Viemos apresentando As Seis Perfeições, e, nesta oportunidade, iremos apresentar a última delas: “A Sabedoria”.
Diretamente falando, o significado de “Sabedoria” é “a força de se ver a verdadeira aparência”. Mas é difícil poder se ver a verdadeira aparência das coisas. Quando olhamos as coisas, surgem vários “filtros”, tais como as ideias pré-estabelecidas, as conveniências, o gostar e o não gostar. É difícil de ver a verdadeira e própria aparência das coisas. Em termos budistas, a “verdadeira aparência” é a “realidade de toda a existência”.
Eu nasci de um pai americano e de uma mãe japonesa. Quando criança, os colegas que me
~As Seis Perfeições – “Sabedoria”~ O segredo do
comportamento sereno
Vinda do tradutor da Mongólia, professor Tumurbaatar
No dia 10 de agosto, esteve em visita à Risho Kossei-kai o famoso e primeiro tradutor de japonês na Mongólia, Tumurbaatar Deleg, que teve um encontro com o diretor Watanabe e conheceu as instalações da entidade.
As publicações editadas e traduzidas por Tumurbaatar são muitas, entre elas as obras de escritores e os romances que representam o Japão, como Yasunari Kawabata, Ryunosuke Akutagawa, Ryotaro Shiba, e o livro “Bushidoo – O caminho do samurai”, de Inazo Nitobe. Não só na tradução da literatura japonesa, mas também no trabalho de difundir os jogos de goo e shoogui, ele tem dado a sua grande contribuição, além de estar ativamente trabalhando como comentarista da luta de sumoo, com transmissão direta na Mongólia, tornando-se, dentro de um variado campo, a ponte que une os dois países.
Na palestra dirigida aos acadêmicos, aos engajados em tradução e à equipe de disseminação internacional da matriz, ele disse: “O meu desejo é que os mongóis conheçam a
cercavam eram todos japoneses, e o fato de só eu ser mestiça me aborrecia muito.
Entretanto, ouvindo as palavras de uma pessoa, minha vida mudou. “Se você aceitar com franqueza as coisas da maneira como são, será com certeza feliz! Você tem que ser você mesma!”. Quando ouvi isso, tirei de mim o peso que eu carregava por muitos anos e me senti leve.
Aconteceu a oportunidade de “eu” existir e nascer neste mundo, através da união dos Estados Unidos e do Japão! Quando me conscientizei disso, comecei a pensar: “Não preciso me negar. Eu tenho que ser eu mesma”.
Como será possível manter a “força de se ver a verdadeira aparência”? A chave do segredo está em realizar com franqueza o ensinamento das Seis Perfeições, que inclui “doação”, “moralidade”, “paciência”, “perseverança” e “meditação”.
Sinceramente falando, é difícil de ver sempre a verdadeira aparência. Entretanto, se olharmos com os olhos de Buda e irmos aceitando, “seremos sem dúvida felizes!”. Acreditemos nisso, vamos juntos praticar o ensinamento das Seis Perfeições e viver uma vida maravilhosa!
Mongólia através da cultura do Japão, e tenho ainda muito a fazer. Quero em seguida difundir na Mongólia o ábaco do Japão.”
DESVENCILHANDO-SE DO GOSTAR E NÃO GOSTAR
TUDO DEPENDE DO MODO DE VER Todas as pessoas possuem, em maior ou menor quantidade, relações com pessoas com quem não se dão bem ou com as quais estão em atrito. Só de pensar nelas, as pessoas ficam deprimidas, quando se encontram com elas sentem desagrado e não conseguem suportar as desavenças. Enquanto possuírem o sentimento de gostar ou não gostar da pessoa, o sofrimento continua, e fica um nó dentro da alma.
Shakyamuni Buda expressou isso como “Encontro amargo”. Todas as pessoas sofrem ao se encontrarem com quem têm ressentimento, ódio ou não se dão bem, ou ainda quando têm que enfrentar situações desagradáveis.
