Cal aérea

Top PDF Cal aérea:

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E COMPONENTES POZOLÂNICOS

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E COMPONENTES POZOLÂNICOS

Para a execução das argamassas utilizaram-se sempre as mesmas cal aérea hidratada comercializada em pó e areia de rio, fazendo variar o tipo de componente pozolânico. Os componentes pozolânicos utilizados foram a pozolana natural de Stº.Antão - Cabo Verde, na granulometria em que é comercializada em saco (poz), cinzas volantes provenientes da queima de carvão mineral em centrais termoeléctricas, na granulometria em que são utilizadas no fabrico dos cimentos (cz) e, após submetidos a distintos tratamentos térmicos, pó de barro vermelho (recolhido por despoeiradores em fábrica de cerâmica de barro vermelho) utilizado para o fabrico de telhas (cozido a 600ºC e a 800ºC durante 3,5 horas e a 700ºC durante 30 minutos - - bv600, bv800, bv700”) e caulino moído, passado pelo peneiro ASTM nº30 (cozido a 600ºC e a 800ºC durante 3,5 horas e durante 30 minutos - - cau600, cau800, cau600” e cau800”), resultando nove diferentes materiais. Para comparação com a argamassa de cal aérea hidratada e areia sujeita a cura seca (ca0) prepararam-se três formulações com cada um dos diferentes componentes (traços volumétricos 1:0,5:3, 1:1:4, 1:1,5:5), mantendo a proporção de uma parte de ligante (cal aérea e componente pozolânico) e duas partes de areia de rio. A amassadura e a compactação foi mecânica e sempre idêntica e todas as argamassas utilizadas apresentaram espalhamentos comparáveis. Os provetes foram submetidos a cura seca (S: 23ºC e 50% HR) ou a cura húmida (H: ~95% HR) durante dois meses. Para cada tipo de argamassa/condição de cura prepararam-se nove provetes prismáticos 4 cm x 4 cm x 16 cm, cinco provetes para determinação da aderência e três provetes para aferição da permeabilidade ao vapor. Com as argamassas frescas procedeu-se à determinação da retenção de água e em três dos provetes prismáticos procedeu-se à aferição da retracção linear a partir de 24 (ou de 48) horas da moldagem. Aos dois meses de idade das argamassas, com três provetes prismáticos de cada uma, determinaram- -se as características mecânicas (módulo de elasticidade, resistência à tracção por flexão e à compressão), a carbonatação ocorrida e a massa volúmica aparente e a porosidade aberta. Com seis metades dos restantes provetes prismáticos determinou-se, pelo ensaio de capilaridade, a taxa de absorção capilar inicial (coeficiente de
Mostrar mais

6 Ler mais

Desenvolvimento e caracterização de argamassas de cal aérea e terra A influência da terra como ligante

Desenvolvimento e caracterização de argamassas de cal aérea e terra A influência da terra como ligante

Tendo em conta os ensaios às argamassas no estado endurecido, aplicadas em suporte de tijolo, aos 28 e 90 dias, a escolha da argamassa com melhores comportamentos é difícil. A argamassa com 5% de terra apresenta vantagens apenas na condutibilidade térmica, onde registou o menor valor; no entanto, numa aplicação em reboco, com espessura de cerca de 2 cm, a diferença registada entre argamassas não será muito relevante. A argamassa com 10% de terra mostrou uma dureza superficial mais elevada que algumas das restantes argamassas e também uma condutibilidade térmica baixa (semelhante à argamassa de referência). A argamassa com 25% de terra demonstrou um bom com- portamento relativamente à absorção de água sob baixa pressão, tanto inicialmente como ao fim de uma hora. A argamassa com 50% de terra só apresentou bons resultados na dureza superficial (valor mais elevado). Todas as argamassas mantêm o mesmo comportamento em relação à velocidade de propagação dos ultrassons. A argamassa com 10% de terra tem mais poros de menor dimensão, e dentro das argamassas com terra é também esta a que contém menor quantidade de poros de maiores dimensões. Tendo em conta que a absorção de água é o aspeto mais relevante de entre os ensaios realizados, salienta-se a argamassa com 25% de terra. Com outras características positivas segue-se a argamassa com 10% de terra. Ambas as argamassas implicam vantagens económicas e ecológicas pela diminuição da quantidade de cal aérea e aumento da terra utilizada.
Mostrar mais

