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Introdução à probabilidade e à estatística II

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Academic year: 2021

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(1)

Introdu¸c˜

ao `

a probabilidade e `

a estat´ıstica II

Testes de hip´oteses para a m´edia populacional (caso normal com variˆancia conhecida)

Prof. Alexandre G Patriota Sala: 298A

Email: [email protected] Site: www.ime.usp.br/∼patriota

(2)

Testes de hip´

oteses para a m´

edia populacional

Seja X a vari´avel aleat´oria de interesse e Eθ(X ) = µ sua esperan¸ca.

Em algumas situa¸c˜oes estamos interessados em testar se µ ´e igual, maior, menor ou diferente de uma constante fixada M.

Note que os testes de propor¸c˜ao para o modelo Bernoulli ´e um teste de m´edia populacional.

(3)

Testes de hip´

oteses para a M´

edia populacional

O primeiro caso de testes de hip´oteses para a m´edia populacional que estudaremos ser´a quando X tem distribui¸c˜ao normal.

Neste caso podemos fazer testes para µ considerando:

I variˆancia conhecida

I variˆancia desconhecida

Suponha que M ´e um valor conhecido (por exemplo 10). As hip´oteses de interesse ser˜ao:

(1)  H0 : µ ≤ M H1 : µ > M , (2)  H0 : µ ≥ M H1 : µ < M e (3)  H0: µ = M H1: µ 6= M ,

(4)

Testes para a m´

edia (1) µ ≤ M Versus µ > M

Seja X ∼ N(µ, σ2) e X1, . . . , Xn uma amostra aleat´oria de X .

Consideramos agora o teste: 

H0: µ ≤ M,

H1: µ > M.

Como ¯X ´e um estimador para µ, o utilizaremos para criar a regi˜ao crit´ıca RC .

Definimos a regi˜ao de rejei¸c˜ao por

RC = { ¯X ; ¯X > xc},

em que xc ´e um n´umero real n˜ao aleat´orio. Ser´a chamado de

ponto cr´ıtico.

O ponto cr´ıtico xc ser´a encontrado fixando a probabilidade m´axima

de cometer o erro tipo I. Ou seja, para cada αmax fixado, teremos

(5)

Revis˜

ao das distribui¸c˜

oes amostrais

Se X1, X2, . . . , Xn´e uma amostra aleat´oria de X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao

sabemos que: I Se σ2 ´e conhecido, ent˜ao θ = µ e √ n( ¯X − µ) σ ∼ N(0, 1) I Se σ2 ´e desconhecido, ent˜ao θ = (µ, σ2) e √ n( ¯X − µ) ˜ SX ∼ t(n − 1), em que ˜ SX2 = 1 n − 1 n X i =1 (Xi − ¯X )2.

(6)

Encontrando o valor de x

c

quando σ

2

´

e conhecido

Basicamente fixamos αmax e calculamos o valor de xc.

Por defini¸c˜ao, temos αmax = sup θ∈Θ0 π(θ) = sup θ∈Θ0 Pθ( ¯X > xc) em que Θ0= {µ : µ ≤ M}.

Para σ2 conhecido temos que

π(θ) = Pθ  Z >√n(xc− µ) σ  com Z ∼ N(0, 1).

Observe que π(θ) cresce junto com µ. Quanto maior for o valor de µ, maior ser´a o valor de π(θ). Portanto, π(M) ser´a o valor m´aximo restrito ao conjunto Θ0.

(7)

Encontrando o valor de x

c

quando σ

2

´

e conhecido

Assim, a probabilidade m´axima de cometer o Erro Tipo I ´e:

αmax = PM  Z >√n(xc− M) σ  = P  Z > zα 

ou seja, para um αmax fixado, podemos calcular o ponto cr´ıtico:

xc = M + zαpσ2/n.

Portanto, a regi˜ao cr´ıtica para testar as hip´oteses H0 : µ ≤ M

contra H1: µ > M ser´a RC =  ¯ X : ¯X > M + zα q σ2/n 

Se ¯x ∈ RC , ent˜ao rejeitaremos a hip´otese H0 com α100% de

significˆancia.

Se ¯x 6∈ RC , ent˜ao n˜ao rejeitaremos a hip´otese H0 com α100% de

(8)

Importante

Na conclus˜ao do teste de hip´otese deve-se escrever:

I Se ¯x ∈ RC , ent˜ao dizemos que h´a evidˆencias para rejeitar H0,

a α100% de significˆancia.

I Se ¯x 6∈ RC , ent˜ao dizemos que n˜ao h´a evidˆencias para rejeitar H0, a α100% de significˆancia.

Adotando o n´ıvel de significˆancia α ´e equivalente a dizer que estamos dispostos a cometer, em m´edia, o Erro Tipo I α100% dos experimentos.

(9)

Exemplos de testes de hip´

oteses do tipo (1) para a m´

edia

populacional

Queremos verificar se, em m´edia, o tempo de vida (em quilˆometros) ´util de pneus de uma determinada marca ´e estritamente maior do que 45 mil quilˆometros.

Assumindo que X ´e o tempo de vida ´util de pneus dessa marca e que tem m´edia µ e desvio-padr˜ao de 4 mil quilometros.

Neste caso queremos testar

H0 : µ ≤ 45 contra H1: µ > 45

Crie a regi˜ao cr´ıtica e fa¸ca o teste considerando ¯x = 47 e n = 20 para dois casos: α = 0.05 e α = 0.01.

(10)

Exemplos de testes de hip´

oteses do tipo (1) para a m´

edia

populacional

A intensidade do sinal el´etrico (Hz) de uma regi˜ao do c´erebro das pessoas tem m´edia µ e variˆancia 1.

