Conhecimento e saberes profissionais

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Saberes profissionais nos planos de desenvolvimento de institutos federais de educação.

Saberes profissionais nos planos de desenvolvimento de institutos federais de educação.

Trata-se de um projeto progressista, que entende a educação como compromisso de transformação e de enriquecimento de conhecimentos objetivos capazes de modificar a vida social e de atribuir-lhe maior sentido e alcance no conjunto da experiência humana, proposta incompatível com uma visão conservadora de sociedade. Trata-se, portanto, de uma estratégia de ação política e de transformação social. A intenção é superar a visão althusse- riana de instituição escolar enquanto mero aparelho ideológico do Estado, reprodutor dos valores da classe dominante e refle- tir em seu interior os interesses contraditórios de uma sociedade de classes. Os Institutos Federais reservam aos protagonistas do processo educativo, além do incontestável papel de lidar com o conhecimento científico-tecnológico, uma práxis que revela os lu- gares ocupados por cada indivíduo no tecido social, que traz à tona as diferentes concepções ideológicas e assegura aos sujeitos as condições de interpretar essa sociedade e exercer sua cidada- nia na perspectiva de um país fundado na justiça, na equidade e na solidariedade. (BRASIL, 2008, P. 21)
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Os saberes profissionais-técnicos em associações e cooperativas agrárias

Os saberes profissionais-técnicos em associações e cooperativas agrárias

Os factores críticos de sucesso do sistema que estudámos são (Cristóvão e Pereira, 2003): (1) o elevado sentido técnico-estratégico e sentido contextual conferem pertinência à intervenção quotidiana dos técnicos. Há uma evidente proximidade entre técnico e agricultor; (2) o suporte financeiro dos programas europeus de financiamento da agricultura, canalizados, directa ou indirectamente, para as ACA, tais como o apoio à criação e desenvolvimento de ACA, incluindo a aquisição de recursos humanos, equipamentos e materiais, subvenções à produção, financiamento de programas de formação profissional, financiamentos às explorações; e (3) a contribuição das instituições públicas de ensino superior agrário (Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro e Escola Superior Agrária de Bragança), como as principais fontes de conhecimento abstracto, proporcionando formação inicial, formação profissional, programas de investigação e de desenvolvimento. Deste modo, julgamos poder dizer que TMAD tem um sistema de produção e partilha de conhecimento e informação ao agricultor, um sistema de extensão rural (se assim quisermos chamar), mais eficaz do que já alguma vez teve anteriormente. Este sistema vai acompanhando a actividade dos agricultores, libertando-os dos fardos pesados da burocracia, partilhando com eles o processo de produção de conhecimento indispensável ao evoluir dos sistemas de produção agrária (designadamente o escoamento da produção de muitos agricultores que de outra forma estariam excluídos de qualquer lugar no mercado, assim como a luta pela preservação e valorização da qualidade dos produtos da agricultura) e assistindo-os no seu processo de desenvolvimento humano.
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SABERES PROFISSIONAIS E TRABALHO PROFISSIONAL DO GERONTÓLOGO

SABERES PROFISSIONAIS E TRABALHO PROFISSIONAL DO GERONTÓLOGO

A competência pode ser definida como uma forma de conhecimento sobre o uso de ideias, con- teúdos abstratos e gerais na resolução de problemas em contexto, ou seja, uma metacognição a partir de conhecimentos transversais (Caria, 2007). A competência profissional possibilita uma abordagem (uma atitude) às situações-problema do contexto de trabalho que é coerente entre o ser (recursos efetivos possuídos pelo profissional) e o fazer (de determinada maneira, com um deter- minado estilo pessoal). A competência profissional pode ser decomposta em: competência técnica, que diz respeito às aptidões de origem filosófica, científica e técnica, que permitem aos profissio- nais tomarem decisões sobre as melhores práticas a adotar (Caria, 2007); a competência relacional que resulta da adoção de uma postura empática e atenta a corporalidade (linguagem corporal) e às circunstâncias específicas da interação (Pereira, 2005); a competência prudencial, sustentada na lei- tura abrangente (interdisciplinar) dos contextos particulares de ação e consequente assertividade da intervenção técnica (Pereira, 2005) e, por fim, a competência discursiva que expressa uma concep- tualização e o uso de uma linguagem próprias de determinada profissão que distinguem os profis- sionais de outros profissionais e dos leigos (Caria, 2007).
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AS RELAÇÕES DOS PROFESSORES FORMADORES COM OS SEUS SABERES PROFISSIONAIS

