Danos ambientais

Top PDF Danos ambientais:

A REPARAÇÃO CIVIL DOS DANOS AMBIENTAIS ANTE A HIPOSSUFICIÊNCIA DO DEGRADADOR

A REPARAÇÃO CIVIL DOS DANOS AMBIENTAIS ANTE A HIPOSSUFICIÊNCIA DO DEGRADADOR

Os sistemas jurídicos são paulatina e pro- gressivamente atualizados buscando adequar-se às transformações sociais, políticas, econômicas e culturais de cada sociedade em cada momento his- tórico. Assim sendo, concomitantemente às inten- sas alterações ocorridas nos últimos séculos e em particular nos últimos anos, decorrentes das novas tecnologias, da globalização, da esgotabilidade dos recursos naturais e dos altos índices de poluição, no- vos direitos foram proclamados e/ou reafirmados, e, hodiernamente, busca-se a efetividade deles. Nesse sentido, tanto o Direito nacional como o internacio- nal desempenham uma missão relevante, haja vista que, tratando-se de meio ambiente e de danos am- bientais, não existem fronteiras e barreiras políticas e geográficas e, consoante o sociólogo alemão Ulrich Beck (1999), vive-se na Sociedade do Risco Global. O Direito pátrio estabelece uma complexa normati- vidade quando se refere a meio ambiente: respon- sabilização penal, administrativa e civil, todas po- dendo ser aplicadas cumulativamente. A legislação brasileira permite, inclusive, a punição das pessoas jurídicas pelo cometimento de crimes ambientais e, no tocante à responsabilização civil, hoje, vislumbra- se uma nítida evolução das suas regras. Das normas rígidas e baseadas na responsabilização dependente da culpa e da prova cabal do dano, evolui-se à res- ponsabilização sem culpa, em que, além da prova do nexo causal ser mais flexível, portanto, podendo ser baseada na probabilidade, tem-se a responsabiliza- ção pelos riscos de danos e/ou danos cometidos a va- lores patrimoniais e extrapatrimoniais (dano moral), causados direta ou indiretamente ao meio ambiente. Destarte, justifica-se a realização deste trabalho que tem como intuito analisar a responsabilização civil pelos danos ambientais cometidos pelo degrada- dor-hipossuficiente, a partir de um estudo histórico das regras de responsabilização civil baseadas no Direito Privado às modernas do Direito Público. À realização de tal escopo, adotou-se um enfoque bi- bliográfico multidisciplinar com auxílio do Direito Ambiental, Constitucional, Civil e Processual Civil e normativo. O trabalho está dividido em três partes: introdução, desenvolvimento e considerações finais.
Mostrar mais

18 Ler mais

O MEIO AMBIENTE E A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA POR DANOS AMBIENTAIS

O MEIO AMBIENTE E A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA POR DANOS AMBIENTAIS

O presente artigo visa investigar e confirmar a atuação predominante da responsabilidade civil objetiva nos julgados brasileiros referentes aos danos ambientais, bem como estudar o histórico do Direito Ambiental e identificar os regimentos legais ambientais vigentes no Brasil. Ademais, classificar os danos puníveis, as teorias utilizadas para estipular o nexo causal entre o dano e a atividade poluente, e pontuar a teoria mais eficaz. Conta, também, com o estudo comparativo, onde procura identificar as tendências mundiais sobre a responsabilização dos danos ambientais. A metodologia utilizada abrange levantamentos bibliográficos, documentais e comparativos de todos os materiais encontrados, capazes de analisar as diretrizes indagadas na pesquisa. Em suma, a problemática abordada dispõe sobre as soluções utilizadas no ordenamento jurídico brasileiro mais benéficas ao Meio Ambiente,
Mostrar mais

