Desmatamento - Controle

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Desmatamento na Amazônia: dinâmica, impactos e controle.

Desmatamento na Amazônia: dinâmica, impactos e controle.

mostrou ter uma influência notável sobre as taxas de desmatamento onde foram aplicados esforços para fazer cumprir a legislação indo mais além do que uma base simbólica. Um exemplo histórico importante é o programa de licenciamento e controle de desmatamento executado pelo governo do estado de Mato Grosso de 1999 a 2001 (Fearnside, 2003b). Este alcançou reduções significantes no desmatamento no estado como um todo, como mostrado pelas tendências em municípios onde uma fração significativa da floresta continuava em pé exposta ao desmatamento. A explosão subseqüente do desmatamento no estado que resultou de uma mudança no governo estadual realça a importância de políticas de governo por estas tendências (Fearnside & Barbosa, 2004). Em 2005, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) empreendeu a “Operação Curupira” para reprimir a exploração ilegal de madeira, que também parece ter contribuído para reduzir a velocidade de desmatamento naquele ano, embora outros fatos como baixos preços da soja e da carne bovina também contribuíram.
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A descentralização das competências ambientais e a fiscalização do desmatamento na Amazônia.

A descentralização das competências ambientais e a fiscalização do desmatamento na Amazônia.

b. Estrutura organizacional: é um instrumento administrativo que trata da forma que as ins- tituições ambientais nos estados estão organizadas visando atingir seus objetivos. Na Ama- zônia, em geral, cada estado possui um órgão ambiental da administração direta, que trata da elaboração das políticas públicas e a ele está vinculada uma autarquia (administração indireta) que tem o papel de executar as políticas ambientais. As estruturas organizacionais de meio ambiente tiveram maiores avanços nos estados amazônicos a partir da década de 1990 com o apoio do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que é um programa institucional de cooperação técnica e financeira dos países desenvolvidos em parceria com o Brasil, na área de política ambiental nos estados da Ama- zônia. Entre as ações do PPG7 destaca-se o Subprograma de Políticas de Recursos Naturais (SPRN), que promoveu o fortalecimento dos órgãos estaduais de meio ambiente (Oema), o monitoramento, o controle e a fiscalização ambiental, e reforçou a participação e a des- centralização como princípios da gestão ambiental, entre outros resultados (MMA, 2009). Nesse sentido, deveria haver uma estrutura organizacional mínima para atender as novas atribuições constitucionais, porém, a exemplo da gestão florestal, percebe-se que não se avançou quase nada;
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O desmatamento está se acelerando na Amazônia brasileira?.

O desmatamento está se acelerando na Amazônia brasileira?.

desmatamento? Talvez a única maior razão é que a capacidade de aplicação está muito aquém da legislação atual. Desmatamentos ilegais, extração de madeira, mineração e comércio de animais são comuns dentro das fronteiras da Amazônia e são processos que iniciam o empobrecimento das áreas que serão posteriormente desmatadas (Fearnside 1990; Laurance 1998, 2000). A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) estima que 80% de toda a madeira derrubada na Amazônia é ilegal, sem controle ambiental ou incidência de impostos para o governo, e em incursões recentes foram apreendidos grandes estoques de madeira roubada (Abramovitz 1998). Existe, além disso, pouca evidência de que a legislação destinada a limitar o desmatamento em propriedades privadas (Código Florestal, Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965)venha sendo cumprida ( Alves et al. 1999). Um grande esforço para reduzir as atividades ilegais na Amazônia foi iniciado recentemente pelo Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos
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Instituições e enforcement na redução do desmatamento na Amazônia

Instituições e enforcement na redução do desmatamento na Amazônia

e a política nacional ambiental; b) Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é um órgão consultivo e deliberativo com a finalidade de assessorar o Conselho de Governo e propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente, e que engloba diferentes setores sociais: representantes de entidades de trabalhado- res e da sociedade civil, representantes de entidades ambientalistas, representan- te de trabalhadores da área rural, representante de entidades profissionais com atuação na área ambiental e de saneamento indicado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, representante da comunidade indígena in- dicado pelo Conselho de Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil e representantes dos ministérios públicos federal e estaduais; c) Ministério do Meio Ambiente (MMA), que funciona como órgão central, atua na formulação, no pla- nejamento e na coordenação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente; d) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que atua como órgão executivo das políticas e diretrizes go- vernamentais ambientais e sua fiscalização; e) os órgãos seccionais são entidades estaduais, como a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), direcionadas à execução de programas em prol do uso racional dos recursos naturais e projetos de controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras.
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Cenários de desmatamento para a Amazônia.