AS RELAÇÕES DOS PROFESSORES FORMADORES COM OS SEUS SABERES PROFISSIONAIS

Esta pesquisa objetiva investigar a relação que os professores formadores estabelecem com os seus saberes profissionais nos cursos de licenciatura e tem como pressuposto que tais relações afetam a sua atividade no âmbito das universidades. Tem como base teórica os estudos desenvolvidos por André (2008), Roldão (2007), Pereira (2006), Charlot (2005; 2001;2000), Abdalla (2006), Pimenta e Anastasiou (2005), Lüdke (2004), Tardif (2008; 2002), Gómez (2001) entre outros, que pesquisam a formação de professores. Os dados foram coletados por meio da técnica do balanço do saber e de entrevistas recorrentes com professores formadores de diferentes áreas do conhecimento dos cursos de licenciatura de uma universidade da região Sul do Brasil. Tais dados revelam que as relações que os professores formadores estabelecem com seus saberes profissionais emergem principalmente da cultura institucional, tanto do período de pré-formação como da socialização profissional nas instituições na qual atuam profissionalmente. No ambiente da universidade os professores formadores estabelecem relações conflituosas com os saberes específicos e pedagógicos, que geram pontos de encontros e desencontros entre a teoria e a prática pedagógica e têm implicações na concepção de professor pesquisador/reflexivo. O estudo também revela que os professores formadores encontram-se ansiosos e decepcionados frente a deteriorização da imagem e do status social da profissão docente, o que os leva ao isolamento e em alguns casos à frustração profissional.
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Escola de educação infantil: saberes profissionais de professores e gestores

Escola de educação infantil: saberes profissionais de professores e gestores

Por meio desta pesquisa objetivou-se investigar saberes que profissionais de Educação Infantil possuem a respeito das leis e documentos publicados no Brasil, desde a década de 1980, voltados para essa etapa da Educação Básica. Entende-se por profissionais tanto professores(as) quanto gestores(as) que trabalham em creches e pré-escolas. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa que foi desenvolvido no período 2013-2014. Os sujeitos da pesquisa foram 6 professores(as) e 3 gestoras que atuavam em creches e pré-escolas de 7 municípios brasileiros e que frequentaram curso de “Difusão de Conhecimento”, via Plataforma TelEduc, no qual os dados foram coletados. Os dados foram analisados a partir de focos de análise estabelecidos com base nos objetivos da pesquisa. Assim, os focos foram: 1) saberes dos profissionais de Educação Infantil sobre legislação, 2) saberes dos profissionais de Educação Infantil sobre documentos, 3) fontes de aquisição dos saberes dos profissionais de Educação Infantil sobre leis e documentos e 4) interferência de tais saberes na constituição das identidades dos profissionais de Educação Infantil e em suas práticas. Os principais resultados obtidos sugerem que os sujeitos possuem saberes sobre leis e documentos relativos a Educação Infantil publicados nas últimas três décadas no Brasil, mas com algumas lacunas importantes em tais saberes, as quais podem interferir nas práticas que desenvolvem com as crianças pequenas e na construção de sua identidade
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O professor formador e as relações com os seus saberes profissionais

