Agricultura familiar camponesa

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Agricultura familiar camponesa e agroecologia em ApodiRN: caminhos e desafios em contexto de conflito ambiental

Agricultura familiar camponesa e agroecologia em ApodiRN: caminhos e desafios em contexto de conflito ambiental

A agricultura familiar camponesa vem promovendo desde seu surgimento há cerca de 10 mil anos, a conservação e diversificação da complexidade biológica e ecossistêmica em um processo de coprodução e coevolução dos seres humanos com os ambientes naturais. A agroecologia vem se configurando como um resgate da memória biocultural da humanidade na defesa dos bens comuns através do processo de etnoconservação da natureza promovido pelos sistemas camponeses. O município de Apodi, localizado na microrregião da Chapada do Apodi no Rio Grande do Norte, vem sendo apontado como referência no desenvolvimento da agricultura familiar camponesa de base agroecológica, destacando-se na produção familiar de arroz vermelho, tradicional da região, mel, caprinos, ovinos, entre outros. Toda essa produção, proveniente da agricultura familiar organizada está sendo ameaçada pela chegada de empresas do agronegócio que se instalam na região. Esse estudo tem como objetivo compreender e visibilizar as formas de ocupação do espaço e de relação com o ambiente desenvolvidos pela agricultura camponesa em Apodi, bem como discutir quais as implicações territoriais e societais dos conhecimentos e valores que embasam as relações de famílias camponesas de Apodi-RN com a natureza e os bens comuns a partir de suas práticas e relações na produção agrícola. A metodologia utilizada parte de uma abordagem sistêmica e interdisciplinar na compreensão do território e seus agroecossistemas a partir de processos de observação participante na construção da cartografia social das águas e da produção camponesa de Apodi. Contou também com participação em reuniões e intercâmbios com movimentos sociais, camponeses e outros pesquisadores, bem como com um período de vivência de cunho mais etnográfico junto a famílias camponesas, além de entrevistas semiestruturadas. A análise qualitativa
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Os caminhos da transição agroecológica: uma análise das experiências da agricultura familiar camponesa no território dos Vales do Curu e Aracatiaçu-CE

Os caminhos da transição agroecológica: uma análise das experiências da agricultura familiar camponesa no território dos Vales do Curu e Aracatiaçu-CE

Esse estudo tem como universo temático a agricultura familiar camponesa na perspectiva agroecológica. Pretende analisar as mudanças decorrentes do processo de transição da agricultura convencional para agricultura agroecológica no cotidiano dos agricultores e agricultoras articulados à Rede de Agricultores Agroecológicos e Solidários do Território dos Vales do Curu e Aracatiaçu, lócus da pesquisa empírica. Como caminho para o aprofundamento desse objetivo, procuramos identificar as formas de organização social anteriormente presentes no cotidiano desses sujeitos, além de apreender os determinantes que os levam ou os levaram a adotar a agroecologia, atentando para a necessidade de verificar as formas de resistência e, por fim, as estratégias construídas pelos agricultores e como estas se articulam coletivamente. A tematização da agroecologia coloca-se como uma problemática complexa, o que implica em articular a dimensão sociotécnica com as lutas sociais e ecológicas em resposta à marginalização e degradação impostas pelo modelo de desenvolvimento agrícola dominante. A partir do método histórico e dialético, buscamos apanhar as implicações da modernização técnica da agricultura sob as condições de produção e reprodução dos camponeses e, assim, situar a emergência da agroecologia, enfoque que nasce como contraponto ao padrão convencional de desenvolvimento agrícola baseado no paradigma da Revolução Verde. Estruturamos o presente estudo em torno das práticas, processos e formas de organização desenvolvidas e internalizadas ao longo da trajetória dos agricultores que enveredaram por essa prática. Devido à especificidade de nosso objeto, optamos pela pesquisa qualitativa e observação sistemática. Para as análises, utilizamos a pesquisa bibliográfica e documental - referencial teórico-metodológico – associadas à pesquisa de campo. As análises das experiências revelaram que a transição agroecológica é um processo amplo de mudanças. Assim, tais mudanças revelaram-se nas práticas produtivas, na diversificação da produção e práticas alimentares, na consciência ecológica e nas formas de organização construídas pelos agricultores para enfrentar as dificuldades trazidas pela imposição do modelo de desenvolvimento agrícola dominante que combina degradação ambiental, concentração fundiária e concentração de riquezas.
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Agricultura familiar camponesa, agroecologia e estratégias de reprodução socioeconômica