Cenários de desmatamento para a Amazônia.

Unidades de conservação que garantam a preservação integral dos recursos naturais (parques nacionais e estaduais, estações ecológicas, reservas biológicas, entre outras) e áreas protegidas que permitam o uso desses recursos (terras indí- genas, reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável e florestas nacionais) são também componentes importantes da estratégia de controle do desmatamento. No entanto, os dados do modelo demonstram que mesmo um maciço investimento na implementação e manutenção de uma ampla rede de áreas protegidas, dentro de um cenário como “o mesmo de sempre”, não seria suficiente para impedir o empobrecimento em larga escala das principais bacias hidrográficas, ecorregiões e hábitats amazônicos. Portanto, uma estratégia de conservação extensiva deve também envolver a proteção de um arranjo funcio- nal de remanescentes florestais fora das áreas protegidas a fim de se evitar o co- lapso ambiental dos ecossistemas de florestas úmidas, já em curso em outras par- tes dos trópicos (Curran et al., 2004 ).
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Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira

Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira

de forma ilegal, seguida da utilização em atividades agropecuárias. Estas vantagens comparativas se oriundam da abundância relativa de terras agricultáveis e das favoráveis condições climáticas. A introdução e expansão da atividade agropecuária (e de outras atividades econômicas) por sua vez demanda e estimula as migrações e a maior presença do governo, com o estabelecimento dos serviços básicos e da infraestrutura, incluindo a de transportes, que por sua vez também implica o aumento da lucratividade da agropecuária, reforçando a competitividade da região. No longo prazo, contudo, o fator fundamental para a sustentação econômica das atividades agropecuárias foi, e deverá ser, a adaptação de tecnologias para as condições geo-ecológicas específicas da região, em boa medida financiada pelo governo. Esse processo tem ocorrido sobretudo no cultivo da soja e na exploração pecuária ao longo das duas últimas décadas. Os objetivos geopolíticos de soberania do território e controle do potencial econômico dos recursos naturais da região complementaram os objetivos econômicos estritamente privados da ocupação e desmatamento da região. Além da busca pelo acesso aos mercados dos países vizinhos e pelo acesso rodoviário ao oceano Pacífico, os interesses geopolíticos são legitimados pela extensa fronteira política com 8 países sul americanos, gerando portanto a necessidade de monitoramento e proteção militar, sobretudo tendo-se em conta que alguns desses países são elos cruciais na rota do tráfico internacional de drogas.
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Causas do desmatamento no Brasil e seu ordenamento no contexto mundial.

Causas do desmatamento no Brasil e seu ordenamento no contexto mundial.

Pfaff (1997), ao analisar os determinantes do desmatamento na Amazônia brasileira para o período de 1970 a 1988, considerando a densidade populacional, construção de estradas, crédito e a qualidade do solo como variáveis de controle, concluiu que o aumento da densidade rodoviária e a qualidade do solo estão associados a maiores desmatamentos. Referente à densidade populacional, o autor mostra, através de um modelo econométrico, que as primeiras pessoas a entrarem em um município terão mais impacto sobre o desmatamento que o mesmo número de pessoas adicionais a um município já densamente povoado, o que sugere a importância da distribuição espacial da população. Já Igliori (2008) enfatiza os efeitos da aglomeração, representada pela densidade populacional sobre a Amazônia Brasileira ao longo do período de 1985 a 1995, e que resulta em um trade-off entre desmatamento e crescimento econômico, uma vez que elementos responsáveis por impulsionar a rentabilidade agrícola são geralmente reivindicados como fontes de desmatamento.
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IMPACTO DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