180 Ler mais

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil INFLUÊNCIA DOS MÉTODOS DE ENSAIO NAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil INFLUÊNCIA DOS MÉTODOS DE ENSAIO NAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

Constatou-se que as argamassas de cal hidráulica desenvolvem maiores resistências mecânicas quando são preparadas pela norma ASTM C305. A evolução das propriedades mecânicas da argamassa de cal hidráulica quando preparada através desta norma poderá ter relação directa com o período inicial de mistura praticado somente entre o ligante e a água e o intervalo de repouso imposto na fase final do procedimento. Estas duas particularidades da norma favorecem a hidratação dos silicatos e aluminatos de cálcio presentes no ligante, que posteriormente irão gerar compostos hidratados que intervêm directamente nas resistências mecânicas da argamassa [56]. Relativamente às argamassas de cal aérea regista-se o oposto, as suas resistências mecânicas são mais elevadas quando preparadas segundo a norma EN 1015-2. Tal poderá derivar do facto desta norma preconizar uma mistura realizada sempre em velocidade lenta [14]. Porém, para humidades relativas de 95% os valores obtidos são exactamente iguais para as duas normas, tanto na resistência à tracção por flexão como na resistência à compressão.
Mostrar mais

113 Ler mais

INFLUÊNCIA DE AGREGADOS RECICLADOS PROVENIENTES DE RCD NO DESEMPENHO DE ARGAMASSA DE CAL AÉREA

INFLUÊNCIA DE AGREGADOS RECICLADOS PROVENIENTES DE RCD NO DESEMPENHO DE ARGAMASSA DE CAL AÉREA

Há que considerar, que as características das argamassas dependem também do tipo de suporte no qual vão ser aplicadas, das condições ambientais e de aplicação, questões tem que ser tidas em consideração. Segundo G. Matias (2008), foi possível verificar, ao longo do tempo, que o uso de resíduos de tijolo como constituinte de argamassas de cal aérea tem viabilidade e apresenta vantagens a vários níveis, uma vez que, em proporções adequadas de cal, pó e/ou grãos de tijolo e areia, as argamassas com resíduos de cerâmica de barro vermelho do tipo dos analisados podem registar um bom desempenho como argamassas de substituição para rebocos.
Mostrar mais

153 Ler mais

CARACTERIZAÇÃO DE REBOCOS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E DE CAL HIDRÁULICA NATURAL COM METACAULINO E RESÍDUOS CERÂMICOS EM EXPOSIÇÃO NATURAL

CARACTERIZAÇÃO DE REBOCOS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E DE CAL HIDRÁULICA NATURAL COM METACAULINO E RESÍDUOS CERÂMICOS EM EXPOSIÇÃO NATURAL

Nos dias de hoje, com a diminuição da construção civil em Portugal e a constante degradação do património edificado, tem vindo a ser cada vez mais importante investir na reabilitação e conservação de edifícios. Um elemento importante na reabilitação/conservação é a argamassa de reboco dado que o reboco constitui frequentemente a envolvente exterior das paredes, sendo aquele que está mais exposto. É assim o reboco o elemento construtivo que tem de conferir maior proteção à parede. As argamassas de reboco utilizadas em reabilitação têm de ter como característica fundamental a compatibilidade com o suporte em que são aplicadas, de modo a poderem garantir a referida proteção. Assim sendo, as argamassas mais utilizadas em paredes mais antigas, tendo em consideração a referida compatibilidade, são as que utilizam como ligante a cal aérea ou a cal hidráulica, em função das características do suporte e das exigências funcionais requeridas.
Mostrar mais

12 Ler mais

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA – INFLUÊNCIA DA GRANULOMETRIA DOS RESÍDUOS

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA – INFLUÊNCIA DA GRANULOMETRIA DOS RESÍDUOS

Dos ensaios de caracterização física realizados pode concluir-se que as argamassas com resíduos: mantêm boa permeabilidade ao vapor de água, sem grandes alterações face à argamassa só de cal aérea, embora diminuam um pouco a velocidade de secagem; apresentam absorção capilar nos instantes iniciais também da mesma ordem de grandeza, sendo até ligeiramente menor nas argamassas com resíduo grosso; apresentam uma porosidade aberta da mesma ordem ou, especialmente a idade mais avançada, ligeiramente superior à da argamassa de referência.
Mostrar mais