Agricultura familiar camponesa, agroecologia e estratégias de reprodução socioeconômica

“A redução da economia familiar à sua dimensão econômica deixa claro o caráter auxiliar da economia em relação à estrutura social e aos valores da organização patriarcal da família rural, mesmo quando esta se expande e dissemina na cidade. Essa estrutura e esses valores têm fun- ções sociais autoprotetoras em face de uma sociedade que desenraiza e exclui. Tem sido esse o meio de forçar a integração rápida dessas populações residuais no ritmo e nas relações próprias das novas estruturas de referência que a cada momento se propõem em consequência do desen- volvimento econômico. A agricultura familiar, além da produção agrícola propriamente dita, in- clui as retribuições rituais dos filhos e netos em relação aos pais e avós e dos pais e avós em re- lação aos filhos e netos. Isso quer dizer doações periódicas e remessas econômicas oriundas de ganhos obtidos em outros setores da economia. Sem contar subsídios compartilhados pela famí- lia com base nos deveres da reciprocidade e da dependência pessoal, desde a aposentadoria ou pensão até a bolsa-trabalho. Isso vale tanto para as famílias de origem colonial no Nordeste quanto as de origem européia no Sul. Todas socializadas nas tradições da cultura camponesa” (MARTINS, 2003, p.162).
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Open Agricultura camponesa no Curimataú Paraibano: entre a subsistência e a

Open Agricultura camponesa no Curimataú Paraibano: entre a subsistência e a

essa realidade pela perspectiva socioambiental nos permite afirmar que a manutenção dessa forma de vida está associada a práticas de conservação ambiental e, desta forma, nos ajuda a refletir sobre novas possibilidades de desenvolvimento. Guiados por uma racionalidade que se orienta pela manutenção familiar e ambiental, esses agricultores moldam um novo paradigma de desenvolvimento rural, associando práticas agrícolas com ocupações não agrícolas, permitindo-nos afirmar que esse lugar, o rural, não é um espaço apenas de produção, mas, sim, um lugar de vida e de conservação. O conjunto de práticas que possibilitam a manutenção camponesa é imprescindível à conservação da biodiversidade à qual esta forma de vida está intrinsecamente relacionada. A construção de estratégias como as cisternas de placa, as barragens subterrâneas, os tanques de pedra, os bancos de sementes, o conhecimento sobre as plantas e sobre as potencialidades ambientais demonstram o quanto e o como é possível construir um novo enfoque sobre o semiárido e sua população. Essas constatações permitem refletir sobre a importância e o local estratégico que a agricultura familiar camponesa tem ocupado na construção do desenvolvimento e na sustentabilidade da região semiárida brasileira.
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Desenvolvimento do Atlas da Questão Agrária Brasileira: análise da dinâmica territorial recente da agropecuária brasileira (2006-2012) e da participação da agricultura camponesa na produção do campo (2006)

Desenvolvimento do Atlas da Questão Agrária Brasileira: análise da dinâmica territorial recente da agropecuária brasileira (2006-2012) e da participação da agricultura camponesa na produção do campo (2006)

Esta monografia de bacharelado é o resultado final de pesquisas realizadas na Iniciação Científica, no período entre 2012 a 2015 no contexto do projeto de atualização e aprimoramento do Atlas da Questão Agrária Brasileira (AQAB), coordenado pelo Prof. Dr. Eduardo Paulon Girardi e inserido no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA). Assim, o objetivo central neste trabalho que apresentamos é a atualização e ampliação do Atlas, especificamente dos mapas e dados referentes ao capítulo da Agropecuária, e que participa da composição da questão agrária brasileira como um todo. Perfilando com esse objetivo, a pesquisa realizará o mapeamento e análise de alguns dados sobre a agricultura familiar/camponesa disponibilizados no Censo Agropecuário 2006 do IBGE. Esses dois vieses estão articulados com a meta de contribuir no aprimoramento do Atlas, configurando um único objetivo.
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Agricultura familiar assentada e educação

Agricultura familiar assentada e educação

Um conhecim ento técnico não pode ser. transm itido de im ediato, desconhecendo o conheci-[r]

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O valor (do) casamento na agricultura familiar.