O professor formador e as relações com os seus saberes profissionais

Tem como base teórica os estudos desenvolvidos por Marin e Giovanni (2007), Roldão (2007), Charlot (2000, 2001, 2005), Pimenta et al. (2005), Marques (2003), Tardif (2002), André (2001), Gómez (2001), entre outros, que pesquisam a formação de professores. Os dados foram coletados por meio da técnica do balanço do saber e de entrevistas recor- rentes com professores formadores de diferentes áreas do conhecimento dos cursos de licenciatura de uma universidade da região Sul do Brasil. Cumpre destacar que a técnica do balanço do saber é utilizada pela equipe ESCOL na França que foi coordenada por Charlot, assim como por pesquisadores brasileiros entre eles Dieb (2007) e Lomônaco (2002). Os dados revelam que as relações que os professores formadores estabelecem relações conflituosas com os saberes específicos e pedagógicos, que geram pontos de encontros e desencontros entre a teoria e a prática pedagógica e têm implicações na concepção de professor pesquisador/reflexivo. O estudo também revela que os professores forma- dores encontram-se ansiosos e decepcionados frente à deteriorização da imagem e do status social da profissão docente, o que os leva ao isolamento e, em alguns casos, à frustração profissional.
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PERCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO JUNTO AOS DISCENTES DE PÓS-GRADUAÇÃO DE UMA IES NO ESTADO DA PARAÍBA

PERCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO JUNTO AOS DISCENTES DE PÓS-GRADUAÇÃO DE UMA IES NO ESTADO DA PARAÍBA

Esse entendimento é referendado por Padoveze (2003) quando advoga que “toda empresa tem uma missão em relação à sociedade, e a missão das empresas corresponde aos seus objetivos permanentes, que consistem em otimizar a satisfação das necessidades humanas.” Esse entendimento demonstra claramente a relação que as organizações, os gestores, e demais profissionais que estão inseridos dentro do processo de gestão, devem ter para com as questões ambientais, uma vez que não se admite que as práticas de gestão empresariais estejam ausentes de preocupações em busca de participar dos esforços em favor da defesa e proteção contra a poluição e as agressões à vida humana e a natureza. O profissional contábil deve perceber a realidade, no qual está inserido e agir no seu campo de atuação exercendo fortemente o seu papel de fornecedor de informações contábeis úteis e capazes de prestar contas à sociedade das externalidades positivas e negativas acometidas pelas organizações a partir da execução de suas atividades.
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O cadastro dos saberes: figuras do conhecimento e apreensão do real.

O cadastro dos saberes: figuras do conhecimento e apreensão do real.

Quando d’Alembert pergunta, em uma carta a Frederico, como um príncipe evi- taria o caso em que um enorme desastre incita a roubar o pão da sobrevivência a uma extrema riqueza, que não ficaria mais pobre por isso, Frederico lhe responde que, em um reino bem governado – e, portanto, ainda uma vez mais evergético – essa sistuação não aconteceria (Alembert, 1846-1849, p. 524). Recusando instruir as razões próprias de um caso no qual se deixa ver toda a realidade da vida civil e suas margens de eventua- lidade, ele o rebaixava a uma simples exceção que não se produziria. D’Alembert, desen- volvendo seu argumento, proporá nos Elementos de filosofia uma repartição proporciona- da dos encargos e dos recursos entre todos os cidadãos de um Estado, sob a restrição de distinguir entre necessidade absoluta e necessidade relativa (Alembert, apud Grimsley, 1963, p. 171; Alembert, 1965 [1758], cap. 8). Uma simples nota, implicando necessida- des, desejos, possibilidades e preferências, foi suficiente para deslocar o acento da deci- são principesca para a construção do caso – de resto, nos limites do galileanismo civil. Quando se trata do saber, que dificilmente é seguro de si mesmo, nada cede ja- mais, a menos que tenha sido investigado até o fim. Assim acontecerá particularmen- te com o compromisso kantiano da experiência, de seus epiciclos e de suas dialéticas. A fenomenologia dos fatos e dos juízos, que se tornou a metalinguagem acadêmica para as ciências exatas, imporia sua norma na fase nascente das ciências humanas, sem que se perceba ainda quanto ela era contraditória com sua intenção. O próprio termo expe- riência salvava ritualmente sua ambiguidade – trabalho de laboratório, produto incon- teste do senso comum, regra de apreciação ou sistema de conhecimento. Isso foi sufi- ciente para que a sociologia tenha por um tempo homologado seu próprio paradoxo, para que ela se esforce em fazer ver o que nenhuma experiência jamais tinha ainda visto e que, até mesmo, excluía, requerendo a autoridade e as unidades semânticas. Ela
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Histórias de vida : trajetórias de professoras no cenário político de Porto Alegre perfis (auto) biográficos no mundo contemporâneo