Sendo assim, a questão é se esforçar para se desvencilhar do sentimento de que não gosta de certas pessoas, mas como temos um forte ego é muito difícil deixar de se ter o sentimento de gostar ou não gostar.
Então será que existirá algum caminho para se desvencilhar desse sentimento num relacionamento humano? É lógico que existe.
Segundo o budismo, não há quem possa fugir dos quatro sofrimentos: nascimento, velhice, doença e morte. Isto é uma fatalidade.
De um lado, o sofrimento da alma, quando se depara com pessoas com quem não se dá bem ou situações desagradáveis, pode-se dizer ser um sofrimento do destino que poderá ser resolvido com a mudança do próprio modo de ver e do próprio pensamento. A questão é: ou continuamos sofrendo ou não; ou iremos colocar em prática o ensinamento ou não.
Presidente da Risho Kossei-kai
Nichiko Niwano
Só que o sentimento de gostar ou não gostar de uma pessoa pode-se dizer ser uma questão individual e delicada. Entretanto, pode-se dizer que isso é a representação do ego, e faz surgir atritos e conflitos que acredito dificultarem o desvencilhamento do sofrimento. Por outro lado, se o gostar e o não gostar desaparecerem, poderemos viver tranquilamente.
“Koossei” – setembro de 2010
NÃO TER IDÉIAS FIXAS
Como disse anteriormente, ser sensível ao que nos desagrada em certa pessoa e reagir a isso pode ocorrer porque temos também os mesmos pontos desagradáveis. E se tivermos a idéia fixa de que “não gostamos” ou “não nos damos bem” com esta pessoa, ficaremos atados a essa consciência e acabamos estreitando o espaço do sentimento de aceitação dessa pessoa. Mas parece que a alma do ser humano não é tão pequena, apertada , pois não está fixa a nada.
Não só no relacionamento humano como em outras situações, sem exceção, todas as coisas estão sempre em transformação. A vida, de acordo com o encontro e com uma condição, está sempre se transformando. Portanto, se nos relacionarmos, mudando o nosso modo de ver, talvez possamos nos conciliar com aquela pessoa de quem não gostamos.
Além disso, qualquer condição acontece por ela ser necessária, portanto, se mudarmos o modo de ver, tudo se tornará nutriente para nos fazer crescer.
Mas mesmo assim, se for difícil ter harmonia com as pessoas que não gostamos, que tal nessa hora nos perguntarmos: “Se fosse Shakyamuni Buda, o que faria?”.
Por exemplo, podemos sentir na pele as palavras de Shakyamuni Buda: “Mesmo estando entre pessoas amarguradas, vamos viver sem amargura no relacionamento com as pessoas; vamos viver com alegria”.
Existem também outras maneiras de se ver a vida, que são de perspectivas mais amplas. No Sutra Dhammapada temos: “É difícil aceitar a vida da pessoa”, procurar encontrar o ensinamento que toca na raiz da vida, ou ter oportunidade de encontrar palavras que louvam a amplidão do céu e do mar como: “Mesmo que os peixes saltem livremente dentro da imensidão do mar, o mar não se perturba. Assim também o céu, mesmo que os pássaros voem livremente o céu, ele não se perturba“.
O budismo ensina que não se muda o próximo e sim a si mesmo, e, a partir daí, ver como irá aceitar as situações e como irá fazer a prática. Nesse sentido, a pessoa que não gostamos é a pessoa a quem devemos um favor, pois ela está nos ensinando a força do nosso ego e não é senão a pedra de amolar que irá polir a nossa alma. Quando isso se tornar claro, o gostar e o não gostar irão desaparecer, e poderemos viver felizes.
In the Footsteps of the Founder
In the Footsteps of the Founder
― Kaiso-sama ni Naraite ―
Próxima presidente designada da Risho Kossei-kai
Kosho Niwano
Estaremos selecionando e publicando uma parte do livro “Aprendendo da sabedoria do Mestre Fundador”, de autoria da próxima presidente designada Kosho Niwano, lançado no dia 5 de março de 2008. A parte em negrito se refere a manuscritos ou palestras proferidas pelo Mestre Fundador.
