos relatados pelos sujeitos para a desistência do programa de exercício físico em relação a cada faixa etária, uma vez que o motivo mais referido para o abandono pelos jovens e adultos – de 18 à 49 anos – foi distinto em relação aos com idades mais avançadas – acima de 50 anos. Para a faixa etária entre 18 e 29 anos o motivo mais citado foi falta de tempo. Seguindo a mesma linha, a falta de tempo também foi o motivo mais citado tanto para as pessoas com idade entre 30 e 39 anos quanto para os indivíduos com idade entre 40 e 49 anos. Em contrapartida, o motivo relatado pelos sujeitos com idade entre 50 e 59 anos os motivos mais citados foram falta de dinheiro acompanhado de falta de companhia. Para as pessoas com mais de 60 anos o motivo mais relatado foi falta de companhia.

A Tabela 7 apresenta os motivos referidos pela amostra para desistência da academia em relação à faixa etária e separados entre as classes de acordo com a sugestão da literatura pesquisada (SABA, 2001).

(33)

32 Tabela 7 – Distribuição entre as classes dos motivos para desistência segundo a faixa etária. Classes 18 – 29 anos 30 – 39 anos 40 – 49 anos 50 – 59 anos Acima de 60 anos Total n % n % n % n % n % n % Fatores Ambientais 15 50,0 7 50,0 4 66,6 2 40,0 3 50,0 31 50,8 Fatores Pessoais 10 33,3 6 42,9 1 16,7 3 60,0 2 33,3 22 36,1 Características do Exercício Físico 5 16,7 1 7,1 1 16,7 0 0 1 16,7 8 13,1

Em relação ao total a classe de motivos que atingiu a maioria das respostas foi fatores ambientais, seguido por fatores pessoais e características do exercício físico. Em algumas faixas etárias houve diferença entre as respostas referidas pelos sujeitos. Para as pessoas com idade entre 18 e 29 anos a classe “fatores ambientais” foi citada por 50% dos sujeitos, assim como para a faixa etária de 30 a 39 anos e acima de 60 anos, já para os indivíduos com idade entre 40 e 49 anos foi relatada por quase 70% dos indivíduos, em todas essas faixas etárias foi a classe de motivos mais citada. Em contraponto, a classe de motivos “fatores ambientais” foi a mais citada pelas pessoas com idade entre 50 e 59 anos. Em todas as faixas etárias a classe de motivos “características do exercício físico” foi a menos citada.

(34)

33 5 DISCUSSÃO

Inicialmente vale ressaltar algumas limitações encontradas no presente estudo, como o número de academias estudadas e o tamanho da amostra, não foram possíveis de serem administradas de modo a garantir uma maior validade externa. Porém, os achados desta pesquisa possuem sua importância no sentido proporcionar à comunidade acadêmica e mesmo aos proprietários de academias informações sobre o tema em questão, de modo que estratégias possam ser pensadas para reduzir a evasão nas academias.

Quanto aos resultados observado no presente estudo no que diz respeito ao fluxo de cliente da academia os valores vão ao encontro com os apresentados por Costa, Bottcher e Kokubun (2009). Os autores verificaram que desistiram do programa de exercício físico 49,2% dos 122 indivíduos participantes da amostra, o resultado do presente estudo foi de 43,8% dos 155 indivíduos que iniciaram as atividades na academia no período pesquisado. Faz-se necessário ressaltar a semelhança nos resultados apesar da grande diferença no período de estudo, uma vez que Costa, Bottcher e Kokubun realizaram a pesquisa em 62 meses, já este estudo realizou-se em quatro meses.

Apesar de não ser o enfoque deste trabalho, faz-se importante identificar os principais motivos que levaram os sujeitos a iniciar seus programas de treinamento com pesos na academia. Assim sendo, que diz respeito à adesão os motivos mais referidos, de um modo geral, foi emagrecer, seguido por hipertrofia, ou seja, fatores estéticos foram os principais motivos que levaram à adesão, resultados estes que corroboram com o trabalho de Tahara, Schwartz e Silva (2003), que investigou adultos jovens e Braga (2003) que investigou sujeitos de ambos os gêneros. Por outro lado, Ramos (2000) relatou que o motivo mais referido pela amostra em geral para iniciar o programa de exercícios físicos foi melhoria da saúde. Esse resultado pode ser explicado, segundo o autor, pelo fato da amostra ser composta por freqüentadores de um programa de prevenção e reabilitação cardiorrespiratória. Cardoso et al. (2008), em um estudo com idosos, identificou que o principal motivo referido para adesão foi relacionamento com as outras pessoas. Freitas et al. (2007), também investigando idosos, observou que a melhora da saúde e do desempenho físico foram os fatores mais mencionados. O importante é ressaltar que

(35)

34 nenhum dos estudos mencionados diferenciou os motivos para adesão segundo a faixa etária e somente Braga (2003) discriminou os resultados segundo o gênero.