15 Ler mais

Comparação entre métodos de valoração de danos ambientais para fins periciais

Comparação entre métodos de valoração de danos ambientais para fins periciais

Entre os 24 métodos e procedimentos analisados, o Custo de Reposição precifica de maneira fácil, objetiva e direta o custo de restauração do bem ambiental danificado (dano direto). Os métodos e procedimentos que adotam o valor do dano direto como base de cálculo de danos indiretos utilizam diferentes coeficientes de cálculo, que resultam em valores discrepantes de danos indiretos e, portanto, não devem ser utilizados indiscriminadamente em perícias ambientais. A valoração de danos ambientais totais (danos diretos + danos indiretos) por meio de procedimentos diferentes também produziu preços discrepantes. Dessa forma, o valor de um dano ambiental é função do método utilizado para precificá-lo. Sendo assim, o elevado grau de subjetivismo embutido na valoração de danos indiretos destoa do pragmatismo da materialidade pericial.
Mostrar mais

8 Ler mais

METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE DANOS AMBIENTAIS DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO EM BENTO RODRIGUES (MG)

METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE DANOS AMBIENTAIS DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO EM BENTO RODRIGUES (MG)

Em novembro de 2015 ocorreu um dos maiores desastres ambientais já registrados em Minas Gerais e no Brasil, o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão. Neste estudo, o objetivo é mensurar a área atingida mais próxima ao rompimento da barragem para quantificar os impactos gerados ao meio ambiente. Para isso, foram utilizadas ferramentas, técnicas e softwares de geoprocessamento para georreferenciar, tratar, classificar e analisar imagens na região do desastre em diferentes períodos. A metodologia aplicada permite medir a área do impacto e consequentemente avaliar os danos ambientais causados pelo desastre não natural. Com base na área de projeto deste estudo, a lama de
Mostrar mais

17 Ler mais

A desconstrução do espaço na Lagoa da Conceição – uma análise dos danos ambientais com base em instrumento jurídico

A desconstrução do espaço na Lagoa da Conceição – uma análise dos danos ambientais com base em instrumento jurídico

Outro agravante refere-se à falta de uma co- brança mais efetiva por parte da população para que esses órgãos cumpram com seus deveres. Observa-se, inclusive, que o fato de as pessoas físicas aparecerem em segundo lugar, com 23% de responsabilidade nos danos ambientais da Lagoa, mostra que os pequenos empreendimentos passam, muitas vezes, desapercebi- dos, camuflados e quando são notados já estão efe- tivados, sendo muito mais difícil reverter o quadro. Barbosa (2003) coloca essa questão referindo-se à responsabilidade da população em geral, que segue suas próprias regras em desacordo com a preservação e legislação vigentes. Já quanto aos grandes empre- endimentos, o controle é bem maior, pois são mais visíveis e fáceis de ser acompanhados.
Mostrar mais

16 Ler mais

civil do estado por negligência na prevenção de danos ambientais

civil do estado por negligência na prevenção de danos ambientais

A ocorrê ncia do dano ambiental dá ensejo à reparaçã o. E sta reparaçã o pode ser de forma de ressarcimento pelos danos causados e pode ser em forma de valores pecuniá rios, mas um dos grandes problemas no caso de desastres ambientais é que nã o existem parâmetros econômicos para se determinar o valor de uma indenizaçã o para cobrir danos ambientais. Na realidade, o que ocorre sã o determinantes sobre as quais sã o calculadas as possíveis perdas ao meio ambiente e aos indivíduos que forem afetados, diretamente ou indiretamente, pelo dano causado. T ambé m nã o existe uma fó rmula que consiga calcular o dano ambiental em toda a sua amplitude, pois o abalo causado pelo problema pode nã o ser visível ou somente se pronuncie algum tempo depois do fato inicial.
Mostrar mais

62 Ler mais

PRESSUPOSTA POR DANOS AMBIENTAIS COMO INSTRUMENTO DE JUSTIÇA   Vaninne Arnaud de Medeiros Moreira

PRESSUPOSTA POR DANOS AMBIENTAIS COMO INSTRUMENTO DE JUSTIÇA Vaninne Arnaud de Medeiros Moreira