SE EU MESMO MUDAR... TRÊS MIL DOMÍNIOS EM UMA MENTE
Se o meu pensamento se estabilizar conforme a alma do Eterno Buda, o profundo pensamento de desejar a felicidade do próximo é transmitido a ele e vai seguidamente se transmitindo à segunda e à terceira pessoa. Essa estabilidade faz a roda da felicidade se expandir e, lógico, eu também poderei receber o fruto, a graça de Buda.
(“Sanreizan Meditações” pág. 86) O Mestre Fundador nos ensinou que “para sermos felizes, nós mesmos devemos mudar”. Não significa apenas mudar alguma atitude nossa, ou alguma coisa superficial, mas é tentar se aproximar do “alegrar-se do agora da maneira como ele é” que é o modo de ver de Buda”.
Nós somos motivados a viver dentro do mundo da transitoriedade, o qual tudo sem exceção se transforma, e dentro do mundo da combinação de causa e condição. Como estamos vivendo no mundo da combinação de causa e condição, concordamos com o “agora”. Além disto, se pensarmos em sermos uma virtude, significa que o passado foi bom, então com certeza o futuro também será.
Acontecem inúmeras coisas à nossa volta. No relacionamento humano, existem pessoas com quem nos damos bem e outras que não. Como é difícil fazer com que todas as pessoas sejam conforme queremos, é preciso, primeiramente, estabilizar corretamente um pensamento e, quando isso acontecer, o pensamento e a ação do próximo também irão se ordenar conforme um pensamento.
(“Sanreizan Meditações” pág.80)
Tanto em relação ao próximo como em relação a si mesmo, não se trata de tentar mudar, mas de olhar a “natureza búdica assim como ela é” e olhar o sofrimento como um esforço. Se tentarmos corrigir e mudar o aspecto negativo, mesmo que nos esforcemos com profundo sentimento, as coisas não acontecerão conforme
queremos, e tanto o próximo como nós mesmos acabaremos sofrendo.
Uma certa líder ouvia do marido: “a sua fé é pura satisfação própria” e então pediu orientação ao Mestre Fundador do porquê era contrariada pelo marido. O Mestre Fundador respondeu o seguinte: “Mas a senhora foi elogiada por seu marido! Ter satisfação própria com uma fé é a máxima felicidade! Pense que foi elogiada e tenha gratidão”.
Dentro da fé, com a verdadeira alegria que se recebe, a alma se liberta sem ressentimentos. Assim, o lucro está em ter o sentimento de se aceitar com gratidão a riqueza da grande natureza, a partir daí a vida se tornará abundante, e o fato de todas as coisas correrem bem será como um brinde.
(“Hoosen” esp. pág.121)
É verdade que o marido disse à esposa que “a fé dela era pura satisfação própria” e, ouvindo isso, ela ficou triste. Entretanto, dentro dela havia o sentimento: “graças à minha fé, nosso lar é feliz” e achava que quem deveria mudar era o marido e não ela. Na verdade ela achava que o marido deveria ter gratidão a ela, e na realidade ela não sabia como deveria mudar.
Entretanto, o Mestre Fundador disse claramente que “como foi elogiada pelo marido, deveria ter gratidão”. A base da fé é o sentimento de se ter alegria. Por ser o Mestre Fundador, que conhece isso mais do que ninguém, consegue sempre ver as situações como alegria. Quando ficamos alegres, essa alegria irá se expandir ao seu redor.
Nós agimos como bodhisattvas para ajudarmos as pessoas mas até que ponto pensamos ser isso uma alegria? Será que temos consciência do valor do quanto é gratificante ter fé?
Neste caso, o Mestre Fundador nos ensinou que as palavras “a sua fé é pura satisfação própria”, não deveriam ser encaradas como uma contrariedade, mas sim serem vistas como prova de que a pessoa tem fé com alegria e que isso é uma coisa maravilhosa. É com esse sentimento de alegria que essa líder deveria relacionar-se com o marido – esse seria o verdadeiro prazer da fé.