Em relação aos achados do presente estudo no que diz respeito aos motivos que levaram os participantes a desistirem dos seus respectivos programas de exercício físico na academia, observa-se que há divergências em relação aos resultados apresentados por outros autores.

No caso da presente investigação a falta de tempo foi o fator mais mencionado, tanto para homens, quanto para as mulheres. Os resultados encontrados no presente estudo confrontam-se, em parte, aos encontrados por Braga (2003) que buscou analisar a influência da academia nas desistências da prática de treinamento com pesos. O autor relatou que os motivos mais citados pelos homens foram pouco resultado e falta de motivação, enquanto nas mulheres os fatores mais citados foram falta de tempo e pouco resultado, sendo que este motivo (pouco resultado) também foi citado nesta pesquisa.

Analisando os resultados, tanto para adesão quanto para desistência, dos dois estudos parece que os motivos que influenciam as pessoas a aderirem ao exercício físico relacionados às questões estéticas podem estar associados ao abandono. Contudo, sabe-se que a perda de peso e o ganho de massa muscular não dependem somente da prática de exercício físicos. Há outros fatores, alimentação e questões genéticas para citar somente dois, com grau de importância ao menos semelhante ao do exercício (POLITO, 2010). Assim sendo, há a necessidade de se trabalhar a importância do exercício físico de uma forma mais ampla.

Cardoso et al. (2008) objetivando investigar os motivos que influenciam na adesão e desistência de idosos em um programa de exercício físico também encontraram resultados diferentes aos deste estudo. Enquanto os fatores pessoais foram os principais motivos de desistência entre idosos (Cardoso et al., 2008), no presente trabalho, entre os idosos investigados os fatores ambientais apresentaram maior proporção de citações.

Esses resultados discrepantes podem ser explicados pelas divergências nos aspectos metodológicos de cada estudo em particular. O trabelho realizado por Ramos (2000) utilizou uma amostra com idade mais avançada, assim como a pesquisa de Cardoso et al. (2008). Enquanto Braga (2003) utilizou uma amostra com idade entre 18 e 46 anos, uma faixa etária próxima ao deste estudo.

(36)

35 O tipo de questionário e a forma de aplicá-lo também pode ser um fator que leva a essa discrepância dos resultados entre os estudos presentes na literatura. Braga (2003) não especificou o tipo de questionário e as questões presentes no mesmo. Ramos (2000) utilizou-se de um questionário criado e validado pelo mesmo e composto por questões abertas, fechadas e mistas. Cardoso et al. (2008) elaborou uma entrevista semi-estruturada composta por oito questões abertas que foi aplicada por telefone, um instrumento semelhante ao utilizado no presente estudo.

Estas diferenças dos resultados entre os estudos anteriores e este trabalho, reforçam a idéia que as especificidades ambientais de cada realidade precisam ser levadas em consideração quando se investiga os fatores tanto para adesão quanto para desistência à programas de exercício físicos.

(37)

36 6 CONCLUSÃO

Essas discussões e informações adquiridas por meio da pesquisa de campo deste trabalho apresentaram algumas considerações a cerca dos motivos que podem levar uma pessoa a iniciar e desistir de um programa de exercícios físicos, especificamente treinamento com pesos, em academias, bem como os diferenciando segundo gênero e faixa etária. É claro que generalizações não podem ser feitas, pois diferentes pessoas apresentam personalidades e histórico de relação com o exercício físico distintos, mas foi possível compreender alguns fatores que podem influenciar na decisão de uma pessoa continuar freqüentando uma academia ou abandoná-la.

Diante da análise dos resultados encontrados no presente estudo conclui-se que os motivos mais referidos para a adesão na academia investigadas foi relacionada à questões estéticas. Os fatores mais citados foram emagrecer e hipertrofia. Esse resultado pode ser explicado pelo fato da maioria da amostra ser composta por adultos jovens.