O presente trabalho se justifica diante da constante busca pela preservação da natureza e efetivação da justiça socioambiental, através de formas mais severas de responsabilização civil por danos ambientais. Os objetivos traçados foram o de examinar o instituto da responsabilidade civil, estudar os danos ambientais com fulcro no princípio da dignidade da pessoa humana, identificar a justiça socioambiental e analisar a adoção da teoria da responsabilidade pressuposta em casos de dano ambiental como forma de justiça socioambiental. A metodologia empregada utilizou o método investigativo e descritivo. Quanto aos métodos de procedimento, utilizou-se o histórico, o comparativo e o exegético- jurídico. A técnica de pesquisa utilizada foi à documentação indireta. Ao final, constou-se a possibilidade de utilização da teoria da responsabilidade pressuposta como forma de assegurar a concretização da justiça socioambiental em casos de agressões ao meio ambiente.
Mostrar mais

23 Ler mais

Danos ambientais em áreas de preservação permanente na Zona Costeira: os desafios de Camocim  Ceará

Danos ambientais em áreas de preservação permanente na Zona Costeira: os desafios de Camocim Ceará

Ao discorrer sobre a base jurídica que sustenta a temática ambiental, a pesquisa pôs em evidência os pontos fortes e as inconsistências presentes na legislação que trata sobre a matéria. O principal avanço ora apresentado foi traçar elos entre os aspectos legais e o conhecimento técnico-científico dos sistemas ambientais, tendo como cenário o Município de Camocim – CE. O foco foram os danos ambientais em Áreas de Preservação Permanente, com destaque para as apurações na esfera administrativa e cível, considerando os percalços típicos da análise processual, reconhecendo falhas e propondo ajustes e diretrizes. A base de dados da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará foi utilizada como referência, visto que este órgão acumula 28 anos de experiência nas lides ambientais no estado. Os sistemas ambientais costeiros foram escolhidos como painel, em face das peculiaridades relacionadas à intensa dinâmica natural, que gera respostas geralmente mais rápidas aos danos ambientais, favorecendo a análise em curto prazo. Estes sistemas foram definidos em escala de detalhe (1:10.000), mapeados e tipificados à luz da Teoria Ecodinâmica. Em todas as unidades, foram realizadas visitas técnicas de campo para aferição do mapeamento e levantamento de informações complementares ao entendimento dos danos. Os resultados revelaram que a proteção legal no que se refere as Áreas de Preservação Permanente não se mostra compatível com a vulnerabilidade dos sistemas ambientais costeiros. Ao aprofunda-se no conhecimento desses sistemas, considerando os processos históricos de exploração, esta tese propôs critérios para análise de danos ambientais. Foi apresentado um conjunto de diretrizes para uma legislação estadual específica, mais eficaz na proteção de dunas, manguezais, salgados e apicuns. Por fim, a tese apresentou uma discussão sobre os pontos fortes e as fragilidades da atuação administrativa na proteção do meio ambiente do Estado do Ceará. Nesse exercício, percebeu-se que as decisões, judiciais e administrativas, tendem a ser mais medíocres quanto menos se conhece os ambientes afetados. Comprovadamente, a reparação in natura é a melhor opção.
Mostrar mais

150 Ler mais

OCUPAÇÕES IRREGULARES: CONFITOS ENTRE O DIREITO À MORADIA E A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR DANOS AMBIENTAIS

OCUPAÇÕES IRREGULARES: CONFITOS ENTRE O DIREITO À MORADIA E A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR DANOS AMBIENTAIS

Por derradeiro, quanto ao que diz respeito às ocupações irregulares, ocorridas no espaço urbano das cidades, cabe ao poder público local impedir sua ocorrên- cia, adotar medidas administrativas de enfrentamento dessas ocupações, fazendo constar em seus planos de zoneamento urbano, zonas de relevante interesse social (Zeis) que possam absorver essa população de baixa renda e garantir-lhes o acesso e efetivação do direito à moradia. Como tais ocupações ocorrem, como manifestação e reivindicação do direito à terra urbana, segundo a Constituição Federal de 1988 compete ao município ordenar a forma de destinação e ocupação do solo urbano. Por essas razões, aduzimos a responsabilidade civil objetiva do risco administrativo da municipalidade em casos de danos ambientais decorrentes de ocupações irre- gulares no espaço urbano.
Mostrar mais