Buda sempre está nos protegendo com a sua grande compaixão. E para as pessoas que conseguem fazer uma magnífica prática, Ele dá a elas não só aquilo que é conveniente, mas, às vezes, as faz passar por um teste difícil. Ao transpor essa dificuldade, a pessoa despertará de verdade para o grande coração paterno de Buda e para o fato de que somos filhos desse Buda, conseguindo alcançar o estágio da verdadeira felicidade.
(“Hosshin” – fevereiro de 1992)
O mundo em que vivemos está em constante transformação. Depende só de nós como conseguiremos mudar esse mundo que se transforma.
A transitoriedade é, na verdade, o mundo da esperança, no qual se aprende a vida toda, e é onde se consegue o aperfeiçoamento. Ao se dar conta da natureza búdica, ao se transformar o modo de ver, convertendo-o em alegria, a relação
“Aprendendo da Sabedoria do Mestre Fundador” pág. 197~204
que até agora parecia ser de confronto, se tornará uma relação positiva, surgindo daí o mundo onde brilha a natureza búdica.
A partir do modo de ver do Mestre Fundador, que conheceu a verdadeira alegria, um número incontável de pessoas foram salvas. A partir do modo de ver das pessoas que conheceram a verdadeira alegria, pudemos acompanhar a transformação do mundo.
Pode ser que, para nós, as coisas não sejam tão fáceis como foram para o Mestre Fundador. Mesmo assim, temos que compreender o sofrimento a partir do aspecto ou palavras das pessoas e ouvir bem a voz da sua natureza búdica. A partir daí, entrar em sintonia com o próximo e com as palavras amáveis que iremos dirigir são formas de representar toda a sua atual alegria, ou seja, é a cristalização da compaixão e da sabedoria. Se nos dirigirmos ao próximo, mentalizando “que essa pessoa se aperceba da própria felicidade”, a pessoa conseguirá se transformar por si própria.
A própria mente surge nos três mil domínios. Isto é, na mente existem três mil domínios. Quando a alma entra em órbita, se estiver conforme a providência divina de Deus e Buda, ela poderá viver com alegria junto aos filhos e netos. A minha casa é muito divertida. Quando saio de casa de manhã, e quando volto para casa à noite, as minhas quatro netas, entre elas a mais velha com 7 anos, vêm para perto de mim. Quando digo: “Então vieram de novo as jovens…”, todas ficam contentes. Por eu ter netas, não paro de rir.
(“Hoosen” vol.4 pág.89) Rev. Kosho Niwano
Nasceu em Tóquio, como primogênita do Mestre Presidente Nichiko Niwano. Formada em Direito pela Universidade Gakushuin, estudou o curso regular no Seminário Gakurin, sistema de treinamento de líderes da Risho Kossei-kai. Atualmente, enquanto trabalha na investigação do Sutra do Lótus, empenha-se às palestras em eventos principais da entidade e a atividades de cooperação religiosa dentro e fora do Japão; continua sua prática como próxima presidente designada. Casada com o Rev. Munehiro, eles têm um filho e três filhas.
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Tomoaki Kinoshita Líder do grupo dos senhores da igreja de Kobe
*Este relato aconteceu no aniversário de 60 anos de fundação da Igreja de Kobe, no dia 11 de abril de 2010 e será publicado em três edições.
Algo indescritível me aqueceu e me fez sair daquela sensação de depressão, me fazendo pensar positivamente em relação à vida. No diário escrevi o seguinte: “Eu, que na minha juventude só pensava em me suicidar, na minha vida até agora, pude encontrar este ensinamento, bons mestres, bons amigos, bons chefes no trabalho, bons colegas veteranos, pude trabalhar, pude encontrar uma maravilhosa esposa, pude ter filhos de quem me orgulho, e fui realmente feliz. A única coisa que sinto é não poder ter cuidado tão bem da minha saúde. E também ter de deixar meus queridos Asako, Mao, Tetsuya e Yuki. Mas
para tornar autêntica esta minha vida feliz, vou viver com intensidade o tempo que me resta. Não vou decidir por conta própria a minha vida, e vou deixá-la nas mãos de Buda. Sinto receio e medo quanto ao tratamento pelo qual irei passar, mas vou viver para a família. A todos, muito obrigado. E me apóiem daqui para a frente também”.
