Companhia de Jesus ao Brasil

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De Portugal ao Brasil; algumas considerações em torno dos motivos da instalação da Companhia de Jesus no Brasil

De Portugal ao Brasil; algumas considerações em torno dos motivos da instalação da Companhia de Jesus no Brasil

guesa para a instalação da Companhia de Jesus no Brasil. REFERt:NCIAS BIBLlOGRAFICAS[r]

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As práticas discursivas da Companhia de Jesus e a emergência do “teatro jesuítico da missão” no Brasil do século XVI

As práticas discursivas da Companhia de Jesus e a emergência do “teatro jesuítico da missão” no Brasil do século XVI

A questão de saber se é possível pensar diferentemente do que se pensa – e perceber diferentemente do que se vê – é indispensável para continuar a olhar e refletir, alertava Foucault. Esse foi o desafio na construção do objeto desta tese: as práticas discursivas jesuíticas e a emergência do que denomino “teatro jesuítico da missão”. Para tal, considero-o enquanto experiência singular, portadora de uma historicidade que se poderia desvelar, para descrever aquilo que lhe fosse constitutivo, as suas condições de possibilidade. Assumi, deste modo, uma perspectiva de análise que questiona a espessura histórica que enuncia teatros e nomeia gentios, frente à aparente naturalidade e mesmo obviedade com que vem sendo apresentado o fazer teatro entre os gentios, no Brasil do séc. XVI. Uma postura que, ao contrário de uma narrativa seqüencial de suas manifestações no tempo, identifique, isso sim, a sua raridade, como acontecimento, e as possíveis matrizes que perpassavam e fundavam as práticas discursivas jesuíticas, entre as quais se situava esta forma particular de teatro, quando este irrompeu e configurou-se no Brasil. Portanto, examino, os documentos e, parcialmente, o arquivo construído pela Companhia de Jesus, arrolando fontes que não costumam ser imantadas por estudiosos do fazer teatral dos jesuítas no espaço colonial do séc. XVI: cartas, prédicas, a chamada Bíblia de Nadal – que analiso como um livro-teatro –, os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, entre outros. O teatro jesuítico, deste modo, parece emergir, construir e ser construído no interior das matrizes discursivas próprias à emergência do fazer jesuítico, no interior do arquivo, em torno da ordenação, da disciplina dos sentidos e, mais particularmente, do olhar, aquela [ordem] da contemplação que, mais do que vontade de imagens, revela-se vontade de verdade, a que produz imagens, cuja “correta” interpretação permite o agir em direção à implantação da verdade para si e para o mundo.
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O indígena no discurso da Companhia de Jesus no Brasil

O indígena no discurso da Companhia de Jesus no Brasil

João III, levam a mesma vida escandalosa dos colo- nos" (7); "eles vivem nos mesmos pecados dos leigos" (8); "os padres desta terra, escreve o Jesuita Ambrósio Pires, são[r]

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A liberdade do índio no discurso da Companhia de Jesus no Brasil

A liberdade do índio no discurso da Companhia de Jesus no Brasil

No mais, em prol da defesa do índio não hesitam mesmo. os Jesuítas em feChar as portas de suas igrejas e negar os[r]

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Origens da escola moderna no Brasil: a contribuição jesuítica.

Origens da escola moderna no Brasil: a contribuição jesuítica.

Na presente análise da contribuição educacional da Companhia de Jesus ao Brasil, como resultado do crivo exercido pela forma mais desen- volvida de concepção da escola moderna em seu tempo, afloram, sobre- tudo, dois temas: o primeiro referente à organização e à divisão do traba- lho didático e, o segundo, à materialidade dos colégios jesuíticos. Outros, tão relevantes quanto estes, poderiam ser tocados, também, a exemplo das fontes do conhecimento exploradas na atividade de ensino, da for- mação de quadros para o magistério e das tecnologias educacionais en- volvidas. Mas, para não pairar na superficialidade de todos eles, a opção foi a de delimitar o estudo, restringindo-o aos dois eleitos. Muitos dos temas referidos, que mais tarde ganharam centralidade na teoria educaci- onal, até meados do século XVII só estavam explícitos na obra do bispo morávio, o que faz ressaltar o teor explicativo de sua concepção.
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História  vol.36