6 Ler mais

Análise experimental da evolução da carbonatação em argamassas de cal aérea / Experimental analysis of carbonating evolution in air lime mortars

Análise experimental da evolução da carbonatação em argamassas de cal aérea / Experimental analysis of carbonating evolution in air lime mortars

A utilização de argamassas com base em cal aérea para a construção de estruturas em alvenaria foi recorrente em várias fases da história (Oliveira, 2016). As argamassas de cal sofrem significativas evoluções químicas e físicas ao longo do tempo, decorrentes do progressivo processo de carbonatação, responsável pela formação da estrutura sólida do material (Oliveira et al. 2016). Para quantificar a extensão e a evolução deste fenômeno, é essencial compreender a química e a estrutura física subjacentes que afetam diretamente as propriedades mecânicas da argamassa e o seu desempenho estrutural. Nesse quesito, pode-se verificar que ainda há uma lacuna de pesquisas nessa linha de estudo na literatura brasileira.
Mostrar mais

7 Ler mais

VALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TEORES DE METACAULINO SUJEITAS A AMBIENTES DE DIFERENTE HUMIDADE RELATIVA

VALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TEORES DE METACAULINO SUJEITAS A AMBIENTES DE DIFERENTE HUMIDADE RELATIVA

Os resultados de Rt de todas as argamassas da cura R, apresentados na Figura 5.17 mostram que a argamassa A é a única que apresenta valores aceitáveis de resistência à tracção tanto aos 28 como aos 90 dias de idade de cura. Apesar de ser a argamassa com maior teor de cal aérea, não seria expectável que a diferença de valores apresentados pela argamassa A e as restantes fosse tão significativa. Esse facto pode significar que a aplicação de uma argamassa com relação volumétrica de cal aérea com areia inferior a 1:3 pode ser inadequada em ambiente não muito húmidos, pois a substituição de cal aérea por metacaulino nestas condições não é vantajosa devido ao não desenvolvimento da reacção pozolânica por escassez de água.
Mostrar mais

122 Ler mais

CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TRAÇOS E TEORES DE METACAULINO SUJEITAS A ASPERSÃO COM ÁGUA POTÁVEL E DO MAR A IDADES JOVENS

CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TRAÇOS E TEORES DE METACAULINO SUJEITAS A ASPERSÃO COM ÁGUA POTÁVEL E DO MAR A IDADES JOVENS

Esta dissertação vai assim avaliar as características de cinco tipos de argamassas, partindo da argamassa de cal aérea, de traço volumétrico 1:3, e seguindo sucessivamente para traços mais fracos em ligante e em que parte desse ligante é substituído em percentagem crescente por metacaulino. As argamassas são sujeitas a duas curas distintas, por aspersão diária com água potável ou com água do mar, mantendo-se em condições de laboratório condicionadas a 65% de humidade relativa e 23ºC de temperatura. Desta forma pretende-se avaliar as características deste tipo argamassas em função do seu traço ligante: agregado, a influência do teor em metacaulino e a influência da cura, ao longo de idades jovens das argamassas.
Mostrar mais

129 Ler mais

Licenciada em Ciências da Engenharia Civil Avaliação da durabilidade de fios metálicos embebidos em argamassa de cal aérea e pozolana sujeita a envelhecimento artificial

Licenciada em Ciências da Engenharia Civil Avaliação da durabilidade de fios metálicos embebidos em argamassa de cal aérea e pozolana sujeita a envelhecimento artificial

Ao longo do tempo também se tem estudado a adição de materiais pozolânicos em argamassas de cal aérea, tendo como objetivo o melhoramento da resistência mecânica e da durabilidade da argamassa. As pozolanas estão associadas aos materiais que não têm por si só propriedades aglomerantes hidráulicas, sendo capazes de se combinar com hidróxido de cálcio quando está na presença de água e a temperatura ambiente, formando assim composto muito semelhantes aos que são originados na hidratação dos constituintes do cimento de Portland (óxido de silício, óxido de alumino, óxido de ferro, outros óxidos em pequenas quantidades).
Mostrar mais