Para me manter positivamente, pensei em traçar metas, e tive algumas ideias. Uma delas foi fazer meu relato de experiência na comemoração dos 60 anos de nossa igreja. Com esse sentimento, comecei o meu tratamento de quimioterapia.
Havia apenas dois tipos de tratamento de quimioterapia apropriado para o câncer de pâncreas; um era através de soro e outro era um remédio via oral. Comecei primeiro pelo tratamento de soro, e fazia uma vez por semana, três vezes por mês, sendo que na última semana fazia exame de sangue para verificar a situação dos glóbulos brancos, conhecidos como marcadores de câncer; esse exame verifica o índice que indica a
situação do câncer. A propósito, esse índice para uma pessoa saudável é de 0 a 37, e no meu caso, antes do tratamento era de 18.000. Quando iniciei o tratamento, felizmente os efeitos colaterais que me preocupavam não foram tão fortes, e em duas semanas saí do hospital. O restante do tratamento era ir ao hospital, e, na recuperação em casa, ajudava nos afazeres domésticos ou fazia cópia do Sutra. O tratamento correu satisfatóriamente e o marcador de câncer que no início indicava 18.000, em seis meses decresceu para 2.000. Creio que o câncer não irá desaparecer, mas o meu desejo é que esta situação continue.
Entretanto, a partir de então, uma dor nas minhas costas se tornou forte e, ao passar pela ortopedia, ouvi que havia a possibilidade do câncer ter se espalhado para os ossos. “Parecia estar correndo satisfatoriamente, mas talvez tenha chegado a hora. Fazer o relato não passava apenas de um sonho?”. Quando ia à igreja, todos diziam:”Estamos ansiosos com o seu relato, estamos torcendo”, mas quando ouvia isso, sofria muito.
Pensando nisso, chegou o dia 27 de julho. Esse era o dia que marcava exatamente seis meses desde que fui notificado do câncer. Esse era também o dia do meu serviço voluntário na Regional Oeste. Desde antes, já havia sido definida a função de celebrante e pude junto com todos realizar a oração. Erguendo meus olhos, pude realizar a oração olhando o Eterno Buda e sentindo a Sua proteção, pude me sentir mais calmo.
No final de agosto, no seminário de treinamento do grupo dos senhores, recebi a função de orientador com o tema “A vida e a religião”. Os papéis da religião para a vida pode-se dizer pode-serem três. O primeiro é resolver os sofrimentos, as preocupações e ansiedades das pessoas na vida diária. O segundo é procurar a verdadeira fé para se elevar como ser humano, ser um verdadeiro ser humano. Ter como objetivo o aperfeiçoamento da personalidade e guiar as pessoas para o modo de viver originário do ser humano. Em terceiro, é contribuir à comunidade, à sociedade, ao país e ao mundo.
The Teaching of Founder Nikkyo Niwano
Para qualquer pessoa, não existe alguém mais querido do que ele próprio. Portanto, quando fazem mal juízo de nós ou passamos por uma infelicidade, ficamos com ódio ou queremos fazer uma represália.
Entretanto, Shakyamuni Buda elucida que, seja quem for a pessoa, não se pode odiá-la. Mais do que isso, nos ensina que devemos reverenciar aquele que nos ataca ou nos coloca em situações difíceis, pois ele é o nosso mestre que nos está polindo para podermos brilhar.