IMPACTO DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

Como um dos pressupostos do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal- PPCDAm (MMA, 2013), tem-se que o processo de desmatamento na Amazô- nia não é homogêneo, variando de acordo com as diferentes partes da região e ao longo do tempo. Estima-se que até 1980 o desmatamento alcançava cerca de 30 milhões de hectares, o equivalente a 6% de sua área total. Nas décadas de 80 e 90, cerca de 28 milhões de hectares foram incorpora- dos à área desmatada. Nos primeiros anos da década passada, o ritmo intensificou-se, totalizando em uma área acumulada de aproximadamente 67 milhões de hectares em 2004, o equivalente a aproximadamente 16% da área de floresta da Amazônia Legal, ameaçando seriamente o processo de desenvolvimento sustentável para a região. Assim, a partir de 2004, com o lançamento do PP- CDAm, a taxa de desmatamento anual sofreu drástica redução, chegando a 641.800 hectares para o período 2010-2011 de acordo com os dados do sistema PRODES, e gerando, segundo dados recentes, uma área acumulada de desmatamento de cerca de 18% da floresta da região (cerca de 74.800.000 hectares). Em 2012, a taxa de desmatamento atingiu o menor valor histórico da série de monitoramento do INPE chegando a 457.100 hectares. Assim, considerando as características ambientais e suas diferentes formas de ocupação, percebe-se a existência de grande número de possíveis determinantes do processo de desmatamento na região.
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Resposta do clima amazônico ao desmatamento progressivo da Amazônia e do Cerrado

Resposta do clima amazônico ao desmatamento progressivo da Amazônia e do Cerrado

Além da simulação controle (F 0 C 0 ), que considera intactos os biomas Cerrado e Amazônia, foram desenvolvidos 20 cenários de desmatamento (seção 3.3), que buscam cobrir uma vasta gama de possíveis cenários de uso do solo da floresta e do Cerrado. Este experimento foi realizado na resolução T42 (2,81 o x 2,81º), com vegetação fixa, cinco repetições (ensembles) por tratamento e por 50 anos (equivalente ao período de 1951 a 2000). Durante os 10 primeiros anos o modelo se aproxima de um estado de equilíbrio, principalmente com respeito à umidade do solo, de forma que os últimos 40 anos são usados para definir o clima médio e para realizar a análise bioclimática de acordo com a metodologia proposta por Malhi et al. (2009) (apresentada na seção 3.4). A concentração de CO 2 atmosférico se manteve fixa em 380 ppm. Foram utilizados dados observados de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) para o período, com inicialização das rodadas para os dias 17, 18, 19, 20 e 21 de janeiro de 1951, realizando cinco diferentes condições iniciais, a fim de diminuir a dependência das condições iniciais e obter uma representação mais realista do clima para a mesma época.
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Desenvolvimento rural, meio ambiente e políticas públicas: os caminhos do fortalecimento da agricultura familiar na Amazônia brasileira

Desenvolvimento rural, meio ambiente e políticas públicas: os caminhos do fortalecimento da agricultura familiar na Amazônia brasileira

— avançar no processo de ordenamento e regularização fundiária como elemento basilar para o sucesso das ações de fomento à produção sustentável. É fundamental assegurar que as instâncias governamentais acordem procedimentos complementares e integrados de regularização fundiária, diante do fato de que essa pode auxiliar o controle do desmatamento ilegal e funcionar como porta de entrada à cidadania (tendo em conta a segurança sobre a posse da terra), com o acesso das populações rurais ao crédito, à assistência técnica e a instrumentos para a recuperação do passivo ambiental identificado. É bem vinda, e mais do que necessária, a integração entre regularização fundiária e ambiental, porém, são evidentes as dificuldades para garantir de forma massiva e ágil nos estados da região amazônica a regularização ambiental das unidades produtivas familiares, o licenciamento das atividades desenvolvidas por esse público e a adequação da assistência técnica e do apoio financeiro para a recuperação ambiental;
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Desmatamento e a contribuição econômica da floresta na Amazônia.