O valor (do) casamento na agricultura familiar.

A noção de violência simbólica elaborada teoricamente por Bourdieu é explicitada, com mais facilidade, nos depoimentos das jovens que questionam a reprodução da dominação masculina pelas próprias mulheres agricultoras, ao legitimarem a sua submissão no caso de um adultério. Essa violência, que não se restringe à perpetuação das prerrogativas morais masculinas, pois atinge a dimensão física do relacionamento matrimonial, sobretudo quando algum relato denuncia que o homem ‘maltrata a mulher’, atinge o auge da deterioração da condição feminina na agricultura familiar nos casos em que se expressa, nas entrelinhas do discurso, uma posição de inferioridade que, ao desqualificar a própria imagem, revela que a baixa auto-estima é um fato (e uma violência) que se reproduz entre as mulheres agricultoras. Vejamos como isso acontece no depoimento de uma jovem:
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A SUCESSÃO GENÉTICA NA AGRICULTURA FAMILIAR

A SUCESSÃO GENÉTICA NA AGRICULTURA FAMILIAR

Os diversos interesses e projetos de vida e as visões de mundo contrastantes entre os membros do grupo doméstico têm dado margem à constituição de conflitos de gerações no âmbito da agricultura familiar. De maneira geral, constata- se que os principais conflitos intergeracionais se revelam no modelo de gestão da propriedade centralizado na figura do pai chefe de família; na dificuldade dos pais em aceitar as ideias e as inovações propostas pelos(as) filhos(as); na impossibilidade de os jovens desenvolverem seus próprios projetos e atividades produtivas na propriedade; na pouca participação dos(as) filhos nas tomadas de decisão que afetam a unidade familiar; na falta de autonomia financeira dos filhos e, principalmente, das filhas; na ausência de liberdade ou na pouca mobilidade espacial que é permitida às filhas (AGUIAR & STROPASOLAS, 2010; STROPASOLAS, 2006).
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AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA ORIENTAL

AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA ORIENTAL

Esse grau variável de complexificação dos sistemas da produção familiar depende das formas particulares nas quais se desenvolveram as fronteiras de diversas idades e estruturas fundiárias, como resultado de uma complexa interação de fatores condicionantes, como os agroecológicos, as características específicas da ocupação territorial e o papel das políticas agrárias. Enquanto na Zona Bragantina e na Guajarina predomina só um tipo de solo, os latossolos amarelos, com propriedades físicas boas e propriedades químicas pobres, em Marabá e na Transamazônica existe uma diversidade bem maior de solos (sobretudo diversos tipos de podzólicos vermelho-amarelos), que inclui faixas importantes de solos mais férteis, como a terra roxa estruturada. As condições climáticas diferem muito das da Amazônia Ocidental (onde geralmente não há época seca) e são caracterizadas pela presença de uma estação seca que é mais prolongada em Marabá e na Transamazônica (5 meses de duração). Isso facilita o plantio de culturas anuais no sistema de derruba e queima, mas implica também riscos de um déficit hídrico. A importância das reservas florestais ainda existentes, das capoeiras de diversas idades, das árvores frutíferas nos quintais e das culturas perenes arbustivas é fundamental para garantir a manutenção do ciclo hidrológico (via raízes profundas) e a proteção do solo contra processos de erosão e lixiviação.
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Percursos e projetos de vida das juventudes egressas da escola do campo