Histórias de vida : trajetórias de professoras no cenário político de Porto Alegre perfis (auto) biográficos no mundo contemporâneo

A “escrita de si”, também foi durante um tempo, essencialmente, masculina; pois, aparece na história, inicialmente, como narrativas de grandes feitos de heróis, no século XVIII, a partir da emergência da imagem do cidadão moderno, dotado de direitos civis e políticos. Na contemporaneidade está sendo empregada nas biografias e autobiografias, expressadas através das narrativas das Histórias de Vida empregadas nas investigações das Ciências da Educação e em outras áreas. Porque favorecem reflexões sobre “a vida humana e suas construções, especificamente as formadoras/educativas e os modos de conhecer a si e ao outro e de investigar configurações dos relatos de experiências individuais e coletivos” (SOUZA, 2006, p. 15) e, dessa forma permitem compreender os processos formativos dos sujeitos, através da escolarização, que estão imbricados nas subjetividades que ficam explicitadas nas histórias pessoais, pois, todos os sujeitos são portadores e construtores de saberes que se delineiam nas suas vivências. As escritas de si são portadoras de diversas vivências de aprendizagem tanto formativas, específicas da profissionalização do professor, quantas práticas de construção formal e informal de saberes.
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SABERES QUE SE CRUZAM: MÚLTIPLAS FACES NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

SABERES QUE SE CRUZAM: MÚLTIPLAS FACES NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

O texto intitulado Diferença que conta: uma abordagem de gênero no curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Sergipe, de Mariana Pinto e Maria Helena Cruz, é um estudo interessante sobre a questão da desigualdade de gênero nos cursos de contabilidade, demonstrando as formas de discriminação de gênero, especialmente em relação às profissionais da área contábil. Os resultados da pesquisa constaram que, em geral, as exigências em torno das mulheres, para que sejam reconhecidas profissionalmente, é mais acirrada.

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O desafio curricular da produção de saberes na sociedade do conhecimento

O desafio curricular da produção de saberes na sociedade do conhecimento

Neste texto propomos uma reflexão sobre o desafio da escola em trabalhar a questão do conhecimento em tempos de globalização e, sobretudo, da chamada sociedade do conhecimento. Dentre as grandes tarefas que, historicamente, foram atribuídas à educação escolar, o compromisso com a assimilação, a transmissão e a produção de conhecimentos é, com certeza, aquele que mais tem gerado debates e polêmicas. Quando nos referimos à escola como uma agência privilegiada que lida, direta e fundamentalmente, com a questão do conhecimento, nos deparamos com inúmeras implicações e possibilidades decorrentes dessa afirmação. Em tempos de rápidas transformações é importante que a comunidade escolar reflita sobre o significado e o viés do discurso consensual que se apresenta, no momento, sob a expressão sociedade do conhecimento, bem como das práticas pedagógicas e curriculares que se concretizam na escola em nome deste consenso. Procuramos interpretar essas implicações e possibilidades à luz das contribuições dos princípios da teoria da complexidade por entendermos que essa matriz paradigmática se constitui num dos referenciais principais e privilegiados para compreender os múltiplos significados da realidade e, por conseguinte, da educação escolar.
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Autonomia do graduando em enfermagem na (re)construção do conhecimento mediado pela aprendizagem baseada em problemas.

Autonomia do graduando em enfermagem na (re)construção do conhecimento mediado pela aprendizagem baseada em problemas.

Na metodologia da ABP, as situações-problemas são elabora- das pelos professores e visam atender uma série de temas esta- belecidos nos programas curriculares dos cursos. Neste caso em particular, isso não se deu de modo diferente, ou seja, a situação- -problema elaborada percorreu pelos temas estabelecidos no conteúdo disciplinar. Entretanto, mesmo com o caso trazendo temas específicos, os alunos aprenderam de forma independente a buscar o conhecimento pertinente, aquele passível de ser apli- cado à prática, neste particular, à situação problema utilizada.