História vol.36

13 Registro do Regimento novo de Sua Alteza que trouxe em sua companhia o mestre de campo general deste Estado a cujo cargo está o governo dele para se guardar no dito Estado. Bahia, 14 de maio de 1678. Documentos Históricos. Livro 1° de Regimentos. 1653-1684. Vol. LXXIX. Rio de Janeiro: Tip. Baptista de Souza, 1948. 14 É conveniente destacar que esta tipograia publicou duas gramáticas nesse período: uma em língua Kiriri, de Mamiani, e outra em língua angolana. A Arte e língua Angola foi organizada pelo padre jesuíta Pedro Dias, que elaborou a normativa da língua quimbundo na Bahia. Essa gramática não se encontra dividida de forma sistemática, como a de Mamiani, e sua explicação é simpliicada, além de não contar com o glossário de palavras. Possivelmente, por não ter vivido na África e não ter elaborado o registro in loco, a sua obra não possui um espaço dedicado ao leitor como na gramática e no catecismo de Mamiani. Assim como o Brasil, Angola também foi invadida pelos holandeses na primeira metade do século XVII. Na restauração das antigas colônias, a Companhia de Jesus icou responsável por normatizar a língua nesses dois lugares do Império português. BATISTA, Ronaldo de Oliveira. Descrição de línguas indígenas em gramáticas missionárias do Brasil colonial. DELTA, v. 21, 2005, p. 123.
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Educação jesuítica e crianças negras no Brasil colonial

Educação jesuítica e crianças negras no Brasil colonial

O projeto educacional da Companhia de Jesus, implantado no Brasil Colonial, es- tava a serviço de uma ordem social violenta. O processo de aculturação e conversão ao cristianismo imposto pela Igreja Católica tan- to ao índio quanto ao negro visava apenas construir o império colonial jesuítico-lusita- no. Esta relação existente entre educação e violência, no contexto histórico do período colonial, reveste-se de importância funda- mental, pois, a formação social brasileira é marcada profundamente por um brutal pro- cesso de exploração autoritário exercido pelas elites dominantes sobre as classes su- balternas. Não só contra os "gentios" que habitavam as terras brasílicas desde os tem- pos imemoriais, mas, também, contra os negros desafricanizados. Para Caio Prado Júnior (1991, p. 27), as circunstâncias soci- ais dos segundos eram piores do que as dos primeiros, pois, "as condições dos escravos negros eram mais simples que a dos índios. Não tiveram, como estes, 'protetores' jesuí- tas, e até o Império continuaram simplesmen- te equiparados às 'bestas' das Ordenações Manuelinas".
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As Congregações e Ordens Religiosas de Portugal em Diáspora no Brasil do Início do Século XX: instituições eclesiásticas, modernidade e tensões sociais

As Congregações e Ordens Religiosas de Portugal em Diáspora no Brasil do Início do Século XX: instituições eclesiásticas, modernidade e tensões sociais