Percursos e projetos de vida das juventudes egressas da escola do campo

Este trabalho tem por objetivo compreender como a Educação do Campo repercute nos percursos iniciados pelos/as jovens egressos/as e nos seus projetos de vida, após a conclusão do ensino médio na escola do campo. São sujeitos e lócus, respectivamente, sete educandos/as que concluíram o segundo grau, entre os anos de 2013 e 2014 na Escola Estadual de Ensino Médio João dos Santos de Oliveira (Escola João Sem Terra), localizada no Assentamento 25 de Maio, em Madalena, Ceará. Baseada na concepção da Educação do Campo, foi a primeira escola a funcionar no estado com essa proposta. Para a discussão de juventude do campo, a pesquisa dialogou com autores/as que estudam a temática, como CARNEIRO (2008) e SALES (2006). Nas reflexões sobre Educação do Campo, propõe interlocuções com ARROYO (2006), CALDART (2002, 2004, 2012), CARVALHO (2006). Para responder os objetivos da pesquisa, foi necessária uma aproximação com os/as jovens, através da inserção no seu cotidiano para entender como elaboram seus percursos e projetos de vida. A escolha metodológica é fundamentada na pesquisa qualitativa, em conformidade com BOGDAN e BIKLEN (1994), MINAYO (2015), sendo de cunho etnográfico DAMATTA (2010), PEIRANO (2014). Essas juventudes revelaram formas diferentes de vivenciar o campo, com inserções plurais. Os percursos iniciados pelos/as egressos/as se constroem a partir do assentamento, na mobilidade para as cidades em busca de estudo e trabalho; ou na participação das lutas da comunidade e inserção no MST; mas também no trabalho na agricultura, com a produção de canteiros; ou por meio da cultura camponesa, através das danças populares. Assim, no assentamento ou na mobilidade entre o campo e a cidade, eles/as constroem seus caminhos em um constante dialogo entre sonhos e possibilidades. A Educação do Campo, nesse sentido, proporcionou às juventudes experiências práticas para o convívio com o campo, também formação política, engajamento e articulação nas lutas pela Reforma Agrária. Sua repercussão é imaterial, invisível, se entranha na formação de um novo ser que é inconcluso e que experimenta o mundo de múltiplas formas. Os percursos e os projetos de vida desses/as egressos/as da escola do campo registram criatividade, potencialidade, desejo de mudança, jogo com as oportunidades, táticas (CERTEAU, 2013) de resistência, de permanência e aspiração. Essas juventudes redesenham a relação campo-cidade e produzem outros sentidos para o “ficar ou sair” do campo.
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CAPITAL SOCIAL E AGRICULTURA FAMILIAR: UMA

CAPITAL SOCIAL E AGRICULTURA FAMILIAR: UMA

Em relação ao PBF, este se constitui na maior política de assistência do Brasil e foi criado em 2004, com a finalidade de unificar a gestão e a execução das ações de transferência de renda de outros programas preexistentes: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Auxílio-Gás. Conforme Tavares (2010), atualmente, o PBF destina cerca de R$ 12 bilhões ao atendimento de mais de 11 milhões de famílias. O Governo Federal visa assistir famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, compostas por crianças com idade entre zero e quinze anos e/ou gestantes. Considera-se pobre ou extremamente pobre a unidade familiar cuja renda per capita mensal seja igual ou inferior a R$ 120,00 e R$ 60,00, respectivamente. O benefício varia de acordo com a renda e a composição familiar (TAVARES, 2010).
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Agricultura familiar urbana: limites da política pública e das representações sociais

Agricultura familiar urbana: limites da política pública e das representações sociais

institucional da questão, a agricultura em meio urbano ou periurbano apresenta características que ele define como de não-convencionalidade, quando comparada à agricultura familiar no meio rural. Para o economista, uma forma dessas práticas urbanas alcançarem a política pública da agricultura familiar é o critério da agrariedade que deve ser identificado a partir dos seguintes critérios elencados nas notas técnicas 007/2017 e posteriormente 005/2018, produzidas pela Secretaria: a) vizinhança propícia: propriedades localizadas em zonas de baixa densidade demográfica ou vizinhas a unidades de conservação; b) dimensão e uso da propriedade: em geral tendem a ser menores do que 1 módulo fiscal, mas esta limitação pode ser equacionada com uma produção intensiva, confinada ou de valor agregado; c) culturas exploradas; d) casos em que o foco seja a comercialização, beneficiamento e processamento: produtos processados podem se tornar os principais produtos comercializados, desde que a maior parte venha da propriedade; e) relação com os recursos naturais do imóvel: o imóvel contém recursos naturais? Água, solo, iluminação; f) relações de identidade e paisagem: ainda que em espaço urbano, a atividade agrícola pode criar uma ambiência específica de ruralidade e de relações humanas entre fornecedores, produtores e consumidores, além da presença de culturas, técnicas e tecnologias tradicionais; g) fonte de renda da Unidade de Produção Familiar: deve ser preponderantemente egressa da comercialização dos produtos cultivados na propriedade e; h) finalidade do imóvel: deve ser majoritariamente voltada para a exploração dos recursos naturais; j) quando a área do estabelecimento for maior do que quatro módulos fiscais: deve-se considerar critérios de conservação ambiental que impõem limites à área cultivada.
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AGRICULTURA FAMILIAR, PLURIATIVIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS NA REGIÃO NORDESTE E SUL DO BRASIL, NOS ANOS 1990 E 2000: TRAJETÓRIAS E DESAFIOS