18 Ler mais

Valoração de danos ambientais: uma análise do método de avaliação contingente

Valoração de danos ambientais: uma análise do método de avaliação contingente

excedente hicksiano do consumidor, a fim de determinar a variação equivalente ou compensatória na renda do indivíduo, tal que o torne indiferente à ação. Assim, quando os consumidores são racionais e o seu excedente pode ser medido por meio de funções demanda de mercado, essa medida é uma base satisfatória de mensuração de bem-estar, ainda que sujeita a problemas usuais acerca da eqüidade e do inequívoco pagamento da compensação, caso esse seja requerido. Tratando-se de bens públicos, ou quando existem externalidades e, ou, assimetrias informacionais interferindo na determinação do excedente do consumidor, pode-se estabelecer um mercado hipotético para deduzir variações equivalentes ou compensatórias individuais. Esta é a base do Método de Avaliação Contingente, o qual obtém, a partir de dados amostrais, preferências reveladas por bens ou serviços ambientais no contexto de mercados hipotéticos, a partir do uso de questões que perguntam a DAP ou DAA (disposição a aceitar) dos consumidores. Sendo assim, o problema em apreender-se os valores ambientais em termos monetários dados pelas preferências deve-se a razões de ordem prática, conforme apresenta-se a seguir.
Mostrar mais

123 Ler mais

1253

1253

deslocou as instituições financeiras para o protagonismo princi- pal em tema de responsabilidade ambiental em projetos financi- ados, em razão das disposições contidas no normativo SARB 14/2014 aqui já referidas, as quais impõem às instituições finan- ceiras, projetos ambientais financiados diversas, obrigações an- tes da concessão do empréstimo, bem como durante a sua exe- cução. Em função da clareza das disposições do referido Nor- mativo e do caráter voluntário da prévia adesão ao mesmo pelas instituições financeiras, não se pode afastar a solidariedade das mesmas em relação aos danos ambientais causados pelos proje- tos financiados porque atendidas as exigências do art. 265 do Código Civil, segundo o qual “a solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes”.
Mostrar mais

31 Ler mais

RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO AMBIENTAL E ANÁLISE DO CASO SAMARCO: DIMENSÕES DO DANO AMBIENTAL

RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO AMBIENTAL E ANÁLISE DO CASO SAMARCO: DIMENSÕES DO DANO AMBIENTAL

RESUMO: O objetivo do presente trabalho se concentra em analisar a responsabilidade civil ambiental em face do rompimento da barragem de propriedade da mineradora Samarco S.A. O desastre ocorrido em Mariana, Minas Gerais, gerou grande repercussão no cenário mundial, sendo considerado como o maior desastre ambiental na história do Brasil. Portanto, visa-se demonstrar as dificuldades enfrentadas pela sociedade por estarem à mercê dos riscos proporcionados por grandes empresas, expondo as dimensões do dano ambiental oriundos do rompimento da barragem de rejeitos da mineração. A adesão da responsabilidade civil na forma objetiva, fundada na teoria do risco, na seara ambiental, propicia melhor aplicabilidade da lei em relação à teoria subjetiva, que na maioria dos casos, isentava os causadores de dano por falta de elementos da responsabilidade civil. Assim como a teoria do risco integral, que impede a impunidade da mineradora em face dos danos ambientais, diferentemente da teoria do risco criado. A partir do método hipotético-dedutivo, através de pesquisa jurisprudencial e doutrinária, de forma descritiva e expositiva, o presente trabalho dispõe sobre os princípios norteadores do direito ambiental, tais como os princípios de prevenção e precaução que se mostram fundamentais, uma vez que a prevenção é o melhor método de evitar catástrofes ambientais como essa. A monografia dedica-se a examinar as possibilidades jurídicas de aplicação ao caso concreto, percebendo toda dimensão do dano causado, e as possíveis formas de reparação do dano.
Mostrar mais

52 Ler mais

Ricardo Lupion, “Atividade Empresarial e Meio Ambiente. Responsabilidade Civil das Instituições Financeiras por Dano Ambiental em Projeto Financiado”

Ricardo Lupion, “Atividade Empresarial e Meio Ambiente. Responsabilidade Civil das Instituições Financeiras por Dano Ambiental em Projeto Financiado”