A incipiente república portuguesa agiu muito rapidamente contra a Igreja Católica, considerada como um dos baluartes do antigo regime lusitano. A primeira ação nesse sentido foi emblemática e significativa: a expulsão dos Jesuítas (AZEVEDO, 1986; COUTO, 2014). Reeditava-se um ato do século XVIII protagonizado pelo polêmico primeiro-ministro de d. José I, o marquês de Pombal, em sua tarefa reformista do império português. Urge explicitar que a Societas Iesus, a Companhia de Jesus, ou simplesmente Jesuítas, não é uma ordem religiosa masculina da Igreja Católica surgida em Portugal. A sua origem localiza-se na Espanha em um movimento liderado por Ignácio de Loyola. Entretanto, a proximidade geográfica e dinástica dos reinos de Portugal e Espanha fez com que muito cedo os padres jesuítas se instalassem em Portugal sendo que ainda em 1549, apenas 09 depois da aprovação da Ordem pela Santa Sé, a Companhia de Jesus já se fizesse presente no Brasil, na cidade de Salvador que ajudaram a fundar. A União Ibérica e o avanço da colonização luso-hispânica na América reservaram aos padres jesuítas variados trabalhos, especialmente na educação e no trabalho missionário. Em 1759, eles foram expulsos de Portugal. Em 1777, a Ordem foi extinta, sendo reaberta no ano de 1814. Assim, aqui se trata da Companhia de Jesus como Ordem de Portugal pela expressividade de sua presença em território luso e não por conta de ter sido fundada nele.
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A expulsão dos jesuítas e a secularização da propriedade da terra no Pará do Setecentos

A expulsão dos jesuítas e a secularização da propriedade da terra no Pará do Setecentos

Em suas cartas, principalmente endereçadas ao irmão ministro, Mendonça Furtado apresentava a complexidade das relações sociais que envolviam índios, missionários, colonos e autoridades coloniais, e sugeria medidas para resolver os diversos problemas por elas criados. Tais informações foram moldando a política de intervenção metropolitana no norte do Brasil e definindo as medidas necessárias ao saneamento dessa parte da colônia, para que ela passasse a corresponder às novas demandas presentes na metrópole. As sugestões apresentadas por Mendonça Furtado antecipavam, em quase tudo, as determinações que vão estar contidas na lei da liberdade dos índios, de junho de 1755, e, mais tarde, no regimento do diretório, que secularizaram o governo das aldeias, embora mantivessem os missionários nelas, fazendo o serviço religioso. No entanto, tais sugestões já apontavam para a possibilidade de entregar a tarefa de cristianizar os índios para os moradores leigos, prescindindo do trabalho dos regulares. Não só a política indigenista foi montada dentro dessa relação dialética entre as pressões dos interesses locais e metropolitanos, mas também a política econômica, centrada na criação de uma companhia de comércio, e a decisão de expulsar os jesuítas do Estado. A proibição da escravização dos índios e a eliminação dos regulares do comércio exigiram a reorganização de tais atividades em outros moldes, atendendo aos interesses presentes no Estado e na corte. Mendonça Furtado já apontava as vantagens do confisco pela coroa das fazendas dos regulares, considerando importante mantê-los no trabalho da catequese indígena e propondo pagar-lhes côngruas para que pudessem se manter. Respondendo afirmativamente à pergunta feita pelo rei, através do seu Conselho Ultramarino, se seria vantajosa para a coroa tomar para si as fazendas dos regulares, “passando a administração de todas aos vassalos de S. Maj” (Carta de 13 de fevereiro de 1754), demonstra-lhe que, dessa maneira, aumentaria substancialmente os rendimentos coloniais, na medida em que os novos proprietários passariam a pagar os dízimos de tudo que lucrassem nelas, coisa que não acontecia com os religiosos. Reafirma-lhe também a grande utilidade que haveria para o Estado a extinção das forças deste corpo poderoso e nocivo, a Companhia de Jesus.
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E A COMPANHIA DE JESUS (1751-1759) REFLEXOS DO CONFRONTO ENTRE ABSOLUTISMO ILUSTRADO E PODER RELIGIOSO NA AMÉRICA EQUINOCIAL