Deverá existir pessoas que dirão: “É muito difícil ter esse pensamento”. Entretanto, o próprio
pág.236~237 (Kaiso Zuikan 4)
Já ouvimos diretamente do Mestre Fundador as palavras: “Existe alma em tudo”. Desde então, a partir da minha natureza de ser curioso, vim conversando em várias situações, com as plantas e animais. É lógico que não se consegue ter uma conversação direta com eles. Entretanto, a relação recíproca com as flores e plantas ou a conversa com os animais próximos a nós são situações que nos dão alegria. Este ano também foi realizado o treinamento de líderes em Suganuma, e aconteceu algo interessante na manhã do último dia. Após a recitação do Sutra, uma pequena aranha surgiu do altar. Logo pensei que alguém
Shakyamuni Buda agiu dessa maneira. Todos devem conhecer “Devadatta, o bom amigo”.
Devadatta era um dos discípulos de Shakyamuni Buda que tentou matá-lo várias vezes. Shakyamuni Buda disse que “Devadatta, na vida passada, foi um benfeitor que o educou e é o bom amigo (o melhor amigo) que o guiou para a iluminação. Esta aceitação é a base para se alcançar a budeidade, e acredito, sem dúvidas, que é o ponto de partida para a paz.
pudesse pisar nessa pequena aranha e conversei com a aranha. “Vou levá-la a algum lugar seguro, portanto venha perto de mim”. Então, não é que essa pequena vida veio andando diretamente em minha direção? Subiu então pelo dedo polegar do meu pé esquerdo e parou no meu peito. Levantei-me devagar para que a aranha não caísse e fui para fora. Coloquei então com cuidado a aranha, na grama ainda molhada pela chuva do dia anterior. “Existe alma em tudo”. São palavras do Mestre Fundador ouvidas logo após o curioso fenômeno no grande lago de Suganuma.
(Kotaro Suzuki)
SHAN-ZAI de 2010 (Vol.60)
【edição】Risho Kossei-kai - Sede de Disseminação Internacional
editor-responsável: Rev. Kotaro SUZUKI editor-chefe: Sra.Shiho MATSUOKA apoio editorial: Sra. Chika IKEBUCHI, Sra. Akiko IMAFUJI, Sra. Yukino KUDO e Sra. Kaoru SAITO
*Esta edição possui versões em japonês, inglês, chinês, português e tailandês. Dependendo da edição, outras línguas também poderão ser editadas. *Em havendo opiniões, sugestões ou dúvidas, poderão contatar através dos endereços mencionados acima. *Para segunda utilização, favor informar à Sede de Disseminação Internacional. URL da RKK do Brasil: http://www.rkk.org.br
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Chittagong, Bangladesh
Dhaka
Bangkok, Thailand
London, The United Kingdom Geneva, Switzerland Los Angeles Lumbini Kolkata Kandy-Wattegama Habarana Polonnaruwa Galle Mayani Patiya Domdama Tampa Bay Cox’s Bazar
RKI of North America (Irvine)
Klamath Falls Jilung Tainan Pingtung Satbaria Laksham Raozan Taichung Hong Kong Venezia, Italy Shanghai
RKI of South Asia
Denver Dayton San Mateo
Sukhbaatar
Risho Kossei-kai
A Risho Kossei-kai é uma organização de budistas leigos, fundada em 05 de março de 1938 pelo Fundador Nikkyo Niwano e pela co-fundadora Myoko Naganuma. O Tríplice Sutra de Lótus é a base deste ensinamento. Trata-se da reunião de pessoas que deseja a paz mundial através do ensinamento de Buda, partindo da convivência diária em seus lares, locais de trabalho e dentro da sociedade. Atualmente, junto com o Mestre Presidente Nichiko Niwano, os membros trabalham ativamente para a difusão do ensinamento, de mãos dadas com outras religiões e organizações, realizando várias atividades para a paz, dentro e fora do Japão.Date and Time: Friday, 10th September
9:00 a.m. ~ (Japan Time)
If you have any questions, please get in touch with Ms. Ikebuchi, Rissho Kosei-kai International. E-mail address; [email protected]
ご不明な点は、国際伝道本部池淵までお問い合わせ下さい。
配信日時: 9月10日(金)
9月10日は脇祖さま報恩会の日です。大聖堂で行われる式典 の模様を、インターネットを通じて日本語と英語の二ヶ国語で、 海外の各拠点に配信いたします。どなたでも、どこからでもご覧 になることができます。全世界からのご参加を心よりお待ちして おります。午前 9 : 00 ∼ (日本時間)
メールアドレス; [email protected]脇祖さま報恩会
Live Broadcasting on Web
インターネット配信のお知らせ
Ceremony for the Annual
Memorial Day of the Cofounder
September 10th is the annual memorial day of the Cofounder. We will broadcast the ceremony at the Great Sacred Hall both in English and Japanese to the overseas branches on live by Internet. Everyone can participate in it from your location. Please join the ceremony through Internet!!!