Ao que tudo indica, essa autorregulação da FEBRABAN deslocou as instituições financeiras para o protagonismo princi- pal em tema de responsabilidade ambiental em projetos financi- ados, em razão das disposições contidas no normativo SARB 14/2014 aqui já referidas, as quais impõem às instituições finan- ceiras, projetos ambientais financiados diversas, obrigações an- tes da concessão do empréstimo, bem como durante a sua exe- cução. Em função da clareza das disposições do referido Nor- mativo e do caráter voluntário da prévia adesão ao mesmo pelas instituições financeiras, não se pode afastar a solidariedade das mesmas em relação aos danos ambientais causados pelos proje- tos financiados porque atendidas as exigências do art. 265 do Código Civil, segundo o qual “a solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes”.
Mostrar mais

30 Ler mais

DEPÓSITO INADEQUADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO BAIRRO NOVO TEMPO II NO MUNICÍPIO DE ITUIUTABA – MG

DEPÓSITO INADEQUADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO BAIRRO NOVO TEMPO II NO MUNICÍPIO DE ITUIUTABA – MG

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (2017), a preocupação dos resíduos sólidos vem sendo discutida há décadas no âmbito nacional, pois vivemos em um sistema onde o consumo está presente no dia a dia da humanidade. Ao fazer o consumo de produtos, de certa forma contribuímos para o aumento da produção de resíduos que descartados inadequadamente causam danos ambientais e sociais para a população. Deste modo, esse trabalho apresenta um estudo do descarte inadequado de resíduos sólidos no Bairro Novo Tempo II, no município de Ituiutaba, MG, no período de maio a dezembro de 2017. Essa pesquisa foi realizada através de levantamento bibliográfico e trabalho de campo com o objetivo de acompanhar o processo de evolução de descarte inadequado dos resíduos sólidos em cinco pontos no bairro, caracterizar os tipos de resíduos, e, por fim, propor medidas mitigadoras no intuito de sensibilizar a população fazer o descarte regular minimizando esses problemas ambientais e acabando com os transtornos que esses resíduos causam na sociedade. Os resultados da pesquisa permitiram perceber que a principal causa o depósito irregular dos resíduos sólidos, nos cinco pontos analisados no bairro, está relacionada à falta de sensibilização dos moradores que despejam tais resíduos regularmente. Durante o período de acompanhamento dos principais pontos de descarte situados na área de pesquisa (de maio a dezembro de 2017), foi observada a limpeza periódica realizada pela prefeitura municipal de Ituiutaba e a implantação de placas indicativas com a proibição de jogar lixo no local. Verificou-se, mesmo com a realização desses serviços, o aumento da quantidade de resíduos sólidos descartados inadequadamente durante o recorte temporal estudado.
Mostrar mais

49 Ler mais

A ocupação recente no leste paraguaio: um estudo de caso sobre a propriedade de terras e a cultura local

A ocupação recente no leste paraguaio: um estudo de caso sobre a propriedade de terras e a cultura local

Os produtores de soja são acusados de causarem impactos em relação ao meio ambiente, isso porque o cultivo assola os rios ou pequenos riachos que as matas protegiam, bem como os produtores sofrem a acusação frequente de outras causas sociais, como o desalojo de campesinos, a compra de suas pequenas propriedades, a intoxicação por agrotóxicos, entre outras coisas. Assim, há dois modelos de enclave atualmente que resultam em danos ambientais de grandes montas, e, junto a isso, prejudicam as culturas que se baseiam em um modelo de cultivo de subsistência como se dá com os campesinos, ou mesmo para a caça e a pesca para o indígena, outro sujeito que é historicamente maltratado e discriminado, seja pelos grandes proprietários nacionais ou estrangeiros, e mesmo pelas populações campesinas, que se sentem ameaçadas com a inserção cada vez maior do agronegócio e acabam adentrando as terras indígenas, provocando um novo problema em relação à questão da propriedade da terra no Paraguai, e sobre a formação e ocupação social de povoações tradicionais.
Mostrar mais