E A COMPANHIA DE JESUS (1751-1759) REFLEXOS DO CONFRONTO ENTRE ABSOLUTISMO ILUSTRADO E PODER RELIGIOSO NA AMÉRICA EQUINOCIAL

a astronomia e os instrumentos de medição eram ainda rudimentares para os padrões atuais, restaram muitas incertezas em relação ao exato ponto de passagem do meridiano latitudinal. Também foi urgente realizar o novo tratado, o de Saragoça (1529), para estabelecer o ponto de encontro oriental do meridiano, que se deslocava do Ocidente em direção àqueles confins do mundo. Desnecessário dizer que tais intentos não vingaram. Eles restaram em letra morta com a simples entrada de outros reinos na competição pelo controle comércio colonial marítimo, que ignoraram os tratados que não foram consultados ou que não fizeram parte durante as negociações. Além disso, o território americano era vasto demais para que as nações ibéricas pudessem fazer frente a tais investidas. No entanto, entre os remotos pactuantes, os tratados ainda eram evocados em casos pontuais, a exemplo dos frequentes litígios entre os colonos castelhanos e os lusitanos nas zonas fronteiriças, entre os dois impérios na América do Sul. Os luso-brasileiros em contínua expansão ocuparam e colonizaram a hinterlândia do continente. A interiorização resultou principalmente da necessidade de ocupar certos pontos do litoral além dos limites oficiais de Tordesilhas. Dessa forma, podemos dizer que são três os fatores que fizeram com que a fronteira do Tratado de Tordesilhas fosse desrespeitada pelos moradores do Brasil, são eles: a busca por metais precisos, a captura de índios, a prática da pecuária e a necessidade de ocupar territórios, que, a despeito de sua localização, estava fora dos limites estipulados entre Portugal e Espanha, obrigando, por razões estratégicas, que os moradores invadissem a parte que pertencia aos espanhóis.
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O ENSINO DOS GÊNEROS TEXTUAIS SOB O VIÉS HUMANISTA DA COMPANHIA DE JESUS

O ENSINO DOS GÊNEROS TEXTUAIS SOB O VIÉS HUMANISTA DA COMPANHIA DE JESUS

O ensino de língua materna tem sido o alvo frequente de estudos e pesquisas no Brasil e o foco do desenvolvimento da habilidade escrita passou a ser pensado, a partir da década de 1980, nos gêneros textuais. Ou seja, o ensino de língua vernácula passou a ter o foco no uso, sem deixar de lado o sistema (forma), mas projetado aos contextos sociais em que a linguagem veste-se de uma forma composicional, um estilo e um conteúdo ligando-se a uma situação comunicativa e para cumprir uma função ou para desempenhar um objetivo. Assim, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa passam a incentivar um ensino de língua oral e escrita dentro de uma perspectiva da representação social, na dimensão dialógica da língua orientada por princípios sociais e interacionistas, no qual os textos ou gêneros do discurso estão ligados às atividades ou às práticas sociais específicas.
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Pluralidade lingüística, escola de bê-á-bá e teatro jesuítico no Brasil do século XVI.

Pluralidade lingüística, escola de bê-á-bá e teatro jesuítico no Brasil do século XVI.

los padres inacianos concomitantemente ao estabelecimento da em- presa comercial lusitana ocupava um papel de destaque, pois “a religião deitava raízes profundas na Península Ibérica e se associara ao trono na defesa da estabilidade social, política e religiosa. Sua influ- ência estendera-se à vida cotidiana do indivíduo, ao pensamento do século” (Costa, 1956, p. 13) Coube à Companhia de Jesus a organi- zação das instituições irradiadoras dos dois veios fundamentais de sus- tentação da cultura européia nas terras americanas mais ocidentais demarcadas pelo Tratado de Tordesilhas: a Igreja Católica e a escola. Contudo, o estabelecimento do padrão cultural europeu enfrentou re- sistência por parte das sociedades indígenas encontradas pelos portu- gueses. Conforme mostra Paiva, o modelo cultural português foi ob- tido por meio da imposição:
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Aspectos de devoção e iconografia dos Quarenta Mártires do Brasil entre os sécs. XVI e XIX

Aspectos de devoção e iconografia dos Quarenta Mártires do Brasil entre os sécs. XVI e XIX

O tema encontrou, de igual modo, eco imediato na poesia a cargo da Companhia de Jesus. Um outro ilustre missionário do Brasil, José de Anchieta (1534-1597), que era natural das Canárias, e que privou com Inácio de Azevedo no Brasil, compilou vários poemas com o título Cancioneiro dos Mártires do Brasil. Inclui esta compilação dois poemas dedicados aos quarenta mártires, dois poemas em memória de Inácio de Azevedo, um poema honrando o pastor mártir Manuel Alvares e ainda dois poemas comemorando o martírio de Pedro Diaz e dos seus onze companheiros 32 .
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Tupi ou não Tupi? Predação material, ação coletiva e colonialismo no Espírito Santo, Brasil.