Em relação ao fluxo de clientes observa-se uma elevada taxa de desistência na academia estudada, uma vez que quase metade do total de pessoas que iniciaram um programa de treinamento com pesos na academia desistiu do mesmo. O Ponto positivo a ser destacado é que houve maior número de pessoas entrando na academia do que saindo. Outra informação importante é o fato que cerca de 40% das desistências são feitas por clientes que iniciaram o treinamento a menos de quatro meses. Esses resultados demonstram que houve uma elevada taxa de desistência na academia e que muitos clientes a freqüentam por pouco tempo, o que reforça a idéia de que a incorporação da prática de exercícios físicos no estilo de vida das pessoas não é simples como pode aparentar inicialmente e envolve diversos fatores.

Contudo, observando os motivos que fizeram com que os freqüentadores desistissem dos programas de treinamento nota-se que grande parte não tem relação direta com a academia, os fatores são associados particularmente a pessoa desistente ou motivos relacionados com o ambiente. Assim sendo, num primeiro momento, as responsabilidades sobre essas desistências fogem ao controle do estabelecimento, o que pode não ser verdade. Os motivos mais citados no presente estudo como determinantes na desistência do programa de treinamento com pesos

(38)

37 na academia foram “Falta de Tempo” e “Falta de Dinheiro”, esses fatores poderiam ser contornados, por exemplo, com o estabelecimento proporcionando horários alternativos para os freqüentadores e apresentando preços mais acessíveis nas mensalidades.

Outros estudos se fazem necessários na tentativa de esclarecer por completo os fatores influenciáveis para a desistência de programas de exercícios físicos, especificamente treinamento com pesos, em academias. Para isso, é de grande importância que questões metodológicas como número de academias, tamanho da amostra e instrumento utilizado sejam administradas de forma a garantir maior validade do estudo.

O estudo deste trabalho permitiu compreender a importância de se conhecer tanto os motivos que podem levar uma pessoa a iniciar quanto desistir de um programa de treinamento com pesos em uma academia, contudo, vale ressaltar que existem outras realidades que podem se diferenciar em relação à pesquisada no presente estudo. Apesar disso, pode-se concluir que tanto o profissional em Educação Física quanto o estabelecimento devem ter claro que também possuem responsabilidade nas desistências dos freqüentadores, e não apenas o cliente. Nesse sentido, não cabe dizer que o objetivo de uma academia é apenas incentivar a inserção do exercício físico na vida da população, mas também proporcionar que as pessoas mantenham-se ativas.

(39)

38 REFERÊNCIAS

ANTUNES, H. K. M.; SANTOS, R. F.; HEREDIA, R. A. G.; BUENO, O. F. A.; MELLO, M. T. Alterações cognitivas em idosas decorrentes do exercício físico sistematizado. Revista da Sobama, Minas Gerais, v.6, n.1, p. 27-33, Dezembro de 2001.

ASSUNPÇÃO, C. O.; PRESTES, J.; LEITE, R. D.; URTADO, C. B.; NETO, J. B.; PELLEGRINOTTI, I. L. Efeito do treinamento de força periodizado sobre a

composição corporal e aptidão física em mulheres idosas. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v.19, n.4, p. 581-590, Setembro/Dezembro de 2008.

BRAGA, W. V. S. Análise de dados antropométricos e motivos da desistência em praticantes de musculação. 2003. Monografia (Pós-graduação Lato-Sensu em Atividades Motoras para Promoção da Saúde e qualidade de Vida) – Escola de Educação Física de Caratinga, Caratinga-MG.

CARDOSO, A. S.; BORGES, L. J.; MAZO, G. Z.; BENEDETTI, T. B.; KUHNEN, A. P. Fatores influentes na desistência de idosos em um programa de exercício físico. Revista Movimento, Porto Alegre, v.14, n.01, p. 225-239, Janeiro/Abril de 2008. CHATKIN, J. M.; CAVALET-BLANCO, D.; SCAGLIA, N. C.; TONIETTO, R. G.; WAGNER, M. B.; FRITSCHER, C. C. Adesão ao tratamento de manutenção em asma (estudo ADERE). Jornal Brasileiro de Pneumologia, Rio Grande do Sul, v.32, n.4, p. 277-283, 2006.