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Instruction to participate in
Ceremony for the Annual Memorial Day of the Cofounder
Dear All,
Ceremony for the Annual Memorial Day of the Cofounder will be held on September 10, 2010. Using WebEx; meeting system on the web, overseas branches can participate in the ceremony at each place. Please find the following instruction.
1. Activating web browsing application and connecting to https://kosei-kai.webex.com. The site named “Rissho Kosei-Kai WebEx Enterprise Site” shall be opened.
2. You can find two topics of meeting in the “Browse Meetings” in this site. We prepare two meetings for Japanese and English.
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3. Please provide your information; 1. Your name, 2. Email address, 3. Meeting password. The meeting password is “cofounder”
And then, click “Join Now”
And click “Yes” if the security warning dialog box appears.
4. When the meeting starts, the dialog box of “Join Integrated VoIP” appears. Please click “Yes”. You can hear the sound and voice.
5. You can find a video in the window, and there are two buttons under the video.
Left button is for “Undock the video panel,” and right one is for “View in full screen mode.” If you want to watch the video in large size, please click these buttons.
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6. Right side of the window of this meeting, you can find the panel of “Chat.”
If you have any troubles or questions in the meeting, please let us know through the chat. We will reply soon through chat.
Rissho Kosei-kai International
5F Fumon Hall, 2-6-1 Wada, Suginami-ku, Tokyo, Japan
Tel: 81-3-5341-1124 Fax: 81-3-5341-1224
Rissho Kosei-kai International of North America (RKINA)
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Tel : 1-949-336-4430 Fax: 1-949-336-4432
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1817 Nani Street, Wailuku, Maui, HI 96793, U.S.A.
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Rissho Kosei-kai of Tainan
No.45, Chongming 23rd Street, East District, Tainan City 701
Tel: 886-6-289-1478 Fax: 886-6-289-1488
Rissho Kosei-kai of Pingtung
No.4, Lane 60, Minquan Road, Pingtung City, Pingtung County 900
Tel: 886-8-732-1241 Fax: 886-8-733-8037
Korean Rissho Kosei-kai
423, Han-nam-dong, Young-San-ku, Seoul, Republic of Korea
Tel: 82-2-796-5571 Fax: 82-2-796-1696 e-mail: [email protected]
Korean Rissho Kosei-kai of Pusan
1258-13, Dae-Hyun-2-dong, Nam-ku, Kwang-yok-shi, Pusan, Republic of Korea
Tel: 82-51-643-5571 Fax: 82-51-643-5572
Korean Rissho Kosei-kai of Masan
Branches under the Headquarters
Rissho Kosei-kai of Hong Kong
Flat D, 5/F, Kiu Hing Mansion, 14 King’s Road, North Point, Hong Kong, Special Administrative Region of the People’s Republic of China
Tel: 852-2-369-1836 Fax: 852-2-368-3730
Rissho Kosei-kai of Ulaanbaatar
39A Apartment, room number 13, Olympic street, Khanuul district, Ulaanbaatar, Mongolia
Tel & Fax: 976-11-318667 e-mail: [email protected]
Rissho Kosei-kai
Rissho Kosei-kai of Sukhbaatar