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Os sete saberes necessários à educação do futuro

Os sete saberes necessários à educação do futuro

da enorme máquina em que ciência, técnica e burocracia estão intimamente associadas. Esta enorme máquina não produz ape- nas conhecimento e elucidação, mas produz também ignorância e cegueira. Os avanços disciplinares das ciências não trouxeram apenas as vantagens da divisão do trabalho, trouxeram também os inconvenientes da hiperespecialização, do parcelamento e da fragmentação do saber. Este tornou-se mais e mais esotérico (aces- sível apenas aos especialistas) e anônimo (concentrado nos ban- cos de dados e utilizado por instâncias anônimas, a começar pelo Estado). Da mesma forma, o conhecimento técnico está reserva- do aos especialistas, cuja competência em uma área fechada é acompanhado de incompetência quando esta área é parasitada por influências externas ou modificada por algum acontecimento novo. Nessas condições, o cidadão perde o direito ao conheci- mento. Tem o direito de adquirir saber especializado ao fazer estudos ad hoc, mas é despojado na qualidade cidadão, de qual- quer ponto de vista global e pertinente. A arma atômica, por exemplo, retirou por completo do cidadão a possibilidade de pensá-la ou controlá-la. Sua utilização é deixada geralmente à decisão pessoal e única do chefe de Estado, sem consulta a ne- nhuma instância democrática regular. Quanto mais a política se torna técnica, mais a competência democrática regride.
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A ECOLOGIA DE SABERES COMO ESTRATÉGIA EPISTEMOLÓGICA CONTRA HEGEMÔNICA DO SUL SOCIAL  Francielle Benini Agne Tybusch, Micheli Capuano Irigaray

A ECOLOGIA DE SABERES COMO ESTRATÉGIA EPISTEMOLÓGICA CONTRA HEGEMÔNICA DO SUL SOCIAL Francielle Benini Agne Tybusch, Micheli Capuano Irigaray

Para Leff (2009, P. 21) a pedagogia da complexidade ambiental, seria uma forma de valorização dos saberes, de construção de um pensamento em que o ambiente não é apenas o mundo de fora, o entorno do ser e do ente, ou que permanece fora de um sistema, mas o ambiente é um saber sobre a natureza externalizada, sobre as identidades desterritorializadas, a respeito do real negando os saberes subjugados por uma razão totalitária, o logos unificador, a lei universal, a globalidade homogeneizante e a ecologia generalizada. A construção desse saber ambiental, implica em uma desconstrução do conhecimento disciplinar, simplificador e unitário, assim, a complexidade ambiental extrapola o campo das relações de interdisciplinaridade entre paradigmas científicos para um diálogo de saberes, que implica em um diálogo entre seres diferentes.
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Práticas educativas nas unidades básicas de saúde de Belo Horizonte e sua relação com a promoção da saúde

Práticas educativas nas unidades básicas de saúde de Belo Horizonte e sua relação com a promoção da saúde

melhorar a capacidade dos profissionais, para co-gerir e inventar processos que promovam simultaneamente a saúde dos sujeitos e da coletividade. Desta forma, todo esforço empregado no ato de educar, poderá contribuir para que a prática seja conduzida de tal forma a proporcionar a transformação da realidade dos sujeitos envolvidos. Vale ressaltar que essa capacitação à qual nos referimos se estende, também, aos futuros profissionais de saúde, os estudantes. Sugere-se que, durante os estágios e nas aulas práticas, além de serem levados a compreender o conceito de saúde e o de sua promoção, que também sejam preparados para a aplicação desses conceitos na prática. Nesse sentido, a utilização de métodos e estratégias de ensino inovadoras, que incentivem a escuta e a participação dos sujeitos, o incentivo ao desenvolvimento de seu olhar crítico, assim como do entendimento de seu papel como agente transformador podem se constituir em importantes ferramentas rumo à efetivação da nova promoção da saúde, pelo menos no que se refere às ações dos novos profissionais de saúde;
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Campo comum de atuação dos profissionais da Estratégia Saúde da Família no Brasil: um cenário em construção.

Campo comum de atuação dos profissionais da Estratégia Saúde da Família no Brasil: um cenário em construção.