AGRICULTURA FAMILIAR, PLURIATIVIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS NA REGIÃO NORDESTE E SUL DO BRASIL, NOS ANOS 1990 E 2000: TRAJETÓRIAS E DESAFIOS

Diante dessa análise de Chayanov acerca da família no meio rural e a relevância de sua compreensão enquanto fenômeno econômico, a existência da agricultura familiar, que se pode dizer, grosso modo, herdeira daquela economia camponesa por ele analisada, deve ser compreendida tendo como eixo norteador a razão de sobrevivência econômica das famílias no meio rural dos tempos atuais. É nessa linha de raciocínio de que no futuro o interesse analítico das famílias rurais - cuja gestão e trabalho são estruturados a partir do trabalho familiar - estaria relacionado à sua sobrevivência econômica e às estratégias que a mesma desenvolve para tanto, que a abordagem da seção seguinte caminha na direção de avaliar a relação que as variáveis referentes aos requisitos individuais dos membros das famílias tem com o comportamento do número de famílias da agricultura familiar, particularmente as famílias pluriativas, no sentido de promover uma ampliação desse número de famílias ao longo do tempo.
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Agricultura camponesa, PRONAF e iniciativas agoecológicas no município Crato  CE

Agricultura camponesa, PRONAF e iniciativas agoecológicas no município Crato CE

O estudo da agricultura camponesa e das transformações ocorridas no âmbito da produção no campo brasileiro são eixos de preocupação social, política e acadêmica. O reconhecimento da agricultura camponesa como atividade produtiva se deu pela ação dos movimentos sociais do campo, a partir dos anos de 1990. Também foi nesse período que o Estado garantiu por meio de recursos públicos a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), para financiamento aos agricultores camponeses. O tema agricultura camponesa, hoje, está em foco, por causa de sua importância na política de segurança alimentar, dada sua representatividade no mercado interno de alimentos e matérias-primas. E também por oferecer contribuições para a sustentabilidade como à proposta da agroecologia, prática inovadora que consiste na utilização racional da terra e na equidade de inclusão social, pela sua participação social na produção. Esta pesquisa reflete sobre a agricultura camponesa em seu papel de prover diferentes formas de convivência e permanência no campo. Objetiva analisar os desafios do acesso aos recursos do PRONAF e o desenvolvimento de ações e inovações das práticas agroecologicas como alternativas para a permanência no campo tendo como foco de análise o Assentamento 10 de Abril no município do Crato, Estado do Ceará, a partir dos anos 1990. Investigou experiências de inovações agroecológicas e técnicas alternativas para o convívio e o uso racional da terra, visualizando o trabalho realizado por instituições que atuam junto aos camponeses. A fundamentação teórica baseia-se autores como José de Sousa Martins (1983 e 2003), Ariovaldo Umbelino de Oliveira (1993, 1995, 2004 e 2010), Manoel Correia de Andrade (2005), Oliveira (2005) e Alencar (2007) que tem por base a teoria social de Marx e trouxe rica contribuição no pensar o campesinato e sua permanência no modo de produção capitalista. Por fim, nas analises conclui-se que as demandas dos camponeses não foram atendidas. Uma política agrária com acesso aos recursos hídricos deve ser enquadrada como política pública do Estado, bem como o PRONAF que necessita de reajustes para viabilizar a melhoria de vida dos camponeses com o incremento das iniciativas agroecologicas que precisam de maior difusão e apoio dos gestores.
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INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO CIENTIFICA DOS ANAIS DA SOBER ENTRE OS ANOS DE 2013 A 2015

INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO CIENTIFICA DOS ANAIS DA SOBER ENTRE OS ANOS DE 2013 A 2015

Ao analisar o intenso e avançado processo de inovação pelas empresas nas grandes cidades do Brasil, a preocupação para incentivar a inovação se voltou para o meio rural, pois a maior parcela do PIB é advinda do setor primário na história econômica da nação. Nesse contexto, essa pesquisa teve como objetivo de realizar uma análise bibliométrica envolvendo o tema inovação, sendo utilizados os anais da SOBER (Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural) como instrumento de coleta de dados entre o período de 2013 a 2015. Foram selecionados 40 artigos que fazem uma abordagem com assunto de inovação no agronegócio, sendo 18 artigos no ano de 2013 (45%), 11 artigos no ano de 2014 (27,50%) e 11 artigos no ano de 2015 (27,50%). Logo, a partir da presente pesquisa conclui-se que dos 40 artigos, a maioria que representa 17 (42,50%) artigos tem a finalidade de analisar algum fenômeno envolvendo inovação diretamente ou indiretamente. No estudo percebe-se também que os artigos relacionam inovação com vários assuntos como propriedade intelectual, agricultura familiar, indústria ligada à agricultura e a agropecuária, cooperativas de produção agrícola, competitividade empresarial, processo de produção, utilização de modelos teóricos, exportação, setor agrícola, produção de biocombustíveis, organizações associativas, sistemas agroflorestais, Arranjos Produtivos Locais (APL), gestão da cadeia produtiva, desenvolvimento socioeconômico e ambiental, agricultura brasileira e as atitudes e percepções dos consumidores de um produto alimentar inovador.
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AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA ORIENTAL

AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA ORIENTAL

Para saber se esses resultados sobre Igarapé-Açu ilustram só um caso particular ou se têm validade além disso, foi feita uma comparação com resultados recentes da pesquisa socioeconômica sobre fronteiras agrárias mais recentes (Marabá, Transamazônica e Capitão Poço) (Hurtienne 1997) 4 . Essa forma de privilegiar a comparação sistemática dos resultados já existentes, que até hoje nunca foram submetidos a uma análise comparativa, mostra que, dependendo do desenvolvimento histórico específico da fronteira agrária, dos fatores condicionantes ecológicos e econômicos e das condições macroeconômicas, uma ampla diversidade de trajetórias do desenvolvimento agrário ou rural pode ser identificada. Alguns resultados preliminares desse esforço comparativo apresentados a seguir. Após a primeira fase da colonização, os sistemas de produção incluem, além da agricultura de pousio para as culturas anuais, segmentos importantes de culturas perenes, a pequena criação e a pequena pecuária. A importância desses segmentos depende das formas particulares nas quais se desenvolveram as fronteiras como resultado de uma complexa interação de fatores condicionantes, entre os quais ressalta o papel das políticas agrárias junto com as características específicas da ocupação territorial e os condicionantes agroecológicos.
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Análise ambiental do assentamento Angicos II (TauáCE)

Análise ambiental do assentamento Angicos II (TauáCE)

Este trabalho tem como objetivo geral realizar o Diagnóstico Ambiental do Assentamento Angicos II (Tauá/CE), subsidiando o combate a degradação ambiental, a agroecologia e o planejamento ambiental. Para tanto, será discutido o processo e o conceito de degradação ambiental, delimitado os sistemas ambientais e caracterizado as formas de uso e ocupação do solo, indicando as potencialidades e limitações, bem como definindo a capacidade de suporte dos sistemas ambientais situados no assentamento. Para realização da pesquisa, a método utilizado foi a análise ambiental integrada, à luz da teoria geral dos sistemas. A pesquisa foi sistematizada em duas frentes. A primeira voltada para a o levantamento de dados secundários da área de estudo, revisão bibliográfica, pesquisa documental e trabalhos de campo. A segunda frente estava voltada a parte de interpretação e análise dos dados obtidos. Vale salientar, que as duas frentes da pesquisa aconteciam concomitantemente. Ademais, também foi utilizado o método MESMIS para determinar as principais características dos sistemas de manejo do assentamento. Foram identificadas três unidades ambientais no assentamento: Maciço Residual da Chapada, Depressão Sertaneja Parcialmente Dissecada do Baixio e a Depressão Sertaneja do Baixio. O assentamento apresentou processos de degradação ambiental e riscos de desertificação, pois possui condições climáticas semiáridas e atividades humanas que comprometem a capacidade de suporte dos seus recursos naturais, entre elas a pecuária, a agricultura e o extrativismo vegetal. Neste contexto, o reconhecimento das potencialidades e limitações naturais do assentamento é de suma importância para as diretrizes ambientais. Entretanto, ficou constatado que as formas de uso e ocupação dos assentados não engendram avanços significativos nos processos de degradação ambiental. Este fato deve-se aos processos históricos que ocorreram na área pesquisada.
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SUSTENTABILIDADE NA AGRICULTURA FAMILIAR: UMA ABORDAGEM SOBRE A FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR ORGÂNICA NO MUNICÍPIO DE PATOS-PB