18 Toot, 6 Orts, 7 Bair, 7 Khoroo, Sukhbaatar district, Ulaanbaatar, Mongolia
Rissho Kosei-kai of Sakhalin
1-72 Amyrskaya Street, Yuzhno-Sakhalinsk 693000, the Russian Federation
Tel & Fax: 7-4242-43-78-56
Rissho Kosei-kai (Geneva)
1-5 route des Morillons P.O Box 2100 CH-1211 Geneva 2 Switzerland
Tel: 41-22-791-6261 Fax: 41-22-710-2053 e-mail: [email protected]
Rissho Kosei-kai of the UK Rissho Kosei-kai of Venezia
Castello-2229 30122-Venezia Ve Italy
Tel: Contact to Rissho Kosei-kai (Geneva)
Rissho Kosei-kai of Paris
86 AV Jean Jaures 93500 Tentin Paris, France
Tel: Contact to Rissho Kosei-kai (Geneva)
Rissho Kosei-kai of Sydney Rissho Kosei-kai of Singapore
International Buddhist Congregation (IBC)
5F Fumon Hall, 2-6-1 Wada, Suginami-ku, Tokyo, Japan
Tel: 81-3-5341-1230 Fax: 81-3-5341-1224 e-mail: [email protected] http://www.ibc-rk.org/
Rissho Kosei-kai of South Asia Division
201 Soi 15/1, Praram 9 Road, Bangkapi, Huaykhwang Bangkok 10310, Thailand
Tel: 66-2-716-8141 Fax: 66-2-716-8218
Thai Rissho Friendship Foundation
201 Soi 15/1, Praram 9 Road, Bangkapi, Huaykhwang Bangkok 10310, Thailand
Tel: 66-2-716-8141 Fax: 66-2-716-8218 e-mail: [email protected]
Rissho Kosei-kai of Bangladesh
85/A Chanmari Road, Lalkhan Bazar, Chittagong, Bangladesh
Tel/Fax: 880-31-2850238
Rissho Kosei-kai of Dhaka
House No.465, Road No-8, D.O.H.S Baridhera, Dahka Cand.-1206, Bangladesh
Tel: 880-2-8316887
Rissho Kosei-kai of Mayani
Mayani Barua Paya, Mirsarai, Chittagong, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Patiya
Patiya, Post offi ce road, Patiya, Chittagong, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Domdama
Domdama, Mirsarai, Chittagong, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Cox’s Bazar
Phertali Barua Para, Cox’s Bazar, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Satbaria
Satbaria, Hajirpara, Chandanish, Chittagong, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Laksham
Dupchar (West Para), Bhora Jatgat pur, Laksham, Comilla, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Raozan
West Raozan, Ramjan Ali Hat, Raozan, Chittagong, Bangladesh
Rissho Kosei-kai of Sri Lanka
382/17, N.A.S. Silva Mawatha, Pepiliyana, Boralesgamuwa, Sri Lanka
Tel: 94-11-2826367 Fax: 94-11-4205632
Rissho Kosei-kai of Polonnaruwa
No. 29 Menik Place, Kaduruwela, Polonnaruwa, Sri Lanka
Rissho Kosei-kai of Habarana
151, Damulla Road, Habarana, Sri Lanka
Rissho Kosei-kai of Galle
“Suwisal” Bataganwila, Imaduwa, Sri Lanka
Rissho Kosei-kai of Kandy-wattegama
12 Station Road, Kapugastota, Sri Lanka
Branches under the South Asia Division
Delhi Dharma Center
B-117 (Basement Floors), Kalkaji, New Delhi-110019, India
Tel: 91-11-2623-5060 Fax: 91-11-2685-5713 e-mail: [email protected]
Rissho Kosei-kai of Kolkata
E-243 B. P. Township, P. O. Panchasayar, KOLKATA 700094, India
Rissho Kosei-kai of Kathmandu
Ward No. 3, Jhamsilhel, Sancepa-1, Lalitpur, Kathmandu, Nepal
Tel: 977-1-552-9464 Fax: 977-1-553-9832 e-mail: [email protected]
Rissho Kosei-kai of Lumbini
Shantiban, Lumbini, Nepal
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