Resumo: Este estudo objetiva sistematizar e analisar saberes e práticas que integram o campo comum de atuação das equipes multiprofissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF). Trata-se de estudo qualitativo, com construção das informações através de entrevistas abertas e oficinas de produção de conhecimento, com 23 profissionais da ESF e das residências médica e multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade, no período de março a agosto de 2011, no município de Fortaleza. O campo comum é o espaço do compartilhamento, da socialização de práticas e saberes entre os trabalhadores que integram a atenção primária à saúde no Brasil, ou seja, profissionais das equipes da ESF, incluindo o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). É constituído, em grande parte, por acúmulos teórico-práticos da Saúde Coletiva, mas também por outros conhecimentos, como o da clínica e o da reabilitação, e os aportes de setores diversos, como Geografia, Pedagogia e Educação Popular. Os saberes e práticas essenciais do campo comum da ESF foram consolidados em dez grupos. A interface do trabalho dos profissionais é complexa e cada vez mais ampla. Há diversas ações comuns a várias profissões; algumas são complementares; outras estão muito imbricadas. O que vai possibilitar
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Cad. Saúde Pública  vol.31 número5

Cad. Saúde Pública vol.31 número5

Com essa perspectiva, o capítulo Limites, Tradu- ções e Afetos propõe uma antropologia dos afetos que ultrapasse a reificação e o poder da biomedicina, para visualizar as potências de transformação que resultam dos encontros complexos entre profissionais de saúde e povos indígenas assistidos pelo Projeto Xingu. Assim, baseando-se na narrativa de duas profissionais de saú- de e questionando a visão unilateral e limitada da bio- medicina diante de outra cosmologia, Pereira discute a força normativa e intervencionista das ações dos pro-

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A formação continuada de professores: considerações acerca dos saberes e da prática reflexiva

A formação continuada de professores: considerações acerca dos saberes e da prática reflexiva

trabalho coletivo na escola, reuniões pedagógicas, trocas cotidianas com os pares, participação na gestão escolar, congressos, seminários, cursos de diversas naturezas e formatos, oferecidos pelas Secretarias de Educação ou outras instituições para pessoal em exercício nos sistemas de ensino, relações profissionais virtuais, processos diversos, enfim tudo que possa oferecer ocasião de informação, reflexão, discussão e trocas que favoreçam o aprimoramento profissional, em qualquer de seus ângulos, em qualquer situação (GATTI, 2008, p. 57).
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Etnomatemática: a aranha tece puxando o fio da teia,  a ciência da “abeia”, da aranha e a minha muita gente desconhece

Etnomatemática: a aranha tece puxando o fio da teia, a ciência da “abeia”, da aranha e a minha muita gente desconhece

Desta feita, ainda de acordo com D’Ambrósio (2009), em todas as culturas e em todos os tempos, o conhecimento, que é gerado pela necessidade de uma resposta a problemas e situações distintas, está subordinado a um contexto natural, social e cultural. A Matemática tem sido conceituada como a ciência dos números e das formas, das relações e das medidas, das inferências, e suas características apontam para a precisão, o rigor, a exatidão. Entretanto, o que justifica o papel central das ideias matemáticas é o fato de elas fornecerem os instrumentos intelectuais para lidar com situações novas e definir estratégias de ação na busca material por sobrevivência e supremacia da espécie humana na terra.
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E DUCAÇÃO E MUNDO DO TRABALHO

E DUCAÇÃO E MUNDO DO TRABALHO

O que se espera é que ocorra uma reflexão por parte do engenheiro sobre as demandas provenientes de um mundo em movimento, que exige papéis de controle voltados para a gestão de resultados, na sociedade capitalista, que apresenta uma demanda de saberes profissionais sempre aberta a revisões. Portanto, o tema abordado sugere a busca de uma forma de pensar que auxilie professores e responsáveis pelo planejamento das ações educativas no ensino da Engenharia, no intuito de conceber discussões que possam ajudar o engenheiro gestor a superar lacunas nascidas no processo de constituição dos seus saberes profissionais que ocorre durante a formação acadêmica, mas também antes e depois dela.
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