SUSTENTABILIDADE NA AGRICULTURA FAMILIAR: UMA ABORDAGEM SOBRE A FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR ORGÂNICA NO MUNICÍPIO DE PATOS-PB

É importante destacar que todos os objetivos estabe- lecidos para o presente trabalho foram alcançados, partindo do princípio de que se conseguiu constatar que parte dos agricultores familiares do município de Patos-PB já está participando do processo de transição da agricultura fami- liar para a agricultura orgânica; ao logo do trabalho também se conseguiu demonstrar que a agricultura familiar vem apresentando um significativo crescimento e estimulando assim o desenvolvimento sustentável. Por último, pode-se identificar que dentre os principais obstáculos que os agri- cultores familiares do município em estudo enfrentam para promoverem a agricultura sustentável destacam-se a falta de uma assistência técnica por parte dos organismos de go- verno e as condições adversas do clima e a baixa qualidade dos solos da região.
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Feira AGROUFAM: Um momento de troca de saberes e a contribuição socioeconômica  / AGROUFAM Fair: A moment of exchange of knowledge and socioeconomic contribution

Feira AGROUFAM: Um momento de troca de saberes e a contribuição socioeconômica / AGROUFAM Fair: A moment of exchange of knowledge and socioeconomic contribution

A troca de conhecimento entre gerações e entre indivíduos, sempre foi o pilar do desenvolvimento intelectual e tecnológico da humanidade. Conhecimentos específicos ou avançados que beneficiem a vida humana de uma forma mais ampla, necessitam de um ambiente adequado para sua construção e difusão, e este é um papel que tem sido desempenha com louvor pelas universidades de todo o mundo. Porém tal conhecimento muitas vezes fica restrito ao meio acadêmico, por outro lado, com o passar dos anos, muitas ações que promovam a interação de saberes entre a sociedade em geral e o meio acadêmico tem sido realizadas. No âmbito das ciências ambientais e agrícolas, a feira AGROUFAM tem desempenhado um papel importante, não somente restrito a difusão de saberes, mas de integração social entre extratos sociais, desde famílias de baixa renda produtores familiares agrícolas aos intelectuais mestres acadêmicos. Esta relação que se iniciou com uma ideia de relação temporária, culmina em um evento que rememora cinco anos de troca de saberes e inclusão social, contado com a participação da sociedade em geral, em diversas oficinas que envolveram a temática da agricultura, artesanato, fotografia, produção e fabricação de alimentos.
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Editorial - A agricultura familiar e orgânica e o desenvolvimento sustentável

Editorial - A agricultura familiar e orgânica e o desenvolvimento sustentável

Segundo Roel (2002) e Assad e Almeida (2004), a agricultura industrial é caracterizada pela utilização de alta tecnologia (que gera altos custos de produção), a utilização de variedades de alta resposta, o uso obrigatório de fertilizantes, herbicidas e defensivos, a mecanização e a pequena diversidade genética. Tais características tornam o solo e as plantas mais suscetíveis a pragas e doenças (SOUSA et al, 2012; REGANOLD; WACHTER, 2016). Além do dano ao solo, o uso intensivo de substâncias químicas pode representar risco ao consumidor dos alimentos produzidos, bem como ao trabalhador rural (ASSAD; ALMEIDA, 2004; NIEDERLE, 2017). Além disso, como as áreas destinadas à agricultura industrializada são grandes e amplamente mecanizadas, tal sistema de produção pode contribuir fortemente para o descolamento do homem do campo, gerando outros problemas sociais derivados da migração urbana.
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