COSTA, B. V. da; BOTTCHER, L. B.; KOKUBUN, E. Aderência a um programa de atividade física e fatores associados. Motriz, Rio Claro, v.15, n.1, p. 25-36,

Janeiro/Março de 2009.

CUNHA, G. A. da; RIOS, A. C. S.; MORENO, J. R.; BRAGA, P. L.; CAMPBELL, C. S. G.; SIMÕES, H. G.; DENADAI, M. L. D. R. Hipotensão pós-exercício em hipertensos submetidos ao exercício aeróbio de intensidades variadas e exercício de intensidade constante. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.12, n.6, p. 313-317, Novembro/Dezembro de 2006.

DOMINGUES, M. R.; ARAÚJO, C. L. P.; GIGANTE, D. P. Conhecimento e

percepção sobre exercício físico em uma população adulta urbana do sul do Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, n.1, p. 204-215, Janeiro/Fevereiro de 2004.

FREITAS, C. M. S. M. de; SANTIAGO, M. de S.; VIANA, A. T.; LEÃO, A. C.; FREYRE, C. Aspectos motivacionais que influenciam a adesão e manutenção de idosos a programas de exercícios físicos. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, [S.l.] v.9, n.1, p. 92-100, 2007.

(40)

39 GONÇALVES, A.; MACEDO, C.; LOURENÇO, C.; RIBEIRO, D.; FONTE, D.;

PEREIRA, M.; FRAGA, S.; FERNANDES, H. M. Barreiras para a prática de exercício físico: um estudo centrado nos motivos associados a um locus de controle

intrínseco. In: Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, n. 7, 2010. Atas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia. Universidade do Minho, Portugal. p. 1873-1887.

HALLAL, P. C.; DUMITH, S. de C.; BASTOS, J. P.; REICHERT, F. F.; SIQUEIRA, F. V.; AZEVEDO, M. R. Evolução da pesquisa epidemiológica em atividade física no Brasil: revisão sistemática. Revista Saúde Pública, [S.l.] v.41, n.3, p. 453-460, 2007.

KNUTH, A. G.; BIELEMANN, R. M.; SILVA, S. G. da; BORGES, T. T.; DUCA, G. F. D.; KREMER, M. M.; HALLAL, P. C.; ROMBALDI, A. J.; AZEVEDO, M. R.

Conhecimento de adultos sobre o papel da atividade física na prevenção e

tratamento de diabetes e hipertensão: estudo de base populacional no Sul do Brasil. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.25, n.3, p. 513-520, Março de 2009. LIZ, C. L. de; CROCETTA, T. B.; VIANA, M. da S.; BRANDT, R.; ANDRADE, A. Aderência à prática de exercícios físicos em academias de ginástica. Revista Motriz, Rio Claro, v.16, n.1, p. 181-188, Janeiro/Março de 2010.

LUNELLI, R. P.; PORTAL, V. L.; ESMÉRIO, F. G.; MORAES, M. A.; SOUZA, E. N. de. Adesão medicamentosa e não medicamentosa de pacientes com doença arterial coronariana. ACTA Paul Enferm., [S.l.] v.22, n.4, p. 367-373, 2009.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigitel Brasil 2008 Saúde Suplementar: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília-DF: 2008

MONTEIRO, R. de C. A.; RIETHER, P. T. A.; BURINI, R. C. Efeito de um programa misto de intervenção nutricional e exercício físico sobre a composição corporal e os hábitos alimentares de mulheres obesas em climatério. Revista de Nutrição, Campinas, v.17, n.4, p. 479-489, Outubro/Dezembro de 2004.

PITANGA, F. J. G.; LESSA, I. Prevalência e fatores associados ao sedentarismo no lazer em adultos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.3, p. 870-877, Maio-Junho de 2005.

POLITO, M. D. Prescrição de exercícios para saúde e qualidade de vida. 1ª Edição. São Paulo: Phorte editora, 2010

RAMOS, J. H. Determinantes de adesão, manutenção e desistência de um programa de prevenção e reabilitação cardiovascular. 2000. Monografia (Especialização em Educação Física na área de atividade física e saúde) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC.

SABA, F. Aderência à prática do exercício físico em academias. São Paulo-SP: Manole, 2001.