15 Ler mais

Valoração de danos indiretos em perícias ambientais

Valoração de danos indiretos em perícias ambientais

perícias é, portanto, condição indispensável para a materialização do crime. A precificação do dano ambiental é exigida em laudos periciais e o uso de modelos de valoração tornou-se frequente. O método do custo de restauração é geralmente usado na avaliação de danos ambientais. Porém, a sua utilização como método único negligencia a perda das funções ambientais do ecossistema (danos indiretos) e torna o dano lucrativo para o infrator. O exame pericial deve considerar e precificar os danos indiretos, cuja mensuração econômica é matéria controversa. Nesse sentido, há recomendações de aplicação de taxas de juros como forma de compensar perdas ecossistêmicas provisórias em locais degradados. A aplicação dessas taxas, entretanto, deve resguardar uma relação de proporcionalidade e coerência com os padrões de recuperação ambiental, devido aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Nesse sentido, taxas simples e compostas de juros mostraram-se discrepantes com a função descrita por sistemas biológicos e ecológicos em processo de recuperação. Este trabalho testou a aplicação de juros compostos decrescentes como meio de valorar danos ambientais indiretos (perdas de funções ecossistêmicas provisórias). Os resultados mostraram que o procedimento prioriza a valoração da extensão e da intensidade do dano e que os valores auferidos são proporcionais aos padrões de perda e de recuperação de funções ambientais.
Mostrar mais

9 Ler mais

A  AMBIENTAL NOS CASOS DE DANOS  COMETIDOS POR EMPRESAS DE MESMA NATUREZA.  Valquiria de Morais Onófrio

A AMBIENTAL NOS CASOS DE DANOS COMETIDOS POR EMPRESAS DE MESMA NATUREZA. Valquiria de Morais Onófrio

Para dar fechamento ao ponto, pertinente mencionar que os danos ambientais, quando na busca do agente causador e, posteriormente, na reparação, lastreiam-se na teoria do risco, na qual basta somente a demonstração do nexo causal entre a conduta do agente e o resultado para termos caracterizada a responsabilidade, isso se dando independentemente da sua intenção. A depender da atividade, pode-se deparar com um cenário de responsabilização ambiental ainda mais rígido, como no caso de danos oriundos de atividades nucleares, quando não será necessária nem mesmo a comprovação do nexo causal para a punição do agente, sendo suficiente somente a ocorrência do acidente de natureza nuclear, em virtude de ser a atividade, de per si, considerada extremamente nociva e com alto potencial poluidor (LANFREDI, 2002).
Mostrar mais

23 Ler mais

Caracterização estratigráfica, química e mineralógica do massará e conflitos socioambientais associados a sua exploração em Teresina, PI, Brasil

Caracterização estratigráfica, química e mineralógica do massará e conflitos socioambientais associados a sua exploração em Teresina, PI, Brasil

massará, porém, eles permitiram identificar as diferenças químicas, a partir dos agrupamentos que separam os elementos presentes na argila dos componentes do massará, assim como as descontinuidades litológicas existentes nos perfis estratigráficos estudados. Isto posto, a utilização desse recurso mineral, como material para a construção civil, está na presença dominante da caulinita, na fração argila, e do quartzo, na fração arenosa, e no seu desempenho como agregado miúdo (substituindo a areia fina), mas também como composto ligante (cimentante), em substituição à cal hidratada. Detectou-se, no entanto, que a extração de massará e de seixos em Teresina tem gerado diversos danos ambientais, os quais estão bem visíveis na paisagem urbana, especialmente na direção dos vetores espaciais de crescimento Norte e Sul da cidade, assim como no vetor oeste, em Timon (MA). Os impactos positivos são de natureza socioeconômica e estão relacionados à geração de emprego e renda e ao abastecimento da cidade com materiais de baixo custo, essenciais para a construção civil. Os impactos negativos são representados por alterações ambientais, como a poluição do ar e das águas; as vibrações e ruídos; impactos visuais e o desconforto ambiental. Também são gerados conflitos devido ao uso irregular do solo, à depreciação de imóveis circunvizinhos, à geração de áreas degradadas, ao contribuir para processos erosivos, escorregamentos e queda de blocos das encostas dos morros, além dos transtornos causados ao tráfego urbano. Dessa forma, os impactos da mineração estão relacionados ao alto grau de ocupação urbana, que são agravados, face à proximidade entre as áreas mineradas e as áreas habitadas. Tais impactos são decorrentes da ineficiência do poder público, enquanto normatizador, fiscalizador e gestor das questões ambientais e legais relacionadas ao uso e ocupação do solo urbano. Por essa razão, a possibilidade de exploração mineral na capital piauiense está sendo cada vez mais limitada, devido a uma extração desordenada e predatória desses recursos naturais e, também, em decorrência da expansão horizontal da cidade, ou seja, pela construção de grandes conjuntos habitacionais pelo poder público ou empreendimentos privados, como os condomínios fechados de luxo. Também contribui para essa degradação a construção, por meio de ocupações irregulares de vilas ou favelas, e demais formas de uso e ocupação do solo, tornando aleatórias as perspectivas de garantia de suprimento futuro e inviabilizando a manutenção de uma atividade mineral sustentável.
Mostrar mais