Desmatamento e a contribuição econômica da floresta na Amazônia.

Hipoteticamente, uma política de controle de desmatamento limita a expansão relativa da área ocupada pela agropecuária. Essa restrição na oferta de terra torna esse fator mais caro e provoca uma substitui- ção do mesmo em direção a trabalho e capital. A maior demanda por esses fatores, por sua vez, eleva o seu preço, gerando um aumento de custos da produção. O aumento de custos no setor agropecuário torna seu produto mais caro, acarretando um aumento de custo aos demais setores (que usam esses produtos como insumos) e agen- tes (consumidores, exportadores e governo). Assim, a restrição na expansão da oferta de terra na Amazônia teria impactos negativos afetando mais as regiões que têm sua economia voltada para a agro- pecuária. Os resultados para PIB e emprego das 20 maiores regiões em área de desmatamento, de acordo com o cenário de Bittencourt (2011) para o período 2012-2020, estão na Tabela 2, assim como os valores dos intervalos de confiança a 90%, mostrando a variabilidade do resultado dentro do intervalo (entre 25% a 100% de redução de desmatamento). 19
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Luciano Fogaça de Assis Montag

Luciano Fogaça de Assis Montag

in Brazil. Desmatamento na Amazônia: dinâmica, impactos e controle. Floristic composition, diversity and similarity of a submontane semideciduous tropical forest in Marcelândia[r]

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Repositório Institucional da UFPA: Edge effects and the impact of wildfires on populations of small non-volant mammals in the forest-savanna transition zone in Southern Amazonia

Repositório Institucional da UFPA: Edge effects and the impact of wildfires on populations of small non-volant mammals in the forest-savanna transition zone in Southern Amazonia

in Brazil. Desmatamento na Amazônia: dinâmica, impactos e controle. Floristic composition, diversity and similarity of a submontane semideciduous tropical forest in Marcelândia[r]

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O regime de chuvas na Amazônia Meridional e sua relação com o desmatamento

O regime de chuvas na Amazônia Meridional e sua relação com o desmatamento

aquecimento global. Fotos: D. Nepstad (fogo), P. Meir (nuvens) e M. Mattos (fumaça). Fonte: Nepstad et al. (2001). ........................................................................................ 147 Figura 50 Em paisagens tropicais fragmentadas clareiras pode criar circulações atmosféricas localizadas que roubam a umidade de florestas próximas. Fonte: Laurence e Peres (2006). ............................................................................................................ 149 Figura 51 Processo da evapotranspiração e a participação do efeito albedo em diversas coberturas da superfícies do solo. Fonte: Autor, 2012. ................................................ 150 Figura 52 Padrões regionais de componentes de umidade (precipitação, convergência de umidade e evapotranspiração em mm / dia) e componentes do balanço de energia (evapotranspiração / fluxo de calor latente, saldo de radiação em relação W/m2 e Bowen - adimensional) para o trimestre Setembro-outubro-novembro. Os resultados da simulação de controle são apresentados nas figuras (a), (e), (i), (m) e (q). Os efeitos do cenário BAU2050 são apresentados nas figuras (b), (f), (j), (n) e (r). O efeito do cenário + desmatamento BAU2050 cerrado com respeito ao controle são apresentadas nas figuras (c), (g), (k), (S) e (S), enquanto que os efeitos da BAU2050 + cenário de desmatamento cerrado com respeito ao cenário BAU2050 são apresentados nas figuras (d), (h), (L), (p) e (t). ............................................................................................................................. 154 Figura 53 – O Fluoxograma representa as etapas de análise propostas. Dados pluviométricos e do uso da terra (desmatamento) são correlacionados, posteriormente é avaliada a pertinência de suas correlações. ................................................................. 158 Figura 54 As zonas de tampão
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Sistemas de Controle   Aula 11