(41)

40 SANTOS, S. C.; KNIJNIK, J. D. Motivos de adesão à prática de atividade física na vida adulta intermediária 1. RevistaMackenzie de Educação Física e Esporte, [S.l.] v.5, n.1, p. 23-34, 2006.

SANTOS, Z. M. de S. A.; FROTA, M. A.; CRUZ, D. M.; HOLANDA, S. D. O. Adesão do cliente hipertenso ao tratamento: análise com abordagem interdisciplinar. Texto Contexto Enferm., [S.l.] v.14, n.3, p. 332-340, Julho/Setembro de 2005.

SILVA, C. A. da; LIMA, W. C. de. Efeito benéfico do exercício físico no controle

metabólico do Diabetes Mellitus tipo 2 à curto prazo. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., [S.l.] v.46, n.5, p. 550-556, Outubro de 2002.

STELLA, F.; GOBBI, S.; CORAZZA, D. I.; COSTA, J. L. R. Depressão no idoso: diagnóstico, tratamento e benefícios da atividade física. Revista Motriz, Rio Claro, v.8, n.3, p. 91-98, Agosto/Dezembro de 2002.

TAHARA, A. K.; SCHWARTZ, G. M.; SILVA, K. A. Aderência e manutenção da prática de exercícios em academias. Revista Brasileira Ciência e Movimento, Brasília, v.11, n.4, p. 7-12 Outubro/Dezembro de 2003.

(42)

41 ANEXO

Anexo 1 – Modelo de Questionário

1. Bom dia/tarde/noite. Gostaria de falar com o(a) sr(a) NOME DO SUJEITO SELECIONADO PARA AMOSTRA. Ele(a) está?

( ) Não - Qual o melhor dia da semana e período para conversarmos com ele (a)?. Obrigado(a), retornarei a ligação.

( ) Sim- Posso falar com ele agora?

( ) Não - Qual o melhor dia da semana e período para conversarmos com ele (a)? Obrigado(a), retornarei a ligação.

( ) Sim.

2. Sr(a) meu nome é Murilo e estou realizando uma pesquisa para a elaboração do meu Trabalho de Conclusão de Curso. Fui a academia do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense para identificar as pessoas que desistiram de suas atividades no estabelecimento e o Sr(a) foi selecionado(a) para a entrevista. A entrevista deverá durar cerca de 5 minutos. Suas respostas serão muito importantes para meu trabalho. Para sua segurança, esta entrevista poderá ser gravada. O(a) sr(a) gostaria de participar da entrevista agora?

( ) Não - Qual o melhor dia da semana e período para conversarmos? Obrigado(a), retornarei a ligação.

( ) Sim.

3. Qual a idade do (a) Sr (a)?

4. Qual a escolaridade do (a) Sr (a)?

(43)

42 6. Qual (is) o (s) motivo (s) que o(a) levou (aram) à iniciar seu programa de

treinamento com pesos na academia?

7. Qual (is) o (s) motivo (s) que o(a) levou (aram) à deixar de freqüentar a academia?

8. O(a) Sr(a) já havia realizado exercícios físicos antes de ingressar na academia?

( ) Não

( ) Sim – Qual?

9. O(a) Sr(a) continuou realizando algum tipo de exercício físico?

( ) Não

Referências

Documentos relacionados

Outro ponto importante referente à inserção dos jovens no mercado de trabalho é a possibilidade de conciliar estudo e trabalho. Os dados demonstram as

Assim, o presente trabalho surgiu com o objetivo de analisar e refletir sobre como o uso de novas tecnologias, em especial o data show, no ensino de Geografia nos dias atuais

São considerados custos e despesas ambientais, o valor dos insumos, mão- de-obra, amortização de equipamentos e instalações necessários ao processo de preservação, proteção

Quando contratados, conforme valores dispostos no Anexo I, converter dados para uso pelos aplicativos, instalar os aplicativos objeto deste contrato, treinar os servidores

conscientemente um bem, numa data de referência, dentro das condições do mercado vigente, ou seja, o valor de mercado é único, muito embora existam outros

Essas estruturas são chamadas de rizoides, cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir

Quando a luz acende, o console está sob a condição de monitoramento, com os medidores de nível principal mostrando o nível do sinal do canal do monitor e o sinal do canal é

Este trabalho é resultado de uma pesquisa quantitativa sobre a audiência realizada em 1999 envolvendo professores e alunos do Núcleo de Pesquisa de Comunicação da Universidade