222 Ler mais

UMA ANÁLISE DOS PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS VERIFICADOS NO ESTADO DE SANTA CATARINA

UMA ANÁLISE DOS PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS VERIFICADOS NO ESTADO DE SANTA CATARINA

Impactos ambientais alteram a comprometem a qualidade socioambiental, causando danos ao meio ambiente e refratam os recursos naturais. São inúmeros aspectos nas ações antrópica que degradam esses recursos no âmbito global. E não diferente dos outros países, o Brasil tem seu papel nesses procedimentos danosos a natureza. Esse presente artigo descreve e relata os principais impactos e danos ambientais ocasionados no estado de Santa Catariana, tento como base teórica, relatos e estudos encontrados na literatura técnica, abrangendo a especificidade e particularidade de cada região do estado e dando ênfase aos impactos ambientais que causam significativos danos na fauna, flora, nos recursos hídricos, impactos e degradação do solo, impactos ambientais causados pelas atividades industriais, agrícola e os impactos ambientais naturais. Impactos socioambientais que afligem a qualidade de vida da população catarinense, causando perda na biodiversidade e comprometendo os recursos naturais para as gerações futuras do sul do Brasil.
Mostrar mais

24 Ler mais

Débora Duarte Sacchetto & Márcia Andrea Bühring, “A Complexidade do Dano Ambiental e a Responsabilização Civil no Caso Samarco” - 925

Débora Duarte Sacchetto & Márcia Andrea Bühring, “A Complexidade do Dano Ambiental e a Responsabilização Civil no Caso Samarco” - 925

que o risco se integre na unidade do ato, sendo descabida a in- vocação, pela empresa responsável pelo dano ambiental, de ex- cludentes de responsabilidade civil para afastar a sua obrigação de indenizar; c) é inadequado pretender conferir à reparação civil dos danos ambientais caráter punitivo imediato, pois a pu- nição é função que incumbe ao direito penal e administrativo; d) em vista das circunstâncias específicas e homogeneidade dos efeitos do dano ambiental verificado no ecossistema do rio Sergipe - afetando significativamente, por cerca de seis meses, o volume pescado e a renda dos pescadores na região afetada - , sem que tenha sido dado amparo pela poluidora para mitiga- ção dos danos morais experimentados e demonstrados por aqueles que extraem o sustento da pesca profissional, não se justifica, em sede de recurso especial, a revisão do quantum arbitrado, a título de compensação por danos morais, em R$ 3.000,00 (três mil reais); e) o dano material somente é indeni- zável mediante prova efetiva de sua ocorrência, não havendo falar em indenização por lucros cessantes dissociada do dano efetivamente demonstrado nos autos; assim, se durante o inter- regno em que foram experimentados os efeitos do dano ambi- ental houve o período de "defeso" - incidindo a proibição sobre toda atividade de pesca do lesado -, não há cogitar em indeni- zação por lucros cessantes durante essa vedação; f) no caso concreto, os honorários advocatícios, fixados em 20% (vinte por cento) do valor da condenação arbitrada para o acidente - em atenção às características específicas da demanda e à ampla dilação probatória -, mostram-se adequados, não se justifi- cando a revisão, em sede de recurso especial. 2. Recursos es- peciais não providos (BRASIL, 2014).
Mostrar mais

35 Ler mais

Show all 4470 documents...