Suponha que estamos interessados em verificar se pessoas que sofreram uma determinada cirurgia tem intensidades do sinal el´etrico m´edia estritamente maiores do que 8.

Neste caso queremos testar se

H0: µ ≤ 8 contra H1: µ > 8

Crie a regi˜ao cr´ıtica e fa¸ca o teste considerando ¯x = 8.4, σ2 = 1 e n = 20 para dois casos: α = 0.05 e α = 0.01.

(11)

Testes para a m´

edia (2) µ ≥ M Versus µ < M

Seja X ∼ N(µ, σ2) e X1, . . . , Xn uma amostra aleat´oria de X .

Consideramos agora o teste: 

H0: µ ≥ M,

H1: µ < M.

Definimos a regi˜ao de rejei¸c˜ao por

RC = { ¯X ; ¯X < xc},

O ponto cr´ıtico xc ser´a encontrado da mesma forma que o ´ultimo

(12)

Encontrando o valor de x

c

quando σ

2

´

e conhecido

Basicamente fixamos αmax e calculamos o valor de xc.

Por defini¸c˜ao, temos αmax = sup θ∈Θ0 π(θ) = sup θ∈Θ0 Pθ( ¯X < xc) em que Θ0= {µ : µ ≥ M}.

Para σ2 conhecido temos que

π(θ) = Pθ  Z <√n(xc− µ) σ  com Z ∼ N(0, 1).

Observe que π(θ) decresce quando µ cresce. Quanto maior for o valor de µ, menor ser´a o valor de π(θ). Portanto, π(M) ser´a o valor m´aximo restrito ao conjunto Θ0.

(13)

Encontrando o valor de x

c

quando σ

2

´

e conhecido

Assim, a probabilidade m´axima de cometer o Erro Tipo I ´e: αmax = PM  Z <√n(xc− M) σ  = P(Z < −zα)

lembrando que P(Z > zα) = αmax.

ou seja, para um αmax fixado, podemos calcular o ponto cr´ıtico:

xc = M − zαpσ2/n.

Portanto, a regi˜ao cr´ıtica para testar as hip´oteses H0 : µ ≥ M

contra H1: µ < M ser´a RC =  ¯ X : ¯X < M − zα q σ2/n 

(14)

Exemplos de testes de hipoteses para o caso (2) para a

edia populacional

Suponha que a intensidade do sinal el´etrico em pessoas com epilepsia tem m´edia igual ou maior do que 10 (Hz) e variˆancia 3. Uma ind´ustria farmacˆeutica alega que um determinado rem´edio diminui a intensidade do sinal el´etrico em pacientes epil´eticos. Neste caso queremos testar se a intensidade do sinal el´etrico dos indiv´ıduos epil´eticos que recebem a droga (defina a v.a. como Y ) tem m´edia estritamente menor do que 10

H0 : µ ≥ 10 contra H1 : µ < 10.

Crie a regi˜ao cr´ıtica e fa¸ca o teste considerando ¯x = 9.3, σ2 = 3 e n = 20 para dois casos: α = 0.05 e α = 0.01.

(15)

Testes para a m´

edia (3) µ = M Versus µ 6= M

Seja X ∼ N(µ, σ2) e X1, . . . , Xn uma amostra aleat´oria de X .

Consideramos agora o teste: 

H0: µ = M,

H1: µ 6= M.

Definimos a regi˜ao de rejei¸c˜ao por

RC = { ¯X ; ¯X < x1c ou ¯X > x2c},

Os pontos cr´ıticos x1c e x2c ser˜ao encontrados fixando a

(16)

Encontrando os valores de x

1c

e x

2c

quando σ

2

´

e conhecido

Basicamente fixamos αmax e calculamos os valores de x1c e x2c.

Por defini¸c˜ao, temos

αmax = α = PM( ¯X < x1c ou ¯X > x2c)

pois Θ0 = {M}.

Para σ2 conhecido temos que α = PM  Z <√n(x1c− M) σ  + PM  Z >√n(x2c − M) σ  com Z ∼ N(0, 1).

Para encontrar os valores de x1c e x2c consideramos que

PM  Z <√n(x1c− M) σ  = PM  Z >√n(x2c− M) σ 

(17)

Encontrando os valores de x

1c

e x

2c

quando σ

2

´

e conhecido

Assim, a probabilidade de cometer o Erro Tipo I ´e: α = 2PM  Z <√n(x1c − M) σ  Definimos P(Z > zα/2) = α/2.

ou seja, para um α fixado, podemos calcular os ponto cr´ıticos: x1c = M − zα/2pσ2/n e x2c = M + zα/2pσ2/n.

Portanto, a regi˜ao cr´ıtica para testar as hip´oteses H0 : µ = M

contra H1: µ 6= M ser´a RC =  ¯ X : ¯X < M − zα/2 r σ2 n ou ¯X > M + zα/2 r σ2 n 

(18)

Exemplos de testes de hip´

oteses do tipo (3) para a m´

edia

populacional

Uma ind´ustria fabrica termˆometros de merc´urio para medir a temperatura de sistemas f´ısicos. Suspeita-se que os termˆometros fabricados por esta ind´ustria est˜ao medindo a temperatura de forma errada.

Mede-se a temperatura de 25 sistemas usando o termˆometro em quest˜ao. A temperatura de todos os sistemas estavam previamente reguladas a 10 graus celsus.

Portanto queremos testar:

H0 : µ = 10 contra H1: µ 6= 10

Crie a regi˜ao cr´ıtica e fa¸ca o teste considerando ¯x = 10.2 e σ2 = 0.1 para dois casos: α = 0.01 e α = 0.005.

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