126 Ler mais

ARGAMASSAS DE REBOCO COM CAL AÉREA, TERRA E FIBRAS NATURAIS: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA SUSCETIBILIDADE À CONTAMINAÇÃO BIOLÓGICA

ARGAMASSAS DE REBOCO COM CAL AÉREA, TERRA E FIBRAS NATURAIS: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA SUSCETIBILIDADE À CONTAMINAÇÃO BIOLÓGICA

Resumo. Os rebocos constituem principalmente a proteção exterior e interior de elementos de alvenaria. Podem ser eles próprios protegidos por sistemas de pintura ou ficarem diretamente expostos. São constituídos por sistemas em que são aplicadas camadas sucessivas de argamassa. As argamassas são por sua vez constituídas por ligantes e agregados e , eventualmente, adições e adjuvantes. Geralmente constituem camadas de espessura relativamente pequena (da ordem dos 2 cm) mas podem ser aplicados em espessuras superiores, nomeadamente quando se pretendem maiores contributos de isolamento térmico. Para melhorar o seu comportamento, as argamassas para reboco podem ser aditivadas através da utilização de fibras naturais. A ecoeficiência desta prática deve-se à eventual otimização de características conseguida mas também devido ao facto dessas fibras podere m ser resultantes de resíduos, tais como casca ou palha de cereais, refugo de lã , penas ou crinas, entre outros. No entanto, particularmente a utilização deste tipo de adições de materiais orgânicos naturais pode apresentar problemas ao nível da suscetibilidade ao desenvolvimento de bolores e outros fungos, que podem colocar em causa a durabilidade das argamassas. Em tempos foram muito utilizadas argamassas mistas de cal aérea e terra. No entanto a sua aplicação caiu em desuso e o conhecimento deste produto é muito reduzido comparativamente, por exemplo, a argamassas apenas de cal aérea.
Mostrar mais

12 Ler mais

AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TEORES DE METACAULINO EM EXPOSIÇÃO NATURAL

AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM DIFERENTES TEORES DE METACAULINO EM EXPOSIÇÃO NATURAL

A utilização de pozolanas nas argamassas começou no passado quando foram descobertos benefícios nas suas propriedades. As pozolanas são materiais finos ricos em silicatos e aluminatos na forma amorfa que podem combinar-se com a cal aérea nas argamassas, conferindo às mesmas propriedades hidráulicas e um aumento da sua durabilidade mantendo a compatibilização com materiais mais antigos (CHAROLA, et al., 2005), (FARIA, 2009). A razão do uso, principalmente, de metacaulino para produzir geopolímeros deve-se ao facto deste poder ser obtido de forma natural e em grande escala. O metacaulino é considerado “amigo do ambiente”, uma vez que comparado com o cimento Portland pode ser obtido a temperaturas muito mais baixas e liberta cerca de 80-90 % menos de CO 2 para a atmosfera (ROVNANÍK, 2010). É ainda um material cuja matéria-prima
Mostrar mais

104 Ler mais

ESTUDO COMPARATIVO DE DIFERENTES ARGAMASSAS TRADICIONAIS DE CAL AÉREA E AREIA

ESTUDO COMPARATIVO DE DIFERENTES ARGAMASSAS TRADICIONAIS DE CAL AÉREA E AREIA

Com base nos resultados obtidos nos ensaios efectuados verifica-se que o acréscimo de mão de obra na preparação prévia da cal aérea hidratada para produção de uma pasta (provetes cap), não se mostrou compensado por melhorias de características, uma vez que os resultados apresentados pelos provetes ca traduzem uma argamassa mais eficiente em termos de resistência aos sais e relativamente semelhante em termos de resistências mecânicas, comparativamente à argamassa cap.