Sistemas de Controle Aula 11

O método consiste na construção de uma tabela que estabelece uma condição necessária e suficiente de estabilidade, baseada em um arranjo triangular. Na tabela, garante-se a estabilidade[r]

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O USO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS NA MODELAGEM DE SISTEMAS NATURAIS E OUTROS Lucas Rangel Thomas

O USO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS NA MODELAGEM DE SISTEMAS NATURAIS E OUTROS Lucas Rangel Thomas

Assim, o estudo e o desenvolvimento da área de modelagem de sistemas através de equações diferenciais são de suma importância para a compreen- são de problemas reais, apresentando aplica[r]

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Roberto Toscano Couto - Equações Diferenciais

Roberto Toscano Couto - Equações Diferenciais

2.1.3 Exemplos de resolução de EDOs lineares por séries de potências em torno de ponto ordinário.. 31.[r]

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O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas.

O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas.

Esses resultados demonstram claramente a importância das áreas protegi- das (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) como uma das ferramentas para conter ou diminuir o processo do desmatamento nos três estados que mais contribuíram com o desmatamento na Amazônia legal e contraria parcialmente a hipótese generalizada de que as áreas protegidas na Amazônia não estão cum- prindo sua função principal na conservação e uso racional dos recursos na região, pelo fato de que muitas não estão ainda implementadas e apresentam diferentes graus de vulnerabilidade (Sá e Ferreira, 2000 ).
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Impactos econômicos da limitação do desmatamento no Brasil

Impactos econômicos da limitação do desmatamento no Brasil

Margulis (2004) fez um estudo minucioso sobre o desmatamento da Amazônia do início da década de 1970 até início da década de 2000, por meio de uma análise econométrica e descritiva dos dados. Seus resultados mostram que nesse período a pecuária foi a principal fonte dos desmatamentos e sua expansão seguiu um processo contínuo e de caráter inercial, e sem previsão de reversão no curto prazo, mesmo com nenhum subsídio do governo, sendo os médios e grandes agentes os principais responsáveis pelos desmatamentos. Além disso, ressalta que o processo final de ocupação se dá pela pecuária, independente de quais sejam os agentes originais. Isso porque, se ela não fosse financeiramente viável, a extração de madeira e a abertura de estradas não resultariam em conversão de florestas, já que os agentes iniciais sequer cobririam seus custos de ocupação, desmatamento e preparo do solo. Ele ressalta que a combinação de alta rentabilidade da pecuária estrita (em torno de 10% para grandes e capitalizados pecuaristas, diferentemente do restante do país) com custos de transportes viáveis é que levam aos desmatamentos e não as rodovias por si mesmas. Pois tendo condições geo-ecológicas e viabilidade, os próprios pecuaristas constroem as estradas. E no caso da agricultura, as barreiras geo-ecológicas, como a pluviosidade, impedem que ela compita com a pecuária nas regiões de floresta.
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Cenários futuros para a Amazônia: interações entre o desmatamento, as mudanças climáticas, o ecossistema natural e os sistemas agrícolas

Cenários futuros para a Amazônia: interações entre o desmatamento, as mudanças climáticas, o ecossistema natural e os sistemas agrícolas

Padrões regionais de desmatamento são resultados de várias atividades locais, pois as paisagens amazônicas são muito dinâmicas e complexas: experimentam ciclos de derrubada, cultivo, pastagem, abandono e recrescimento de floresta secundária, resultando no complexo mosaico de floresta tropical intacta, terras sobre regimes de manejo variados e recuperação de florestas secundárias (Cardille e Foley, 2003; Nepstad et al., 1999; Fearnside, 1993). No entanto, a compreensão completa da dinâmica da paisagem na Amazônia não é totalmente conhecida, uma vez que reflete diferentes taxas de desmatamento (conversão de floresta primária para pastagem e cultivos agrícolas), regimes de manejo variados de lavoura e pastagem, abandono de campos que conduzem a recrescimento de florestas secundárias (provavelmente seguido de novo desmatamento), resultando, assim, na mudança líquida da área de floresta (área desmatada menos recrescimento) (Foley et al., 2007).
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