Tupi ou não Tupi? Predação material, ação coletiva e colonialismo no Espírito Santo, Brasil.

No destricto desta cappitania do Espirito Santo em o Citio chamado Horobé se achaõ, há mais de seis anos, alguns índios, que separados da Aldeya Rerityba, e adeministração dos Relligiozos da Companhia de Jesus, estão vivendo de baixo do mando, e Regencia de outro índio chamado Manoel Lopes, o qual, e seus filhos procedem tão absolutos, e régulos, que consta da atestação junta não darem entrada no tal citio ao bispo de Areogeoly[?], querendo fazer lhes visita, e crisma na occazião, em que fez a esma deligencia nesta Cappitania; pondo-se para esse efeito com os seus índios em armas; como também tem duvidado comprir as ordens, que como seu juiz Conservador, e Ouvidor geral desta Comarca lhes tendo mandado, deregidas a serviço de Vossa Magestade, e conservação dos ditos índios na sua aldeya Rerityba; por entender ser o único meyo de se evitar a falta de Sacramentos; que experimentão em não haver quem lhes adeministre no dito Citio (...) 14 .
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Os curumins da terra brasílica : a educação da criança no século XVI e a pedagogia jesuítica.

Os curumins da terra brasílica : a educação da criança no século XVI e a pedagogia jesuítica.

A presente dissertação tem o objetivo de analisar as ações dos padres da Companhia de Jesus com as crianças indígenas chamadas por eles de curumins, no Brasil colonial do século XVI. Privilegiando o estudo das fontes primárias, foram analisados os relatos dos padres presentes nas cartas, documentos que indicam os pressupostos filosóficos e pedagógicos dos jesuítas, além de fontes secundárias de grandes nomes da historiografia nacional com o intuito de contextualizar o cenário do Brasil no período em questão. As informações retiradas da escrita dos próprios padres contribuíram para demonstrar que os jesuítas ao objetivarem a conversão dos índios acabaram que por desenvolver uma pedagogia. Compreendido como “laboratório educacional” o período em destaque mostrou a práxis jesuítica na elaboração de estratégias para a conversão do gentio. Essas ferramentas contribuíram com a catequese do indígena por meio da participação do curumim como mediador do processo de cristianização. A criança índia foi vista pelos padres como tabula rasa, papel blanco, para quem tudo podia ser ensinado. Por intermédio do curumim, os padres tentaram conquistar os adultos. Para isso as estratégias desenvolvidas com a criança índia foram o ensino da língua, o teatro, a música e rituais cristãos acoplados ao ensino mnemônico. Além do ensino religioso, as instruções das habilidades de ler, escrever e contar estiveram presentes nas chamadas Casas de bê-á-bá ou Confrarias dos meninos. Dessa forma, o trabalho tem a intenção de colaborar no preenchimento de algumas lacunas na historiografia da criança brasileira.
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A relação entre os missionários jesuítas e indígenas no Brasil Colonial

A relação entre os missionários jesuítas e indígenas no Brasil Colonial

A companhia de Jesus foi fundada em 1539 por Inácio de Loyola na chamada Contra Reforma. Os “exércitos espirituais” de Loyola traziam as velhas noções de espiritualidade bíblica em uma nova roupagem, agora acomodadas na racionalidade dos tratadistas da Segunda Escolástica, que se apoiava em Aristóteles para justificar suas posições e ações no espaço colonial. Renunciavam, em geral, as posições mais idealizadas dos índios que na verdade nunca foram típicas dos jesuítas portugueses. Por outro lado, há a necessidade de incorporar o gentil ao “corpo da Igreja” para chegarem à salvação.
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"Não tenhas medo": a formação de uma cultura visionária em Portugal e as suas práticas e representações no Brasil (1917-1940).