11 Ler mais

CARACTERIZAÇÃO DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E TERRA

CARACTERIZAÇÃO DE ARGAMASSAS DE CAL AÉREA E TERRA

É frequente encontrar construções em terra compactada reparadas com argamassas hidráulicas, nomeadamente à base de cimento, na tentativa de combater a degradação. Porém estas argamassas acabam por trazer problemas adicionais [4]. Regra geral, as argamassas de cimento são demasiado rígidas e demasiado impermeáveis ao vapor, comparativamente a estes suportes. É importante escolher argamassas com propriedades semelhantes à alvenaria na qual vai ser aplicada. Assim as argamassas devem possuir uma boa compatibilidade mecânica, física e química com o suporte. Todavia, nem sempre os vários requisitos exigidos às argamassas são fáceis de atingir e harmonizar. Em Portugal a terra foi muitas vezes misturada com cal aérea para formular argamassas mistas de terra e cal. Este tipo de argamassas era aplicado em construções em terra, nomeadamente em paredes de taipa, em alvenaria de adobe e em paredes de tabique. Actualmente no nosso país existe um crescente interesse sobre construções em terra. Por exemplo no Alentejo, para além do vasto património edificado vernacular e monumental construído em terra, existe também um elevado número de construções recentes feitas com paredes de terra - não só de habitações familiares, mas também em edificações relacionadas com o turismo.
Mostrar mais

10 Ler mais

INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DE CERÂMICA EM ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DE CERÂMICA EM ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

Todas as argamassas foram condicionadas, durante 5 dias, nos moldes, a uma temperatura de 20 ± 2ºC e a uma humidade relativa de 95 ± 5%. Permaneceram durante mais 2 dias nos moldes, à mesma tem- peratura, mas a uma humidade relativa de 65 ± 5 %, de forma a permitir a sua desmoldagem no final desse período, de acordo com a norma EN 1015-11 [16]. Todas as argamassas permaneceram nestas condições, após desmoldagem e até à data de ensaio. Nos pontos seguintes são apresentados todos os resultados obtidos para a caracterização das argamassas formuladas. Os ensaios foram realizados em duas idades distintas: 60 e 120 dias. As idades escolhidas para caracterização tiveram em conta o facto de estar-se a analisar argamassas de cal aérea cujos períodos de cura são mais elevados do que as correntes argamassas de cimento.
Mostrar mais

15 Ler mais

Desenvolvimento e Caracterização de Argamassas de Cal Aérea e Terra

Desenvolvimento e Caracterização de Argamassas de Cal Aérea e Terra

Uma argamassa é tradicionalmente efetuada a partir de uma mistura de agregados finos com um ligante e água. Para utilização em rebocos interiores e exteriores devem utilizar-se argamassas que possuam características que sejam compatíveis com as da parede sobre a qual vão ser aplicadas e com as solicitações a que vão estar sujeitas. Em paredes realizadas com base em terra (através de técnicas de taipa, alvenaria de adobe ou de blocos de terra comprimida) utilizavam-se tradicionalmente argamassas só de terra (em interiores) ou de misturas de terra e cal aérea. Embora recentemente não sejam tão correntes, este tipo de argamassas de terra ou particularmente as mistas são muito utilizadas em alguns países desenvolvidos, como é o caso de vários países do Norte da Europa, particularmente devido a aspetos de sustentabilidade e qualidade do ar ambiente. Noutros países, como é o caso da Escócia, estas argamassas voltaram também a ser usadas para o tratamento e refechamento de juntas de assentamento de alvenarias históricas. A adição de fibras naturais (vegetais ou animais) pode ainda otimizar al- gumas características deste tipo de argamassas, como sejam através da diminuição da condutibilidade térmica e da suscetibilidade à fendilhação.
Mostrar mais

182 Ler mais

Argamassas de Cal Aérea e Terra Caulinítica

Argamassas de Cal Aérea e Terra Caulinítica

Os resultados da DRX mostraram que o mineral de argila maioritário na terra utilizada nas argamassas é a caulinite. Trata-se por isso de uma terra caulinitica. De igual forma, constatou-se que os resultados da análise mineralógica das argamassas são coerentes com as matérias-primas utilizadas. Verifica-se um aumento do pico da caulinite nas argamassas com maior percentagem de terra, em oposição à diminuição da portlandite com a substituição por terra. A caulinite possui uma restrita capacidade de troca de catiões e, em consequência deste facto, tanto aos 90 dias como 180 dias/1 ano não houve formação de novos compostos devido a qualquer reacção entre a cal aérea e a terra caulinítica. Adicionalmente, as condições de cura das argamassas (65% de humidade relativa) poderão também não ter sido as mais aconselháveis para favorecer a reacção pozolânica, a qual exigiria a presença de maior humidade. Verifica-se ainda que a reacção de carbonatação ocorreu até aos 90 dias de idade, uma vez que, o teor de portlandite manteve-se praticamente constante a partir dessa idade. Este facto é muito importante, uma vez que indica que os 90 dias de idade de cura são uma idade bastante representativa para a realização da caracterização química e mineralógica das argamassas.
Mostrar mais