"Não tenhas medo": a formação de uma cultura visionária em Portugal e as suas práticas e representações no Brasil (1917-1940).

No Brasil, o culto mariano teve como foco os pontos abordados na chamada “Fátima II”, com mensagens relacionadas com o processo de conversão da Rússia e de combate ao comunismo. As inserções de práticas culturais elaboradas por membros da Companhia de Jesus na ortodoxia do culto contribuíram para que a imagem de Nossa Senhora de Fátima se tornasse a principal representação do combate ao pensamento de esquerda e à maçonaria. A proposta colaborou com os projetos de implementação da moral, já que o comunismo tinha se tornado o inimigo dos poderes político e religioso. As mensagens atribuídas à Fáti- ma respeitaram as especiicidades do movimento de recatolização e as características cultu- rais e políticas do Brasil, com abordagens relacionadas com as questões sociais vivenciadas desde 1935.
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Interações (Campo Grande)  vol.18 número4

Interações (Campo Grande) vol.18 número4

A maneira como foram elaboradas as Co s tuiç es e a Ra o garanƟ ram o caráter unitário do modo de vida jesuíƟ co e permiƟ ram uma fl exibilidade e autonomia que possibilitaram a propagação do apostolado da Companhia por todo o o e cristão. Esses três documentos foram as diretrizes que garanƟ ram a uniformidade da práƟ ca pedagógica dos jesuítas em toda a sua caminhada missionária e doutrinária, com adaptações necessárias, caso se tratasse do Império Português, do combate aos hereges, da evangelização dos europeus, da catequese dos negros da terra do Brasil (índios) ou dos africanos escravizados. (CASIMIRO, 2007, p. 93).
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Engenho e temperamentos nos catálogos e no pensamento da Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII.

Engenho e temperamentos nos catálogos e no pensamento da Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII.

O corpo documental constituído pelos Catálogos Trienais, disponíveis no Arquivo da Cúria Geral da Companhia em Roma, referentes aos séculos XVI , XVII e XVIII , reveste-se de interesse para os estudos históricos em psi- cologia por delinear de modo claro e conciso relações entre o perfil psicos- somático de cada jesuíta e a distribuição por aptidões (“talentos”) dos ofícios previstos no âmbito da rede social da comunidade religiosa em suas diver- sas áreas e modalidades de presença missionária. Os catálogos eram redigidos pelos responsáveis de cada comunidade jesuítica, por ordem do Padre Ge- ral da Companhia. A partir das informações proporcionadas pelos Catálogos – instrumento periódico e sistemático para o conhecimento da situação con- creta da Ordem, ao longo do tempo e em todos os lugares – podia ser pla- nejada e organizada a distribuição ou redistribuição dos membros da Companhia no tempo e no espaço, segundo critérios ideais fornecidos pelo saber da Companhia, a mentalidade de seu tempo e a demanda concreta de cada situação.
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Maria de Jesus Gonçalves Lopes da Silva, “Animais de Companhia. Ética e Direito”

Maria de Jesus Gonçalves Lopes da Silva, “Animais de Companhia. Ética e Direito”

Art.388º CP – “ Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal de companhia, o abandonar, pondo desse modo em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.” O artigo tem uma definição mais ampla. Pode haver abandono no local, onde o animal é nor- malmente mantido. É um crime específico, que só pode ser co- metido pela pessoa que tenha o dever de o guardar, vigiar ou assistir. É um crime de perigo, concreto e cumulativo. Para o crime tem de resultar o duplo perigo (perigo para alimentação do animal e perigo para a proteção de cuidados que são devidos). A tentativa não é punível.
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