215 Ler mais

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA

Os resíduos de cerâmica de barro vermelho foram muito utilizados em argamassas em Portugal, pelo menos desde a época do Império Romano, sendo visíveis ainda vários exemplos de revestimentos com este tipo de argamassa, por exemplo nas ruínas de Conímbriga e de Tróia. Os resíduos de barro vermelho eram usados em pó fino, como pozolanas, e em granulometria mais grosseira, como agregados. De uma e de outra forma, produziam alterações significativas nas características das argamassas com base em cal aérea.
Mostrar mais

12 Ler mais

SUBPRODUTOS INDUSTRIAIS COMO COMPONENTES POZOLÂNICOS EM ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

SUBPRODUTOS INDUSTRIAIS COMO COMPONENTES POZOLÂNICOS EM ARGAMASSAS DE CAL AÉREA

As argamassas podem ter diversos tipos de aplicações em edifícios. No âmbito da conservação de edifícios históricos podem ser considerados os casos de utilizações em rebocos exteriores e interiores, no refechamento de juntas de alvenarias existentes ou como caldas de injecção para consolidação de alvenarias antigas. São também diferenciadas as características que as argamassas devem apresentar, de modo a darem resposta aos requisitos de cada tipo específico de aplicação. Entre estes destacam-se a necessária hidraulicidade das argamassas para aplicação, na forma de caldas, em injecções de consolidação do núcleo central de paredes espessas ou em zonas mais profundas no refechamento de juntas. Nestes tipos de aplicações, o endurecimento de argamassas à base de cal aérea, que se desenvolve por carbonatação, é muito limitado e lento, pelo reduzido contacto do hidróxido de cálcio da argamassa com o dióxido de carbono. Torna-se por isso imprescindível o recurso a argamassas hidráulicas, cuja presa se possa desenvolver, pelo menos parcialmente, por hidratação dos constituintes. Referem-se alguns problemas que podem ocorrer pela utilização de argamassas com ligantes hidráulicos correntes, à base de cimento. Apresenta- se a possibilidade do recurso a argamassas com base em cal aérea e componentes pozolânicos como hipóteses de argamassas hidráulicas compatíveis com os tipos de materiais e elementos existentes nos edifícios em questão. Descreve-se o tipo de reacção que ocorre entre o ligante utilizado e diferentes componentes pozolânicos que podem ser utilizados. Apresentam-se tendências ao nível de características deste tipo de argamassas e referem-se outros materiais, muitos deles resultantes de subprodutos industriais, que têm vindo a ser analisados para este tipo de utilização.
Mostrar mais

10 Ler mais

Caracterização de argamassas de cal aérea e de cal hidráulica natural com metacaulino Evolução com a idade

Caracterização de argamassas de cal aérea e de cal hidráulica natural com metacaulino Evolução com a idade

Em dois estudos distintos anteriormente realizados foram avaliadas argamassas de cal aérea hidratada (CL) e de cal hidráulica natural (NHL). Em ambos foi estudada a influência da substituição parcial de ligante por metacaulino, utilizado em diferentes percentagens de substituição. Nas argamassas CL foram ainda avaliadas as características de três traços volumétricos distintos, sujeitas a cura húmida. As argamassas NHL foram todas realizadas com o mesmo traço volumétrico, sendo também avaliada a influência do tempo de amassadura, bem como o seu tipo de cura. No seguimento desses estudos, o presente trabalho permitiu avaliar as características dessas argamassas ao fim de 180 dias de cura e analisar a evolução ocorrida até essa idade.
Mostrar mais

172 Ler mais

Show all 2682 documents...